segunda-feira, junho 20, 2005

ESTÁ ABERTO O PROGRAMA INOV CONTACTO

Estágios Internacionais de Jovens Quadros

Este programa terá lugar numa primeira fase para 500 profissionais portadores
quer de diploma superior quer de nível médio, com prioridade aos jovens até
aos 35 anos.
Candidaturas realizam-se, obrigatoriamente, on line através do preenchimento
de uma ficha de candidatura disponibilizada no Portal da Networkcontacto.
Não é possível beneficiar duas vezes do Programa de Estágios Internacionais.
Assim, as eventuais candidaturas ao INOV Contacto apresentadas por ex- estagiáros do Contato@Icep não serão consideradas.
Os estágios Internacionais Contacto@Icep, com uma duração de quase um ano,
são compostos por quatro fases sequenciais e dois pólos de formação:
Fases do Estágio:
- 1ª Fase: Curso de Gestão Internacional
- 2ª Fase: Estágio em Portugal
- 3ª Fase: Estágio no estrangeiro
- 4ª Fase: Avaliação Final do Estágio
Os locais a estagiar na 3ª Fase do estágio são preferencialmente localizados
em centros reconhecidos pela sua forte intensidade inovadora, como Xangai,
Helsínquia, S. Paulo, Austin e S. Francisco, de forma a acumularem
experiência e conhecimentos nos domínios mais inovadores da gestão
internacional dos negócios.
O Programa visa apoiar a qualificação no estrangeiro de jovens profissionais
ou quadros de empresas em áreas chave do conhecimento, dotando-os de
competências efectivas no domínio da inovação, com vista ao reforço da
competitividade das empresas portuguesas nos sectores económicos de grande
impacte para o crescimento português, entre os quais o turismo e as
indústrias dos têxteis, vestuário e calçado, cuja sustentabilidade passa por
um salto qualitativo de conteúdo inovador
O Programa é financiado por verbas do Ministério da Economia e da Inovação,
através dos programas ou fundos geridos por este Ministério, com um valor de
investimento de referência de 25 milhões de euros.
Para mais informações contacte:
www.networkcontacto.com

Atirem-se a isto!
Raquel Seruca

Um portuense nas verdadeiras corridas de F1

Fórum Porto

"Cultura no Porto"

hoje, 20 de Junho

Alfândega do Porto

Debate aberto à população.

Oradores:
arqª Teresa Andresen; Escritório Manuel António Pina; Prof. Arnaldo Saraiva; Actor António Reis; Actriz CAtarina Pinto; Arq. Filipe Oliveira Dias; Galerista Artur Miranda.

domingo, junho 19, 2005

Maia!

Uma sondagem do COMÉRCIO/IPOM (Instituto de Pesquisa e Opinião de Mercado, Lda) dá maioria absoluta à coligação PSD/CDS-PP, liderada pelo social-democrata Bragança Fernandes, na corrida para a Câmara Municipal da Maia, isto se as eleições autárquicas se desenrolassem amanhã. Na liderança da autarquia maiata depois da morte do histórico dirigente Vieira de Carvalho, há cerca de três anos, Bragança Fernandes renovaria assim o mandato, ficando a pouco mais de três pontos percentuais de atingir os 50 por cento de votos. Uma vitória esmagadora e sem margem para quaisquer dúvidas. Jorge Catarino, líder do PS/Maia, ex-presidente da Câmara entre 1977 e 1980 e novamente o candidato socialista não chega aos 25 por cento.

as sondagens!

Não pensem que vamos fugir a comentar as sondagens, nomeadamente a do Expresso que é desfavorável ao Assis.



Em primeiro lugar devemos dizer que o estudo parece bem feito e deve ser credível, ou seja, os números devem ser estes. As pessoas tem que perceber que se não houver uma reunião de esforços, esta gestão camarária vai ganhar.
Em segundo lugar o Assis está a crescer, ou seja, com a simples introdução dos cartazes de rua, mais as inúmeras iniciativas de maior ou menor escala serviu para encurtar a distância.
Em terceiro perceber o resto do cenário, a CDU vai com 10% e tem uma atitude abominável, veja-se as declarações de Sérgio Teixeira da CDU :
"Isto não está para maiorias" Instado a reagir à previsão do "Expresso", Sérgio Teixeira, primeiro candidato da CDU à Assembleia Municipal do Porto. Para o candidato, o facto dos números apontarem para a eleição de um vereador espelha "o reconhecimento da importância do trabalho da CDU na Câmara". Sérgio Teixeira não acredita na possibilidade da coligação PSD/CDS-PP obter maioria absoluta e de, com isso, desfazer-se o actual cenário político da autarquia, no qual o candidato comunista à Câmara, Rui Sá, exerce o papel de fiel da balança. "Isto não está para maiorias absolutas. O que eu acho que está em cima da mesa é a continuação do papel determinante por parte da CDU no conjunto da afirmação de propostas em contraponto em relação àquilo que tem sido a política do PSD/CDS-PP. "


Estes 10%, com estes discurso vão baixar! Não há funeral do Cunhal que lhes valha.
Em quarto lugar, estamos no rescaldo da acção política do Governo, onde se tem notado uma rejeição ao PS. As principais criticas que se tem ouvido na campanha autárquica incide sobre a estratégia de governação nacional. Em Outubro já não será tanto assim (pelo menos esperamos que não, porque é sinal de melhoria económica e de sucesso de medidas com que alguns sedentos, para não dizer a maioria, discordam).
Finalmente, é bom que se saiba que cada um por cento retirado ao Rui Rio vale por dois. Ou seja num cenário de alteração de sentido de voto de um candidato para outro, a distância é de 3%.
Estamos, portanto, convictos que a vitória está ao alcance e que vamos conquista-la. Da última vez não foi o Rio que ganhou, mas sim o Gomes que perdeu.


Desta vez será o Assis a ganhar.

.....!

beautiful black pride

orgulho branco

independent - to be or not to be!

Nos circulos mais próximos do poder socialista já é assumido que, Narciso Miranda, será candidato a Matosinhos com ou sem o PS.
Jorge Coelho bem tenta mas a coisa não parece ainda resolvida.



Eugénio

por Pedro Baptista

Marcou-nos a todos os que, pelos Sessenta, passávamos pelo S. Lázaro, junto ao jardim com o mesmo nome. Uma, duas, três gerações consecutivas, pelo menos, delibávamos na longa tertúlia em que o Café S. Lázaro, com epicentro na ESBAP, se transformava, com as suas três fieiras de mesas individuais tornadas três grandes mesas corridas, envoltas numa grossa nuvem de fumo, tabágico e húmido, onde pontificavam artistas e arquitectos (pleonástico em alguns casos), como o Manuel Pinto, a Rosa, o Bizarro, o José Rodrigues, o Ângelo de Sousa, o Armando Alves, o Alexandre Alves Costa, o Manuel Fernandes Sá, os juvenalíssimos Vítor Sinde, Manuela Juncal e Camilo Cortesão, o finado José Garrett, o próspero Alexandre Vasconcelos, o Pacheco Pereira e nós próprios também pouco mais que miúdos, ainda antes de entrarmos na Faculdade de Letras e transferirmos, em parte, o epicentro do nosso nomadismo intelectual para o tsunami teórico e revolucionário do Piolho.

Mas havia uma figura, por vezes, escata e leve no poiso da sua fresta, de outras vezes, mera sombra fugaz, talvez rasto ou apenas pegada, que sobressaía tanto quando era presente como quando lhe contemplávamos a ausência: o Poeta, o Eugénio.
Geralmente ao lado do Zé (o Mestre José Rodrigues) também por vezes a sua mesa enchia-se com alguns mais jovens que recebiam a delicadeza da pronúncia das palavras, totais e mínimas, como a luz do fulgor do seu olhar aquilino que nascera entre os gregos.
Assim se liam os primeiros versos que, passo a passo, se iam tornando arsenal lírico de uma geração, como terá sido de outras, intimidade secreta de onde vinham as forças, talvez libidum, metamorfoseando as raivas em delicados sonhos de amor na acção libertadora concreta de lábios e punhos, rosas e fuzis, e sobretudo gritos. Todas as variações dos gritos num só grito. O do povo.

No seu apartamento, no 111 de Duque Palmela, deu-nos lição de política quando o estruturalismo chegava ao Porto e, por via de Althusser e de Lacan, tentava juntar Estaline e Freud, no maoísmo à “La Cause du Peuple”, ou seja espontaneísta, sartriano e francês
- Estaline? Vou mostrar-lhe o que diz o dicionário estalinista do Rosental/ Iudin sobre o Freud.
E, tirando, da estante repleta, um grosso volume, abriu a página e leu-nos a referência. Com coisa parecida com “pensador burguês e reaccionário que…”

Nem era de cá. E por que haveria de ser? Que é isso de ser de cá? E nós que somos de cá, somos de cá desde quando? Até quando? O que é ser? Onde nos levaria até nos transformar numa múmia! Interessa o estar! O estar com toda a plenitude de ser presença. E Eugénio estava cá, da forma que se conhece. Em palavras escritas há umas décadas, dizia-nos que a cidade era ”um burgo, pobre, sujo, reles até - mas gostaria tanto de lhe pôr um diadema na cabeça”!

Diadema com que se foi, forjado, burilado e aljofarado por si só, mas que todos nós, os que nos fomos despedir à Árvore ou ao Repouso, lhe lustramos com o bafo e calor dos olhares que já eram saudade.

Fica nos três palmos da ponta mais íntima da estante, aquela que, com a parede, se faz a axila do corpo da casa. Consigo e, por isso, connosco.

Mas fica no Porto uma sensação estranha, incómoda, se é que não será mesmo dilacerante. Era um outro Porto, em massa, onda generosa e florida, tão compacta que seria necessariamente a de todos, que se esperava envolvendo o Eugénio na hora do “Até sempre”.

Uma tristeza que fica preocupante: será que a depressão a que chegamos, ou a que nos levaram, já foi ao ponto de nem a identidade do que nos faz ser pessoas e viventes celebrarmos?
Fiquemo-nos. Dizer mais seria estragar o texto e o momento.

(Comércio do Porto, 17 Junho 2005)

sexta-feira, junho 17, 2005

Hoje na Alfândega

Ás vezes o Sede esquece de informar as iniciativas do PS. Como todos recebemos cartas e/ou mensagens sms, falta-nos cumprir o papel fundamental - divulgar a actividade política.
Logo, na Alfandega, haverá um debate sobre urbanismo em que serão oradores:
- arquitecto Manuel Correia Fernandes,
- arquitecto Fernandes de Sá,
- arquitecta Manuela Juncal,
- arquitecto Alexandre Burmester
- engenheiro Paulo Pinho.
Compareçam!

