quinta-feira, junho 09, 2005
GANGSTERISMO POLÍTICO
Pedro Baptista
Se é inacreditável que, em pleno 2005, o Porto ainda tenha de levar com um Presidente de Câmara que entende que a única lei respeitável é a da sua realíssima gana, considerando não precisar de autorizações para fazer o que bem entende, mais ainda que persista no desvario, apele para o apoiarem nas atitudes insurrectas para com a lei e chegue a pretender “legalizar” a obra exortando a população a “visitá-la”. Quando ainda há uns poucos dias, arranjava um relatório para arguir sobre a necessidade de continuar a obra por motivos de segurança, para, à Xico Esperto, avançar com a escavação ilegal.
Referimo-nos claro, ao buraco que o Dr. Rio arranjou ao modificar o projecto legal da saída do Túnel de Ceuta e ao implementar um seu, sem se procurar munir das autorizações necessárias, levando ao chumbo do IPPAR, tanto enquanto tutelado pela actual Ministra, como enquanto tutelado pela Ministra do Governo anterior.
Qualquer cidadão sabe que para fazer obras no exterior de sua casa tem de pedir autorizações à Câmara, mas o Dr. Rio faz que não sabe que também ele se tem de submeter às autorizações prévias das instâncias superiores. Talvez gostasse de ser ditadorzinho, executar o “quero, posso e mando”, mas os tempos já não dão para isso. A lei é para todos e ninguém se assusta com ameaças.
Não sabemos o que acontecerá no domingo, com o Dr. Rio a pedir à população para visitar um túnel que ainda há poucos dias não tinha condições de segurança, mas se for como a carta que dirigiu às instituições a pedir para o apoiarem, sabemos o resultado: toda agente a encorrillhar a testa com pena da evolução desviante da mente do Dr. Rio e nem uma resposta favorável.
Mas a evolução delirante do Dr. Rio, acossado pelos indicadores que o põem numa posição tremida a 4 meses das eleições, e quando o seu opositor chegou ao terreno há pouco mais de um mês, não se fica pelo foro mental. Entra no desaforo ético e, mais grave, na delapidação dos fundos públicos para os seus interesses eleitorais.
Foi o caso da colocação de mais uma faixa, à porta do Palácio, no sábado passado, insultando a Ministra da Cultura (que participaria num colóquio na Feira do Livro) e escondendo a verdade de que a única teimosia responsável pela situação é a de Rui Rio não fazer a saída do túnel no lugar autorizado, ou seja no Carregal.. Como a Associação dos Editores e Livreiros exigisse a retirada da faixa, o funcionário responsável pelo Palácio recusou dizendo que a faixa colocada no património municipal, estava autorizada pela Câmara, por intermédio dum seu alto funcionário. Como se não bastasse esta cumplicidade vergonhosa, descobriu-se que tinham sido os Bombeiros Voluntários do Porto, num carro da instituição a colocar a faixa. Assim se percebeu para que servem os BVP, assim como se percebe ao ponto a que o Dr. Rio chega na manipulação das instituições e na sua cobardia de não assumir os actos.
Mais descarado é o “out-door” gigante, afixado frente ao Hotel Infante Sagres, entrada do túnel. É um cartaz clandestino porque anónimo, ocupando espaço público, com meros ataques à oposição socialista e insultos à Ministra da Cultura. No entanto, quando confrontada, a Câmara foi obrigada a assumir a paternidade do cartaz no “site” oficial da propaganda da CMP. Donde temos o erário público, mais uma vez, a pagar (e não será pouco) propaganda partidária a 4 meses das eleições. O que, para lá de mostrar a verdade do carácter ético do Sr. Rio, constituiu um crime de usurpação dos bens públicos para fins partidário eleitorais. Mais um passo de quem tem utilizado todos os meios de propaganda (pagos pelos munícipes) para promoção político-partidária com fins meramente eleitorais, tentando, com mentiras baratas, encobrir o desastre da gestão da CMP.
Tal como a “remake” do Circuito da Boavista de ”há cinquentas” não passa disso mesmo. O ponto que o Dr. Rio pensou como o mais alto da campanha eleitoral. Mas nós, portuenses, poderemos de ter muitos defeito,s mas não somos otários, para não percebermos porque razão foram feitas as obras. Toda a gente vê que as obras na Boavista, Av. do Parque, Rua da Vilarinha, Circunvalação e Viaduto, (estas já transformadas em curros automóveis), não são mais do que obras para a tal corrida da propaganda eleitoral, que o Dr. Rio quer juntar com um encontro dos Amigos de Alex, encontrando-se com outros que, quando eram meninos ricos, tinham carros de corrida para arejarem o cotovelo. Toda a gente percebe que as obras de fundo não passam de pretextos para justificar as obras de fachada para um evento de três dias.
Tenha o Dr. Rio os “hobbies” que quiser dos automóveis de corrida antigos, não consegue escapar a ter de responder pelos muitos milhões de euros que custam estas obras, quando durante 4 anos não fez nada na cidade e se pedem mais sacrifícios aos portugueses. Francisco Assis perguntou-lhe, Rio respondeu “repugnado” com insultos e trabalhando com os seus homens na TV (com sucesso) para a pergunta não passar nos ecrãs. Agora que já insultou, se “repugnou” e manipulou, faça favor de dizer o que anda a fazer ao nosso dinheiro. Porque ninguém engole a dos 6 milhões que a Metro (quando ele era presidente da Metro) iria pagar a à Câmara por uma linha que ele dizia que se iria fazer mas nunca foi aprovada pelo Governo, nem por este nem pelo outro. A não ser que o Metro na Boavista na cabecinha do pobre Dr. Rio se faça à moda do Túnel de Ceuta. Mais um buraco. Numa cidade parada. Que quando mexe, só piora. Abençoado Dr. Rui Rio no dia em que sair da frente.
(Comércio do Porto, 10 de Junho de 2005)
Consta!
No entanto, o problema com as sondagens secretas e estudos de opinião encomendados, etc. e tal, é que apenas nos são segredados aos ouvidos os resultados.
Assim, o SEDE resolveu acabar com todas as dúvidas e fazer a sua própria sondagem. Lá para o inicio do proximo mês contamos tudo e divulgamos tudo.
quarta-feira, junho 08, 2005
Wright

vejam mais aqui
Para comemorar o evento, aconselho-vos um filme maravilhoso passado num edifício dos anos 50 do século passado - garanto-vos que nem acreditam!
Só falta a linguagem à Jardim
Não há palavras para o nojo e a vergonha demagógica do desespero do RUI R.

Blogosfera
O departamento
Nos escaparates corre a anedota que todas as listas são anti-estatutárias pois o PS obriga-se a apresentar listas onde pelo menos 1/3 dos candidatos sejam de diferente género. Como todos socialistas aparentam a virilidade necessária (apesar de um ou outro boato), sobrou às mulheres fazerem aquilo sozinhas.
Por outro lado a minha opinião é que acho isto das mulheres ridiculo, estupido e muito pouco abonatório para as mulheres. Quem conhece os casos de participação internos do partido, não pode deixar de concordar comigo.
Portanto quero lá saber quem ganha ou deixa de ganhar.
O tunel BTT
Como o presidente da CMP é um apreciador de BTT deve ser para organizar o campeonato nacional.
nota: Quem não sabe o que significa BTT, digamos pelo menos que não é BiTaiTes.

A pousada

terça-feira, junho 07, 2005
segunda-feira, junho 06, 2005
Direita e Esquerda
Rui fala para a boa CS
comunicação social cujo dono é Montez e serve de Pasquim dos sociais democratas) porque não tenho paciência para ouvir as entrevistas na rádio Festival (que é do mesmo dono e serve de voz ao pasquim). Assim lido é melhor.
Então em vez de comentar tudo vale a pena fazer-lo com alguns excertos:
“Mas acho que a senhora está numa espiral de loucura” – refere-se à ministra
“Para mim é um orgulho saber que havendo eleições em Outubro, como vai haver, sendo eu candidato ou não, e provavelmente o serei como é lógico, saber que as eleições não estão ganhas”
“Se as pessoas tivessem uma noção do quanto são desinformadas, muitas vezes daquilo que é a minha acção na Câmara do Porto, tenho a impressão que fazendo uma sondagem se calhar tinha aí 90 por cento de apoio” - Parece alguém da quinta das celebridades
“Ainda há meia dúzia de dias tive uma sessão grande com profissionais de cabeleireiros e das barbearias, em que lhes pedi para dizerem o que está bem e o que está mal, e no fim uma senhora disse que saia dali com uma ideia muito diferente minha” - Biba a manicure!
