domingo, abril 24, 2005

O aparelho e os chapéus!

Finalmente existiu a tão ansiada reunião entre o candidato à câmara, e os órgãos executivos da concelhia do Porto. Nuno Cardoso liderou uma reunião que servia essencialmente para definir a acção política no porto. Em vez disso, alguns transformaram o encontro numa (des)necessária catarse.
Engraçado, foi mesmo a pouco habitual intervenção de Orlando Gaspar, que não costuma intervir nestas reuniões, avisando o ingénuo Francisco do perigo das suas actuais companhias, para os que não souberem deixo-vos a pista que a referência é a um dos sedentos. Ora, segundo ele, o PS Porto é um exército e todos tem que lutar disciplinadamente na guerra que se avizinha – não podemos concordar mais (embora provavelmente pelas razões opostas às dele).
Por outro lado , não seria justo deixar passar em claro a risada do fim-de-semana, que até envolve o referido sedento, a propósito de pessoas que apareceriam com mais destaque nas iniciativas de Assis que o próprio Assis,; disse a certa altura o actual Presidente da Junta de S.Nicolau (re-candidato ao lugar) : “Chapéus há muitos!”.
Segundo o visado, falta saber quem é o palerma!


sexta-feira, abril 22, 2005

Fora da Baixa

Sem desprimor para a importância da baixa do Porto, julgo que se tem passado a um segundo plano as urbanizações periféricas do Porto. Nomeadamente os bairros socias!
E as questões que ali se colocam são sempre as mesmas e muito, muito dificeis: Demolir ou renovar? A população não quer mudar, mas quer tudo novo. O dinheiro vale o mesmo e gasta-se mais a recuperar do que a fazer de novo.
Na maior parte dos casos dá a ideia de que todas as intervenções recentemente feitas são um sorvedouro de dinheiro porque os problemas são estruturais. As áreas são exiguas, as infraestruturas estão deterioradas, os edifícios tem estruturas em mau estado e as patologias são impossiveis de corrigir. Não existem isolamentos térmicos e os acabamentos são como finas folhas de papel sobre paredes de tijolo que humedece no inverno e aquece brutalmente no verão. As caixilharias não funcionam ou quando o fazem é porque os inquilinos as actiualizaram com os seus aluminios feios mas seguros. As infiltrações vem de todo o lado - não há impermeabilizações e para as haver há que escavacar tudo.
Bom é infindavel a enumeração de questões técnicas, mas não só, a densidade e organização espacial, onde os espaços publicos não tem controlo dos utentes, acaba por reflectir-se nos parcos equipamentos que se deterioram rapidamente.
Considerando que o municipio do Porto é o maior senhorio do país, poder-se-ia dizer que o melhor seria alienar algum deste património. Ora bem, tirando o bairro de francos todas as tentativas não tem sucesso e não é preciso visita-los a todos para saber que mais de 2/3 dos seus habitantes nem de borla querem ficar com a propriedade! Nem de borla, nem dado. Porquê? Perdiam a oportunidade de reclamar? Não, porque sabem que são estruturas desajustadas e de difícil redirecionamento.
Então sabemos que as visitas políticas que promentem soluções e acentam as queixas, anotam os berros e dizem que é preciso dinheiro do estado, estão simplesmente no cume da demagogia.
O que é preciso é ser sério e corajoso, cuidadoso nos métodos e perpicaz na busca de soluções, pois nos bairros sociais, no futuro próximo poder-se-ia desenhar uma cidade dentro da nossa cidade.
Por isso defendo uma SRB - sociedade de reabilitação dos Bairros e um Plano director Social (não preciso de lhe chamar "masterbairros") que desenvolve-se um estudo muito importante envolvendo obviamente o investimento público e , mais importante, o investimento privado.


Primeiras medidas do Plano Tecnológico


Foi dado hoje um impulso a um dos projectos emblemáticos do programa do governo da legislatura de José Sócrates. Para tal foi criada uma nova comissão de acompanhamento e de coordenação entre os vários Ministérios que vão colaborar para executar com rigor e verdadeira inovação este Plano Tecnológico – Unidade de Coordenação do Plano Tecnológico (UCPT). Para isso, o Ministério da Economia terá avaliação internacional, tal como já se verifica no Ministério da Ciência e Ensino Superior. Copiar o que foi muito bem feito durante o Governo de Guterres pelo Ministro Mariano Gago, é um ponto positivo. Publicitar que foram endereçados convites a alguns prémios Nobel da Economia e investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts para garantir a qualidade da avaliação, é que me parece “desnecessário”. Quanto ao programa INOV Internacional..... Esperemos para ver o que vai dar. Será que 75 jovens licenciados portugueses em Xangai (300 em 4 anos) vão ser capazes de abrir as portas do Oriente às empresas Portuguesas? Veremos!

É crucial agora perceber quais as regras do jogo para aceder a estas medidas do Plano, que tipo de empresas vão ser elegíveis, se estas têm ou não de ter ou criar núcleos de ID, e em caso afirmativo que tipo de quadros os vão integrar. Esta pode ser uma boa medida para aumentar o emprego científico.

Vamos dar tempo ao tempo….

Raquel Seruca

quinta-feira, abril 21, 2005

Plano tecnológico

Arrancou hoja a maior "bandeira" eleitoral do Governo Socialista o "Choque tecnológico", agora chamado de plano tecnológico.
De imediato esta decisão traz "...a reposição dos benefícios fiscais às empresas que invistam em Investigação e Desenvolvimento (I&D). ..."
Está bem, vamos a vêr agora o resto!


O candidato surpresa

Afinal havia outro! Mendes escolhe Carmona para Lisboa. Ora pela mesma lógica vamos ter o Paulo Morais a candidato ao Porto. O Morais devia fazer como o Ratzinger: site de fans, pins, t-shirts, bonés e cobrança de favores.
Depois era só dar uma entrevista e empurrar o gajo que o lá pôs. Isto é que era fraternidade!E mais, assim em Lisboa o Carrilho vai ter muito mais dificuldades .....Portanto arrumadores do Porto e arredores preparem-se pois o candidato Morais, desta vez, vai mesmo extinguir-vos (até dizem que o seu guru é o Arnold).

Assis ao Porto!

Francisco Assis, já vai fazendo sentir a influência de uma voz forte no Norte. O caso do Metro no S.João é o retrato disso mesmo. Um ministro que já mexe no assunto de forma séria, sem fazer brincadeiras de corridinhas ou amizades como no PSD.
NA verdade é necessária uma gestão do futuro da cidade, com ponderação mas sem abdicar de firmeza e fazendo as rupturas necessárias com esta gestão autista.
È que muitos tem que se desenganar , a candidatura do Assis não é só uma candidatura de um Partido é a vontade dos socialistas concatenarem as diferentes visões sobre a cidade sem prejuízo de quem gosta do Porto.
Assim transversalmente há que recolher a voz de todos e sem gaguejar!
É que os tempos são de união e não de diversão ou ciúme. Há muitos políticos que preferem perder do que verem a vitória dos seus correligionários de partido. Muitas vezes valem mais as coisas do que as causas e assim não adianta trazerem moralismos bacocos:
Quem não estiver com o Rio tem que acreditar no Assis e se vier é para ajudar! Todos são poucos, mas para atrapalharem ou agourar mais vale ficar em casa que já ajudam!
Já agora uma deixa:
Será que a oposição do PS na câmara e na concelhia não podia ter feito muito mais do que o que fez?

Barroso e os cruzeiros

A imprensa europeia continua a atacar Barroso porque ele não admitiu o erro que foi as suas fériazitas numa barcarola de luxo.
Se o acaso o levar a admitir o erro, pode ser que também alguém se lembre de lhe arrancar um pedido de desculpas por ter lixado a economia portuguesa, por ter estourado com o deficit, o emprego e ainda por cima deixar-nos aqui o Santana Lopes.
Sinceramente, nós muito mais que o resto da Europa, temos razões de queixa, mas vá lá eles sempre berram!

Valongo decidido

O PS, em Valongo, apresenta uma candidata para a câmara, só não é a Manuela de Melo mas sim a Maria José Azevedo, antiga vereadora da Câmara do Porto.
Confirmam-se os prognósticos do Sede que disse em tempos que não seria a deputada, ex-vereadora da cultura, mas seria também uma mulher.
Esperemos que seja suficiente para derrotar o Fernando Melo!
Agora já só falta Gondomar e Matosinhos (em ambos os casos já ouvimos tantos nomes que é melhor nem arriscar, na verdade não beneficia o PS Porto esta incerteza).

quarta-feira, abril 20, 2005

Organismos Geneticamente Modificados

A propósito de uma manifestação à porta da Gulbenkian CONTRA os organismos geneticamente modificados.

Vale a pena conhecer alguns prós e contra e procurar saber mais e ter espírito aberto!

Ciclo de Conferências Fórum Gulbenkian de Saúde - 8º Ciclo
10h00
Qualidade e segurança alimentar: os organismos geneticamente modificados, os protestos pelo direito à saúde e os contaminantes dos alimentos

Preparamos este pequeno resumo apenas para “Abrir o apetite”.

Os Prós e Contras dos Organismos “geneticamente modificados”

O que é um organismo geneticamente modificado?

É um organismo obtido após introdução de material genético de outra espécie, ou após modificação da sua linhagem genética por manipulação do seu próprio material genético, de uma forma que não acontece naturalmente.

Prós:

· Sector agro-alimentar: Melhor rendimento. Melhor adaptabilidade às condições climáticas (frio intenso, calor extremo), ao terreno (pobreza de água ou de sais minerais). Maior resistência aos agentes infestantes. Tendo em conta, que se espera em 2020 mais de 800 milhões de pessoas de Países do Terceiro Mundo estarão em condições de extrema pobreza e irremediavelmente com fome, espera-se que medidas como estas se BEM conduzidas levem a que haja uma modificação CLARA deste processo.

· Ambiental: Ao criar plantas mais resistentes a infestações e com maior adaptabilidade às condições ambientais isto leve à redução da utilização de pesticidas e fertilizantes durante a sua cultura.

· Saúde: Anteriormente a insulina era isolada de extracto porcino. Este processo podia ser veiculo de transmissão de infecções. Quem não se lembra do problema da BSE com as vacas loucas? Agora a insulina é produzida por métodos de engenharia genética. A insulina humana é produzida por bactérias onde foi introduzido o gene da insulina humana produzindo assim as proteínas que posteriormente são extraídas e purificadas. Estes derivados evitam transmissão de infecções para além da melhor rentabilidade económica. Isto passa-se não só com a insulina mas com outras proteínas que podem ser deficitárias em muitas doenças.

Contras:

· Diminuição da variabilidade genética. Os organismos modificados são todos descendentes de um organismo único. Isto é um problema que se pode reflectir numa menor capacidade de adaptação a novas condições naturais ainda desconhecidas.

