quinta-feira, julho 07, 2005

LONDON


A series of explosions have caused injuries and forced the entire shutdown of the Tube network.

O MAPA DAS EXPLOSÕES AQUI















I was in the second last carriage on a Piccadilly Line train. We had just left Kings Cross and had not gone very far, perhaps a minute.

Everything was normal. Suddenly there was a massive bang, the train jolted. There was immediately smoke everywhere and it was hot and everybody panicked. People started screaming and crying.


Londres ganhou as olimpiadas

Confesso que o facto de ter sido emigrante na "Ilha" deixou um carinho por muitos amigos. Jogos Olimpicos na EUropa. Se puder (€€€€€€) até lá irei! Mas pelo caminho da economia, vou ter que ir de inter-rail!


Avelino

O circuito

Hoje, em todos os jornais podemos vêr que afinal as bancadas do circuito estão onde não deviam estar.
Quem lá passar vê como vai ser dificil vêr gratuitamente o Grande Prémio, pois são redes e mais redes e provavelmente acesso condicionado a todo lado.
A organização (pela aparência deve estar a correr mal) divide-se entre a montagem de tendas e delimitação de áreas disto e daquilo.
No final veremos se aquilo quee todos pagamos não será mais do que um grande estorvo de trânsito.
Usem os transportes públicos - diz o Vereador Cutileiro - como se uma 6ª feira de trabalho fosse a festa que ele diz.

quarta-feira, julho 06, 2005

Nostalgia Fórum

Por gentileza de um leitor do Sede, observamos a conversa entre pilotos que combinam encontrar-se no Porto no Circuito, no próximo Fim-de-semana. Pelos vistos a organização não corre assim tão bem.

Vale a pena lêr o nostalgia fórum.

Calçada à portuguesa!

informação

Algumas das personalidades que organizam e colaboram neste evento solicitaram-me a divulgação:

Reunião pública - 4.ª feira, dia 6 de Julho, pelas 21h30, no Auditório da Fundação Eng. António de Almeida, Rua Tenente Valadim, 231/325.

Como todos sabem o assunto é o novo projecto da Av. do Aliados/Praça da Liberdade.

não é costume!

Não é costume estarmos em desacordo no Sede! Mas não lembra ao Diabo trazer o nome de um arquitecto que diz tantas coisas infundamentadas, no minimo, ao nosso blogue. Muito menos dar-lhe os parabéns.
Como muitos lhe responderam a Calçada de PEDRA PORTUGUESA está bem caracterizada e definida aqui.
Eu lembro-me quando os meu professores da escola do porto começaram com essa correcção das sobras de granito serem a verdadeira calçada portuguesa, na tradição chã da nossa arquitectura, etc.
No fundo é por detestarem o caracter eminentemente decorativo e simbólico que o adorno lhes acarreta nos espaço, dando-lhes uma imagem mais próxima de alguma linguagem obrigatoriamente pós-moderna, ou seja, com este pavimento é mais dificil desenhar o calçadão tipo o de Matosinhos, pseudo minimalista, e super fashion nas fotos.
E eu até concordo que os Aliados precisam de um projecto de principio de século! Agora não me venham dar lições. Se tivesse existido concurso, os arquitectos diriam:
- "Meus amigos, apresentamos a ideia e fundamentamos, o Juri apreciou e nós ganhamos, agora temos legitimidade, pois fomos avaliados e subscritos por quem de direito "(CMP, Ordem dos Arquitectos, Metro, Assembleia Municipal, IPPAR, CCRN, e mais houvesse).
ssim tem que se sujeitar ao que está a acontecer. Arquitectos com o nome dos dois deviem ter VERGONHA do exemplo que estão a dar aos colegas mais jovens, nomeadamente quando todos sabemos que a malta (arquitectos), está a passar uma crise muito grave. Vejo muito bons colegas, com prémios no estrangeiro, publicações, etc, completamente sem trabalho, em situação muito má.
- Haja respeito!

Rui Sá!

Não acho que o assunto mereça muito mais do que aquilo que já todos viram escrito nos jornais, mas não ficaria bem se não dissesse aqui no blogue o que se passa com o vereador CDU. Ontem o Engº RUi Sá, de forma pungente, pediu ao presidente da câmara e ao PS para que se estudasse uma saida politica para Ceuta, porque já envorgonhava a todos.
O que ele queria dizer, era que já lhe queimava o rabiosque também a ele. Por isso toca a concensualizar.
Daí a trapalhada dos SMAS, onde ridiculamente aconteceu o seguinte:
- RUi Sá e Diogo Gandra apresentam demissão
- Os directores (cuja comissão de serviço já acabou e só esperam os resultados dos concursos que estão a acontecer - percebem?) também se demitem, dizendo no fim das suas cartas, `a consideração superior!
- Rui Rio leva a reunião de Câmara uma proposta para recusar as demissões e dar voto de confiança a Rui Sá.
- Rui Sá vota a favor da demissão que ele próprio apresentou (diz que é legal e normal!).
- A seguir exonera-se um administrador sem estar demonstrado se houve ou não procedimentos dubios neste caso.
Perante tudo isto, julgo que se vê de que lado está a razão.

terça-feira, julho 05, 2005

Alto e pára o baile 2!

Tiro daqui o chapéu ao meu colega Pedro Aroso, do PSD, pelo seguinte escrito n' A Baixa do Porto.
"Nos últimos tempos temos assistido a um autêntico festival de ignorância! Será que ninguém sabe o que é a "calçada à portuguesa"? Pois bem, perguntem ao Tino de Rans! Embora seja pouco mais do que analfabeto, sabe muito bem distinguir um pavimento em basalto e calcário (importados do Sul do país), da verdadeira calçada à portuguesa, composta basicamente por sobras de granito. E não nos venham dizer que aquela bacoquice que existia na Av. dos Aliados, era uma obra prima. Chega de cultura Pimba!"
É que eu estava a ver que nunca mais ninguem dizia nada. Só faltou dizer tambem que era o que nos faltava se ainda se lembram de começar a defender a verdadeira calçada à portuguesa para pôr ai pelas ruas da cidade.

Alto e para o baile 1!

"Como refere o SEDE é um desse locais, em que se pode atacar e nunca gloriar as boas acções..."

Cristina Santos, n' A Baixa do Porto

Pode pode, Carissima Cristina, pode pode. E até é já a seguir!

"Vende-se"

A cidade é como os seres vivos nasce, cresce e também morre. A nossa está a morrer !

por manuel correia fernandes arquitecto e professor catedrático da faup (hoje no JN)

"Vende-se". O letreiro que, hoje, mais se vê na cidade. Há ruas em que já poucas casas restam com vida dentro. Os números das estatísticas confirmam-no. O problema das estatísticas é esse apenas confirmam o que já sabíamos. E, então, já pode ser tarde para arrepiar caminho!

Passar por muitas das ruas da cidade é como entrar num filme de ficção ou mesmo de terror. A uma casa com um mais ou menos discreto letreiro de "vende-se", seguem-se outras sem qualquer letreiro mas cujo aspecto não deixa dúvidas quanto ao seu estado e quanto à situação em que se encontram ou têm as janelas visivelmente fechadas há muito tempo e é por elas que se olha através de densas cortinas de pó, ou têm portas e janelas preenchidas com desgastados taipais de madeira, ou estão encerradas com blocos de cimento, ou, então, é visível o esventramento e, pelo que já foram luminosas aberturas, emerge uma vegetação selvagem que cresce por entre muros caídos e madeiramentos desfeitos e apodrecidos. Por vezes, estas situações sucedem-se a um ritmo assustador de um e outro lado das ruas do centro da cidade mas também de zonas distantes mas que não suspeitaríamos que padecessem já da mesma doença que atacou o centro tradicional.

Esta situação revela uma cidade que morre aos poucos. Não é raro encontrar sinais de que as diferentes situações de abandono não são de agora mas é evidente que, na maior parte dos casos, se trata de situações recentes. Por vezes os velhos letreiros de "vende-se" ou "aluga-se" estão já amarelecidos e mal se vêm. Noutros casos, acompanham esses letreiros, os tradicionais "placares", muitos também já quase apagados, informando que um "projecto de licenciamento de obras" se encontra em fase de apreciação na Câmara Municipal.