A resposta do TAF

O Tiago Azevedo Fernandes respondeu ao meu texto no seu blogue. Repondeu bem e não lhe tiro um milimetro de razão. A única coisa que eu acho é que as pequenas coisas que ele fala, os pequenos passos, não são um projecto de cidade, a que qualquer candidato politico que se proponha a governar uma cidade como o Porto, que está neste limbo de transição de século, obrigatoriamente tem que apresentar.
Aqueles pequenos passos são uma obrigação! Não é preciso um mandato, basta um ano.
Aliás após o encontro com a baixa do Porto fiquei a pensar no que disse a Cristina Azevedo, mais ou menos assim: "só vale a pena um projecto de cidade nesta altura, se ele tiver uma visão de macro escala, se ele se coadunar com as verdadeiras questões do desenvolvimento desta grande área metropolitana/regional". Disse-o daquela magnifica forma (como diria o Kundera), que só as mulheres sabem dizer.
Mas tem ela razão e tem o Tiago razão também. Será atendendo a uma e a outra estratégia que vale a pena continuar a participar na construção civica do Porto.
Uma ultima palavra para dizer que os ultimos anos estão a demonstrar um Porto muito mais discutido e os cidadãos muito mais envolvidos. Vêm isto a propósito da opinião do Tiago que diz, haver necessidade de um Sede do PSD, concordo com a ideia, desde que eles inventem outro nome qualquer (eg. FOME, RIOS ou assim). tenho quase a certeza que a Porto 2001 não teria metade das asneiras se já nessa altura (anos noventa) houvesse um A baixa, um Sede, um Blasfémias, o Pned, o nortadas, etc

Vassourada

Ouvir Manuela Ferreira Leite dizer hoje, aos microfones da RTP, que o país estaria muito melhor se ela tivesse continuado a ser Ministra das Finanças e o projecto Durão Barroso tivesse continuado, já nem dá vontade de rir, nem de chorar, nem de coisa nenhuma que não seja correr com esta gente à vassourada da esfera do poder politico.
Ela estará confundida em relação ao tempo? Ela ter-se-á dado conta que nem um ano passou? Apenas um Orçamento de Estado aconteceu. Será que ela ainda não interiorizou a responsabilidade que tem nisto tudo? Mas que lata, que despudor…
E aquele arzinho de quem está à espera da queda dos socialistas para, então sim, voltar ao poder e voltar a aplicar as suas teses, quem sabe às costas do Borges, ou do Anibal.
Eu repito aqui no SEDE, esta geração que se apoderou do poder e nele alterna, TEM que ser corrida à vassourada, ficando apenas e só aqueles que de facto tenham algo ainda para dar ao país, e que não são por certo os que continuam a entrar-nos pela casa dentro todos os dias.

Corino de Andrade

Corino de Andrade descreveu em 1952 pela primeira vez a PAF (Polineuropatia Amiloidótica Familiar) mais conhecida pela "doença dos pézinhos. Mas este foi apenas o inicio de uma História de pensamento, de procura, de descoberta, e da criação de uma ESCOLA. Porque ser um grande cientista como Corino de Andrade foi, é MUITO ESPECIAL, Mas Ainda Mais Admirável é a SUA ESCOLA.
Corino de Andrade demonstrou a sua GRANDEZA como homem da ciência ao ser um MESTRE de uma geração que se mantém viva, empolgantemente APAIXONADA pela ciência e que se deslumbra por cada passo que dão no Descobrir.
Com muita admiração
Raquel Seruca

Sites na internet sobre PAF:

http://www.ibmc.up.pt/group.php?area=4&grupo=9

quinta-feira, junho 16, 2005

Não deixa de ter graça

Os blasfesmos publicitam, em local especial, esta caricatura do carrilho num veículo estranho. O desenho, apesar de bem feito, nem sequer prestigia os atributos mais famosos da mamã Guimarães - nem um poucochinho do decote!
O joão Miranda acrescenta:
"Espero que ganhe o Carrilho. Se as pessoas do Norte têm autarcas como Luís Filipe Menezes, Valentim Loureiro, Narciso Miranda e Avelino Ferreira Torres, porque é que os lisboetas haveriam de se ficar a rir? "

Eu diria que ele se esqueceu-se do Santana Lopes e do Isaltino, já para não falar dos Zés Marias a mijar na Ponte, ou do correrio de funerais.

No entanto, vamos esperar pelas imagens do Rui Rio a conduzir calhambeques e pela igualdade de tratamento.



Grande angular

A baixa

Tenho feito algum esforço, para evitar pronunciar-me sobre questões de ordem urbanística na cidade. Dos poucos artigos científicos que tenho feito, procuro versar a minha investigação sobre o objecto arquitectónico, as suas relações no campo formológico e morfológico. Tangencialmente abordo a visão de grande escala. Tenho-me até convencido, daquela verdade que os arquitectos não gostam de ouvir – não sou urbanista. E não sou mesmo, mas também não me armo que posso ser, e disso me orgulho.
O texto do meu grande amigo Daniel conseguiu, no entanto, despertar em mim, finalmente a vontade de escrever sobre a questão urbana. Só o consigo tentar fazer de forma simples e portanto, serei provavelmente demasiado didáctico, ou demasiado pessimista, ou ainda irritantemente critico, por isso espero que me desculpem.
Devo começar por dizer que o texto citado coloca o tema como poucos o tem feito. Estamos a falar do que realmente interessa, ou seja, como antes já ouvi o Domingues abordar de forma semelhante (e liberal como lhe chama o TAF) a evolução da cidade, tal como já li o Koolhaas falar sobre o fim do urbanismo, ou ainda como tenho observado a escola de Madrid, que despudoradamente arroja nas propostas de arquitectos como Mansilla, Abalos e Herreros. Na verdade esquecemo-nos que a cidade do Porto, ou melhor o centro histórico do Porto, tem proveniência na tipologia da casa burguesa-medieval, fruto de uma transformação social brutal que ocorre nesse período nas cidades europeias: O desenvolvimento da actividade comercial e a ascensão de uma determinada classe, ligada ao que vulgarmente chamamos hoje de, serviços - a burguesia. Assim as cidades passaram de espaço de habitação, onde as ruas serviam os caminhos de acesso a módulos que se aglomeravam em torno de pátios, para serem agora comunicantes com o espaço publico, abertas para a rua, esventradas por cidadãos, que no piso térreo faziam o seu oficio, no logradouro cultivavam a sua pequena horta e crivam os seus poucos animais – tudo para a subsistência. Nos pisos de cima sobrepunham-se as famílias, pais, depois filhos, depois netos e por aí fora.
E deste modo desenvolveram-se os estimados “Cascos Antigos”, no Porto e na maior parte das cidades por aí fora.
Hoje, fruto da organização territorial e das novas vivências, procuramos sarar as feridas que este modelo, impraticável no século XXI, vai fazendo nos velhos quarteirões e tecidos urbanos da cidade do Porto. Enaltecemos as texturas dos granitos, a história do edifícios e clamamos o nome do património como principio redutor de tudo, grande buraco negro do conservadorismo contemporâneo.
Entretanto fomo-nos habituando a uns tiques que alguns arquitectos deixam como rasto, para fazerem uma mixórdia (palavras de Távora sobre a sua casa de Ofir) de reabilitação: Rebocos grossos, cores ocre ou amarelos vivos, rosas velhos, cantarias à mostra, caixilharias esmaltadas ou em inox e muita madeira. Convencemo-nos que assim se recuperava, tratando a pele. Pintando fachadas, com anuncios da CIN.
Faz-se do alumínio inimigo e do Betão o demónio!
No fundo promove-se o reaproveitamento de edifícios sem reaproveitar o que quer que seja. Primeiro porque nesta cidade vivia-se, nos séculos anteriores, sem automóveis, motas, autocarros, metros, táxis, etc.. As ruas eram espaços de vida e não barreiras. Segundo porque definiu-se como crime atacar umas fachadas do inicio do século XX ou de fins de X IX, mas aceita-se com normalidade as maiores atrocidades no interior de edifícios setecentistas. Nem que seja betão escondido por todo o lado.
Ironia das ironias, na cidade onde se descrimina mais o betão, a Casa da música assume-se como o ícone mais forte e marcante deste Porto de inicio de século. O betão no seu estado mais puro e asumindo as suas maiores capacidades.

Chego aqui para falr do PDM. Foi este o documento mais discutido na cidade e provavelmente no País dos ultimos tempos. Dissecaram-se, palmo a palmo, opções de terrenos deste e daquele, do Boavista, da Câmara, do Parque Oriental, do Túnel, etc. Argumentaram-se os indices e mais não sei bem o quê, mas ainda não ouvi, pelo menos como deve ser, alguém perguntar que estratégia de fundo tem este documento!
Qual a motriz do pomposo Plano director Municipal dos Próximos 10 anos?
Para onde vamos?
Com este plano executado a cidade vai ser o quê?
e imaginamos as respostas, mesmo em tom de pergunta retórica:
O centro de uma AMP que já é?
A grande Metrópole do Noroeste Peninsular que Já é?
Então, vamos ser melhores em quê? Vamos ser mais urbanos onde? Vamos ser mais contemporâneos como? Vamos viver bem e apresentarmo-nos como exemplo de quê?
Será no Centro tecnológico de Ramalde – zona de Ponta da Península de fazer inveja ao arroba 22 de Barcelona?
Será no Turismo, com uma cidade direccionada para a oferta cultural que prometeu?
Será num Centro histórico remodelado e vivido como poucas na Europa e no Mundo?
Será numa cidade sustentável e onde apetece viver sem poluição e insegurança?
Será numa cidade carregadinha de bairros sociais onde se vive bem, com os problemas sociais e urbanísticos resolvidos?
Será em quê?
É por isto que acho que neste âmbito o PDM vale pouco, para não dizer nada. É também por isto que o Masterplan vale pouco (embora me pareça valer mais que o PDM), porque não resume um sentimento da cidade e estará reduzido, demasiadamente reduzido, a uma boa carta de intenções.
Mas depois de falar do PDM, direi então um pouco do que me parece da baixa do Porto. E Continuo no modo de perguntas:
Será que ainda é um factor atractivo de mercado? Sem duvida. Muitos anseiam pelo clique, pela estrondo de investimento na baixa. Ele só não acontece porque somos todos conservadores, porque preferimos adiar mais um bocadinho do que arriscar um bom pedaço.
O exemplo mais flagrante é o de Barcelona, basta ler “a cidade dos arquitectos” do Moix, para perceber que Bohigas foi muito violento na recuperação daquele centro histórico. E é um socialista. Abdicou de muitos e muitos imóveis para salvar o conjunto. Rasgaram-se praças onde havia edificações do século XVIII e XIX. Aglomeraram-se prédios, mexeram-se em fachadas e fizeram-se edifícios novos. Quando digo novos, digo mesmo novos, como o MacBA ou o Corte Inglês, ou a extensão do Liceu, enfim por aí fora.
Será pictoresca e património?
Hoje todos dizem que a Baixa morre se a tratarem como um Museu, mas ninguém tem coragem de fazer mais do que isso. E acham possível que a chamada 3ª geração de habitantes chegue para encher o que falta e se perdeu. Podemos acreditar que com malta nova, artistas, pintores, músicos, jovens casais reconstruímos o que falta?
Mais vale assumir a baixa sem habitação! Ou isso ou se aceita muito mais flexibilidade, repito muito mais flexibilidade. (atenção que com isto não estou a defender muito mais densidade, nem muito nem pouco, quase direi nenhuma!)
Lembro-me de ter concorrido a um Europan (concurso europeu para jovens arquitectos), onde o fulcro da nossa proposta centrava-se numa proposta construtiva mais egocêntrica, tão egocêntrica, que o centro das salas colocava um écran, preparado para a televisão e Internet, onde cada um, na sua caverna, poderia virtualmente “tocar” os espaços que a sociedade global permite. Significa que as nossas casas e nós próprios, não pretendemos abdicar de sermos o momento que vivemos. Evitar a mais pura contradição que os arquitectos sentem melhor que ninguém. Os nossos amigos, os nossos clientes, reflectem uma sociedade que estimula a visão “passadista” e chama-lhe tradição. Gostam de casas que parecem antigas, com telhados da velhinha cerâmica, mas carros ultra-modernos nas garagens. Mobilam os seus espaços com as maciças madeiras exóticas que os seus avós gostavam, mas trocam os gramofones pelas aparelhagens, dvds, vídeos, interactivas, etc. Nem sabem o significado de tradição, pois tradição significa uma coisa actual, que continua a fazer-se da mesma maneira. Imitação não é tradição!
Significa que a baixa atrai as pessoas, hoje, por representar isso - a nossa memória, um pastiche que lava a ciade alienado do ultimo século- O lado pictoresco da contemporaneidade. E mesmo que desasjustado interessa manter. Ninguém fala das milhares de famílias de Miragaia e S. Nicolau que vivem empoleirados em casas que são insalubres (apesar de montes de giras por fora). Ninguém fala de uma população idosa que se encurrala em edifícios de vários andares, sem um acesso vertical que garanta a sua plena vivência ou mesmo o escape de uma acidente. Ninguém vê uma cidade incapaz de cumprir as dificuldade de acessiilidade a cidadãos de mobilidade condicionada.
Se a cidade, no seu centro é de pessoas idosas, devia reflectir isso e muito mais. Mas nem por aí nós encontramos os sinais do Porto hoje.

