quinta-feira, abril 07, 2005

A fraqueza dos não-argumentos

Pedro Baptista

O BE recusou qualquer coligação com o PS no Porto, utilizando como argumento umas banalidades de tal forma insubstantes que só podem ser classificadas de não-argumentos. Teixeira Lopes, anda de tal forma empavonado com o protagonismo que lhe tem sido dado, que nem se dá ao trabalho de procurar argumentar. Uma atitude que defrauda as expectativas que criou.

O facto de Teixeira Lopes, sem qualquer argumento válido, recusar integrar uma grande coligação de Esquerda, (ou sequer uma coligação só com o PS), para a Área Metropolitana do Porto, incluindo a Câmara do Porto, revela que está disposto a desempenhar o papel que imputa à CDU: ajudar Rui Rio e os outros presidentes de Câmara de Direita da AMP.

Cingindo-nos à do Porto, com a sua recusa, caso ocorram resultados menos positivos à Esquerda, o BE entregará a presidência da Câmara a Rui Rio e o poder à coligação de Direita.

Se o BE diz que a CDU vai ter de explicar ao eleitorado como é que os seus votos acabaram por ajudar Rui Rio a aguentar-se, o que não é novidade, o BE vai poder ter de explicar às pessoas que em si votaram, como é que a sua recusa em integrar uma coligação de Esquerda poderá servir, caso o PS sozinho ou com a CDU não tenha votos suficientes, para dar a vitória a Rio e pô-lo a governar o Porto mais 4 anos!

O BE pensará que extrapolando os resultados das legislativas para as autárquicas elegerá um vereador e por isso não lhe interessaria a coligação em que teria também um vereador. Ora esta brilhante táctica política do BE, que poderá levar à eleição de um vereador ou à ida para o lixo de uns milhares de votos, em qualquer dos casos poderá levar conjuntamente à vitória da coligação PP-PSD e à presidência de Rui Rio. Pois será presidente o cabeça-de-lista que tiver mais votos. Nem que seja só um. Tanto valendo ser como não ser em coligação. Ter como não ter a maioria dos vereadores.

Eis os factos. Donde, pelos vistos, para o BE, Rui Rio não será assim tão mau. Porque devem saber como funciona uma Câmara. Ou então é o brilhantismo do Sr. Teixeira Lopes que empalidece às primeiras provas, revelando o tacticismo dos que põem os mesquinhos interesses partidários acima dos interesses da população.

O eleitorado é livre, nem pertence a partidos, nem repete necessariamente a sua votação na mesma força política. Para o eleitorado só contam os bons argumentos. Donde o BE e Teixeira Lopes que se cuidem: desconhecendo-se a humildade, às vezes, quanto mais se sobe, maior é o trambolhão. Sabendo-se que, na queda livre, os espaços percorridos são proporcionais aos quadrados dos tempos gastos em os percorrer, ou seja, a aceleração é constante.

Mas ainda o mais desconchavado, é a abertura do BE a coligações de esquerda em Lisboa e na AM de Lisboa, ao contrário do Porto. Ou acham que os partidos ou os eleitorados são diferentes, ou é o Sr. Teixeira Lopes diferente dos dirigentes lisboetas, ou então o BE adquiriu aquilo com que o PS acabou: o privilégio político da capital de fazer alianças.

O eleitorado que votou BE perceberá. Quem quer um vasto movimento de todas as forças vivas para derrotar Rui Rio e mobilizar a cidade na senda do progresso e da afirmação, e quem está preso pela jogatina político-partidária, considerando secundário o facto de poder vir a ser o instrumento de uma vitória de Rui Rio.

O PS tem pela frente uma tarefa ciclópica mas com todas as condições para vencer. Unindo o partido, unindo a cidade. Vencerá se no partido trouxer os que querem remar para o mesmo lado, deixando em terra os tradicionais despeitados que optam pelo boicote. E sobretudo se, na cidade, mobilizar todos os sectores intervenientes, num projecto que todos reconhecem como seu. Uma vitória da esquerda que envolva os cidadãos, garanta não haver decisões nas costas das pessoas e onde o presidente da Câmara circule na cidade sem andar escondido. Um Porto que se afirme tornando-se um dos instrumentos da modernização e desenvolvimento do país e seja capaz de enfrentar os seus gravíssimos desafios sociais e ambientais.


(in "Comércio do Porto", 8 de Abril 2005)

Explicações

Caro TFF

Acho justo o seu comentário. Limitei-me a descrever o projecto sem ter explicado o que de inovador ou importante para um leitor fora desta área ele tem. Foi resultado da avaliação positiva. E que isto de ter avaliações boas pode provocar perda de capacidade (que se espera serem passageiros!).

Não basta fazer ciência temos que saber transmiti-la e às vezes isso não é nada fácil. É uma falhas graves dos cientistas e depois queixam-se que a sociedade não lhes liga. Por isso é com GOSTO que escrevo esta explicação.

Cerca de 5% das famílias com cancro do intestino, têm cancro porque têm genes doentes que fazem proteínas doentes e as células do intestino começam a exercem funções alteradas, tais como começar a crescer, deixar de morrer quando devem etc. Por isso se tornam num cancro. Um dos genes doentes que estão na base de um tipo especial de cancro são os genes que reparam o DNA . E quando tais genes estão doentes começamos a acumular múltiplos erros no próprio DNA e aumentar o risco de termos proteínas doentes e células doentes (pequeno detalhe que pode deixar de ler se quiser).

Em muitas famílias o gene doente já se conhece, noutras ainda não. O primeiro ponto do projecto que nos preocupa é:
1) Nas famílias que ainda não se conhece qual o gene e a doença do gene procurar 1) o que de mal faz a respectivo gene doente às células do intestino 2) procurar outros genes doentes, até agora desconhecidos, e que sejam esses os responsáveis pela existência de cancro nessas famílias.
2)Para além disso embora se saiba muito sobre quais os genes doentes e o que fazem às células em muitos casos, continuamos a diagnosticar o inicio da doença numa fase tardia.

O que temos agora para oferecer a estas famílias que têm estes genes doentes? 1) Mantê-las em vigilância obrigando-as a fazer exames invasivos (o gastroenterologista vigiar o intestino através de um tubo), exames pouco agradáveis. 2)Cirurgia numa fase pré-clinica, muitas vezes tirar todo o intestino.

O objectivo do projecto é identificar novos genes doentes e perceber o que fazem à célula do intestino, pois indivíduos que pertencem a essas famílias têm um risco aumentadissimo (quase de 80%) de desenvolverem cancro durante a sua vida e desenvolver uma forma de conseguir diagnosticar a doença nos indivíduos portadores de genes doentes numa fase inicial da doença sem obrigar esses doentes a fazer tantos exames invasivos.
Ou seja a gerir melhor este problema da saúde nos portadores de genes doentes.

Raquel Seruca

DOS INSECTOS - Luiza Neto Jorge

O insecto é o único fosso
temível das metamorfoses


as edições on-line

A blogosfera tem discutido muita a opção de "o público" de restringir a sua edição on-line a utilizadores. No mesmo caminho do Expresso quem quiser lêr paga ou compra nos escaparates. Dizem os blogers que se irá perder muita circulação de "o publico" na net com as variadas citações que se usa.
Por este caminho, dá a ideia que os blogues vão ter cada vez mais importância pois serão filtragens temáticas de informação - dizemos nós

Minhoca II

Consta que a nossa estória da escavadela e da minhoca tem muito sucesso.
Agora diz-se que existem lutas desenfreadas para vêr quem tem estaleca para Segurança social, Direcções regionais do IPJ, Emprego, CCRN, Saude e Hospitais, Iapmeis e afins, Habitação social, Dren, Ambiente, estradas e por aí fora.
E quando chegar as autárquicas é que vai ser. A mim dizem-me que a JSD está instalada em tudo que é Câmara.


A incoerência - no blasfémias

Julgamos que vale a pena reflectir sobre a noticia, e sobre o uso destes meios.


Os dados lançados

A preparação das listas para a Câmara do Porto estão a provocar um reboliço partidário e não só.
Com a anuência do Rui Moreira em integrar o Projecto encabeçado pelo Assis (por considerar um candidato credivel e com capacidade para imprimir outra dimensão ao Porto) e com a disponibilidade da CDU em coligar-se (significa que Rui Sá integrará o próximo executivo) vem agora a possibilidade dos renovadores comunistas, como João Semedo e mesmo Edgar Correia apoiarem este projecto.
Já se nota o nervosismo do Sr. Lopes do BE, que depois de tirar o tapete da candidatura de João Semedo ao Porto para voltar a ser ele a concorrer, vem agora falar em intoxicação dos socialistas.
Na verdade a candidatura de Assis terá a sua maior dificuldade em "casa", entre socialistas, que não querem aceitar Rui Moreira como nº 2 (já se devem ter esquecido de Nuno Cardoso ao tempo de Gomes), nem sequer a entrada de independentes que ocupam lugares da "malta".
Assim sendo, não há duvidas que está também será uma candidatura contra o aparelho PS.
Dizem-nos também que a semana que vem será de grande agitação com as comissões internas do PS Porto a funcionarem, a reunirem e sem duvida a discutirem.

Credo!!! (é do momento?)

"Outra cara nova na vereação socialista é Avelino Oliveira,..." , no Jornal de Noticias

Credo, repito. O SEDE atravessa mesmo um bom momento. Primeiro a Raquel com o seu projecto e depois o nosso Avelino Oliveira a integrar a excelentíssima vereação da Câmara Municipal do Porto. Parabéns Avelino!

quarta-feira, abril 06, 2005

Não havia necessidade....

Agora vou ter que explicar o projecto todo.
Trata-se de um Projecto Europeu que envolve 5 instituições: 1 Filandesa- Lauri Aaltonen, 2 Holandesas (Robert Hofstra (promotor do projecto) e Nils de Wind , 1 Dinamarquesa (Lene J Rasmussen) , 1 Portuguesa ( IPATIMUP- Raquel Seruca)

Titulo:

Prevenção, diagnóstico e caracterização molecular de cancro hereditário gastrointestinal associado a defeitos dos genes de reparação do DNA.