· Resistências a antibióticos. No processo de modificação genética utiliza-se sempre DNA estranho que contém genes de resistência a antibióticos. Este processo pode indirectamente causar um aumento de resistência aos mesmos antibióticos em particular quando estes são usados ao nível veterinário.

· Alergias e toxicidade que as plantas geneticamente modificadas podem exercer no contacto com a Fauna.

Caso queira pesquisar agora este é um bom site:

O Masterplan

Vale a pena lêr a opinião do Tiago Azevedo Fernandes sobre o Masterplan da Sru. Além de concordar com muitos dos aspectos citados, julgo que é importante sublinhar que afinal muitos dos pressupostos políticos colocados para acabar com o Cruarb e impulsionar a SRU estão postos em causa! Na verdade vemos agora que pouco ou nemhum investimento público se prevê e ainda por cima parece ser um estudo bem realizado, mas bastante dificil de pôr em prática. É que o urbnanismo no Porto, ou memso nas cidade europeias em geral tem-nos ensinado que é dificil obrigar os investidores a fazerem o que quer que se faça.

A decisão!

Parece que a feira da vandoma vai para a Cordoaria! Viva, parece que afinal a câmara consegue tomar decisões e encontrar alternativas. Não deve ter sido fácil, queimar tantos neurónio e com tão poucas praças por aí cheiinhas na cidade. Mas deve haver mais, até porque já se ouviram uns zunzzuns onde a antiga Praça de Lisboa estava a ser preparada para qualquer coisa que não se sabe bem o que é. Pelo menos nós não sabemos mas que cheira a negócio cheira! Deve estar na fila de espera para ser cocluido depois da pousada no Palácio do Freixo.

A CDU é plasticina

No dia em que sabe do falecimento de um comunista renovador vitima de doença prolongada - Edgar Correia, continuamos a aturar as traquinices da CDU mais ortodoxa.
Com o seu pézinho ligeiro o Jerónimo de Sousa apresenta um candidato a Lisboa, o Ruben de Carvalho, enquanto o Sá do Porto vai dizendo que quer fazer coligação com o PS. Mas isto é de manhã, porque à noite abstem-se nas contas da câmara do Rio, apesar da contabilidade criativa que dizem por lá andar, e se calhar hoje irá visitarr um bairro social.
É caso para dizer que a esquerda velha e ortodoxa parece plasticina e realmente parece dificil confiar nesta gente para um acordo político sério! E dizem por aí que o Assis cada dia que passa está mais convencido disso.

terça-feira, abril 19, 2005

As blasfémias sobre o novo Papa

Ora aí está a direita no seu estado mais puro, ortodoxo e conservador. Dizem os nossos colegas da outra banda que blasfemam contra a bovinidade!
Mas entretanto dizem coisas divertidissimas como as de : "Uma boa solução. O Espírito Santo livrou-nos de um Papa de Esquerda." ou ainda "Grande derrota para o Bloco de Esquerda e para a glória da pátria. ", ou mais extensamente e reflectindo, "A Igreja é, por definição, dogmática e conservadora: em relação a si, à sociedade e aos valores que defende para uns e para outros. Tem de o ser. Se o não fosse, não teria dois mil anos de existência."
O cardeal de Munique, defensor da ortodoxia e pelos vistos "cacique" de Cardeais tem apoiantes ferverosos na blogosfera, e ainda por cima a bovinidade está em nós pobres ateus!





Por outro lado no BE não há papa sem Marx!

Telemissa

E ninguém diz nada sobre o espectáculo grotesco de exibição, com total aceitação dos media, de uma instituição absolutamente gerocrata, situando-se nos antípodas da república, da democracia e do respeito pela cidadania!
Qual o papel de cada padre no meio de toda esta telemissa? Qual o papel de cada crente ( Oh homo credulus, ainda por aí andas?)? Qual o papel de cada mulher e de cada homem, inserido para efeitos estatísticos como cristão e mesmo católico apostólico romano ( Porto for ever!)?
A metáfora do pastor e do rebanho, é afinal mais directa do que se imagina, redundando na (elementar, meu caro) permanente parábola do guia alumiado e da carneirada acéfala?
Qua a tolerância absoluta não nos tolde o direito e dever absolutos à crítica. Em nome do homo sapiens.

O seu a seu dono!



Ratzinger!

Com todo o respeito pelos católicos, julgo que o novo PAPA é afinal o chefe do Vaticano dos ultimos anos, ou seja não foi bem uma eleição, mas antes uma sujeição.
Julgo que a quebra da tradição, quem entra candidato sai cardeal, demonstra que a Igreja católica sofrerá muitas criticas nos tempos que se avizinham, pois esperava-se mais, muito mais abertura.

Um homem tambem chora...

...perdão, tambem se engana!

Parece que, desde as 16:50 h, temos PAPA.

E como Barroso ajuda o NÃO!

Já se sabia do cancelamento da viagem do "José Manuel" a França para evitar uma subida ainda maior do Não ao referendo da Constituição Europeia. Agora veio um parlamentar inglês reclamar que o Presidente da EU não devia aproveitar viagens de luxo de amigos multimilionários, em iates porreiros. Vejam já agora como eles avaliam as fériazitas em 20.000 euros. Basicamente é a imprensa francesa a atacar ao bom estilo Norte Americano.
O único Português a fazer viagens de iate e a borrifar-se na imprensa é o Mourinho!
Não há duvida que ninguém gosta das férias dos políticos portugueses, ou é o ministro a fazer mergulho, ou o ex-ministro da defesa no Dubai, agora o Presidente Barroso de andar de iate, como antes era o Soares a andar em cima de tartarugas, ou um ou outro por usar um helicóptero ou um Falcon, enfim!

Rio arranca campanha

O Autarca do Porto lança o inovador????? Masterplan Porto Vivo.
Lembram-se quando o mesmo Rio gozava o Gomes quando este falava em "Project Finance" para os eléctricos? Agora apresenta-se uma "coisa" chamada "Masterplan", também com certo jeito parolo, e pior do que isso, como se a malta achasse mesmo que o Rio vai fazer isto:

"Recuperar a Baixa do Porto custará mais de 1695 milhões de euros (quase 340 milhões de contos). O Masterplan da Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana, que será apresentado hoje à tarde no átrio da Câmara portuense, delimita 36 áreas de intervenção, prevendo-se a renovação de 5785 edifícios. Contas feitas, a acção mais barata será na envolvente da Rua do Mirante, com um custo de 4,22 milhões de euros, enquanto o eixo Aliados/Liberdade obrigará a dispender 128,1 milhões para recuperar 116 imóveis." in JN hoje

Quer dizer que os 3 anos e meio foram só para aquecer os motores? A blogosfera já está em cima do assunto, esperam-se os próximos episódios, pois a campanha já começou!

Vale a pena ver, sentir e discutir de uma forma informal antes de escolher.

“São tantas as opções que temos hoje, que nos perdemos!”
Esta é uma frase habitual quando se tem que escolher o que se quer estudar. A Universidade do Porto vai realizar nos próximos dias 21-24 de Abril no Pavilhão Rosa Mota das 10 às 23 horas (sem hora de almoço) uma Mostra das várias instituições ligadas à Universidade do Porto. Em muitos pavilhões vão poder discutir com colegas, professores e investigadores as várias opções, os principais objectivos da licenciatura, a investigação que se faz em cada centro, etc. Vão mesmo poder experimentar e sentir o gozo de fazer ciência em alguns pavilhões. Não há desculpas a entrada é livre e o horário é alargado. Apareçam!

Raquel Seruca

http://www.up.pt/Mostra_2005

E.T. phone home...



...perdão, a eleição do novo Papa!

Não me parece que a coisa vá ser tão rápida quanto dizem. É que, goste-se ou não, a fasquia foi colocada bem alto por João Paulo II. Depois do Papa peregrino, não vai ser fácil encontrar sucessor. Porém, na maravilhosa Capela Sistina e com a ajuda de intervenção divina, quem sabe!?!?

segunda-feira, abril 18, 2005

O fosso

Já estou um pouco farto de ouvir esse tema da falta de fosso de orquestra na Casa da Musica, que como a maior parte sabe não se justifica pois uma sala de musica não pode ter fosso.
Fosso, fosso é o de poder no CDS/PP. Alguém percebe o que se lá passa? Afinal ainda vai ganhar aquele fulano com nome de ex-corredor de formula 1 por falta de candidatos!
Enquanto isso o Portas (filho, porque o Pai voltou a estar de amores com o PS, "noblesse oblige"), voltou do Dubai bronzeado, de jeans e sapatilhas puma, onde os reltos não referem que tenha cantado o hino!
Depois da Foto devolvida do Freitas, consta que não vai ser esse o acto mais hilariante do ano político da direita.
No Blasfémias dizem que vai ser mais fácil o conclave do Vaticano do que encontrar um candidato ao pequeno partido de direita. Não deixam de ter razão.

O Tino de Rans

A propósito desta polémica da limitação de mandatos veio-nos à memória o Tino de Rans. É que ele foi o primeiro a contestar em termos nacionais o excesso que os partidos fazem na gestão dos seus deputados.


Na altura dizia que eram sempre os mesmos e que não tinham a aprovação do povo porque iam a reboque dos candidatos a primeiro. Vendia livros à porta dos Congressos a dizer isto mesmo. Vendia-os a gajos que nem os liam!
Claro que isto dito pelo Tino, entremeado com a trágico-cómica história das batatas cozida com bacalhau, feitas pela mãezinha, e a visita à campa do irmão tinha o valor que tem. No entanto o Tino dizia isto porrque tinha um objectivo! Queria ser deputado.
Hoje o Francisco Assis veio a reboque do Mário de Almeida e o Comércio, e bem (digo eu), pespegou-lhe logo com uma foto ladeado pelo autarca de Vila do Conde e de Matosinhos. Não percebo como se pode defender primárias e paridade no partido e depois dizer ser contra a limitação de mandatos, é que o principio que origina esta revisão é o mesmo, credibilizar a politica após 30 anos dos mesmos gajos.
Numa coisa o autarca de Vila do Conde tem razão, quando fala de deputados e do seu day after! Mas isso é neste mandato, porque aqui à uns anos atrás haveriam de lhe lembrar outras coisas.

domingo, abril 17, 2005

Será isto subir a parada ou somente fazer-se difícil?

"À margem da apresentação da candidatura de Ilda Figueiredo a Gaia, o secretário-geral do PCP admitiu que, não obstante as intenções manifestadas por Francisco Assis, "quem decide são as direcções nacionais". E o assunto nem sequer foi aflorado na reunião, que na passada semana juntou as cúpulas socialista e comunista e que apenas debateu a questão de Lisboa e, neste contexto, Jerónimo de Sousa admitiu "dificuldades". "

in Comércio do Porto

Na volta, na reunião no Rato eles suspenderam a meio a discussão, não fosse o homem ficar afónico (é que como sabem isso dá-lhe votos!) , assim houve assuntos que é melhor falar mais tarde porque custam a engolir!

