terça-feira, abril 12, 2005

Braga (na ordem do dia)

Eduardo Souto Moura não conseguiu, com o seu Estádio Municipal de Braga, vencer o prestigiado prémio Mies van der Rohe. O vencedor foi REM KOOLHASS, autor da Casa da Musica, com este edifício, que é a embaixada da Holanda em Berlim.

No entanto, a cidade de Braga joga em várias frentes e, não se deixando abalar pelo desaire no mundo da arquitectura, aproveitou o fim de semana para se aproximar da liderança da Superliga, onde o Sporting de Braga se constitui como sério candidato ao titulo, tendo deixado para trás Porto e Boavista. Uma pequena equipa do norte a competir com os gigantes lisboetas.
É caso para dizer, sim senhor!

Túnel de Ceuta



Começa a parecer relativamente consensual, na blogosfera e nos restantes meios de comunicação, que a saída do túnel de Ceuta nunca deveria ter saído do Jardim do Carregal. Mais, começa a parecer igualmente consensual que todo este transtorno causado à cidade mais não foi do que um capricho do ainda Presidente da Câmara Municipal do Porto, Dr. Rui Rio. Com ou sem cedências a Solari Alegro, do HGSA, não restam dúvidas de que se tratou de um capricho.
E não restam dúvidas porque? Porque os argumentos apresentados, que tem tido o condão de desarmar grande parte dos intervenientes, porventura pouco preparados para o embate técnico e até politico, não são argumentos válidos nem aqui nem em nenhum lugar do mundo. Vejamos alguns dos principais.

Inicialmente o problema pôs-se porque o túnel não deveria sair junto à urgência do hospital. Acontece que a saída do túnel nunca esteve prevista junto à urgência do hospital e sim próximo de uma saída da consulta externa. Essa saída é relativamente pouco movimentada, no sentido em que não existem atropelos dos utentes e, para além disso dispõe de espaço suficiente entre o trajecto do túnel e a saída propriamente dita para que fossem tomadas medidas capazes de minimizar o impacto. Aliás, o HGSA é um hospital urbano, como muitos outros por esse mundo fora, e manteve e mantêm, situações muito mais criticas de proximidade entre a via publica e o próprio edifício. Relativamente ao posicionamento da urgência, uma saída do túnel anterior à urgência seria até vantajosa, na medida em que o conceito de hospital urbano que esta implícito no HGSA só beneficiaria de um acesso de ambulâncias mais franco através da cidade. Recorde-se que dos dois grandes hospitais universitários da cidade do Porto, o HGSA serve prioritariamente a cidade e o HSJ serve prioritariamente a região. Dai que o acesso à urgência a partir do lado oriental da cidade devesse ser o mais simples possível.

É credível o argumento das dificuldades inerentes aos desníveis a vencer pelo túnel, tanto em consequência do estacionamento subterrâneo de Carlos Alberto como do cruzamento com o rio subterrâneo, o que já não é credível é que seja o prolongamento do túnel a solução para estes problemas de natureza estritamente técnica. A mesma coisa em relação às pendentes. Porque está bom de ver que o diferencial de pendentes desde o ultimo ponto “completamente enterrado” e o ponto em que já está completamente à superfície não pode ser feito de forma gradual quando se pretende que o espaço “à superfície” seja útil, como é o caso do cruzamento onde circulam veículos. O que quer dizer que o túnel só pode começar verdadeiramente “a subir” na Rua D. Manuel II, sendo todo o espaço que medeia desde o antigo HGSA e o MNSR praticamente inútil, isto é, pouco vencendo das pendentes a vencer. Trata-se apenas de transferir o problema para “um pouco mais à frente”. Gasto desnecessário, túnel desnecessário, portanto. Para além disso, e se a memória visual não me engana, a Rua D. Manuel II, junto ao museu, está a uma cota superior à do Jardim do Carregal.

O argumento dos semáforos é o mais disparatado de todos. Nem é de imaginar que o Dr. Rui Rio não tenha conhecimento dos inúmeros túneis que saem junto a semaforos por essa Europa e por esse mundo fora, mas dando de barato que a memória não o ajudou e que realmente estava preocupado, convêm lembrar que não viria grande mal ao mundo e ao Porto se o túnel saísse próximo de uns semáforos, mas principalmente que existem muitas soluços técnicas para resolver o problema e que, no limite nem precisariam de existir ali semáforos.

Para além do mais, nenhum local nas imediações é mais propicio a receber o impacto ambiental causado por um túnel rodoviário do que o Jardim do Carregal.

