Rui Moreira (in Público Local-Porto -edição impressa- 15-05-05)
«(...) É lamentável que ainda hoje, continuemos a apagar a nossa memória colectiva pela lei do camartelo. Quando aplaudimos os esforços do SRU, devíamos lembrar-nos que ancorar o que restadessa memória faz parte integrante da criatividade sem a qual nunca haverá a tão desjada reabilitação. Poderemos fazer até uma nova cidade, mas não conseguiremos rafazer a nossa cidade escaqueirando o que temos. (...)
Nenhuma obra, das muitas e más que foram sendo feiras, terá a dimensão trágica dos molhes do Douro.
(...)
Entretidos por promessas espúrias e publicidades enganosas de fantasiosas brochuras municipais, transformamo-nos numa sociedade qcrítica. Preferimos que as "obras que "têm que ser feitas avancem rápidop e nos cuasem o menor transtorno. Destruíram a paisagem com os molhes? Lá terá que ser, por causa da exportação do granito. As areias que iam reforçar o Cabedelo estão afinal a ser vendidas em Valbom? Deve ser para fomentar a construção civil... Aterraram a porta dos Carrancas? Deixem lá fazer a saída do túnel ou nunca mais acabam as obras! Vão fazer uma pavorosa marina mediterrânica na Alfàndega, em pleno centro histórico? Não faz mal, vaio atrair turistas ricos! Vão mexer nos Aliados? Não se aflijam, o projecto é do Siza. Esventraram a Boavista? Tinha que ser para a s corridas "míticas" do Rio. Arrancaram as árvores? Ora, há verde que chegue no Parque.
(...) O pior sintoma de depressão e dacadência da cidade é esta letargia, esta insensibilidade, este estado de prostação, perante a banalização do vandalismo.»
segunda-feira, maio 16, 2005
Porquê chamar-lhe cultura?
Constatei com grande espanto, no sábado, que o actual vereador da cultura nunca apareceu ali para os lados de Miguel Bombarda. Os galeristas não o conhecem. Assim sendo, qual a lógica de Rui Rio em ter um pelouro chamado cultura?
Se a relação com o IPPAR é esta, se não há ligação com a cidade, então há que perguntar se não lhes valerá a pena mudar o nome para pelouro do Turismo.
Se a relação com o IPPAR é esta, se não há ligação com a cidade, então há que perguntar se não lhes valerá a pena mudar o nome para pelouro do Turismo.
Silva Garcia candidato
Há quem diga que os arquitectos só sabem dizer mal uns dos outros. Ora aqui vai um apoio de um para outro.
Grande candidato à Póvoa, com curriculo e cujo modo de tratamento que tem sofrido merece toda a expectativa gerada.
Silva Garcia apresentado como candidato.
Todos os sedentos, em particular os arquitectos enviam os votos de uma grande campanha e uma maior vitória!
Grande candidato à Póvoa, com curriculo e cujo modo de tratamento que tem sofrido merece toda a expectativa gerada.
Silva Garcia apresentado como candidato.
Todos os sedentos, em particular os arquitectos enviam os votos de uma grande campanha e uma maior vitória!
domingo, maio 15, 2005
episódios na vida de um País
Este povo português que já foi meio dono do mundo parou para vêr o mais excitante acontecimento do ano! Ali para os lados do Colégio militar, em frente ao maior e mais feio centro comercial da europa havia um evento.
Uns disfarçaram-se de verde (deviam ser ecologistas) e outros trajaram com faixas, pinturas, e mais o que lhes conviesse na mona, de vermelho.
As Tv's registavam uns autocarros a meio da tarde a passarem pelo meio da cidade. Os helicópteros sobrevoavam a vetusta Lisboa à procura de aglomerados e quezilias por onde o povo andasse.
Nos écrans as familias portuguesas, bem portuguesas (como a Megre) dividiam-se nas cores e nas letras da berraria. Houve tempos em que os Megre haveriam de ser Silvas ou Motas, ou assim, mas agora não, tinham sofás de Couro, camisetas Sacooooooor, cabelos aprumadinhos, mães com wonderbrás, tias e primas jeitosas como o caraças. O século XXI no expoente do seu paradigma doméstico. As pronuncias eram irritantemente agudas e acabavam sempre na boca de todos ainvariavelmente esticar a ultima silaba.
Portugal estava feliz, afinal já há muito que não havia campeonato como este!
