quinta-feira, abril 07, 2005
Pedro Baptista
O BE recusou qualquer coligação com o PS no Porto, utilizando como argumento umas banalidades de tal forma insubstantes que só podem ser classificadas de não-argumentos. Teixeira Lopes, anda de tal forma empavonado com o protagonismo que lhe tem sido dado, que nem se dá ao trabalho de procurar argumentar. Uma atitude que defrauda as expectativas que criou.
O facto de Teixeira Lopes, sem qualquer argumento válido, recusar integrar uma grande coligação de Esquerda, (ou sequer uma coligação só com o PS), para a Área Metropolitana do Porto, incluindo a Câmara do Porto, revela que está disposto a desempenhar o papel que imputa à CDU: ajudar Rui Rio e os outros presidentes de Câmara de Direita da AMP.
Cingindo-nos à do Porto, com a sua recusa, caso ocorram resultados menos positivos à Esquerda, o BE entregará a presidência da Câmara a Rui Rio e o poder à coligação de Direita.
Se o BE diz que a CDU vai ter de explicar ao eleitorado como é que os seus votos acabaram por ajudar Rui Rio a aguentar-se, o que não é novidade, o BE vai poder ter de explicar às pessoas que em si votaram, como é que a sua recusa em integrar uma coligação de Esquerda poderá servir, caso o PS sozinho ou com a CDU não tenha votos suficientes, para dar a vitória a Rio e pô-lo a governar o Porto mais 4 anos!
O BE pensará que extrapolando os resultados das legislativas para as autárquicas elegerá um vereador e por isso não lhe interessaria a coligação em que teria também um vereador. Ora esta brilhante táctica política do BE, que poderá levar à eleição de um vereador ou à ida para o lixo de uns milhares de votos, em qualquer dos casos poderá levar conjuntamente à vitória da coligação PP-PSD e à presidência de Rui Rio. Pois será presidente o cabeça-de-lista que tiver mais votos. Nem que seja só um. Tanto valendo ser como não ser em coligação. Ter como não ter a maioria dos vereadores.
Eis os factos. Donde, pelos vistos, para o BE, Rui Rio não será assim tão mau. Porque devem saber como funciona uma Câmara. Ou então é o brilhantismo do Sr. Teixeira Lopes que empalidece às primeiras provas, revelando o tacticismo dos que põem os mesquinhos interesses partidários acima dos interesses da população.
O eleitorado é livre, nem pertence a partidos, nem repete necessariamente a sua votação na mesma força política. Para o eleitorado só contam os bons argumentos. Donde o BE e Teixeira Lopes que se cuidem: desconhecendo-se a humildade, às vezes, quanto mais se sobe, maior é o trambolhão. Sabendo-se que, na queda livre, os espaços percorridos são proporcionais aos quadrados dos tempos gastos em os percorrer, ou seja, a aceleração é constante.
Mas ainda o mais desconchavado, é a abertura do BE a coligações de esquerda em Lisboa e na AM de Lisboa, ao contrário do Porto. Ou acham que os partidos ou os eleitorados são diferentes, ou é o Sr. Teixeira Lopes diferente dos dirigentes lisboetas, ou então o BE adquiriu aquilo com que o PS acabou: o privilégio político da capital de fazer alianças.
O eleitorado que votou BE perceberá. Quem quer um vasto movimento de todas as forças vivas para derrotar Rui Rio e mobilizar a cidade na senda do progresso e da afirmação, e quem está preso pela jogatina político-partidária, considerando secundário o facto de poder vir a ser o instrumento de uma vitória de Rui Rio.
O PS tem pela frente uma tarefa ciclópica mas com todas as condições para vencer. Unindo o partido, unindo a cidade. Vencerá se no partido trouxer os que querem remar para o mesmo lado, deixando em terra os tradicionais despeitados que optam pelo boicote. E sobretudo se, na cidade, mobilizar todos os sectores intervenientes, num projecto que todos reconhecem como seu. Uma vitória da esquerda que envolva os cidadãos, garanta não haver decisões nas costas das pessoas e onde o presidente da Câmara circule na cidade sem andar escondido. Um Porto que se afirme tornando-se um dos instrumentos da modernização e desenvolvimento do país e seja capaz de enfrentar os seus gravíssimos desafios sociais e ambientais.
(in "Comércio do Porto", 8 de Abril 2005)
Explicações
1) Nas famílias que ainda não se conhece qual o gene e a doença do gene procurar 1) o que de mal faz a respectivo gene doente às células do intestino 2) procurar outros genes doentes, até agora desconhecidos, e que sejam esses os responsáveis pela existência de cancro nessas famílias.
2)Para além disso embora se saiba muito sobre quais os genes doentes e o que fazem às células em muitos casos, continuamos a diagnosticar o inicio da doença numa fase tardia.
O que temos agora para oferecer a estas famílias que têm estes genes doentes? 1) Mantê-las em vigilância obrigando-as a fazer exames invasivos (o gastroenterologista vigiar o intestino através de um tubo), exames pouco agradáveis. 2)Cirurgia numa fase pré-clinica, muitas vezes tirar todo o intestino.
as edições on-line
Minhoca II
Agora diz-se que existem lutas desenfreadas para vêr quem tem estaleca para Segurança social, Direcções regionais do IPJ, Emprego, CCRN, Saude e Hospitais, Iapmeis e afins, Habitação social, Dren, Ambiente, estradas e por aí fora.
E quando chegar as autárquicas é que vai ser. A mim dizem-me que a JSD está instalada em tudo que é Câmara.