Sem querer ser demagogo, até custa a crer que um politico experiente como Rui Rio se deixou cair nesta buraqueira. Porque Rio não tem propriamente o estilo PSL que também se deixou emburacar no túnel do Marques, e depois foi o que se viu.
Não vá por esse caminho Dr. Rui Rio, feche o buraco.

Cabocla

Parece que a novela Cabocla tem mantido elevados shares por aqui por Portugal, à semelhança do que já aconteceu no Brasil. Sendo esta novela um Remake, já vista anteriormente tanto em Portugal como no Brasil, não deixa de ser interessante observar como um enredo relativamente simples, baseado nalguns amores impossiveis e na disputa política entre os personagens se torna mais atrativo para o público em geral do que a generalidade do lixo televisivo a que costumamos assistir.
É tanto mais curioso quanto se sabe, ou supostamente se sabe, que já ninguem acredita em amores impossiveis e que a política afasta as pessoas. Registamos!

segunda-feira, abril 11, 2005

Câmara do Porto

O BE vem hoje tentar uma reaproximação do Partido Socialista para a Câmara do Porto.
Teixeira Lopes frisou que o BE «estará sempre aberto a uma solução que garanta uma vitória à esquerda, desde que ela se construa sobre um projecto comum de combate à corrupção e de ruptura com os poderes instalados». Mais uma vez creio ser importante contar com toda a esquerda para haver uma real força para derrotar Rui Rio nas próximas eleições. Em todo caso parece-me que não deve ser inocua a participação conivente da CDU com o actul executivo, como tal não me chocava nada ver a CDU fora desta coligação no Porto. Vamos ver quais as cenas dos próximos capitulos.

O saco de batatas

O Assis é danado! Quando precisa de aliviar o Stress lá vem ele a desancar no Ferreira Torres. Na verdade aquele gajo que por azar meu é homónimo e celebrizou este lindo nome que tanto trabalho me dá a cuidar, serve de credibilizador do nosso Presidente de Federação. Vamos a vêr se Assis não perde em casa (Amarante) e ganha fora (Porto)! Por mim, a bem da coisa pública, que ganhe nos dois, mas mal por mal ..... (depois acusam-nos de Porto-centristas e com razão)

A herança socialista

O jornal "New York Times" publicou ontem um extenso artigo sobre a Casa da Música, no Porto, descrevendo o edifício como "o mais atraente projecto que o arquitecto Rem Koolhaas alguma vez criou". O crítico de arquitectura Nicolai Ouroussoff escreve que a Casa, a inaugurar quinta-feira, é um espaço com "elegância formal", fruto de diversas influências, desde "a rica tradição modernista do Porto aos centros comerciais que tomaram conta do mundo desde a década de 1970".

O Blogue!

Com apenas um mês e picos de existência, o SEDE tem desempenhado uma função pouco visível para os seus leitores, mas que não deixa de ser importante e de traduzir, de alguma forma, os objectivos da sua criação.
Várias pessoas se têm dirigido a nós, através de e-mail, manifestando a sua vontade de participar activamente na discussão politica na área do Socialismo Democrático. Algumas enviam os seus contributos, outras congratulam-se com o aparecimento do blogue e outras ainda manifestam desejo de abraçar mais iniciativas. Ainda que outros motivos não houvessem (e temos muitos), apenas este já seria factor de enorme satisfação. Prova definitivamente que um espaço de aberta discussão democrática pode ter sempre lugar e que pode sempre ser enriquecido com as experiências múltiplas de todos desde que conte com a dedicação séria e empenhada de alguns. Prova que as ideias e a palavra mantêm ainda o seu valor, até numa sociedade muitas vezes alienada pela voracidade do tempo e pelas imagens de grande impacto.
Mas o mais interessante é verificar que, algumas pessoas se dirigem ao SEDE por verem esgotados os espaços de intervenção politica dentro dos próprios partidos. Pessoas com anos de militância activa e que encontram neste espaço uma maior motivação para estarem atentas e darem o seu contributo.
Pela nossa parte esperamos nunca ficar aquém das expectativas criadas e procuraremos prosseguir com este projecto de forma empenhada com toda a dedicação que nos for possível.

Assis ao Porto!