Os jornalistas sorriam com envergonhada malicia tendênciosa e as esplanadas transbordavam a alegria pura do desporto. Portugal parou. Portugal era alí.
Depois veio uma jogatina. A Duras haveria de vêr gazelas naqueles Apolos, eu pobre de mim, só consegui vêr raquiticos. A espaços vi fiteirices, broncos, cuspidelas, até mesmo um gajo que parecia o Lecter. Mas no fim, ainda consegui vêr uma Galinha, mãe de todos os frangos, a saltar com uma girafa desconchavada. O Povo saltou em esplendoroso uníssono berro . Gostava de ter adivinhado se foi pela girafa ou pela galinha, mas saltaram, enlouquecidamente. Gritavam e abanavam as ripas de pano com dizeres. A multidão entoava as três letras do alfabeto: ésseélebê, ésseélebê,...!
Imaginei então a catrafada de pais de familia que deviam estar a essa hora a surrar a patroa ou a insultar os filhos. Lembrei-me daqueles pobres de espírito que não gostavam disto, ou se gostavam não era daquelas cores. Não sabiam nada da vida, não existiam na vida social, cultural e económica do Portugal moderno.
Depois foi um vêr se te avias! Celebrações, empurrões, gritos, abraços e tudo o mais. Os outros anunciavam uma repetição qualquer para 4ª Feira e abandonavam cabisbaixos as ruas da cidade, encatrafiando-se em escuros caminhos, abandonando as celebrativas esplanadas.
De repente veio um estranho homem. Falava enviezado, com um misto de palavras latinas todas juntas, fez-me logo lembrar aquela personagem que Eco celebrizou no nome da Rosa, falando tudo misturado. No entanto, este homem fazia sentido: "Aún no temos ganados nada por isso hay que expectar por el proximo partido a vêr se pudemos haber campéóne. Él puebo va piano que esto é muito presto dopo nun se quexem de mi. Manca ganar àl Boavista y yó lo sei pro altres no aparerientam sapere. Eles adeptos hão que ter calma.
E lá fora pararam de repente os ésseélebês, de transistor na mão, ou a olharem as montras de aparelhos de televisão todos escutaram ....... "qé qél disse?"...."sei lá! A treta do costume, devia era ter metido o Mantorras mais cedo".... e continuaram.... "Ésseélebê, ésséélebê,......
(não perca o próximo episódio daqui a uma semana, só que agora no Porto, desta vez será sobrevoada a Avenida da Boapista, a a alameda das Antas, os jornalistas entrevistarão o Pobão e nós andaremos por aí, consta até que um tal sedento fará GRRRRRRRRR, e com sorte a sabedoria popular vencerá, os foguetes atiram-se na hora certa!)
Uns disfarçaram-se de verde (deviam ser ecologistas) e outros trajaram com faixas, pinturas, e mais o que lhes conviesse na mona, de vermelho.
As Tv's registavam uns autocarros a meio da tarde a passarem pelo meio da cidade. Os helicópteros sobrevoavam a vetusta Lisboa à procura de aglomerados e quezilias por onde o povo andasse.
Nos écrans as familias portuguesas, bem portuguesas (como a Megre) dividiam-se nas cores e nas letras da berraria. Houve tempos em que os Megre haveriam de ser Silvas ou Motas, ou assim, mas agora não, tinham sofás de Couro, camisetas Sacooooooor, cabelos aprumadinhos, mães com wonderbrás, tias e primas jeitosas como o caraças. O século XXI no expoente do seu paradigma doméstico. As pronuncias eram irritantemente agudas e acabavam sempre na boca de todos ainvariavelmente esticar a ultima silaba.
Portugal estava feliz, afinal já há muito que não havia campeonato como este!
Os jornalistas sorriam com envergonhada malicia tendênciosa e as esplanadas transbordavam a alegria pura do desporto. Portugal parou. Portugal era alí.
Depois veio uma jogatina. A Duras haveria de vêr gazelas naqueles Apolos, eu pobre de mim, só consegui vêr raquiticos. A espaços vi fiteirices, broncos, cuspidelas, até mesmo um gajo que parecia o Lecter. Mas no fim, ainda consegui vêr uma Galinha, mãe de todos os frangos, a saltar com uma girafa desconchavada. O Povo saltou em esplendoroso uníssono berro . Gostava de ter adivinhado se foi pela girafa ou pela galinha, mas saltaram, enlouquecidamente. Gritavam e abanavam as ripas de pano com dizeres. A multidão entoava as três letras do alfabeto: ésseélebê, ésseélebê,...!