O Burmester



Tenho a ideia que esta "cena" caricata de um Presidente vir na inauguração de um grande evento, dizer que um fulano qualquer merecia voltar a ser o que foi, embora tenha sido saneado políticamente e o Presidente nada tenha dito na altura, estava melhor na capital da bananolândia.

No Porto parece haver muita gente esquecida da estória das datas da 2001 (abertura da capital europeia da cultura), da falta à inauguração do Dragão, e do respeito devido a instituições da cidade que ganham prémios em vez de ficarem em segundos. Enfim..., que o mandato acabe bem.
Já agora gostava de o vêr comentar o desrespeito a uma instituição nacional como é o IPPAR.
E que nunca lhe doa a voz!

AO

As limitações

Queria falar um pouco sobre as limitações, mas quase só me ocorrem lugares comuns e coisas que já foram ditas. É que sobra por aí uma hipocrisia generalizada dos partidos sobre o tema.
O PSD agora é contra a retroactividade! Quer dizer, altera-se a Lei porque se tem consciência que há coisas que não funcionam bem, mas no entanto diz-se que isto não tem nada a vêr com o que está para trás. É perfeitamente normal o Alberto João, e outros que tais, aspirarem a mais 3 mandatozitos.
Eu por mim, era para toda a gente, nomeadamente para deputados, que é o lugar mais bem pago na escala de Euros / produtividade.
E aqui incluo a necessidade de muitos autarcas socialistas darem lugar a novos protagonismos. Ou será que só ali eles podem fazer política?
Esta é aliás uma questão base do socialismo democrático, o desprendimento do poder!
E já agora, noto que a opinião do Mário de Almeida está nas antipodas do que eu penso, e julgo que no caso dele é desnecessária, pois poderia afastar-se da imagem de barão autárquico e aproximar-se de um novo papel a desempenhar no distrito.

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A feira

Quem não se lembra de umas noites bem madrugadoras na Feira da Vadoma? Pois é, acabou!
Pelo menos a Câmara não sabe resolver o problema. É assim numa cidade que anda desatenta com as questões e sempre com a mania de as discutir tarde demais.!
Ora uma feira tradicional, descrita tantas vezes como parte de um património cultural portuense, não pode simplesmente ser tratada como uma feira ilegal. Tem que haver soluções, e mais ainda quando agora dizem que há que arranjar um espaço, com os stands e pagar as taxazitas e tal.... Isso não é a Vandoma e não é aquilo que a malta nova quer quando negoceia com os Papás vender quinquilharia para o interail, ou para as férias com a namorada.
Assim se vai alienando coisas que são mesmo nossas como se não fosse nada e o Porto morre por dentro. Qualquer dia acabam por vêr no S.joão uma festa ilegal. Já nada nos leva à baixa, ao centro.

sábado, abril 16, 2005

Sócrates, Justiça e Educação


Acho que é importante não deixar passar em branco a entrevista de José Sócrates dada a Judite de Sousa na RTP1. Vi um primeiro-ministro preparado para falar dos temas que neste momento estão na ordem do dia (excepto da educação por lapso ou falta de tempo da entrevistadora). Vi um político determinado e com um projecto que ele próprio leva a sério, sendo que arrisca a tornar claro os seus objectivos mesmo que assim a posterior avaliação dos resultados se torne mais óbvia e mais contundente. Quanto ao caminho em si acho que ouvimos algumas coisas importantes relativamente a algumas questões que considero determinantes. Ao falar do défice do estado Sócrates foi claro: a obsessão do défice foi substituída por uma consciência de um problema real que tem de ser resolvido. Mais importante é o caminho proposto para a sua solução: combater a despesa mas não deixar de tentar aumentar a receita combatendo a fraude e evasão fiscal. Eu sei que isto é mau para alguns mas acreditem que se as medidas tiverem resultados reais será muito positivo para a maioria dos portugueses. É já longa a espera de ver restaurada a equidade fiscal para aqueles que trabalham por conta de outrem e vêem os seus impostos automaticamente retidos na fonte não se revoltem constantemente com as empresas que apresentam prejuízos constantes, apesar da aparente saúde financeira dos seus quadros superiores. Dos profissionais liberais que apesar de sinais exteriores de riqueza apresentam uma receita mensal de 350 euros. Este é um problema, que a sebastianica Manuela Ferreira Leite, tanto tentou iludir chegando mesmo a dizer que esse não era fundamental pois não resolveria automaticamente o problema do défice – relegando para segundo plano a questão moral e social.
Neste momento considero que a questão fiscal, a problemática da justiça e a educação formam um triângulo fundamental de desenvolvimento social português. Temos de nos afastar definitivamente dos muitos vícios de várias décadas de ditadura e entrar numa era de civilização, onde o estado de direito, uma economia saudável e uma sociedade qualificada conseguem trazer uma aproximação dos níveis de desenvolvimento da Europa.

sexta-feira, abril 15, 2005

Limitação de mandatos...

...para todos os cargos públicos, JÁ!
Nada de efeitos retroactivos nem de exclusão de cargos e lugares não executivos.
idem, idem, aspas, aspas para as nomeações.
Em todos os casos, três mandatos é um bom número, mas principalmente doze anos é um excelente periodo.
Três mandatos ou um máximo de doze anos.

quinta-feira, abril 14, 2005

Da Casa da Música ao Circuito da Ferrugem

O texto com este título será publicado amanhã, dia 15 de Abril de 2005, em "o Comércio do Porto"
Da Casa da Música ao Circuito da Ferrugem

Pedro Baptista

A Casa da Música que hoje se inaugura será, ao lado da setecentista Torre dos Clérigos, o grande ex-libris arquitectónico da cidade do Porto, marcando o arranque portuense e europeu do Século XXI.

Se no início muitos olhavam com suspeição o objecto estrambótico que o holandês ali estava a plantar, a verdade é que o “objecto” cedo se impôs e hoje são muito mais as vozes que se erguem contra as construções que possam ofuscar o edifício, do que os que torcem o nariz ao “modernismo”.

Vozes que se preocupam com a envolvência do edifício com toda a razão. Não se trata de se ver ou não se ver o mar do edifício como alguns têm caricaturado, mas de ver ou não ver devidamente aquele diamante arquitectónico lapidado pela vasta equipa de trabalhadores liderados por Koolhaas que é a Casa da Música e que, lado a lado com Serralves - e por que não com o Estádio do Dragão - coloca o Porto num lugar de destaque da criação arquitectónica do roteiro cultural de toda a Europa.

Infelizmente na Câmara do Porto ninguém percebe isto. Rio e confrades olharam sempre a Casa da Música como uma inutilidade inventada pelos socialistas que só servia para gastar dinheiro, uma bizantinice que não passava dum sorvedoiro dos recursos, um fardo a suportar com grande sofrimento, uma chatice para a gestão e sobretudo uma perturbação para a sua vida mental. Não é de espantar, pois é a ideia de Rio para com toda e qualquer expressão da cultura. Não tira a pistola ao ouvir falar de cultura como o Outro, mas considera-a uma inutilidade frívola. Por isso a forma como a Câmara do Porto encarou e continua a encarar a Casa da Música, nomeadamente em relação à envolvência paisagística, como de resto encara toda a cultura portuense cujo apoio camarário recuou trinta anos, nos últimos quatro.

Só há uma vertente que interessou (e interessa) Rui Rio e confrades “laranjas” na Casa da Música: a dos lugares de gestão. Aí trataram do assunto na malha fina! E até temos um presidente do Conselho de Administração que clama para que não se politizem os lugares de gestão da CM! Nem Omo, nem Tide, nem sequer líxivia, um espanto de limpeza da consciência! Como se ele, e maior parte dos que foram nomeados, não o tivessem sido exactamente por exclusivos critérios político-partidários!

De outra forma não se compreenderia como pululam pelos edifício “contabilistas” videirinhos da política “laranja” totalmente desqualificados, e a Casa da Música não surge identificada com o rosto e com o nome de um dos que foi a sua “alma parens”: Pedro Burmester.

De resto o modelo de gestão e o financiamento apresentado pela Ministra da Cultura parece equilibrado e capaz de propiciar o funcionamento de uma parceria pública/ privada, desde que ambas as partes não se eximam na prática à sua quota da responsabilidade.

O Porto dispõe a partir de hoje de equipamentos de grande nível na rubrica da exibição de espectáculos de médio dimensão, continuando, no entanto, a ter défice de equipamentos culturais noutras rubricas, como nas de apoio aos grupos de produção cultural e na de um grande espaço para espectáculos de grande dimensão, como seria adequado para quem se pretende pólo aglutinador no Noroeste Peninsular.

Infelizmente, outros equipamentos como o Edifício Transparente, pelo motivo político-partidário de a direita poder dizer que foi uma obra inútil, manteve-se ao abandono e á degradação durante quatro anos e o que hoje poderia ser um lugar de animação cultural, recreativa e comercial, é um mamarracho inútil, que Rui Rio assim quer manter, porque não tem competência para o rendabilizar e porque o quer utilizar como apoio para o “circuito da ferrugem” que quer transformar na sua “obra de regime”.

Rico “regime” com paradigmas assim!

Em 59 e 61 as corridas foram o presente e o futuro. Hoje nem são corridas, nem presente, nem futuro, apenas passado, cuja infância ou adolescência gostamos de recordar nas horas de nostalgia, mas de que não vivemos. Nem nós, nem uma cidade como o Porto, podem viver do passado, a não ser para fazer comparações que nos esclareçam...

Por exemplo: comparar o tempo em que se trouxe para o Porto o “Património Mundial” e o Metro, se fez o Parque da Cidade, o teatro da Vilarinha, o Ballet-teatro e o teatro do Campo Alegre, se impôs o S. João e Serralves, se comprou o Rivoli, se recuperou o Coliseu, se trouxe a “2001” no qual se inclui o Carlos Alberto e a Casa da Música, se impôs para o Porto boa parte do “Euro 2004”, com a obra de Rui Rio: discórdia, marasmo, vazio, guerra às instituições da cidade, incompetência, precipitações e, por fim, a grande obra para o que se malbaratam mais de seis milhões de euros, o circuito da ferrugem para a brigada do reumático da Câmara! Ridículo! Depois da destruição das tílias na Boavista, do arranque dos carris e da asfaltação, é a vez da Rua da Vilarinha que nunca teve nada, mas lembraram-se agora de que deve ter asfalto… e dois mesinhos de pá, pó e pica. Só para as Elviras não tremerem no paralelo a deixarem cair os parafusos! As prioridades da Câmara do dr. Rui Rio! Ainda por cima mini-circuito de poluição brutal em torno de um espaço verde!

É chato comparar? Mas não terá de ser?