Finalmente devo dizer que discordo do Daniel quando politiza a cidade. Eu não consegui nunca ver a influência de Marx nos projectos de Garnier, Sant Elia, Corbu, e por ai fora. E acho que a cidade densa do Cardoso é igual ao Parque Maier do Santana. Entendo que a Maia é igual a Valongo, a Gondomar e apesar de tudo melhor que Gaia. Não consigo discernir, em Portugal nenhuma cidade que cresceu bem fruto de uma estratégia de esquerda ou de direita. Acho treta!
Considero até que a visão conservadora que tu falas só é mesmo importante por causa disso, por não nascer dessa fonte. Tendencialmente direi que se repetem as lutas de sempre, visionadas na discussão de 6 décadas sobre a casa portuguesa.
Vale a pena perguntar se o Portugal dos Pequenitos é de direita? Claro que é! Mas repara que nem nos mais fortes períodos de fractura ideológica isso foi importante.
Os principais arquitectos portugueses afirmaram-se sempre de esquerda. Veja-se o Siza, O souto de Moura, o Soutinho e por aí adiante.
De entre estes eu gostava de saber quantos projectos de encomenda publica tem eles. De esntre esses quantos foram objecto de concurso como manda a lei (e digo a Lei geral, não aquelas clausulas de excepção que dizem que só eles podem fazer um edifício de câmara municipal não sei aonde). São o pior exemplo! O caso do Souto Moura é escabroso –disse que era subempreiteiro da Soares da Costa na METRO. Disse que só por ética é que consultou o IPPAR. Os nossos jovens idolatram estes gajos que esmagam a classe. Que só dão aulas no estrangeiro. Que só dão maus exemplos no Pais. E que continuam a queixar-se de serem maltratados.
Na verdade falta-nos coragem. Os nossos heróis são também um bluf. Os especialistas repetem as mesmas coisas. E é preciso dar novo rumo, ou como o Pessoa, gostava eu de poder anunciar o eminente aparecimento de um Super-Camões do urbanismo nacional, mas seria pouca vergonha, por ser falso e por não conseguir ver isso no espelho. Mas como eu devem ser todos. E se alguma coisa de esquerda poderá servir ao Porto no seu desenvolvimento urbano, ela cingir-se-à, ao respeito por todos, à força de um trabalho colectivo e à humildade destemida de fazer mesmo.

Termino dizendo que discordo como é óbvio do Tiago Azevedo Fernandes quando ele defende a prioridade das pequenas coisas. Quando estimula os pequenos passos, mas certeiros. Acho muito honesta e correcta a sua posição. Acho mesmo a alternativa única em alguém que obrigatoriamente tem que prometer coisas (refiro-me a candidatos à câmara). Mas acho pouco. Ou realmente se define um rumo e avançamos, ou estaremos condicionados às receitas parvas dos eventos. Imitando a moda dos últimos 30 anos, onde os grandes acontecimentos empurravam o desenvolvimento. Convencendo-nos que as cidades fazem-se bem aos soluços, que são mais solavancos. Primeiro a 2001, depois uma cimeira, a seguir um Euro 04, e até umas corridas de calhambeques servem. Que virá a seguir?

Se puder e conseguir, continuo um dia destes (se valer a pena)!

Caro TAF

A classificação “direita” e “esquerda” só será polémica numa óptica confusa (propositadamente?) das questões ideológicas.
Uma perspectiva “Liberal” (que não significa obrigatoriamente “de direita”) tenderá a defender a cidade como um organismo “vivo”, que evolui como um somatório de vontades dos seus cidadãos e numa óptica de mercado. Os principais intervenientes são os cidadãos seguindo principalmente as regras do mercado. Eles (Liberais) contrapõe isso à cidade que dizem paralisada pelos poderes públicos sempre castradores das liberdades individuais e de mercado.
O que eu defendi foi precisamente uma ideia de esquerda, apoiada na intervenção dos poderes públicos, em contraposição a uma ideia conservadora (independentemente de ter sido praticada pela esquerda ou pela direita), igualmente apoiada nos poderes públicos.
Uma ideia “liberal” de cidade é algo de muito distinto. Venham lá os blasfemos dizer o contrário.

Direito de Resposta

Ainda a propósito do debate/conversa entre a blogosfera e Francisco Assis, promovido pel’ A Baixa do Porto com a ajuda do SEDE, fui citado pelo Paulo Vaz do Nortugal relativamente às questões da viabilidade/vitalidade do centro vs periferia das cidades contemporâneas.
Permito-me este direito de resposta, não por ver de alguma forma as minhas palavras deturpadas, mas simplesmente porque senti que não foram devidamente contextualizadas.
De facto, nunca referi que o centro (baixa) do Porto não era viável, questionei foi que tipo de viabilização. E exemplifiquei com outras “baixas” de outras cidades, essas sim inviáveis. Assim, referi algumas concepções de cidade que não atribuem viabilidade aos centros, com o intuito de ilustrar duas formas distintas de entender os caminhos possíveis para um “projecto” urbanístico no Porto, uma que podemos considerar mais conservadora e mais próxima do que poderá ser um entendimento “de direita”, e uma outra, mais progressista, e mais próxima do que devia ser assumido pela “esquerda”.
Ambas são opções para o futuro Presidente da Câmara do Porto, mas opções muito distintas.
Pela minha parte entendo, e há muito que defendo (o que muitos outros também entendem e defendem muito antes de mim) que numa cidade como o Porto, dificilmente o centro (leia-se a cidade oitocentista mais uma boa parte dos bairros) poderá ser tão apelativo como as periferias, à semelhança do que acontece na maior parte das cidades ocidentais. Esta realidade é de fácil constatação, na medida em que genericamente o mundo urbano continua a desenvolver-se e a aumentar em relação ao mundo rural, mas nesse mundo urbano, o que efectivamente tem vindo a aumentar são as periferias. As razões são várias, umas mais genéricas, outras mais específicas da cidade do Porto.
Desde logo o custo do espaço, sempre mais inflacionado nos centros urbanos, mas também as características físicas das estruturas urbanas, correspondentes à própria evolução da cidade no curso da história e vulgarmente desadequadas à sociedade contemporânea, cujos modos de vida mudaram como nunca no ultimo século.
No caso do Porto, estas razões relacionadas com a estrutura urbana são ainda mais evidentes do que noutras cidades de génese mais recente, ou de outras cidades europeias, muitas delas fustigadas e parcialmente destruídas pelas sucessivas guerras do século XX. Mas muitas outras razões poderão ser enunciadas para justificar o menor apelo que o centro da cidade exerce para a fixação de largas camadas da sociedade, como o relevo do território, em partes relativamente acentuado, como o emparcelamento do mesmo, característico e arquitectonicamente interessante, mas de alguma forma limitativo, como o dimensionamento de vias, etc.
Nesse sentido, o caminho que tem vindo a ser percorrido e tem sido pretendido, o da reabilitação da cidade tradicional voltada para o retorno e fixação das pessoas (leia-se as que constituem a matriz social) e voltado predominantemente para a função habitar afigura-se como muito difícil e provavelmente condenado ao fracasso.
Esta função da vida humana adquiriu, por via da evolução social, das novas tecnologias, do desenvolvimento das tradicionais, pela oferta de bens e serviços, e principalmente pela via do conhecimento, níveis de complexidade e exigência pouco compatíveis com as estruturas físicas rígidas que herdamos das gerações antecedentes. Habitar, no inicio do século XXI, ou a sua representação no imaginário de uma imensa classe média, significa a dotação do espaço físico da casa de uma série de valências até aqui pouco consideradas.
Como será possível garantir protecção contra o ruído, ou contra a poluição, em vias traçadas antes da existência do automóvel e do autocarro e entretanto permanentemente atulhadas destes meios de transporte? Como será possível reabilitar para habitação os edifícios que delimitam tais vias e garantir a sua integridade arquitectónica em simultaneidade com todas as valências esperadas? E a que custo?
Garantir a integridade arquitectónica não significará abdicar dessas valências e portanto limitar a oferta, e implicitamente estar a promover reabilitação apenas para classes sociais que não se podem dar ao luxo de esperar melhor? Garantir a integridade arquitectónica, suportando o elevado custo que significa dota-la das valências esperadas não significa elevar de tal forma o custo, que implicitamente se está a promover reabilitação apenas para classes privilegiadas?
Por outro lado, abdicar da integridade arquitectónica não significa estar a recuperar coisa nenhuma e a promover apenas um pastiche duvidoso?
E relativamente à segurança, das crianças, por exemplo. Que níveis de segurança são possíveis de garantir num espaço público que foi absolutamente invadido pelos meios de transporte? Será de estranhar a procura de melhores condições nos bairros da periferia?
No entanto, embora a sociedade contemporânea tenha encontrado o palco para o seu modo de vida, para o seu mundo real, nas periferias das cidades, sabemos serem os centros indispensáveis, principalmente numa cidade como o Porto. Apesar da diminuição insistente da sua população residente e apesar do elevado numero de casas e edifícios devolutos.
Um programa urbanístico “de esquerda”, num certo sentido progressista, deverá ser capaz de interpretar todo um leque de preferências da sociedade contemporânea e fazer a sua síntese através da reinvenção de uma boa parte da cidade tradicional. Deverá ser capaz de encontrar novos usos e novas formas para espaços que nos habituamos a “não viver”. Deverá ser capaz de materializar ambições e vontades, sem ignorar os valores de uma cidade que é em parte património da humanidade, mas demonstrando que a contemporaneidade não é estática e que uma das virtudes da urbanidade é a sua capacidade de transformação.
O que aliás, episodicamente, sempre vai acontecendo. Koolhass ofereceu-nos uma outra forma de olhar a cidade, quando projectou a Casa da Música. O Metro do Porto também, ao percorrer caminhos habitualmente ocultos pelas frentes urbanas. Por vezes até uma demolição ou um novo jardim nos permite descobrir um conjunto de fachadas quase imperceptíveis pela estreiteza da rua.
O Porto precisa de se libertar dos constrangimentos impostos por uma divisão administrativa limitadora e por sucessão de mentalidades redutoras, e assumir o seu papel de centro viável de todo uma grande massa populacional e territorial, sem a preocupação de rivalizar com cada uma das múltiplas partes.
O Porto precisa de ver, sem receios, pontualmente alterada a sua estrutura urbana.
A alternativa é a concepção conservadora da cidade, que a entende como palco de um modelo de vida que já não é real. Nem sequer é um ideal. E para ai procura atrair as pessoas, através de mais, sempre mais, programas de recuperação, revitalização e reabilitação, financiados e co-financiados, cuja relação custo/beneficio nunca é, nem poderia ser, devidamente divulgada. Esquecendo-se porém que a cidade é o palco da vida, e onde não há vida de nada serve o palco.

As cartas para a greve!

O comportamento isento da CMP.