Imaginei então a catrafada de pais de familia que deviam estar a essa hora a surrar a patroa ou a insultar os filhos. Lembrei-me daqueles pobres de espírito que não gostavam disto, ou se gostavam não era daquelas cores. Não sabiam nada da vida, não existiam na vida social, cultural e económica do Portugal moderno.
Depois foi um vêr se te avias! Celebrações, empurrões, gritos, abraços e tudo o mais. Os outros anunciavam uma repetição qualquer para 4ª Feira e abandonavam cabisbaixos as ruas da cidade, encatrafiando-se em escuros caminhos, abandonando as celebrativas esplanadas.
De repente veio um estranho homem. Falava enviezado, com um misto de palavras latinas todas juntas, fez-me logo lembrar aquela personagem que Eco celebrizou no nome da Rosa, falando tudo misturado. No entanto, este homem fazia sentido: "Aún no temos ganados nada por isso hay que expectar por el proximo partido a vêr se pudemos haber campéóne. Él puebo va piano que esto é muito presto dopo nun se quexem de mi. Manca ganar àl Boavista y yó lo sei pro altres no aparerientam sapere. Eles adeptos hão que ter calma.
E lá fora pararam de repente os ésseélebês, de transistor na mão, ou a olharem as montras de aparelhos de televisão todos escutaram ....... "qé qél disse?"...."sei lá! A treta do costume, devia era ter metido o Mantorras mais cedo".... e continuaram.... "Ésseélebê, ésséélebê,......
(não perca o próximo episódio daqui a uma semana, só que agora no Porto, desta vez será sobrevoada a Avenida da Boapista, a a alameda das Antas, os jornalistas entrevistarão o Pobão e nós andaremos por aí, consta até que um tal sedento fará GRRRRRRRRR, e com sorte a sabedoria popular vencerá, os foguetes atiram-se na hora certa!)
sábado, maio 14, 2005
Verniz
Mais vale ninguém dizer nada sobre futebol senão estala-se o verniz. No meu caso o verniz dos dentes: - grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrh !
PB
PB
sexta-feira, maio 13, 2005
aceitam-se sugestões para cadeiras vazias
O "infiltrado" socialista do forumsede vem em nome de muitos e importantes responsáveis do Partido solicitar sugestões para candidatos às câmaras de Matosinhos e Gondomar.
Vamos fazer isto por reacção, porque sabemos que o grande homem que é o filho daquele senhor de Fafe que mete cunhas ao Valentim, não tem candidatos às mesmas autarquias.
Ora bem! Até podiamos trocar, do tipo o Cunha vinha pelo PS e o Dias da Fonseca pelo PSD.
Faltando melhor, combinava-se uma luta entre o Vinha da Costa e a Salgueiro, ou o tal de Magina (que nome) e o Guilherme Pinto.
Para nós bom, bom, era o Narciso a Gondomar e eles mandavam o Valentim para ali. Salomónico, hã? Ainda por cima punha-se o Oliveira a aturar o nasalado socialista e o Seabra a martelar o juízo ao Major. Que pinta!
Ou então, O filipe Menezes a qualquer lado se o Cardoso fosse candidato a Gaia. Depois o Narciso ficava em Matosinhos e o Valentim em Gondomar, ou vice-versa.
Sempre era melhor do que essa maçada das candidaturas independentes! Mas esperam-se melhores alternativas.
As idiotices de um Padre
É tremendamente estranho que uma idiotice dita por um Padre tenha tanto impacto mediático.
Conheci aquele padre no momento em que me compeliram a tirar um curso obrigatório de matrimónio. Eu, rapaz de formação católica e pouca crença, cedia humildemente às vontades calorosas da futura esposa e das dedicadas mães que cuidavam dos detalhes do enlace. Fui uma vez e faltei o resto, mas valeu-me o diploma e a autorização.
Conheci-o então em discurso sobre o casamento. A primeira vez foi divertido porque, tanto eu, como a minha, na altura futura mulher, dominamos com tremedo esforço as gargalhadas provocadas pelas desadequadas atordoadas que o clérigo insistentemente mandava. A segunda já não existiu.
No entanto, e felizmente, durante a minha vida tive a oportunidade de conviver com muitos homens da Igreja cujo respeito intelectual e pessoal merece não ser confundido com o Pároco de Lordelo do Ouro.
