quarta-feira, junho 08, 2005
Blogosfera
Encontro de Francisco Assis com blogue de "A Baixa do Porto" na 6ª feira, dia 10 de Junho, às 18:00 no Grande Hotel do Porto.
O departamento
Anda uma confusão para saber quem ganhou o Departamentodas mulheres socialistas.
Nos escaparates corre a anedota que todas as listas são anti-estatutárias pois o PS obriga-se a apresentar listas onde pelo menos 1/3 dos candidatos sejam de diferente género. Como todos socialistas aparentam a virilidade necessária (apesar de um ou outro boato), sobrou às mulheres fazerem aquilo sozinhas.
Por outro lado a minha opinião é que acho isto das mulheres ridiculo, estupido e muito pouco abonatório para as mulheres. Quem conhece os casos de participação internos do partido, não pode deixar de concordar comigo.
Portanto quero lá saber quem ganha ou deixa de ganhar.
Nos escaparates corre a anedota que todas as listas são anti-estatutárias pois o PS obriga-se a apresentar listas onde pelo menos 1/3 dos candidatos sejam de diferente género. Como todos socialistas aparentam a virilidade necessária (apesar de um ou outro boato), sobrou às mulheres fazerem aquilo sozinhas.
Por outro lado a minha opinião é que acho isto das mulheres ridiculo, estupido e muito pouco abonatório para as mulheres. Quem conhece os casos de participação internos do partido, não pode deixar de concordar comigo.
Portanto quero lá saber quem ganha ou deixa de ganhar.
O tunel BTT
É claro que as obras de Ceuta estão a ser concluidas. Agora só não é um túnel porque falta o asfalto.
Como o presidente da CMP é um apreciador de BTT deve ser para organizar o campeonato nacional.
nota: Quem não sabe o que significa BTT, digamos pelo menos que não é BiTaiTes.
Como o presidente da CMP é um apreciador de BTT deve ser para organizar o campeonato nacional.
nota: Quem não sabe o que significa BTT, digamos pelo menos que não é BiTaiTes.

A pousada
Confesso que se deve achar um pouco estranha esta história de uma pousada privada num espaço que no tempo de Gomes se reclamou para a cidade.
Devemos achar estranho que se altere um plano de desenvolvimento do nucleo museológico com a simplicidade que se está a fazer. Achar estranho que começe a ser consensual o que quer que seja.
Mais estranho ainda o que se diz por aí. Talvez a cidade devesse despertar mais o seu interesse sobre este assunto, quem sabe alguns pés de barro se partissem.

terça-feira, junho 07, 2005
segunda-feira, junho 06, 2005
Direita e Esquerda
Se me restasse alguma duvida sobre a prevalência da direita sobre a esquerda na net portuguesa, ela ter-se-ia dissipado após as eleições de Fevereiro. Mas, à medida que se aproximam as autárquicas, os sinais vão ficando cada vez mais evidentes. Antes de 20 de Fevereiro existia um silêncio complacente na net sobre a classe politica. Principalmente antes de Santana Lopes. Depois, já com Santana no poder, começaram a circular algumas mensagens que versavam essencialmente o próprio Santana e a sua forma bizarra de estar no governo. Após a vitória do PS, e face à inquestionável legitimidade adquirida por via da maioria absoluta conquistada, tem-se verificado uma avalanche diária de mensagens que atacam e denigrem a classe politica. O processo é simples, atacando a classe política em geral não se pode ser acusado de estar a criticar ninguém em particular (o que não seria aceitável, pelo menos de forma tão explicita), e na verdade atinge-se quem está nesse momento no poder. Por exemplo, a nomeação desta ou daquela personalidade para uma qualquer instituição, a ganhar uns não sei quantos mil euros motiva imediatamente dezenas e dezenas de e-mail e PPT’s a circular, sendo que antes dessa mesma nomeação já lá existia um gestor a ganhar o mesmo e igualmente nomeado, cuja nomeação não motivou coisíssima nenhuma. A questão não está na bondade do procedimento em relação a nomeações, vencimentos, etc, que evidentemente podem e devem ser discutidos. A questão está no ataque generalizado à classe politica a partir do momento em que o PS chegou ao poder. Para mais que pondo sempre a tónica nos dinheiros, para facilitar a associação Socialistas = Despesitas. É o longo alcance do discurso da tanga. Não vi, durante estes três anos de coligação de direita este tipo de tratamento à classe politica, nem de longe nem de perto, na net portuguesa.
Rui fala para a boa CS
Dei-me ao trabalho de ler a entrevista de Rui Rio ao Primeiro de Janeiro (como sabem órgão de
comunicação social cujo dono é Montez e serve de Pasquim dos sociais democratas) porque não tenho paciência para ouvir as entrevistas na rádio Festival (que é do mesmo dono e serve de voz ao pasquim). Assim lido é melhor.
Então em vez de comentar tudo vale a pena fazer-lo com alguns excertos:
“Mas acho que a senhora está numa espiral de loucura” – refere-se à ministra
“Para mim é um orgulho saber que havendo eleições em Outubro, como vai haver, sendo eu candidato ou não, e provavelmente o serei como é lógico, saber que as eleições não estão ganhas”
“Se as pessoas tivessem uma noção do quanto são desinformadas, muitas vezes daquilo que é a minha acção na Câmara do Porto, tenho a impressão que fazendo uma sondagem se calhar tinha aí 90 por cento de apoio” - Parece alguém da quinta das celebridades
“Ainda há meia dúzia de dias tive uma sessão grande com profissionais de cabeleireiros e das barbearias, em que lhes pedi para dizerem o que está bem e o que está mal, e no fim uma senhora disse que saia dali com uma ideia muito diferente minha” - Biba a manicure!
“Isso naturalmente não agrada à maior parte da CS, principalmente aquela que é afecta ao partido socialista. E portanto cai em cima de mim” – gostava de saber o que ele acha do JN e do 1º de Janeiro, da rádio Festival. Já agora da Sic e da TVI.
“inegável que a CS é muito mais benevolente com o PS ou com o Bloco de Esquerda do que com o PSD. O PCP fica mais ou menos a meio, não tem tanta defesa quanto tem o PS na CS, nem tanto acesso. Isso não tem, mas também não é tão maltratado quanto é o PSD. Não estou a dizer com isto, porque depois lá vêm as mentiras, as deturpações…, não estou a dizer que os erros que o PSD fez, quando foi Governo, foram por culpa da CS. O que estou a dizer é que, obviamente, e aqui no Porto então há muito mais CS afecta ao BE e ao PS, e que está permanentemente a dizer mal de mim e a inventar coisas contra mim,” – a culpa é da comunicação social.