O objecto de estudo é:

Formas hereditárias de cancro do estômago e colo-rectal não polipótico com instabilidade de microssatélites.
Em algumas formas hereditárias de cancro colorectal e estomâgo, os cancros dos doentes apresentam uma característica molecular particular: a presença de instabilidade de microssatélites. Este aspecto molecular particular dos cancros ocorre por defeitos nos genes que reparam o DNA (genes de reparação) pós replicação do DNA, que levam a um aumento da taxa de mutações nas células tumorais, condicionando um aumento de instabilidade em sequencias repetitivas (microssatélites) do DNA (instabilidade de microssatélites).
Defeitos germinativos nos genes de reparação ocorrem numa grande percentagem de famílias com formas hereditárias de cancro colo-rectal não polipótico. Nas formas hereditárias de cancro não-polipótico do cólon, a pesquisa de mutações germinativas nos genes de reparação é o método de eleição no rastreio de indivíduos em risco de desenvolver este tipo de cancro. No entanto existem muitas famílias com formas hereditárias de cancro onde o defeito genético permanece desconhecido e ainda outras famílias que apresentam uma alterações germinativa na sequencia de DNA, mas que se desconhece ainda o seu qual efeito funcional, ou seja, alterações que levantam dúvidas se são ou não alterações responsáveis pelo desenvolvimento da doença (valor patogénico) . No caso do cancro do estômago familiar com instabilidade de microssatelites ainda não conhecem quais os defeitos genéticos subjacentes.
Para além disso, embora se saiba já muito sobre as bases genéticas responsáveis pelas formas hereditárias deste tipo de cancros com instabilidade de microssatélites, pouco se avançou no diagnóstico e tratamento precoce deste tipo de cancro.
Com este projecto propomo-nos:
1) melhorar o diagnóstico genético nas formas hereditárias de cancro do estômago e colo-rectal com instabilidade de microssatélites procurando identificar novos genes de reparação em famílias até agora geneticamente negativas;
2) estudar funcionalmente as sequencias de DNA que levantam dúvidas acerca do seu valor patogénico para permitir oferecer com mais segurança o aconselhamento genético nestas familias ;
3) melhorar a detecção de células tumorais numa fase precoce da doença.
Este projecto visa como objectivo ultimo melhorar a gestão clínica dos doentes com formas hereditárias de cancro do estômago e cancro colo-rectal não polipótico ligados a defeitos germinativos de reparação do DNA.

Raquel Seruca

Afinal não é só o Mourinho. Parabéns Raquel!

A nossa Raquel Seruca continua a engrandecer o nome de Portugal lá por fora, e desta vez a Comunidade Europeia depositou-lhe nas mãos uma enorme responsabilidade na investigação do cancro do estômago e intestinal. Nada menos do que um Projecto Europeu no âmbito do FP6 / Combating Câncer. Parabéns Raquel!


os "Ruis"

O PS Porto vai de "vento em popa" na campanha. Agora vemos as duas aquisições para integrar a equipa de vereadores para a Câmara do Porto - os "Ruis":
Rui Moreira e Rui Sá.


O Homem de Branco

Vou ser muito sucinto e responder ao post do Jaime. Em primeiro devo assinalar que cresci num ambiente familiar educado na fé cristã. Recebi baptismo e os votos católicos da comunhão. Não me perguntaram, ou se o fizeram, quase considerariam inimputável a minha vontade. Mas nada me move ou causa repulsa na Fé, nos rituais e evangelização que proliferam numa sociedade portuguesa eminentemente católica.
Agora ouvir lições de socialismo só porque a cúpula desenhada por Miguel Angelo está 24 horas na televisão e existe uma constante multidão sobre a Praça que o magnifico Bernini traçou, não chega.
Preferia noticias onde a Igreja católica aceitasse o papel da mulher na sociedade, nomeadamente investidas da mesma capacidade de representar Cristo (ou elas não podem vestir de branco?). Gostava que a Igreja largasse a hipócrita critica ao uso de contraceptivos, nomeadamente em países onde a sua influência acaba por resultar num massacre epidémico generalizado. Gostaria que as Igrejas aceitassem como humano o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo. Gostaria que Padres como aqueles que se recusavam a dar baptismos e comunhão por razões que tem a ver com a visão mais retrógrada, fosse condenada. Gostaria de ver uma Igreja que finalmente deixe de veladamente condenar o comunismo ou os comunistas. Gostaria de ver a Igreja preocupar-se com o céu mas também com a terra e condenar a grande maioria dos crimes ambientais. Gostaria de ver discutida de forma aberta o celibato dos Padres (sem falsos pruridos e com consciência das tantas promiscuidades humanas que isso provocam nos seminários, colégios e paróquias espalhados pelo planeta. Gostaria de ver justificada a razão da divorciada Maria José Rita não ter visitado o Vaticano. Gostaria de saber porque não foi beijado o solo de Timor. Gostaria de saber as contas do Banco do Vaticano. Gostaria que a Igreja católica não tivesse uma história de atrocidades espalhada pelos séculos recentes. Gostaria de ver acabada a bula e a dizima. Gostaria que os Padres pagassem impostos. Gostaria de saber as razões das instituições católicas gozarem de tantos privilégios fiscais e afins sem o devido retorno social. Gostaria que respeitassem a minha opinião, assim como respeito as loas ao pontificado do falecido Papa.

terça-feira, abril 05, 2005

as minhocas

Consta por aí que a malta do PS tem dificuldade em perceber a enorme disposição de cargos de nomeação que populam pelas diferentes áreas da governação e segundo alguns destacados dirigentes as informações tem sido cada escavadela uma minhoca!
Na verdade espera-se que prevaleça a competência e a honestidade para cada necessidade. No fundo o sistema americano é bem mais transparente.


Mais uma provocação!

"...é preciso acrescentar que o erro fundamental do socialismo é de carácter antropológico. De facto, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem do indivíduo aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo económico-social, enquanto, por outro lado, defende que esse mesmo bem se pode realizar prescindindo da livre opção, da sua única e exclusiva decisão responsável em face do bem ou do mal. O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autónomo de decisão moral, que constrói, através dessa decisão, o ordenamento social."

in "Centesimus Annus - Joannes Paulos PP. II - Carta Encíclica (1991)"

João Paulo II



Confesso que não ia escrever nada em relação à morte de sua Santidade, o Papa. Mas o Avelino, com o seu desastrado e mal pensado artigo, suscitou em mim uma vontade de o comentar, e até mesmo convida-lo a pensar que só escreveu aquilo que escreveu, por ser uma provocação, e quem é que não gosta de uma? O Avelino não deixa passar nenhuma.

O Papa João Paulo II, para mim e com certeza para mais de metade do mundo, mesmo o não católico, foi com certeza a figura deste século. Não por ter viajado muito por muitos países, mas porque teve coragem para se deslocar a paragens que muitos só em sonhos é que achavam possível. Não vai ser só lembrado pelo seu espírito ecuménico, mas sim pela vontade de uma humildade desarmante para com aquele que pensa diferente, que adora um deus diferente, que reconheceu que a pecaminosa igreja de outrora cometeu erros, mas que agora tinha chegado a hora do perdão.

Foi este Ser maravilhoso que disse ao mundo que a santidade podia estar num gesto simples e sincero, que podia estar na deficiência, e nesta uma oportunidade de não desistir perante a adversidade. Foi ele que disse ao mundo, perdoar não é fraqueza mas sim a força necessária para que o mundo seja cada vez melhor.

Foi este Homem vestido de branco, que a historia dirá que os muros que caíram a leste, não foi obra da diplomacia socialista, nem da social-democracia ou outra doutrina politica, foi sem duvida a força e a determinação de alguém que humildemente falou ao coração dos homens.

Foi este sacerdote que disse ao mundo que a contracepção num mundo de idosos esquecidos, era um insulto à responsabilidade, que a eutanásia era um insulto àqueles que pugnam a todo custo por tempos curtos de sobrevivência, que o celibato perante tanto divorcio fácil era a prova maior de amor para quem quis escolher Cristo para sua fidelidade. Nestes temas, quando parecia que os jovens iriam contestar a igreja, o contrario aconteceu, este foi o Papa da juventude.

Tudo isto e muito mais nos leva a pensar que o Homem vestido de branco, que fez com que o luto fosse todo ele universal em sua memoria, até nos seus últimos dias quis passar a derradeira mensagem, o sofrimento. Mesmo o mais doloroso não tem que ser escondido, talvez tenha que ser o símbolo maior da entrega aquilo que defendemos com convicção e empenho para não dizer fé, porque fé, convenhamos, para muitos só surge na aflição e nunca em momentos de alegria e bem-estar.

Com isto termino, a dizer aos avelinos, que ser socialista hoje no século XXI, é estar mais próximo daquilo que o Homem de branco foi, do que o mais socialista diz ter sido ser.

Jaime Resende

segunda-feira, abril 04, 2005

Barómetro

Positivo: Maria do Rosário Carneiro e Teresa Venda.
Numa altura em que é imperioso resolver um problema humano têem a coragem
e o bom senso de tentar encontrar uma solução imediata e o mais consensual possível.


Negativo: Daniel Sanches
O concurso de 500 milhões de euros relativo ao sistema de comunicações adjudicado após as eleições revela o que de pior se pode fazer em politica.

O Lopes da esquerda pseudo "chique"

"O Bloco de Esquerda concorrerá autonomamente à cidade do Porto e às demais autarquias da Área Metropolitana. PSD e CDS concorrem coligados na Invicta"
Quem o afirma hoje é o Professor Lopes do BE em mais um capítulo da sua estafada justificação de estupidez para ajudar a manutenção de Rui Rio e dos outros mandatos de direita na AM Porto.
Esta vontade de protagonismo demonstra que não são valores elevados a guiar este Lopes. O BE merecia uma estratégia melhor do que ficar "colado" ao ressabiamento de alguns dentro do PS. A mim confidenciaram-me (gente que conhece este professor Lopes na intimidade) que ele preferia outro candidato pelo PS. Que vergonha e descaramento , usar o eleitorado de esquerda para servir interesses pessoais!

Ele há líderes e líderes!



"Não sou a favor do separatismo. O Tibete é parte da Republica Popular de China"

Delai Lama, líder espiritual do Tibete,
na Visão desta semana

domingo, abril 03, 2005

Presi"dentes"

Consta que o Socrates se vai vêr livre deste problema, já se tinha saudades de um primeiro tão fino nas movimentações.



Por exclusão de partes oferece-se o lugar ao outro:

João Paulo II



Com este circo mediatico que "matou" o PAPA antes de a morte ser anunciada, só me ocorre a superficialidade com que se faz a resanha da vida de uma figura pública.
Durante dois anos ouvimos as mais agrestes e variadas críticas a um líder espiritual, que, seguramente incapaz fisicamente de gerir o Vaticano apenas servia de fachada a Ratzingers e companhia (ou lá como se escreve o nome desse cardeal). No entanto na ultima semana vi esse facto indiscutivel transformado em virtude maior. Vi também que para um bom pontificado basta fazer 132 viagens. Para mim não chegou, respeito o homem polaco e todos os fieis que velam o seu corpo e espirito. Respeito um homem com mensagem de Paz, mas, não fico indiferente a uma igreja que no século XXI trata as mulheres como subalternas, sem lhes permitir o magistério; uma Igreja que apesar dos grandes designios e avanços cientificos se mergulha na retrograda visão ecuménica; Uma Igreja que nem na questão do preservativo consegue vêr o caminho dos tempos; Uma Igreja que no Aborto ee na Eutanásia tem uma posição dogmatica e não construtiva e actual ( e atenção que eu não sou um defensor acérrimo da liberalização do aborto); uma Igreja que na contemporaneidade reprime a sexualidade natural do homem; uma Igreja que se guia, genericamente por padrões comportamentais que já não são mais do que ritos e.... ainda não se mostra com paredes de vidro, onde o banco do Vaticano parece ser uma economia paralela.
O concilio realizado durantee este pontificado foi conservador e qualquer um dos preferidos será mais renovador do que o defunto João Paulo.
O empurrão à abertura a Leste e a conciliação com outra religiões, bem como o arrependimento das atrocidades realizadas por Cristãos sobram como boas referências, mas eram populares e bem fáceis de realizar - mas fizeram-se seja-se justo .
Portanto, que me desculpem os profundamente crentes e aqueles que entristecidos pela morte do Papa não achem estes temas terrenos importantes de relembrar agora e a minha incapacidade de elogiar o papado (isto porque facilmente reconheço virtudes ao Papa).
Para acabar fiquei estupefacto por saber que a razão que impedia D.Policarpo de aspirar ao lugar prende-se com o seu excessivo vicio tabagista, mau exemplo portanto! Digo-vos que tenho acompanhado as suas posições e alguns dos seus discursos e alegra-me saber que os tempos do Cerejeira já não são referencia e que as suas palavras reflectem algo de positivo que nem sempre se vê no "lobing" do clero.