É, assim, uma cidade vazia, a que nos surge por detrás de alguma dignidade de que ainda dão mostras muitas das fachadas que se alinham ao longo das nossas ruas e praças. Mas é, também, uma cidade espectante, a que está por detrás dessa aparente dignidade. E não se sabe - apenas se imagina - o que significa este não saber o que poderá ser o dia de amanhã se a morte por inanição total ou se a asfixia pela mais rasca das especulações que, frequentemente, aparece a coberto da pior das soluções que é a de nada acrescentar - se não mesmo a de destruir - em termos arquitectónicos e urbanísticos o que antes existia, desfigurando por completo edifícios e conjuntos equilibradamente concebidos, criteriosamente desenhados e cuidadosamente construídos. E são estas soluções que, infelizmente, continuam a fazer carreira, pela inculta imposição do aberrante princípio de "conservar a fachada", pouco importando, por isso, que a alma da cidade se perca! Ou, então, é o recurso ao simples recuo do alinhamento da fachada dita principal para justificar o aumento - obviamente especulativo - da altura e, portanto, da área total da nova construção que substitui totalmente a que lá estava e dava sentido à rua, à praça ou ao espaço urbano em que o lote se insere.

Evidentemente que não são intervenções deste tipo que vão permitir a sobrevivência e a renovação da cidade. Até porque também estes novos "objectos" apresentam manifestas dificuldades em convencerem o mercado, exibindo, por isso, e em boa parte dos casos, as mesmas placas de "vende-se" que, em muitos casos, também se vão mantendo por ali, durante um período de tempo inusitadamente longo.

Em todo o caso, seja a morte por desaparecimento, seja a morte por substituição, seja a morte por simples demolição ou derrocada, é da morte da cidade que estamos a falar. Ora, a cidade é como os seres vivos nasce, cresce e também morre. A nossa está evidentemente a morrer, ainda que, por momentos, algumas células se renovem. Mas já o não fazem ao ritmo e na quantidade suficiente para que o corpo resista, sobreviva e perdure. Este o drama que em cada dia que passa, passa pela cidade que não encontra quem lhe cuide tanto do corpo como da alma. E, visivelmente, tanto um como outra, ..."vendem-se"!

hoje!

Aniversário

É hoje!
Hoje o SEDE faz um ano de existência.



Obrigado a todos os que participaram e que tem contribuido para este projecto.

segunda-feira, julho 04, 2005

Jardim no seu melhor!

"Portugal já está sujeito à concorrência de países fora da Europa, os chineses estão a entrar por aí dentro, os indianos a entrar por aí dentro e os países de leste a fazer concorrência a Portugal..."

Ideia de futuro

Corre também nos meandros mais irónicos da politica portunse que, Rui Rio, prepara-se para apresentar no seu programa uma proposta dum mega evento (consta que ficou chateado com a Feira erótica lisboeta), onde serão gastos uns milhões (pagos pela Metro, pela Lipor ou assim), sendo uma coisa bem feita e com nivel, cheia de mulheres lindas, ou pelo menos ex-lindas, chamado:

Miss Universo 1950

Neste evento contam-se entre outras:
- Brigite Bardot
- Sophia Loren
- Ava Gardner
- Sónia Braga














Assis vs Rio



Finalmente encontramos o Rui R. como candidato e não como paladino da justiça camarária.
Neste fim de semana tivemos a oportunidade de vêr um cheirinho do debate que se avizinha - por um lado o PSD no combate contra tudo e queixando-se de todos, inclusive deles próprios, e no outro, para dissipar as duvidas, um PS em peso a apoiar Francisco Assis. Na inauguração da sede de campanha, os jornais deram enfase às ausências de Cardoso, Gomes e Narciso, mas esqueceram de referir que todos os outros lá estiveram, afirmando completamente que a estrutura partidária acredita na vitória.

Aliás, que melhor razão haveria de comprovar a desconfiança da coligação de direita na vitória, do que, pelo que dizem, existir uma Junta de Freguesia onde a candidatura de RIo apresentará um candidato simultaneamente na vereação e a Presidente de Junta - ou seja, mediante os resultados, escolherá o cargo.

O GP Porto

Segundo o JN, afinal as expectativas da CMP já não são de 1 milhão de espectadores.

"Grande Prémio Histórico no próximo fim-de-semanaO desfile de automóveis antigos de ontem à tarde foi antecedido de demonstrações de velocidade, que serviram de teste ao Circuito da Boavista. A mesma pista que, no próximo fim-de-semana, recebe o Grande Prémio Histórico do Porto.A partir das 8.45 horas de sexta-feira as máquinas começam a acelerar, com as sessões de treinos que se prolongarão durante todo o dia. As competições começam no dia seguinte e estendem-se durante todo o dia de domingo. A última prova está marcada para as 19.30 horas.A Câmara do Porto está esperançada numa grande afluência de público. Até porque, se para as bancadas é preciso comprar bilhete, os interessados poderão assistir às corridas, ao longo do percurso, de forma gratuita. A autarquia acredita que poderão circular por aquela zona da cidade cerca de 100 mil espectadores. "
Se se gastaram 6 milhões de Euros para dar show a 100 mil almas, era bom lembrar à CMP que só o FCP faz metade disso uma porrada de vezes ao ano.

sábado, julho 02, 2005

O MUITO MENTIROSO!

"O autarca garantiu que "tal como o PS fez nas últimas eleições autárquicas" será por si inscrito no seu programa a linha de metro entre Matosinho e a Boavista", devido não apenas a preocupações "com o desenvolvimento urbanístico da cidade, mas, fundamentalmente, numa lógica metropolitana que todos dizem que querem mas que muitos, na prática, insistem em trocar por uma visão redutora e eminentemente concelhia".
o "RUi METE ÁGUA"(como lhe chama a Iken) apresentaou a sua candidatura, e, como é seu timbre nos m oldes em que gosta de trabalhar, contra tudo e todos, a dizer mal.
O pior vem nas mentiras - escabrosas por sinal, como a que se coloca em cima.
O programa do PS foi editado em livro (em capa dura e demasiado luxuoso para meu gosto) e tinha como titulo:
"PORTO - um novo contrato com a cidade."
na pg 37 diz assim:
"(...)CONTINUAR OS INVESTIMENTOS EM TRANSPORTES PÚBLICOS DE QUALIDADE E GRANDE FIABILIDADE:
- Aumentando a rede de eléctricos ccom veícilos modernos e mais rápidos (....);
Dar prioridade:
- À conclusão da linha em construção na baixa (de eléctricos da 2001), que permitirá ligar Massarelos e a Cordoaria à Praça dos Poveiros, com prolongamento à Rua Chã (...)
- À reformulação e prolongamento da linha da Avenida da Boavista (que eu saiba só lá havia trilhos de eléctrico), entre a Rotunda e a Cordoaria, por Julio Dinis, Praça da Galiza e Palácio, no que deverá constituir um projecto emblemático de requalificação urbana da principal ligação entre a baixa e a Boavista, e PARA ONDE DEVERÁ REBATER O SISTEMA DO METRO-BUS DO CAMPO ALEGRE/FOZ/NEVOGILDE.(...)"
fim de citação!
Será preciso dizer-lhe o que é um sistema do Metro-Bus?
Será que ele julga que todos são parvos?
RUi RIO MENTE DESCARADAMENTE.
RUI RIO É TUDO AQUILO QUE CRITICA!
É UM MENTIROSO E NÃO PODE TER A CONFIANÇA DA CIDADE!

sexta-feira, julho 01, 2005

Abrangente de parabéns

Parabéns ao abrangente pelos seus 2 anos. É sem duvida um blogue que dá gosto visitar, tanto pelos textos como pelas magnificas imagens que sempre nos oferece.

Vale muita a pena

Conferência Em Trânsito
#00407.JUL 21H30
CONFERÊNCIA seguida de ConversaPASSOS MANUEL, PORTO EM TRÂNSITO
#004 The museum talks
A OA - SRN dá sequência ao projecto Em Trânsito, com uma dupla conferência de Beatriz Colomina e Mark Wigley já no dia 7 de Julho, quinta-feira, às 21h30 no Passos Manuel, no Porto. The Museum Talks será o tema da Em Trânsito #004, que será seguida de uma conversa com o Director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves João Fernandes.
Beatriz Colomina "The Endless Museum /O Museu Infinito” De que modo as propostas mais radicais para o museu moderno, de Le Corbusier e Mies van der Rohe a Rem Koolhaas, são simultâneamente projectos para um novo tipo de habitação?Beatriz Colomina, é Directora de “Graduate Studies” e do Programa “Media e a Modernidade” na Universidade de Princeton. Mark Wigley “The Black Wall: The Musem in a Digital Age /A Parede Preta: o Museu na era Digital”O que aconteceu às paredes brancas do museu na era digital? Poderemos escrever uma história paralela a propósito das paredes pretas?Mark Wigley, é Deão da “Graduate School of Architecture, Planning and Preservation”, da Universidade de Columbia, Nova Iorque.
A conferência será seguida de uma conversa com João Fernandes.
João Fernandes Foi Director-Adjunto do Museu de Arte Contemporânea de Serralves de 1996 a 2003, ano em que assumiu o cargo de Director do Museu.
Entrada Livre. A conferência será em inglês, sem tradução. Informações Ordem dos Arquitectos - SRN cultura@oasrn.org Tel 222 074 250.
Data e Hora 07 de Julho às 21H30.Local Passos Manuel, Rua de Passos Manuel 137, 4000-385, Porto. http://www.passosmanuel.net
nota: Já li algumas coisas desta senhora, nomeadamente os seus textos sobre o espaço e a sexualidade, que são qualquer coisa. Aconselho vivamente, lá estarei muito satisfeito. vale a pena, mesmo para não arquitectos - tenho a certeza!