“Isso naturalmente não agrada à maior parte da CS, principalmente aquela que é afecta ao partido socialista. E portanto cai em cima de mim” – gostava de saber o que ele acha do JN e do 1º de Janeiro, da rádio Festival. Já agora da Sic e da TVI.
“inegável que a CS é muito mais benevolente com o PS ou com o Bloco de Esquerda do que com o PSD. O PCP fica mais ou menos a meio, não tem tanta defesa quanto tem o PS na CS, nem tanto acesso. Isso não tem, mas também não é tão maltratado quanto é o PSD. Não estou a dizer com isto, porque depois lá vêm as mentiras, as deturpações…, não estou a dizer que os erros que o PSD fez, quando foi Governo, foram por culpa da CS. O que estou a dizer é que, obviamente, e aqui no Porto então há muito mais CS afecta ao BE e ao PS, e que está permanentemente a dizer mal de mim e a inventar coisas contra mim,” – a culpa é da comunicação social.
“O Santo António é que é um monumento nacional, o Museu é edifício classificado. Por isso é que o IPPAR é que tem de ser consultado” – Quer dizer que são coisas diferentes?
“eng. Nuno Cardoso pôde fazer a obra, escavou à porta do hotel e à saída do hospital, e depois abandonou tudo. E abandonou por falta de um projecto consistente, porque entretanto teve problemas na execução do projecto central do túnel, na escavação, depois também por falta de financiamento e tinha um parecer desfavorável do IPPAR, mas não um embargo, como está a fazer agora à cidade. Herdei aquilo assim. Estava ali um pântano, com água, já a criar bichos à porta do hospital,” – quer dizer nunca teve a intenção de ampliar o túnel???????
(….reorientação do túnel da R. de Ceuta para o Palácio de Cristal…. In Programa eleitoral do PSD/CDS-PP para as autárquicas – quem mente afinal?)
“É evidente que tenho de defender o hospital, os moradores, os comerciantes, o trânsito, os STCP, Táxis, todos que permanentemente reclamam que eu me imponha ao Governo para tentar andar para a frente” -??????
“Construam lá o CMI onde quiserem”
“mas os principais responsáveis por essa realidade má não são os que chegaram há três anos, mas quem esteve lá 12 e abandonou os bairros. Isso para mim é claro como água, e nós, nestes três anos temos feito muita coisa, mas ainda há muito para fazer.” – nem vale a pena dizer nada!
“A nossa cidade, quando comparada com as grandes da Europa, é segura. Isto não quer dizer que haja completa segurança. Isso não é verdade. Nós temos insegurança, só que os outros têm muito mais. Mas se nós não cuidarmos disso, então fica igual às outras. O que há na nossa cidade é sentimento de insegurança. Há mais segurança do que as pessoas pensam”
(Nos últimos anos, porém, a situação tem-se degradado e o crime tem-se dispersado por toda a cidade, acompanhando a exagerada densificação urbanística. Os crimes menos graves são os mais frequentes, sendo habitualmente perpetrados por jovens. A criminalidade mais violenta também é praticada, de forma sistemática, por jovens integrados em grupos mais reduzidos. Estes grupos, pequenos na dimensão, revelam uma tendência para reincidência. O medo, fenómeno de fundo da insegurança, é fundamentalmente vivido no centro da cidade (bairros históricos) e nos bairros sociais. Tal sentimento relaciona-se com o medo da prática de actos criminosos, especialmente perpetrados por grupos organizados, por criminosos sexuais, por toxicodependentes armados com seringas, arrumadores de automóveis, etc. – in Programa eleitoral do PSD/CDS-PP)
“O normal é que um presidente de câmara não faça apenas um mandato, porque não consegue concluir nada” – se começasse já não era mau.
“O próximo presidente não tem uma situação folgada, tem que fazer um esforço para o reequilíbrio, que se irá conseguir fazer durante um ano, e depois, a Câmara do Porto quase poderá ser um modelo” – parece premonitório – não acham? Ele sabe, ele sabe que não há bem que não acabe e mal que sempre dure.
“O próximo presidente encontra uma cidade com muitos problemas para resolver mas com os principais estrategicamente encaminhados. Os bairros sociais do Porto têm as pessoas com uma qualidade de vida muito a abaixo do que aquela que deveriam ter.”
“Continua a haver muito para fazer, mas como tem uma empresa municipal já criada e montada para trabalhar, e se tiverem juízo nas finanças, passam a ter cada vez mais recursos para fazer essas obras que deviam ter sido feitas há cinco, seis dez quinze anos” – eu diria há quatros, três, dois, um!
“Vai encontrar uma baixa do Porto abandonada, só que encontra uma legislação entretanto criada e uma empresa criada ao abrigo dessa legislação a funcionar, um plano devidamente aprovado e umas obras no terreno que só param se as pessoas quiserem parar” – quais obras, quatro casas em Carlos Alberto?
PJ - Se se recandidatar é na conclusão destes projectos que se vai empenhar?”Acho que o presidente de câmara, seja de que partido for e em particular se for do PSD, deve seguir esta lógica, ou seja, manter a habitação social como primeira prioridade, porque fizemos muito mas estamos longe de fazer o que é necessário. É preciso manter a reabilitação da baixa na primeira linha das prioridades, porque a baixa é fundamental para o desenvolvimento e estratégia do Porto, para o orgulho da cidade. Fizemos muito trabalho de «sapa» mas no terreno propriamente dito está agora a começar.” – eu diria, ou a acabar!
Serrralves
Na verdade o programa cultural não foi fantástico, mas que interessa, tem sido fantástico durante o anos inteiro e festa é festa. O que interessava era trazer novos e velhos públicos juntinhos. Que satisfação encontrar gente de todas as classes e todos os gostos.
Dá-me a ideia que muitos descobriram Serralves pela primeira vez. Dá-me a ideia que nem parecia estar no Porto, face à disponibilidade e interesse cívico do evento, nem pareciam dois fabulosos dias de Praia. E ainda por cima o Parque da Cidade estava a abarrotar, a Feira do Livro estava como um ovo, a Casa da Musica na sua programação (ao que sei cheiinha) e mais houvesse. Foi um Fim-de-semana que fez lembrar 2001. Afinal sempre ficou o carimbo cultural, e pedimos por mais.
Enquanto ouvíamos a Mingus band espraidos na relva do Prado, um amigo meu disse-me então:
“era preciso fazer isto também na baixa – não achas fácil abrir o Rivoli, o Sá da Bandeira e o Coliseu.” Acrescentei-lhe “juntasse a praça D.João I, os Aliados e a Batalha, incluindo o Cinema e o Teatro Nacional” e lembrei-me “Com jeito o Carlos Alberto”.
Os Mau-beiros
Que vergonha para todos os intervenientes.
E assim se cumpriu Portugal!
sábado, junho 04, 2005
Ah! Portugal, Portugal...
sexta-feira, junho 03, 2005
Assis ou Rio !
Antes do mais, pelo 151º aniversário, parabéns ao “Comércio”, ao Rogério e a toda a sua equipa. Um jornal do Norte para um homem e uma equipa do Norte! Como o 151º é capicua, tenham a sorte que protege os que a procuram com audácia e trabalho! Pelo que se vê de fora (e consta que, de dentro, ainda mais) nem tem faltado uma coisa nem outra. É natural que, passo a passo, os resultados também se estejam a ver. Para o Porto é crucial o papel do “Comércio”, a sua subida e afirmação. Porque seria péssimo que houvesse um só diário de grande tiragem, ou que a actual “lisbonização” (dita nacionalização) de diários oriundos (e com sede oficial) no Porto, não fosse acompanhada por alternativas para o Norte, tanto nas funções noticiosas, informativas e analíticas como nas opinativas. De resto, um diário é sempre, quer se admita ou não, quer o seja num sentido activo ou passivo, pelas melhores razões ou pelas piores, um centro político. Também por isso é preciso para o Porto e para o Norte. É imprescindível que não haja centros únicos (melhor será dizer centro único) na comunicação social. Ainda menos que o Porto circule em torno de “centros” (pretensamente nacionais) que, para o Porto e Norte, não passam de periferias da capital.