João Paulo II




"É impossível a indiferença perante a claridade de uma agonia que o próprio, ou alguém por ele, poderia ser ou ter tentado ocultar.É impossível a indiferença ante o testemunho último, sofrido e coerente de quem sempre acreditou na vida e na vida para além da morte.É impossível a indiferença com o fim de um Homem, inteiro, destemido, fidelíssimo à sua verdade e à sua fé, que, do alto das responsabilidades universais que eram as suas, não hesitou ser «politicamente incorrecto» ao intimar poderosos ou estender a mão aos mais destituídos, aos excluídos.Pregou aquilo em que acreditava e foi magnificamente (e incomodamente...) consequente na acção e no ministério.Todos temos a agradecer-lhe o fervor ecuménico - foi o primeiro Papa a ter rezado numa mesquita e numa sinagoga. Foi o primeiro Papa a pedir perdão por muitos católicos não terem valido aos judeus perseguidos no Holocausto. Foi o Papa que teve a coragem de pedir desculpa às vítimas de abusos sexuais cometidos por membros do seu clero. Contribuiu decisivamente para arrasar o totalitarismo na Europa, condenou tiranias e denunciou violações dos direitos humanos. Advogou o desenvolvimento para todos os povos e aprofundou a doutrina política e social da sua Igreja, denunciando a imoralidade do materialismo neo-liberal. Empenhou-se a fundo para evitar a guerra - desgraçadamente, sem sucesso, no Iraque.Acompanhei com pesar e profundo respeito o sofrimento dos últimos tempos, o seu derradeiro assomo de carácter, de determinação, de fé. De uma Fé que eu não partilho. Mas na hora em que a morte o libertou do sofrimento, percebi tornar-se insignificante o que me separou e separa de uma parte das suas ideias e convicções - sobre direitos e capacidades de mulheres e homens na família e na sociedade, sobre o direito à vida, sobre direitos na morte.João Paulo II morreu - é diante de um grande Homem, e da sua infinita e contagiante humanidade, que eu me curvo. Comovidamente."

Ana Gomes
Eu não diria melhor!

sábado, abril 02, 2005

A mentirinha de 1 de Abril

Divertimo-nos ontem com a mentirinha do Nuno Cardoso como candidato a Matosinhos.
Para compensar vamos dizer com relativa segurança que tudo se encaminha para que o candidato a essa Câmara seja afinal uma figura menos mediatica mas mais respeitada nos militantes do PS Porto (distrito).
O Próprio Narciso já terá degustado uma bela refeição (em tempos muito recentes), constando da ementa o assunto. Diga-se também que entre os apoiantes de Seabra este candidato não será mal aceite.
Para ajudar a adivinhar adiantamos que deverá ser afinal, alguém, onde consta no curriculo uma presidência de Câmara e uma experiência noutro elevado posto no Distrito, ao tempo do Guterrismo.
Para bom entendedor.....




Entretanto fechamos a nossa sondagem de Matosinhos (e que elevada participação ela teve!):

Narciso Miranda 16%
Manuel Seabra 6%
Palmira Macedo 25%
José Lello 1%
Joaquim Couto 4%
Carlos Lage 1%
Professor Miranda 16%
Henrique Calisto 2%
Filipe Rocha 3%
melhor não haver candidato 25%

sexta-feira, abril 01, 2005

FIlosofia

Sabem porque razão Manuel Maria Carrilho e Francisco Assis sendo formados em Filosofia serão candidatos a Lisboa e ao Porto?
A resposta é simples, num País dirigido por Sócrates tem que ser assim!

finalmente o candidato a Matosinhos

O Sede está em condições de apontar como o cenário mais provável um candidato surpresa à Camara de Matosinhos:

"NUNO CARDOSO"

disponibiliza-se para garantir a união entre Manuel Seabra e Narciso Miranda.
Amanhã veremos as manchetes de Jornais

1º de Abril

O Blogger anda a pregar-me partidas há vários dias, pelo que suponho que não tem a ver com o primeiro de abril. De qualquer forma tenho que pedir desculpa aos que habitualmente me lêem e lêem o SEDE, e ainda aos que gentilmente tem contribuido com as suas ideias, pelas dificuldades que se tem sentido quer em escrever quer em ler.
Parece que as coisas começam agora a melhorar.
Voltando ao dia um de abril, dia das mentiras, ainda não vi brincadeira melhor do que esta aqui no blasfémias. Ou não será brincadeira?

O Borges

Confesso que não sendo companheiro, nem sequer ter alguma vez simpatizado com o PSD, ainda assim o Borges tem irritado qualquer pessoa que acompanhe a política nacional.
Parece um daqueles tecnocratas que tem mesmo a mania de ditar "postulados" políticos, ao bom jeito lisboeta e elitista.
Enfim, já se distanciou daquela imagem de António Vitorino do PSD e já lhe estalou o verniz quando falou das reuniões secretas.
Para parecer o outro nos anos 80 só lhe falta o BX sem rodagem.
Agora vem dizer que faz bem ao PSD passar 4 anos na oposição, significa o quê? Que deviam viabilizar orçamentos de estado? Ou é já um recadinho para o candidato presidencial não pensar em dissoluções e esperar por sua excelência?



Dar a volta a isto de Pedro Baptista

O PS apronta o combate das "autárquicas" indicando a nível nacional os candidatos à presidência das Câmaras com mais peso simbólico, a do Porto e a de Lisboa. Se José Sócrates foi o rosto da vitória de Fevereiro, o PS apresenta Francisco Assis e Manuel Maria Carrilho como os rostos da vitória que pretende em Outubro. Parte das razões para votar PS em Outubro no Porto e em Lisboa são semelhantes às que levaram o eleitorado a dar a vitória rosa em Fevereiro. Em Lisboa, até se dá o caso do mesmo primeiro-ministro, nº 1 do PSD, que liderou o governo do descalabro, ser o presidente da Câmara que deixou Lisboa num buraco maior do que o do túnel do Marquês e do Terreiro do Paço juntos! E no Porto, o líder camarário, nº 2 do PSD, esteve sempre unha com carne tanto com o governo de Barroso que levou a economia ao estado actual, como com o de Santana Lopes, que foi o que vimos. Mas há razões locais para mudar e já. O Porto que teve um ascenso de importância política até 2001, com a Câmara a dinamizar a economia conseguindo chamar o investimento público, contrabalançando a tendência centralizadora que desviou numerosas sedes de empresa para a capital, voltou com Rui Rio ao marasmo e se alguma coisa mexe em matéria de obras públicas foram os projectos obtidos durante a dúzia de anos socialistas e deixados no terreno, como o Metro, a Casa da Música e de todas as alterações viárias. Se exceptuarmos a destruição das tílias e o asfaltamento do troço entre o Castelo do Queijo e António Aroso destinado às corridas dos amigos do Sr. Presidente, não há uma obra lançada pelo actual executivo camarário! No que mexeram, fizeram-no mal e tarde, como é o caso do túnel de Ceuta que estaria pronto sem imbróglio se concretizassem o projecto inicial. No que era preciso mexer, como no absurdo do Metro à superfície no S.João, o Sr. Presidente do Metro, Rui Rio, não existe. Se não está lá a fazer nada, por que se mantém a receber os milhares de euros do bolso de todos nós? Sim, sabemos que em Lisboa muita gente considera o Dr. Rui Rio um bom presidente de Câmara do Porto. Mas essa não é uma boa razão Nem há só razões negativas para ser necessário o eleitorado dar a volta à situação do Porto. A principal é pela positiva. O Porto bateu no fundo, tem de dar a volta por cima. Tem que reganhar a confiança e começar a trabalhar. Francisco Assis é suficientemente jovem para ser dinâmico e idoso para ser sábio. Sabendo que a maior sabedoria está em ser capaz de mobilizar a massa cinzenta, viva e pensante, para governar com eles e entrar numa vida nova. Ademais optou pelo Porto. Deputado europeu, presidente do PS/Porto, ex-líder parlamentar, ex-presidente de Câmara de Amarante, ao contrário da maioria, preferiu lutar por ser presidente no Porto do que ser ministro em Lisboa. Eis uma virtude que o Porto apreciará. E se for presidente da Câmara do Porto, as únicas promoções possíveis são para Primeiro-ministro ou para Presidente da República. Ou para presidente de Câmara do Porto. A vida nova que se espera que o Porto inicie com Assis tem de estar ligada a projectos empresariais capazes de relançarem a economia portuense e apostar na inovação e na excelência que permitam à cidade vencer os desafios do presente. O Porto tem de estar na primeira linha dos planos nacionais de incrementação tecnológica e de estudar de imediato as apostas concretas na matéria. A Câmara tem de saber juntar e apoiar as pessoas neste desiderato. Pois ao contrário de Lisboa, em que a Câmara imerge na panóplia institucional do Estado, no Porto, a Câmara emerge como o verdadeiro governo da cidade, simbólica e politicamente, com efeitos evidentes em toda a região, não podendo deixar de ter em conta que vive com uma das mais poderosas universidades do país que tem também muito para dar à economia da cidade, da região e do país. Tem aliás de incrementar uma vida democrática que honre a cidade e as suas tradições liberais, em que os projectos sejam postos à vista dos cidadãos para serem discutidos, melhorados, não feitos nas suas costas como se os cidadãos fossem os inimigos a ludibriar. Como tem de retomar a vida cultural, agora no contexto da existência da Casa da Música, continuando a formação de públicos mas incidindo no apoio à produção artística dos seus agentes, secundarizados tradicionalmente pelo poder central, ajudando-os a produzir e a colocar os seus produtos no interior e sobretudo no exterior. Mas os socialistas no governo do Porto não podem deixar de dar uma atenção especial à questão social que em grande parte se prende com os bairros sociais, mas atravessa todos os sectores, desde o empresarial do emprego e da riqueza, até ao educativo e cultural, passando pela saúde e luta contra a toxicodependência. Assis e a sua equipa vão ter muito que fazer. Não teria sentido que apresentassem ideias concretas antes de serem eles apresentados ao país e à cidade. Mas o segredo da sabedoria política democrática está em saber juntar as pessoas, ouvi-las e perceber que um presidente de Câmara em vez de um autocrata deve ser um intérprete dos anseios e das melhores virtudes de uma cidade. Pegando e trabalhando com o melhor da criatividade e acção de todos, deixando para trás o derrotismo e a passividade. É assim que fazem os grandes intérpretes.

quinta-feira, março 31, 2005

Polémica

A polémica está lançada. Aqui em baixo, muito bem, pela mão da Raquel.
Se cada um de nós se dedicar um pouco a refletir sobre a temática das bases genéticas, sobre a sua necessidade e as suas consequencias, e sobre os proveitos envolvidos, fica logo assustado.
O que não quer dizer que se fuja do problema. que se discuta e se tomem posições.
Pela minha parte pretendo voltar a ele mais tarde.