Cerco à estupidez

Fátima Dias Iken

Pergunto-me se o fantasma do Cerco do Porto não estará de regresso. Ele é trincheiras, valas, lutas e guerras, tumultos e burburinhos. Pena que em causa estejam agora, não ideais liberalistas mas sim zaragatas pataratas por causa de... túneis e linhas de metro. Como dizia o outro, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Mas, reequacionando um cenário comparativo do período 1832-34, Rui Rio e Valentim Loureiro bem podiam ser os nossos D. Miguel e o general Gaspar Teixeira ou o marechal Beaumont. Já agora, o IPPAR e a Comissão Ad Hoc do "S. João" seriam um protótipo de Napier, por exemplo. Desculpem, mas estes episódios sensaborões são tão patetas que o melhor mesmo é gozar com as tropas e desopilar assim os fígados, caso contrário, deprimimos de vez, enfezamos e entristecemos numa cidade sem rumo, com gente equiparável. Numa alegoria portuense, o absolutista Rio seguraria na coroa atabalhoadamente colocada na sua cabecinha, qual D. Miguel atarantado, com a mania da perseguição, e, exaltado, de espada em riste, descabelaria a ministra da Cultura com uma ponteira cuspidela, apelidando-a de traidora. "Uma mulher do Nuorte não ousa fazer destas cousas. Sua valdevinas, que mal pousastes com os costados em Lisboa fazes guerra à tua própria urbe". Aproveitando a maré, Rui Rio (Rui Mete Água) surtiria umas boas chumbadas, da sua arma roubada ao exército francês, arremessada aos senhores do IPPAR, João Rodeia e Lino Tavares de seus nomes. Pires de Lima avançaria, oligofrénica,no meio da poeira e responderia a Rio: "Sua toupeira anarca, seu fuinha que escava para lá da conta, seu absolutista reles, vá andar de calhambeque que é o que você melhor sabe fazer". E esgadanhavam-se. O cenário seria, obviamente, a trincheira do túnel de Ceuta, mesmo em frente ao velho Palácio dos Carrancas (numa certeira premonição, dado o fácies pouco harmonioso da nossa ministra da Cultura), que hoje alberga o Museu Nacional de Soares dos Reis. Estou mesmo a vê-los. De um lado Isabel Pires de Lima e hostes "ipparianas". Do outro Rui Rio e o grupo dos comerciantes descontentes. Uma verdadeira batalha campal, de insultos e tiroteio. Uma coisa de revolver tripas. Rio & Companhia chegariam num Chevrolet de mil oitocentos e carqueja. Pires de Lima aparecia de jacto desde um canhão em Lisboa e citaria Eça, que pouco mais deve saber fazer. Nem jeito para a escolha do cabeleireiro a senhora tem. Por acaso, até tem piada, que por altura das invasões francesas, o edifício do actual Museu Soares dos Reis foi primeiro habitado pelo general Soult e, depois, pelos comandantes ingleses Wellesley e Beresford. Durante o Cerco do Porto, D. Pedro IV instalou aqui o seu quartel-general, mas viu-se obrigado a abandonar o palácio por este se encontrar demasiado exposto ao fogo dos miguelistas, aquartelados em Vila Nova de Gaia, hoje terras do general Menezes. A história tem destas coisas. Engraçado é, aliás, poucos anos após o levantamento do cerco miguelista, mais precisamente em 1838, a Câmara do Porto, evocando a vitória liberal, determinar que a Rua dos Quartéis, hoje de D. Manuel II, passasse a ostentar a designação de Rua do Triunfo. O topónimo então despromovido - Rua dos Quartéis - tivera origem num conjunto de edifícios destinados a aquartelamento militar que ali haviam sido erguidos pelos finais do século XVII... O mais certo é que a partir de agora, a rua se passasse a chamar Rua da Pacovice (já que até Rua de Estaline se chamou nos tempos pós 25 de Abril). Já para as bandas do "S. João", imagino Valentim disfarçado de Beaumont, o general de Argel, a cuspir cobras e lagartos para cima dos médicos Eduardo Guimarães e José Amarante, acompanhado de Oliveira Marques (conde Almer, já agora) que, acocorado atrás do major, mandaria umas boquitas em voz ciciante, mas logo se meteria debaixo da armadura de Valentim, para não apanhar com nenhuma seringa no olho, arremessada por um médico mais afoito. E, pelo meio, as linhas do metro serviriam para segurar as trincheiras de cada facção. Mas o melhor mesmo, para acabar com este novela ensurdecedora e tétrica, seria que se matassem uns aos outros nas ditas trincheiras e... viesse um qualquer marechal Saldanha salvar as honras da pátria. Mas, mais uma vez, mudam-se os tempos... Temos Assis... Ou seja, rebobinemos o filme e esperemos que rapidamente nos situemos em 2070. Com outros personagens. E oxalá que com doses cavalares de Centrum, caso não sejam igualmente pouco dotados, como os actuais. Mas também já cá não estarei para me chatear. É de facto triste que pessoas supostamente adultas não pensem de forma séria projectos da cidade. Tudo chegou ao ponto da anedota. Triste mas assustadoramente real. O palco da encenação, mais uma vez, é o Porto.

Crónica do rei Ubú

Pedro Baptista


Bem gostaríamos de nos debruçar sobre a situação geral do país. Sobre as frustrações do programa socialista após o encontro dum défice inimaginavelmente superior à previsão mais pessimista. Sobre a responsabilidade do governo de maioria absoluta de enfrentar tal situação com as medidas adequadas em termos de eficácia e de justeza, mas que passam por frustrar as expectativas dos que, ainda há pouco, elegeram a nova maioria parlamentar. Sobre a necessidade absoluta de fazer incidir os custos do emagrecimento necessário, não apenas sobre os trabalhadores e funcionários, mas sobretudo sobre os poderosos a começar pela chamada e autodenominada "classe política" e pelos sectores mais lucrativos da economia portuguesa, em particular a banca. Sócrates ganhou legitimidade para implementar medidas de austeridade a todos, na medida em que começou por cortar no poder político e faz alguns ameaços nos sectores mais poderosos, onde se inclui o fim do sigilo fiscal que pôs a direita furibunda. Manterá e aumentará tal crédito, na medida em que avance sem recuos com as medidas já anunciadas, tal como perderá a credibilidade e legitimidade se a montanha parir um rato, ou seja, pactuar com engenharias políticas destinadas a mudar alguma coisa para manter tudo na mesma. Para lá do fim da pouca-vergonha do regabofe parlamentar e político, do fim dos regimes excepcionalíssimos de aposentações, do término da orgia dos administradores das empresas públicos ou com maioria de capitais públicos, e do ataque aos lóbis económicos privados que vivem à custa do orçamento, há um ponto que aguardamos como decisivo: o emagrecimento dos ministérios, segundo o compromisso, dois por semestre. É que a maioria das sedes dos ministérios, tal como o parlamento, funcionariam (e melhor) com metade do pessoal. A avaliar pelas resistências que se zunem quanto ao fim de alguns dos privilégios parlamentares e políticos, vai ser difícil manter a determinação. Mas ser primeiro-ministro, numa freguesia destas e com as contas como estão, não é fácil. Grande será o mérito de Sócrates se mantiver a linha, e o país, depois de muito estrebuchar em defesa dos seus direitos e legítimos anseios, encontrar no fim do ano resultados de melhorias tanto no crescimento da receita como na baixa da despesa. A personalidade política de Sócrates, com comportamentos melhores ou piores, mantém-se em alta e em aberto. Terá toda a legitimidade política para prosseguir, se mantiver a coragem de cortar em ambos lados de forma equilibrada, e se com isso obtiver resultados visíveis nas contas de fim de ano. Entre nós, a nível do Porto/concelho, passa-se o oposto. A personalidade de Rio está em baixa e fechada. As sondagens mostram que os que o apoiam, e terão as suas razões, não aumentam. O número anti-FCP, e o do rigor e competência, deram o que tinham a dar e saem-lhe pela culatra. Vê-se uma cidade cada vez mais deserta, mais envelhecida, mais pobre, mais degradada, mais esburacada, mais arruinada. Em quatro anos de quase nada, o pouco em que Rio mexeu, deu asneira, sempre mais um buraco. Fartos de uma polémica provocada por Rio, de dia para dia, os portuenses vão percebendo o que foi a sua incompetência ao inventar o prolongamento da saída do túnel de Ceuta sem autorizações, como se qualquer munícipe para fazer mais um andar não precisasse também das autorizações competentes. Mas nos últimos dias a personalidade de Rui Rio mostra uma faceta, que há muito corria pelos "mentideros", onde seja feito o desconto de que a maior parte das vezes a maledicência suplanta a prudência na avaliação. Aquando do "arranjo" do relatório do "amigo do SMAS" a dizer que havia perigo nas condutas de água, que serviu de pretexto para o nosso Esperto avançar com a obra embargada, o país ficou estupefacto ao ver o homem nos ecrãs a falar do perigo de algum vírus contaminar a água da rede pública. Um vírus, Santo Deus! O que não nos poderia acontecer, a nós que constantemente convivemos com "milhões" de mini-alimárias dessas! Mas na terça-feira passada, quando uma explosão derrubou a fachada de um prédio e fez dois mortos em St.ª Catarina, o nosso homem não tem mais: "Temos indicações de especialistas que não há nenhum cilindro nem nenhuma botija de gás capaz de produzir um impacte desta dimensão. Tudo indica que tenha sido causado por um engenho explosivo". Ipsis verbis, incluindo os erros de gramática. Terríveis terroristas escolheram um velho prédio para o destruírem e matarem dois idosos? A ETA? Os islâmicos? O Unabomber ou algum ramal do IRA a quem não terão chegado as notícias da paz? Ou algum senhorio, usando a bomba como método discreto para desalojar os inquilinos? Ou a SRU? Ou a Ministra da Cultura para abanar o prolongamento do túnel de Ceuta? Ou seria a oposição? Santo Deus! Tal comportamento não configurará desequilíbrio de uma mente escanifrada e tétrica, com a mania da perseguição? Um presidente de Câmara do Porto pode dizer estes disparates? É a mesma coisa que um qualquer "boquinhas" fala-barato que no café ou na rua expele a primeira que lhe aparece na cabeça? Ao que chegamos! E de hoje a oito há mais. Com o país a fazer sacrifícios, uma cidade parada pelos cortes orçamentais da Câmara, e com milhões de euros deitados ao lixo pelo Sr. Rio para, em ano de eleições, fazer o número das corridas de quando era pequenino. Não diz quanto nos custa a brincadeira mas se chover vai dizer que são mísseis! O rei Ubú.