Entendamo-nos: quando falamos do Porto e do Norte, se não quisermos ir mais abaixo do que Aveiro, e de lá partirmos para Braga e para Viana, falámos de 3,3 milhões de portugueses, onde se situam três Universidades Públicas de primeiríssima linha, tanto na formação como, sobretudo, na investigação, os equipamentos portuários e aeroportuários mais capazes de todo o Noroeste peninsular, e uma indústria onde, ao lado da decadência de algumas tradicionais com o trágico do desemprego, emergem outras que procuram competitividade internacional. Além do Vinho do Porto e do FC Porto, de momento as marcas mais fortes da região em todo o mundo, temos massa crítica e temos vontade, falta-nos uma liderança que concatene esforços em torno de uma estratégia afirmativa no país e no mundo, falta-nos peso e expressão políticas. É também por isto, que a afirmação dos media nortenhos como centros e não como periferias é crucial e decisivo. Tal como as lideranças políticas.
Quando há dias o Conselho de Ministros revogou a legislação barrosista que cozinhou a “municipalização” da CCRN com os resultados que se conhecem, levantou-se do lado prejudicado um coro de protestos contra o “centralismo”. Protestos hipócritas, porque a indigitação do presidente da CCR pelos presidentes de Câmara, não representou nenhuma descentralização, mas apenas uma partidarização, no caso um ajuste da “panelinha laranja”, aliás especialista neste tipo de ajustes não só nas “panelas” mas em tudo o que é “tachos”, da região onde, de resto, como é consabido, funciona o generoso bloco central dos interesses de cada um. Mais ainda, sendo os protestantes exactamente os que se opuseram ao projecto de regionalização em que aí sim, havia uma efectiva descentralização política, pois passava a haver uma eleição directa do presidente e demais protagonistas. A mistificação barrosista da CCR “municipalizada” para dar a Valentim Loureiro as funções de “croupier” da administração regional, é igual às famosas e falecidas CU, também destinadas a limpar a consciência dos que mentindo ao país enganaram os portugueses fazendo-os votar contra a regionalização. Donde se espera que, enquanto se mantiver a impossibilidade de eleição directa por parte dos cidadãos dos dirigentes regionais, a figura que venha a ser indicada pelo Conselho de Ministros tenha peso e tradição políticas na defesa das causas do Norte e não esteja longe do alto desempenho que a presidência da CCRN teve durante muitos anos com a pessoa do Eng. Braga da Cruz.
É por tudo o que vai dito, sublinhando-se a inexistência a Norte de órgãos regionais com legitimidade política democrática, que a eleição do próximo presidente da Câmara do Porto tem uma importância política decisiva não só para o destino do Porto como de toda a Região. Não só acabar com a crispação e polémica permanentes em que se vive no Porto desde que o dr. Rio veio para a Câmara, como para surgir um discursivo positivo e mobilizador, que leve o Porto e o Norte, afirmando-se no Governo e em consonância com o Governo, a enfrentar os seus verdadeiros desafios que são os do futuro, os da competitividade internacional. Rio veio com a onda de Barroso e Santana Lopes. Onda que veio, fez o que fez como se fosse um tsunami, e foi deixando Rio. Assis recebeu de José Sócrates no Palácio da Bolsa um dos elogios mais empenhados que alguma vez um agente político pode almejar, ainda por cima dum secretário-geral primeiro-ministro. Elogio que foi um compromisso claro do chefe do Governo para com o Porto. A opção vai estar em torno desta alternativa. Longe estamos ainda da campanha eleitoral, mas boa parte das características de um e de outro são conhecidas. E as que não forem bem conhecidas, sê-lo-ão em breve. Será mesmo para isso que, em momento de grande austeridade nacional, o actual presidente, que gostava de se armar em puritano e unhas de fome, delapida o erário público em milhões de euros, para, encapotado em pretextos múltiplos, preparar com os amigos as suas brincadeiras nostálgicas, na famosa corrida na Boapista do “Oh tempo volta para trás!”
in "o Comércio do Porto" 3 de Junho de 2005
São pérolas, senhor, são pérolas!
Obrigado pela entrevista do Medina Carreira, que finalmente li. O problema é que agora vou ter que te dar uma opinião que vais ter de gramar. Porque é longa e por isso é chata, mas também porque não te deve agradar lá muito. Mas com isso podes tu bem.
Sim, concordo com as referências ao essencial em detrimento do acessório, claro que se andamos a tentar tratar do merceeiro da mesma forma que a multinacional não vamos a lado nenhum, etc., etc.
Também estou de acordo que a Caixa Geral de Aposentações se integre na Segurança Social. Tal suponho ter tido origem num sistema relativamente equilibrado de remuneração vs regalias que hoje está francamente ultrapassado por acção das diversas e diversificadas capacidades reivindicativas.
E o que não concordo.
O senhor põe sempre (SEMPRE) as coisas como se a "massa" estivesse à frente da vontade. Isto é, há massa ou não há massa? Eu acho que a vontade politica se tem que impor às questões económicas e financeiras. Isto é, nós queremos tal e depois vamos arranjar as condições para isso. Pode não ser possível, ou pode ser possível só às vezes, mas se não fosse assim ainda não tínhamos inventado a roda. Traduzindo, primeiro escolhemos querer determinado nível de protecção social (democraticamente, é claro) ou determinado nível de desenvolvimento científico ou cultural, e depois vamos pôr a economia a trabalhar para isso. Não podemos nem devemos fazer o contrário, que é estudar (como diz o homem) o que é que a nossa economia permite e agir apenas "em conformidade". Penso que está bom de ver que a minha modesta opção conduz a progresso (ainda que se admitam falhanços e algumas situações fiquem mal resolvidas) enquanto que a de Sua Sumidade conduz a estagnação para não dizer definhamento. Mais uma tradução (que tu certamente não precisas); se nós quisermos muito construir um teatro cá na terra e formos ver se no orçamento há dinheiro suficiente para ele, pois com certeza que não há. Se se opta por não fazer, não se fez, ponto final. Se se decide fazer com o dinheiro insuficiente que há, pode correr mal, mas é muito possível que o engenho se aguce e se consiga mesmo construir o teatro, e possa haver grupo teatral infantil, e se abram novos horizontes aos miúdos cá da terra.
quinta-feira, junho 02, 2005
Comércio vs CMP na web de Rio
Parece que agora Rui RIo vai entrar em Guerra com o COmércio. Dizem os antigos que quando ums dos lados é sempre o mesmo que se vê logo quem é o culpado. Ou seja FCP, Jornal Publico, Associações Ambientalistas, Associações de voluntariado, Associações culturais, Grupos económicos, Comissões de moradores de bairros (sejam dos sociais, sejam da rica zona do Bessa), Ippar, e agora o Comércio do Porto. Chissa! Só falta chatear-se com ele mesmo.
Avelino Oliveira
NEE
Nee! Nee! Parece que gostaram. Na verdade a Europa enrolou-se numa surpreendente barraca com um alargamento sustentado num tratado que foi feito para 15 em NICE.
Deve ser ignorância minha mas conseguem explicar-me de que valerão os esforços de discussão de um tratado que, à partida deverá ser alterado?
Durão disse que todos devem ter oportunidade de se pronunciarem, de forma a ser equitativo e auferirmos do sentimento europeu. Bom já não é. Se ao menos fosse feito ao mesmo tempo. Se ao menos agora a abstenção não fosse um adversário brutal, pois muitos pensarão no desiteresse da opção.
Também acho que num tempo de complicados momentos económicos por aí fora isto só serviu para demitir governos - como se viu.
A verdade, verdadinha é que a Europa ainda não está preparada para ser inteiramente o que quer ser. A malta gosta das vantagens económicas e de ligação económica, cultural e social ao resto dos paises, mas está-se pouco borrifando para o crescimento da extrema direita em França. Se fosse o MIRN a renascer aqui com 10 idiotas, caia o Carmo e a Trindade, como é lá, onde curiosamente nos afecta a valer - estamos nas tintas.
Se calhar deviamo-no preocupar com o desenvolvimentop estratégico das vias de comunicação e dos recursos naturais do espanhois. Se calhar deviamos aproveitar bem os novos paises de Leste.
Outro dia fiquei surpreendido em saber que na Letónia os investdores são todos da Alemanha, Noruega, Suécia e assim. Cheira-me que burros não serão. Ainda mais quando sei que o crescimento económico de alguns desses paise está pujante.
Avelino Oliveira
quarta-feira, junho 01, 2005
Sobre o debate da cidade
1ª.