Francisco Assis fez ontem um périplo pela cidade do Porto, com o objectivo de se inteirar em profundidade de alguns dos principais problemas que tem estado na ordem do dia da invicta. Lançou a pré-campanha numa iniciativa louvável, de contacto directo com os problemas e com as pessoas, em contraponto à forma de estar de Rui Rio, que nunca foi capaz de criar um clima de envolvimento com a cidade. Assis pretende assim fazer evoluir o seu projecto politico, dando desde logo um claro sinal de que conta com todos e que o projecto do PS é suficientemente abrangente e extravasa o próprio partido. O facto de, no mesmo dia, ter incluído iniciativas de cariz diversificado vem realçar precisamente a vontade de levar por diante um projecto inclusivo ao encontro dos problemas das pessoas e da cidade.
Até agora, é de aplaudir. Continuaremos atentos.

Casa da Música!



Quanto mais sei sobre a polémica da Casa da Musica mais fico com a sensação que o colega Rem Koolhaas gostaria de ser ele a projectar o edifício do BPN. As coisas andarão em crise lá pela Holanda?

Aí está ele...



Tal qual conforme haviamos previsto eis que o PSD assegura o seu líder tampão.
E para que seja mesmo, mesmo e apenas isso, nem o deixaram ganhar com uma margem simpática. Lá apareceu o Borges cheiiinho de lugares comuns (perdoa-se, foi a primeira vez) a marcar a cadeira com casaco que é para poder assistir de camarote. À espera da vez, que não deve tardar muito. Os notáveis lá fizeram sentir que tudo bem, mas era só porque a alternativa era o que era, e que portanto sim, mas logo que possivel não. E o outro, o que "ainda agora diz que não disse o que acabou de dizer", lá foi demonstrar porque é que seria sempre um osso muito mais duro de roer para o PS nas próximas autarquicas. Duas ou três jogadas, alguns descontentes, entrou com menos de 30% e saiu com quase 50%.
Tudo está bem quando acaba bem, venha lá então essa moção de censura.

Moral da estória (do cristianismo 1)

As "estórias do Cristianismo são para continuar, sim. No entanto, pretende-se com elas não só contar uma lenda ou uma pequena história, verdadeira ou pura ficção, mas compreender algum sentido por trás da história. De preferência com alguma utilidade para o nosso debate politico aqui no SEDE.
No caso da lenda de ARDINGA, a filha do emir de lamego, julgo que a reter fica a impossibilidade de alguem estar simultaneamente dos dois lados da barricada. Principalmente quando as posições estão demasiado extremadas. Quase sempre na vida é preciso fazer opções, que evidentemente tem consequencias. A moçoila, ao ser baptizada por amor ao seu principe cristão, saltou para o outro lado. E o pai não esteve com meias medidas, cortou-lhe fora a cabeça.
Isto não vos lembra em nada o PS Matosinhos?

domingo, abril 10, 2005

Ginestal Machado ao Público

"Não tenho culpa que a Câmara do Porto tenho escolhido mal a localização da Casa da Música"
O arquitecto responsável pelo edifício-sede do BPN diz que a contestação ao projecto não lhe roubou uma única hora de sono. Até porque, nota, a solução está próxima daquilo que Koolhaas imaginou para a envolvente da Casa da Música. Mesmo assim, e apesar de considerar que as vistas de mar não passam de um mito, admite alterar o desenho, caso a Adicais receba o terreno destinado ao Conservatório. O que não o impede de avisar que as obras arrancam já, se a Câmara do Porto não acelerar as negociações.

o final feliz

Neste mundo mediatico um casamento a sério, entre pessoas que partilham sentimentos a sério, com a idade que representa uma maturidade de quem pensa no que faz, não tem nem pela metadinha o interesse de outros enlaces em que a princesa seja mais boazona e o principe um galopante viril, capaz de ter enamorado, aos milhares, as belas garotas a bordo do seu iate.
E ainda se diz que o amor é que conta. Conta para quê?
Neste casamento tardio entre o pateta Carlos e a feia Camila fica dada a maior bofetada na aristocracia inglesa (e europeia porque as outras tem andado a imitar a anglosaxónica) de luvas e jaqueta bem aprumada e com discretas vestes de noiva em tom cinza. Arredada a beleza dos intervenientes o romance tem algo de pateticamente enternecedor. Sem laranjeira, sem branco champagne, mas com verdade. As noticias falam dele como uma curiosidade, nomeadamente de uma tal rainha que foi ou não vêr a assinatura dos noivos nos livros do cartório.

O PINCHA!

Luís Marques Mendes deixou hoje o aviso ao Governo de José Sócrates, de que "a partir de segunda- feira, vai sentir que começou a haver oposição" e que o executivo "vai deixar de estar à solta". Que medo! UHHHHHH!

ladra, Ladra!


Até que enfim!

O primeiro-ministro português, José Sócrates, pede a abertura do mercado espanhol às empresas portuguesas, numa entrevista publicada hoje no jornal espanhol El Pais, onde sublinha que as suas três prioridades em política externa são Espanha, Espanha e Espanha.