“O Santo António é que é um monumento nacional, o Museu é edifício classificado. Por isso é que o IPPAR é que tem de ser consultado” – Quer dizer que são coisas diferentes?
“eng. Nuno Cardoso pôde fazer a obra, escavou à porta do hotel e à saída do hospital, e depois abandonou tudo. E abandonou por falta de um projecto consistente, porque entretanto teve problemas na execução do projecto central do túnel, na escavação, depois também por falta de financiamento e tinha um parecer desfavorável do IPPAR, mas não um embargo, como está a fazer agora à cidade. Herdei aquilo assim. Estava ali um pântano, com água, já a criar bichos à porta do hospital,” – quer dizer nunca teve a intenção de ampliar o túnel???????
(….reorientação do túnel da R. de Ceuta para o Palácio de Cristal…. In Programa eleitoral do PSD/CDS-PP para as autárquicas – quem mente afinal?)
“É evidente que tenho de defender o hospital, os moradores, os comerciantes, o trânsito, os STCP, Táxis, todos que permanentemente reclamam que eu me imponha ao Governo para tentar andar para a frente” -??????
“Construam lá o CMI onde quiserem”
“mas os principais responsáveis por essa realidade má não são os que chegaram há três anos, mas quem esteve lá 12 e abandonou os bairros. Isso para mim é claro como água, e nós, nestes três anos temos feito muita coisa, mas ainda há muito para fazer.” – nem vale a pena dizer nada!
“A nossa cidade, quando comparada com as grandes da Europa, é segura. Isto não quer dizer que haja completa segurança. Isso não é verdade. Nós temos insegurança, só que os outros têm muito mais. Mas se nós não cuidarmos disso, então fica igual às outras. O que há na nossa cidade é sentimento de insegurança. Há mais segurança do que as pessoas pensam”
(Nos últimos anos, porém, a situação tem-se degradado e o crime tem-se dispersado por toda a cidade, acompanhando a exagerada densificação urbanística. Os crimes menos graves são os mais frequentes, sendo habitualmente perpetrados por jovens. A criminalidade mais violenta também é praticada, de forma sistemática, por jovens integrados em grupos mais reduzidos. Estes grupos, pequenos na dimensão, revelam uma tendência para reincidência. O medo, fenómeno de fundo da insegurança, é fundamentalmente vivido no centro da cidade (bairros históricos) e nos bairros sociais. Tal sentimento relaciona-se com o medo da prática de actos criminosos, especialmente perpetrados por grupos organizados, por criminosos sexuais, por toxicodependentes armados com seringas, arrumadores de automóveis, etc. – in Programa eleitoral do PSD/CDS-PP)
“O normal é que um presidente de câmara não faça apenas um mandato, porque não consegue concluir nada” – se começasse já não era mau.
“O próximo presidente não tem uma situação folgada, tem que fazer um esforço para o reequilíbrio, que se irá conseguir fazer durante um ano, e depois, a Câmara do Porto quase poderá ser um modelo” – parece premonitório – não acham? Ele sabe, ele sabe que não há bem que não acabe e mal que sempre dure.
“O próximo presidente encontra uma cidade com muitos problemas para resolver mas com os principais estrategicamente encaminhados. Os bairros sociais do Porto têm as pessoas com uma qualidade de vida muito a abaixo do que aquela que deveriam ter.”
“Continua a haver muito para fazer, mas como tem uma empresa municipal já criada e montada para trabalhar, e se tiverem juízo nas finanças, passam a ter cada vez mais recursos para fazer essas obras que deviam ter sido feitas há cinco, seis dez quinze anos” – eu diria há quatros, três, dois, um!
“Vai encontrar uma baixa do Porto abandonada, só que encontra uma legislação entretanto criada e uma empresa criada ao abrigo dessa legislação a funcionar, um plano devidamente aprovado e umas obras no terreno que só param se as pessoas quiserem parar” – quais obras, quatro casas em Carlos Alberto?
PJ - Se se recandidatar é na conclusão destes projectos que se vai empenhar?”Acho que o presidente de câmara, seja de que partido for e em particular se for do PSD, deve seguir esta lógica, ou seja, manter a habitação social como primeira prioridade, porque fizemos muito mas estamos longe de fazer o que é necessário. É preciso manter a reabilitação da baixa na primeira linha das prioridades, porque a baixa é fundamental para o desenvolvimento e estratégia do Porto, para o orgulho da cidade. Fizemos muito trabalho de «sapa» mas no terreno propriamente dito está agora a começar.” – eu diria, ou a acabar!
comunicação social cujo dono é Montez e serve de Pasquim dos sociais democratas) porque não tenho paciência para ouvir as entrevistas na rádio Festival (que é do mesmo dono e serve de voz ao pasquim). Assim lido é melhor.
Então em vez de comentar tudo vale a pena fazer-lo com alguns excertos:
“Mas acho que a senhora está numa espiral de loucura” – refere-se à ministra
“Para mim é um orgulho saber que havendo eleições em Outubro, como vai haver, sendo eu candidato ou não, e provavelmente o serei como é lógico, saber que as eleições não estão ganhas”
“Se as pessoas tivessem uma noção do quanto são desinformadas, muitas vezes daquilo que é a minha acção na Câmara do Porto, tenho a impressão que fazendo uma sondagem se calhar tinha aí 90 por cento de apoio” - Parece alguém da quinta das celebridades
“Ainda há meia dúzia de dias tive uma sessão grande com profissionais de cabeleireiros e das barbearias, em que lhes pedi para dizerem o que está bem e o que está mal, e no fim uma senhora disse que saia dali com uma ideia muito diferente minha” - Biba a manicure!
“Isso naturalmente não agrada à maior parte da CS, principalmente aquela que é afecta ao partido socialista. E portanto cai em cima de mim” – gostava de saber o que ele acha do JN e do 1º de Janeiro, da rádio Festival. Já agora da Sic e da TVI.
“inegável que a CS é muito mais benevolente com o PS ou com o Bloco de Esquerda do que com o PSD. O PCP fica mais ou menos a meio, não tem tanta defesa quanto tem o PS na CS, nem tanto acesso. Isso não tem, mas também não é tão maltratado quanto é o PSD. Não estou a dizer com isto, porque depois lá vêm as mentiras, as deturpações…, não estou a dizer que os erros que o PSD fez, quando foi Governo, foram por culpa da CS. O que estou a dizer é que, obviamente, e aqui no Porto então há muito mais CS afecta ao BE e ao PS, e que está permanentemente a dizer mal de mim e a inventar coisas contra mim,” – a culpa é da comunicação social.