Os dados lançados
Com a anuência do Rui Moreira em integrar o Projecto encabeçado pelo Assis (por considerar um candidato credivel e com capacidade para imprimir outra dimensão ao Porto) e com a disponibilidade da CDU em coligar-se (significa que Rui Sá integrará o próximo executivo) vem agora a possibilidade dos renovadores comunistas, como João Semedo e mesmo Edgar Correia apoiarem este projecto.
Já se nota o nervosismo do Sr. Lopes do BE, que depois de tirar o tapete da candidatura de João Semedo ao Porto para voltar a ser ele a concorrer, vem agora falar em intoxicação dos socialistas.
Na verdade a candidatura de Assis terá a sua maior dificuldade em "casa", entre socialistas, que não querem aceitar Rui Moreira como nº 2 (já se devem ter esquecido de Nuno Cardoso ao tempo de Gomes), nem sequer a entrada de independentes que ocupam lugares da "malta".
Assim sendo, não há duvidas que está também será uma candidatura contra o aparelho PS.
Dizem-nos também que a semana que vem será de grande agitação com as comissões internas do PS Porto a funcionarem, a reunirem e sem duvida a discutirem.
Credo!!! (é do momento?)

quarta-feira, abril 06, 2005
Não havia necessidade....
Titulo:
Prevenção, diagnóstico e caracterização molecular de cancro hereditário gastrointestinal associado a defeitos dos genes de reparação do DNA.
O objecto de estudo é:
Formas hereditárias de cancro do estômago e colo-rectal não polipótico com instabilidade de microssatélites.
Em algumas formas hereditárias de cancro colorectal e estomâgo, os cancros dos doentes apresentam uma característica molecular particular: a presença de instabilidade de microssatélites. Este aspecto molecular particular dos cancros ocorre por defeitos nos genes que reparam o DNA (genes de reparação) pós replicação do DNA, que levam a um aumento da taxa de mutações nas células tumorais, condicionando um aumento de instabilidade em sequencias repetitivas (microssatélites) do DNA (instabilidade de microssatélites).
Defeitos germinativos nos genes de reparação ocorrem numa grande percentagem de famílias com formas hereditárias de cancro colo-rectal não polipótico. Nas formas hereditárias de cancro não-polipótico do cólon, a pesquisa de mutações germinativas nos genes de reparação é o método de eleição no rastreio de indivíduos em risco de desenvolver este tipo de cancro. No entanto existem muitas famílias com formas hereditárias de cancro onde o defeito genético permanece desconhecido e ainda outras famílias que apresentam uma alterações germinativa na sequencia de DNA, mas que se desconhece ainda o seu qual efeito funcional, ou seja, alterações que levantam dúvidas se são ou não alterações responsáveis pelo desenvolvimento da doença (valor patogénico) . No caso do cancro do estômago familiar com instabilidade de microssatelites ainda não conhecem quais os defeitos genéticos subjacentes.
Para além disso, embora se saiba já muito sobre as bases genéticas responsáveis pelas formas hereditárias deste tipo de cancros com instabilidade de microssatélites, pouco se avançou no diagnóstico e tratamento precoce deste tipo de cancro.
Com este projecto propomo-nos:
Raquel Seruca
Afinal não é só o Mourinho. Parabéns Raquel!

os "Ruis"

O Homem de Branco
Agora ouvir lições de socialismo só porque a cúpula desenhada por Miguel Angelo está 24 horas na televisão e existe uma constante multidão sobre a Praça que o magnifico Bernini traçou, não chega.
Preferia noticias onde a Igreja católica aceitasse o papel da mulher na sociedade, nomeadamente investidas da mesma capacidade de representar Cristo (ou elas não podem vestir de branco?). Gostava que a Igreja largasse a hipócrita critica ao uso de contraceptivos, nomeadamente em países onde a sua influência acaba por resultar num massacre epidémico generalizado. Gostaria que as Igrejas aceitassem como humano o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo. Gostaria que Padres como aqueles que se recusavam a dar baptismos e comunhão por razões que tem a ver com a visão mais retrógrada, fosse condenada. Gostaria de ver uma Igreja que finalmente deixe de veladamente condenar o comunismo ou os comunistas. Gostaria de ver a Igreja preocupar-se com o céu mas também com a terra e condenar a grande maioria dos crimes ambientais. Gostaria de ver discutida de forma aberta o celibato dos Padres (sem falsos pruridos e com consciência das tantas promiscuidades humanas que isso provocam nos seminários, colégios e paróquias espalhados pelo planeta. Gostaria de ver justificada a razão da divorciada Maria José Rita não ter visitado o Vaticano. Gostaria de saber porque não foi beijado o solo de Timor. Gostaria de saber as contas do Banco do Vaticano. Gostaria que a Igreja católica não tivesse uma história de atrocidades espalhada pelos séculos recentes. Gostaria de ver acabada a bula e a dizima. Gostaria que os Padres pagassem impostos. Gostaria de saber as razões das instituições católicas gozarem de tantos privilégios fiscais e afins sem o devido retorno social. Gostaria que respeitassem a minha opinião, assim como respeito as loas ao pontificado do falecido Papa.
terça-feira, abril 05, 2005
as minhocas
Mais uma provocação!
in "Centesimus Annus - Joannes Paulos PP. II - Carta Encíclica (1991)"
João Paulo II