"(..)Embora concorde que em vários aspectos Rui Rio seria bom para a Cidade, com este muro, esta corrente de oposição forte, manhosa e agressiva, seria até bom que Rui Rio fosse embora, é que o PS no governo não faz metade do alarido. Nesta Cidade começa a ser impossível ter descanso, sinceramente doi-me a cabeça de cada vez que Rui Rio tem uma ideia, descanso uns meses, até que a oposição acorda e fica doer-me o corpo todo.Venha a Porto 2006, venha o PS mais a CDU, sei lá… era importante agora que todos se calassem, para nos deixarem trabalhar."
Cristina Santos no TAF
e relembro a infeliz deixa de Souto Moura,
"No Porto não se pode mexer uma pedra que logo se levanta uma barulheira danada"
(julgo que a minha memória não atraiçoa o sentido da frase)
Coerências.....
O técnico político
Eu acrescentaria que é por essas e por outras que ouvi falar em 40% da despesa pública na saúde, e mesmo assim, acho que são mais os que enriquecem do que os que ficam curados.
Já agora o Professor Mota Cardoso trabalhará voluntariamente para o Porto Feliz?
Os conselhos
O PSD andou anos a queixar-se da falta que fazia ao Porto um conselho municipal da Juventude. Mas consta que Cutileiro deitou fora o que havia e fez um novo que nunca reuniu. O PSD disse que recuperaria o Conselho municipal para a Segurança. Acrescentou-lhe às ideias uma entidade de monotorização e regulação ambiental. Juntou-lhe ao espirito a Casa da Juventude para a FAP, mais a entidade municipal de transportes e por aí fora foi-se esquecendo.
Será que vamos saber cobrar das promessas não realizadas ou os programas são só para inglês ver? É que se é assim, mais valia serem escritos em Alemão.
Comments dos opinion-makers
Agora que é estranho que o Louça e o Marcelo se enganem, lá isso é. E se não tem segundas intenções, pelo menos parece.
6 milhões (de euros)
Em suma, incorreu em todos os defeitos que antes criticou nos outros.
Feira do livro
terça-feira, maio 31, 2005
Excelente editorial de Rogério Gomes
O método indolor
Infelizmente não foi possivel responder atempadamente, porque nem sempre dá, e depois a resposta perde oportunidade.
No entanto, não queria agora perder a oportunidade de referir que existe um grande problema com os cronistas do "Público". É que a rotina é tanta que não precisam da realidade para escrever, criam os seus próprios cenários e discorrem sobre eles como se fossem verdade. E até certo ponto é divertido, mas a realidade é outra coisa.
Veja-se agora se o método é indolor?
P.S. Sim, já sei, já sei!
segunda-feira, maio 30, 2005
Matosinhos
1. Na realidade é verdade que Matosinhos simbolizou, em múltiplos aspectos, sociais, económicos, cooperativos, culturais, uma forma própria, de identidade socialista de gestão citadina.
2. Esta é uma herança que devemos reconhecer e saber distinguir o trigo do joio nesse aspecto. Não é o facto de dois insignes autarcas não se poderem candidatar que se arrumará com o trabalho de desenvolvimento e progresso.
3. Mas e já o afirmei noutros contextos, o projecto parece esgotado, o seu líder está desesperado e denota apenas a sua ambição de continuar no poder, juntamente com vários que necessitam desse ser humano para prosseguirem não um trabalho de cidadania política, mas um serviço ao seu ego.
4. Qualquer projecto, tem de possuir um novo rosto, simultaneamente, capaz de prosseguir caminhos de sucesso, mas também varrer com os muitos fumos perigosos de suspeita, amiguismo, compadrio, etc. E esse rosto tarda, apesar de tudo. È hora! Parafraseando outrem.
5. Será verdade que os nossos adversários sociais-democratas e do PP, não parecem ser capazes desse projecto de mudança que Matosinhos necessita, pois então, não percamos tempo, definamos pontos de ruptura e continuidade. Definamos Matosinhos como um dos pólos dinamizadores nas áreas da cultura, do lazer, da nova indústria, da sua centralidade viária, da capacidade de atrair um pólo universitário em concreto, aproveitando a ESAD e o ISSSP, instituições credibilizadas na área das artes e do social.
Lancemos outras metas, para os cidadãos, porque não a gestão comparticipada, como município experimental em Portugal?
- Enfim, caros companheiros, está pelo menos na hora de aproveitar o momento e mudar a agulha, continuando a senda da liberdade, progresso e cidadania
Joaquim Paulo Silva - Socialista e Livre Pensador
Cavaco
Claro que percebemos que foi uma navalhada à má fila do Marcelo, das que ele gosta com a faca que trás na liga. Houve um processo degenerativo da legislação de Cadilhe depois de ele ser afastado e só por perfídia é que o Marcelo o pode apontar como culpado. É claro que o faz para defender o seu candidato presidencial e sobretudo porque... gosta.
Cadilhe
1. É do Porto, e defende, com argumentos que o seu conhecimento nas ciências económicas certifica, a regionalização.
2. Não estimula as demagogias do PSD
3. Diz umas verdades quando tem que ser!
4. Lixou bem o Cavaco, quase tão bem como o Ferro fez ao Alegre.
sexta-feira, maio 27, 2005
Porto e Lisboa
Uma nova energia para a cidade! diz o Assis
Um projecto com princípio, meio e fim! diz Carrilho
Qualquer um de nós sabe, que num caso e no outro, são melhores políticos do que os seus adversários. São mais competentes e mais atentos à contemporaneidade das ideias. Num caso e no outro, demonstram que o PS apresentou candidatos que respeitam as autarquias das duas cidades, pois um e outro, seriam facilmente aceites como ministros do governo, melhores até do que alguns eu lá estão, aliás um e outro, são amiúdes vezes indicados como capazes de liderar o Partido Socialista.
Assim os ataques que lhes fazem (pouco credíveis, eu sei!) encontram sempre o mesmo ponto de fuga: Serão eles capazes do desafio? Terão pefil e força para derrotar os instalados e demagogos?
Bom! basta passar hoje no Marquês do Pombal e percorrer os corredores de madeiras e pedras, entre as estúpidas e mal organizadas obras, que nos conduzem à estreada Feira do livro, para saber que sim - em Lisboa. Basta ver o estacionamento selvagem, a falta de segurança ou o incrível Metro que apresenta miseráveis condições de mobilidade para cidadãos, nomeadamente cidadãs com filhos pequenos. Paragens de autocarros em locais inacreditáveis, ruas maltratadas, passeios em péssimo estado, enfim. Basta passar na 2ª circular e apanhar todo aquele trânsito a qualquer hora do dia e provavelmente não tardará a ser também da noite, para ver que 1 só estádio dos dois que lhes vemos, daria para pagar boas alternativas. Basta a sinalização, a sujidade, a informação, etc., etc para saber que Lisboa tem muito que melhorar.E mais que nem sei, mas bastava meia semana para saber!
No Porto, quem vier ao contrário do que eu fui pode vêr que a zona das Antas - a mesma que o Rui R. atacou é hoje um pólo dinamizador da cidade, um centro comercial de sucesso, um estádio bem desenhado e muita habitação para recuperar os miles de habitantes que vamos perdendo. Vamos ver as boas recuperações do espaço público e deparamo-nos com o túnel de Ceuta - é uma vergonha. Quem for junto ao mar delicia-se como o Parque da cidade que se fez junto às rochas e pela cidade dentro, mas não sabe as razões de um mamarracho abandonado durante 4 anos. Não sabe porquê milhares de trabalhadores ao mesmo tempo num contra-relógio que devemos ser nós a pagar as horas extraordinárias na Boapista. Não sabe porquê tantos muros de betão nas bermas e a tapar casas.
Mas se for pela marginal do Rio e vir a recuperação ribeirinha fica feliz. Vê pescadores, rapaziada de bicicleta, gente a passear, mas vê casas vazias, o comércio em desespero e acima de tudo nenhuma oferta cultural e turística no centro. Não há CMP, nem para resolver um mercadito da Ribeira. Mas abstraindo disso vê um magnífico património construído, mas vê poucas ou nenhumas casas a serem recuperadas. Sabe entretanto que na CMP. longas filas se acotovelam para resolver os problemas de quem quer recuperar.
E vai embora, ou volta de um ou outro lado qualquer convicto que esta gente mente e mete nojo! Que esta gente não interessa à cidade. Que esta gente é o pior de cada um dos lados.