“O Santo António é que é um monumento nacional, o Museu é edifício classificado. Por isso é que o IPPAR é que tem de ser consultado” – Quer dizer que são coisas diferentes?
“eng. Nuno Cardoso pôde fazer a obra, escavou à porta do hotel e à saída do hospital, e depois abandonou tudo. E abandonou por falta de um projecto consistente, porque entretanto teve problemas na execução do projecto central do túnel, na escavação, depois também por falta de financiamento e tinha um parecer desfavorável do IPPAR, mas não um embargo, como está a fazer agora à cidade. Herdei aquilo assim. Estava ali um pântano, com água, já a criar bichos à porta do hospital,” – quer dizer nunca teve a intenção de ampliar o túnel???????
(….reorientação do túnel da R. de Ceuta para o Palácio de Cristal…. In Programa eleitoral do PSD/CDS-PP para as autárquicas – quem mente afinal?)
“É evidente que tenho de defender o hospital, os moradores, os comerciantes, o trânsito, os STCP, Táxis, todos que permanentemente reclamam que eu me imponha ao Governo para tentar andar para a frente” -??????
“Construam lá o CMI onde quiserem”
“mas os principais responsáveis por essa realidade má não são os que chegaram há três anos, mas quem esteve lá 12 e abandonou os bairros. Isso para mim é claro como água, e nós, nestes três anos temos feito muita coisa, mas ainda há muito para fazer.” – nem vale a pena dizer nada!
“A nossa cidade, quando comparada com as grandes da Europa, é segura. Isto não quer dizer que haja completa segurança. Isso não é verdade. Nós temos insegurança, só que os outros têm muito mais. Mas se nós não cuidarmos disso, então fica igual às outras. O que há na nossa cidade é sentimento de insegurança. Há mais segurança do que as pessoas pensam”
(Nos últimos anos, porém, a situação tem-se degradado e o crime tem-se dispersado por toda a cidade, acompanhando a exagerada densificação urbanística. Os crimes menos graves são os mais frequentes, sendo habitualmente perpetrados por jovens. A criminalidade mais violenta também é praticada, de forma sistemática, por jovens integrados em grupos mais reduzidos. Estes grupos, pequenos na dimensão, revelam uma tendência para reincidência. O medo, fenómeno de fundo da insegurança, é fundamentalmente vivido no centro da cidade (bairros históricos) e nos bairros sociais. Tal sentimento relaciona-se com o medo da prática de actos criminosos, especialmente perpetrados por grupos organizados, por criminosos sexuais, por toxicodependentes armados com seringas, arrumadores de automóveis, etc. – in Programa eleitoral do PSD/CDS-PP)
“O normal é que um presidente de câmara não faça apenas um mandato, porque não consegue concluir nada” – se começasse já não era mau.
“O próximo presidente não tem uma situação folgada, tem que fazer um esforço para o reequilíbrio, que se irá conseguir fazer durante um ano, e depois, a Câmara do Porto quase poderá ser um modelo” – parece premonitório – não acham? Ele sabe, ele sabe que não há bem que não acabe e mal que sempre dure.
“O próximo presidente encontra uma cidade com muitos problemas para resolver mas com os principais estrategicamente encaminhados. Os bairros sociais do Porto têm as pessoas com uma qualidade de vida muito a abaixo do que aquela que deveriam ter.”
“Continua a haver muito para fazer, mas como tem uma empresa municipal já criada e montada para trabalhar, e se tiverem juízo nas finanças, passam a ter cada vez mais recursos para fazer essas obras que deviam ter sido feitas há cinco, seis dez quinze anos” – eu diria há quatros, três, dois, um!
“Vai encontrar uma baixa do Porto abandonada, só que encontra uma legislação entretanto criada e uma empresa criada ao abrigo dessa legislação a funcionar, um plano devidamente aprovado e umas obras no terreno que só param se as pessoas quiserem parar” – quais obras, quatro casas em Carlos Alberto?
PJ - Se se recandidatar é na conclusão destes projectos que se vai empenhar?”Acho que o presidente de câmara, seja de que partido for e em particular se for do PSD, deve seguir esta lógica, ou seja, manter a habitação social como primeira prioridade, porque fizemos muito mas estamos longe de fazer o que é necessário. É preciso manter a reabilitação da baixa na primeira linha das prioridades, porque a baixa é fundamental para o desenvolvimento e estratégia do Porto, para o orgulho da cidade. Fizemos muito trabalho de «sapa» mas no terreno propriamente dito está agora a começar.” – eu diria, ou a acabar!
Serrralves
Parabéns a Serralves, Parabéns a João Fernandes e parabéns ao Porto. Afinal não é preciso nada de especial para levar as pessoas a aderirem em fortemente aos eventos culturais.
Na verdade o programa cultural não foi fantástico, mas que interessa, tem sido fantástico durante o anos inteiro e festa é festa. O que interessava era trazer novos e velhos públicos juntinhos. Que satisfação encontrar gente de todas as classes e todos os gostos.
Dá-me a ideia que muitos descobriram Serralves pela primeira vez. Dá-me a ideia que nem parecia estar no Porto, face à disponibilidade e interesse cívico do evento, nem pareciam dois fabulosos dias de Praia. E ainda por cima o Parque da Cidade estava a abarrotar, a Feira do Livro estava como um ovo, a Casa da Musica na sua programação (ao que sei cheiinha) e mais houvesse. Foi um Fim-de-semana que fez lembrar 2001. Afinal sempre ficou o carimbo cultural, e pedimos por mais.
Enquanto ouvíamos a Mingus band espraidos na relva do Prado, um amigo meu disse-me então:
“era preciso fazer isto também na baixa – não achas fácil abrir o Rivoli, o Sá da Bandeira e o Coliseu.” Acrescentei-lhe “juntasse a praça D.João I, os Aliados e a Batalha, incluindo o Cinema e o Teatro Nacional” e lembrei-me “Com jeito o Carlos Alberto”.
Na verdade o programa cultural não foi fantástico, mas que interessa, tem sido fantástico durante o anos inteiro e festa é festa. O que interessava era trazer novos e velhos públicos juntinhos. Que satisfação encontrar gente de todas as classes e todos os gostos.
Dá-me a ideia que muitos descobriram Serralves pela primeira vez. Dá-me a ideia que nem parecia estar no Porto, face à disponibilidade e interesse cívico do evento, nem pareciam dois fabulosos dias de Praia. E ainda por cima o Parque da Cidade estava a abarrotar, a Feira do Livro estava como um ovo, a Casa da Musica na sua programação (ao que sei cheiinha) e mais houvesse. Foi um Fim-de-semana que fez lembrar 2001. Afinal sempre ficou o carimbo cultural, e pedimos por mais.