O Papa João Paulo II, para mim e com certeza para mais de metade do mundo, mesmo o não católico, foi com certeza a figura deste século. Não por ter viajado muito por muitos países, mas porque teve coragem para se deslocar a paragens que muitos só em sonhos é que achavam possível. Não vai ser só lembrado pelo seu espírito ecuménico, mas sim pela vontade de uma humildade desarmante para com aquele que pensa diferente, que adora um deus diferente, que reconheceu que a pecaminosa igreja de outrora cometeu erros, mas que agora tinha chegado a hora do perdão.
Foi este Ser maravilhoso que disse ao mundo que a santidade podia estar num gesto simples e sincero, que podia estar na deficiência, e nesta uma oportunidade de não desistir perante a adversidade. Foi ele que disse ao mundo, perdoar não é fraqueza mas sim a força necessária para que o mundo seja cada vez melhor.
Foi este Homem vestido de branco, que a historia dirá que os muros que caíram a leste, não foi obra da diplomacia socialista, nem da social-democracia ou outra doutrina politica, foi sem duvida a força e a determinação de alguém que humildemente falou ao coração dos homens.
Foi este sacerdote que disse ao mundo que a contracepção num mundo de idosos esquecidos, era um insulto à responsabilidade, que a eutanásia era um insulto àqueles que pugnam a todo custo por tempos curtos de sobrevivência, que o celibato perante tanto divorcio fácil era a prova maior de amor para quem quis escolher Cristo para sua fidelidade. Nestes temas, quando parecia que os jovens iriam contestar a igreja, o contrario aconteceu, este foi o Papa da juventude.
Tudo isto e muito mais nos leva a pensar que o Homem vestido de branco, que fez com que o luto fosse todo ele universal em sua memoria, até nos seus últimos dias quis passar a derradeira mensagem, o sofrimento. Mesmo o mais doloroso não tem que ser escondido, talvez tenha que ser o símbolo maior da entrega aquilo que defendemos com convicção e empenho para não dizer fé, porque fé, convenhamos, para muitos só surge na aflição e nunca em momentos de alegria e bem-estar.
Com isto termino, a dizer aos avelinos, que ser socialista hoje no século XXI, é estar mais próximo daquilo que o Homem de branco foi, do que o mais socialista diz ter sido ser.
Jaime Resende
segunda-feira, abril 04, 2005
Positivo: Maria do Rosário Carneiro e Teresa Venda.
Numa altura em que é imperioso resolver um problema humano têem a coragem
e o bom senso de tentar encontrar uma solução imediata e o mais consensual possível.
Negativo: Daniel Sanches
O concurso de 500 milhões de euros relativo ao sistema de comunicações adjudicado após as eleições revela o que de pior se pode fazer em politica.
O Lopes da esquerda pseudo "chique"
Ele há líderes e líderes!

"Não sou a favor do separatismo. O Tibete é parte da Republica Popular de China"
Delai Lama, líder espiritual do Tibete,
na Visão desta semana
domingo, abril 03, 2005
Presi"dentes"

Por exclusão de partes oferece-se o lugar ao outro:
João Paulo II


sábado, abril 02, 2005
A mentirinha de 1 de Abril

Narciso Miranda 16%
Manuel Seabra 6%
Palmira Macedo 25%
José Lello 1%
Joaquim Couto 4%
Carlos Lage 1%
Professor Miranda 16%
Henrique Calisto 2%
Filipe Rocha 3%
melhor não haver candidato 25%
sexta-feira, abril 01, 2005
FIlosofia
A resposta é simples, num País dirigido por Sócrates tem que ser assim!

finalmente o candidato a Matosinhos
"NUNO CARDOSO"
disponibiliza-se para garantir a união entre Manuel Seabra e Narciso Miranda.
Amanhã veremos as manchetes de Jornais

1º de Abril
O Borges
Parece um daqueles tecnocratas que tem mesmo a mania de ditar "postulados" políticos, ao bom jeito lisboeta e elitista.
Enfim, já se distanciou daquela imagem de António Vitorino do PSD e já lhe estalou o verniz quando falou das reuniões secretas.
Para parecer o outro nos anos 80 só lhe falta o BX sem rodagem.
Agora vem dizer que faz bem ao PSD passar 4 anos na oposição, significa o quê? Que deviam viabilizar orçamentos de estado? Ou é já um recadinho para o candidato presidencial não pensar em dissoluções e esperar por sua excelência?
Dar a volta a isto de Pedro Baptista
quinta-feira, março 31, 2005
Polémica
As escutas em Gondomar
Alguém tem dúvidas que o relacionamento entre partidos na maioria dos casos se sobrepõe ao inter-relacionamento.
Não me passa pela cabeça defender o comportamento tido, até porque confesso não ser novidade para mim, quanto mais não seja por ser sedento. Agora que abram tanto a boca de espanto, como se fosse uma grande novidade - francamente!
Se o Cerqueira faz "cambão" politico imaginem o que se fará a uma escala maior.
Bases Genéticas
Qual o objectivo e como controlar o acesso às bases de dados genéticos propostas pelo ministro Alberto Costa? Estes parecem-nos os pontos fulcrais da discussão.
É necessário elucidar vários pontos.
Quem são os alvos? Todos? Compulsivo? (voluntário não fará grande sentido)
Em que momento deve ser feito? Recém-nascidos? Maiores de idade?
Como fazer? Qual a metodologia? Que tipo de marcadores genéticos?
Que instituições vão ser responsáveis pela execução das análises? Que tipo de controlo de qualidade?
Que fazer com o material biológico após a análise? Parece-nos obrigatório que seja destruído! Espera-se que seja um arquivo de identificação genética e não um banco de material biológico!
Quem controla a informação?
Como punir abusos de informação?
Quanto vai custar?
É uma proposta atrevida, polémica e que vai gerar muita discussão. Ainda bem! Vamos assistir na opinião publica ás mais diversas opiniões, que mais uma vez espero que sejam centradas no conhecimento cientifico bem fundamentado e rigoroso.
Raquel Seruca
quarta-feira, março 30, 2005
Contributos (nº4)
Carrilho é agora um bom rapaz, outrora fez a vida negra ao governo Guterres, o que mudou?
Assis é o homem que vai a votos mas não quer ir sozinho, quer união, não de todos os socialistas, mas de todos os partidos que tramaram o Porto.
O que mudou no PS, outrora os vilões são agora os ungidos, os protagonistas, os indispensáveis, aqueles que gostam de ser pára-quedistas? Militância para quê? Mais vale acabar com a militância e viva o amiguismo.
Ah! Não se esqueçam que a limitação de mandatos não pode ser só para autarcas, que a cada quatro anos põem a cabeça no cepo, e que o povo, sendo estúpido e burro, vota sempre nos mesmos. Só é inteligente é quando vota numa lista e nela gente escondida vai sendo eleita há mais de trinta anos. Já agora o Manuel Alegre e outros quantos anos de assembleia?
Candidatos definitivos e outros não
Gondomar e afins