País dos Reformados

Ao menos num capítulo ninguém nos bate, seja na Europa, nas Américas ou na Oceânia: nas políticas sociais de integração e valorização dos reformados.Aí estamos na vanguarda, mas muito na vanguarda.De acordo, aliás, com estes novos tempos, em que a esperança de vida é maior e, portanto, não devem ser postas na prateleira pessoas ainda com tanto a dar à sociedade. Nos últimos tempos, quase não passa dia sem que haja notícias animadoras a este respeito. E nós que não sabíamos! Ora veja-se:o nosso Presidente da República é um reformado;
o nosso mais "mortinho por ser" candidato a Presidente da República é um reformado;
o nosso ministro das Finanças é um reformado;
o nosso anterior ministro das Finanças já era um reformado;
o ministro das Obras Públicas é um reformado;
gestores ilustres e activíssimos como Mira Amaral (lembram-se?...) são reformados;
o novo presidente da Galp, Murteira Nabo, é um reformado;
entre os autarcas, garantiu-o o presidente da ANMP, há "centenas, se não milhares" de reformados;
o presidente do Governo Regional da Madeira é, entre muitas outras coisas que a decência não me permite escrever aqui, um reformado;
e assim por diante...
Digam-me lá qual é o país da Europa que dá tanto e tão bom emprego a reformados, que valoriza os seus quadros independentemente de já estarem a ganhar uma pensãozita, que combate a exclusão e valoriza a experiência dos mais (ou menos...) velhos! Ao menos neste domínio, ninguém faz melhor que nós. Ainda hão-de vir todos copiar este nosso tão generoso "Estado social"...
Joaquim Fidalgo Jornalista

Ainda o tempo que passa

Aquilo que tenho aqui escrito, sobre a necessidade de se efectuar uma alteração geracional no exercício do poder em Portugal tem sido frequentemente mal interpretado e levado por caminhos que não são, de forma alguma, aqueles a que me refiro. Esses caminhos, que são os da critica a uma certa forma viciada de exercer o poder, tem a sua importância, mas uma importância, num certo sentido, negativa.

Os caminhos que tenho tentado apontar são, penso eu, mais positivos. Tem a ver com o esgotamento de toda uma geração que exerce o poder há demasiado tempo e que começa a dar demasiados sinais do desgaste que estas coisas provocam.

A questão é relativamente simples. Em Portugal houve um momento de ruptura, no 25 de Abril, e uma transferência do poder para outras pessoas, outros grupos, outras escolas. Essas pessoas, independentemente da sua orientação, mais coisa menos coisa, estão no poder há trinta anos. Se não é fulano é o primo ou o sicrano.

Acontece que, pelo menos na minha forma de ver, deve haver uma correspondência mínima entre representados e representantes, até nos escalões etários. Portugal está a ser governado, governo após governo, para os sonhos de há trinta anos, para os problemas de há trinta anos, com conceitos de há trinta anos.

E o pior, é que quando aparecem alternativas, sejam elas formalizadas ou não através de candidaturas, correspondem igualmente a ideias de há trinta anos, ou mais. Como se de lá para cá nada ou muito pouco existisse.

Veja-se o programa Prós & Contras na RTP. Quem é que convidam para lá estar? Gente que já está instalada no regime há trinta anos. Vejam-se os principais comentadores e colunistas dos órgãos de comunicação social. Quem lá está? Gente de há trinta anos. A economia tem problemas, a quem é que se pedem soluções? Ao Medina Carreira, que invariavelmente diz que ele, o Silva Lopes e a Teodora Cardoso é que são bons e que sabem. Mas como já ninguém inteligente acredita, quem é que vão buscar? Os alunos deles, igualmente à trinta anos instalados no sistema. Olhe-se para a Universidade e quem é que lá está? Nem é preciso responder. Eu só os ouço dizer que estão preocupados com isto, e com aquilo, e que se lembraram de mais não sei o que, que por acaso já anda toda a gente a falar há mais de dez anos. Eu até já ouvi um Presidente da Assembleia da Republica dizer, depois de trinta anos de politica activa, que tinha recentemente tomado consciência do problema da droga. Isto um numero dois da hierarquia do Estado. Queres o quê, Portugal, sair de onde…? ACORDA, Portugal!

Não se pense porém que aquilo a que me refiro é uma vaga impressão, por ver sempre as mesmas caras e os mesmos discursos de há trinta anos a esta parte. Vamos ver exemplos concretos de minudências da governação, mas que todas somadas já contam e todas contrariadas dariam um admirável mundo novo.

Eu continuo a ver, apesar das restrições orçamentais, que os nossos governantes, sempre que podem, lá fazem mais um polidesportivo e uma nova pista de tartan. E agora, em época de autárquicas lá andam todos ufanos a inaugurar essas coisadas. Depois ficam muito admirados que não tem lá ninguém e aquilo está vazio e ainda é preciso pagar ao guarda. Que azar, não se deram conta que a maioria da população já não pratica esses desportos nem quer saber deles para nada. Estão noutra…

Eu continuo a ver, apesar das restrições orçamentais, que os nossos governantes contratam, todos os dias para a função pública, técnicos superiores de informática, de formação genérica. Para que e por que? Porque eles não sabem abrir o Windows e muito menos o Excel, quanto mais a rede. Nem sequer entendem que desvirtuaram todo um processo coerente de aquisição publica, no qual deveria ser o fornecedor o responsável pela formação do utilizador, e não gerar mais encargos para o Estado. Não, criaram toda uma classe profissional que somos nós que vamos pagar e que vai ser absolutamente desnecessária para a geração seguinte. A não ser que seja reformatada através de formação, à qual, depois de confortavelmente instalada, vai ser muito resistente. De qualquer forma também vamos pagar. E depois dizem que não há verba para a Saúde ou para a Educação.

Eu continuo a ver o quase abandono da Serra da Estrela (eles acham que aquilo é só queijo e a lagoa comprida) e a nossa juventude a “construir”, com os seus gastos, as estações de Inverno por toda a Espanha, desde S. Isidro a Sierra Nevada.

Eu continuo a ver ser aplicado o paradigma de cinquenta, de um carro por família, em todo o planeamento das instituições do Estado. E mais, em todo o espaço publico. O paradigma mudou no final dos anos oitenta e hoje o carro é muito mais do que um meio de transporte, é mais uma extensão do corpo. Mas?!?!

Eu continuo a ver uns a atacar os direitos do trabalhador e outros a defende-los, fazendo códigos e leis para estruturas macro e criando excepções às regras para as micro empresas. As micro são a NOSSA regra.