As escutas em Gondomar

Foi preciso o apito dourado para se saber aquilo que já se sabia - afinal existe um bloco central de interesses também em pequena escala. Descobrimos que Cerqueira fala com Valentim. E fala de quê? De Rio Tinto? De Futebol? De Política? Falam de tudo, nada de novo, já agora era bom que se falasse também de outras câmaras e outros protaonistas, menos caricatos e bem mais aprumados.
Alguém tem dúvidas que o relacionamento entre partidos na maioria dos casos se sobrepõe ao inter-relacionamento.
Não me passa pela cabeça defender o comportamento tido, até porque confesso não ser novidade para mim, quanto mais não seja por ser sedento. Agora que abram tanto a boca de espanto, como se fosse uma grande novidade - francamente!
Se o Cerqueira faz "cambão" politico imaginem o que se fará a uma escala maior.
Não venham é convencer a malta que isto é só Gondomar e é sempre mais no PS!


Bases Genéticas

Já toda a gente opina sobre Bases de Dados Genéticos!

Qual o objectivo e como controlar o acesso às bases de dados genéticos propostas pelo ministro Alberto Costa? Estes parecem-nos os pontos fulcrais da discussão.
É necessário elucidar vários pontos.
Quem são os alvos? Todos? Compulsivo? (voluntário não fará grande sentido)
Em que momento deve ser feito? Recém-nascidos? Maiores de idade?
Como fazer? Qual a metodologia? Que tipo de marcadores genéticos?
Que instituições vão ser responsáveis pela execução das análises? Que tipo de controlo de qualidade?
Que fazer com o material biológico após a análise? Parece-nos obrigatório que seja destruído! Espera-se que seja um arquivo de identificação genética e não um banco de material biológico!
Quem controla a informação?
Como punir abusos de informação?
Quanto vai custar?
É uma proposta atrevida, polémica e que vai gerar muita discussão. Ainda bem! Vamos assistir na opinião publica ás mais diversas opiniões, que mais uma vez espero que sejam centradas no conhecimento cientifico bem fundamentado e rigoroso.

Raquel Seruca

quarta-feira, março 30, 2005

Contributos (nº4)

Da mesma forma que o camarada Sócrates chama a si a responsabilidade de escolher quem lhe apetece para ir a votos, às principais câmaras do pais, os socialistas locais vão ter que pedir responsabilidades pelos desaires que acontecerem.

Carrilho é agora um bom rapaz, outrora fez a vida negra ao governo Guterres, o que mudou?
Assis é o homem que vai a votos mas não quer ir sozinho, quer união, não de todos os socialistas, mas de todos os partidos que tramaram o Porto.

O que mudou no PS, outrora os vilões são agora os ungidos, os protagonistas, os indispensáveis, aqueles que gostam de ser pára-quedistas? Militância para quê? Mais vale acabar com a militância e viva o amiguismo.

Ah! Não se esqueçam que a limitação de mandatos não pode ser só para autarcas, que a cada quatro anos põem a cabeça no cepo, e que o povo, sendo estúpido e burro, vota sempre nos mesmos. Só é inteligente é quando vota numa lista e nela gente escondida vai sendo eleita há mais de trinta anos. Já agora o Manuel Alegre e outros quantos anos de assembleia?
Jaime Resende

Candidatos definitivos e outros não

Está definido e é definitivo:
Carrilho a Lisboa, Assis candidato ao Porto e já agora a Isabel Oneto no Governo Civil.
No caso do Porto acresce o estranho (e pacificador) facto de Nuno Cardoso apoiar Assis através de um comunicado que enviou aos Jornais após reunião com o Secretário Geral.
Vamos esperar as guerras tradicionais das listas e a resolução da proclamada coligação e coligações, vulgo CDU e BE.
Matosinhos continua à espera e consta-se que na Maia o candidato é Jorge CAtarino após esmagadora votação na concelhia (90% a favor).
Baião tem um bom candidato - José Luis Carneiro - capaz, trabalhador, consensual, equilibrado e consta que o seu cônjuge não se diverte com o hobbie de comprar terrenos, portanto, era bom para Baião a sua eleição.
Vila do Conde não tem história, Póvoa apoia-se num bom arquitecto mas com poucas hipóteses, e sabe-se ainda relativamente pouco no Vale do Sousa. Oxalá em Penafiel (nélson) se consiga vencer como sempre se disse ser possivel.
Em Valongo espera-se a resposta da Manuela de Melo enquanto na Câmara PSD fazem recuos e piruetas com parquimetros e rotundas que se fariam e já não fazem. Ora aí está um exemplo onde a oposição do PS vale bem a pena, talvez receba a recompensa.
Em Gondomar e Gaia ainda vão lá parar os "Zé dos Anzois".

Gondomar e afins



É divertido à brava vêr a malta do PS pegar-se ao molho. Hoje foi o Ricardo Bexiga a chamar "Zé dos Anzois" ao Manuel Pizarro.
Na verdade as candidaturas a Gondomar são tudo menos pacificas. Desde os tempos em que um dos Sedentos se meteu nisso.
Acrescente-se que no mesmo jornal se publica o "famoso" Cerqueira a ser constituido arguido.
Nós cá no Sede vamos observando, mas quem anda à chuva molha-se!

Câmara do Porto 2005

É maniqueísta ver o confronto como algo bom ou mau. O confronto não tem em si nada de negativo, muito pelo contrário. É uma das alavancas do processo dinâmico e pode ser responsável por quebrar a estagnação e o imobilismo. Mas se é errado vermos o confronto como algo negativo também me parece que ele de pouco vale, desligado de uma visão estratégica de futuro, de uma capacidade de ouvir os outros e de aprender algo com aqueles que nem sempre no dizem que “sim”. A liderança – não a chefia que é outra coisa, mas a liderança – torna-se autista se for incapaz de mobilizar, de discutir sem preconceitos, e de ser coerente com um projecto que tenha sido delineado inicialmente.
A minha esperança é que o futuro presidente da Câmara do Porto, seja ele quem venha a ser, seja alguém com essa capacidade, com a força de liderar as forças vivas da cidade, de as mobilizar para um projecto, para discutir com elas o futuro da cidade e da região. Espero que não se perca em querelas estéreis que tenham como resultado final ganhar 2000m2 de área de construção. Que veja a cultura como um elemento civilizacional e não como um desperdício de dinheiro que convém evitar. Que encontre soluções aglutinadoras e não fracturantes para os diversos intervenientes das mesmas. Que seja suficientemente culto para entender que a importância de liderar a segunda maior câmara do país não se escora em provincianismos e vitimizações permanentes, mas sim em defender um projecto moderno e vanguardista com conhecimento dos melhores exemplos europeus.
Até ás próximas eleições esperar é a única coisa que podemos fazer…

de Eduardo Gradim

As desculpas

A todos os que tem encontrado dificuldades em visitar o nosso blogue! O servidor tem os seus dias e não aguenta a capacidade da nossa opinião.
Espero que não esmoreça o sucesso deste sítio! Até lá fiquem com as nossas desculpas e... já agora participem.

terça-feira, março 29, 2005

As movimentações

Há por aí quem defenda a pés juntos que desde que o Bexiga levou a marretada na cabeça não lhe sai da ideia a Federação do PS.
Aquilo no Telejornais saiu melhor que os sacos do lixo de Felgueiras e portanto lá pelas bandas de Gondomar já se fala em vitória antecipada.
Por outro lado certo, certo, é que a Federação irá mesmo mudar, seja porque Assis ganha no Porto e não tem tempo, seja (cruzes canhoto, vade retro!) ... porque perde, e sairá pela porta pequenina do Sá Carneiro no primeiro avião para Bruxelas.
Por isso entre os apoios ferverosos do advogado diz-se que reune desde Nuno Cardoso a Manuel Seabra (passando até pelo incontonável e divertido Carranca - e há quem o defenda como terceira via a Gaia).
Nesta Guerra há que contar com o cada vez mais dinossaurico Narciso e com o espalhafatoso Manuel dos Santos e uns poucos mais, que sonham acordados (houve quem no confidenciasse que até Jesus - conhecido agora como o 22 - já pondera).
Ora aí está, seguindo um desafio colocado por um militante socialista vamos um dia destes mudar a nossa sondagem e incidir sobre as preferências distritais - estejam atentos.

O telefonema II

O sede interceptou, inadvertidamente e outra vez, uma chamada telefónica entre dois socialistas, como não percebemos bem o conteúdo, transcrevemos para ver se alguém sabe de que se trata! ainda estamos á espera da ajuda do outro!

tlm1: Tou, Olá, como está o meu grande amigo?
tlm2: Bibá cámárádá, Átão pá? Olhá tu é quê é o mêu sêcrêtário gêrál!
tlm1: Pois é! Tou a ver. Sabes falei com ele e não muda de ideias! Diz que a cena da lota foi grave, que é preciso começar a caminhada no deserto e que já estás a demorar muito.
tlm2: MÁS ó JORGê! Tu promêtêstê quê êlê mudává dê idêiás, áté mê dissêstê quê sê o ápoiássêmos dêpois êlê dává o dito por não dito, quê o Álêgrê só mê ándává á námorár ê num iá gánhár!...
tlm1: Pois é pá, mas olha, até fiquei lixado (cofff!cofff! tossindo para o lado). “ele tá a reagir muito mal, schiuuuuuu!”
tlm2: Êssê gájo cum voz dê máricás vêm ágorá dizêr áo pártido,á distritál quêm é quê dêbê sêr o cándidáto á umá câmárá tão importántê como êstá cidádê dê pêscádorês? Olhá êu não sêi sê sábês más pêdi áo Hortá ê Costá párá fázêr umá sondágêm?
tlm1: Pois é curioso dizem-me que deixaram uns papeis com esses números em cima de todas as secretárias aqui do pessoal na sede nacional, aqui e nos gabinetes do parlamento. Houve quem dissesse que eles apareciam depois de ums garota assim roliça, vestida de calças cor de rosa, blusa alface, casaco amarelo gema e sapatos azul bebé passar por esses sítios. Houve quem penssasse que era uma deputada, mas…..
tlm2: Não sêi quêm foi quê fêz isso, más fêz bêm! Ê não dêixou támbém no gábinêtê do têimoso?
tlm1: “tá perguntar se viste a sondagem, que lhe digo?........ não ….. tá……” Não comentou nada, até disse outro dia que qualquer um ganha aquilo.
tlm2: Êssá ágorá, TÀ DOIDO! TÀ DOIDO! VOU COMO INDÊPÊNDÊNTÊ! VOU SOZINHO! VOCÊS VÂO VÊR!
tlm1: “digo-lhe da lista?....... sim!.....” TOU! Olha outra coisa, tinhas enviado uma lista com aqueles gajos que dava jeito colocar antes das autárquicas, só para o caso de… enfim…..! Bem… diz-me uma coisa, isto deve estar mal, diz aqui que tens 43 acessores na câmara, 29 colaboradores directos e 14 secretárias e 26 administrativos, todos camaradas do distrito? È assim?
tlm2: Máis coisá mênos coisá é como ássim dizêr, não fui êu, forám todos quê quisêrám ássim ê forám pêdindo ê êu dêi, más fálêi com o Mário, com o outro, áté tênho áquêlê quê tu…
tlm1: Tá bem já sei!...... Pronto isto resolve-se mas não se fala mais nisso e tu apoias quem a gente quiser, pode ser?
tlm2: Num é bêm ássim, átão êu é quê rêsolvi á vidá á êssá máltá ê fico á bêr nábios? Êu áindá bou como indêpêndêntê! Olhá Jorgê , tu sábês quê nuncá quis nádá párá mim ê ágorá umá coisá dêstás. Ê quêm é quê quêrêm pôr áqui? Diz-mê! Tu Sábês diz-mê! Diz-mê!
tlm1: “o gajo quer saber quem é o candidato….. digo-lhe?......não….” Meu amigo, sabes que sou teu camarada e o responsável das autárquicas. Portanto se num tivesse a ficar sem bateria poderia te dizer…. (piiiiii….piiiiii – imitação de apito de telemóvel – vai cair meu bom amigo depois falo…..piiiiii…..piiiii! )
(caiu a chamada)