É divertido à brava vêr a malta do PS pegar-se ao molho. Hoje foi o Ricardo Bexiga a chamar "Zé dos Anzois" ao Manuel Pizarro.
Na verdade as candidaturas a Gondomar são tudo menos pacificas. Desde os tempos em que um dos Sedentos se meteu nisso.
Acrescente-se que no mesmo jornal se publica o "famoso" Cerqueira a ser constituido arguido.
Nós cá no Sede vamos observando, mas quem anda à chuva molha-se!
Câmara do Porto 2005

É maniqueísta ver o confronto como algo bom ou mau. O confronto não tem em si nada de negativo, muito pelo contrário. É uma das alavancas do processo dinâmico e pode ser responsável por quebrar a estagnação e o imobilismo. Mas se é errado vermos o confronto como algo negativo também me parece que ele de pouco vale, desligado de uma visão estratégica de futuro, de uma capacidade de ouvir os outros e de aprender algo com aqueles que nem sempre no dizem que “sim”. A liderança – não a chefia que é outra coisa, mas a liderança – torna-se autista se for incapaz de mobilizar, de discutir sem preconceitos, e de ser coerente com um projecto que tenha sido delineado inicialmente.
A minha esperança é que o futuro presidente da Câmara do Porto, seja ele quem venha a ser, seja alguém com essa capacidade, com a força de liderar as forças vivas da cidade, de as mobilizar para um projecto, para discutir com elas o futuro da cidade e da região. Espero que não se perca em querelas estéreis que tenham como resultado final ganhar 2000m2 de área de construção. Que veja a cultura como um elemento civilizacional e não como um desperdício de dinheiro que convém evitar. Que encontre soluções aglutinadoras e não fracturantes para os diversos intervenientes das mesmas. Que seja suficientemente culto para entender que a importância de liderar a segunda maior câmara do país não se escora em provincianismos e vitimizações permanentes, mas sim em defender um projecto moderno e vanguardista com conhecimento dos melhores exemplos europeus.
Até ás próximas eleições esperar é a única coisa que podemos fazer…
As desculpas
Espero que não esmoreça o sucesso deste sítio! Até lá fiquem com as nossas desculpas e... já agora participem.
terça-feira, março 29, 2005
As movimentações
O telefonema II
tlm1: Tou, Olá, como está o meu grande amigo?
tlm2: Bibá cámárádá, Átão pá? Olhá tu é quê é o mêu sêcrêtário gêrál!
tlm1: Pois é! Tou a ver. Sabes falei com ele e não muda de ideias! Diz que a cena da lota foi grave, que é preciso começar a caminhada no deserto e que já estás a demorar muito.
tlm2: MÁS ó JORGê! Tu promêtêstê quê êlê mudává dê idêiás, áté mê dissêstê quê sê o ápoiássêmos dêpois êlê dává o dito por não dito, quê o Álêgrê só mê ándává á námorár ê num iá gánhár!...
tlm1: Pois é pá, mas olha, até fiquei lixado (cofff!cofff! tossindo para o lado). “ele tá a reagir muito mal, schiuuuuuu!”
tlm2: Êssê gájo cum voz dê máricás vêm ágorá dizêr áo pártido,á distritál quêm é quê dêbê sêr o cándidáto á umá câmárá tão importántê como êstá cidádê dê pêscádorês? Olhá êu não sêi sê sábês más pêdi áo Hortá ê Costá párá fázêr umá sondágêm?
tlm1: Pois é curioso dizem-me que deixaram uns papeis com esses números em cima de todas as secretárias aqui do pessoal na sede nacional, aqui e nos gabinetes do parlamento. Houve quem dissesse que eles apareciam depois de ums garota assim roliça, vestida de calças cor de rosa, blusa alface, casaco amarelo gema e sapatos azul bebé passar por esses sítios. Houve quem penssasse que era uma deputada, mas…..
tlm2: Não sêi quêm foi quê fêz isso, más fêz bêm! Ê não dêixou támbém no gábinêtê do têimoso?
tlm1: “tá perguntar se viste a sondagem, que lhe digo?........ não ….. tá……” Não comentou nada, até disse outro dia que qualquer um ganha aquilo.
tlm2: Êssá ágorá, TÀ DOIDO! TÀ DOIDO! VOU COMO INDÊPÊNDÊNTÊ! VOU SOZINHO! VOCÊS VÂO VÊR!
tlm1: “digo-lhe da lista?....... sim!.....” TOU! Olha outra coisa, tinhas enviado uma lista com aqueles gajos que dava jeito colocar antes das autárquicas, só para o caso de… enfim…..! Bem… diz-me uma coisa, isto deve estar mal, diz aqui que tens 43 acessores na câmara, 29 colaboradores directos e 14 secretárias e 26 administrativos, todos camaradas do distrito? È assim?
tlm2: Máis coisá mênos coisá é como ássim dizêr, não fui êu, forám todos quê quisêrám ássim ê forám pêdindo ê êu dêi, más fálêi com o Mário, com o outro, áté tênho áquêlê quê tu…
tlm1: Tá bem já sei!...... Pronto isto resolve-se mas não se fala mais nisso e tu apoias quem a gente quiser, pode ser?
tlm2: Num é bêm ássim, átão êu é quê rêsolvi á vidá á êssá máltá ê fico á bêr nábios? Êu áindá bou como indêpêndêntê! Olhá Jorgê , tu sábês quê nuncá quis nádá párá mim ê ágorá umá coisá dêstás. Ê quêm é quê quêrêm pôr áqui? Diz-mê! Tu Sábês diz-mê! Diz-mê!
tlm1: “o gajo quer saber quem é o candidato….. digo-lhe?......não….” Meu amigo, sabes que sou teu camarada e o responsável das autárquicas. Portanto se num tivesse a ficar sem bateria poderia te dizer…. (piiiiii….piiiiii – imitação de apito de telemóvel – vai cair meu bom amigo depois falo…..piiiiii…..piiiii! )
(caiu a chamada)
segunda-feira, março 28, 2005
A moda dos referendos também no PSD
Candidatos, quais? Que projectos?
Sem dúvida que se o Dr. Santana insistir na louca corrida suicidária deixa ao PS e à esquerda (pensamos…se houver alianças), um caminho amplo, mas na verdade, ao Dr. Carrilho não lhe é conhecido pensamento substancial sobre Lisboa. Embora, outros pensamentos sejam de envergadura filosófica, reconheçamos.
Quanto ao Dr. Ferro Rodrigues, penso que um jejum é essencial, e não será por estarmos na Páscoa. Mas também o merece…
Pensemos primeiro, o PS obteve a maioria por diversas razões, mas não foi por falta de projecto para o país com certeza.
E isto é uma lição para todos os candidatos autárquicos.
Também, outra característica, que o Eng.º Sócrates afirmou será a da renovação. Ora esta terá de ser aplicada em toda a sua plenitude. Renovação, vontade de servir o cidadão, projecto de cidadania e desenvolvimento.
Matosinhos, também não pode escapar à regra. Urge renovar, sob pena de claudicar. Aproveitar esta oportunidade única e colocar os mais capzazes, aqueles que podem elevar este concelho, nos planos sociais, culturais, tecnológicos, etc, afastando caciquismos, maniqueísmos, e outros ismos, talvez uma independente possa ser uma boa escolha. Mas sobretudo a mudança para uma outra forma ética de fazer política.
Joaquim. Socialismo humanista
sexta-feira, março 25, 2005
Carrilho versus Ferro
a indefinição do Governo Civil
quinta-feira, março 24, 2005
Até ao estampanço final...
As cambalhotas na JSD
As autárquicas começam a definir-se
Calados, a "obra" vai começar!
(não conseguimos encontrar o texto na net , por isso transcrevemos na integra um artigo que foi escrito no caderno local do público anteontem. Como tem passado de boca em boca entre muita gente, julgamos muito pertinente e esperamos que nos perdoem os erros do "OCR")