Sinceramente não percebo a vantagem de as televisões generalistas aproveitarem com tanta enfâse as ideias deste senhor. Ainda por cima permitiram-lhe a defesa em entrevista telefónica, ele que até é o responsavel da Igreja em zonas de grande complexidade social, numa área urbana do PORTO. Disse tantas e tão poucas asneiras que deve ter arrependido os que já lhe assistiram a uma missa.
Já agora, uma palavra pelo Padre Joaquim, da minha terra - A FOZ - que pelos vistos está doente e não merecia ouvir isto do seu vizinho de paróquia.
Avelino
Ricardo Magalhães em Gondomar?
A confirmar-se, a indicação de Ricardo Magalhães para a Câmara de Gondomar pelo PS, é uma excelente notícia. Pelas características da pessoa, ganhe ou não ganhe, o PS ganhará sempre. Duas pessoas, cujos percursos e projectos se poderão confrontar: Ricardo Magalhães, pelo PS, e Valentim Loureiro pelo PSD local, faltando conhecer o candidato do PSD distrital e do PSD Nacional. Se apresentarem três candidatos a vitória do PS será certa. Mas como o mais certo será apresentarem um mono para darem a vitória a um Valentim independente, o que dará contornos de hipocrisia à decisão de Marques Mendes ( se assim não for terei o máximo gosto em dar a mão à palmatória porque não haverá hipocrisia) a vitória das ideias e dos projectos contra a compra dos votos poderá, ainda assim, não ser tão fácil. Criam-se as condições para mudar Gondomar e ninguém melhor que este Ricardo Magalhães, para virar as coisas e pôr o próprio PS Gondomar numa outra via. O Porto precisa de um presidente de Câmara como o Assis com visão metropolitana, mas precisa também de presidentes nos diversos concelhos com essa visão e seriedade.
Pedro Baptista
Pedro Baptista
Vem aí uma cambalhota
É espantosa a cambalhota que o Dr. Rio prepara, tentando cavalgar a situação dos grupos de teatro do Norte,entre os quais o "As boas raparigas" já teve de suspender a actividade por falta da sopa dos pobres.
Rio quer armar-se em paladino da cidade que desprezou durante todo o mandato e sobretudo vingar-se da Ministra da Cultura.
Ora o actual imbróglio, provocado pela providência cautelar de um grupo no "Administrativo", tem a ver com o concurso do governo anterior, cujos resultados foram emitidos , aliás, para o Norte, com dois meses de atraso em relação ao restante país. É pois com o governo do dr. Rui Rio, havendo uma situação jurídica de total bloqueio enquanto o tribunal não se pronunciar.
Só pode pois haver uma solução política de emergência por parte da actual ministra para resolver uma situação deixada pela anterior e é preciso saber se o governo vai entender ter essas condições como desejamos.
Mais, é espantosa a preocupação do dr. Rio com os grupos de teatro, quando ele próprio cortou todos os subsídios da Câmara à produção teatral portuense que existiam há mais de doze anos e que eram um complemento, para alguns grupos, vital.
Pedro Baptista
Rio quer armar-se em paladino da cidade que desprezou durante todo o mandato e sobretudo vingar-se da Ministra da Cultura.
Ora o actual imbróglio, provocado pela providência cautelar de um grupo no "Administrativo", tem a ver com o concurso do governo anterior, cujos resultados foram emitidos , aliás, para o Norte, com dois meses de atraso em relação ao restante país. É pois com o governo do dr. Rui Rio, havendo uma situação jurídica de total bloqueio enquanto o tribunal não se pronunciar.
Só pode pois haver uma solução política de emergência por parte da actual ministra para resolver uma situação deixada pela anterior e é preciso saber se o governo vai entender ter essas condições como desejamos.
Mais, é espantosa a preocupação do dr. Rio com os grupos de teatro, quando ele próprio cortou todos os subsídios da Câmara à produção teatral portuense que existiam há mais de doze anos e que eram um complemento, para alguns grupos, vital.
Pedro Baptista
A febre eleitoral do dr. Rio
por Pedro Baptista
Segundo a Imprensa de ontem, a chamada “requalificação” da zona central portuense, ou seja, do conjunto da Pr. Humberto Delgado, Av. dos Aliados e Pr. da Liberdade, vulgo Praça, começou a ser efectuada no terreno, sem qualquer debate prévio e fazendo orelhas moucas às milhares de vozes que se têm feito ouvir exigindo esclarecimento e diálogo. O mesmo autismo em relação a uma recomendação aprovada pela Assembleia Municipal onde se verbera que a principal avenida da cidade seja transformada sem a participação das pessoas e se considera uma “precipitação” o início dos trabalhos só para fazer jeito ao calendário eleitoral de Rui Rio.