Enquanto ouvíamos a Mingus band espraidos na relva do Prado, um amigo meu disse-me então:
“era preciso fazer isto também na baixa – não achas fácil abrir o Rivoli, o Sá da Bandeira e o Coliseu.” Acrescentei-lhe “juntasse a praça D.João I, os Aliados e a Batalha, incluindo o Cinema e o Teatro Nacional” e lembrei-me “Com jeito o Carlos Alberto”.
Os Mau-beiros
Foi através da blogosfera que se compreendeu que os bombeiros ajudam a pôr faixas políticas a insultar ministros como se fossem acções cívicas.
Que vergonha para todos os intervenientes.
Que vergonha para todos os intervenientes.
E assim se cumpriu Portugal!
Se fosse politicamente correcto não trazia para aqui o assunto, mas esta ultima da Fatima Felgueiras é de campeonato. Estar fugida no Brasil, ter julgamento marcado para outubro, encontrar a coincidencia com as autarquicas, candidatar-se e adquirir imunidade, arriscar-se a ganhar, assistir ao julgamento em liberdade, correndo bem ficar por cá a gerir a autarquia, correndo mal meter-se tranquilamente no avião e voltar para o sol de copacabana com sentença judicial a permitir exercer o mandato à distancia, é mundo! Digam lá se não se cumpre Portugal e o sonho do império maritimo. Faz-me lembrar um livro que por aqui anda, "O Império Portugues, entre o real e o imaginário".
sábado, junho 04, 2005
Ah! Portugal, Portugal...
Parece que o Governo quer mexer no mapa administrativo portugues, fundindo freguesias, e alterando concelhos. São boas noticias, esperemos é que seja uma proposta ambiciosa. Teremos portanto que aguardar.
sexta-feira, junho 03, 2005
Assis ou Rio !
por Pedro Baptista
Antes do mais, pelo 151º aniversário, parabéns ao “Comércio”, ao Rogério e a toda a sua equipa. Um jornal do Norte para um homem e uma equipa do Norte! Como o 151º é capicua, tenham a sorte que protege os que a procuram com audácia e trabalho! Pelo que se vê de fora (e consta que, de dentro, ainda mais) nem tem faltado uma coisa nem outra. É natural que, passo a passo, os resultados também se estejam a ver. Para o Porto é crucial o papel do “Comércio”, a sua subida e afirmação. Porque seria péssimo que houvesse um só diário de grande tiragem, ou que a actual “lisbonização” (dita nacionalização) de diários oriundos (e com sede oficial) no Porto, não fosse acompanhada por alternativas para o Norte, tanto nas funções noticiosas, informativas e analíticas como nas opinativas. De resto, um diário é sempre, quer se admita ou não, quer o seja num sentido activo ou passivo, pelas melhores razões ou pelas piores, um centro político. Também por isso é preciso para o Porto e para o Norte. É imprescindível que não haja centros únicos (melhor será dizer centro único) na comunicação social. Ainda menos que o Porto circule em torno de “centros” (pretensamente nacionais) que, para o Porto e Norte, não passam de periferias da capital.
Entendamo-nos: quando falamos do Porto e do Norte, se não quisermos ir mais abaixo do que Aveiro, e de lá partirmos para Braga e para Viana, falámos de 3,3 milhões de portugueses, onde se situam três Universidades Públicas de primeiríssima linha, tanto na formação como, sobretudo, na investigação, os equipamentos portuários e aeroportuários mais capazes de todo o Noroeste peninsular, e uma indústria onde, ao lado da decadência de algumas tradicionais com o trágico do desemprego, emergem outras que procuram competitividade internacional. Além do Vinho do Porto e do FC Porto, de momento as marcas mais fortes da região em todo o mundo, temos massa crítica e temos vontade, falta-nos uma liderança que concatene esforços em torno de uma estratégia afirmativa no país e no mundo, falta-nos peso e expressão políticas. É também por isto, que a afirmação dos media nortenhos como centros e não como periferias é crucial e decisivo. Tal como as lideranças políticas.
Quando há dias o Conselho de Ministros revogou a legislação barrosista que cozinhou a “municipalização” da CCRN com os resultados que se conhecem, levantou-se do lado prejudicado um coro de protestos contra o “centralismo”. Protestos hipócritas, porque a indigitação do presidente da CCR pelos presidentes de Câmara, não representou nenhuma descentralização, mas apenas uma partidarização, no caso um ajuste da “panelinha laranja”, aliás especialista neste tipo de ajustes não só nas “panelas” mas em tudo o que é “tachos”, da região onde, de resto, como é consabido, funciona o generoso bloco central dos interesses de cada um. Mais ainda, sendo os protestantes exactamente os que se opuseram ao projecto de regionalização em que aí sim, havia uma efectiva descentralização política, pois passava a haver uma eleição directa do presidente e demais protagonistas. A mistificação barrosista da CCR “municipalizada” para dar a Valentim Loureiro as funções de “croupier” da administração regional, é igual às famosas e falecidas CU, também destinadas a limpar a consciência dos que mentindo ao país enganaram os portugueses fazendo-os votar contra a regionalização. Donde se espera que, enquanto se mantiver a impossibilidade de eleição directa por parte dos cidadãos dos dirigentes regionais, a figura que venha a ser indicada pelo Conselho de Ministros tenha peso e tradição políticas na defesa das causas do Norte e não esteja longe do alto desempenho que a presidência da CCRN teve durante muitos anos com a pessoa do Eng. Braga da Cruz.
É por tudo o que vai dito, sublinhando-se a inexistência a Norte de órgãos regionais com legitimidade política democrática, que a eleição do próximo presidente da Câmara do Porto tem uma importância política decisiva não só para o destino do Porto como de toda a Região. Não só acabar com a crispação e polémica permanentes em que se vive no Porto desde que o dr. Rio veio para a Câmara, como para surgir um discursivo positivo e mobilizador, que leve o Porto e o Norte, afirmando-se no Governo e em consonância com o Governo, a enfrentar os seus verdadeiros desafios que são os do futuro, os da competitividade internacional. Rio veio com a onda de Barroso e Santana Lopes. Onda que veio, fez o que fez como se fosse um tsunami, e foi deixando Rio. Assis recebeu de José Sócrates no Palácio da Bolsa um dos elogios mais empenhados que alguma vez um agente político pode almejar, ainda por cima dum secretário-geral primeiro-ministro. Elogio que foi um compromisso claro do chefe do Governo para com o Porto. A opção vai estar em torno desta alternativa. Longe estamos ainda da campanha eleitoral, mas boa parte das características de um e de outro são conhecidas. E as que não forem bem conhecidas, sê-lo-ão em breve. Será mesmo para isso que, em momento de grande austeridade nacional, o actual presidente, que gostava de se armar em puritano e unhas de fome, delapida o erário público em milhões de euros, para, encapotado em pretextos múltiplos, preparar com os amigos as suas brincadeiras nostálgicas, na famosa corrida na Boapista do “Oh tempo volta para trás!”