«14 de Marco, a televisão apresentou uma notícia sabre uma sessão na Câmara do Porto relativa à apresentação do projecto da Avenida dos Aliados e da Praça da Liberdade da autoria dos arquitectos Siza Vieira e Souto Moura, que foram entrevistados. As palavras de Eduardo Souto Moura produziram em mim um efeito duplo de mágoa e de indignação. não gravei esses minutos de televisão e, por isso, não sou capaz de reproduzir o que ali foi dito textualmente. Mas transmitiu a ideia que esperava que agora as pessoas não começassem a contestar a obra como sempre acontecia quando no Porto se tocava numa pedra. E até acrescentou que estaria surpreendido pelo facto da obra da Rotunda da Boavista, que teria ficado tão bem, não tivesse recebido aplausos. O Público de 15 de Março da conta da posição do presidente da câmara: "Do que ninguém parece duvidar à da contestação que estas alterações irão desencadear na cidade. "No Porto, é impossível começar o que quer que seja sem haver contestação", antecipou Rui Rio, sublinhando que o desenho final decorre de condicionamentos vários mais do que de meros caprichos e insistindo na ideia de que "a intervenção terá a mão de um dos dez melhores arquitectos do mundo, ou seja, Siza Vieira-" Calada tenho estado e sei que muitos outros [também o estão]. Mas não posso calar mais. A mágoa é grande, assim como a estupefacção pelo continuado desconhecimento ou menosprezo do "ser" das coisas públicas e isto impele-me a não ficar calada. Estamos a falar de espaço público. Espaço publico é do público, da colectividade, dos munícipes que pagam os seus impostos e que mais frequentemente o utilizam e dele legitimamente se apropriam e o abrem aos visitantes diários ou de passagem. Eles adquiriram naturalmente um direito e um sentimento de posse sobre este espaço, assim como contribuem para a construção do imaginário que se vai tecendo sobre essa apropriação colectiva e que lhes confere o direito de ter uma palavra a dizer sobre os seus desígnios. Ou seja, estamos a falar de cidadania, de cidadãos que não ficam calados e que não gostam de ser admoestados a não falar. A evolução do espaço público não pode prescindir de intervenções validadas por concurso público, com apresentação de ideias alternativas, acompanhada de pareceres institucionais das tutelas e sobretudo participadas pelo público que precisa de atempadamente, ser informado de forma inteligível e tranquila. A participação é um valor democrático. Aliás, ao longo de anos tem sido reclamada pela população neste seu local por excelência de afirmação e exercício de princípios democráticos. A Praça e a Avenida (Ironia! chamadas da liberdade e dos aliados!... Humberto Delgado!!! E reparem a simbologia: as estátuas de D. Pedro IV e Garrett nos extremos!) são, como Nuno Corvacho, no Público, dizia: "...o terreiro dos Aliados, chamemos-lhe assim, é o espaço por excelência onde a cidade manifesta a sua alma colectiva, no que quer que isto signifique". A solução apresentada pelos arquitectos e uma solução possível. Não conheço o programa encomendado a que estiveram sujeitos, enunciando os objectivos pretendidos Apenas conheço os elementos que a imprensa reproduziu. Aparenta ser uma solução que privilegia o espaço avenida em vez do espaço praça. Que privilegia a simplificação da intervenção "verde" recorrendo prioritariamente a alamedas (já agora, por favor avaliem a opção das árvores, pois, segundo o jornal, aponta-se para "árvores da mesma família das que lá existem" e isso deixa-me perplexa, pois nenhuma das lá existentes tem revelado adaptar-se bem às condições estéticas e ambientais do lugar - devia-se trocar ideias e soluções sobre isto!). Que a privilegias as pessoas nos passeios laterais a alargar, em detrimento da faixa central! Que provavelmente, antecipa um programa de reabilitação funcional dos edifícios envolventes de mais forte relação com os passeios e que ainda desconhecemos. Que opta pela neutralização da cor. Que não atende ao carácter neoclássico/beauxartiano/ecléctico dos edifícios circundantes, assim como do espaço avenida e do espaço praça que ali coabitam construídos ao longo do tempo e nunca de uma vez só. Que opta par uma solução moderno-tardia de simplificação do tratamento do espaço exterior num local onde a remodelação das fachadas dos edifícios ao encontro da nova solução agora proposta é impensável (julgo eu!). O Porto 2001 trouxe investimentos assinaláveis a cidade no respeitante ao espaço público. É urgente fazer uma avaliação rigorosa e participada desta experiência. Eu diria que houve muita intervenção cujo resultado, em termos gerais, é asseado e asséptico ou higienizado ou esterilizado, ou como lhe queiram chamar, conduzindo a espaços com maior transparência e aparente largueza, por vezes pulverizados de mobiliário, mas ambiental, patrimonial e vivencialmente muito mais pobres.
A qualidade dos materiais - vivos e inertes- introduzidos tem deixado muito a desejar e as soluções projectuais, na maioria dos casos, não revelam qualquer preocupação ou sensibilidade com a sustentabilidade dos programas de conservação e manutenção do espaço público, havendo já sinais de manifesta degradação. A marginal ribeirinha será uma excepção, embora continue a achar que obrigou a ceder muito espaço público de usa pouco flexível par causa da manutenção do eléctrico. Mas veja-se a Cordoaria, Poveiros, Montevideu, Batalha, Leões, Infante, etc. A Avenida e a Praça estão agora em marcha. A opção é criar o vazio, como noticia o Público, citando Souto Moura. "O vazio que pode ficar ocupado". E o que estará para vir? A Arca de Água resistirá ao vazio? E são Lázaro? E o Passeio Alegre? Também seremos admoestados a calar?! No domínio de novos espaços públicos, ditos verdes, se exceptuarmos o Parque da Cidade, Sobreiras, Pasteleira (recuso-me a incluir a alameda de Cartes, a negação do desenho urbano e da compreensão da vivência do espaço público!) pouco mais se terá feito nos tempos recentes. Privilegiou-se "redesenhar" espaços estabilizados na malha urbana com carga patrimonial -cultural/natural -apropriados pelo imaginário colectivo, ignorando que a defesa do património diz respeito a todos. Será de ficarmos calados? Mesmo quando, como no caso da Praça e da Avenida, a Câmara do Porto usa a autoridade de dois consagrados nomes da arquitectura para manter-nos calados? Ora isto não pode estar bem! Eis a minha mágoa e a minha indignação!»
Aqui em baixo, no barómeto SEDE
Prof. Miranda vs Palmira Macedo, quem diria! Ainda é cedo para conclusões, mas vai ser interessante acompanhar.
quarta-feira, março 23, 2005
O que tu queres sei eu...
O que importa agora perceber são as movimentações em torno do referendo (e em geral das marcações dos vários referendos). Nesse sentido Paulo Portas continua igual a si próprio e pela voz de Nuno Melo procurou defender a colagem do referendo IVG à eleição presidencial. Na expectativa de que Guterres seja o nosso candidato à Presidência da Republica tenta assim tirar dois coelhos da mesma cartola. Por um lado procura pôr o candidato a falar contra a IVG, obtendo assim ganhos eleitorais para o seu lado. Por outro impede a eleição de Guterres, pois conhecendo as suas posições é fácil de prever a divisão do eleitorado, o que obviamente, iria beneficiar Cavaco. Conseguiria com esta “inocente” escolha da data arrumar com a candidatura Guterres, sabendo que para já não há nenhum no PS igualmente bem colocado. Como diria Paulo Gorjão, “ver e aprender”!