"Queremos que el mercado español se abra"
J. P. VELÁZQUEZ-GAZTELU / MARGARIDA PINTO

La contundente victoria de José Sócrates en las elecciones de febrero pasado vino acompañada de un regalo envenenado: una economía estancada, sumida en la recesión, con el paro en alza y las cuentas públicas fuera de control.

A minha visão do Congresso PSD

Alguém compreende este PSD? Primeiro é o Choramingas Lopes a queixar-se da vida, a dizer que já sabia que ia ser um mau governante, um mau primeiro ministro mas que no entanto faria tudo outra vez! E o congresso bate palmas.
Depois é o Borges a debutar no Pombal, a seguir já se poderá promiscuir nos meandros da política, mas antes quis ir pelo menos a um congresso como "virgem imaculada", fazendo cara de Calimero e ameaçando avançar na próxima. Nem fez de António Vitorino nem de Paulo Portas, nem de coisa nenhuma, a sua melhor expresão resumiu-se ao dizer que Marques Mendes "não precisa de crescer"!
Alberto João, que ao menos costuma fazer de bobo da corte, nem isso. Disse até que engolia com casca e tudo o candidato presidencial que o partido decidisse apoiar.
Menezes, o populista de serviço, lá foi dizendo aquelas baboseiras costumeiras. Agora vejam bem a sua aritmética: diz ele que o sócrates disse que iria devolver 150 mil postos de trabalho, nas suas contas em outubro já faz 1/9 de mandato, se o governo não tiver arranjado 19 mil empregos, pimba! Moção de Censura. Óh homem então nem dá tempo a correr com os laranjinhas que estão a gerir os centros de emprego e a controlar as percentagens nacionais! Ao menos sejamos sérios nas atordoadas demagógicas que mandamos e façamos como o bábalu e damos aquela risada arranhada no fim da frase.
Finalmente o Mendes, disse que apoiava Cavaco e mais alguém percebeu outra ideia que fosse? Além de baixinho é completamente vazio e tipicamente líder de transição.
E o congresso bate palmas!

sábado, abril 09, 2005

O exemplo de Sócrates


Ainda há pouco tempo todos falávamos da profilática medida tomada pelo então primeiro-ministro indigitado José Sócrates a propósito da formação do governo. Penso que foi um momento de elevação a forma como o governo foi formado fora das páginas dos jornais e das emissões dos diversos canais de televisão. O motivo pelo qual eu chamo este episódio à discussão é, infelizmente, o que considero o mau exemplo das candidaturas de esquerda para a Câmara do Porto. Como um dos muitos portuenses que acalenta a serena esperança de ver o actual presidente derrotado nas próximas eleições devo dizer que me choca ver diariamente noticias e artigos de opinião sobre a falta de entendimento entre o PS, BE e CDU – e menos edificante ainda a infantil troca de acusações entre os intervenientes. Choca-me ver vários colunistas a defender a sua dama com argumentos nem sempre elevados, quase sempre com a veleidade de acharem conhecer o sentimento geral da população. Acho que a memória, principalmente do Partido socialista não deve ser curta; é que eu ainda me lembro muito bem campanha de Fernando Gomes e do que aconteceu. O Porto politico deve afirmar-se pelo exemplo positivo que dá e não pela politica baixa feita de argumentos e estratégias baixas – o que os portuenses querem ver discutido é o projecto para a cidade e não os meandros da candidaturas.
Acho que era tempo de reflectir – todos – sobre quem mais ganha no fim. É que eu imagino Rui Rio, tranquilamente sentado na sua cadeira presidencial, com a sua coligação confortavelmente formada, a esboçar um inevitável sorriso de vitória ao ler os jornais.

Eduardo Gradim

Não me despeço. Vou andar por aí!

Como seria de esperar, no congresso do PSD, Santana Lopes vitimizou-se. Andou mesmo pela lamúria. Até aqui não é de estranhar, já todos estávamos à espera. O que é estranho, é que ele acaba por ter uma certa razão. De facto, levou um nó cego que nem só a estratégia nem só o acaso poderiam dar. Nem só a sua própria personalidade. E no fim ainda foi traído e abandonado por todos quantos puderam. São estes todos que estão reunidos em congresso em Leiria. Por isso é que dali não há nada de bom a espectar.