O amigo do Rio

Valentão de volta

Valentim "atira-se" ao COMÉRCIO. O presidente da Metro do Porto, Valentim Loureiro, atacou ontem o nosso jornal, dizendo que o COMÉRCIO é "dos maiores aliados da oposição" ao edil do Porto, Rui Rio. "É vergonhoso o que os senhores estão a fazer ao doutor Rui Rio", afirmou, dirigindo-se ao jornalista do COMÉRCIO que fazia a reportagem das declarações de Valentim aos jornalistas sobre as polémicas em torno do metro. A uma questão do repórter, Valentim Loureiro respondeu: "Mas que é que tu queres, tu és do COMÉRCIO. Ninguém lê isso". O presidente da Metro do Porto protestou contra as manchetes . "Aqueles vermelhos da primeira página contra Rui Rio são uma coisa incrível, não acho que devesse ser permitido", afirmou o major, acrescentando: "O senhor Rogério Gomes [director do COMÉRCIO] vai colher os frutos".Confrontado com estas palavras, o presidente da Comissão Política Distrital do PSD, Marco António Costa, distanciou-se das críticas. "Pelo que tenho apreciado do jornal, considero as declarações do major uma injustiça para o COMÉRCIO e para o seu director", disse.
Hoje no Comércio

quarta-feira, junho 15, 2005

Nova imagem

Atravessando os novos tempos e as novas imagens de verão que se aproximam, o SEDE, decidiu vestir uma roupagem mais fresca, de roupas mais claras, e actualizou a sua imagem de blogue dos verdadeiros socialistas em debate.




Esta mudança acontece pela necessidade de actualização, e se possivel melhoria na oferta de um espaço que tem sido plural.
Por outro lado as novas tecnologias são malandras e a anterior roupagem entrava em conflito com os sistemas mackintosh e afins. Assim sendo, não queremos deixar de chegar a todos e nas melhores condições, antecipamos o solísticio e TCHAM.
Espero que gostem, se não gostarem reclamem, embora temos que vos dizer que este espaço é feito sem recurso a mão-de-obra especialmente qualificada (Outra coisa não seria de esperar de socialistas em tempos de vacas magras!), portanto, faz-se o que se pode, sem gastar "carcanhois".
Não pense entretanto, que reclamando muito a gente fará muito melhor. Se quiserem um blogue "fashion" procurem noutro lado. Senão fiquem por cá e continuem a ajudar o debate dos socialistas.

A gestão da Metro

Face aos ultimos acontecimentos do Metro alguns destes senhores (ou todos) tem que prestar contas:

Presidente
Major Valentim dos Santos de Loureiro
Vogais
Eng. Mário Hermenegildo Moreira de Almeida
Dr. Rui Fernando da Silva Rio
José Narciso Rodrigues de Miranda
Prof. Doutor Manuel de Oliveira Marques
Eng. José Manuel Duarte Vieira
Eng. Juvenal Silva Peneda

EfectivoSociedade de Revisores
Oficiais de ContasAntónio Magalhães & Carlos Santos, SROC,representada pelo Dr. Carlos Alberto Freitas dos Santos
SuplenteDr José Rodrigues de Jesus, R.O.C.

Comissão Executiva
Prof. Doutor Manuel de Oliveira Marques (Presidente)
Eng. José Manuel Duarte Vieira
Eng. Juvenal Silva Peneda

Mesa da Assembleia Geral
PresidenteEng. António Bragança Fernandes, Presidente da Câmara Municipal da Maia
Vice-PresidenteDr. José Macedo de Vieira, Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim
SecretárioJosé Barbosa Mota, Presidente da Câmara Municipal de Espinho

59,9994% Área Metropolitana do Porto (AMP)
25,0000% STCP - Sociedade de Transportes Colectivos do Porto, S.A.
10,0000% Estado
05,0000% CP­Caminhos de Ferro Portugueses, E.P.
00,0001% Câmara Municipal da Maia
00,0001% Câmara Municipal de Matosinhos
00,0001% Câmara Municipal do Porto
00,0001% Câmara Municipal de Vila do Conde
00,0001% Câmara Municipal de Póvoa de Varzim
00,0001% Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia
00,0001% Câmara Municipal de Gondomar

COM TANTA A$N€IRA A CULPA MORR€RÁ $OLT€IRA, OU ALGU€M T€M A CORAG€M D€ $E D€MITIR?

A verdade

Andam por aí a deizer que a Metro emprestou dinheiro à CMP para pagar obras. Devo dizer a minha opinião sobre o assunto:

É MENTIRA! repito é M E N T I R A !

O que na verdade aconteceu foi um Leasing. Após as corridas se Rui R. quiser paga o valor residual, senão devolve a Av. da Boavista.

O que é um empréstimo

Comunicado do Rui R.

1. Ao longo do dia de hoje, foi o Gabinete de Comunicação da Câmara inundado com telefonemas de diversos jornalistas, no sentido de obter a informação sobre o destino que iria ter o empréstimo que a Câmara teria contraído para financiamento da linha Matosinhos-Boavista.
2. Foi sempre explicado que não houve, não há, nem vai haver qualquer empréstimo - até porque a Câmara ainda tem a sua capacidade de endividamento esgotada, apesar da melhoria que as suas finanças sofreram nos últimos três anos.
3. Apesar desta explicação, continuaram as chamadas dos jornalistas com forte vontade de publicar o que não existe.
4. A Câmara Municipal do Porto afirma em comunicado e, assim, por escrito que não há qualquer empréstimo deste género e que o boato visa apenas a contra-informação, decorrente da proximidade das eleições autárquicas.
Pelo que fica claro que quem publicar a mentira, está a fazê-lo deliberadamente com o intuito de desinformar. "

pg web da CMP

- Quer se dizer que não é a Metro a pagar aquelas obras que estão a decorrer para as corridas e que não foram aprovadas pelo governo?
- Quer dizer que não há um contrato onde se diz que se não se fizer ali a linha quem paga é a Câmara?

Cá pelo SEDE até gostariamos de vêr quem foi o professor da FEP que deu a cadeira de Iniciação à Economia ao Dr. RUi R. para ele não saber direito o que é um empréstimo.

Disse Oliveira Marques

Oliveira Marques rejeitou, ainda, a ideia de que a Linha da Boavista não terá clientes, assinalando que os estudos indicam uma procura de 600 mil passageiros/dia. Ainda assim, lembrou que "nenhuma linha é rentável", dados os preços sociais praticados. H. S. in JN

Aliás, acrescentamos que são tão sociais os preços do Metro como os ordenados dos seus administradores - uma miséria.

Haja vergonha.

terça-feira, junho 14, 2005

Ao Eugénio de Andrade

Com as flores

no braço

e um maço de poesia

a leveza do teu passo

a puxar a maresia

assim te abraço

poeta ou elegia.





Joaquim Paulo Silva

Para conhecimento de quem quiser!

Caros Amigos:

Está em curso a recolha de assinaturas para um texto que constesta as obras em curso na Avenida dos Aliados (Porto). Esse texto deverá ser publicado, acompanhado pela lista dos subscritores, como anúncio pago na imprensa diária. O seu teor é o seguinte:

«Vimos manifestar o nosso desacordo pelo modo como está a ser imposta à cidade do Porto, sem consulta pública, uma transformação radical do conjunto Avenida dos Aliados e Praça da Liberdade, e exprimir o nosso desgosto pela perda patrimonial e descaracterização da cidade que o projecto determina.
Apelamos aos poderes públicos, e em particular ao Sr. Presidente da Câmara Municipal do Porto, e ainda ao Sr. Presidente da Comissão Executiva da Metro do Porto, S.A., assim como aos Arquitectos responsáveis pelo projecto de requalificação, para que este seja reconsiderado de modo a que se salvaguarde o património histórico insubstituível e o valor simbólico desta zona da cidade, nomeadamente no que respeita à preservação da calçada portuguesa, das zonas ajardinadas e das magnólias junto à Igreja dos Congregados.»

Quem quiser juntar o seu nome a este manifesto deve contactar o endereço electrónico

portoaliados@sapo.pt

indicando o seu nome, profissão, e dados do BI (n.º, data de emissão e arquivo). Pode também, se quiser, colaborar na recolha presencial de assinaturas imprimindo o ficheiro em anexo (não incluído para quem recebe esta mensagem através do grupo PNED).

Saudações cordiais,
Paulo Ventura Araújo

Vale a pena lêr

Texto do António Moreira sobre o Assis, com gentis referências ao SEDE em "O Comércio do Porto"

Sobre programas e propostas

Senti a necessidade de fazer este texto porque já estou um bocadinho farto das bocas da falta de propostas do Assis.
Hoje a Cristina Santos escarrapachou-as no Comércio, via “A Baixa do Porto”, e como eu acho os recorrentes comentários tão demagógicos como o paleio do Sr. Rui R., venho aqui só avivar a memória de quem anda mais distraído. Não sou advogado, nem tenho nenhuma procuração especial do candidato Assis, mas tenho ido com ele a muitos locais da cidade e compete-me defender quando as acusações são injustas e deturpadoras. É que já percebemos essa das propostas! Mas é uma tecla mal teclada.
A começar já se sentem algumas propostas lançadas pelo Assis:
- Criação de um Polis para os bairros, com a obrigatória participação da administração central.
- Criar uma EPUP (empresa municipal de urbanização do Porto (para intervir nos edifícios municipais da baixa - e são mesmo muitos)
- Promover a linha do eléctrico e a continuidade do estudo de mobilidade, em alternativa aos errácticos percursos da Boavista e do S.João.
- Restabelecer as ligações de proximidade com as intituições da cidade (da ass. de bairro até ao futebol), nomeadamente na atribuição de subsidios.
- Transformar a Prelada num novo parque urbano de uso público.
- Fazer, repito, fazer o Parque Oriental.
- Defender a AMP, estabelecendo, na prática, relações preferenciais com a Galiza.
- Criar Conselhos Consultivos para estimular a participação cívica.
- Revitalizar a Fundação da Zona Histórica - deixada ao abandono nos ultimo 3 anos - com muitos prédios municipais em ruína.
- Reformular a politica em relação à ciência - transformando os centros de investigação em parceiros reais do município.
- Estabelecer uma muito maior proximidade com a Universidade - a todos os níveis.
- Criação do Pólo Zero na Baixa.
- Criar as ligações fluviais rápidas entre uma e outra margem do Douro.

E estas são algumas das coisas soltas que já fui ouvindo e lendo na CSocial. Sei de bastantes mais, mas a politica não se faz no tempo em que os incoerentes querem. Nem o Assis é o Santana Lopes que vinha armado em atirador de ideias para salvar o Porto e as lançaria durante 4 meses sem reflectir em nenhuma ejogar ping pong com um malcriado adversário.

Segundo aspecto, o Assis não está a conhecer a cidade! Ele está a auscultar a cidade, o que é bem diferente. O Assis não é só ao fim-de-semana que faz campanha. Durante toda a semana tem ido a faculdades, associações de moradores, equipamentos sociais, bispado, centros de investigação, e mais quantos o quiserem receber. Ao fim-de-semana vai aos bairros, porque tem de ir lá quando as pessoas lá estão e não a meio da semana quando tá tudo a trabalhar.
Vai daí ele tem ouvido as opiniões de todos. Tem visto o que lhe mostram e tem feito isso com o recato que permita transmitir confiança e evitar que não se descubram os verdadeiros problemas. É que era mais fácil andar com um batalhão de jornalistas para aqui e para ali e não ver puto. Era mais fácil fazer uma mobilização grande dos dois milhares de militantes do partido e ir para Ceuta berrar! Ou ir para a BoaPista.

Portanto, o programa vai ser o culminar de um verdadeiro caminho político, de um verdadeiro conhecimento da cidade e de um verdadeiro debate. Quem quiser participar que venha, se vier por bem.

É que se quiserem discutir programas, então eu coloco aqui o do Rio e quero ver quantos é que largam a barriga de tanto rir.
Apetecia-me dizer como vi no cartaz do Sá – O Porto primeiro. Ridículo no caso dele, em que parece que um pelouro do ambiente sem orçamento e um Smas sem condições de fazer o que quer que seja, estiveram à frente.

Até tu, Lula da Silva...

Para esquecer tempos dificeis...cá vai mais uma de LENINE.