Contributos (nº3)
Se de repente a PJ chamar todos aqueles que por ventura entende desempenharem actividades profissionais passíveis de prevaricação, a olho nú, as instalações das direcções centrais vão ser pequenas para tantos interrogatórios.
Criou-se agora a ideia que autarcas, são sinónimos de bandidos, todos eles. Não são alguns, mas sim todos. Futebol, empreiteiros, concursos públicos, tudo isto é um maranho de tráfico de interesses e de influências digno de filmes da máfia italiana.
Uma pergunta que me assalta todos os dias é de que enquanto a polícia se distrai, com ambiguidades e incertezas, quem é que fiscaliza os organismos tutelados pelo estado que não cumprem com a lei porque sabem que, quando houver sentença, se um dia houver, o arguido já não existe. Meu deus tanta injustiça que ninguém se pronuncia e critica. Ninguém consegue perceber que, por exemplo, o novo código da estrada vai ser promulgado, e quem for rico, e puder pagar logo a multa, esta é mais barata, se tem colete laranja paga coima, se for verde paga na mesma. Enfim, uma panóplia de irregularidades que nem a ”PJ” nem outra força de investigação conseguiria perceber quem poderia estar por detrás de tal maldade.
José Socrates...
Aguardamos...
terça-feira, março 22, 2005
resultado de sondagem SEDE
1.
Carrilho versus Santana 55%
2.
Ferro versus Carmona 0%
3.
Carrilho versus Carmona 6%
4.
Ferro versus Santana 23%
5.
nem um nem outro 16%
Tá visto que a malta quer vêr os bonitões degladiarem-se na capital! Não nos parece, pelo menos com o carrilho! Dizem as más linguas que talvez a presidente de Junta ele lá vá!
Agora:
Ajude o Sede a contribuir para a clarificação em Matosinhos - escolha o melhor candidato na nossa nova sondagem:
Quem é o melhor candidato da esquerda à Câmara de Matosinhos - vote já
o Quirguiquistão

Chamando por Hitler

Metro a Metro, também vós Narciso e Mário
Triste
Fériazinhas, Bye Bye!