segunda-feira, março 28, 2005

A moda dos referendos também no PSD

O historiador José Freire Antunes prepara-se para apresentar no próximo congresso do PSD uma moção na qual defende a realização de um referendo interno para a escolha de um candidato social-democrata às eleições presidenciais de 2006.
Ora aí está uma iniciativa interessante para questionar a legitimidade representativa de alguns partidos.
Não discordo nada desta ideia se fosse aplicada no meu partido. E já agora que a escarrapachassem em estatutos.


Candidatos, quais? Que projectos?

Este texto foi amavelmente enviado para o Sede por Joaquim Pinto da Silva

Sem dúvida que se o Dr. Santana insistir na louca corrida suicidária deixa ao PS e à esquerda (pensamos…se houver alianças), um caminho amplo, mas na verdade, ao Dr. Carrilho não lhe é conhecido pensamento substancial sobre Lisboa. Embora, outros pensamentos sejam de envergadura filosófica, reconheçamos.
Quanto ao Dr. Ferro Rodrigues, penso que um jejum é essencial, e não será por estarmos na Páscoa. Mas também o merece…
Pensemos primeiro, o PS obteve a maioria por diversas razões, mas não foi por falta de projecto para o país com certeza.
E isto é uma lição para todos os candidatos autárquicos.
Também, outra característica, que o Eng.º Sócrates afirmou será a da renovação. Ora esta terá de ser aplicada em toda a sua plenitude. Renovação, vontade de servir o cidadão, projecto de cidadania e desenvolvimento.
Matosinhos, também não pode escapar à regra. Urge renovar, sob pena de claudicar. Aproveitar esta oportunidade única e colocar os mais capzazes, aqueles que podem elevar este concelho, nos planos sociais, culturais, tecnológicos, etc, afastando caciquismos, maniqueísmos, e outros ismos, talvez uma independente possa ser uma boa escolha. Mas sobretudo a mudança para uma outra forma ética de fazer política.

Joaquim. Socialismo humanista

sexta-feira, março 25, 2005

Carrilho versus Ferro

A história das candidaturas a Lisboa ainda pode provocar um forte mal estar para os lados da capital. Carrilho, o candidato que foi, deixou de ser e volta porque afinal o outro não quer, não tem gerido bem o processo.
Espera-se que com o vai-e-vem não se repitam as histórias antigas dos socialistas - confiarem demasiado na vitória e só correrem atrás do mal muito tarde.
Por mim desejo que este processo autárquico no PS se encerre rapidamente, pois julgo que estas definições indefinidas estão a prejudicar mais do que o beneficio que durante algum tempo trouxeram.

a indefinição do Governo Civil

Consta que a fonte de O Comércio do Porto que lançou o nome da vereadora municipal do Porto para o Governo Civil não é totalmente fidedigna.
Assim afastem as teorias daqueles que pensavam ser esta uma compensação pela ausência de quota feminina no Governo.
Digo, no entanto, em abono da verdade que o cargo até poderia nem assentar mal a Isabel Oneto.

quinta-feira, março 24, 2005

Até ao estampanço final...

Depois de Rui Rio se ter estampado no tunel, foi agora a vez do seu motorista se ter estampado em plena luz do dia. Será que andam a treinar para o estampanço nas proximas autarquicas.
Segundo anuncia O Comércio do Porto, "O motorista de Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto, teve um acidente momentos antes de chegar a casa do autarca, de manhã, para o levar para a sede do município. O acidente de viação ocorreu pelas 8h50, na Rua de Agramonte, e afectou mais dois carros."
Ora o SEDE sabe que não se trata do velho mercedes recuperado com o qual Rui Rio pretendia ter poupado muito dinheiro à autarquia, porque esse tem ficado na garagem. Trata-se sim de um outro mercedes, blindado com vidros à prova de bala, mais de acordo com o estatuto do Sr. Presidente da Câmara Municipal do Porto. Ainda o vamos ver pejado de batedores e sirenes...

Esta semana só dá intriga em Matosinhos

As cambalhotas na JSD



Consta por aí uma divertida história de sociais democratas. Então não é que os companheiros de Menezes na JSD lhe pediram uma jogada de bastidores, onde, pelos vistos, alguém com lugar político em Gaia ao dar uma cambalhota ofereceeu a vitória ao actual líder da JSD - Daniel Fangueiro.
E dizem que o compromisso teve contrato promessa assinado e escritura marcada para o conclave laranja? Afinal o Menezes ainda tinha uns trunfos, neste caso de proveta idade.
Como já se disse aqui e noutros Blogues este Sr. Lopes II vai mesmo fazer o seu papel, e haverá espectáculo anti-sulista e elitista!
Os resultados dos delegados aí estão a prová-lo, e assim vai o Rio de derrota em derrota até Outubro. Mas por favor, continuem as boas sondagens que o mantém como candidato.

As autárquicas começam a definir-se

Começam a desenhar-se, finalmente, as personagens que irão disputar as esperadas autárquicas!
Com a situação do Porto resolvida que foi no inicio da semana, com Valongo em resolução feminina, parece que pouco a pouco o fumo vai saindo e deixando antevêr belos embates socialistas contra bastiões sociais democratas.
Sobra Matosinhos, e já sobra pouco tempo! Em Gondomar dizem que Mendes não gosta de gente do exército. Pois bem, no PS há quem ainda tente convencer aquele a quem já chamaram de Bezerra!

Calados, a "obra" vai começar!

De Teresa Andresen, Arquitecta Paisagista

(não conseguimos encontrar o texto na net , por isso transcrevemos na integra um artigo que foi escrito no caderno local do público anteontem. Como tem passado de boca em boca entre muita gente, julgamos muito pertinente e esperamos que nos perdoem os erros do "OCR")

«14 de Marco, a televisão apresentou uma notícia sabre uma sessão na Câmara do Porto relativa à apresentação do projecto da Avenida dos Aliados e da Praça da Liberdade da autoria dos arquitectos Siza Vieira e Souto Moura, que foram entrevistados. As palavras de Eduardo Souto Moura produziram em mim um efeito duplo de mágoa e de indignação. não gravei esses minutos de televisão e, por isso, não sou capaz de reproduzir o que ali foi dito textualmente. Mas transmitiu a ideia que esperava que agora as pessoas não começassem a contestar a obra como sempre acontecia quando no Porto se tocava numa pedra. E até acrescentou que estaria surpreendido pelo facto da obra da Rotunda da Boavista, que teria ficado tão bem, não tivesse recebido aplausos. O Público de 15 de Março da conta da posição do presidente da câmara: "Do que ninguém parece duvidar à da contestação que estas alterações irão desencadear na cidade. "No Porto, é impossível começar o que quer que seja sem haver contestação", antecipou Rui Rio, sublinhando que o desenho final decorre de condicionamentos vários mais do que de meros caprichos e insistindo na ideia de que "a intervenção terá a mão de um dos dez melhores arquitectos do mundo, ou seja, Siza Vieira-" Calada tenho estado e sei que muitos outros [também o estão]. Mas não posso calar mais. A mágoa é grande, assim como a estupefacção pelo continuado desconhecimento ou menosprezo do "ser" das coisas públicas e isto impele-me a não ficar calada. Estamos a falar de espaço público. Espaço publico é do público, da colectividade, dos munícipes que pagam os seus impostos e que mais frequentemente o utilizam e dele legitimamente se apropriam e o abrem aos visitantes diários ou de passagem. Eles adquiriram naturalmente um direito e um sentimento de posse sobre este espaço, assim como contribuem para a construção do imaginário que se vai tecendo sobre essa apropriação colectiva e que lhes confere o direito de ter uma palavra a dizer sobre os seus desígnios. Ou seja, estamos a falar de cidadania, de cidadãos que não ficam calados e que não gostam de ser admoestados a não falar. A evolução do espaço público não pode prescindir de intervenções validadas por concurso público, com apresentação de ideias alternativas, acompanhada de pareceres institucionais das tutelas e sobretudo participadas pelo público que precisa de atempadamente, ser informado de forma inteligível e tranquila. A participação é um valor democrático. Aliás, ao longo de anos tem sido reclamada pela população neste seu local por excelência de afirmação e exercício de princípios democráticos. A Praça e a Avenida (Ironia! chamadas da liberdade e dos aliados!... Humberto Delgado!!! E reparem a simbologia: as estátuas de D. Pedro IV e Garrett nos extremos!) são, como Nuno Corvacho, no Público, dizia: "...o terreiro dos Aliados, chamemos-lhe assim, é o espaço por excelência onde a cidade manifesta a sua alma colectiva, no que quer que isto signifique". A solução apresentada pelos arquitectos e uma solução possível. Não conheço o programa encomendado a que estiveram sujeitos, enunciando os objectivos pretendidos Apenas conheço os elementos que a imprensa reproduziu. Aparenta ser uma solução que privilegia o espaço avenida em vez do espaço praça. Que privilegia a simplificação da intervenção "verde" recorrendo prioritariamente a alamedas (já agora, por favor avaliem a opção das árvores, pois, segundo o jornal, aponta-se para "árvores da mesma família das que lá existem" e isso deixa-me perplexa, pois nenhuma das lá existentes tem revelado adaptar-se bem às condições estéticas e ambientais do lugar - devia-se trocar ideias e soluções sobre isto!). Que a privilegias as pessoas nos passeios laterais a alargar, em detrimento da faixa central! Que provavelmente, antecipa um programa de reabilitação funcional dos edifícios envolventes de mais forte relação com os passeios e que ainda desconhecemos. Que opta pela neutralização da cor. Que não atende ao carácter neoclássico/beauxartiano/ecléctico dos edifícios circundantes, assim como do espaço avenida e do espaço praça que ali coabitam construídos ao longo do tempo e nunca de uma vez só. Que opta par uma solução moderno-tardia de simplificação do tratamento do espaço exterior num local onde a remodelação das fachadas dos edifícios ao encontro da nova solução agora proposta é impensável (julgo eu!). O Porto 2001 trouxe investimentos assinaláveis a cidade no respeitante ao espaço público. É urgente fazer uma avaliação rigorosa e participada desta experiência. Eu diria que houve muita intervenção cujo resultado, em termos gerais, é asseado e asséptico ou higienizado ou esterilizado, ou como lhe queiram chamar, conduzindo a espaços com maior transparência e aparente largueza, por vezes pulverizados de mobiliário, mas ambiental, patrimonial e vivencialmente muito mais pobres.
A qualidade dos materiais - vivos e inertes- introduzidos tem deixado muito a desejar e as soluções projectuais, na maioria dos casos, não revelam qualquer preocupação ou sensibilidade com a sustentabilidade dos programas de conservação e manutenção do espaço público, havendo já sinais de manifesta degradação. A marginal ribeirinha será uma excepção, embora continue a achar que obrigou a ceder muito espaço público de usa pouco flexível par causa da manutenção do eléctrico. Mas veja-se a Cordoaria, Poveiros, Montevideu, Batalha, Leões, Infante, etc. A Avenida e a Praça estão agora em marcha. A opção é criar o vazio, como noticia o Público, citando Souto Moura. "O vazio que pode ficar ocupado". E o que estará para vir? A Arca de Água resistirá ao vazio? E são Lázaro? E o Passeio Alegre? Também seremos admoestados a calar?! No domínio de novos espaços públicos, ditos verdes, se exceptuarmos o Parque da Cidade, Sobreiras, Pasteleira (recuso-me a incluir a alameda de Cartes, a negação do desenho urbano e da compreensão da vivência do espaço público!) pouco mais se terá feito nos tempos recentes. Privilegiou-se "redesenhar" espaços estabilizados na malha urbana com carga patrimonial -cultural/natural -apropriados pelo imaginário colectivo, ignorando que a defesa do património diz respeito a todos. Será de ficarmos calados? Mesmo quando, como no caso da Praça e da Avenida, a Câmara do Porto usa a autoridade de dois consagrados nomes da arquitectura para manter-nos calados? Ora isto não pode estar bem! Eis a minha mágoa e a minha indignação!»