in "o Comércio do Porto" 3 de Junho de 2005
Antes do mais, pelo 151º aniversário, parabéns ao “Comércio”, ao Rogério e a toda a sua equipa. Um jornal do Norte para um homem e uma equipa do Norte! Como o 151º é capicua, tenham a sorte que protege os que a procuram com audácia e trabalho! Pelo que se vê de fora (e consta que, de dentro, ainda mais) nem tem faltado uma coisa nem outra. É natural que, passo a passo, os resultados também se estejam a ver. Para o Porto é crucial o papel do “Comércio”, a sua subida e afirmação. Porque seria péssimo que houvesse um só diário de grande tiragem, ou que a actual “lisbonização” (dita nacionalização) de diários oriundos (e com sede oficial) no Porto, não fosse acompanhada por alternativas para o Norte, tanto nas funções noticiosas, informativas e analíticas como nas opinativas. De resto, um diário é sempre, quer se admita ou não, quer o seja num sentido activo ou passivo, pelas melhores razões ou pelas piores, um centro político. Também por isso é preciso para o Porto e para o Norte. É imprescindível que não haja centros únicos (melhor será dizer centro único) na comunicação social. Ainda menos que o Porto circule em torno de “centros” (pretensamente nacionais) que, para o Porto e Norte, não passam de periferias da capital.
Entendamo-nos: quando falamos do Porto e do Norte, se não quisermos ir mais abaixo do que Aveiro, e de lá partirmos para Braga e para Viana, falámos de 3,3 milhões de portugueses, onde se situam três Universidades Públicas de primeiríssima linha, tanto na formação como, sobretudo, na investigação, os equipamentos portuários e aeroportuários mais capazes de todo o Noroeste peninsular, e uma indústria onde, ao lado da decadência de algumas tradicionais com o trágico do desemprego, emergem outras que procuram competitividade internacional. Além do Vinho do Porto e do FC Porto, de momento as marcas mais fortes da região em todo o mundo, temos massa crítica e temos vontade, falta-nos uma liderança que concatene esforços em torno de uma estratégia afirmativa no país e no mundo, falta-nos peso e expressão políticas. É também por isto, que a afirmação dos media nortenhos como centros e não como periferias é crucial e decisivo. Tal como as lideranças políticas.
Quando há dias o Conselho de Ministros revogou a legislação barrosista que cozinhou a “municipalização” da CCRN com os resultados que se conhecem, levantou-se do lado prejudicado um coro de protestos contra o “centralismo”. Protestos hipócritas, porque a indigitação do presidente da CCR pelos presidentes de Câmara, não representou nenhuma descentralização, mas apenas uma partidarização, no caso um ajuste da “panelinha laranja”, aliás especialista neste tipo de ajustes não só nas “panelas” mas em tudo o que é “tachos”, da região onde, de resto, como é consabido, funciona o generoso bloco central dos interesses de cada um. Mais ainda, sendo os protestantes exactamente os que se opuseram ao projecto de regionalização em que aí sim, havia uma efectiva descentralização política, pois passava a haver uma eleição directa do presidente e demais protagonistas. A mistificação barrosista da CCR “municipalizada” para dar a Valentim Loureiro as funções de “croupier” da administração regional, é igual às famosas e falecidas CU, também destinadas a limpar a consciência dos que mentindo ao país enganaram os portugueses fazendo-os votar contra a regionalização. Donde se espera que, enquanto se mantiver a impossibilidade de eleição directa por parte dos cidadãos dos dirigentes regionais, a figura que venha a ser indicada pelo Conselho de Ministros tenha peso e tradição políticas na defesa das causas do Norte e não esteja longe do alto desempenho que a presidência da CCRN teve durante muitos anos com a pessoa do Eng. Braga da Cruz.
É por tudo o que vai dito, sublinhando-se a inexistência a Norte de órgãos regionais com legitimidade política democrática, que a eleição do próximo presidente da Câmara do Porto tem uma importância política decisiva não só para o destino do Porto como de toda a Região. Não só acabar com a crispação e polémica permanentes em que se vive no Porto desde que o dr. Rio veio para a Câmara, como para surgir um discursivo positivo e mobilizador, que leve o Porto e o Norte, afirmando-se no Governo e em consonância com o Governo, a enfrentar os seus verdadeiros desafios que são os do futuro, os da competitividade internacional. Rio veio com a onda de Barroso e Santana Lopes. Onda que veio, fez o que fez como se fosse um tsunami, e foi deixando Rio. Assis recebeu de José Sócrates no Palácio da Bolsa um dos elogios mais empenhados que alguma vez um agente político pode almejar, ainda por cima dum secretário-geral primeiro-ministro. Elogio que foi um compromisso claro do chefe do Governo para com o Porto. A opção vai estar em torno desta alternativa. Longe estamos ainda da campanha eleitoral, mas boa parte das características de um e de outro são conhecidas. E as que não forem bem conhecidas, sê-lo-ão em breve. Será mesmo para isso que, em momento de grande austeridade nacional, o actual presidente, que gostava de se armar em puritano e unhas de fome, delapida o erário público em milhões de euros, para, encapotado em pretextos múltiplos, preparar com os amigos as suas brincadeiras nostálgicas, na famosa corrida na Boapista do “Oh tempo volta para trás!”
in "o Comércio do Porto" 3 de Junho de 2005
São pérolas, senhor, são pérolas!
Caro João Coelho, meu amigo de muitos anos
Obrigado pela entrevista do Medina Carreira, que finalmente li. O problema é que agora vou ter que te dar uma opinião que vais ter de gramar. Porque é longa e por isso é chata, mas também porque não te deve agradar lá muito. Mas com isso podes tu bem.
Começo pelo que concordo.
Sim, concordo que tem que haver um controlo muito maior da despesa. O Estado tem que diminuir. Mas não integralmente por motivos financeiros e sim porque existem muitas instituições e muitos feudos que não servem para nada que não seja complicar a vida dos outros, das que funcionam ou tentam funcionar.
Sim, concordo, isto é, percebo, que este não é o Portugal de antes e que já não se faz dinheiro. Por isso quando não há, não há. É a bancarrota.