Estamos pois, como em muitos outros casos, mormente no da Avenida da Boavista a ser transformada na Avenida dos Calhembeques, ou no imbróglio do Túnel de Ceuta provocada pela invenção da nova saída, perante a descarada utilização dos dinheiros públicos para a campanha eleitoral do Dr. Rio. Uma campanha feita não a partir da sua sede partidária, mas a partir da Câmara que deveria ser de todos nós e do calendário de obras que, se houvesse uma política séria e honesta, deveria unicamente servir os portuenses.
Aliás o dr. Rio, protagonizando no Porto o discurso da tanga, parando a cidade durante 4 anos, mesmo assim agravando a dívida da Câmara com uma gestão ruinosa disfarçada pela renegociação da dívida a médio prazo e sua projecção para o longo prazo, cortou nas despesas sociais e culturais a torto e a direito mas, para o último ano, o das eleições, descobriu recursos financeiros para este malbaratar eleiçoeiro dos dinheiros públicos.
Percebe-se assim por que manda dizer que não responde para já a Assis, ou seja não faz campanha: pudera, fazendo-a a partir da Câmara e com os dinheiros públicos, para que haveria de gastar do seu?
Eis a razão da pressa do Dr. Rio, das suas “precipitações” constantes, da sua crispação ansiosa, dos conflitos permanentes que arranja com toda a gente e com todas as instituições e dos imbróglios que cria por toda a parte. Não resulta apenas da sua demonstrada incompetência na política, na administração e na gestão municipais; tem um calendário e um objectivo que se chama eleições em Outubro.
Mas além da componente eleiçoeira, a pressa do Dr. Rio tem outra componente: chama-se lógica da ditadura. Tudo fazer nas costas das pessoas, sem as ouvir, sem debater, sem esclarecer e colocá-las perante factos consumados.
É o que se está a passar na Praça. E, pelos vistos, se os cidadãos não reagirem céleres, mesmo muito céleres, teremos em poucas semanas toda a zona central portuense destruída e substituída por um “pastiche” estandartizado, pacote igual ao que, para empobrecimento do país, tem sido aplicado em tudo o que é parvónia, a imitar o “espanhol”: lagedo de granito de ponta a ponta, uma fonte a meio com o joguinho de água da ordem, umas árvores para disfarçar as muitas mais que foram destruídas e, para ser coerente, pistas para automóveis a fornecerem o necessário ar puro!
Já não adianta questionar opções como as da estação de Metro nos Aliados a poucos metro da da Trindade e da de S.Bento. Entende-se que, com a estação, sejam precisas alterações. Até que muitas dessas alterações ou a totalidade possam merecer a concordância de muita gente. Ainda que muita gente que seja contra, passe a ser a favor depois de ser esclarecida e debater o assunto. O que é inadmissível numa democracia ou em qualquer sociedade civilizada do Século XXI é que se destrua a calçada portuguesa, os jardins e a estatuária tradicional, pela calada dos taipais, sem qualquer debate público, como se alguém que não os cidadãos fosse o dono do espaço público. O come e cala.
Nem se venha com o argumento de autoridade de que são projectos dos melhores arquitectos. O que está em causa são as opções estratégicas da encomenda feita aos arquitectos. E sobretudo que ninguém tem o direito de assaltar o espaço público como se fosse seu dono ou dono da verdade ou da beleza. Muito menos se tolera um presidente de Câmara que, vivendo escondido dos cidadãos, age sempre nas suas costas, com a planificação cínica de um calendário eleitoral, atropelando para isso os direitos de todos, sejam instituições ou sejam cidadãos. Acabando afinal por arranjar, como sempre, mais um imbróglio.
Pelo contrário o Porto precisa é de moderação, de quem respeite e ouça as pessoas, sendo capaz de as envolver nos grandes projectos e de as mobilizar para um estado de alma e de acção que permita a todos enfrentarmos, de forma positiva e ambiciosa, os desafios do futuro.