Espantosa imagem esta



no "abrangente", que aliás teve a simpatia de nos referenciar.

Aqui em baixo, no barómeto SEDE

Não deixa de ser curiosa esta disputa renhida que se vai travando no barometro SEDE.
Prof. Miranda vs Palmira Macedo, quem diria! Ainda é cedo para conclusões, mas vai ser interessante acompanhar.

quarta-feira, março 23, 2005

O que tu queres sei eu...

Sou contra o aborto, votei contra (não) no último referendo, e tudo indica que voltarei a votar contra no próximo. As razões e argumentos são muitos e já muito conhecidos por toda a gente. Não importa agora falar sobre isso, porque se avizinham tempos de acesa discussão e debate, tempos em que nos dividiremos mais uma vez e confrontaremos as nossas opiniões e posições, em muitos sítios e com certeza também aqui no SEDE.
O que importa agora perceber são as movimentações em torno do referendo (e em geral das marcações dos vários referendos). Nesse sentido Paulo Portas continua igual a si próprio e pela voz de Nuno Melo procurou defender a colagem do referendo IVG à eleição presidencial. Na expectativa de que Guterres seja o nosso candidato à Presidência da Republica tenta assim tirar dois coelhos da mesma cartola. Por um lado procura pôr o candidato a falar contra a IVG, obtendo assim ganhos eleitorais para o seu lado. Por outro impede a eleição de Guterres, pois conhecendo as suas posições é fácil de prever a divisão do eleitorado, o que obviamente, iria beneficiar Cavaco. Conseguiria com esta “inocente” escolha da data arrumar com a candidatura Guterres, sabendo que para já não há nenhum no PS igualmente bem colocado. Como diria Paulo Gorjão, “ver e aprender”!

Contributos (nº3)


Se de repente a PJ chamar todos aqueles que por ventura entende desempenharem actividades profissionais passíveis de prevaricação, a olho nú, as instalações das direcções centrais vão ser pequenas para tantos interrogatórios.

Criou-se agora a ideia que autarcas, são sinónimos de bandidos, todos eles. Não são alguns, mas sim todos. Futebol, empreiteiros, concursos públicos, tudo isto é um maranho de tráfico de interesses e de influências digno de filmes da máfia italiana.

Uma pergunta que me assalta todos os dias é de que enquanto a polícia se distrai, com ambiguidades e incertezas, quem é que fiscaliza os organismos tutelados pelo estado que não cumprem com a lei porque sabem que, quando houver sentença, se um dia houver, o arguido já não existe. Meu deus tanta injustiça que ninguém se pronuncia e critica. Ninguém consegue perceber que, por exemplo, o novo código da estrada vai ser promulgado, e quem for rico, e puder pagar logo a multa, esta é mais barata, se tem colete laranja paga coima, se for verde paga na mesma. Enfim, uma panóplia de irregularidades que nem a ”PJ” nem outra força de investigação conseguiria perceber quem poderia estar por detrás de tal maldade.
Jaime Resende

José Socrates...

...convenceu! O debate do Programa do Governo foi clarificador em relação ao próprio programa e o Primeiro-Ministro esteve à altura do que todos nós esperavamos. Uma breve passagem pela comunicação social mostrará isso mesmo. Até esse "figurão" chamado Luis Delgado já vaticina o prolongado afastamento da direita do poder.
Pois bem, é cedo! Não há duvida que as coisas mudaram, a começar logo pelo estilo dos intervenientes. Quer em relação ao governo da coligação quer em relação aos governos Guterres. Não há duvida que os sinais são francamente positivos. Não há duvida que a expectativa é grande e a esperança, depois da recente desgovernança, é ainda maior. Não há duvidas que a nova versão do Pacto de Estabilidade pode facilitar um pouco as coisas, mas Portugal está hoje bem pior do que se encontrava à três anos e quatro mil milhões de euros/ano são quatro mil milhões de euros/ano.
É certo que já aqui referimos as tradicionais debilidades emocionais dos portugueses, que da mesma forma que entraram em depressão colectiva podem, de um sopro, sair dela. No entanto, o ano que se avizinha é pleno de agitação politica e de pequenas convulsões que farão toda a diferença. Aguardemos portanto, mas com os pés assentes na terra.

Aguardamos...

...serenamente que seja apurado o défice orçamental relativo a 2004 (já se fala em 6,5%). Para que definitivamente se percebam as consequências do "discurso da tanga" e da governação de direita, que continua obstinadamente a atacar Guterres. Presidenciais no horizonte....

terça-feira, março 22, 2005

resultado de sondagem SEDE

Qual o duelo político que prefere vér na autarquia de Lisboa?

1.
Carrilho versus Santana 55%
2.
Ferro versus Carmona 0%
3.
Carrilho versus Carmona 6%
4.
Ferro versus Santana 23%
5.
nem um nem outro 16%

Tá visto que a malta quer vêr os bonitões degladiarem-se na capital! Não nos parece, pelo menos com o carrilho! Dizem as más linguas que talvez a presidente de Junta ele lá vá!
Agora:
Ajude o Sede a contribuir para a clarificação em Matosinhos - escolha o melhor candidato na nossa nova sondagem:
Quem é o melhor candidato da esquerda à Câmara de Matosinhos - vote já

o Quirguiquistão

Tivemos conhecimento que houve um inicio de revolta civil no Quirguiquistão. Façam lá o favor de ir estudar outra vez Geografia!
Eu sei que estão a pensar mandar para lá alguns políticos, nomeadamente para a capital, Bishkek, onde consta que Santana Lopes foi sondado no caso de Mariano Barreto não aceitar o cargo.

Chamando por Hitler

Anda a chatear como o "camanho" esta perseguição ao Freitas! Ainda por cima por ser anti-americano (dizem alguns!). Quem mais critica são aqueles de direita, que nem se incomodam com os personagens que emigraram do PCP para o PSD e no caso do Zé Manuel Barroso da extrema esquerda para o PPE europeu. Ora o Amaral, matratado pelo partido que fundou quando era preciso coragem para se afirmar conservador, está contra Guantanamo e a defesa dos direitos humanos nos EUA e vai sendo enxovalhado!
Pois bem, como diria o outro:
Se o Freitas é anti-americano eu também sou!


Metro a Metro, também vós Narciso e Mário

A PJ anda entretida com os construtores da Metro do Porto. Lembro que só os preços dos bilhetes já deviam ser motivo de crime por burla agravada, mas agora parece quee os autarcas vão lá explicar se conheciam A, B, C e D, até pelo menos chegarem a Jota. Dizem que é uma letra muito bem "contruída" lá pela "Boavista".
Qualquer dia até chamam Por um Camilo qualquer, quer dizer um Camelo qualquer.

Triste

Dizem por aí que o Cardoso anda triste por não ser candidato. Mas também dizem as más linguas que anda a preparar alguma!

Fériazinhas, Bye Bye!

Podem correr e saltar, mas esta medida vêm repor justiça social num meio que tão precisado anda dela. Aquilo de magistrados e Juizes fazerem duas directas na primeira semana de Julho para arremessar os dossiês que atazanavam durante meses as empoeiradas secretárias e.... voilá, volto nos fins de Setembro!
Excepto claro para aquelas chamadinhas de urgência em que por necessidade se lá vai!
Grande medida! Já foram as farmácias, agora a magistratura, depois quem será? Os médicos? Os intermediários de negócios? (...)

De repente...


...a blogosfera começou a falar de Narciso Miranda.
Luis Nazaré aqui, outros aqui e aqui, e ainda noutros sitios.
Terá sido isto motivado pela viagem a Lisboa?
Terá sido isto motivado pela famosa sondagem Horta e Costa?
Sondagem, qual sondagem?
A sondagem...
Qual sondagem?
A sondagem...
Qual sondagem?
Independente...
Independente, quem é que? O quê?!?!...
A sondagem...
Qual sondagem........?

segunda-feira, março 21, 2005

Thom Mayne líder do grupo "morphosis" ganhou o pritzker de arquitectura

as esfarrapadas do Bloco

Se as asneiras demitissem os deputados este jovem já não ia mais ao parlamento. Leiam as desculpas esfarrapadas do jovem Professor Lopes para não existir uma coligação de esquerda no Porto.

Conforme o SEDE anunciou na quinta-feira...

"...o líder do PS terá telefonado sexta-feira a Nuno Cardoso...".
Na altura tentamos aqui antecipar o teor do famoso TELEFONEMA.

Francisco Assis...