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Cultura

Quem não se lembra da famosa frase:
"Quando me falam em cultura, meto logo a mão na carteira!". Quem não se lembra também, se não me erra a memória da visita ao bairro das Campinas do actual Presidente da Câmara, acompanhado do então ministro da cultura no âmbito de um protocolo com a rádio Festival. Aquilo é que era cultura como deve ser!
Hoje, 4 anos depois da 2001, inaugura-se a principal obra deste evento. Tarde, tardinha, alvo de chacotas e risotas. Mas lá foi. Daqui a 4 anos acham que (Excepção feita às corridas de carros antigos que terá transmissão directa no canal memória e depois em ininterruptas sessões em diferido serão passados resumos completos)
Na verdade o Porto durante o próximo fim de semana será falado em grande parte dos órgãos de comunicação social internacionais, por boas razões. No próximo verão será visitado por muitos com o intuito de conhecer a casa da música e só não ganhará mais se a marca da cidade não souber aproveitar este efeito.
Todos sabem o efeito Gugenheim em Bilbau, o efeito das olimpiadas em Barcelona e até o efeito da Expo em Lisboa. Para tal é preciso trabalho e competência, é preciso saber e falar olhos nos olhos com quem decide.
Por isso deixo-vos uma pergunta: Sabem o nome do actual vereador da cultura da CMP? (é que a cidade está na berlinda com a sua pérola). Sabem o que é que ele pensa sobre a saída do túnel e o IPPAR? Ou sobre o Neoclassicismo do Santo António e do Museu Soares dos Reis? Saberá ele se o Soares dos Reis era arquitecto, engenheiro, pintor ou escultor?
no Porto é preciso deixar de brincar às autarquias e o Dr. Rui Rio tem de saber que se julga que é o homem mais sério à face da Terra está enganado, prque no mínimo dos mínimos passa um atestado de falta de sinceridade intelectual aos seus e à sua cidade.
PS. - Já agora, as declarações do Rui Veloso são tão hilariantes que nem podem ser levadas a sério. Que pena, ele que toca tão bem ter aqueles cotovelos tão vermelhos de esfregar nos olhos!

Petição sobre o Edifício BPN

Neste blogue podem assinar a petição contra o edifício envolvente "à casa da musíca".

O Metro e o Porto!

Em tempos, sobre o Metro do Porto escrevi assim:

"O Metro do Porto é um transporte de superfície, que circula em canal próprio mas que não se esconde da cidade, nem tampouco esconde a cidade. Pelo contrário, a partir do coração da cidade, desenvolve o seu percurso numa lógica de penetração nas sucessivas zonas, utilizando para isso antigas linhas existentes, ruas subaproveitadas, túneis pontuais, espaços públicos de utilização colectiva, usando a cidade como cenário, que se mantêm sempre presente, da qual temporariamente se aproxima, para deixar ou receber passageiros.
Como que se flutuasse sobre a cidade, sobre a amalgama densa de edifícios, ruas, pessoas e espaços verdes, e, de quando em quando se aproximasse para trocar de passageiros, iniciando nova corrida, nova viagem.
É também para os utilizadores como um carrossel turístico, de onde podem dizer adeus aos conhecidos e usufruir do espaço público de uma forma diferente, percorrendo-o, sem dele se poderem alhear.
Obriga a cidade a entrar-nos pelos olhos. Não a cidade que se quer mostrar, dos monumentos e das praças, mas a cidade como ela é, complexa e variada no seu pulsar quotidiano do qual podemos ver quase tudo, desde a briga entre duas crianças à roupa a secar à janela num qualquer bairro da periferia.
Por outro lado, o conforto sonolento e ritmado das carruagens modernas, cria aquela barreira que nos impede de fazer parte da cidade, que nos coloca na posição de espectador silencioso e ausente de um teatro real.
A grande diferença deste percurso obrigatório, é que, como em qualquer metropolitano de qualquer cidade, somos transportados em massa, de forma indiscriminada pela cidade, mas no Metro do Porto podemos contempla-la."

Hoje, continua a ser assim que penso o Metro no Porto, seja a linha da boavista ou a do S. João ou mesmo a do aeroporto. O grande encanto do Metro do Porto é a forma como percorre a cidade, ora à superficie ora enterrado, conforme a cidade permite. É tambem à luz desta experiencia (andar de metro) e pelos olhos de quem efectivamente anda ou passará a andar de metro que devia ser discutido tudo o que tiver a ver com o metro.

As obras

O ritmo de corrida!
Passei hoje 4 vezes pela rua D. Manuel II e pela Avenida dos Aliados e pelo Carregal e no fim tive que ir ao Marquês passando por Gonçalo Cristovão.
É um fartar de pó e obras. enquanto fazia este percurso falava com um amigo que dizia (não sei se muito bem) que se fosse anarca propunha um programa eleitoral para a cidade do Porto do género:
"Connosco, nos próximos 4 anos NÃO HAVERÁ OBRAS" e acrescentava eu " que bela votação havia de ter! Slogans como "não quero Pó e porcaria na minha RUA" ou "Detesto EMPREITEIROS DE OBRAS PÙBLICAS" e ainda "PORTO DESCANSADO É PORTO PARADO".
Depois dei por mim a achar que em Matosinhos, na Maia e por aí (onde anda o Santana) também a coisa pegava!

quarta-feira, abril 13, 2005

Manelito, manelito...

...já te tenho dito,
que não é bonito
andares a brincar!

Então não é que Manuel Serrão acordou numa de euforia épica, qual sebastião cá do burgo e resolve desafiar Rui Rio e a cidade para um confronto "à maneira" com a Sra. Ministra da Cultura. E que no meio da brincadeira ainda se atreveu a mandar a alfinetada ao Francisco Assis. Um castiço, este novo cavaleiro andante.
Aliás, era só mesmo o que faltava, era esta cereja no cimo do bolo, e ele até tem certa vocação para cereja. Pelo menos o seu discurso andante á assim redondinho. Por outro lado, será que está a medir a sua própria popularidade? Será que temos candidato a candidato a vereador? Ou algo mais?
Não haverá por aí alguem que lhe diga que o assunto é sério e que lá porque ele tem apenas uma vaga ideia sobre o assunto, não quer dizer que a cidade não tenha há muito percebido que a questão do túnel é mais uma bizarria do Dr. Rui Rio.
Uma bizarria que aliás demonstra bem como é que a generalidade destas coisas são feitas, isto é, completamente em cima do joelho, e sem nenhum sentido de responsabilidade. Normalmente com uma qualquer motivação politica por trás.
Mas Manuel Serrão vai mais longe, ao ponto de sugerir, embora ao "de leve" uma qualquer opção entre o MNSR e o túnel, expressa na frase "O Museu Soares do Reis valerá o que os portuenses entenderem que vale".
E agora pergunto eu, até quando é que teremos de aturar coisas destas?

Estórias do Cristianismo (2)

A propósito do conclave para eleição do novo Papa...



Conta-se que, em tempos idos, dois amigos viviam dizendo mal da igreja, que padres, bispos e cardeais eram todos uns intriguistas, manipuladores, falsos moralistas, etc. Certo dia porém, um deles tem a oportunidade de viajar até Roma e visitar o Vaticano, onde permanece por longo tempo.
Quando regressa a casa, volta estranhamente religioso, não perdendo sequer a missa de todos os dias.
Perante isto, o amigo pergunta-lhe:
- Ouve lá, que é que se passa contigo, desde que vieste de Roma que vais à missa todos os dias. Então agora és crente? Aquilo afinal não é como julgávamos?
Ao que o outro responde:
- É, pá, é ainda muito pior do que julgávamos. Digo-te pá, é de tal forma que só é possível com intervenção divina. Garanto-te pá, Deus existe mesmo!

terça-feira, abril 12, 2005

O TAF

Tiago Azevedo Fernandes possui o famoso blogue chamado a "Baixa do Porto". Um dos mais interessantes espaços temáticos da net.
Nem sempre estamos de acordo com ele e com quem lá colabora, mas desta vez saliento a nota de Cristina Santos, cuja ironia revela que o seu renovar de imagem já é visto como um design bem mais socialista. Acho bem! Apesar dos avisos de indepêndencias parece-me que o BE vai perder muito do seu bom eleitorado.

As condições

A CDU veio através do Rui Sá colocar as condições para integrar uma coligação de esquerda. Fora a deselegência de o fazer via jornais, parecem propostas faceis de convergir:
- Habitação como aspecto central do programa e regulação das alienações de funções municipais e empresas de serviços e outras.
- è pena é o frete ao Rio no túnel de Ceuta. Vale a pena vêr no local o impacto da obra e observar como a razão não lhe assiste, com aliás o FOrtuna muito bem escreveu.

Braga (na ordem do dia)

Eduardo Souto Moura não conseguiu, com o seu Estádio Municipal de Braga, vencer o prestigiado prémio Mies van der Rohe. O vencedor foi REM KOOLHASS, autor da Casa da Musica, com este edifício, que é a embaixada da Holanda em Berlim.

No entanto, a cidade de Braga joga em várias frentes e, não se deixando abalar pelo desaire no mundo da arquitectura, aproveitou o fim de semana para se aproximar da liderança da Superliga, onde o Sporting de Braga se constitui como sério candidato ao titulo, tendo deixado para trás Porto e Boavista. Uma pequena equipa do norte a competir com os gigantes lisboetas.
É caso para dizer, sim senhor!

Túnel de Ceuta



Começa a parecer relativamente consensual, na blogosfera e nos restantes meios de comunicação, que a saída do túnel de Ceuta nunca deveria ter saído do Jardim do Carregal. Mais, começa a parecer igualmente consensual que todo este transtorno causado à cidade mais não foi do que um capricho do ainda Presidente da Câmara Municipal do Porto, Dr. Rui Rio. Com ou sem cedências a Solari Alegro, do HGSA, não restam dúvidas de que se tratou de um capricho.
E não restam dúvidas porque? Porque os argumentos apresentados, que tem tido o condão de desarmar grande parte dos intervenientes, porventura pouco preparados para o embate técnico e até politico, não são argumentos válidos nem aqui nem em nenhum lugar do mundo. Vejamos alguns dos principais.

Inicialmente o problema pôs-se porque o túnel não deveria sair junto à urgência do hospital. Acontece que a saída do túnel nunca esteve prevista junto à urgência do hospital e sim próximo de uma saída da consulta externa. Essa saída é relativamente pouco movimentada, no sentido em que não existem atropelos dos utentes e, para além disso dispõe de espaço suficiente entre o trajecto do túnel e a saída propriamente dita para que fossem tomadas medidas capazes de minimizar o impacto. Aliás, o HGSA é um hospital urbano, como muitos outros por esse mundo fora, e manteve e mantêm, situações muito mais criticas de proximidade entre a via publica e o próprio edifício. Relativamente ao posicionamento da urgência, uma saída do túnel anterior à urgência seria até vantajosa, na medida em que o conceito de hospital urbano que esta implícito no HGSA só beneficiaria de um acesso de ambulâncias mais franco através da cidade. Recorde-se que dos dois grandes hospitais universitários da cidade do Porto, o HGSA serve prioritariamente a cidade e o HSJ serve prioritariamente a região. Dai que o acesso à urgência a partir do lado oriental da cidade devesse ser o mais simples possível.