Um senhor do PSD

Ameaças de Jardim:
Líder da Madeira ameaça impugnar medidas
Alberto João Jardim está contra as medidas anunciadas esta quarta-feira pelo primeiro-ministro para combater o défice. O presidente do Governo Regional da Madeira considera “inadmissível” que sejam as regiões autónomas a pagar os erros dos “políticos de Lisboa”. Quanto ao aumento da tributação das sociedades financeiras inscritas na Zona Franca da Madeira, Jardim garante: “vai impugnar tudo o que puder ser impugnado”.
Iniciativas
Amanhã, sábado, em Visita à Foz do Douro - Assis percorrerá a Freguesia da Foz do Douro e contactará com a população e as colectividades.
Onde falhamos e onde não falhamos!
Isto aparentemente não tem nada a ver com o que vou dizer a seguir. Aparentemente.
Levantei-me de manhã e apeteceu-me tomar um café e comer um bolo na pastelaria do lado. Paguei e desandei.
Como não tinha fruta em casa, passei pela feira da Senhora da Hora e comprei fruta. Aproveitei e comprei flores e como me lembrei que as crianças estavam com as meias já meias gastas e pijamas curtitos, também comprei. Paguei e desandei.
À vinda para casa, não é que o carro deixou de travar direito e começou a fazer um barulho estranho. Passei pelo Sr. Chapas que me fez o favor de dar um jeito no carro. Paguei e desandei.
Fui buscar os miúdos à escola, e vim para casa onde engoli qualquer coisa. Na hora em que lavava a loiça, o cano resolveu entupir e tinha uma chatice das antigas se não fosse o meu amigo Sr. Mãos Rápidas. Sim se não fosse ele estava tramada, mas foi simpaticíssimo e resolveu-me o problema. Só tive tempo de pagar e desandar rapidamente.
Desandar para o médico que já me atendeu com um pouco de mau humor porque cheguei um bocadinho tarde. Paguei rapidamente e desandei, antes que ele nunca mais me atendesse numa próxima vez.
Depois disto tudo percebi que já eram horas de voltar a buscar as crianças à escola e levar uma ao “CHIQUI PARQUE” a uma festita de um amigo e outra à explicação. Na ida como me esqueci de comprar o presente parei rapidamente numa papelaria perto e comprei a prenda, jornais e dois maços de cigarros. Paguei e desandei.
A minha outra criança levei-a à explicação de Física, porque anda com más notas neste período escolar. A professora dele privada é fantástica, e foi mesmo sorte encontra-la, pago um bocadinho caro e ela não passa recibo, mas como não percebo nada de Física não tenho outro remédio. Pago e não bufo.
Estou estourada, mas vou ainda aproveitar, enquanto espero pelos miúdos, para passar na Sra. Bigodis para lavar a cabeça e dar um jeito nas unhas que estão uma miséria. Atrasadíssima, pago e desando ainda como cabelo por secar totalmente.
Finalmente, vou para casa fazer o jantar e sentar-me tranquilamente a ver televisão e a ler os jornais e revistas que comprei. Estou estourada e com a carteira vazia. E como estive cheia de pressa todo o dia não pedi nenhuma factura do que comprei.
Fui mesmo Parva, sabem porquê? Porque hoje ouvi no rádio do carro, a caminho de casa, e depois deste dia estourante, que o Governo vai criar um novo concurso, o FISCOMILHÔES.

Este concurso, o FISCOMILHÔES, é mesmo de aproveitar, só temos que pedir em todos os lados onde compramos e desandamos, as facturas de tudo que consumimos. E ao longo de um mês, temos que guardar todas as facturas cuidadosamente e envia-las, até ao dia 15 do mês seguinte, para o concurso FISCOMILHÕES.
Depois é só esperar o prémio que roda todos os meses. Este prémio é fantástico, porque 1 em cada 10.000 pessoas recebe o equivalente em dinheiro às despesas de consumo corrente.
Hoje não tenho nenhuma prova do que fiz ou paguei o dia inteiro, que vergonha. Mas acima de tudo não vou poder concorrer ao concurso do FISCOMILHÕES, que o NOSSO GOVERNO criou.
Amigos, companheiros, camaradas
Não podemos esperar pelo FISCOMILHõES, não podemos ser mais coniventes com cada fuga, temos que pedir recibo em todas as compras efectuadas. É que migalha também é pão! Somos todos chamados a dar o contributo para acabar de vez com a economia paralela senão queremos continuar a ser taxados mais e mais.
Caros Amigos
Mobilidade de Recursos Humanos entre os Sistemas de Ensino Superior, Científico, de Desenvolvimento Tecnológico, de Inovação e Empresarial
“Bolsas de Mobilidade Nacional” – para realizar um período escolar numa outra entidade de ensino superior;
“Estágios” – para realizar um estágio em contexto de trabalho.
Ambas as acções a realizar no decurso do ano lectivo 2005/2006.
Podem apresentar candidaturas as instituições de ensino superior público, universitário e politécnico do Continente e das Regiões Autónomas, desde que desenvolvam actividades de I&DI e entidades públicas, cooperativas e privadas que desenvolvam actividades de I&DI.
As candidaturas deverão ser apresentadas através do Sistema Integrado de Informação do fundo Social Europeu, no seguinte endereço electrónico: http://siifse.igfse.pt/
Poderá consultar o Regulamento em: http://www.poci2010.mcies.pt/documentacao/.
Não há melhor forma de sermos independentes e de vencer que não passe pelo Saber. Temos que nos mexer, mudar e aproveitar TUDO para nos tornarmos mais instruídos. Força e boas candidaturas!
Todos os caminhos vão dar a ESPANHA

Muitos já não se lembram de famílias inteiras se meterem no carro a caminho de Vigo (caso dos que moravam no Porto, que era o meu), para se comprar tudo. Tudo mesmo, desde caramelos famosíssimos e que se agarravam definitivamente aos dentes, até sapatos, vestidos, a bens de segunda necessidade -champôs, lacas, perfumes, cremes...Enfim, vinha-se de mala do carro cheia. Então na altura do Natal comprava-se desde a maior boneca, a tudo o resto que se punha no sapatinho. Mas isto era há muitos anos atrás. E eu relato a experiência que eu tive a oportunidade de ter quando era miúda. Muitos, nessa altura não tinham carro, e Vigo não existia no mapa, eu também sei.
Mas eu não quero reviver estes tempos de novo, porque tudo tem um tempo, e tenho receio que o Corte Inglês de Vigo se REencha de novo de Portugueses, a comprar tudo. De tudo porque o IVA em Espanha é de 16% e o nosso é de 21%. Falo do Corte Inglês mas podia falar de tudo o resto. De tanta coisa que me perdia na lista. Somos um País pequeno, na cauda física da Europa, relativamente estreito e relativamente perto de Espanha, que se soube e sabe ainda muito bem proteger, e que eu espero que todos os caminhos não tenham inevitavelmente que passar por Ela. Porque se assim for, não sei como vamos fazer crescer a nossa Economia!
Raquel Seruca
quinta-feira, maio 26, 2005
Austeridade: o país e o Porto
O que se esperava das medidas de redução do défice, depois de descoberta a amplitude, era que, se tivessem de incidir na diminuição do poder de compra e portanto na retracção económica e do emprego, incidissem também no agravamento da tributação sobre os rendimentos mais elevados, na maior eficácia da cobrança fiscal (combate à fraude), na diminuição da despesa corrente do Estado (despesas com pessoal) e na diminuição da despesa estrutural (prebendas genéricas dos cargos políticos e reestruturação dos ministérios com vista à diminuição do pessoal).
Foi assim que o primeiro-ministro articulou as medidas que apresentou ao Parlamento. Mas ficam interrogações.
Em primeiro lugar, a subida do IVA não poderá levar, por efeitos retractivos sobre o consumo, à diminuição da massa tributável e portanto a um resultado oposto ao esperado em matéria fiscal? Vai depender de o efeito retractivo ser ao não compensado pelo investimento público, sendo a grande diferença em relação a medidas semelhantes tomadas no passado com efeitos desastrosos.
Em segundo lugar, como proclamar medidas incidentes sobre os chamados “direitos adquiridos” da função pública, que alteram as expectativas de carreira, fora dum quadro da negociação social; em particular depois de dois anos consecutivos de baixa de poder de compra para cerca de 700 mil?