Eu continuo a ver, na educação e até na saúde, a transposição permanente de modelos nórdicos para os nossos sistemas, mais francófonos ou mais anglo-saxónicos, conforme a orientação e os sítios para onde eles foram estudar ou exilados ou coisa que os valha. Esqueçam isso, NÓS SOMOS LATINOS.

E poderia continuar por aqui fora o dia todo que exemplos não faltam, esbarramos com eles todos os dias. Mesmo na arquitectura e na construção, que tem alterado a face deste país, a lei vigente, a que importa, foi feita e serve para resolver problemas de há trinta e tal anos e ninguém a muda porque belisca umas poucas de pessoas que estão igualmente instaladas há trinta anos.

Não me engano muito se disser que a média de idades da Assembleia Constituinte era de vinte anos menos do que é hoje da nossa Assembleia da Republica.

E a questão aqui não tem a ver, com a valia deste ou daquele grupo ou geração, tem simplesmente a ver com o tempo que passa e os desequilíbrios que gera.

4' 33''

Lembrei-me da celebre frase do Avelino Oliveira relativa ao silêncio a propósito da morte recente de Emidio Guerreiro.
Sim, realmente diz-se muito estando calado, embora por vezes me provoque alguma aflição e prefira enveredar por caminhos mais ao género Émile Zola: “If you ask me what I came into this world to do, I will tell you: I came to live out loud.”

Confesso que não acompanhei nem de longe nem de perto o percurso de Emidio Guerreiro, mas estranhei o silêncio generalizado a que foi votado o seu falecimento, principalmente quando comparado com outros, como Vasco Gonçalves ou Cunhal ou ainda outros como João Amaral ou Edgar Correia, recentemente falecidos.

Será por se ter incompatibilizado com Sá Carneiro?
Será pelas suas aproximações ao Partido Socialista?
Será coisa Maçonica? Será por serem já 106 anos?



De qualquer maneira, eu, que não gosto muito destas homenagens póstumas, deixo aqui a minha a um homem que, entre outras coisas, combateu o Franquismo, o Nazismo, o Salazarismo e as tentativas totalitarias de esquerda em Portugal.


A candidatura.

Agora é que vai ser!

"em declarações a O PRIMEIRO DE JANEIRO. A partir de sexta-feira será em força e, segundo o social-democrata, “dentro de muito pouco tempo” deverão aparecer os primeiros cartazes de propaganda eleitoral. “Vamos jogar no efeito surpresa”, justificou, para não querer avançar o seu conteúdo."

Deus nos livre!

Nós no Comércio

Já se torna um hábito, mas o forumsede foi citado sobre a "bomba" de Santa Catarina.

Sobre o tempo que passa

Caro Fortuna do Couto

Apesar de não o conhecer pessoalmente, revejo o meu pensamento em grande parte do seu texto. Para muitos dos que, ainda fazem política, na nossa praça, não perceberam que o tempo vai se esgotando. O populismo, o caciquismo, os jogos baixos, as inverdades, começam a ter os dias contados. Mas, só pode esta realidade (ou sistema pós 25 de Abril) ser transformada se atentarmos que será no jogo democrático que temos de investir, todos os cidadãos, não ficando em cada esquina a dizer mal dos políticos e acabar um dia com saudades dos gloriosos tempos da PAX EUROPEIA e da liberdade de pensamento. Olhemos a Grécia e Roma, e vejamos que nem a paz, nem a democracia, nem a liberdade são bens duradouros.
Aos que querem manter este sistema, devemos mostrar o inverso, a capacidade ainda do exercício ético na política a capacidade de estar ao serviço da cidadania sem o apregoar em cada esquina, a capacidade de abandonar a política quando as ideias se esgotam e os programas não se adequam.
Os tempos são de profunda mudança e já nada é seguro, mas a obrigação é não ceder ao mais fácil e ficar em casa encolhidos, meter a cabeça na areia. A opção é empenharmos na construção de uma nova cidadania, num novo país, numa nova Europa, menos preocupada com a arrecadação traseira dos dinheiros e o lento fim de cada ex-império, e com os EUA, mas uma Europa ecológica, social, solidária, de economia solidária, em permanente culto da procura do conhecimento, científico, espiritual, da cultura.
Realmente, o tempo dos patos bravos está a findar, de tão "bravos", é que ainda não perceberam isso, haja coragem e todos assumamos que isto só muda com luta serena mas continua face aos interesses locais instalados.
Ao PS, partido guardião de uma esquerda democrática, culta, aberta, eclética, civilizada, não dogmática, cabe renovar-lhe e pensar que não pode continuar a albergar dentro de si, o seu inverso, pode demorar mas assim a implosão acontecerá mais dia, menos dia.
Força, diga palermas, ao Lello, ao Gomes, ao Narciso e outros, não como ofensa, mas falta de visão política sobre o fim dos seus tempos.
Vamos consigo, abramos alas, sem medo.

Joaquim Paulo Silva, socialista e livre-pensador

quinta-feira, junho 30, 2005

Título: O Tempo

Subtítulo: o tempo que passa

Chegada a esta altura, das proximidades do primeiro aniversário, torna-se necessário esclarecer que o SEDE é um Blogue feito por cinco pessoas, com opiniões independentes umas das outras, mas também com alguns desígnios comuns.
Assim, o usual é todos nós postarmos com os nossos respectivos nomes e assumirmos publicamente aquilo que dizemos.
Acontece porém que, por motivos diversos, por vezes postamos também com o nome do próprio Blogue, SEDE. Esses motivos são bem mais comezinhos do que possa eventualmente parecer. Ou porque o que estamos a dizer diz respeito a todos, ou porque foi preciso fazer algum ajuste ao template e a preguiça não permitiu trocar o user e vai assim mesmo, ou porque o que conta é o texto e quero lá saber do username, ou porque nem sequer me lembro da passaword individual que está ali ao fundo na carteira.
A verdade é que não existe nenhum problema nisso, nem de autoria nem de responsabilidade nem nenhum outro, visto que estamos todos aqui para nos identificarmos e assumir o que dizemos seja em que circunstancia for.
Posto isto, fiquei bastante perplexo com a confusão que se gerou num post aqui atrás e que suscitou um comentário do A. Moreira, no qual referia uma série de coisas que eu não disse. Só depois me apercebi que haveria um simples equivoco relativamente a um post assinado pelo Avelino Oliveira. Mas a questão é que o A. Moreira tece umas poucas considerações que nada tem que ver comigo.
Em primeiro lugar eu gosto do Partido socialista e sinto-me muito bem no Partido Socialista. Em segundo lugar não me sinto nem um pouco desconfortável com as companhias referidas, pela simples razão de que já fiz parte de muitas outras organizações e sei bem que em todo lado há sempre gente de quem gostamos, gente de quem não gostamos, gente de quem nos orgulhamos, ou não, etc. etc.. As companhias referidas nem sequer formam um corpo entre elas, são simplesmente pessoas, algumas com trabalho meritório, outras nem tanto. Em terceiro lugar, não partilho da opinião relativa à seriedade das pessoas, no sentido individual, isto é, acho que as coisas não se podem por nesses termos, como se o Zé fosse mais sério que o Manel ou o Silva. Realmente acho que existem diferenças abissais entre o PS e o PSD que na minha opinião empírica e formulada após observação longa das respectivas praticas de governação, se põe nestes termos: A cultura vigente dentro do Partido Socialista é mais voltada para a seriedade da acção, enquanto que a cultura dentro do PSD é mais voltada para a realização da acção. Ambas tem virtudes e defeitos, sendo que EU prefiro infinitamente a do PS. Quando o PS exerce a governação, e refiro-me a todos os níveis, mesmo os mais baixos da administração publica, “sente-se” um clima permanente de pensar bem nas coisas, de escolher, com um bom nível de fundamentação, o caminho pelo qual se opta. Isto tem um preço, que é precisamente na capacidade de realização. Pelo contrário o PSD, nas mesmas circunstâncias, tem outras preocupações, que se prendem mais com “mostrar serviço”, fazer, fazer a todo o custo. Isto também tem um preço, que é que normalmente só saem asneiradas. Esse preço só não é mais elevado porque vivemos numa sociedade relativamente pouco exigente.
Propositadamente não me referi aos “casos” desta ou daquela pessoa dentro de qualquer dos partidos, porque continuo a acreditar que nem uma nem dez andorinhas fazem a primavera, assim como um “barão” ou um “cacique” não fazem também uma força politica. E quando fazem ou tentam fazer compete-nos a nós que temos outros valores e somos feitos de outras fibras, por as coisas no seu devido lugar.
Mas também procuro não desvirtuar a questão, que seria achar que certo é o mundo que eu tenho na minha cabeça, onde não há lugar para esses populismos, pelo que o mundo é que está errado. Se calhar não está, se calhar o sistema está mesmo certo, meu caro. Mas é um sistema porque é feito de equilíbrios, e por isso são necessários os A. Moreiras para contrapor aos Ruis Rios e aos Isaltinos (quase que dizia Avelinos, IH, IH, IH!). E depois a população escolhe. E não tenha dúvidas que vai escolher conforme aquilo que melhor servir os seus interesses em cada momento. Aquilo que temos que garantir é que há sempre escolhas, que ninguém consegue impedir que haja sempre escolhas. Também por isso, meu caro, é que discordo da sua opção, de se ausentar de ser uma escolha, porque está, com isso, a desequilibrar um dos pratos da balança. Também por isso não me dou a mim próprio esse direito, a partir do momento em que verifico que a actividade politica me agrada. Se me agrada, se estou disposto a participar nela, então sou uma escolha, ou estaria a dar vantagem a um qualquer “outro lado”.
Sobre o tempo que passa, temática que me interessa em particular, porque realmente o tempo passa, a forma como colocamos as nossas questões tem contido em si um valor absoluto, e no entanto são, a maioria das vezes, relativas apenas a um curto período de tempo, que marca muito mais o que classificamos como negativo do que o que classificamos como positivo. Isto aplica-se às candidaturas, como a do Gomes, a do Assis, ou a do Rio, no sentido em que há um tempo para as coisas, que raramente os próprios conseguem identificar, mas que é evidente para o colectivo.
Foi evidente que o tempo do Gomes no Porto tinha passado e por isso o Rio ganhou.
Não sei se é já hoje o tempo de Francisco Assis ou se isso vai acontecer apenas depois do verão, o que sei é que são evidentes os sinais de que a forma de fazer politica de uma certa geração já passou. Continuar é apenas prolongar a agonia. Porque o tempo passa.
P.S. Evidentemente que não me referia a diferenças ideologicas nem quaisquer outras (e muitas existem) que não fossem diferenças na pratica da governação e num cenário de coerencia com os proprios programas, o que nem sempre acontece.