Sim, concordo com as referências ao essencial em detrimento do acessório, claro que se andamos a tentar tratar do merceeiro da mesma forma que a multinacional não vamos a lado nenhum, etc., etc.
Também estou de acordo que a Caixa Geral de Aposentações se integre na Segurança Social. Tal suponho ter tido origem num sistema relativamente equilibrado de remuneração vs regalias que hoje está francamente ultrapassado por acção das diversas e diversificadas capacidades reivindicativas.
E o que não concordo.
Sim, concordo com as referências ao essencial em detrimento do acessório, claro que se andamos a tentar tratar do merceeiro da mesma forma que a multinacional não vamos a lado nenhum, etc., etc.
Também estou de acordo que a Caixa Geral de Aposentações se integre na Segurança Social. Tal suponho ter tido origem num sistema relativamente equilibrado de remuneração vs regalias que hoje está francamente ultrapassado por acção das diversas e diversificadas capacidades reivindicativas.
E o que não concordo.
O senhor põe sempre (SEMPRE) as coisas como se a "massa" estivesse à frente da vontade. Isto é, há massa ou não há massa? Eu acho que a vontade politica se tem que impor às questões económicas e financeiras. Isto é, nós queremos tal e depois vamos arranjar as condições para isso. Pode não ser possível, ou pode ser possível só às vezes, mas se não fosse assim ainda não tínhamos inventado a roda. Traduzindo, primeiro escolhemos querer determinado nível de protecção social (democraticamente, é claro) ou determinado nível de desenvolvimento científico ou cultural, e depois vamos pôr a economia a trabalhar para isso. Não podemos nem devemos fazer o contrário, que é estudar (como diz o homem) o que é que a nossa economia permite e agir apenas "em conformidade". Penso que está bom de ver que a minha modesta opção conduz a progresso (ainda que se admitam falhanços e algumas situações fiquem mal resolvidas) enquanto que a de Sua Sumidade conduz a estagnação para não dizer definhamento. Mais uma tradução (que tu certamente não precisas); se nós quisermos muito construir um teatro cá na terra e formos ver se no orçamento há dinheiro suficiente para ele, pois com certeza que não há. Se se opta por não fazer, não se fez, ponto final. Se se decide fazer com o dinheiro insuficiente que há, pode correr mal, mas é muito possível que o engenho se aguce e se consiga mesmo construir o teatro, e possa haver grupo teatral infantil, e se abram novos horizontes aos miúdos cá da terra.
Também não concordo com a fronteira que pretende criar entre Estado (ler despesas do Estado) e economia. Como se o Estado não fosse também economia. Até existem economias quase integralmente estatais, fracassadas é certo, mas de cujos exemplos, positivos e negativos não nos podemos esquecer.
Relativamente à Dra. Manuela Ferreira Leite, francamente até me choca. Como se não fosse perfeitamente previsível que ela iria tentar conter tudo o que pudesse e como se não fosse perfeitamente previsível que aquilo tudo só podia conduzir a uma maior estagnação e a um menor crescimento e, em consequência a uma muito semelhante incapacidade da economia privada sustentar o Estado. A prova é que três anos depois não estamos sequer na mesma, estamos muito pior. Ela sempre alegou que estaríamos ainda pior, mas qualquer elementar bom senso e uma pequena análise histórica dirá que não, que isso era uma assombração da senhora. Podia-se ter poupado muito sofrimento a muita gente que entretanto teve que viver com muito menos e muita outra que por via do desemprego passou a viver com quase nada.
Não concordo ainda com a questão da verdade e da confiança. Se o Dr. Medina Carreira percebesse um poucochinho que fosse de antropologia saberia que Portugal é um pais latino e que nos países latinos as coisas não funcionam assim. Tem a ver com muitas coisas de ordem cultural que manifestamente o senhor não domina. Para quem vive a desdenhar dos outros, e da seriedade intelectual dos outros, este camarada passa por quase tudo "ao de leve". A confiança num país como Portugal não passa tanto pela verdade e transparência, que evidentemente são sempre necessárias, mas muito mais pela vontade e decisão.
Também não concordo que já em pleno Sec. XXI se continuem a dar e a pretender dar tantos ouvidos a economistas do Sec. XX, alguns ainda em pleno XIX. Principalmente porque (infelizmente) tiveram formações de raiz ainda muito limitadas. Mas esse é um problema geral do país, continua-se a dar ouvidos quase exclusivamente às gerações que chegaram à idade adulta ainda antes do 25 de Abril com as limitações que hoje sabemos que isso implica. Repara, meu caro, que em todas as áreas de actividade os decisores são os mesmos (ou pelo menos é a mesma geração) de há trinta anos. Eu cá acho que se devem conseguir equilíbrios sustentados em várias gerações, para que a experiência de uns complemente a inovação de outros e vice-versa, entre outras coisas. Mas tu e eu sabemos que a geração de Abril se agarrou ao poder e à decisão e é até que a morte os separe. Infelizmente. Só assim se percebe os nomes que o senhor cita como os que deviam ser consultados.
Bom, a do proteccionismo é de espumar no chão a rir. Só corrobora o que acabei de dizer e mostra que o amigalhaço está fino para conversar no café, mas de civilização ainda não percebeu nada.
Mas há mais. Então não é que o senhor fala dos últimos 25 anos e dos dois períodos de franco crescimento e se esquece de referir quem é que estava no poder na altura e é responsável por esse crescimento? Simplifica, diz que foi o petróleo e os juros. Claro que, por coincidência, terem sido governos socialistas não tem nada a ver com o assunto. Nem ajudou um pouquinho. Mas ele lá saberá.
Relativamente ao défice, talvez o Dr. Medina Carreira pudesse ter divulgado qualquer coisa de interessante, como por exemplo os défices dos vinte países mais desenvolvidos do mundo ao longo de todo o Sec. XX. Se deixasse os lugares comuns tipo "temperatura do corpo" e fosse directo à verdade que tanto apregoa, mas a dos factos e não das opiniões, talvez se tornasse mais útil. E nós teríamos com certeza algumas surpresas.
Ah! Gostei daquela parte de dar-mos os braços uns aos outros e esperar que chova. O Scolari bem tentou fazer o mesmo mas afinal choveu foi na Grécia. Nós por aqui não só perdemos o europeu como ainda estamos a viver uma das maiores secas de sempre.
Mais para o fim, as pérolas começam a ser seguidas, nem dá para respirar, mas vamos a elas.
Primeiro quer contrair uma divida publica especial para despedir funcionários do Estado. Quer dizer, gastar dinheiro e JUROS para por o pessoal sem fazer mesmo nada. Mas que pessoal? Certamente o que ele acha que não é necessário ou que trabalha pouco.