...mostrou hoje, ao comentar as ultimas sondagens, porque é que se destaca dos restantes lideres politicos distritais. É que enquanto os outros se apressaram a discutir politiquices, Assis falou em "trabalho", "programa" e "equipa".

domingo, março 20, 2005

Paisagens

Numa época de tão intensa preocupação com a qualidade ambiental e paisagística dos territórios, em que se fazem investimentos avultadíssimos de requalificação do meio ambiente, é estranho e caricato que ninguém se incomode com a agressão que constituem estas barreiras de protecção de ruído, que vão tomando conta deste pais.


Será possível que toda a gente ache normal estas estruturas tipo muralha da china em chapa a recortarem a paisagem de norte a sul, em tudo que é auto-estrada? Será normal ter sido construída uma auto-estrada para o Algarve “por cima” da Serra do Caldeirão, de modo a minimizar os impactos ambientais, gastando o governo de Portugal, em tempo e dinheiro, cifras incalculáveis, para depois revestir a mesma com estas barreiras que “rebentam” qualquer enquadramento paisagístico?

sábado, março 19, 2005

+ sondagem (esta só no Porto)

Vale a pena estudar a sondagem sobre as próximas autárquicas no Porto.
Acrescente-se as declarações bacôcas do "moralista" Teixeira Lopes:
- Ora bem! Com a Cdu não. Para isso preferimos contribuir para que o Rio ganhe. É que a CDU contribui para viabilizar o mandato desse monstro xenófobo de nome Rio. Alguém percebe a lógica do Professor Doutor Sociólogo Lopes?
Então este Lopes disfruta de insolvência mental dentro do Bloco de Esquerda? Ou estarei a vêr mal a coisa e afinal é tudo táctica para subir a parada!

Sondagens

Interpretar sondagens é coisa para o Margens de Erro. No entanto, parece-me que quem fez a ultima sondagem para o Expresso anda um pouco equivocado quanto aos candidatos autarquicos.

Determinação

Se José Sócrates continuar igual a si mesmo, isto é, determinado, estou a ver muita gente a começar a ficar muito preocupada...

Tiro-lhe o Chapéu, Sr. Eng., tiro-lhe o chapéu!

Até porque passei um bom bocado de tempo a escrever um post que dizia isso mesmo...

sexta-feira, março 18, 2005

O PROGRAMA DO XVII GOVERNO CONSTITUCIONAL...

...no âmbito da Ciência é uma cópia das Bases Programáticas do PS!
VIVA a decência.
Aqui vão dez coméntários a dez medidas do programa no ponto 3:
Vencer o atraso científico e tecnológico já que Portugal, o sector público investe apenas 0, 55% do PIB em I&D.
1. Triplicar o esforço privado em I&D empresarial (que hoje não ultrapassa 0, 26% do PIB), criando as condições de estímulo necessárias;
A Lei do mecenato cientifico foi aprovada a 8 de julho de 2004- lei26/ 2004. É crucial publicita-la e é necessário que FCT seja célere na avaliação das propostas.
2. Triplicar o número de patentes registadas;
É preciso dar formação aos investigadores (o que patentear e como patentear)
3. É fundamental Duplicar o investimento público em I&D, de forma a que atinja 1% do PIB;
Não nos desiludam neste ponto! A cultura foi publicitada na comunicação social! Toca a promover a ciência! Ou estamos a falar do mesmo?
4. Fazer crescer em 50% os recursos humanos em I&D e a produção científica referenciada internacionalmente.
Era mesmo preciso que isto fosse verdade, para isso que tal olhar para os diversos financiamentos das diferentes áreas da FCT e dar um sinal claro que a produção cientifica vai mesmo contar. Que tal mudar isto? Dar maior alocação de fundos para a área das Ciências da Saúde já que ela detém apenas 11% do financiamento da FCT mas representa 30% da produção científica em Portugal!
5. Estimular o emprego científico no sector público e privado;
Como implementar a carreira de investigador nas nossas Universidades? Coragem e força!
6. Tornar obrigatória a prática experimental em disciplinas científicas e técnicas no Ensino Básico e Secundário;
É necessário dar formação aos professores e dotar os laboratórios das escolas de equipamentos e financiamentos , e verificar quem sabe, que depois de equipados a chave para abrir a porta do laboratório se usa para além dos dias da fiscalização ou de visitas feitas pelo Poder. Porque a ciência se faz e se aprende, A FAZER!
7. Cultura científica e tecnológica, educação científica e experimentação. Reforçaremos Agência Ciência Viva.
BOA!
8. Investigação científica competitiva e avaliação internacional. Consórcios, redes e programas. Garantiremos pontualidade nos concursos para financiamento, com avaliação e companhamento internacional independente, de projectos, redes e instituições em todos os domínios científicos;
Era mesmo importante cumprir este ponto, porque permite programar com tranquilidade a actividade cientifica, ter objectivos a longo prazo, e racionalizar as despesas. Mudar este principio que tem gerido a comunidade cientifica –" Quando abre o período da caça pegamos todos imediatamente nos chumbos", porque nunca se sabe se vai ser a ultima oportunidade. E depois vê-se que alguns dos projectos nunca foram executados ou com uma execução mínima. Também é preciso verificar isto e dar sinais claros que isto não é bem visto!
9. Desgovernamentalizar e modernizar o sistema público de administração da ciência. O sistema público de apoio à I&D em Portugal deve ser um modelo avançado da Administração Pública responsável e moderna.
APLAUDO!
Avaliar também os seus planos, execução e quadros é fundamental. E renovar os seus quadros e dar dar voz aos mais novos nos conselhos científicos permite também mostrar novas e outras preocupações como orientar a ciência em Portugal.
10. Triplicar o esforço privado de I&D e atingir 1% do PIB de investimento público em I&D. A meta europeia de uma execução pública de 1% do PIB em I&D é tanto mais urgente quanto a experiência internacional nos demonstra como esse investimento é multiplicador do investimento privado em inovação.
Tal como gritei anteriormente, NÃO NOS DESILUDAM!! Mas por favor não estejam obcecados com a inovação porque sem ciência básica não marcaremos a diferença. Eu confio que vai correr tudo melhor!
Raquel Seruca

Virar o bico ao prego

O imbróglio criado com a saída da Rua de Ceuta tem um único responsável: Rui Rio. Por três razões simples: Primeiro, porque se pretendia fazer alterações ao previsto, fazendo desembocar o túnel, no Soares dos Reis, deveria ter pedido previamente parecer ao IPPAR que sabia, ou deveria saber, ser legalmente obrigatório. Segundo, porque só fez alterações para dizer que o que estava previsto estava mal e que com ele, génio do urbanismo, do trânsito e das escavacações, é que passava a estar bem, ou seja, por motivos político-partidários. Terceiro, porque em lugar de procurar soluções para o problema, uma vez dado o parecer negativo do IPPAR, optou pela via da arruaça, em vez da via legal, instigando umas poucas pessoas contra a lei e as instituições legais. Ora ele, Rui Rio, é o único culpado. E os portuenses, tanto os moradores e comerciantes como todos os que pagam os impostos, são os únicos prejudicados pela incapacidade de Rio para liderar uma câmara e tomar decisões responsáveis. Dirigir uma câmara não é organizar um piquenique com os sobrinhos, nem tomar um café com uns amigos. As decisões têm de ser bem pensadas e estribadas legal e financeiramente, não é atirar para a frente as ideias sem ouvir nem querer ouvir ninguém, que é o acontece com o Dr. Rui Rio. Mais. Rui Rio continua na via insurrecional, sem acatar a lei, fazendo a obra prosseguir de acordo com as suas teimas, tornando a situação cada vez mais difícil. Ao mesmo tempo procura virar o bico ao prego, dizendo que o IPPAR age por motivações político-partidárias e provoca a situação, quando quem agiu por motivos político-partidários provocando toda esta trapalhada foi Rui Rio e mais ninguém. Se não mexesse no projecto inicial e tivesse terminado as obras como estava previsto, o túnel já estaria pronto há muito com o jardim do Carregal a encostar-se ao hospital e com os moradores e os comerciantes a fazerem a sua vida normal. Parece, aliás, a solução para o problema criado: voltar à primeira forma e acabar de imediato a obra. Nem é uma dúzia ou duas de pessoas enganadas e instigadas pelo Dr. Rui Rio para fazerem ameaças de bloqueio à cidade que vão atropelar as leis e instituições da República. O Porto não é a Madeira do seu correligionário Alberto João Jardim, Dr. Rui Rio! De resto, é o que Rio faz por toda a parte. No frenesim da campanha eleitoral que já iniciou, depois de três anos e meio sem fazer nada, quer fazer tudo, em seis meses, o que é muito pior que fazer nada. Porque em tudo é o carro à frente dos bois. O radicalismo, a cegueira, o autismo, as ideias sem consistência, o disparate. Ver-se a ideia do Metro na Boavista, como cortina de fumo para o que considera a grande arma da campanha eleitoral: o "remake" das corridas do antanho. Como à frente do Metro pratica a mesma incúria que à frente da Câmara, primeiro a decisão, depois os estudos alternativos e de impacte ambiental. Mais um imbróglio! Mas à frente de tudo, de qualquer autorização ou projecto concreto, a asfaltação do troço Castelo do Queijo- António Aroso. O Metro ali vai rolar sobre o asfalto? empurrado pelo Dr. Rui Rio! E tudo para a Metro pagar um dia, diz. Como é que a Metro vai pagar? Se não vai haver Linha da Boavista nenhuma, porque há quem tenha juízo neste país e os do Metro não vão querer ir de cana por gestão danosa e conivência com ilícitos! Só virar o bico ao prego! Como com Valentim a queixar-se do seu governo e da sua Metro. Se o metro ainda não está em Gondomar, como já devia estar e há muito, a culpa é de quem senão do Dr. Rio, do Sr. Valentim, da sua empresa de Metro e do seu Governo? Que nunca contaram para nada no seu governo? Pois não, quem só se abaixa ao poder central, só mostra as fragilidades? Vem agora o Dr. Rio, o yes man mais mansinho e subserviente que o Governo do amigo Lopes teve, armar-se em contestatário revolucionário! Na Praça, vamos pelo mesmo caminho. Um dos arquitectos contratados pelo Dr. Rio já avisou que no Porto, põe-se uma pedra e tudo protesta, portanto o que é preciso é ninguém protestar, a lei da rolha, para poderem disparatar à vontade. Diríamos antes que o problema é que Suas Excelências, no Porto, gostam de fazer primeiro e estudar e discutir depois, por isso é que surgem as situações de protesto, porque ninguém está disposto ao "come e cala". Há protesto porque não há democracia, não há discussão prévia, as coisas são mantidas no segredo dos deuses e feitas de assalto nas costas das pessoas. E ainda por cima coisas que parecem disparates, como gastar uma fortuna com a remodelação da Praça e dos Aliados para ficarem à mesma seis pistas de rodagem, três de cada lado. Alguém vai usar a placa central estreitada para "cruzar a perna" rodeado por duas "auto-estradas"? E claro que os comerciantes que falam da dita "calçada portuguesa" têm toda a razão. Lajes de granito, uma fonte e uma assinatura dum arquitecto famoso? É a receita única de toda e qualquer parvónia, neste momento, pelo país fora, a imitar o "espanhol". Uma tristeza provinciana do pensamento piroso e único. Para isso mais vale estar como está, ou simplesmente alargar os passeios, aumentando as guias de pedra, aí sim com lajes. E mantendo o que resta dos lindíssimos jardins e da "Menina Nua". São ex-libris conhecidos em todo o mundo para durar mais duzentos anos. Por que é que nada disto é discutido com a população antes de aprovarem os projectos? Suas Excelências não estão para isso? Então não se queixem dos protestos, não virem o bico ao prego. E que está lá a fazer o Presidente da Câmara eleito pelos munícipes?