É credível o argumento das dificuldades inerentes aos desníveis a vencer pelo túnel, tanto em consequência do estacionamento subterrâneo de Carlos Alberto como do cruzamento com o rio subterrâneo, o que já não é credível é que seja o prolongamento do túnel a solução para estes problemas de natureza estritamente técnica. A mesma coisa em relação às pendentes. Porque está bom de ver que o diferencial de pendentes desde o ultimo ponto “completamente enterrado” e o ponto em que já está completamente à superfície não pode ser feito de forma gradual quando se pretende que o espaço “à superfície” seja útil, como é o caso do cruzamento onde circulam veículos. O que quer dizer que o túnel só pode começar verdadeiramente “a subir” na Rua D. Manuel II, sendo todo o espaço que medeia desde o antigo HGSA e o MNSR praticamente inútil, isto é, pouco vencendo das pendentes a vencer. Trata-se apenas de transferir o problema para “um pouco mais à frente”. Gasto desnecessário, túnel desnecessário, portanto. Para além disso, e se a memória visual não me engana, a Rua D. Manuel II, junto ao museu, está a uma cota superior à do Jardim do Carregal.

O argumento dos semáforos é o mais disparatado de todos. Nem é de imaginar que o Dr. Rui Rio não tenha conhecimento dos inúmeros túneis que saem junto a semaforos por essa Europa e por esse mundo fora, mas dando de barato que a memória não o ajudou e que realmente estava preocupado, convêm lembrar que não viria grande mal ao mundo e ao Porto se o túnel saísse próximo de uns semáforos, mas principalmente que existem muitas soluços técnicas para resolver o problema e que, no limite nem precisariam de existir ali semáforos.

Para além do mais, nenhum local nas imediações é mais propicio a receber o impacto ambiental causado por um túnel rodoviário do que o Jardim do Carregal.

Sem querer ser demagogo, até custa a crer que um politico experiente como Rui Rio se deixou cair nesta buraqueira. Porque Rio não tem propriamente o estilo PSL que também se deixou emburacar no túnel do Marques, e depois foi o que se viu.
Não vá por esse caminho Dr. Rui Rio, feche o buraco.

Cabocla

Parece que a novela Cabocla tem mantido elevados shares por aqui por Portugal, à semelhança do que já aconteceu no Brasil. Sendo esta novela um Remake, já vista anteriormente tanto em Portugal como no Brasil, não deixa de ser interessante observar como um enredo relativamente simples, baseado nalguns amores impossiveis e na disputa política entre os personagens se torna mais atrativo para o público em geral do que a generalidade do lixo televisivo a que costumamos assistir.
É tanto mais curioso quanto se sabe, ou supostamente se sabe, que já ninguem acredita em amores impossiveis e que a política afasta as pessoas. Registamos!

segunda-feira, abril 11, 2005

Câmara do Porto

O BE vem hoje tentar uma reaproximação do Partido Socialista para a Câmara do Porto.
Teixeira Lopes frisou que o BE «estará sempre aberto a uma solução que garanta uma vitória à esquerda, desde que ela se construa sobre um projecto comum de combate à corrupção e de ruptura com os poderes instalados». Mais uma vez creio ser importante contar com toda a esquerda para haver uma real força para derrotar Rui Rio nas próximas eleições. Em todo caso parece-me que não deve ser inocua a participação conivente da CDU com o actul executivo, como tal não me chocava nada ver a CDU fora desta coligação no Porto. Vamos ver quais as cenas dos próximos capitulos.

O saco de batatas

O Assis é danado! Quando precisa de aliviar o Stress lá vem ele a desancar no Ferreira Torres. Na verdade aquele gajo que por azar meu é homónimo e celebrizou este lindo nome que tanto trabalho me dá a cuidar, serve de credibilizador do nosso Presidente de Federação. Vamos a vêr se Assis não perde em casa (Amarante) e ganha fora (Porto)! Por mim, a bem da coisa pública, que ganhe nos dois, mas mal por mal ..... (depois acusam-nos de Porto-centristas e com razão)

A herança socialista

O jornal "New York Times" publicou ontem um extenso artigo sobre a Casa da Música, no Porto, descrevendo o edifício como "o mais atraente projecto que o arquitecto Rem Koolhaas alguma vez criou". O crítico de arquitectura Nicolai Ouroussoff escreve que a Casa, a inaugurar quinta-feira, é um espaço com "elegância formal", fruto de diversas influências, desde "a rica tradição modernista do Porto aos centros comerciais que tomaram conta do mundo desde a década de 1970".

O Blogue!

Com apenas um mês e picos de existência, o SEDE tem desempenhado uma função pouco visível para os seus leitores, mas que não deixa de ser importante e de traduzir, de alguma forma, os objectivos da sua criação.
Várias pessoas se têm dirigido a nós, através de e-mail, manifestando a sua vontade de participar activamente na discussão politica na área do Socialismo Democrático. Algumas enviam os seus contributos, outras congratulam-se com o aparecimento do blogue e outras ainda manifestam desejo de abraçar mais iniciativas. Ainda que outros motivos não houvessem (e temos muitos), apenas este já seria factor de enorme satisfação. Prova definitivamente que um espaço de aberta discussão democrática pode ter sempre lugar e que pode sempre ser enriquecido com as experiências múltiplas de todos desde que conte com a dedicação séria e empenhada de alguns. Prova que as ideias e a palavra mantêm ainda o seu valor, até numa sociedade muitas vezes alienada pela voracidade do tempo e pelas imagens de grande impacto.
Mas o mais interessante é verificar que, algumas pessoas se dirigem ao SEDE por verem esgotados os espaços de intervenção politica dentro dos próprios partidos. Pessoas com anos de militância activa e que encontram neste espaço uma maior motivação para estarem atentas e darem o seu contributo.
Pela nossa parte esperamos nunca ficar aquém das expectativas criadas e procuraremos prosseguir com este projecto de forma empenhada com toda a dedicação que nos for possível.

Assis ao Porto!





Francisco Assis fez ontem um périplo pela cidade do Porto, com o objectivo de se inteirar em profundidade de alguns dos principais problemas que tem estado na ordem do dia da invicta. Lançou a pré-campanha numa iniciativa louvável, de contacto directo com os problemas e com as pessoas, em contraponto à forma de estar de Rui Rio, que nunca foi capaz de criar um clima de envolvimento com a cidade. Assis pretende assim fazer evoluir o seu projecto politico, dando desde logo um claro sinal de que conta com todos e que o projecto do PS é suficientemente abrangente e extravasa o próprio partido. O facto de, no mesmo dia, ter incluído iniciativas de cariz diversificado vem realçar precisamente a vontade de levar por diante um projecto inclusivo ao encontro dos problemas das pessoas e da cidade.
Até agora, é de aplaudir. Continuaremos atentos.

Casa da Música!



Quanto mais sei sobre a polémica da Casa da Musica mais fico com a sensação que o colega Rem Koolhaas gostaria de ser ele a projectar o edifício do BPN. As coisas andarão em crise lá pela Holanda?

Aí está ele...



Tal qual conforme haviamos previsto eis que o PSD assegura o seu líder tampão.
E para que seja mesmo, mesmo e apenas isso, nem o deixaram ganhar com uma margem simpática. Lá apareceu o Borges cheiiinho de lugares comuns (perdoa-se, foi a primeira vez) a marcar a cadeira com casaco que é para poder assistir de camarote. À espera da vez, que não deve tardar muito. Os notáveis lá fizeram sentir que tudo bem, mas era só porque a alternativa era o que era, e que portanto sim, mas logo que possivel não. E o outro, o que "ainda agora diz que não disse o que acabou de dizer", lá foi demonstrar porque é que seria sempre um osso muito mais duro de roer para o PS nas próximas autarquicas. Duas ou três jogadas, alguns descontentes, entrou com menos de 30% e saiu com quase 50%.
Tudo está bem quando acaba bem, venha lá então essa moção de censura.

Moral da estória (do cristianismo 1)

As "estórias do Cristianismo são para continuar, sim. No entanto, pretende-se com elas não só contar uma lenda ou uma pequena história, verdadeira ou pura ficção, mas compreender algum sentido por trás da história. De preferência com alguma utilidade para o nosso debate politico aqui no SEDE.
No caso da lenda de ARDINGA, a filha do emir de lamego, julgo que a reter fica a impossibilidade de alguem estar simultaneamente dos dois lados da barricada. Principalmente quando as posições estão demasiado extremadas. Quase sempre na vida é preciso fazer opções, que evidentemente tem consequencias. A moçoila, ao ser baptizada por amor ao seu principe cristão, saltou para o outro lado. E o pai não esteve com meias medidas, cortou-lhe fora a cabeça.
Isto não vos lembra em nada o PS Matosinhos?

domingo, abril 10, 2005

Ginestal Machado ao Público

"Não tenho culpa que a Câmara do Porto tenho escolhido mal a localização da Casa da Música"
O arquitecto responsável pelo edifício-sede do BPN diz que a contestação ao projecto não lhe roubou uma única hora de sono. Até porque, nota, a solução está próxima daquilo que Koolhaas imaginou para a envolvente da Casa da Música. Mesmo assim, e apesar de considerar que as vistas de mar não passam de um mito, admite alterar o desenho, caso a Adicais receba o terreno destinado ao Conservatório. O que não o impede de avisar que as obras arrancam já, se a Câmara do Porto não acelerar as negociações.

o final feliz

Neste mundo mediatico um casamento a sério, entre pessoas que partilham sentimentos a sério, com a idade que representa uma maturidade de quem pensa no que faz, não tem nem pela metadinha o interesse de outros enlaces em que a princesa seja mais boazona e o principe um galopante viril, capaz de ter enamorado, aos milhares, as belas garotas a bordo do seu iate.
E ainda se diz que o amor é que conta. Conta para quê?
Neste casamento tardio entre o pateta Carlos e a feia Camila fica dada a maior bofetada na aristocracia inglesa (e europeia porque as outras tem andado a imitar a anglosaxónica) de luvas e jaqueta bem aprumada e com discretas vestes de noiva em tom cinza. Arredada a beleza dos intervenientes o romance tem algo de pateticamente enternecedor. Sem laranjeira, sem branco champagne, mas com verdade. As noticias falam dele como uma curiosidade, nomeadamente de uma tal rainha que foi ou não vêr a assinatura dos noivos nos livros do cartório.

O PINCHA!

Luís Marques Mendes deixou hoje o aviso ao Governo de José Sócrates, de que "a partir de segunda- feira, vai sentir que começou a haver oposição" e que o executivo "vai deixar de estar à solta". Que medo! UHHHHHH!

ladra, Ladra!


Até que enfim!

O primeiro-ministro português, José Sócrates, pede a abertura do mercado espanhol às empresas portuguesas, numa entrevista publicada hoje no jornal espanhol El Pais, onde sublinha que as suas três prioridades em política externa são Espanha, Espanha e Espanha.