Jack soul brasileiro

Já que sou brasileiro
E que o som do pandeiro
É certeiro e tem direção
Já que subi nesse ringue
E o país do suingue
É o país da contradição
Eu canto pro rei da levada
Na lei da embolada
Na língua da percussão
A dança, a muganga, o dengo
A ginga do mamulengo
O charme dessa nação

Esperança

Atenção que há em Portugal um grupo de 500 individuos capazes de se organizar e levar a cabo um assalto como o que aconteceu em Carcavelos. Isto postos a trabalhar e ainda conseguimos vencer a crise.

segunda-feira, junho 13, 2005

Sobre o encontro com o Francisco Assis.

Gostaria de ter escrito logo após o encontro, mas a internet cá em casa pifou e sem "rede" nada se faz. Mas o Francisco Assis no encontro, teve Rede que chegue e que sobre para se sentir em terreno seguro. Estávamos lá todos os que o apoiam, o SEDE em peso. Quanto ao formato de reunião: Foi a reunião que eu mais apreciei até agora na minha curta actividade no PS. Foi aberta, COM perguntas, SEM discursos, COM debate, Com atropelos de gente que queria dar opiniões, COM sugestões e SEM necessidade NEM possibilidades de nenhum de nós ter palco. Foi uma reunião no sentido total da palavra, e apesar de não ter moderador nem mesa, conseguimos arranjar pontos de ordem. Quanto ao conteúdo:

·Começou-se por falar do de sempre, como reabilitar o centro histórico do Porto (por falar nisso a "BAIXA DO PORTO" também lá estava muito bem representada). As opiniões a favor da reabilitação foram várias e as sugestões sobre como fazê-lo sucederam-se: desde promover a habitação a jovens; implementar um local onde estudantes universitários tivessem acesso a estruturas de suporte como locais abertos 24 horas para estudar, internet de acesso livre, etc. As enumeras dificuldades para fazê-lo foram incontáveis: a saída das faculdades do centro, a falta de escolas de ensino básico e secundário, a falta de estacionamento. O Francisco Assis vai ter que enfrentar muitas dificuldades e barreiras para fazer da aposta na recuperação do centro do Porto uma realidade. Para rematar e para nos lembrar que não vale a pena lutar contra a vontade dos cidadãos de viverem na periferia, ouvimos propostas audaciosas de outras cidades que tornaram o seus centros numa utopia do século XXI.

·Como sustentar a dinâmica do Porto de Leixões e do Aeroporto. Quem vive no Porto e utiliza o Aeroporto do Porto, imagina como o aeroporto poderia crescer. Mas para isso talvez valha a pena repensar como o projecto do aeroporto na OTA pode definitivamente tornar o aeroporto do Porto num caríssimo poiso de raros aviões. Será que vale a pena começar a OTA quando o aeroporto do Porto está tão perto? Quanto a Leixões tem que se intervir rapidamente e arranjar as ligações que façam sentido para torná-lo um "bom distribuidor".

·Como internacionalizar o Porto e lutar contra o Desemprego. A Câmara precisa de falar mais com a Universidade do Porto, com os nossos centros científicos e com os centros tecnológicos que giram numa área à volta do Porto. A Câmara precisa de ter um papel mais activo em ouvir e aprender com "Gentes" que já fizeram percursos de Internacionalização com sucesso. A Câmara pode e deve promover a troca de experiências e acarinhar iniciativas de fazer do Porto um local de excelência para debates e reuniões cientificas que trazem um outro Turismo à cidade. Só quem não se lembra do sucesso das várias iniciativas do Porto 2001 é que não acredita em projectos semelhantes. Mas a Câmara também tem de saber promover o gosto pelas ciências e artes nas nossas escolas.

·Como Falar com os nossos bairros sociais. E talvez aí não ambicionar intervir em todos os bairros mas identificar projectos piloto. Discutiu-se as vantagens e desvantagens de tirar as escolas dos Bairros e aí muita faíscas saltaram. Enfim...

Foi uma reunião viva, onde o Francisco Assis ouviu mais do que falou, e quando falou não discursou, debateu. Obrigada ao TAF que insistiu em fazer este encontro e Obrigada ao Francisco Assis que não só apareceu, como apareceu sem pose e com vontade de estar atento. O que aqui escrevi reflecte apenas MUITO SUPERFICIALMENTE aquilo que se passou na sexta feira dia 10 e apenas Alguns dos Imensos pontos discutidos, pois não fui incumbida de fazer nenhuma acta. Quanto ao Programa do Francisco Assis ele o anunciará a seu tempo.

Raquel Seruca

O Silêncio

Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,
e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,

quando azuis irrompem
os teus olhos

e procuram
nos meus navegação segura,

é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,

pelo silêncio fascinadas.

Obrigada, Eugénio de Andrade!

Raquel Seruca

Cunhal

Álvaro Barreirinhas Cunhal, nascido em Coimbra, em 10 de Novembro de 1913, falecido aos 91 anos, morreu comunista como resolveu sê-lo aos 17 anos.



A JS esteve bem

A manifestação da JS tem toda a razão de ser. A iniciativa de pôr as pessoas a caminhar debaixo do tunel é de uma demagogia brutal.
Afinal a Laura Rodrigues apareceu. Pensava que vinha dizer onde estava acasa das associações que esteve prometida!

sábado, junho 11, 2005

sim ou não

EXPRESSO SIMULA REFERENDO EM PORTUGAL

NÃO e SIM empatados

Lisboa e Porto votam contra Tratado

SE O REFERENDO ao Tratado Constitucional Europeu em Portugal fosse hoje, tudo poderia acontecer. Numa simulação do referendo realizada esta semana pela Eurosondagem para o EXPRESSO, com voto secreto em urna, o resultado foi um empate técnico: 50,8% dos portugueses disseram «Sim» ao Tratado e 49,2% votaram «Não». Curiosamente, o «Não» ganhou nas áreas metropolitanas de Lisboa (52,4%) e do Porto (50,9%) e no Alentejo e Algarve (53,9%). O «Sim» ganhou a Norte do Tejo, sendo o eleitorado do Centro do país claramente o mais favorável ao Tratado (55,5%). »

os gajos acabados em ão!

Dá um certo gosto usar isoladamente estes nomes nasalados dos nossos ex-líderes governamentais, de Durão a Bagão, ficamos a saber que o défice não era bem desconhecido de todos, apesar de declarado por metade. Ou seja toda a gente sabia que o Santana ia nú! O Sampaio sabia, o Durão sabia porque lhe deu a cadeira e o próprio também já disse à Judite que sabia tudo.
Inclusive o Bagão sabia do défice e sabe que os outros sabiam e faziam de conta não saber. Ele não disse porque todos sabíamos. O Constâncio está na cara que estava farto de saber – por isso é parvo (na versão felixiana).
O que agora sabemos é que estes gajos são do mais típicos arejo alfacinha ; é só show off! Trabalho que é bom nada. Sinceramente qual é o interesse desta discussão. O que conta é a gasolina que já subiu e o mais que ai vem.
Já agora gostava de vêr as reformas das companhias de seguros acumuladas pelo BagÃO!

Vasco Gonçalves

Marques Mendes

Assis desafiou Marques Mendes a falar. È que a demagogia e a sem-vergonhice na politica não é só em Oeiras e Gondomar, também anda por ali no Jardim do Carregal escrita em faixas pagas pela Laura e colocadas por funcionários com outras funções.

Matosinhos

Não é preciso muito esforço para saber que no SEDE a novela da Câmara Matosinhense não nos apaixona. Aliás cansa-nos, pois, uns outros e todos já deviam ter arrumado com o assunto à muito tempo.
No entanto, devemos dar conhecimento de duas coisas:
- O nome do Guilherme Pinto é consensual entre as 2 facções socialistas, sabendo-se até que Manuel Seabra vê com bons olhos esta opção.
- No caso de não sair uma solução dentro de Matosinhos, poderá evidentemente voltar à baila o Joaquim Couto.
A nós parece-nos que mesmo assim o Narciso ainda vai dar uns ares e, quem sabe, pode ir mais além.

Em Campanhã

Assis e o TAF

Neste fim-de-semana houve no Grande Hotel do Porto (com grande espalhafato) o encontro entre bloguistas e o Francisco Assis. Em abono da verdade assinale-se que o espalhafato resultou mais do chiquíssimo casamento que lá havia em simultâneo com a nossa animada discussão, do que da nossa tertúlia.
O resultado foi um pouco o de sempre, para melhor – muitas ideas, algumas convergências e outras tantas divergências. Foram 2h e ½ de discussão animada e onde se tocaram pontos interessantíssimos do futuro e da estratégia necessária para a região.
Os Sedentos estiverem em força (o Eduardo, único ausente, estava no Funchal) e provou-se que a Candidatura de Assis ao Porto está presente e atenta ao universo bloguista. Esperemos que tenha sido um ponto de partida. E assim sendo foi muiito bom, pois foi realizado sem peias e demagogias, com acerto e sem segundas intenções. O Porto, nota-se bem, é uma cidade de vivo debate.

Mais Blogosfera!

Excelente observação de Vital Moreira no Causa Nossa acerca dos populismos Bloquistas. Como é que eles caem tantas vezes nestes ridiculos?

Do lado dos nossos liberais...

...é raro surgir qualquer coisa de verdadeiramente interessante. No entanto esta ideia do Gabriel Silva do Blasfémias tem que se lhe diga. Alguem quererá analisar melhor a proposta?

quinta-feira, junho 09, 2005

GANGSTERISMO POLÍTICO


Pedro Baptista

Se é inacreditável que, em pleno 2005, o Porto ainda tenha de levar com um Presidente de Câmara que entende que a única lei respeitável é a da sua realíssima gana, considerando não precisar de autorizações para fazer o que bem entende, mais ainda que persista no desvario, apele para o apoiarem nas atitudes insurrectas para com a lei e chegue a pretender “legalizar” a obra exortando a população a “visitá-la”. Quando ainda há uns poucos dias, arranjava um relatório para arguir sobre a necessidade de continuar a obra por motivos de segurança, para, à Xico Esperto, avançar com a escavação ilegal.

Referimo-nos claro, ao buraco que o Dr. Rio arranjou ao modificar o projecto legal da saída do Túnel de Ceuta e ao implementar um seu, sem se procurar munir das autorizações necessárias, levando ao chumbo do IPPAR, tanto enquanto tutelado pela actual Ministra, como enquanto tutelado pela Ministra do Governo anterior.

Qualquer cidadão sabe que para fazer obras no exterior de sua casa tem de pedir autorizações à Câmara, mas o Dr. Rio faz que não sabe que também ele se tem de submeter às autorizações prévias das instâncias superiores. Talvez gostasse de ser ditadorzinho, executar o “quero, posso e mando”, mas os tempos já não dão para isso. A lei é para todos e ninguém se assusta com ameaças.

Não sabemos o que acontecerá no domingo, com o Dr. Rio a pedir à população para visitar um túnel que ainda há poucos dias não tinha condições de segurança, mas se for como a carta que dirigiu às instituições a pedir para o apoiarem, sabemos o resultado: toda agente a encorrillhar a testa com pena da evolução desviante da mente do Dr. Rio e nem uma resposta favorável.

Mas a evolução delirante do Dr. Rio, acossado pelos indicadores que o põem numa posição tremida a 4 meses das eleições, e quando o seu opositor chegou ao terreno há pouco mais de um mês, não se fica pelo foro mental. Entra no desaforo ético e, mais grave, na delapidação dos fundos públicos para os seus interesses eleitorais.