I&D


Aqui mesmo ao lado, Zapatero anuncia que vai ser feito um esforço de convergência de verbas de 7 diferentes ministérios para a Investigação Cientifica. Este plano terá como verbas- 2800 milhões de euros e terá como objectivo atingir a meta dos 2% do PIB até 2010. Para além da vontade clara de aumentar o financiamento tanto do sector privado como público, prevê também melhorar a eficácia do sistema diminuindo o peso da burocracia.
Parabéns a Zapatero por acreditar que a Ciência é uma prioridade.
Para sabermos quais as medidas semelhantes que o nosso Governo também traçou no âmbito da ciência, aqui seguem algumas:
• Triplicar o esforço privado em I&D empresarial (que hoje não
ultrapassa 0, 26% do PIB), criando as condições de estímulo necessárias;
• É fundamental Duplicar o investimento público em I&D, de forma a que
atinja 1% do PIB;
• Desgovernamentalizar e modernizar o sistema público de administração
da ciência
• Triplicar o esforço privado de I&D e atingir 1% do PIB de
investimento público em I&D.

Raquel Seruca

O aniversário

Conforme anunciamos aqui há dias, gostariamos de celebrar o aniversário do nosso blog lançando um desafio.
Era interessante que os nossos leitores nos enviassem textos, pequeninos ou maiores sobre o espaço da net (vulgo world wide web, WWW) e os partidos politicos.
Aqui no Sede julgamos que ainda há um grande caminho por percorrer, por isso atrevam-se e escrevam-nos.
Seria interessante ter criticas aos sites dos partidos politicos, ter apontamentos sobre espaços web e blogs direcionados a distritos, concelhos, secções de bairro, e outros com vocação temática, etc.

quarta-feira, junho 29, 2005

Mister DuNÃO Barroso

O ano Durão

Segundo a visão:

"Fontes diplomáticas, em Bruxelas, reconhecem a Durão Barroso, em declarações à Lusa, capacidade de trabalho e liderança, mas criticam a falta de empenho em momentos cruciais embora sem o acusarem pela actual crise política que afecta a União."







Faz um ano que ele "comanda" a Europa!
Em resumo, em 3 anos conseguiu estragar bastante o País, oferecer-nos o pior primeiro-ministro do estado democrático e ainda por cima participar na mais grave crise politica da Europa.
Como lhe haviam previsto um futuro fantástico e uma capacidade fora de série, confesso-me admirador da sua vocação.
Parece o Mr. Bean que por onde passa deixa uma confusão atrás, mas é tudo sem querer.



Gay

From Wikipedia, the free encyclopedia.

For other uses, see Gay (disambiguation).
Gay originally meant in English happy. In modern usage, the term is often applied interchangeably with homosexual, though there are important differences between the terms. While "homosexual" relates specifically to sexuality, the term "gay" is a political or social marker.
When people say they are gay, they are saying that they are open about their attraction to people of the same gender
, not necessarily that they are sexually active with someone of the same gender, or with anyone at all for that matter. A person can be homosexual, but not be gay- terms such as closeted, on the down low, discreet, or bi-curious may apply in this situation. Similarly, a person can be gay, but not be actively homosexual- such is the case for some celibate individuals, such as monks, or for young people who have come out of the closet as gay for political reasons but are not yet ready to form a sexual relationship. Finally, the term "gay" can reasonably be applied to figures such as John Lennon, who were open about their attraction to people of the same gender even if they were entirely heterosexual.
To tie down the word to a specific cultural meaning might be to misrespresent a huge community of individuals who find themselves described by the word "gay". The term "gay", or "lesbian" for women, is preferred by many in the Lesbian, Gay, Bisexual, and Transgender (LGBT) community because it describes the overall "orientation" of the person and does not focus the definition only on sexual or physical terms, though there are possibly genetic and pheromonal precursors to all manifestations of sexuality and gender. The LGBT community represents the emotional, cultural, social and erotic lives of its members; a natural-born community without an innate cultural unity. The LGBT community has been, and still is, a community of struggle.
Aside from their long-term romantic and erotic relationships, gay and lesbian people establish same-sex friendships. They may choose to attend same-sex friendly social gatherings and church services where they feel more welcome. However, the majority of heterosexuals treat members of the LGBT community with kindness. There is a special term that has grown up alongside the term "gay"- the term "gay friendly". Gay friendly is a term for predominantly straight individuals and institutions who support political rights and social dignity for gay people.
The gay and lesbian community represents a social component of the global community that is underrepresented in the area of civil rights. The current struggle of the gay community has been largely brought about by globalization. In the United States, World War II brought together many closeted rural men from around the nation and exposed them to sophisticated attitudes in Europe. Upon returning home after the war, many of these men decided to band together in cities rather than return to their small towns. Fledgling communities would soon become political in the beginning of the gay rights movement. Today, many large cities have gay and lesbian community centers. The Human Rights Campaign advocates for LGBT people on a wide range of issues in the United States. There is an International Lesbian and Gay Association.
In parts of the World today, the LGBT community seeks marriage rights, a further extension of social globalization. Marriage becomes hugely important when lovers are not from the same country. Without marriage, or an equivalent right to immigrate, a couple or occasionally even family can be broken up based solely on the genders of the people involved.
The modern gay and lesbian community has a growing and complicated place in the American media. The community has been targeted by marketers who view LGBT people as an untapped source of discretionary income, but gays and lesbians are still often portrayed negatively in television, films, and other media. When Ellen DeGeneres came out of the closet on her popular sitcom, many sponsors, such as the Wendy's fast food chain, pulled their advertising. Gay people are frequently used as a symptom (or symbol) of social decadence by celebrity reverends and by organizations such as Focus on the Family. Many LGBT organizations exist to represent and defend the gay community. For example, the Gay and Lesbian Alliance Against Defamation works with the media to help portray fair and accurate images of the gay community.

Outros casamentos

O Tiago Azevedo Fernandes, com as suas considerações de ordem moral, lembrou bem a proposito dos casamentos entre homossexuais, a questão dos casamentos entre irmãos de sangue. Será um problema moral ou de saúde pública? Mais cedo ou mais tarde tambem esta questão se vai colocar, como já foi demonstrado pela bela Angelina Jolie, que lá teve que se resignar ao Brad Pitt, já que não lhe permitiam o enlace com o irmão nem outras aventuras...


Casamentos gay 2



Na continuidade da discussão travada aqui em baixo relativamente a casamentos entre homossexuais, parece que o Canadá flexibilizou a sua legislação por forma a permitir o tão desejado enlace entre pessoas do mesmo sexo. Desejado por eles e elas, é claro, porque nós por aqui não pretendiamos chegar tão longe.
Quem havia de dizer, os governantes canadianos a darem uma espreitadinha aos blogues portugueses...ãh!