"Queremos que el mercado español se abra"
J. P. VELÁZQUEZ-GAZTELU / MARGARIDA PINTO

La contundente victoria de José Sócrates en las elecciones de febrero pasado vino acompañada de un regalo envenenado: una economía estancada, sumida en la recesión, con el paro en alza y las cuentas públicas fuera de control.

A minha visão do Congresso PSD

Alguém compreende este PSD? Primeiro é o Choramingas Lopes a queixar-se da vida, a dizer que já sabia que ia ser um mau governante, um mau primeiro ministro mas que no entanto faria tudo outra vez! E o congresso bate palmas.
Depois é o Borges a debutar no Pombal, a seguir já se poderá promiscuir nos meandros da política, mas antes quis ir pelo menos a um congresso como "virgem imaculada", fazendo cara de Calimero e ameaçando avançar na próxima. Nem fez de António Vitorino nem de Paulo Portas, nem de coisa nenhuma, a sua melhor expresão resumiu-se ao dizer que Marques Mendes "não precisa de crescer"!
Alberto João, que ao menos costuma fazer de bobo da corte, nem isso. Disse até que engolia com casca e tudo o candidato presidencial que o partido decidisse apoiar.
Menezes, o populista de serviço, lá foi dizendo aquelas baboseiras costumeiras. Agora vejam bem a sua aritmética: diz ele que o sócrates disse que iria devolver 150 mil postos de trabalho, nas suas contas em outubro já faz 1/9 de mandato, se o governo não tiver arranjado 19 mil empregos, pimba! Moção de Censura. Óh homem então nem dá tempo a correr com os laranjinhas que estão a gerir os centros de emprego e a controlar as percentagens nacionais! Ao menos sejamos sérios nas atordoadas demagógicas que mandamos e façamos como o bábalu e damos aquela risada arranhada no fim da frase.
Finalmente o Mendes, disse que apoiava Cavaco e mais alguém percebeu outra ideia que fosse? Além de baixinho é completamente vazio e tipicamente líder de transição.
E o congresso bate palmas!

sábado, abril 09, 2005

O exemplo de Sócrates


Ainda há pouco tempo todos falávamos da profilática medida tomada pelo então primeiro-ministro indigitado José Sócrates a propósito da formação do governo. Penso que foi um momento de elevação a forma como o governo foi formado fora das páginas dos jornais e das emissões dos diversos canais de televisão. O motivo pelo qual eu chamo este episódio à discussão é, infelizmente, o que considero o mau exemplo das candidaturas de esquerda para a Câmara do Porto. Como um dos muitos portuenses que acalenta a serena esperança de ver o actual presidente derrotado nas próximas eleições devo dizer que me choca ver diariamente noticias e artigos de opinião sobre a falta de entendimento entre o PS, BE e CDU – e menos edificante ainda a infantil troca de acusações entre os intervenientes. Choca-me ver vários colunistas a defender a sua dama com argumentos nem sempre elevados, quase sempre com a veleidade de acharem conhecer o sentimento geral da população. Acho que a memória, principalmente do Partido socialista não deve ser curta; é que eu ainda me lembro muito bem campanha de Fernando Gomes e do que aconteceu. O Porto politico deve afirmar-se pelo exemplo positivo que dá e não pela politica baixa feita de argumentos e estratégias baixas – o que os portuenses querem ver discutido é o projecto para a cidade e não os meandros da candidaturas.
Acho que era tempo de reflectir – todos – sobre quem mais ganha no fim. É que eu imagino Rui Rio, tranquilamente sentado na sua cadeira presidencial, com a sua coligação confortavelmente formada, a esboçar um inevitável sorriso de vitória ao ler os jornais.

Eduardo Gradim

Não me despeço. Vou andar por aí!

Como seria de esperar, no congresso do PSD, Santana Lopes vitimizou-se. Andou mesmo pela lamúria. Até aqui não é de estranhar, já todos estávamos à espera. O que é estranho, é que ele acaba por ter uma certa razão. De facto, levou um nó cego que nem só a estratégia nem só o acaso poderiam dar. Nem só a sua própria personalidade. E no fim ainda foi traído e abandonado por todos quantos puderam. São estes todos que estão reunidos em congresso em Leiria. Por isso é que dali não há nada de bom a espectar.

Estórias do Cristianismo 1

…da lenda…do despenhadeiro alteroso do Castelo de Cabriz que os irmãos D. Rausendo e D. Tedon, oriundos de Entre Douro e Minho, bisnetos do Rei Ramiro II de Leão, fizeram erguer pelos começos do século XI. Ali adiante, Ardinga, filha do Emir de Lamego, apaixonada por Tedon, foi baptizada pelo eremita Gelasio e logo degolada pelo pai, lançado o seu corpo à corrente do Távora. Olhando o rio, vemos as pedras brancas, a que as pessoas do sitio, ainda chamam “roupa da moura”.
A. A. Costa, no J-A, 217, Portugal

sexta-feira, abril 08, 2005

Vamos lá vêr como isto foi

Por ser elucidativo para a discussão à volta do processo da Casa da Musica vamos aproveitar para postar o texto que o nosso amigo, arquitecto António LAundes, nos ofereceu nos comentários:

“vamos lá ver como isto foi”
1. Concurso para construção da casa da música. Plano definido. Terreno para casa da música, arruamentos, terrenos restantes para leiloar e ceder a uma outra estrutura (conservatório). Até aqui tudo bem.
2. Concurso por convite só a arquitectos estrangeiros, ao género de (clube dos portugueses não entram). OK, vamos pensar pela positiva, foi para na eventualidade de um português ganhar lhe poupar a tristeza de ter que encarar toda esta questão.
3. Ganhou o Rem Koolhaas. Por mim altamente, eu gosto! Ao que parece a solução inicial tinha mais vidro que esta, cuidado que andam por aí umas pombas “cagonas” comandadas por um fazedor de opiniões que borram os edifícios de vidro!
4. Mal começou e já estava atrasada. A nossa casa da música passou ao lado da capital europeia da cultura porto 2001. Foi muita pena pois a nossa amiga Raquel Seruca perdeu 5 anos de Jazz. 5. Ainda não ia a meio e o já experiente nestas andanças Pulido Valente, põe um processo em tribunal contra a Casa da Música. Ainda nada foi resolvido. Alerta: "um dia a casa vem abaixo", não me parece, mas seria uma pena, ao contrário do “mau”, "Bom Sucesso". "Ah ganda Valente".
6. Leilão para aquisição do terreno localizado "nas traseiras, ou ao lado, ou na outra frente" da casa da música. Arrebatado pela Adicais. Tudo normal, ou pelo menos parece!
7. Entrada na CMP do projecto, plano de Jose Manuel Soares (arquitecto e assessor de Nuno Cardoso), para sede do BPN elaborado por Ginestal Machado. Tudo normal.
8. Começa o bailarico. Muda a bandeira, sai Nuno entra Rui, muda plano, muda solução, 1, 2, 3 vezes, com janela, sem janela, tira ao conservatório, dá ao conservatório, a proposta do koolhaas, com multa, sem multa. E a Adicais que não anda cá para ver andar os outros, pensava: "deixa-os pousar".
9. Resultado. Foi deferida uma proposta, no meu ponto de vista, a proposta que a CMP quis. Este filme já vimos.
10. Estourou a bomba. O koolhaas, viu e não gostou, ou não lhe apetecia, ou queria para ele. Então alguém lhe disse: "só há estas são para mim".
11. Então há que aproveitar para dar umas cacetadas (e ele bem merece) no "Tal"! Vieram para a praça "cães e porcos" a dar a sua opinião. E foi então que alguém se lembrou de um programa que estava na moda e quis fazer a versão tripeira da coisa. "já sei vou fazer o big brother aqui na camara." Com Rui Rio a desempenhar o papel, a meu ver até melhor, de Teresa Guilherme. As outras personagens deixo para a vossa imaginação...
12. Nada feito. A coisa arrastou-se. O processo da Adicais andou para a frente. A casa da música, devagar, mas lá ia. Entretanto Rio cada vez mais seco daquela força com que começou, inicia a fase dos disparates. Para mim ela começa quando ele chega a Câmara, mas...!
13. Agora: a Adicais vai construir mesmo, a casa da música vai inaugurar(finalmente), mas ilegal! A CMP tá à rasca porque o desfecho é evidente.Estas são algumas das coisa que se passaram nos últimos anos. Nós passávamos lá. Nós vimos. Alguns não gostam, outros gostam.Meus amigos quem é que teria interesse neste levantar de poeira, agora que a câmara tem que fazer aprovar o novo alvará? Imaginem-se numa Rave-party, (cheia de ilegalidades), agora imaginem durante a inauguração termos a casa da música cheia de representantes dos portugueses todos lindinhos a serem empurrados para fora porque o "espectáculo não pode continuar". Era humilhante!Não deixem que volte a acontecer.

As árvores morrem de pé

É definitivo. Narciso Miranda assumiu perante os seus apoiantes de Matosinhos que não será candidato, sublinha no entanto que o senhor que se segue e a sua equipa será quem ele quiser.
Hoje vem publicado que Braga da Cruz não aceitou um convite, bom...., daqui a pouco já só sobra mesmo o Guilherme Pinto e a Palmira Macedo.
Noutras bandas mais a sul fala-se com a certeza de quem diz saber que o próximo Presidente da Águas de Portugal tem muita estatura para o lugar.....


Blogue da semana

Hoje fomos o blogue da semana no "O Comércio do Porto". Não sei se merecemos, mas digo que uns dias ou outros destes já fizemos por merecer.
Vale pena ler na edição impressa ( a vêr se eles ganham uma coroas com esta publicidade) sob o titulo "Em prol do choque geracional".

Bazófias

Bloger

Pedimos desculpa mas o bloger hoje está completamente estragado! Como é de graça nem queixar podemos e ainda por cima não deixa postar nem comentar. Raios partam os americanos ou lá quem fez isto! Quer dizer um gajo brinca e isto depois entope?
Nem esta mensagem eu sei se passará!

Contratos

O Liberalismo, seja ele mais à esquerda ou mais à direita, não é coisa que me motive por aí além.
No entanto, vale a pena ler o que o liberal João Miranda escreve no Blasfémias sobre o casamento entre homosexuais (e já agora entre heterosexuais). É um dedo profundamente colocado numa ferida bem escondida.
Frases como "Actualmente, o casamento é um contrato entre 3 pessoas, um homem, uma mulher e o estado." ou "Os homossexuais estão muito mais interessados em casar com o estado do que entre si porque um casamento com o estado confere direitos que não se podem obter de outra forma." ou ainda "Acabe-se com o casamento civil!", devem merecer uma muito séria reflexão.