Estórias do Cristianismo 1

…da lenda…do despenhadeiro alteroso do Castelo de Cabriz que os irmãos D. Rausendo e D. Tedon, oriundos de Entre Douro e Minho, bisnetos do Rei Ramiro II de Leão, fizeram erguer pelos começos do século XI. Ali adiante, Ardinga, filha do Emir de Lamego, apaixonada por Tedon, foi baptizada pelo eremita Gelasio e logo degolada pelo pai, lançado o seu corpo à corrente do Távora. Olhando o rio, vemos as pedras brancas, a que as pessoas do sitio, ainda chamam “roupa da moura”.
A. A. Costa, no J-A, 217, Portugal

sexta-feira, abril 08, 2005

Vamos lá vêr como isto foi

Por ser elucidativo para a discussão à volta do processo da Casa da Musica vamos aproveitar para postar o texto que o nosso amigo, arquitecto António LAundes, nos ofereceu nos comentários:

“vamos lá ver como isto foi”
1. Concurso para construção da casa da música. Plano definido. Terreno para casa da música, arruamentos, terrenos restantes para leiloar e ceder a uma outra estrutura (conservatório). Até aqui tudo bem.
2. Concurso por convite só a arquitectos estrangeiros, ao género de (clube dos portugueses não entram). OK, vamos pensar pela positiva, foi para na eventualidade de um português ganhar lhe poupar a tristeza de ter que encarar toda esta questão.
3. Ganhou o Rem Koolhaas. Por mim altamente, eu gosto! Ao que parece a solução inicial tinha mais vidro que esta, cuidado que andam por aí umas pombas “cagonas” comandadas por um fazedor de opiniões que borram os edifícios de vidro!
4. Mal começou e já estava atrasada. A nossa casa da música passou ao lado da capital europeia da cultura porto 2001. Foi muita pena pois a nossa amiga Raquel Seruca perdeu 5 anos de Jazz. 5. Ainda não ia a meio e o já experiente nestas andanças Pulido Valente, põe um processo em tribunal contra a Casa da Música. Ainda nada foi resolvido. Alerta: "um dia a casa vem abaixo", não me parece, mas seria uma pena, ao contrário do “mau”, "Bom Sucesso". "Ah ganda Valente".
6. Leilão para aquisição do terreno localizado "nas traseiras, ou ao lado, ou na outra frente" da casa da música. Arrebatado pela Adicais. Tudo normal, ou pelo menos parece!
7. Entrada na CMP do projecto, plano de Jose Manuel Soares (arquitecto e assessor de Nuno Cardoso), para sede do BPN elaborado por Ginestal Machado. Tudo normal.
8. Começa o bailarico. Muda a bandeira, sai Nuno entra Rui, muda plano, muda solução, 1, 2, 3 vezes, com janela, sem janela, tira ao conservatório, dá ao conservatório, a proposta do koolhaas, com multa, sem multa. E a Adicais que não anda cá para ver andar os outros, pensava: "deixa-os pousar".
9. Resultado. Foi deferida uma proposta, no meu ponto de vista, a proposta que a CMP quis. Este filme já vimos.
10. Estourou a bomba. O koolhaas, viu e não gostou, ou não lhe apetecia, ou queria para ele. Então alguém lhe disse: "só há estas são para mim".
11. Então há que aproveitar para dar umas cacetadas (e ele bem merece) no "Tal"! Vieram para a praça "cães e porcos" a dar a sua opinião. E foi então que alguém se lembrou de um programa que estava na moda e quis fazer a versão tripeira da coisa. "já sei vou fazer o big brother aqui na camara." Com Rui Rio a desempenhar o papel, a meu ver até melhor, de Teresa Guilherme. As outras personagens deixo para a vossa imaginação...
12. Nada feito. A coisa arrastou-se. O processo da Adicais andou para a frente. A casa da música, devagar, mas lá ia. Entretanto Rio cada vez mais seco daquela força com que começou, inicia a fase dos disparates. Para mim ela começa quando ele chega a Câmara, mas...!
13. Agora: a Adicais vai construir mesmo, a casa da música vai inaugurar(finalmente), mas ilegal! A CMP tá à rasca porque o desfecho é evidente.Estas são algumas das coisa que se passaram nos últimos anos. Nós passávamos lá. Nós vimos. Alguns não gostam, outros gostam.Meus amigos quem é que teria interesse neste levantar de poeira, agora que a câmara tem que fazer aprovar o novo alvará? Imaginem-se numa Rave-party, (cheia de ilegalidades), agora imaginem durante a inauguração termos a casa da música cheia de representantes dos portugueses todos lindinhos a serem empurrados para fora porque o "espectáculo não pode continuar". Era humilhante!Não deixem que volte a acontecer.