De repente...

...a blogosfera começou a falar de Narciso Miranda.
Luis Nazaré aqui, outros aqui e aqui, e ainda noutros sitios.
Terá sido isto motivado pela viagem a Lisboa?
Terá sido isto motivado pela famosa sondagem Horta e Costa?
Sondagem, qual sondagem?
A sondagem...
Qual sondagem?
A sondagem...
Qual sondagem?
Independente...
Independente, quem é que? O quê?!?!...
A sondagem...
Qual sondagem........?
segunda-feira, março 21, 2005
as esfarrapadas do Bloco
Conforme o SEDE anunciou na quinta-feira...
Na altura tentamos aqui antecipar o teor do famoso TELEFONEMA.
Francisco Assis...
...mostrou hoje, ao comentar as ultimas sondagens, porque é que se destaca dos restantes lideres politicos distritais. É que enquanto os outros se apressaram a discutir politiquices, Assis falou em "trabalho", "programa" e "equipa".
domingo, março 20, 2005
Paisagens

sábado, março 19, 2005
+ sondagem (esta só no Porto)

Sondagens
Determinação
Tiro-lhe o Chapéu, Sr. Eng., tiro-lhe o chapéu!
sexta-feira, março 18, 2005
O PROGRAMA DO XVII GOVERNO CONSTITUCIONAL...
É preciso dar formação aos investigadores (o que patentear e como patentear)
Não nos desiludam neste ponto! A cultura foi publicitada na comunicação social! Toca a promover a ciência! Ou estamos a falar do mesmo?
Era mesmo preciso que isto fosse verdade, para isso que tal olhar para os diversos financiamentos das diferentes áreas da FCT e dar um sinal claro que a produção cientifica vai mesmo contar. Que tal mudar isto? Dar maior alocação de fundos para a área das Ciências da Saúde já que ela detém apenas 11% do financiamento da FCT mas representa 30% da produção científica em Portugal!
Como implementar a carreira de investigador nas nossas Universidades? Coragem e força!
É necessário dar formação aos professores e dotar os laboratórios das escolas de equipamentos e financiamentos , e verificar quem sabe, que depois de equipados a chave para abrir a porta do laboratório se usa para além dos dias da fiscalização ou de visitas feitas pelo Poder. Porque a ciência se faz e se aprende, A FAZER!
BOA!
Era mesmo importante cumprir este ponto, porque permite programar com tranquilidade a actividade cientifica, ter objectivos a longo prazo, e racionalizar as despesas. Mudar este principio que tem gerido a comunidade cientifica –" Quando abre o período da caça pegamos todos imediatamente nos chumbos", porque nunca se sabe se vai ser a ultima oportunidade. E depois vê-se que alguns dos projectos nunca foram executados ou com uma execução mínima. Também é preciso verificar isto e dar sinais claros que isto não é bem visto!
APLAUDO! Avaliar também os seus planos, execução e quadros é fundamental. E renovar os seus quadros e dar dar voz aos mais novos nos conselhos científicos permite também mostrar novas e outras preocupações como orientar a ciência em Portugal.
Tal como gritei anteriormente, NÃO NOS DESILUDAM!! Mas por favor não estejam obcecados com a inovação porque sem ciência básica não marcaremos a diferença. Eu confio que vai correr tudo melhor!
Virar o bico ao prego
Pedro Baptista
Há sempre um ditador à espreita...
Já não há paciência para receber lições de progresso de quem (infelizmente) tem por progresso a sua própria visão do mundo.
quinta-feira, março 17, 2005
O telefonema!
tlm1: Tou, quem fala?
tlm2: Tá. Boa tarde, é da Concelhia?
tlm1: Sim! (que voz tão misógina) parece que o conheço de algum lado, só não estou a reconhecer este número! Aqui aparece-me Guterres!
tlm2: Não, agora é o meu!
tlm1: Zeeeeeeé! Biba pá, atão, nem imaginas o gosto que é tu ligares-me! Conta lá pá! Tenho ido aí tantas vezes, só que a tua secretária tem-me dito sempre que eu tenho azar, é mesmo quando eu vou que tu acabas de sair! Por isso tenho ligado para o teu número e ninguém me atende. Já não falo contigo desde aquela vez em que disseste na televisão que a minha conferência de imprensa foi uma merda, e a seguir me ligaste a dizer que o que disseste não era o querias ter dito. Mas sabes, por aqui a malta também me vai dizendo que foi uma merda. Até o velho!
tlm2: Pois é engenheiro! É verdade, agora tenho andado um pouco ocupado, mas lembrei-me de ligar-lhe, sabe….., tenho falado com o Presidente da Distrital e combinamos….
tlm1: Oh pá, esse filho da mãe! Esse bexigoso! Esse alvo de sacos do lixo! Ainda outro dia tive para lhe ir às trombas! Atão não é que o gajo anda sempre a mandar umas bocas pós jornais, quem não nos conhecesse Zéeeeeé, até pensava que tu tinhas combinado com ele, Zéeeeé! Ganda Zéeeeeé.
tlm2: Pois! na verdade a razão do meu telefonema é sobre a candidatura autárquica, eu queria ter uma palavra a dizer……
tlm1: Tá aqui uma barulheira com a Rosa do Aleixo cá em casa (Ò Pá CALEEEEEM-SE, TOU A FALAR CÚ ZÉEEEEEÉ)
tlm2: …. Tava a dizer que queria ter uma palavra no candidato e acho que o melhor colocado era…, bom, ….talvez fosse melhor que o líder do Partido local assumisse a candidatura…..
tlm1: Óh ZÉEEEEEÉ! Obrigado! Eu sabia que confiavas em mim.
tlm2: Não! Eu queria dizer o líder do Partido no Distrito! Eu estava a falar do A…..!
tlm1: O qué?????? Zéeeeeeé! MAS O COELHO PROMETEU-ME ZÉEEEEÉ, ELE PROMETEU-ME! Esse gajo, ninguém o conhece! Nem eu o conhecia no ano passado ou há dois anos quando num era militante! Eu é que sou uma figura! Olha sabes Zéeeeeé? Sabes? VOU COMO INDEPENDENTE! É ISSO, INDEPENDENTE!
E digo-te mais, vou marcar uma conferência de imprensa hoje à noite e todos os secretários coordenadores e militantes bão estar lá! Toda a gente do partido! Num vai sobrar ninguém para fazer campanha.
tlm2: Pois, compreendo, mas eu estava a pensar em ti para um lugar na gestão pública! Assim um sítio onde fosses bem remunerado.