(in "Comércio do Porto" 13 maio de 2005)
Segundo a Imprensa de ontem, a chamada “requalificação” da zona central portuense, ou seja, do conjunto da Pr. Humberto Delgado, Av. dos Aliados e Pr. da Liberdade, vulgo Praça, começou a ser efectuada no terreno, sem qualquer debate prévio e fazendo orelhas moucas às milhares de vozes que se têm feito ouvir exigindo esclarecimento e diálogo. O mesmo autismo em relação a uma recomendação aprovada pela Assembleia Municipal onde se verbera que a principal avenida da cidade seja transformada sem a participação das pessoas e se considera uma “precipitação” o início dos trabalhos só para fazer jeito ao calendário eleitoral de Rui Rio.
Estamos pois, como em muitos outros casos, mormente no da Avenida da Boavista a ser transformada na Avenida dos Calhembeques, ou no imbróglio do Túnel de Ceuta provocada pela invenção da nova saída, perante a descarada utilização dos dinheiros públicos para a campanha eleitoral do Dr. Rio. Uma campanha feita não a partir da sua sede partidária, mas a partir da Câmara que deveria ser de todos nós e do calendário de obras que, se houvesse uma política séria e honesta, deveria unicamente servir os portuenses.
Aliás o dr. Rio, protagonizando no Porto o discurso da tanga, parando a cidade durante 4 anos, mesmo assim agravando a dívida da Câmara com uma gestão ruinosa disfarçada pela renegociação da dívida a médio prazo e sua projecção para o longo prazo, cortou nas despesas sociais e culturais a torto e a direito mas, para o último ano, o das eleições, descobriu recursos financeiros para este malbaratar eleiçoeiro dos dinheiros públicos.
Percebe-se assim por que manda dizer que não responde para já a Assis, ou seja não faz campanha: pudera, fazendo-a a partir da Câmara e com os dinheiros públicos, para que haveria de gastar do seu?
Eis a razão da pressa do Dr. Rio, das suas “precipitações” constantes, da sua crispação ansiosa, dos conflitos permanentes que arranja com toda a gente e com todas as instituições e dos imbróglios que cria por toda a parte. Não resulta apenas da sua demonstrada incompetência na política, na administração e na gestão municipais; tem um calendário e um objectivo que se chama eleições em Outubro.
Mas além da componente eleiçoeira, a pressa do Dr. Rio tem outra componente: chama-se lógica da ditadura. Tudo fazer nas costas das pessoas, sem as ouvir, sem debater, sem esclarecer e colocá-las perante factos consumados.
É o que se está a passar na Praça. E, pelos vistos, se os cidadãos não reagirem céleres, mesmo muito céleres, teremos em poucas semanas toda a zona central portuense destruída e substituída por um “pastiche” estandartizado, pacote igual ao que, para empobrecimento do país, tem sido aplicado em tudo o que é parvónia, a imitar o “espanhol”: lagedo de granito de ponta a ponta, uma fonte a meio com o joguinho de água da ordem, umas árvores para disfarçar as muitas mais que foram destruídas e, para ser coerente, pistas para automóveis a fornecerem o necessário ar puro!
Já não adianta questionar opções como as da estação de Metro nos Aliados a poucos metro da da Trindade e da de S.Bento. Entende-se que, com a estação, sejam precisas alterações. Até que muitas dessas alterações ou a totalidade possam merecer a concordância de muita gente. Ainda que muita gente que seja contra, passe a ser a favor depois de ser esclarecida e debater o assunto. O que é inadmissível numa democracia ou em qualquer sociedade civilizada do Século XXI é que se destrua a calçada portuguesa, os jardins e a estatuária tradicional, pela calada dos taipais, sem qualquer debate público, como se alguém que não os cidadãos fosse o dono do espaço público. O come e cala.
Nem se venha com o argumento de autoridade de que são projectos dos melhores arquitectos. O que está em causa são as opções estratégicas da encomenda feita aos arquitectos. E sobretudo que ninguém tem o direito de assaltar o espaço público como se fosse seu dono ou dono da verdade ou da beleza. Muito menos se tolera um presidente de Câmara que, vivendo escondido dos cidadãos, age sempre nas suas costas, com a planificação cínica de um calendário eleitoral, atropelando para isso os direitos de todos, sejam instituições ou sejam cidadãos. Acabando afinal por arranjar, como sempre, mais um imbróglio.
Pelo contrário o Porto precisa é de moderação, de quem respeite e ouça as pessoas, sendo capaz de as envolver nos grandes projectos e de as mobilizar para um estado de alma e de acção que permita a todos enfrentarmos, de forma positiva e ambiciosa, os desafios do futuro.