Direitos dos animais e a moda

A Fátima Lopes anda numa roda viva a defender o uso de peles dos animais na suas “toáletes”, em tudo que é revista cor de rosa e até… pasmem-se, em noticiários da SIC. Inibo-me de descrever a sua argumentação, mas garanto-vos que não é proporcional à medida de peito ou anca das suas modelos. È vergonhosa e ridícula.
Confessou ser incapaz de visualizar a forma como os mesmos animais eram cruelmente abatidos para lhes ser retirada a pele e defende os direitos dos animais (quais – ela?)
Nós, portugueses, que revigoradamente com Sócrates estamos a reivindicar o esforço de acompanhar o desenvolvimento económico e cultural da Europa podíamos dar um bom exemplo e criar dispositivos que impedissem este triste espectáculo para que, em “light erotic show”, passem as garotas enroladas em peles nos resumos sucintos dos telejornais.
Eu por mim faço um abaixo assinado aqui no Sede – CONTRA ISTO.

quinta-feira, abril 07, 2005

Casa da Musica - A polémica!

Sintomáticamente, ou talvez apenas por questões de curiosidade, o SEDE tem sido desafiado, de forma sistemática, a trazer para este espaço, a problemática que envolve a Casa da Musica e o edifício adjacente projectado por Ginestal Machado para o grupo BPN.
Estando o espaço público do Porto na primeira linha das preocupações e das temáticas deste Blogue, não seria compreensivel que uma questão desta natureza, que envolve directamente a gestão autárquica, a arquitectura e o desenho urbano, não tivesse pelo menos um momento de discussão livre e dedicada nestas páginas.
Porém, após abordagem preliminar à polémica, logo se revelaram meandros mais complexos do que as primeiras opiniões, pouco fundamentadas, faziam crer. Logo se encontraram responsabilidades disseminadas, logo se encontraram intenções mal concretizadas.
Ao ponto de Rem Koolhaas vir dizer, em entrevista recente, que a Casa da Musica só foi possivel em Portugal, graças à natureza do seu poder politico (suspeito que não estava a dizer nada de bom).
Assim sendo, está aberta a discussão, doa a quem doer.
A fraqueza dos não-argumentos

Pedro Baptista

O BE recusou qualquer coligação com o PS no Porto, utilizando como argumento umas banalidades de tal forma insubstantes que só podem ser classificadas de não-argumentos. Teixeira Lopes, anda de tal forma empavonado com o protagonismo que lhe tem sido dado, que nem se dá ao trabalho de procurar argumentar. Uma atitude que defrauda as expectativas que criou.

O facto de Teixeira Lopes, sem qualquer argumento válido, recusar integrar uma grande coligação de Esquerda, (ou sequer uma coligação só com o PS), para a Área Metropolitana do Porto, incluindo a Câmara do Porto, revela que está disposto a desempenhar o papel que imputa à CDU: ajudar Rui Rio e os outros presidentes de Câmara de Direita da AMP.

Cingindo-nos à do Porto, com a sua recusa, caso ocorram resultados menos positivos à Esquerda, o BE entregará a presidência da Câmara a Rui Rio e o poder à coligação de Direita.

Se o BE diz que a CDU vai ter de explicar ao eleitorado como é que os seus votos acabaram por ajudar Rui Rio a aguentar-se, o que não é novidade, o BE vai poder ter de explicar às pessoas que em si votaram, como é que a sua recusa em integrar uma coligação de Esquerda poderá servir, caso o PS sozinho ou com a CDU não tenha votos suficientes, para dar a vitória a Rio e pô-lo a governar o Porto mais 4 anos!

O BE pensará que extrapolando os resultados das legislativas para as autárquicas elegerá um vereador e por isso não lhe interessaria a coligação em que teria também um vereador. Ora esta brilhante táctica política do BE, que poderá levar à eleição de um vereador ou à ida para o lixo de uns milhares de votos, em qualquer dos casos poderá levar conjuntamente à vitória da coligação PP-PSD e à presidência de Rui Rio. Pois será presidente o cabeça-de-lista que tiver mais votos. Nem que seja só um. Tanto valendo ser como não ser em coligação. Ter como não ter a maioria dos vereadores.

Eis os factos. Donde, pelos vistos, para o BE, Rui Rio não será assim tão mau. Porque devem saber como funciona uma Câmara. Ou então é o brilhantismo do Sr. Teixeira Lopes que empalidece às primeiras provas, revelando o tacticismo dos que põem os mesquinhos interesses partidários acima dos interesses da população.

O eleitorado é livre, nem pertence a partidos, nem repete necessariamente a sua votação na mesma força política. Para o eleitorado só contam os bons argumentos. Donde o BE e Teixeira Lopes que se cuidem: desconhecendo-se a humildade, às vezes, quanto mais se sobe, maior é o trambolhão. Sabendo-se que, na queda livre, os espaços percorridos são proporcionais aos quadrados dos tempos gastos em os percorrer, ou seja, a aceleração é constante.

Mas ainda o mais desconchavado, é a abertura do BE a coligações de esquerda em Lisboa e na AM de Lisboa, ao contrário do Porto. Ou acham que os partidos ou os eleitorados são diferentes, ou é o Sr. Teixeira Lopes diferente dos dirigentes lisboetas, ou então o BE adquiriu aquilo com que o PS acabou: o privilégio político da capital de fazer alianças.

O eleitorado que votou BE perceberá. Quem quer um vasto movimento de todas as forças vivas para derrotar Rui Rio e mobilizar a cidade na senda do progresso e da afirmação, e quem está preso pela jogatina político-partidária, considerando secundário o facto de poder vir a ser o instrumento de uma vitória de Rui Rio.

O PS tem pela frente uma tarefa ciclópica mas com todas as condições para vencer. Unindo o partido, unindo a cidade. Vencerá se no partido trouxer os que querem remar para o mesmo lado, deixando em terra os tradicionais despeitados que optam pelo boicote. E sobretudo se, na cidade, mobilizar todos os sectores intervenientes, num projecto que todos reconhecem como seu. Uma vitória da esquerda que envolva os cidadãos, garanta não haver decisões nas costas das pessoas e onde o presidente da Câmara circule na cidade sem andar escondido. Um Porto que se afirme tornando-se um dos instrumentos da modernização e desenvolvimento do país e seja capaz de enfrentar os seus gravíssimos desafios sociais e ambientais.


(in "Comércio do Porto", 8 de Abril 2005)

Explicações

Caro TFF

Acho justo o seu comentário. Limitei-me a descrever o projecto sem ter explicado o que de inovador ou importante para um leitor fora desta área ele tem. Foi resultado da avaliação positiva. E que isto de ter avaliações boas pode provocar perda de capacidade (que se espera serem passageiros!).

Não basta fazer ciência temos que saber transmiti-la e às vezes isso não é nada fácil. É uma falhas graves dos cientistas e depois queixam-se que a sociedade não lhes liga. Por isso é com GOSTO que escrevo esta explicação.

Cerca de 5% das famílias com cancro do intestino, têm cancro porque têm genes doentes que fazem proteínas doentes e as células do intestino começam a exercem funções alteradas, tais como começar a crescer, deixar de morrer quando devem etc. Por isso se tornam num cancro. Um dos genes doentes que estão na base de um tipo especial de cancro são os genes que reparam o DNA . E quando tais genes estão doentes começamos a acumular múltiplos erros no próprio DNA e aumentar o risco de termos proteínas doentes e células doentes (pequeno detalhe que pode deixar de ler se quiser).

Em muitas famílias o gene doente já se conhece, noutras ainda não. O primeiro ponto do projecto que nos preocupa é:
1) Nas famílias que ainda não se conhece qual o gene e a doença do gene procurar 1) o que de mal faz a respectivo gene doente às células do intestino 2) procurar outros genes doentes, até agora desconhecidos, e que sejam esses os responsáveis pela existência de cancro nessas famílias.
2)Para além disso embora se saiba muito sobre quais os genes doentes e o que fazem às células em muitos casos, continuamos a diagnosticar o inicio da doença numa fase tardia.

O que temos agora para oferecer a estas famílias que têm estes genes doentes? 1) Mantê-las em vigilância obrigando-as a fazer exames invasivos (o gastroenterologista vigiar o intestino através de um tubo), exames pouco agradáveis. 2)Cirurgia numa fase pré-clinica, muitas vezes tirar todo o intestino.

O objectivo do projecto é identificar novos genes doentes e perceber o que fazem à célula do intestino, pois indivíduos que pertencem a essas famílias têm um risco aumentadissimo (quase de 80%) de desenvolverem cancro durante a sua vida e desenvolver uma forma de conseguir diagnosticar a doença nos indivíduos portadores de genes doentes numa fase inicial da doença sem obrigar esses doentes a fazer tantos exames invasivos.
Ou seja a gerir melhor este problema da saúde nos portadores de genes doentes.

Raquel Seruca

DOS INSECTOS - Luiza Neto Jorge

O insecto é o único fosso
temível das metamorfoses


as edições on-line

A blogosfera tem discutido muita a opção de "o público" de restringir a sua edição on-line a utilizadores. No mesmo caminho do Expresso quem quiser lêr paga ou compra nos escaparates. Dizem os blogers que se irá perder muita circulação de "o publico" na net com as variadas citações que se usa.
Por este caminho, dá a ideia que os blogues vão ter cada vez mais importância pois serão filtragens temáticas de informação - dizemos nós

Minhoca II

Consta que a nossa estória da escavadela e da minhoca tem muito sucesso.
Agora diz-se que existem lutas desenfreadas para vêr quem tem estaleca para Segurança social, Direcções regionais do IPJ, Emprego, CCRN, Saude e Hospitais, Iapmeis e afins, Habitação social, Dren, Ambiente, estradas e por aí fora.
E quando chegar as autárquicas é que vai ser. A mim dizem-me que a JSD está instalada em tudo que é Câmara.


A incoerência - no blasfémias

Julgamos que vale a pena reflectir sobre a noticia, e sobre o uso destes meios.


Os dados lançados

A preparação das listas para a Câmara do Porto estão a provocar um reboliço partidário e não só.
Com a anuência do Rui Moreira em integrar o Projecto encabeçado pelo Assis (por considerar um candidato credivel e com capacidade para imprimir outra dimensão ao Porto) e com a disponibilidade da CDU em coligar-se (significa que Rui Sá integrará o próximo executivo) vem agora a possibilidade dos renovadores comunistas, como João Semedo e mesmo Edgar Correia apoiarem este projecto.
Já se nota o nervosismo do Sr. Lopes do BE, que depois de tirar o tapete da candidatura de João Semedo ao Porto para voltar a ser ele a concorrer, vem agora falar em intoxicação dos socialistas.
Na verdade a candidatura de Assis terá a sua maior dificuldade em "casa", entre socialistas, que não querem aceitar Rui Moreira como nº 2 (já se devem ter esquecido de Nuno Cardoso ao tempo de Gomes), nem sequer a entrada de independentes que ocupam lugares da "malta".
Assim sendo, não há duvidas que está também será uma candidatura contra o aparelho PS.
Dizem-nos também que a semana que vem será de grande agitação com as comissões internas do PS Porto a funcionarem, a reunirem e sem duvida a discutirem.

Credo!!! (é do momento?)