Seguidamente não resiste ao populismo fácil de atacar os "dinheiros" dos políticos, a quantidade de deputados e ministros. A divisão geográfica e o número de concelhos, etc. Tudo numa só resposta. É obra.
Mais à frente baralha os valores dos défices como se as circunstâncias fossem as mesmas.
Ainda mais à frente critica o TGV e a OTA como se tivesse estudado profundamente a sua pertinência e, qual Durão Barroso, nem mais um aeroporto enquanto houverem Portugueses com fome, isto é, não se faz TGV enquanto não se fechar a Crill e a VCI. No caso de Durão já lá vão três anos em que conseguimos deitar fora uns bons milhões de euros dos fundos de coesão. Enfim, populismo do mais barato.
Oh! Lembrei-me agora que ao cavalheiro ainda sobra tempo para criticar o mecanismo de diminuição dos dependentes do Estado, que consiste na admissão de um funcionário apenas quando dois passarem à reforma. Guterres chegou aos um por cada quatro no segundo mandato. Segundo o Dr. Medina Carreira passam a ser três a depender do Estado, o que entra e os dois que saem. Ora, este mecanismo, quanto a mim excelente, pressupõe uma coisa que não devia ser estranha ao Dr. Medina Carreira nem a nenhum de nós, que é que o tempo passa. Portanto, as pessoas vão ficando mais velhas, crianças nascem, muita gente morre, as folhas secam, a fruta apodrece, as flores desabrocham, essas coisas. Isto quer dizer que não se pode pegar na fórmula, isola-la de uma qualquer unidade de tempo que permita a sua aferição e mandar uns bitaites. Porque é claro que a formula pressupõe que ao longo de um determinado período de tempo, na proporção de dois para cada um, exista uma transição de pessoas entre a vida activa, a reforma e a morte. Claro que se intencionalmente retirarmos a morte à equação, e é isso que o senhor faz, rapidamente verificamos que em poucos anos Portugal está inteiro na reforma e que então não há solução nem caminho para coisa nenhuma. Quanto a mim estas coisas não se podem pôr com esta leviandade, porque ou se põe a sério e se estudam questões como a esperança de vida, conceitos de frequência, etc. e tal, ou então não se é sério e do que se está a falar é de despedimentos cegos. Para isso mais vale não disfarçar, ser sério e pôr logo o preto no branco.
Para finalizar, diz que os juros bonificados são para casas da burguesia, encara apenas o lado despesista das SCUT’s que é certo que o tem, mas cujo beneficio quer em termos económicos quer na atenuação das assimetrias existe claramente comprovado, tanto na prática como em teoria, e por ultimo, qual Francisco Louça, qual príncipe da demagogia, quer a malta toda a circular por boas estradas, assim tipo IP5 e IP4, à moda da Suécia, em vez das auto-estradas.
Eu gostava de terminar a dizer a esse senhor, e já agora a ti João, que Portugal já gastou mais dinheiro no IP5 e no IP4 a recolher mortos e feridos do que o que precisaria para ter feito logo as duas com perfil de auto-estradas. Tinha valido a pena o endividamento e o aumento do défice respectivo, porque o dinheiro gastou-se na mesma, e as vidas já ninguém as repõe.
Um abraço,
Daniel Fortuna do Couto
quinta-feira, junho 02, 2005
Comércio vs CMP na web de Rio
Rui Rio tirou Rogério Gomes do sério. Vale a pena lêr pois dificilmente se consegue articular um argumente que refute a objectividade deste texto.
Parece que agora Rui RIo vai entrar em Guerra com o COmércio. Dizem os antigos que quando ums dos lados é sempre o mesmo que se vê logo quem é o culpado. Ou seja FCP, Jornal Publico, Associações Ambientalistas, Associações de voluntariado, Associações culturais, Grupos económicos, Comissões de moradores de bairros (sejam dos sociais, sejam da rica zona do Bessa), Ippar, e agora o Comércio do Porto. Chissa! Só falta chatear-se com ele mesmo.
Avelino Oliveira
Parece que agora Rui RIo vai entrar em Guerra com o COmércio. Dizem os antigos que quando ums dos lados é sempre o mesmo que se vê logo quem é o culpado. Ou seja FCP, Jornal Publico, Associações Ambientalistas, Associações de voluntariado, Associações culturais, Grupos económicos, Comissões de moradores de bairros (sejam dos sociais, sejam da rica zona do Bessa), Ippar, e agora o Comércio do Porto. Chissa! Só falta chatear-se com ele mesmo.
Avelino Oliveira
NEE
Hoje todos os jornais escrevem NÉE.
Nee! Nee! Parece que gostaram. Na verdade a Europa enrolou-se numa surpreendente barraca com um alargamento sustentado num tratado que foi feito para 15 em NICE.
Deve ser ignorância minha mas conseguem explicar-me de que valerão os esforços de discussão de um tratado que, à partida deverá ser alterado?
Durão disse que todos devem ter oportunidade de se pronunciarem, de forma a ser equitativo e auferirmos do sentimento europeu. Bom já não é. Se ao menos fosse feito ao mesmo tempo. Se ao menos agora a abstenção não fosse um adversário brutal, pois muitos pensarão no desiteresse da opção.
Também acho que num tempo de complicados momentos económicos por aí fora isto só serviu para demitir governos - como se viu.
A verdade, verdadinha é que a Europa ainda não está preparada para ser inteiramente o que quer ser. A malta gosta das vantagens económicas e de ligação económica, cultural e social ao resto dos paises, mas está-se pouco borrifando para o crescimento da extrema direita em França. Se fosse o MIRN a renascer aqui com 10 idiotas, caia o Carmo e a Trindade, como é lá, onde curiosamente nos afecta a valer - estamos nas tintas.
Se calhar deviamo-no preocupar com o desenvolvimentop estratégico das vias de comunicação e dos recursos naturais do espanhois. Se calhar deviamos aproveitar bem os novos paises de Leste.
Outro dia fiquei surpreendido em saber que na Letónia os investdores são todos da Alemanha, Noruega, Suécia e assim. Cheira-me que burros não serão. Ainda mais quando sei que o crescimento económico de alguns desses paise está pujante.
Avelino Oliveira
Nee! Nee! Parece que gostaram. Na verdade a Europa enrolou-se numa surpreendente barraca com um alargamento sustentado num tratado que foi feito para 15 em NICE.
Deve ser ignorância minha mas conseguem explicar-me de que valerão os esforços de discussão de um tratado que, à partida deverá ser alterado?