tlm1: Pois Zéeeeé! Bem remunerado Zéeeeeé! Mesmo bem remunerado, dizes tu……! Olha…… sabes que eu apoiei o gajo para a Federação….. foi mesmo no fim, mas foi…, se calhar tens razão, aquilo da câmara é uma canseira e ganha-se mal! Como tu sabes Zéeeeeé, quando lá tive, tinha que acumular com outra coisa, aquilo mal daba para pagar um jantar à malta do Viso, quanto mais à concelhia inteira. Olha Zéeeeeé, quando é que vens ao Porto para passeares na Santa Catarina e combinares isso comigo? Hã Zéeeeé? Isso é que é política!
tlm2: Bom logo que tiver tempo! Quer dizer que posso estar descansado com as autárquicas aí?
tlm1: Oh Zéeeeé! Tá Zéeeé! Se houver algum problema, não te preocupes, candidato-me eu!
tlm2: Pois, tou a ver, mas a minha palavra era o Líder da Federaç….!
tlm1: O líder o quê Zéeeé? Ganda Zéeeeé! Olha se quiseres candidato-me antes eu e até te faço um favor: acumulo as duas coisas, esse sítio bem remunerado e a Câmara! Tas a ver Zéeeeé! Isso é que era…!
Pi….Pi…Pi…Pi … (caiu a chamada)
Norma de conduta sobre investigadores
Como aplaudi o ministro da Ciência escolhido pelo nosso primeiro..., bem como a escolha do secretário de estado escolhido pelo nosso ministro amigo da Ciência. Grande começo! Agora, acho que basta "não se meterem" muito e cumprirem as promessas financeiras que fizeram durante a campanha, porque ambos já provaram saber dar razão ao nosso primeiro quando se atreveu a ambicionar "transformar o Portugal das fatalidades no Portugal das oportunidades”.
Mas como ciência se faz com cientistas é também necessário sabermos melhor quais os nossos direitos mas também o que se espera de nós, porque isto de alguém se pôr à espera que aconteça... também já faz parte da história.
Foi publicado muito recentemente no jornal oficial da União Europeia o código de conduta para recrutamento de investigadores. Que tal uma leitura a quem estiver interessado?
What is a researcher? European Commission defines roles and responsibilities
On 11 March the European Commission has adopted a European Charter for Researchers and a Code of Conduct for the Recruitment of Researchers to make research an attractive career, which is a vital feature of its strategy to stimulate economic and employment growth.
The Charter and Code of Conduct will give individual researchers the same rights and obligations wherever they may work throughout the EU. This should help counter the fact that research careers in Europe are fragmented at local, regional, national or sectoral level, and allow Europe to make the most of its scientific potential.
“Without researchers, there is no science in Europe” said Janez Potočnik, European Commissioner for Science and Research. “That is why it is crucial to address the status of researchers. By setting out the roles and responsibilities of researchers, we are going some way to ensuring that researchers, wherever they work, are treated with the respect and esteem they deserve.”
700.000 additional researchers are deemed necessary to attain the objective of 3% of EU GDP for R&D and at the same time replace the ageing workforce in research. Although the number of researchers in the EU rose slightly from 5.4 per 1000 workforce in 1999 to 5.7 in 2001, this is well below the level in other countries that invest more (USA 8.1; Japan 9.1)
The potential shortage of researchers could pose a serious threat to the EU’s innovation, knowledge and productivity in the near future and may hamper the attainment of the Lisbon and Barcelona objectives.
Consequently, Europe must improve its attractiveness to researchers and increase the participation of women researchers. It must provide researchers with long term career prospects by improving their employment and working conditions, reinforcing R&D as a professions and creating more favourable conditions for mobility within a given research career path.
The Charter and the Code of Conduct contribute to this objective by addressing Member States, employers, funding organisations and researchers at all career stages. They cover all fields of research in the public and private sectors, irrespective of the nature of the appointment or employment, the legal status of the employer or the type of organisation or establishment in which the work is carried out.
The European Charter for Researchers addresses the roles, responsibilities and entitlements of researchers and their employers or funding organisations. It aims at ensuring that the relationship between these parties contributes to successful performance in the generation, transfer and sharing of knowledge, and to the career development of researchers.
The Code of Conduct for the Recruitment of Researchers aims to improve recruitment, to make selection procedures fairer and more transparent and proposes different means of judging merit: Merit should not just be measured on the number of publications but on a wider range of evaluation criteria, such as teaching, supervision, teamwork, knowledge transfer, management and public awareness activities.
Practical implementation will be the responsibility of the employers, funders and the researchers themselves. Both they and Member States have been closely involved in the preparations of the Charter and Code of Conduct and have welcomed the initiative.
O site da net é:
http://europa.eu.int/eracareers/pdf/Recommendation_code_charter_EN_final.pdf
É obrigatório estarmos melhor informados, é crucial sermos mais exigentes na avaliação, é fundamental sermos mais chamados a contribuir para "Vencer o atraso científico".
Raquel Seruca
O lugar ideal do éles
Parece que já esqueceu o telefonema que cinco minutos antes de ter existido já se dizia passar a existir