Em terceiro lugar, quantas vezes vimos promessas de austeridade em relação ao funcionamento do Estado que, na prática, não passaram de volátil vapor? Vai o parlamento votar contra o fim das escandalosas pensões vitalícias? E contra os subsídios de reintegração dos que retornam à carreira sem terem tido prejuízos de progressão? E contra as contagens a dobrar de tempo de serviço de autarcas? Vai o Parlamento ser reformado como um ministério, passando as despesas para metade? Os ministérios vão ser emagrecidos sobretudo nas suas sedes onde há a maior concentração parasitária? Vão os gestores públicos ver reduzidos os rendimentos, sabendo-se que a argumentação de que são precisos os melhores, e portanto os mais bem pagos, não passa de música histriónica? Vai surgir uma “nova” moral pública que retome a “velha” moral cívica republicana, que despreze a pacóvia ostentação de objectos simbólicos de riqueza (sobretudo quando a sua aquisição provém dos cofres do Estado), e pelo contrário enfatize a pureza do serviço público? É moralismo? E o contrário é o quê?
O país aceitou a mensagem de austeridade de Sócrates, tanto pelo equilíbrio das medidas, como pela expectativa na sua eficácia. Se a segunda não pode ser defraudada, também a primeira, a das medidas incidentes sobre os “poderosos”, não pode ser desviada. O PS tem maioria absoluta, e Sócrates continua a ter o poder total dentro do partido. Ainda por cima com um PSD sem condições para se opor, e um PP parlamentar que, passada a encenação de responsável, mostra o que é. Pelo que não se compreenderia que, por parte do PS, não fosse feito o que tem de ser feito. Maioria absoluta quer dizer responsabilidade absoluta.
Sentido da responsabilidade e austeridade era também preciso na Câmara do Porto. O falhanço de Rio no Porto é igual ao do PSD-PP no país, tem as mesmas características. A cosmética de austeridade não só parou o Porto como aumentou a dívida da Câmara. Porque o propalado rigor de poupança do Dr. Rio não passa de cosmética, e isso vê-se com toda a facilidade agora que iniciou, a partir da Câmara, a campanha eleitoral. O Governo fala de redução drástica das despesas de publicidade, mas na Câmara do Porto sucedem-se as luxuosas revistas e brochuras de propaganda eleitoral distribuídas “gratuitamente” por todos os munícipes (ou seja pagas por todos eles/nós). Nunca houve dinheiro para nada neste Porto que Rio estagnou e degradou, no entanto não falta dinheiro para fazer asneiras nem obras sumptuários que se destinam unicamente a propaganda eleitoral! No primeiro caso, veja-se como Rio arranjou o imbróglio da saída do Túnel de Ceuta, encarecendo a obra e criando a situação de um túnel sem saída, quando no projecto que estava, não só era muito barato como a saída (no Carregal) já estaria feita há muito. No segundo, veja-se quanto custarão as obras de Rio para transformar a Boavista numa (boa)pista de automóveis de corrida antigos, que não podem tremer senão caem-lhes os parafusos! Seis milhões que diz que a Metro lhe dará por conta da linha da Boavista e que portanto nunca dará porque nunca haverá tal disparate. E o levantamento dos carris no Viaduto? Quanto custou? Quanto custará voltar a pô-los quando para a Câmara voltar gente competente e o Plano de Mobilidade for implementado? E a Circunvalação Oeste-Este transformada numa pista? Quanto? E as obras na Rua da Vilarinha, obras necessárias mas não deveriam ser feitas por causa da corrida, mas sim por causa da população? Mais o resto? Quanto custará a brincadeira eleitoral do Dr. Rio, para recordar o passado com os amigos em vez de construir o futuro para todos? Vinte milhões? Mais? Quanto mais em horas extras para acertar o calendário? Cheirando a eleições onde está a austeridade? Quanto gasta a Câmara em publicações, cartazes, e para certos jornais e rádios lhe fazerem os fretes? E quantas dezenas de milhões ficam para a próxima Câmara pagar pela quantidade de pedidos de indemnização que estão nos tribunais, em muitos casos resultados das incompetências e irresponsabilidades do Dr. Rio?
(in O Comércio do Porto 27 de Maio de 2005)
quarta-feira, maio 25, 2005
Matosinhos, que mudança?
A longa novela que se vem vivendo no Partido Socialista, desde as ultimas disputas concelhias internas, passando pelo lamentável episódio da lota e até à designação do futuro candidato à câmara municipal, tem deixado e mantido a população num clima de incerteza que vai além do mero desconhecimento relativamente às figuras de proa da autarquia. Na verdade, um projecto autárquico não se resume aos seus protagonistas principais. Um projecto autárquico, como aliás qualquer outro de natureza politica, deverá contar, para além das pessoas que o protagonizam e que sintetizam e representam um conjunto de vontades colectivas, com um programa ao qual se vinculam. Sendo no entanto certo que a existência de uma liderança que saiba interpretar esse conjunto de vontades e as materialize num programa, transmite a consistência necessária ao projecto para que ele se possa tornar ganhador.
Esta incerteza relativa aos protagonistas socialistas em Matosinhos não se limita portanto à dúvida sobre quem poderá vir a ser o futuro presidente da autarquia. Esta incerteza não permite a formatação natural da continuidade de um projecto que se foi revelando ganhador ao longo dos anos e que colocou Matosinhos na primeira linha em tantas áreas da acção politica. Aliás, a qualidade do projecto socialista que foi posto em prática ao longo destes anos nunca esteve em causa, de tal forma que mesmo a nível interno as alternativas não se geraram com base em verdadeiramente novas orientações e sim em torno dos seus protagonistas.
É natural portanto o clima de desorientação que se vai sentindo entre as pessoas, porque se o projecto socialista vai, com certeza, evoluir na continuidade, não é ainda perceptível que equipas e que conjunto de pessoas o poderão protagonizar, sendo verdade que um conjunto de pessoas sem projecto dificilmente serão uma mais valia para qualquer autarquia, mas igualmente, um projecto sem pessoas qualificadas e capazes de o protagonizar de pouco servirá.
No entanto, o grande drama em Matosinhos não está do lado do Partido Socialista. O drama está do lado da oposição que ao longo destes anos tem sido incapaz de gerar uma alternativa politica consistente ao projecto do PS.
À parte o inegável empenho do deputado Honório Novo, do PCP, tudo mais é um deserto desolador, tanto no que diz respeito a projectos alternativos quanto no que diz respeito à intervenção pública propriamente dita.
Se atentarmos no PSD, o maior partido da oposição concelhia, percebemos o óbvio: a total falta de estratégia politica consequente da falta de projecto político e dos respectivos protagonistas.
Esta deriva de hesitações a que vimos assistindo, com a escolha do seu candidato e da restante equipa, não se prende com qualquer esquema táctico de conquista de poder baseado na oportunidade e no momento. Prende-se com a incapacidade de gerar um projecto por parte de todo um conjunto de pessoas que, perante a ambição do poder, se resignam a uma “navegação à vista”, que é como quem diz, a ver se isto nos cai nas mãos.
Mas que confiança pode o eleitorado depositar em mãos que sempre provaram serem capazes de coisa nenhuma? Que alternativa consistente tem o eleitorado ao projecto politico de Partido Socialista? Antecipo a resposta que se adivinha… nenhuma.
Não admira por isso que a comissão politica concelhia do PSD tenha querido impor primárias para escolha do seu candidato, numa tentativa desesperada de conquistar algum espaço político. É que a questão das primárias tem sido debatida no interior do PSD com alguma seriedade, como tentativa de ir ainda mais longe do que aquilo que foi conseguido pelo Partido Socialista com a eleição universal, directa e secreta do seu líder por mais de 70% dos votos dos militantes. Essa sim, uma enorme vitória do Partido Socialista e do sistema partidário pela credibilidade que conferiu a José Sócrates para se apresentar a eleições como o líder dos socialistas, sem as trapalhadas dos votos delegados e das inerências.
Pelo contrário, aqui em Matosinhos, a iniciativa da concelhia laranja é apenas a tentativa de “cavalgar a onda”, através de um expediente que se julga na moda. Esquecendo-se de que se a questão das primárias ainda não deu maiores passos é porque restam muitas incertezas acerca da sua real valia para o nosso sistema partidário, nomeadamente no que diz respeito às perversões eleitorais que permitiriam.
Agora, como antes, ao longo destes anos, não restam aos matosinhenses outras opções credíveis que não seja a do projecto político do Partido Socialista, assim os futuros candidatos o saibam protagonizar.
Daniel Fortuna do Couto
terça-feira, maio 24, 2005
Eu tenho aqui um número.