Sobre a BOMBA!

Tivemos na noite de 2ª feira o infeliz constatar de como uma cidade com pouca vida pode ser perigosa. Duas mortes – de idosos, o que mais? E observamos como se a maioria dos edifícios não forem ocupados, a utilização indevida de infraestruturas pode ser muito perigosa. Neste caso com um depósito de botijas de gás na cave!? Como todos sabem o gás é mais pesado que o ar e portanto, não sobe. Quando alguma coisa espoletou aquilo, foi um estrondo. Como foi em baixo abalou a estrutura das paredes de sustentação, elas mexeram, as trave de madeira começam a cair e arrastam tudo. Assim, simples mas brutal. Fácil de explicar mas dramático demais para se pensar que não pode ser repetido muito facilmente.






Para agravar fiquei surpreso por vêr o Presidente da Câmara, vereadores e ouros aventarem a hipótese do o acontecimento funesto ter sido originado por engenho explosivo, vulgo BOMBA, ou quem sabe, por uma organização de malfeitores que ninguém ainda conhece.
Admito que no calor do desastre, e face ao impacto da explosão as primeiras opiniões sejam realizadas no registo sensacionalista, no entanto, deseja-se de um Presidente de uma cidade do Porto, não seja como o de uma qualquer eminência dos arribaldes, onde quando qualquer coisa que sai dos eixos da sua terrinha, logo venha admitir factores de extrema importância. Enfim, cheguei a ouvir meio a brincar, meio a sério, que era uma facção da Eta que agora se refugiava aqui, ou então a Al Qaeda escondida no coração da baixa.
Confesso que os pareceres técnicos preliminares que Rio usou para excluir as botijas de gás estavam tão acertados como as comissões do SMAS sobre o desvio de condutas para acabar o túnel de Ceuta. E aflige-me o clima de precipitação e falta de sentido de gestão da coisa pública, como se gerir isto seja uma coisa banal, difícil, mas normal.
A "bomba" é o espelho do período que o Porto vive, cheio de fantasmas, com receio de desconhecido, e quando ele aparece mais de perto, o melhor é gritar Adamastor, porque a Nau tem de navegar em círculos, não vão as aventuras ser perigosas.
É um Porto fechado à Europa e ao mundo, agora sim provinciano, pois não dispara sequer para fora das suas fronteiras municipais, não consegue mobilizar os vizinhos, até o fogo do S.João é uma disputa parola.
Se fosse em Matosinhos, na Maia e especialmente em Gaia esta "gaffe" bombástica já estaria publicada em emailes, smésses e tudo o mais, com tudo o tipo de ironias. A cómica CS lisboeta já deixaria cair, provavelmente pela Mourra Guedes em tom de riso e com os lábios a mexerem muito e desconcertadamente, uma galhofa qualquer.
Mas foi no Porto, e parece que a aura do Rio não consegue tocar o ridículo, mesmo quando o ridículo lhe veste dos pés à cabeça, tal como na fábula onde o tecido é tão fino, tão fino que não se vê. Então vai nu!

terça-feira, junho 28, 2005

sobre o interior dos partidos!

Confesso que este texto é um pouco um desabafo. Sabem, já estou farto da tendencia gratuita para a critica fácil que se tem feito neste periodo político, especialmente aqui no porto. Numa altura onde parece que os minutos de atraso de um candidato são mais relevantes que a mingua de ideias de uma cidade, ou então, a presunção de que os partidos são umas máquinas imensas, cheias de funcionários e quadros, que podem acompanhar tudo e todos, e melhor, tem a obrigação moral de o fazer. Isto, misturado com a costumeira cobardia, repito cobrdia, daqueles que se recusam a participar nos partidos, mas reivindicam as ideologias com a mesma propriedade dos que fazem delas cartão.
Sabem, é que muitas vezes é injusto, e nós podemos fazer um esforço, mas na maior parte das vezes não somos melhor nem pior do que o resto do povo, somos povo também.
A diferença é que damos a cara por um projecto. Não sabemos se ele é perfeito e até temos a certeza que não vamos transformar esta, na melhor cidade do mundo, em 4 anos, mas tentamos. O que sabemos é que a malta tem sido maltratada, enganada e em muitos casos humilhada por ser comandada por um artista como este presidente PSD.
O Assis tem as qualidades para ser um óptimo presidente, tem a serenidade para ouvir e é mais honesto que o Rio, pois não consegue mentir enquanto se ri, como ele. Quem o conhece, sabe que quando não está convicto do que diz até gageja!Por essa razão não compreendo uma tendência generalizada para andarmos sempre a escutar as criticas de pormenor, o detalhe, a chamada de atenção para isto, ou por não dizer aquilo, ou porque numa das muitas e muitas iniciativas que se fizeram faltava um copo de água, ou interromperam a palavra ao cicrano e beltrano. Depois também aquela treta do desacompanhado! É ridicula. Se andasse com as velhas caras como o palerma do Lello ou o Gomes, mais o narciso, mais o Gaspar, mais o Gomes Fernandes, mais sei lá quem, então diriam as poucas e boas - são sempre os mesmos, etc. assim está sozinho, o resto não existe - balelas - vão vêr quem ganha!
O que a malta vai dizendo é que não conhece esta nova vaga. O que a malta tem medo é da mudança. A mim ás vezes parece-me que muitos dos criticos, independentes e não sei que mais, se vivessem no tempo da outra senhora, eram coniventes com tudo e o 25 de Abril ainda não era feriado.
O que eu apreciava era vêr canalizadas as forças para ganharmos bem. E tragam um amigo também, a quem vier por bem.
A candidatura do Assis está muito bem, faltam 3 meses para conseguir os objectivos e ninguém pode ficar indiferente ao estilo e à proximidade dele com todos e com o que está certo. É tempo de unirmos esforços e ultrapassar receios e dar a estopada final e o ultimo sprint - em beneficio do Porto.

A blogosfera

O nosso amigo António Moreira ressuscitou o PROVOTAR. Nota-se que a coisa vêm das quentes discussões provocadas no “baixa do porto”. Esperemos que este retorno não roube a sua participação aqui no sede.

Note-se também o apelo do Tiago Azevedo Fernandes para a necessidade de fornecer o oxigénio ao seu blogue. O TAF já quase deixou de ser seu pois foi absorvido pela cidade. Julgo que o seu apelo merece sucesso.

Nós por cá, ainda aguardamos, por uns sociais democratas nortenhos corajosos, que, venham também para a blogosfera.

segunda-feira, junho 27, 2005

Junta Metropolitana

Segundo sondagem recente que "O Comércio do Porto" noticia, a maioria dos cidadãos da Área Metropolitana do Porto quer eleger directamente o presidente.
Nós tambem!

Workshop??????

O BE oferece, segundo o portugal diário este curso de desobediência civil.

No fundo este é o futuro da educação nos partidos, no pp podem ensinar a pentear o cabelo como o Nuno Melo, ou então a embrulhar retratos, ou quem sabe um workshop sobre "como negociar submarinos e fazer empresas de sondagens"
O PCP tem que se contentar com cursos intensivos sobre a vida e obra do Manuel Tiago. E finalmente o PSD tem o melhor curso de arranjar os piores primeiro-ministros de sempre (dirigido por PSL), com a possibilidade de este curso servir como parte curricular de um pós doutoramento, mais complexo, em "má gestão da comunidade europeia".,. onde existe ainda a especialização em : "como perder todos os 25 referendos quando apoio o sim", todos com a supra cordenação do Zé manuel e a anuência do Sr. Silva.

Casamentos gay



Esta temática é recorrente. De tempos a tempos lá volta o problema dos casamentos entre homossexuais. Marchas, paradas, manifestações, tudo para reivindicar direitos equivalentes aos outros, os heterossexuais.
Não vai sendo tempo das pessoas perceberem que é preciso caminhar para o fim dos casamentos civis em vez de reclamar mais tipos de casamento.
O casamento, para além de um acto de fé, é uma instituição religiosa, da qual a sociedade civil se apropriou, criando uma panóplia de direitos e deveres e regras que são autenticas amarras a asfixiar a sociedade do nosso tempo. Será que ainda vamos ter o casamento civil como um exclusivo da homossexualidade.

A esquerda conflituosa

Face à discussão que vai pelos lados do Barnabé, concluimos que somos dos poucos resistentes blogues politicos da esqerda democrática, onde, se coninua a dar luta a essa malta liberal e de direita.

No fundo está visto como funciona o BE quando tenta dividir as suas posições - mal!

É claramente um partido que não amadureceu e que prefere largar outomar rumos que de pouco servem, em vez de ajudar a construir uma verdadeira força de esquerda.