Foi o caso da colocação de mais uma faixa, à porta do Palácio, no sábado passado, insultando a Ministra da Cultura (que participaria num colóquio na Feira do Livro) e escondendo a verdade de que a única teimosia responsável pela situação é a de Rui Rio não fazer a saída do túnel no lugar autorizado, ou seja no Carregal.. Como a Associação dos Editores e Livreiros exigisse a retirada da faixa, o funcionário responsável pelo Palácio recusou dizendo que a faixa colocada no património municipal, estava autorizada pela Câmara, por intermédio dum seu alto funcionário. Como se não bastasse esta cumplicidade vergonhosa, descobriu-se que tinham sido os Bombeiros Voluntários do Porto, num carro da instituição a colocar a faixa. Assim se percebeu para que servem os BVP, assim como se percebe ao ponto a que o Dr. Rio chega na manipulação das instituições e na sua cobardia de não assumir os actos.

Mais descarado é o “out-door” gigante, afixado frente ao Hotel Infante Sagres, entrada do túnel. É um cartaz clandestino porque anónimo, ocupando espaço público, com meros ataques à oposição socialista e insultos à Ministra da Cultura. No entanto, quando confrontada, a Câmara foi obrigada a assumir a paternidade do cartaz no “site” oficial da propaganda da CMP. Donde temos o erário público, mais uma vez, a pagar (e não será pouco) propaganda partidária a 4 meses das eleições. O que, para lá de mostrar a verdade do carácter ético do Sr. Rio, constituiu um crime de usurpação dos bens públicos para fins partidário eleitorais. Mais um passo de quem tem utilizado todos os meios de propaganda (pagos pelos munícipes) para promoção político-partidária com fins meramente eleitorais, tentando, com mentiras baratas, encobrir o desastre da gestão da CMP.

Tal como a “remake” do Circuito da Boavista de ”há cinquentas” não passa disso mesmo. O ponto que o Dr. Rio pensou como o mais alto da campanha eleitoral. Mas nós, portuenses, poderemos de ter muitos defeito,s mas não somos otários, para não percebermos porque razão foram feitas as obras. Toda a gente vê que as obras na Boavista, Av. do Parque, Rua da Vilarinha, Circunvalação e Viaduto, (estas já transformadas em curros automóveis), não são mais do que obras para a tal corrida da propaganda eleitoral, que o Dr. Rio quer juntar com um encontro dos Amigos de Alex, encontrando-se com outros que, quando eram meninos ricos, tinham carros de corrida para arejarem o cotovelo. Toda a gente percebe que as obras de fundo não passam de pretextos para justificar as obras de fachada para um evento de três dias.

Tenha o Dr. Rio os “hobbies” que quiser dos automóveis de corrida antigos, não consegue escapar a ter de responder pelos muitos milhões de euros que custam estas obras, quando durante 4 anos não fez nada na cidade e se pedem mais sacrifícios aos portugueses. Francisco Assis perguntou-lhe, Rio respondeu “repugnado” com insultos e trabalhando com os seus homens na TV (com sucesso) para a pergunta não passar nos ecrãs. Agora que já insultou, se “repugnou” e manipulou, faça favor de dizer o que anda a fazer ao nosso dinheiro. Porque ninguém engole a dos 6 milhões que a Metro (quando ele era presidente da Metro) iria pagar a à Câmara por uma linha que ele dizia que se iria fazer mas nunca foi aprovada pelo Governo, nem por este nem pelo outro. A não ser que o Metro na Boavista na cabecinha do pobre Dr. Rio se faça à moda do Túnel de Ceuta. Mais um buraco. Numa cidade parada. Que quando mexe, só piora. Abençoado Dr. Rui Rio no dia em que sair da frente.


(Comércio do Porto, 10 de Junho de 2005)

Consta!

Consta por ai que o PSD tem uma sondagem secreta. E que essa sondagem dá a vitoria a Francisco Assis por um ponto sobre Rui Rio. São portanto excelentes noticias.
No entanto, o problema com as sondagens secretas e estudos de opinião encomendados, etc. e tal, é que apenas nos são segredados aos ouvidos os resultados.
Assim, o SEDE resolveu acabar com todas as dúvidas e fazer a sua própria sondagem. Lá para o inicio do proximo mês contamos tudo e divulgamos tudo.

quarta-feira, junho 08, 2005

Wright

Hoje o google oferece-nos o gugenheein de NY, a casa Kaufman (cascata) desenhados por um dos maiores e melhores arquitectos do mundo moderno - Frank Lloyd Wright - que nasceu na data de hoje, mas em 1867 e viveu 91 anos, desenhando as mais belas coisinhas que apaixonam os garotos que depois seguem esta maldita e reconfortante profissão.




vejam mais aqui

Para comemorar o evento, aconselho-vos um filme maravilhoso passado num edifício dos anos 50 do século passado - garanto-vos que nem acreditam!


Sem noção do ridiculo

Só falta a linguagem à Jardim

Podem vêr esta imagem na entrada de Ceuta e na web da CMP.

Não há palavras para o nojo e a vergonha demagógica do desespero do RUI R.


Blogosfera

Encontro de Francisco Assis com blogue de "A Baixa do Porto" na 6ª feira, dia 10 de Junho, às 18:00 no Grande Hotel do Porto.

O departamento

Anda uma confusão para saber quem ganhou o Departamentodas mulheres socialistas.
Nos escaparates corre a anedota que todas as listas são anti-estatutárias pois o PS obriga-se a apresentar listas onde pelo menos 1/3 dos candidatos sejam de diferente género. Como todos socialistas aparentam a virilidade necessária (apesar de um ou outro boato), sobrou às mulheres fazerem aquilo sozinhas.

Por outro lado a minha opinião é que acho isto das mulheres ridiculo, estupido e muito pouco abonatório para as mulheres. Quem conhece os casos de participação internos do partido, não pode deixar de concordar comigo.

Portanto quero lá saber quem ganha ou deixa de ganhar.

O tunel BTT

É claro que as obras de Ceuta estão a ser concluidas. Agora só não é um túnel porque falta o asfalto.
Como o presidente da CMP é um apreciador de BTT deve ser para organizar o campeonato nacional.
nota: Quem não sabe o que significa BTT, digamos pelo menos que não é BiTaiTes.


A pousada

Confesso que se deve achar um pouco estranha esta história de uma pousada privada num espaço que no tempo de Gomes se reclamou para a cidade.
Devemos achar estranho que se altere um plano de desenvolvimento do nucleo museológico com a simplicidade que se está a fazer. Achar estranho que começe a ser consensual o que quer que seja.
Mais estranho ainda o que se diz por aí. Talvez a cidade devesse despertar mais o seu interesse sobre este assunto, quem sabe alguns pés de barro se partissem.


terça-feira, junho 07, 2005

noticia arrepiante!

Rio quer uma década para dar vida à Baixa.

segunda-feira, junho 06, 2005

Direita e Esquerda

Se me restasse alguma duvida sobre a prevalência da direita sobre a esquerda na net portuguesa, ela ter-se-ia dissipado após as eleições de Fevereiro. Mas, à medida que se aproximam as autárquicas, os sinais vão ficando cada vez mais evidentes. Antes de 20 de Fevereiro existia um silêncio complacente na net sobre a classe politica. Principalmente antes de Santana Lopes. Depois, já com Santana no poder, começaram a circular algumas mensagens que versavam essencialmente o próprio Santana e a sua forma bizarra de estar no governo. Após a vitória do PS, e face à inquestionável legitimidade adquirida por via da maioria absoluta conquistada, tem-se verificado uma avalanche diária de mensagens que atacam e denigrem a classe politica. O processo é simples, atacando a classe política em geral não se pode ser acusado de estar a criticar ninguém em particular (o que não seria aceitável, pelo menos de forma tão explicita), e na verdade atinge-se quem está nesse momento no poder. Por exemplo, a nomeação desta ou daquela personalidade para uma qualquer instituição, a ganhar uns não sei quantos mil euros motiva imediatamente dezenas e dezenas de e-mail e PPT’s a circular, sendo que antes dessa mesma nomeação já lá existia um gestor a ganhar o mesmo e igualmente nomeado, cuja nomeação não motivou coisíssima nenhuma. A questão não está na bondade do procedimento em relação a nomeações, vencimentos, etc, que evidentemente podem e devem ser discutidos. A questão está no ataque generalizado à classe politica a partir do momento em que o PS chegou ao poder. Para mais que pondo sempre a tónica nos dinheiros, para facilitar a associação Socialistas = Despesitas. É o longo alcance do discurso da tanga. Não vi, durante estes três anos de coligação de direita este tipo de tratamento à classe politica, nem de longe nem de perto, na net portuguesa.

Rui fala para a boa CS

Dei-me ao trabalho de ler a entrevista de Rui Rio ao Primeiro de Janeiro (como sabem órgão de
comunicação social cujo dono é Montez e serve de Pasquim dos sociais democratas) porque não tenho paciência para ouvir as entrevistas na rádio Festival (que é do mesmo dono e serve de voz ao pasquim). Assim lido é melhor.

Então em vez de comentar tudo vale a pena fazer-lo com alguns excertos:

“Mas acho que a senhora está numa espiral de loucura” – refere-se à ministra

“Para mim é um orgulho saber que havendo eleições em Outubro, como vai haver, sendo eu candidato ou não, e provavelmente o serei como é lógico, saber que as eleições não estão ganhas”

“Se as pessoas tivessem uma noção do quanto são desinformadas, muitas vezes daquilo que é a minha acção na Câmara do Porto, tenho a impressão que fazendo uma sondagem se calhar tinha aí 90 por cento de apoio” - Parece alguém da quinta das celebridades

“Ainda há meia dúzia de dias tive uma sessão grande com profissionais de cabeleireiros e das barbearias, em que lhes pedi para dizerem o que está bem e o que está mal, e no fim uma senhora disse que saia dali com uma ideia muito diferente minha” - Biba a manicure!

“Isso naturalmente não agrada à maior parte da CS, principalmente aquela que é afecta ao partido socialista. E portanto cai em cima de mim” – gostava de saber o que ele acha do JN e do 1º de Janeiro, da rádio Festival. Já agora da Sic e da TVI.

“inegável que a CS é muito mais benevolente com o PS ou com o Bloco de Esquerda do que com o PSD. O PCP fica mais ou menos a meio, não tem tanta defesa quanto tem o PS na CS, nem tanto acesso. Isso não tem, mas também não é tão maltratado quanto é o PSD. Não estou a dizer com isto, porque depois lá vêm as mentiras, as deturpações…, não estou a dizer que os erros que o PSD fez, quando foi Governo, foram por culpa da CS. O que estou a dizer é que, obviamente, e aqui no Porto então há muito mais CS afecta ao BE e ao PS, e que está permanentemente a dizer mal de mim e a inventar coisas contra mim,” – a culpa é da comunicação social.

“O Santo António é que é um monumento nacional, o Museu é edifício classificado. Por isso é que o IPPAR é que tem de ser consultado” – Quer dizer que são coisas diferentes?

“eng. Nuno Cardoso pôde fazer a obra, escavou à porta do hotel e à saída do hospital, e depois abandonou tudo. E abandonou por falta de um projecto consistente, porque entretanto teve problemas na execução do projecto central do túnel, na escavação, depois também por falta de financiamento e tinha um parecer desfavorável do IPPAR, mas não um embargo, como está a fazer agora à cidade. Herdei aquilo assim. Estava ali um pântano, com água, já a criar bichos à porta do hospital,” – quer dizer nunca teve a intenção de ampliar o túnel???????
(….reorientação do túnel da R. de Ceuta para o Palácio de Cristal…. In Programa eleitoral do PSD/CDS-PP para as autárquicas – quem mente afinal?)

“É evidente que tenho de defender o hospital, os moradores, os comerciantes, o trânsito, os STCP, Táxis, todos que permanentemente reclamam que eu me imponha ao Governo para tentar andar para a frente” -??????

“Construam lá o CMI onde quiserem”

“mas os principais responsáveis por essa realidade má não são os que chegaram há três anos, mas quem esteve lá 12 e abandonou os bairros. Isso para mim é claro como água, e nós, nestes três anos temos feito muita coisa, mas ainda há muito para fazer.” – nem vale a pena dizer nada!