Durão disse que todos devem ter oportunidade de se pronunciarem, de forma a ser equitativo e auferirmos do sentimento europeu. Bom já não é. Se ao menos fosse feito ao mesmo tempo. Se ao menos agora a abstenção não fosse um adversário brutal, pois muitos pensarão no desiteresse da opção.
Também acho que num tempo de complicados momentos económicos por aí fora isto só serviu para demitir governos - como se viu.
A verdade, verdadinha é que a Europa ainda não está preparada para ser inteiramente o que quer ser. A malta gosta das vantagens económicas e de ligação económica, cultural e social ao resto dos paises, mas está-se pouco borrifando para o crescimento da extrema direita em França. Se fosse o MIRN a renascer aqui com 10 idiotas, caia o Carmo e a Trindade, como é lá, onde curiosamente nos afecta a valer - estamos nas tintas.
Se calhar deviamo-no preocupar com o desenvolvimentop estratégico das vias de comunicação e dos recursos naturais do espanhois. Se calhar deviamos aproveitar bem os novos paises de Leste.
Outro dia fiquei surpreendido em saber que na Letónia os investdores são todos da Alemanha, Noruega, Suécia e assim. Cheira-me que burros não serão. Ainda mais quando sei que o crescimento económico de alguns desses paise está pujante.
Avelino Oliveira
quarta-feira, junho 01, 2005
Sobre o debate da cidade
Registo duas frases:
1ª.
"(..)Embora concorde que em vários aspectos Rui Rio seria bom para a Cidade, com este muro, esta corrente de oposição forte, manhosa e agressiva, seria até bom que Rui Rio fosse embora, é que o PS no governo não faz metade do alarido. Nesta Cidade começa a ser impossível ter descanso, sinceramente doi-me a cabeça de cada vez que Rui Rio tem uma ideia, descanso uns meses, até que a oposição acorda e fica doer-me o corpo todo.Venha a Porto 2006, venha o PS mais a CDU, sei lá… era importante agora que todos se calassem, para nos deixarem trabalhar."
Cristina Santos no TAF
e relembro a infeliz deixa de Souto Moura,
"No Porto não se pode mexer uma pedra que logo se levanta uma barulheira danada"
(julgo que a minha memória não atraiçoa o sentido da frase)
Coerências.....
1ª.
"(..)Embora concorde que em vários aspectos Rui Rio seria bom para a Cidade, com este muro, esta corrente de oposição forte, manhosa e agressiva, seria até bom que Rui Rio fosse embora, é que o PS no governo não faz metade do alarido. Nesta Cidade começa a ser impossível ter descanso, sinceramente doi-me a cabeça de cada vez que Rui Rio tem uma ideia, descanso uns meses, até que a oposição acorda e fica doer-me o corpo todo.Venha a Porto 2006, venha o PS mais a CDU, sei lá… era importante agora que todos se calassem, para nos deixarem trabalhar."
Cristina Santos no TAF
e relembro a infeliz deixa de Souto Moura,
"No Porto não se pode mexer uma pedra que logo se levanta uma barulheira danada"
(julgo que a minha memória não atraiçoa o sentido da frase)
Coerências.....
O técnico político
O Psiquiatra de um famoso autarca do País veio dizer que o seu trabalho no Porto Feliz era de técnico, e que, portanto, não sabia distinguir o custo operacional de tratamento a cada um dos utentes deste programa. Dizia ele que uma vida não tem preço. Quer isso dizer que aqueles 80 técnicos eram absolutamente necessários apesar de não sabermos quantos forma tratados, ou quantas vezes. Isto claro porque os arrumadores acabaram e o projecto foi um sucesso, como aliás todos sabemos…..
Eu acrescentaria que é por essas e por outras que ouvi falar em 40% da despesa pública na saúde, e mesmo assim, acho que são mais os que enriquecem do que os que ficam curados.
Já agora o Professor Mota Cardoso trabalhará voluntariamente para o Porto Feliz?
Eu acrescentaria que é por essas e por outras que ouvi falar em 40% da despesa pública na saúde, e mesmo assim, acho que são mais os que enriquecem do que os que ficam curados.
Já agora o Professor Mota Cardoso trabalhará voluntariamente para o Porto Feliz?
Os conselhos
Assis veio defender o conselho municipal do associativismo. Bem defendido.
O PSD andou anos a queixar-se da falta que fazia ao Porto um conselho municipal da Juventude. Mas consta que Cutileiro deitou fora o que havia e fez um novo que nunca reuniu. O PSD disse que recuperaria o Conselho municipal para a Segurança. Acrescentou-lhe às ideias uma entidade de monotorização e regulação ambiental. Juntou-lhe ao espirito a Casa da Juventude para a FAP, mais a entidade municipal de transportes e por aí fora foi-se esquecendo.
Será que vamos saber cobrar das promessas não realizadas ou os programas são só para inglês ver? É que se é assim, mais valia serem escritos em Alemão.
O PSD andou anos a queixar-se da falta que fazia ao Porto um conselho municipal da Juventude. Mas consta que Cutileiro deitou fora o que havia e fez um novo que nunca reuniu. O PSD disse que recuperaria o Conselho municipal para a Segurança. Acrescentou-lhe às ideias uma entidade de monotorização e regulação ambiental. Juntou-lhe ao espirito a Casa da Juventude para a FAP, mais a entidade municipal de transportes e por aí fora foi-se esquecendo.
Será que vamos saber cobrar das promessas não realizadas ou os programas são só para inglês ver? É que se é assim, mais valia serem escritos em Alemão.
Comments dos opinion-makers
Ainda gostava de perceber esta coisa de falarem no Nuno Cardoso para aquilo que afinal não é o que toda a gente julgava ter sido. No nosso blogue faz meses que afloramos o assunto, mas nem tivemos lata de desmentir, pois nada mudou e só tinhamos dito que se esperava alta estatura nas águas de Portugal.
Agora que é estranho que o Louça e o Marcelo se enganem, lá isso é. E se não tem segundas intenções, pelo menos parece.
Agora que é estranho que o Louça e o Marcelo se enganem, lá isso é. E se não tem segundas intenções, pelo menos parece.
6 milhões (de euros)
Afinal parece que a Metro do Porto não paga as obra da Boapista. Ou seja, Rui Rio estalou o seu verniz de seriedade e rigor. Não foi rigoroso a planear a obra. Não foi rigoroso a gerir o seu financiamento e finalmente parece que só quis arranjar um "circo" populista para servir as eleições.
Em suma, incorreu em todos os defeitos que antes criticou nos outros.
Em suma, incorreu em todos os defeitos que antes criticou nos outros.
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