"Outra cara nova na vereação socialista é Avelino Oliveira,..." , no Jornal de Noticias

Credo, repito. O SEDE atravessa mesmo um bom momento. Primeiro a Raquel com o seu projecto e depois o nosso Avelino Oliveira a integrar a excelentíssima vereação da Câmara Municipal do Porto. Parabéns Avelino!

quarta-feira, abril 06, 2005

Não havia necessidade....

Agora vou ter que explicar o projecto todo.
Trata-se de um Projecto Europeu que envolve 5 instituições: 1 Filandesa- Lauri Aaltonen, 2 Holandesas (Robert Hofstra (promotor do projecto) e Nils de Wind , 1 Dinamarquesa (Lene J Rasmussen) , 1 Portuguesa ( IPATIMUP- Raquel Seruca)

Titulo:

Prevenção, diagnóstico e caracterização molecular de cancro hereditário gastrointestinal associado a defeitos dos genes de reparação do DNA.

O objecto de estudo é:

Formas hereditárias de cancro do estômago e colo-rectal não polipótico com instabilidade de microssatélites.
Em algumas formas hereditárias de cancro colorectal e estomâgo, os cancros dos doentes apresentam uma característica molecular particular: a presença de instabilidade de microssatélites. Este aspecto molecular particular dos cancros ocorre por defeitos nos genes que reparam o DNA (genes de reparação) pós replicação do DNA, que levam a um aumento da taxa de mutações nas células tumorais, condicionando um aumento de instabilidade em sequencias repetitivas (microssatélites) do DNA (instabilidade de microssatélites).
Defeitos germinativos nos genes de reparação ocorrem numa grande percentagem de famílias com formas hereditárias de cancro colo-rectal não polipótico. Nas formas hereditárias de cancro não-polipótico do cólon, a pesquisa de mutações germinativas nos genes de reparação é o método de eleição no rastreio de indivíduos em risco de desenvolver este tipo de cancro. No entanto existem muitas famílias com formas hereditárias de cancro onde o defeito genético permanece desconhecido e ainda outras famílias que apresentam uma alterações germinativa na sequencia de DNA, mas que se desconhece ainda o seu qual efeito funcional, ou seja, alterações que levantam dúvidas se são ou não alterações responsáveis pelo desenvolvimento da doença (valor patogénico) . No caso do cancro do estômago familiar com instabilidade de microssatelites ainda não conhecem quais os defeitos genéticos subjacentes.
Para além disso, embora se saiba já muito sobre as bases genéticas responsáveis pelas formas hereditárias deste tipo de cancros com instabilidade de microssatélites, pouco se avançou no diagnóstico e tratamento precoce deste tipo de cancro.
Com este projecto propomo-nos:
1) melhorar o diagnóstico genético nas formas hereditárias de cancro do estômago e colo-rectal com instabilidade de microssatélites procurando identificar novos genes de reparação em famílias até agora geneticamente negativas;
2) estudar funcionalmente as sequencias de DNA que levantam dúvidas acerca do seu valor patogénico para permitir oferecer com mais segurança o aconselhamento genético nestas familias ;
3) melhorar a detecção de células tumorais numa fase precoce da doença.
Este projecto visa como objectivo ultimo melhorar a gestão clínica dos doentes com formas hereditárias de cancro do estômago e cancro colo-rectal não polipótico ligados a defeitos germinativos de reparação do DNA.

Raquel Seruca

Afinal não é só o Mourinho. Parabéns Raquel!

A nossa Raquel Seruca continua a engrandecer o nome de Portugal lá por fora, e desta vez a Comunidade Europeia depositou-lhe nas mãos uma enorme responsabilidade na investigação do cancro do estômago e intestinal. Nada menos do que um Projecto Europeu no âmbito do FP6 / Combating Câncer. Parabéns Raquel!


os "Ruis"

O PS Porto vai de "vento em popa" na campanha. Agora vemos as duas aquisições para integrar a equipa de vereadores para a Câmara do Porto - os "Ruis":
Rui Moreira e Rui Sá.


O Homem de Branco

Vou ser muito sucinto e responder ao post do Jaime. Em primeiro devo assinalar que cresci num ambiente familiar educado na fé cristã. Recebi baptismo e os votos católicos da comunhão. Não me perguntaram, ou se o fizeram, quase considerariam inimputável a minha vontade. Mas nada me move ou causa repulsa na Fé, nos rituais e evangelização que proliferam numa sociedade portuguesa eminentemente católica.
Agora ouvir lições de socialismo só porque a cúpula desenhada por Miguel Angelo está 24 horas na televisão e existe uma constante multidão sobre a Praça que o magnifico Bernini traçou, não chega.
Preferia noticias onde a Igreja católica aceitasse o papel da mulher na sociedade, nomeadamente investidas da mesma capacidade de representar Cristo (ou elas não podem vestir de branco?). Gostava que a Igreja largasse a hipócrita critica ao uso de contraceptivos, nomeadamente em países onde a sua influência acaba por resultar num massacre epidémico generalizado. Gostaria que as Igrejas aceitassem como humano o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo. Gostaria que Padres como aqueles que se recusavam a dar baptismos e comunhão por razões que tem a ver com a visão mais retrógrada, fosse condenada. Gostaria de ver uma Igreja que finalmente deixe de veladamente condenar o comunismo ou os comunistas. Gostaria de ver a Igreja preocupar-se com o céu mas também com a terra e condenar a grande maioria dos crimes ambientais. Gostaria de ver discutida de forma aberta o celibato dos Padres (sem falsos pruridos e com consciência das tantas promiscuidades humanas que isso provocam nos seminários, colégios e paróquias espalhados pelo planeta. Gostaria de ver justificada a razão da divorciada Maria José Rita não ter visitado o Vaticano. Gostaria de saber porque não foi beijado o solo de Timor. Gostaria de saber as contas do Banco do Vaticano. Gostaria que a Igreja católica não tivesse uma história de atrocidades espalhada pelos séculos recentes. Gostaria de ver acabada a bula e a dizima. Gostaria que os Padres pagassem impostos. Gostaria de saber as razões das instituições católicas gozarem de tantos privilégios fiscais e afins sem o devido retorno social. Gostaria que respeitassem a minha opinião, assim como respeito as loas ao pontificado do falecido Papa.

terça-feira, abril 05, 2005

as minhocas

Consta por aí que a malta do PS tem dificuldade em perceber a enorme disposição de cargos de nomeação que populam pelas diferentes áreas da governação e segundo alguns destacados dirigentes as informações tem sido cada escavadela uma minhoca!
Na verdade espera-se que prevaleça a competência e a honestidade para cada necessidade. No fundo o sistema americano é bem mais transparente.


Mais uma provocação!

"...é preciso acrescentar que o erro fundamental do socialismo é de carácter antropológico. De facto, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem do indivíduo aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo económico-social, enquanto, por outro lado, defende que esse mesmo bem se pode realizar prescindindo da livre opção, da sua única e exclusiva decisão responsável em face do bem ou do mal. O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autónomo de decisão moral, que constrói, através dessa decisão, o ordenamento social."

in "Centesimus Annus - Joannes Paulos PP. II - Carta Encíclica (1991)"

João Paulo II



Confesso que não ia escrever nada em relação à morte de sua Santidade, o Papa. Mas o Avelino, com o seu desastrado e mal pensado artigo, suscitou em mim uma vontade de o comentar, e até mesmo convida-lo a pensar que só escreveu aquilo que escreveu, por ser uma provocação, e quem é que não gosta de uma? O Avelino não deixa passar nenhuma.

O Papa João Paulo II, para mim e com certeza para mais de metade do mundo, mesmo o não católico, foi com certeza a figura deste século. Não por ter viajado muito por muitos países, mas porque teve coragem para se deslocar a paragens que muitos só em sonhos é que achavam possível. Não vai ser só lembrado pelo seu espírito ecuménico, mas sim pela vontade de uma humildade desarmante para com aquele que pensa diferente, que adora um deus diferente, que reconheceu que a pecaminosa igreja de outrora cometeu erros, mas que agora tinha chegado a hora do perdão.

Foi este Ser maravilhoso que disse ao mundo que a santidade podia estar num gesto simples e sincero, que podia estar na deficiência, e nesta uma oportunidade de não desistir perante a adversidade. Foi ele que disse ao mundo, perdoar não é fraqueza mas sim a força necessária para que o mundo seja cada vez melhor.

Foi este Homem vestido de branco, que a historia dirá que os muros que caíram a leste, não foi obra da diplomacia socialista, nem da social-democracia ou outra doutrina politica, foi sem duvida a força e a determinação de alguém que humildemente falou ao coração dos homens.

Foi este sacerdote que disse ao mundo que a contracepção num mundo de idosos esquecidos, era um insulto à responsabilidade, que a eutanásia era um insulto àqueles que pugnam a todo custo por tempos curtos de sobrevivência, que o celibato perante tanto divorcio fácil era a prova maior de amor para quem quis escolher Cristo para sua fidelidade. Nestes temas, quando parecia que os jovens iriam contestar a igreja, o contrario aconteceu, este foi o Papa da juventude.

Tudo isto e muito mais nos leva a pensar que o Homem vestido de branco, que fez com que o luto fosse todo ele universal em sua memoria, até nos seus últimos dias quis passar a derradeira mensagem, o sofrimento. Mesmo o mais doloroso não tem que ser escondido, talvez tenha que ser o símbolo maior da entrega aquilo que defendemos com convicção e empenho para não dizer fé, porque fé, convenhamos, para muitos só surge na aflição e nunca em momentos de alegria e bem-estar.

Com isto termino, a dizer aos avelinos, que ser socialista hoje no século XXI, é estar mais próximo daquilo que o Homem de branco foi, do que o mais socialista diz ter sido ser.

Jaime Resende

segunda-feira, abril 04, 2005

Barómetro

Positivo: Maria do Rosário Carneiro e Teresa Venda.
Numa altura em que é imperioso resolver um problema humano têem a coragem
e o bom senso de tentar encontrar uma solução imediata e o mais consensual possível.


Negativo: Daniel Sanches
O concurso de 500 milhões de euros relativo ao sistema de comunicações adjudicado após as eleições revela o que de pior se pode fazer em politica.

O Lopes da esquerda pseudo "chique"

"O Bloco de Esquerda concorrerá autonomamente à cidade do Porto e às demais autarquias da Área Metropolitana. PSD e CDS concorrem coligados na Invicta"
Quem o afirma hoje é o Professor Lopes do BE em mais um capítulo da sua estafada justificação de estupidez para ajudar a manutenção de Rui Rio e dos outros mandatos de direita na AM Porto.
Esta vontade de protagonismo demonstra que não são valores elevados a guiar este Lopes. O BE merecia uma estratégia melhor do que ficar "colado" ao ressabiamento de alguns dentro do PS. A mim confidenciaram-me (gente que conhece este professor Lopes na intimidade) que ele preferia outro candidato pelo PS. Que vergonha e descaramento , usar o eleitorado de esquerda para servir interesses pessoais!