“A nossa cidade, quando comparada com as grandes da Europa, é segura. Isto não quer dizer que haja completa segurança. Isso não é verdade. Nós temos insegurança, só que os outros têm muito mais. Mas se nós não cuidarmos disso, então fica igual às outras. O que há na nossa cidade é sentimento de insegurança. Há mais segurança do que as pessoas pensam”

(Nos últimos anos, porém, a situação tem-se degradado e o crime tem-se dispersado por toda a cidade, acompanhando a exagerada densificação urbanística. Os crimes menos graves são os mais frequentes, sendo habitualmente perpetrados por jovens. A criminalidade mais violenta também é praticada, de forma sistemática, por jovens integrados em grupos mais reduzidos. Estes grupos, pequenos na dimensão, revelam uma tendência para reincidência. O medo, fenómeno de fundo da insegurança, é fundamentalmente vivido no centro da cidade (bairros históricos) e nos bairros sociais. Tal sentimento relaciona-se com o medo da prática de actos criminosos, especialmente perpetrados por grupos organizados, por criminosos sexuais, por toxicodependentes armados com seringas, arrumadores de automóveis, etc. – in Programa eleitoral do PSD/CDS-PP)

“O normal é que um presidente de câmara não faça apenas um mandato, porque não consegue concluir nada” – se começasse já não era mau.


“O próximo presidente não tem uma situação folgada, tem que fazer um esforço para o reequilíbrio, que se irá conseguir fazer durante um ano, e depois, a Câmara do Porto quase poderá ser um modelo” – parece premonitório – não acham? Ele sabe, ele sabe que não há bem que não acabe e mal que sempre dure.

“O próximo presidente encontra uma cidade com muitos problemas para resolver mas com os principais estrategicamente encaminhados. Os bairros sociais do Porto têm as pessoas com uma qualidade de vida muito a abaixo do que aquela que deveriam ter.”

“Continua a haver muito para fazer, mas como tem uma empresa municipal já criada e montada para trabalhar, e se tiverem juízo nas finanças, passam a ter cada vez mais recursos para fazer essas obras que deviam ter sido feitas há cinco, seis dez quinze anos” – eu diria há quatros, três, dois, um!

“Vai encontrar uma baixa do Porto abandonada, só que encontra uma legislação entretanto criada e uma empresa criada ao abrigo dessa legislação a funcionar, um plano devidamente aprovado e umas obras no terreno que só param se as pessoas quiserem parar” – quais obras, quatro casas em Carlos Alberto?


PJ - Se se recandidatar é na conclusão destes projectos que se vai empenhar?”Acho que o presidente de câmara, seja de que partido for e em particular se for do PSD, deve seguir esta lógica, ou seja, manter a habitação social como primeira prioridade, porque fizemos muito mas estamos longe de fazer o que é necessário. É preciso manter a reabilitação da baixa na primeira linha das prioridades, porque a baixa é fundamental para o desenvolvimento e estratégia do Porto, para o orgulho da cidade. Fizemos muito trabalho de «sapa» mas no terreno propriamente dito está agora a começar.” – eu diria, ou a acabar!

Serrralves

Parabéns a Serralves, Parabéns a João Fernandes e parabéns ao Porto. Afinal não é preciso nada de especial para levar as pessoas a aderirem em fortemente aos eventos culturais.
Na verdade o programa cultural não foi fantástico, mas que interessa, tem sido fantástico durante o anos inteiro e festa é festa. O que interessava era trazer novos e velhos públicos juntinhos. Que satisfação encontrar gente de todas as classes e todos os gostos.
Dá-me a ideia que muitos descobriram Serralves pela primeira vez. Dá-me a ideia que nem parecia estar no Porto, face à disponibilidade e interesse cívico do evento, nem pareciam dois fabulosos dias de Praia. E ainda por cima o Parque da Cidade estava a abarrotar, a Feira do Livro estava como um ovo, a Casa da Musica na sua programação (ao que sei cheiinha) e mais houvesse. Foi um Fim-de-semana que fez lembrar 2001. Afinal sempre ficou o carimbo cultural, e pedimos por mais.

Enquanto ouvíamos a Mingus band espraidos na relva do Prado, um amigo meu disse-me então:
“era preciso fazer isto também na baixa – não achas fácil abrir o Rivoli, o Sá da Bandeira e o Coliseu.” Acrescentei-lhe “juntasse a praça D.João I, os Aliados e a Batalha, incluindo o Cinema e o Teatro Nacional” e lembrei-me “Com jeito o Carlos Alberto”.

Os Mau-beiros

Foi através da blogosfera que se compreendeu que os bombeiros ajudam a pôr faixas políticas a insultar ministros como se fossem acções cívicas.

Que vergonha para todos os intervenientes.

E assim se cumpriu Portugal!

Se fosse politicamente correcto não trazia para aqui o assunto, mas esta ultima da Fatima Felgueiras é de campeonato. Estar fugida no Brasil, ter julgamento marcado para outubro, encontrar a coincidencia com as autarquicas, candidatar-se e adquirir imunidade, arriscar-se a ganhar, assistir ao julgamento em liberdade, correndo bem ficar por cá a gerir a autarquia, correndo mal meter-se tranquilamente no avião e voltar para o sol de copacabana com sentença judicial a permitir exercer o mandato à distancia, é mundo! Digam lá se não se cumpre Portugal e o sonho do império maritimo. Faz-me lembrar um livro que por aqui anda, "O Império Portugues, entre o real e o imaginário".

sábado, junho 04, 2005

Ah! Portugal, Portugal...

Parece que o Governo quer mexer no mapa administrativo portugues, fundindo freguesias, e alterando concelhos. São boas noticias, esperemos é que seja uma proposta ambiciosa. Teremos portanto que aguardar.

sexta-feira, junho 03, 2005

Assis ou Rio !

por Pedro Baptista

Antes do mais, pelo 151º aniversário, parabéns ao “Comércio”, ao Rogério e a toda a sua equipa. Um jornal do Norte para um homem e uma equipa do Norte! Como o 151º é capicua, tenham a sorte que protege os que a procuram com audácia e trabalho! Pelo que se vê de fora (e consta que, de dentro, ainda mais) nem tem faltado uma coisa nem outra. É natural que, passo a passo, os resultados também se estejam a ver. Para o Porto é crucial o papel do “Comércio”, a sua subida e afirmação. Porque seria péssimo que houvesse um só diário de grande tiragem, ou que a actual “lisbonização” (dita nacionalização) de diários oriundos (e com sede oficial) no Porto, não fosse acompanhada por alternativas para o Norte, tanto nas funções noticiosas, informativas e analíticas como nas opinativas. De resto, um diário é sempre, quer se admita ou não, quer o seja num sentido activo ou passivo, pelas melhores razões ou pelas piores, um centro político. Também por isso é preciso para o Porto e para o Norte. É imprescindível que não haja centros únicos (melhor será dizer centro único) na comunicação social. Ainda menos que o Porto circule em torno de “centros” (pretensamente nacionais) que, para o Porto e Norte, não passam de periferias da capital.

Entendamo-nos: quando falamos do Porto e do Norte, se não quisermos ir mais abaixo do que Aveiro, e de lá partirmos para Braga e para Viana, falámos de 3,3 milhões de portugueses, onde se situam três Universidades Públicas de primeiríssima linha, tanto na formação como, sobretudo, na investigação, os equipamentos portuários e aeroportuários mais capazes de todo o Noroeste peninsular, e uma indústria onde, ao lado da decadência de algumas tradicionais com o trágico do desemprego, emergem outras que procuram competitividade internacional. Além do Vinho do Porto e do FC Porto, de momento as marcas mais fortes da região em todo o mundo, temos massa crítica e temos vontade, falta-nos uma liderança que concatene esforços em torno de uma estratégia afirmativa no país e no mundo, falta-nos peso e expressão políticas. É também por isto, que a afirmação dos media nortenhos como centros e não como periferias é crucial e decisivo. Tal como as lideranças políticas.

Quando há dias o Conselho de Ministros revogou a legislação barrosista que cozinhou a “municipalização” da CCRN com os resultados que se conhecem, levantou-se do lado prejudicado um coro de protestos contra o “centralismo”. Protestos hipócritas, porque a indigitação do presidente da CCR pelos presidentes de Câmara, não representou nenhuma descentralização, mas apenas uma partidarização, no caso um ajuste da “panelinha laranja”, aliás especialista neste tipo de ajustes não só nas “panelas” mas em tudo o que é “tachos”, da região onde, de resto, como é consabido, funciona o generoso bloco central dos interesses de cada um. Mais ainda, sendo os protestantes exactamente os que se opuseram ao projecto de regionalização em que aí sim, havia uma efectiva descentralização política, pois passava a haver uma eleição directa do presidente e demais protagonistas. A mistificação barrosista da CCR “municipalizada” para dar a Valentim Loureiro as funções de “croupier” da administração regional, é igual às famosas e falecidas CU, também destinadas a limpar a consciência dos que mentindo ao país enganaram os portugueses fazendo-os votar contra a regionalização. Donde se espera que, enquanto se mantiver a impossibilidade de eleição directa por parte dos cidadãos dos dirigentes regionais, a figura que venha a ser indicada pelo Conselho de Ministros tenha peso e tradição políticas na defesa das causas do Norte e não esteja longe do alto desempenho que a presidência da CCRN teve durante muitos anos com a pessoa do Eng. Braga da Cruz.

É por tudo o que vai dito, sublinhando-se a inexistência a Norte de órgãos regionais com legitimidade política democrática, que a eleição do próximo presidente da Câmara do Porto tem uma importância política decisiva não só para o destino do Porto como de toda a Região. Não só acabar com a crispação e polémica permanentes em que se vive no Porto desde que o dr. Rio veio para a Câmara, como para surgir um discursivo positivo e mobilizador, que leve o Porto e o Norte, afirmando-se no Governo e em consonância com o Governo, a enfrentar os seus verdadeiros desafios que são os do futuro, os da competitividade internacional. Rio veio com a onda de Barroso e Santana Lopes. Onda que veio, fez o que fez como se fosse um tsunami, e foi deixando Rio. Assis recebeu de José Sócrates no Palácio da Bolsa um dos elogios mais empenhados que alguma vez um agente político pode almejar, ainda por cima dum secretário-geral primeiro-ministro. Elogio que foi um compromisso claro do chefe do Governo para com o Porto. A opção vai estar em torno desta alternativa. Longe estamos ainda da campanha eleitoral, mas boa parte das características de um e de outro são conhecidas. E as que não forem bem conhecidas, sê-lo-ão em breve. Será mesmo para isso que, em momento de grande austeridade nacional, o actual presidente, que gostava de se armar em puritano e unhas de fome, delapida o erário público em milhões de euros, para, encapotado em pretextos múltiplos, preparar com os amigos as suas brincadeiras nostálgicas, na famosa corrida na Boapista do “Oh tempo volta para trás!”

in "o Comércio do Porto" 3 de Junho de 2005

São pérolas, senhor, são pérolas!

Caro João Coelho, meu amigo de muitos anos

Obrigado pela entrevista do Medina Carreira, que finalmente li. O problema é que agora vou ter que te dar uma opinião que vais ter de gramar. Porque é longa e por isso é chata, mas também porque não te deve agradar lá muito. Mas com isso podes tu bem.

Começo pelo que concordo.

Sim, concordo que tem que haver um controlo muito maior da despesa. O Estado tem que diminuir. Mas não integralmente por motivos financeiros e sim porque existem muitas instituições e muitos feudos que não servem para nada que não seja complicar a vida dos outros, das que funcionam ou tentam funcionar.