(in "Comércio do Porto" 13 maio de 2005)
quinta-feira, maio 12, 2005
Ontem na bolsa
Francisco Assis foi claro na sua intervenção de ontem e destacou o essencial dos seus objectivos:
1º Rasgar as artificiais fronteiras do concelho do Porto e finalmente concretizar a liderança, não só metropolitana, mas sim regional.
2º Largar o papel de tenente-coronel que se impôs ao titular do lugar da Presidência da Câmara do Porto
3º Congregar os esforços de diversos quadrantes para reanimar o momento histórico do Porto
Os diagnósticos estão feitos. Não é preciso purgar o passado, ou se o é, isso representa um infima parte da necessidade de enfrentar o futuro.
O Francisco Assis foi coloquial, sério e audaz ao levantar as fasquias das suas pretensões. Ao contrário do que acha, por exemplo o Tiago Azevedo Fernandes, não se escudou nas (in)capacidades financeiras para justificar as potenciais limitações de objectivos. Disse o que queria e disse-o globalmente, genericamente, mas também com a densidade de pensamento que se exige a um bom presidente de Câmara.
Foi inteligente no desafio político e foi concreto em muitas propostas que disse querer implementar.
E sobrou-lhe ainda o mais importante, demonstrou um visão moderna e mais alargada do que aquela que o partido local tinha vindo a defender, e, com convicção disse querer receber no seu seio todos os que querem o bem da cidade, mesmo os ideologicamente mais distantes. O momento é esse!
1º Rasgar as artificiais fronteiras do concelho do Porto e finalmente concretizar a liderança, não só metropolitana, mas sim regional.
2º Largar o papel de tenente-coronel que se impôs ao titular do lugar da Presidência da Câmara do Porto
3º Congregar os esforços de diversos quadrantes para reanimar o momento histórico do Porto
Os diagnósticos estão feitos. Não é preciso purgar o passado, ou se o é, isso representa um infima parte da necessidade de enfrentar o futuro.
O Francisco Assis foi coloquial, sério e audaz ao levantar as fasquias das suas pretensões. Ao contrário do que acha, por exemplo o Tiago Azevedo Fernandes, não se escudou nas (in)capacidades financeiras para justificar as potenciais limitações de objectivos. Disse o que queria e disse-o globalmente, genericamente, mas também com a densidade de pensamento que se exige a um bom presidente de Câmara.
Foi inteligente no desafio político e foi concreto em muitas propostas que disse querer implementar.
E sobrou-lhe ainda o mais importante, demonstrou um visão moderna e mais alargada do que aquela que o partido local tinha vindo a defender, e, com convicção disse querer receber no seu seio todos os que querem o bem da cidade, mesmo os ideologicamente mais distantes. O momento é esse!
Na blogosfera portuense
Vale a pena lêr a opinião do Tiago Azevedo Fernandes sobre o Lançamento da Candidatura de Francisco Assis
Contributo
Afinal a chamada gente de bem, os ilustres, os de boas famílias, os doutores e doutos aos olhos de muitos, também podem ser constituídos arguidos nas mais variedades de crime, e eu que julgava que essa pratica só existia na mente perversa dos autarcas portugueses, que costumeiramente são apelidados todos eles de corruptos, por aqueles que são agora também indiciados.
É espantoso saber que para ser “arguido politico” afinal não tem que ser bronco, nem ser de más famílias, ou ainda não ser licenciado premissa essa que desconhecia, que sendo doutor e de boas famílias podia ser constituído arguido, em casos como por exemplo trafico de influencias.
Das duas uma, ou as consequências existem mesmo, ou então a nossa justiça em vez de ter três meses de ferias judiciais tem que se reformar compulsivamente por ser tão imoralmente incompetente.
Se ser autarca já é uma grande mascada tirando claro sê-lo no Porto ou Lisboa ser politico começa a ser um desatino, parece que ninguém mesmo ninguém, está livre de ser acusado ou ser logo arguido, mesmo que depois não exista procedimento, enfim é o pais que temos cada vez mais sem moral.
É espantoso saber que para ser “arguido politico” afinal não tem que ser bronco, nem ser de más famílias, ou ainda não ser licenciado premissa essa que desconhecia, que sendo doutor e de boas famílias podia ser constituído arguido, em casos como por exemplo trafico de influencias.
Das duas uma, ou as consequências existem mesmo, ou então a nossa justiça em vez de ter três meses de ferias judiciais tem que se reformar compulsivamente por ser tão imoralmente incompetente.