O numero que aqui tenho não é dois, nem três, nem quatro e nem cinco. O numero é seis virgula oitenta e três. Repito: seis virgula oitenta e três por cento.
A retoma tem que estar aí:
- O clube dos 6 milhões é campeão!
- No IVA já dá para jogar ao 21!
- Mourinho já é bom português!
- Figo na selecção!
- Jósé Manuel é presidente da Comissão (desde que não faça campanha pelo sim)
- O Tabaco e o tintol aumentam!
- A saúde só gasta 40% do OE.
- Rui Rio defende um tunel no Porto em frente a Museu e faz umas corridas à custa de 400 árvores.
- valentim é pepsodente, quer dizer independente!
- PSL anda por aí!
- A Dona Constança, a tal da Festa e da Festança afinal é um transexual e é de género Masculino: traz um relatório.
uí, uí, como dizia o 'Nando sobre o infante:
"Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal! "
SAMPAIO usa DOVE!
O Presidente da República considera que o problema do défice é «complicado e difícil». Num comentário às conclusões da comissão encarregue de analisar as contas públicas nacionais, Jorge Sampaio apelou aos portugueses para o trabalho que há a fazer.
( 10:50 / 24 de Maio 05 )
O Presidente da República afirmou, esta terça-feira, que o «problema do défice é complicado e difícil».Comentando o valor de 6,83 por cento de défice apurado pela comissão independente às contas públicas nacionais, à margem da visita que efectua ao Japão, Jorge Sampaio defendeu que «todos os portugueses têm que ter consciência do muito trabalho que há a fazer».«Não podemos ter ilusões como ciclicamente aconteceu e a história de Portugal demonstra claramente, pois Portugal vive novamente uma situação difícil», afirmou."
IRRRRRRRRRRRA!
Poucos conseguiriam vêr tanta inteligência nesta declaração! Então o nosso choroso presidente que exigiu aos partidos a aprovação de um orçamento par o PSL desbaratar lava as mão como Pilatos?
Durante todo o periodo do déficite foi ou não ele o Presidente? Secundou ou não as políticas de Barroso? Instigou ou não Guterres a assumir os resultados eleitorais de umas autárquicas com ameaças veladas? Aceitou uma mudança num governo não sufragado para que Durão fugisse? Contribui para a descridibilização da Europa ao permitir que um líder fraco de um País em queda económica fosse nomeado Presidente da CE pelos conservadores?
E depois disto tudo nem uma lágrimazita? Bolas! Devo ser eu que sozinho acho estes mandatos do ruivo Sampaio uma trampa.
ass. Avelino Oliveira
Ps: não quero com a minha opinião comprometer outros sedentos por isso que fique bem claro que sou mesmo eu, Avelino oliveira, que não gosto do Sampaio nem do Sampaísmo (porque ele existe)
No TAF diz-se que:
Manifestantes e desosnestidade intelectual
União em torno do apertão!
Um aviso aos estudo
Bruxelas prepara processo contra Portugal
( 19:34 / 23 de Maio 05 )
A porta-voz do comissário europeu para os Assuntos Económicos e Monetários afirmou que Bruxelas aguarda, apenas, que Lisboa entregue o Programa de Estabilidade e Crescimento actualizado, o que deverá acontecer até ao final deste mês. (...)
6,8%
segunda-feira, maio 23, 2005
o sítio do não
Ainda não comentamos a enervante mania do Pacheco Pereira em se armar em "enfant terrible" do PSD. Agora deu-lhe o olho para a oportunidade de impulsionar o não à constituição europeia.
Na verdade o blogue tem interesse pela diversidade de opiniões e pela fuga ao sentido único opinativo.
Se por um lado demonstra a destreza do Pacheco Pereira em tratar de forma contemporânea a discussão, por outro lado revela algum oportunismo político.
Curioso é o facto de paulatinamente se desvanecer as douradas opiniões do Professor Marcelo. Na verdade esse ilustre, que devora livros de todo tipo, até culinários, ainda não descobriu a blogosfera.
Deste modo Pacheco constrói uma sólida fama de provedor da net, tentando assumir a sua condição maior de intelectual do debate do espaço “étereo”.
Ficava muitíssimo bem, alguns fortes defensores do SIM impulsionarem o blogue do SIM.
A perda de Paul Ricoer
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Mistura de futebol e política
Dizem que falta sal na Distrital
- O ilustre desconhecido Gonçalves Pereira faz o frete a Valentim.
- No PS Ricardo Magalhães desmotivou-se com as hipóteses de Valentim arrasar.
- Na concelhia se calhar - optam por uma mulher - deputada - quem sabe.
- Em Felgueiras estuda-se a candidatura de Fátima Felgueiras como independente - sem comentários.
- Em Matosinhos, só as festas do seu padroeiro que, junto com a sobras da BoaPista e circunvalação afectam os pobres cidadãos.
- Política nada, ou melhor menos que nada, pois quanto mais se adianta, mais a malta se afronta. Daqui a pouco já ninguém quer e ninguém se arranja.
- No Porto uns quantos chateiam-se com o tratamento dispensado a um líder concelhio.
- No resto nada parece mais especial do que os motores que aquecem duma campanha bem animada.
A porta dos fundos
Ode, não sei bem de quê!
Elevados Apolos que correis em casa de xadrez,
Homens, mulheres e crianças que já não saboreavas o sabor da alegria.
Agora chegou a vez de Portugal!
Agora a modorra acabou!
Agora o país desperta em floridos oásis de boaventurança!
Acabaste deficit, senão acabaste, acabemos-te!
Feliz, Feliz o País.
TCHAM, pam, Tcharammmm!
Fiuuuuuuuu - Pum!
(...)
sábado, maio 21, 2005
De novo o Déficit

O presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, Fernando Ruas, pediu ontem ao primeiro-ministro, José Sócrates, o fim dos actuais limites ao endividamento dos municípios e a reposição do quadro legal anterior a 2003.
Ora ao que tudo indica nos próximos dias Sócrates irá falar do já tristemente famoso “défice das contas públicas” anunciando medidas drásticas para o combater. Este discurso de Fernando Ruas, que não nos enganemos é comum a muitos presidentes e candidatos a presidentes de câmara de todas as cores politicas, cria a ideia cada vez maior de que existe um fosso que se vai cavando entre os políticos que estão seriamente preocupados em resolver um problema estrutural e aqueles que apenas querem resolver o problema da sua próxima reeleição. É urgente censurar esta forma de estar em politica, que tem o seu auge máximo nos casos de Valentim Loureiro, Alberto João Jardim e Fátima Felgueiras, de políticos que se julgam acima das leis da república e do bom senso que é pedido para desempenhar cargos públicos. De facto a limitação de mandatos poderá atenuar a sensação de impunidade e legitimação pessoal alicerçada no caciquismo e teia de interesses, que apesar de beneficiar alguns prejudica todos.
Mas esta não é a única medida capaz de moralizar a vida politica portuguesa.
É do interesse comum que se trata, e não podemos permitir que as câmaras, ou os institutos públicos sem qualquer fim ou utilidade, as mordomias dadas a altos cargos do estado ou da administração central, a constante resistência a uma reforma fiscal séria que alargue a base de tributação dos impostos, as reformas milionárias de alguns pagas por todos etc., façam com que as medidas de contenção afectem sempre os mesmo – os que pagam impostos, que se debatem com os problemas “Kafkianos” da administração central e local sempre que têem de tratar de algum assunto que envolva o estado.
Os problemas estão identificados, não pode manter-se a ideia constante de que não há capacidade politica para os combater. Penso que o que Sócrates tem para dizer ao país vai determinar a forma como o país vai olhar para ele ao longo do resto do seu mandato.
sexta-feira, maio 20, 2005
Era a isto que Assis se referia!
Emílio Pérez Tourino, que tentará nas eleições de 19 de Junho pôr fim a 16 anos de presidência do democrata-cristão Fraga Iribarne, foi recebido durante uma hora por José Sócrates, em S. Bento.No final da reunião, Emílio Pérez Tourino disse que "a primeira prioridade estratégica de um Governo socialista de mudança na Galiza será ampliar e fortalecer a cooperação com Portugal".
Mais dos Calhambeques!
Estas são as perguntas e respostas para a categoria Futuro do Circuito da Boavista.
O que vai acontecer a todo o material, muros de betão, pneus, redes, bancadas, etc, após a realização do Grande Prémio?