Pedro Baptista

Há sempre um ditador à espreita...

Este senhor, Luís Nazaré, é daqueles para quem os jogos (aliás, os votos) acabam quando são eles que estão a ganhar.
Já não há paciência para receber lições de progresso de quem (infelizmente) tem por progresso a sua própria visão do mundo.

Excelente concerto...

dos US3, ontem no Hard Club.

quinta-feira, março 17, 2005

O telefonema!

O sede interceptou, inadvertidamente, uma chamada telefónica entre duas figuras públicas, como não percebemos bem o conteúdo, transcrevemos para ver se alguém sabe de que se trata!

tlm1: Tou, quem fala?
tlm2: Tá. Boa tarde, é da Concelhia?
tlm1: Sim! (que voz tão misógina) parece que o conheço de algum lado, só não estou a reconhecer este número! Aqui aparece-me Guterres!
tlm2: Não, agora é o meu!
tlm1: Zeeeeeeé! Biba pá, atão, nem imaginas o gosto que é tu ligares-me! Conta lá pá! Tenho ido aí tantas vezes, só que a tua secretária tem-me dito sempre que eu tenho azar, é mesmo quando eu vou que tu acabas de sair! Por isso tenho ligado para o teu número e ninguém me atende. Já não falo contigo desde aquela vez em que disseste na televisão que a minha conferência de imprensa foi uma merda, e a seguir me ligaste a dizer que o que disseste não era o querias ter dito. Mas sabes, por aqui a malta também me vai dizendo que foi uma merda. Até o velho!
tlm2: Pois é engenheiro! É verdade, agora tenho andado um pouco ocupado, mas lembrei-me de ligar-lhe, sabe….., tenho falado com o Presidente da Distrital e combinamos….
tlm1: Oh pá, esse filho da mãe! Esse bexigoso! Esse alvo de sacos do lixo! Ainda outro dia tive para lhe ir às trombas! Atão não é que o gajo anda sempre a mandar umas bocas pós jornais, quem não nos conhecesse Zéeeeeé, até pensava que tu tinhas combinado com ele, Zéeeeé! Ganda Zéeeeeé.
tlm2: Pois! na verdade a razão do meu telefonema é sobre a candidatura autárquica, eu queria ter uma palavra a dizer……
tlm1: Tá aqui uma barulheira com a Rosa do Aleixo cá em casa (Ò Pá CALEEEEEM-SE, TOU A FALAR CÚ ZÉEEEEEÉ)
tlm2: …. Tava a dizer que queria ter uma palavra no candidato e acho que o melhor colocado era…, bom, ….talvez fosse melhor que o líder do Partido local assumisse a candidatura…..
tlm1: Óh ZÉEEEEEÉ! Obrigado! Eu sabia que confiavas em mim.
tlm2: Não! Eu queria dizer o líder do Partido no Distrito! Eu estava a falar do A…..!
tlm1: O qué?????? Zéeeeeeé! MAS O COELHO PROMETEU-ME ZÉEEEEÉ, ELE PROMETEU-ME! Esse gajo, ninguém o conhece! Nem eu o conhecia no ano passado ou há dois anos quando num era militante! Eu é que sou uma figura! Olha sabes Zéeeeeé? Sabes? VOU COMO INDEPENDENTE! É ISSO, INDEPENDENTE!
E digo-te mais, vou marcar uma conferência de imprensa hoje à noite e todos os secretários coordenadores e militantes bão estar lá! Toda a gente do partido! Num vai sobrar ninguém para fazer campanha.
tlm2: Pois, compreendo, mas eu estava a pensar em ti para um lugar na gestão pública! Assim um sítio onde fosses bem remunerado.
tlm1: Pois Zéeeeé! Bem remunerado Zéeeeeé! Mesmo bem remunerado, dizes tu……! Olha…… sabes que eu apoiei o gajo para a Federação….. foi mesmo no fim, mas foi…, se calhar tens razão, aquilo da câmara é uma canseira e ganha-se mal! Como tu sabes Zéeeeeé, quando lá tive, tinha que acumular com outra coisa, aquilo mal daba para pagar um jantar à malta do Viso, quanto mais à concelhia inteira. Olha Zéeeeeé, quando é que vens ao Porto para passeares na Santa Catarina e combinares isso comigo? Hã Zéeeeé? Isso é que é política!
tlm2: Bom logo que tiver tempo! Quer dizer que posso estar descansado com as autárquicas aí?
tlm1: Oh Zéeeeé! Tá Zéeeé! Se houver algum problema, não te preocupes, candidato-me eu!
tlm2: Pois, tou a ver, mas a minha palavra era o Líder da Federaç….!
tlm1: O líder o quê Zéeeé? Ganda Zéeeeé! Olha se quiseres candidato-me antes eu e até te faço um favor: acumulo as duas coisas, esse sítio bem remunerado e a Câmara! Tas a ver Zéeeeé! Isso é que era…!
Pi….Pi…Pi…Pi … (caiu a chamada)

O novo projecto da polémica

autoria: Siza Vieira e Souto de Moura

Norma de conduta sobre investigadores

Uma das grandes promessas do PS é vencer o atraso cientifico e tecnológico.
Como aplaudi o ministro da Ciência escolhido pelo nosso primeiro..., bem como a escolha do secretário de estado escolhido pelo nosso ministro amigo da Ciência. Grande começo! Agora, acho que basta "não se meterem" muito e cumprirem as promessas financeiras que fizeram durante a campanha, porque ambos já provaram saber dar razão ao nosso primeiro quando se atreveu a ambicionar "transformar o Portugal das fatalidades no Portugal das oportunidades”.
Mas como ciência se faz com cientistas é também necessário sabermos melhor quais os nossos direitos mas também o que se espera de nós, porque isto de alguém se pôr à espera que aconteça... também já faz parte da história.
Foi publicado muito recentemente no jornal oficial da União Europeia o código de conduta para recrutamento de investigadores. Que tal uma leitura a quem estiver interessado?

What is a researcher? European Commission defines roles and responsibilities
On 11 March the European Commission has adopted a European Charter for Researchers and a Code of Conduct for the Recruitment of Researchers to make research an attractive career, which is a vital feature of its strategy to stimulate economic and employment growth.
The Charter and Code of Conduct will give individual researchers the same rights and obligations wherever they may work throughout the EU. This should help counter the fact that research careers in Europe are fragmented at local, regional, national or sectoral level, and allow Europe to make the most of its scientific potential.
Without researchers, there is no science in Europe” said Janez Potočnik, European Commissioner for Science and Research. “That is why it is crucial to address the status of researchers. By setting out the roles and responsibilities of researchers, we are going some way to ensuring that researchers, wherever they work, are treated with the respect and esteem they deserve.”
700.000 additional researchers are deemed necessary to attain the objective of 3% of EU GDP for R&D and at the same time replace the ageing workforce in research. Although the number of researchers in the EU rose slightly from 5.4 per 1000 workforce in 1999 to 5.7 in 2001, this is well below the level in other countries that invest more (USA 8.1; Japan 9.1)
The potential shortage of researchers could pose a serious threat to the EU’s innovation, knowledge and productivity in the near future and may hamper the attainment of the Lisbon and Barcelona objectives.
Consequently, Europe must improve its attractiveness to researchers and increase the participation of women researchers. It must provide researchers with long term career prospects by improving their employment and working conditions, reinforcing R&D as a professions and creating more favourable conditions for mobility within a given research career path.
The Charter and the Code of Conduct contribute to this objective by addressing Member States, employers, funding organisations and researchers at all career stages. They cover all fields of research in the public and private sectors, irrespective of the nature of the appointment or employment, the legal status of the employer or the type of organisation or establishment in which the work is carried out.
The European Charter for Researchers addresses the roles, responsibilities and entitlements of researchers and their employers or funding organisations. It aims at ensuring that the relationship between these parties contributes to successful performance in the generation, transfer and sharing of knowledge, and to the career development of researchers.
The Code of Conduct for the Recruitment of Researchers aims to improve recruitment, to make selection procedures fairer and more transparent and proposes different means of judging merit: Merit should not just be measured on the number of publications but on a wider range of evaluation criteria, such as teaching, supervision, teamwork, knowledge transfer, management and public awareness activities.
Practical implementation will be the responsibility of the employers, funders and the researchers themselves. Both they and Member States have been closely involved in the preparations of the Charter and Code of Conduct and have welcomed the initiative.
O site da net é:
http://europa.eu.int/eracareers/pdf/Recommendation_code_charter_EN_final.pdf


É obrigatório estarmos melhor informados, é crucial sermos mais exigentes na avaliação, é fundamental sermos mais chamados a contribuir para "Vencer o atraso científico".

Raquel Seruca

O lugar ideal do éles

Mais uma vez uma entrevista fantástica do nosso Lello (com dois éles). Diz ele que é o lugar que agora lhe apetece estar!
Parece que já esqueceu o telefonema que cinco minutos antes de ter existido já se dizia passar a existir

quarta-feira, março 16, 2005

Belissimo editorial!

Ora aí está uma crítica ao presidente da câmara do Porto que o Lello (com dois éles) devia lêr de manhã todos os dias. Parabéns ao Rogério Gomes.

Impostos

Mas esta gente não pensa em mais nada que não seja aumentar os impostos!
Agora é Vitor Constâncio, esse artista das cifras cifradas e da gestão dos silêncios.
Como se os cidadãos não percebessem qual é a ideia. Chama-se abordagem circular.
É em tudo semelhante ao boato, só que é verdade. E o método consiste em lançar a mesma ideia com diversas proveniencias, em tempos oportunos. De preferência as fontes devem ser crediveis (o ministro das finanças, o governador do Banco de Portugal). As pessoas vão-se habituando e quando dão por ela, a coisa torna-se realidade. Por isso preparem-se, vem ai mais impostos.
Quanto a mim está mal. O objectivo deve ser baixar impostos, e não subir impostos.
Muito menos em sectores que estão já muito penalizados. É claro que existe o défice para cobrir e que o estado precisa de dinheiro. Mas acho que neste momento os portugueses entenderiam melhor uma medida especifica, tipo taxa especial ou coisa que o valha, unicamente destinada a resolver o problema das contas públicas, associada à promessa ou compromisso de que o caminho seria o da redução da despesa. Estes aumentos de impostos servem apenas para descredibilizar os governos e adiar os problemas. E ainda para promoverem mais umas quantas falências. Se ideias destas forem para a frente estaremos a decalcar os métodos Durão Barroso, que como se sabe foi o pior Primeiro-Ministro que Portugal teve desde que há memoria.