Sim, concordo, isto é, percebo, que este não é o Portugal de antes e que já não se faz dinheiro. Por isso quando não há, não há. É a bancarrota.
Sim, concordo com as referências ao essencial em detrimento do acessório, claro que se andamos a tentar tratar do merceeiro da mesma forma que a multinacional não vamos a lado nenhum, etc., etc.
Também estou de acordo que a Caixa Geral de Aposentações se integre na Segurança Social. Tal suponho ter tido origem num sistema relativamente equilibrado de remuneração vs regalias que hoje está francamente ultrapassado por acção das diversas e diversificadas capacidades reivindicativas.

E o que não concordo.


O senhor põe sempre (SEMPRE) as coisas como se a "massa" estivesse à frente da vontade. Isto é, há massa ou não há massa? Eu acho que a vontade politica se tem que impor às questões económicas e financeiras. Isto é, nós queremos tal e depois vamos arranjar as condições para isso. Pode não ser possível, ou pode ser possível só às vezes, mas se não fosse assim ainda não tínhamos inventado a roda. Traduzindo, primeiro escolhemos querer determinado nível de protecção social (democraticamente, é claro) ou determinado nível de desenvolvimento científico ou cultural, e depois vamos pôr a economia a trabalhar para isso. Não podemos nem devemos fazer o contrário, que é estudar (como diz o homem) o que é que a nossa economia permite e agir apenas "em conformidade". Penso que está bom de ver que a minha modesta opção conduz a progresso (ainda que se admitam falhanços e algumas situações fiquem mal resolvidas) enquanto que a de Sua Sumidade conduz a estagnação para não dizer definhamento. Mais uma tradução (que tu certamente não precisas); se nós quisermos muito construir um teatro cá na terra e formos ver se no orçamento há dinheiro suficiente para ele, pois com certeza que não há. Se se opta por não fazer, não se fez, ponto final. Se se decide fazer com o dinheiro insuficiente que há, pode correr mal, mas é muito possível que o engenho se aguce e se consiga mesmo construir o teatro, e possa haver grupo teatral infantil, e se abram novos horizontes aos miúdos cá da terra.

Também não concordo com a fronteira que pretende criar entre Estado (ler despesas do Estado) e economia. Como se o Estado não fosse também economia. Até existem economias quase integralmente estatais, fracassadas é certo, mas de cujos exemplos, positivos e negativos não nos podemos esquecer.

Relativamente à Dra. Manuela Ferreira Leite, francamente até me choca. Como se não fosse perfeitamente previsível que ela iria tentar conter tudo o que pudesse e como se não fosse perfeitamente previsível que aquilo tudo só podia conduzir a uma maior estagnação e a um menor crescimento e, em consequência a uma muito semelhante incapacidade da economia privada sustentar o Estado. A prova é que três anos depois não estamos sequer na mesma, estamos muito pior. Ela sempre alegou que estaríamos ainda pior, mas qualquer elementar bom senso e uma pequena análise histórica dirá que não, que isso era uma assombração da senhora. Podia-se ter poupado muito sofrimento a muita gente que entretanto teve que viver com muito menos e muita outra que por via do desemprego passou a viver com quase nada.

Não concordo ainda com a questão da verdade e da confiança. Se o Dr. Medina Carreira percebesse um poucochinho que fosse de antropologia saberia que Portugal é um pais latino e que nos países latinos as coisas não funcionam assim. Tem a ver com muitas coisas de ordem cultural que manifestamente o senhor não domina. Para quem vive a desdenhar dos outros, e da seriedade intelectual dos outros, este camarada passa por quase tudo "ao de leve". A confiança num país como Portugal não passa tanto pela verdade e transparência, que evidentemente são sempre necessárias, mas muito mais pela vontade e decisão.

Também não concordo que já em pleno Sec. XXI se continuem a dar e a pretender dar tantos ouvidos a economistas do Sec. XX, alguns ainda em pleno XIX. Principalmente porque (infelizmente) tiveram formações de raiz ainda muito limitadas. Mas esse é um problema geral do país, continua-se a dar ouvidos quase exclusivamente às gerações que chegaram à idade adulta ainda antes do 25 de Abril com as limitações que hoje sabemos que isso implica. Repara, meu caro, que em todas as áreas de actividade os decisores são os mesmos (ou pelo menos é a mesma geração) de há trinta anos. Eu cá acho que se devem conseguir equilíbrios sustentados em várias gerações, para que a experiência de uns complemente a inovação de outros e vice-versa, entre outras coisas. Mas tu e eu sabemos que a geração de Abril se agarrou ao poder e à decisão e é até que a morte os separe. Infelizmente. Só assim se percebe os nomes que o senhor cita como os que deviam ser consultados.

Bom, a do proteccionismo é de espumar no chão a rir. Só corrobora o que acabei de dizer e mostra que o amigalhaço está fino para conversar no café, mas de civilização ainda não percebeu nada.

Mas há mais. Então não é que o senhor fala dos últimos 25 anos e dos dois períodos de franco crescimento e se esquece de referir quem é que estava no poder na altura e é responsável por esse crescimento? Simplifica, diz que foi o petróleo e os juros. Claro que, por coincidência, terem sido governos socialistas não tem nada a ver com o assunto. Nem ajudou um pouquinho. Mas ele lá saberá.

Relativamente ao défice, talvez o Dr. Medina Carreira pudesse ter divulgado qualquer coisa de interessante, como por exemplo os défices dos vinte países mais desenvolvidos do mundo ao longo de todo o Sec. XX. Se deixasse os lugares comuns tipo "temperatura do corpo" e fosse directo à verdade que tanto apregoa, mas a dos factos e não das opiniões, talvez se tornasse mais útil. E nós teríamos com certeza algumas surpresas.

Ah! Gostei daquela parte de dar-mos os braços uns aos outros e esperar que chova. O Scolari bem tentou fazer o mesmo mas afinal choveu foi na Grécia. Nós por aqui não só perdemos o europeu como ainda estamos a viver uma das maiores secas de sempre.

Mais para o fim, as pérolas começam a ser seguidas, nem dá para respirar, mas vamos a elas.

Primeiro quer contrair uma divida publica especial para despedir funcionários do Estado. Quer dizer, gastar dinheiro e JUROS para por o pessoal sem fazer mesmo nada. Mas que pessoal? Certamente o que ele acha que não é necessário ou que trabalha pouco.

Seguidamente não resiste ao populismo fácil de atacar os "dinheiros" dos políticos, a quantidade de deputados e ministros. A divisão geográfica e o número de concelhos, etc. Tudo numa só resposta. É obra.

Mais à frente baralha os valores dos défices como se as circunstâncias fossem as mesmas.

Ainda mais à frente critica o TGV e a OTA como se tivesse estudado profundamente a sua pertinência e, qual Durão Barroso, nem mais um aeroporto enquanto houverem Portugueses com fome, isto é, não se faz TGV enquanto não se fechar a Crill e a VCI. No caso de Durão já lá vão três anos em que conseguimos deitar fora uns bons milhões de euros dos fundos de coesão. Enfim, populismo do mais barato.

Oh! Lembrei-me agora que ao cavalheiro ainda sobra tempo para criticar o mecanismo de diminuição dos dependentes do Estado, que consiste na admissão de um funcionário apenas quando dois passarem à reforma. Guterres chegou aos um por cada quatro no segundo mandato. Segundo o Dr. Medina Carreira passam a ser três a depender do Estado, o que entra e os dois que saem. Ora, este mecanismo, quanto a mim excelente, pressupõe uma coisa que não devia ser estranha ao Dr. Medina Carreira nem a nenhum de nós, que é que o tempo passa. Portanto, as pessoas vão ficando mais velhas, crianças nascem, muita gente morre, as folhas secam, a fruta apodrece, as flores desabrocham, essas coisas. Isto quer dizer que não se pode pegar na fórmula, isola-la de uma qualquer unidade de tempo que permita a sua aferição e mandar uns bitaites. Porque é claro que a formula pressupõe que ao longo de um determinado período de tempo, na proporção de dois para cada um, exista uma transição de pessoas entre a vida activa, a reforma e a morte. Claro que se intencionalmente retirarmos a morte à equação, e é isso que o senhor faz, rapidamente verificamos que em poucos anos Portugal está inteiro na reforma e que então não há solução nem caminho para coisa nenhuma. Quanto a mim estas coisas não se podem pôr com esta leviandade, porque ou se põe a sério e se estudam questões como a esperança de vida, conceitos de frequência, etc. e tal, ou então não se é sério e do que se está a falar é de despedimentos cegos. Para isso mais vale não disfarçar, ser sério e pôr logo o preto no branco.

Para finalizar, diz que os juros bonificados são para casas da burguesia, encara apenas o lado despesista das SCUT’s que é certo que o tem, mas cujo beneficio quer em termos económicos quer na atenuação das assimetrias existe claramente comprovado, tanto na prática como em teoria, e por ultimo, qual Francisco Louça, qual príncipe da demagogia, quer a malta toda a circular por boas estradas, assim tipo IP5 e IP4, à moda da Suécia, em vez das auto-estradas.

Eu gostava de terminar a dizer a esse senhor, e já agora a ti João, que Portugal já gastou mais dinheiro no IP5 e no IP4 a recolher mortos e feridos do que o que precisaria para ter feito logo as duas com perfil de auto-estradas. Tinha valido a pena o endividamento e o aumento do défice respectivo, porque o dinheiro gastou-se na mesma, e as vidas já ninguém as repõe.

Um abraço,

Daniel Fortuna do Couto

quinta-feira, junho 02, 2005

Comércio vs CMP na web de Rio

Rui Rio tirou Rogério Gomes do sério. Vale a pena lêr pois dificilmente se consegue articular um argumente que refute a objectividade deste texto.

Parece que agora Rui RIo vai entrar em Guerra com o COmércio. Dizem os antigos que quando ums dos lados é sempre o mesmo que se vê logo quem é o culpado. Ou seja FCP, Jornal Publico, Associações Ambientalistas, Associações de voluntariado, Associações culturais, Grupos económicos, Comissões de moradores de bairros (sejam dos sociais, sejam da rica zona do Bessa), Ippar, e agora o Comércio do Porto. Chissa! Só falta chatear-se com ele mesmo.

Avelino Oliveira

NEE

Hoje todos os jornais escrevem NÉE.

Nee! Nee! Parece que gostaram. Na verdade a Europa enrolou-se numa surpreendente barraca com um alargamento sustentado num tratado que foi feito para 15 em NICE.

Deve ser ignorância minha mas conseguem explicar-me de que valerão os esforços de discussão de um tratado que, à partida deverá ser alterado?
Durão disse que todos devem ter oportunidade de se pronunciarem, de forma a ser equitativo e auferirmos do sentimento europeu. Bom já não é. Se ao menos fosse feito ao mesmo tempo. Se ao menos agora a abstenção não fosse um adversário brutal, pois muitos pensarão no desiteresse da opção.
Também acho que num tempo de complicados momentos económicos por aí fora isto só serviu para demitir governos - como se viu.
A verdade, verdadinha é que a Europa ainda não está preparada para ser inteiramente o que quer ser. A malta gosta das vantagens económicas e de ligação económica, cultural e social ao resto dos paises, mas está-se pouco borrifando para o crescimento da extrema direita em França. Se fosse o MIRN a renascer aqui com 10 idiotas, caia o Carmo e a Trindade, como é lá, onde curiosamente nos afecta a valer - estamos nas tintas.
Se calhar deviamo-no preocupar com o desenvolvimentop estratégico das vias de comunicação e dos recursos naturais do espanhois. Se calhar deviamos aproveitar bem os novos paises de Leste.
Outro dia fiquei surpreendido em saber que na Letónia os investdores são todos da Alemanha, Noruega, Suécia e assim. Cheira-me que burros não serão. Ainda mais quando sei que o crescimento económico de alguns desses paise está pujante.

Avelino Oliveira