Parte do material é alugado, como as bancadas, as redes, etc, quanto ao restante será armazenado, acreditando a CMP que o Circuito voltará a ser utlizado pelo menos de dois em dois anos.
nota: Aí é?
Vão-se realizar outras provas sem ser de históricos no Circuito da Boavista?
O Circuito terá condições técnicas para aceitar carro de corrida actuais de diversas categorias, existindo uma vontade forte e séria por parte da CMP que tal aconteça.
nota: com o Metro ou sem metro?
In formação do maior evento da Coligação

"No ano passado, o Porto foi uma das cidades anfitriãs do Euro 2004, tendo acolhido um dos acontecimentos desportivos mais importantes não só a nível europeu mas também mundial. No Verão de 2004, a cidade duplicou o número de visitantes e conheceu um programa de animação único, com inúmeras e diversas iniciativas, que decorreram de Maio até Setembro.
O nome do Porto foi inegavelmente projectado e a nossa hospitalidade foi reconhecida por todos. O actual executivo da Câmara Municipal do Porto, consciente da necessidade de continuar a trabalhar na projecção da imagem e do nome da Invicta, decidiu reeditar o mítico Circuito da Boavista." (texto do site da miticas corridas - assinado por Rui R. )
Bancadas
Três dias: €50
Empresas (venda directa na AGDP: 22 619 98 60) + de 10 bilhetes, 15% desconto
Paddock
Três dias: €65
6ª feira: €15
Sábado: €30
Domingo: €50
Bilhetes Familiares (apresentados simultaneamente, na entrada, com identificação)
2 bilhetes – Fim-de-semana: €110.
6ªfeira: €25
Sábado: €45
Domingo: €85
3 bilhetes – Fim-de-semana: € 140
6ª feira: €35
Sábado: €60
Domingo: €105
4 bilhetes – Fim-de-semana: € 160
6ª feira: €40
Sábado: €75
Domingo: €120
Paddock + Bancada A – Não há bilhete familiar
Compra antecipada (até 30 de Maio corram, corram) – 15%.
Empresas (vendidos directamente pela Talento) : Mais de 50 bilhetes – 20%
Sócios do ACP – 10%. Sócios do C.P.A.A. e do ACP Clássicos – 15%.
Venda de Bilhetes
Ticket Line - http://www.ticketline.pt/
Call Center Ticketline: 21 00 36 300 (allô fala de Lisboa)
ACP
Todas as delegações FNAC e Agência Abreu ( a partir de data a informar)
Pacotes especiais de hoteis e tours
Agência Oficial
GEOTUR
Tel: 21 842 2700
Fax: 21 847 4261
E-mail: incomin@geotur.com
VIP Village
A Geotur Agencia Oficial do evento organiza pacotes especiais para esta zona (entenda-se por zona aquela cidade lá do Norte).
Tel 21 842 2700 ou fax 21 412 0553 – incoming@.com
Descontos especiais:
Compra antecipada (até 31 de Maio) – 15%.
Empresas (vendidos directamente pela Talento) : Mais de 50 bilhetes – 20%
Sócios do ACP – 10%. Sócios do C.P.A.A. e do ACP Clássicos – 15%. Não acumuláveis. que pena!
NOTA IMPORTANTE
Pit walk e Grid walk
O público possuidor de bilhete para o PADDOCK terá acesso ao “pit walk” (passeios pelas boxes) e ao “grid walk” (passeio pela grelha de partida) programados.
Paddock
Não dá acesso a a qualquer bancada mas não terá acesso a qualquer bancada. (em bom português, vai para ali ou para acolá?)
No entanto, há zona de peão, e é de acesso gratuito. (ah bom!)
Crianças
Bancadas - Não pagam as de colo
Paddock - Não pagam até os 8 anos (inclusive).
Pulseiras (vendem-se modelos do Santana Lopes)
São de colocação obrigatória a entrada do Paddock
Programa Oficial
Estará publicado nos principais jornais ou pelo site www.circuitodaboavista.com
Restauração (todos com licença da Câmara e parecer das entidades oficiais)
Haverão restaurantes e quiosques em todas as zonas, do paddock social e técnico.
Três dias: €110
A sru on-line
http://www.portovivosru.pt/

O seu trabalho incide actualmente neste pequeno quarteirão:
"Porto Vivo, SRU pretende, com este documento, lançar o primeiro processo de reabilitação, do Quarteirão de Carlos Alberto, delimitado por esta Praça e pelas Ruas das Oliveiras, Sá de Noronha e Actor João Guedes, onde existem cerca de três dezenas de prédios, alguns deles, como é o caso do antigo Café Luso, em muito mau estado de conservação e mesmo de ruína. "
Para mais informação consultem o famoso masterplan (pdf)
Conferência Internacional “Cidade Pedonal”
“Cidade Pedonal”, reveste-se de particular interesse para todos os intervenientes na “construção” da cidade, empenhados em dar resposta ao desafio da sustentabilidade.
“Cidade Pedonal” vai debater, numa perspectiva de sustentabilidade, questões relacionadas com os planos de pedonização desenvolvidos em várias centros urbanos, desde os princípios geradores e planeamento, até à implementação e análise dos impactos Ambientais, Económicos e Sociais.
As acções de promoção do modo de comutação a pé em alternativa ao motorizado, serão analizadas enquanto estratégia conducente à recuperação da qualidade vida na cidade, em sintonia com os objectivos da Agenda 21.
Esta Conferência Internacional vai trazer até nós experiências desenvolvidas em cidades da Europa e Estados Unidos e promover um Forum de discussão que contará com a presença de especialistas de reconhecido valor internacional da Alemanha, Dinamarca, Espanha, EUA, França, Itália, Reino Unido, Suiça e Portugal.
Boletim de Inscrição, Programa e Informações em :
www.arppa.org/cidadepedonal
Organização:
ARPPA – Associação Regional de Proteção do Património Cultural e Natural
Contactos:
Dulce Marques de Almeida, Arqtª
22 537 6510
email: cidadepedonal@arppa.org
O relatório Constâncio
A palhaçada do RUI
Chama-se a isto o quê senão desrespeito pelo funcionamento do estado de Direito?
Rui R perdeu a acção e agora fez outra! apresentou novos argumentos? Não, simplesmente ataca agora as pessoas e não o que elas representam, tentando fazer política com o que é da cidade.
Será que não há má fé no enormes montes de terra vegetal e detritos colocada em frente ao Museu Soares dos Reis?
E agora o "Paladino do Norte" vem peir ajuda a Sócrates, nem Calimero se lembraria de melhor.
É mesmo preciso novo rumo. Determinação é uma coisa. Teimosia é outra. Obstinação congénita sem racionalidade é a pior de todas.
quinta-feira, maio 19, 2005
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تنقسم الشقق الموجودة ضمن المشروع الى ثلاثة أنواع رئيسية وهي: تحتوي على غرفة نوم و غرفة
УЕФА "Спортинг" теряет Пинилью
21-летний нападающий растянул связки левого колена за день до решающего матча Кубка УЕФА, тренируясь на стадионе "Жозе Алваладе", сообщает uefa.com. Степень серьезности повреждения станет известна лишь в четверг, однако уже сейчас ясно, что Пинилья точно не сыграет против московского ЦСКА.
"Футболист не сможет выйти на поле, причем есть вероятность, что он получил очень серьезную травму, - заявил врач "Спортинга" Гомеш Перейра. - Возможно, Пинилье даже потребуется операция, но все прояснится только через два дня".
Mais bananas

Episódios no PSD
Ora aí está uma belissima novela!
Isaltino Morais é o mais desejado pela Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD para concorrer à presidência da Câmara de Oeiras
Valentim Loureiro é o mais desejado pela Comissão Política Distrital do Porto do PSD para concorrer à presidência da Câmara de Gondomar.
António villaraigosa

Ora aí está um exemplo para os independentes em Portugal: na disputa entre 2 democratas, ganhou pela primeira vez em 100 anos um hispânico a Câmara de Los Angeles.
Trump quer refazer torres gémeas

O magnata defende um projecto que refaz as torres gémeas, mas os responsáveis desmentem-no. Dizem que a dupla (bem polémica) de Liebskind com Childs é que irá avançar.
Trump sugere-lhes para deitarem fora o projecto.
Considerando que Liebskind fartou-se de ser premiado este ano, e é conhecido que se farta, será que veremos algo parecido feito ao Siza com o seu projecto de pavimentos nos Aliados?