Se ser autarca já é uma grande mascada tirando claro sê-lo no Porto ou Lisboa ser politico começa a ser um desatino, parece que ninguém mesmo ninguém, está livre de ser acusado ou ser logo arguido, mesmo que depois não exista procedimento, enfim é o pais que temos cada vez mais sem moral.
Jaime Resende
quarta-feira, maio 11, 2005
Sócrates no Porto
Hoje às 6:00h no Palácio da Bolsa apresentação oficial da candidatura do PS à Câmara de Porto.
A nossa Raquel vai discursar e tudo.
Bem quem vier por bem!
A nossa Raquel vai discursar e tudo.
Bem quem vier por bem!
Umas digo assim outras assado!
Há quem diga que Paulinho até está na comitiva do outro na Geórgia. Alguns mais fundamentalistas dizem que foi ele que lançou a granada para vêr se um dos seus amigos dos barcos e helicópteros sobe interinamente a Presidente.
Entretanto afunda-se a moral do CDS. Nobre Guedes, Abel Pinheiro e até tu Telmo, estão envolvidos em tráfico de influências nas Lezírias.
Valia a pena ir buscar os discursos do Paulinho Portas da última campanha. Aqueles elogios aos seus ministros, que tinham posto na ordem os impostos no futebol (veja-se a barraca do despacho do secretário de estado), a banca, e até os promotores imobiliários.
É evidente, não só os puseram na ordem como até foram ocupar os lugares deles. A Celeste na caixa geral e agora isto.
Ainda por cima temos que ouvir os comunicados do partido a dizer que tem a certeza que aqueles dirigentes são inocentes das acusações e mais uma vez o segredo de justiça foi violado.
Então por partes:
- Alguém ouviu o PP falar do segredo de justiça com as suas torpes violações no ano transacto?
- Será que não se lembram de clamar pela confiança na justiça e a separação de poderes?
- Poderá um partido oficialmente assegurar a confiança nos negócios particulares dos seus dirigentes?
Quando foi do casos de dirigentes do PS acusados de envolvimento na Pedofilia, em corrupção activa nas câmaras, em sei lá mais o quê, a abordagem era de estado. Agora, dois meses passados já temos o perfil da nova liderança.
Entretanto afunda-se a moral do CDS. Nobre Guedes, Abel Pinheiro e até tu Telmo, estão envolvidos em tráfico de influências nas Lezírias.
Valia a pena ir buscar os discursos do Paulinho Portas da última campanha. Aqueles elogios aos seus ministros, que tinham posto na ordem os impostos no futebol (veja-se a barraca do despacho do secretário de estado), a banca, e até os promotores imobiliários.
É evidente, não só os puseram na ordem como até foram ocupar os lugares deles. A Celeste na caixa geral e agora isto.
Ainda por cima temos que ouvir os comunicados do partido a dizer que tem a certeza que aqueles dirigentes são inocentes das acusações e mais uma vez o segredo de justiça foi violado.
Então por partes:
- Alguém ouviu o PP falar do segredo de justiça com as suas torpes violações no ano transacto?
- Será que não se lembram de clamar pela confiança na justiça e a separação de poderes?
- Poderá um partido oficialmente assegurar a confiança nos negócios particulares dos seus dirigentes?
Quando foi do casos de dirigentes do PS acusados de envolvimento na Pedofilia, em corrupção activa nas câmaras, em sei lá mais o quê, a abordagem era de estado. Agora, dois meses passados já temos o perfil da nova liderança.
Zangam-se as comadres
Pai de Marques Mendes terá pedido emprego para um amigo a Valentim
Peço desculpa pelos vernáculos, mas todos aqueles que algum dia tenham aproveitado, insinuado ou até sonhado no famoso factor C que o Valentim recebia às carradas devem estar, como diz o povo, que nem lhes cabe um feijão no dito.
Estas estórias são de chorar a rir e só avisam que o Apito Dourado ou vai ao ar, ou então, vai ser um vê se te avias de "m...." a cair em muita cabeça - de todos os partidos diga-se.
Peço desculpa pelos vernáculos, mas todos aqueles que algum dia tenham aproveitado, insinuado ou até sonhado no famoso factor C que o Valentim recebia às carradas devem estar, como diz o povo, que nem lhes cabe um feijão no dito.
Estas estórias são de chorar a rir e só avisam que o Apito Dourado ou vai ao ar, ou então, vai ser um vê se te avias de "m...." a cair em muita cabeça - de todos os partidos diga-se.
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