Apesar disso, esperamos que este blogue de referência consiga ultrapassar a crise! Afinal o design de cowboy sempre se confirma. nunca o havia entendido, mas fiquei esclarecido, já imagino o Louçã a tomar, magnânimo, o controlo do blogue, tudo em defesa de uma mensagem coerente, plural e diversa - assim como à laia da sua direcção do Bloco que ninguém sabe bem quem é, nem com que método democrático de eleição toma as decisões.

A noticia!

Parece que Rui Rio, na próxima quarta Feira vai apresentar a sua disponibilidade para mais um mandato na CMP.

Aceitam-se pedidos para o demover de tão horrifica ideia (o que nos safa é que ele não ganha!)

Hoje discute-se ciência!

Hoje, 27 de Julho, pela noitinha, 21:30h (socialistas!?), no FórumPorto debate-se a ciência!

Um debate moderado pela "nossa" Raquel Seruca.

Vale a pena comparecer.

quinta-feira, junho 23, 2005

Jardins!

Depois do repto da Raquel Seruca e em pleno período de reflexão sobre a cidade, no decurso da pré-campanha de Francisco Assis e dos esforços para a elaboração do seu Programa, importa aqui, no SEDE, falar também de jardins.
Porque todos os dias ouvimos maldizer o betão e ouvimos quem o maldiz depositar toneladas de esperança numa cidade mais verde, ecológica, cheia de jardins. A expectativa e a ânsia por uma IDEIA DE CIDADE diversa da que vivemos. Uma ideia de cidade que vai surgindo por estes lados e que se vai contrapor a uma outra, da qual em tempos já aqui falamos.
Por isso, JARDINS!...na esperança de que não haja nenhum paisagista por perto.

Antes de tudo importa salientar que um jardim é sempre uma apropriação da natureza. É sempre um lugar de recriação da natureza pelo homem e, portanto, um produto da criação humana. O jardim tem sempre contido esse duplo sentido, de modelação da paisagem e de apropriação da natureza. Por um lado a vontade de recriar, ordenando, para satisfação do gosto, por deleite e prazer. Por outro a necessidade de conter, de limitar e dominar, dispor, muito ligada à incerteza dos tempos e à (in)disponibilidade dos meios.

Para uma reflexão mais cuidada convêm também referir que o jardim, num sentido lato, ou os vários tipos de jardim, tem na sua génese uma ideia de paraíso. O jardim como oásis, como o espelho de céu. A ideia da natureza aperfeiçoada, como a teria concebido o criador no Jardim do Éden, que de diferentes formas é comum às grandes religiões. Curiosa comunhão esta…

Depois é também importante considerar que, como em todas as criações do homem, também os jardins sofreram o seu processo de evolução. Talvez se possam considerar dois principais saltos, ou rupturas conceptuais nessa evolução. Um primeiro com inicio no iluminismo e afirmação definitiva no romantismo que transporta o ideario do jardim da sua relação com o divino ( a paisagem como natureza criada por Deus) para uma compreensão já racionalizada e função do homem correspondente à modernidade (não confundir com movimento moderno). Um outro já em pleno sec. XX que “abstractiza” o jardim, isto é, faz corresponder a criação paisagística à afirmação da arte moderna, numa explosão da exploração formal e cromática.

A contemporaneidade reserva-nos outros desenvolvimentos que levam a criação para novos patamares, abrangendo em definitivo todos os sentidos do homem, mas cujas principais expressões se situam ao nível das texturas e dos aromas.

Será ainda possível explorar os aspectos sensoriais do equilíbrio na concepção de um Jardim? E poderemos faze-lo no Porto? Poderemos romper com a tradição romântica dos palácios de cristal, tal com foi feito na Cordoaria?
Não será o nosso orgulho romântico patente em cada canto da cidade mais uma expressão do nosso provincianismo? Gostamos assim tanto da calçada dos Aliados e das magnólias? Aliás, porque é que gostamos dos Aliados? Eu não tenho visto ninguém por lá…

Vejamos outros tipos de jardim!

Jardim Inglês - Este jardim consiste na exploração dos grandes planos verdes do chão e das massas de vegetação diversificada, pontuados por acontecimentos (peças de arte ou outros) que se descobrem à medida que se efectua um percurso livre e aleatório. Possivelmente aquilo que imaginamos mais próximo do “Jardim do Paraíso”. É a natureza aperfeiçoada.


Jardim Francês - Com muitas semelhanças com algumas culturas ancestrais do oriente, que não a china ou o Japão, o Jardim Francês consiste do desenho geométrico e rigoroso do espaço, articulando percursos com massas verdes ordenadas, em função de significados específicos, sendo o mais frequente e importante a relação do traçado com o observador. Sendo que esse observador especifico, aquele que usufrui do jardim em toda a sua plenitude e o domina integralmente é um só e ocupa um só ponto. O domínio de um homem (aquele que está entre Deus e os outros homens) sobre a natureza e os restantes.

Jardim Árabe - Em geral (mas não obrigatoriamente) com um fortíssimo traçado geométrico de estrutura genericamente quadripartida, neste jardim a presença da água é determinante. Já não é o elemento verde o essencial, mas sim a presença da água e os jogos de sombra. Para alem destes, os elementos que o caracterizam são diversificados, embora sejam sempre semelhantes, desde o tipo de pedra aos mosaicos e aos pavimentos.



Jardim Romântico - Espécie de expressão final do Jardim Inglês, do qual diverge na escala, na presença quase permanente de “ocorrências” e na introdução de conceitos geométricos distintos. É por excelência o espaço paisagístico da ascensão da burguesia e onde esta melhor reflecte os seus valores. Pontuado por grutas, conchas de onde corre água, recantos, lagos e estátuas, com significados simbólicos que se sucedem e se sobrepõe, traduz uma “racionalização organicista” do espaço, planeado para ser intensamente vivido pelo homem urbano, mas sempre de acordo com o respectivo modelo social.



Jardim japonês - Aquele onde a colocação dos elementos no espaço mais procura o sentido da harmonia e da conjugação das “forças da natureza”. Onde as pedras tem uma importância equivalente à vegetação e à água, bem como aos restantes elementos. Onde a ligação ao espiritual é permanente e o equilíbrio constante.



Jardim Português - Sem dúvida o mais universal de todos os tipos de jardim. Consiste na colocação, algures num espaço verdejante, de uma mesa e algumas cadeiras. Este tipo de distribuição dos elementos no espaço não é de forma alguma aleatória. A mesa costuma estar colocada numa zona periférica do espaço deixando a ocupação do centro para outro tipo acontecimentos formais evocativos de outras referencias, sempre com mais impacto e alusivas à dimensão universal dos portugueses. Costuma também ser colocada um elemento vegetal frondoso que tanto pode ser uma arvore como um muito vulgar “caramanchão” numa atitude de claro distanciamento em relação ao divino, como que se esse posicionamento proporcionasse uma filtragem necessária ao homem enquanto ser pecador. Por sua vez as cadeiras são também posicionadas de forma a criar todo um sistema de referências geográficas alusivas à rosa-dos-ventos, aos descobrimentos e à circum-navegação. São normalmente quatro, embora por vezes secundadas por outras tantas. A sua colocação é cuidadosa e em função de quem a ocupa, velhos e outros, menos velhos, mas igualmente a beneficiar de uma reforma, quase sempre antecipada.
Uma das cadeiras fica colocada no sentido do liceu, de onde vem as catraias com roupas modernas que dá para catrapiscar. Outra voltada ao caminho, quem desce da Câmara Municipal. O presidente às vezes vem por ali, e dá para lhe dar uma palavrinha sobre aquele assunto… Uma outra voltada à via publica, para aqueles que sempre param o carro no proibido poderem estar atentos à manobra da policia, esses filhos da… Finalmente a ultima é reservada àquele senhor que tem uma loja e dali pode vigiar as horas dos empregados.
Há quem relacione este triângulo, arvore-mesa-cadeira, com a vela triangular das caravelas, sendo que as variadas posições da cada cadeira correspondem à versatilidade do comportamento das velas em relação aos ventos. Pessoalmente julgo ser um exercício metafórico demasiado exacerbado.
Certa, certa, é a influência nórdica no jardim português, através do uso preferencial para este tipo de espaço, o jogo da Sueca.




Jardim Brasileiro - É o mulato, essa maravilhosa criação da lusofonia, que distingue de todos os outros o Jardim Brasileiro. O mulato e Robert Burle Marx.
Depois de Burle Marx nada ficou como dantes. Aproveitando tudo o que apreendeu na Europa relativamente à arte moderna, Burle Marx “desbravou” a flora brasileira em busca de novas espécies, novos arranjos, novos jogos cromáticos de flores, folhas e outros elementos, com os quais pintou os seus jardins. Burle Marx fez no paisagismo o que outros fizeram na tela com óleos e acrílicos, e abriu novos mundos ao Brasil e ao mundo.




Só para finalizar e voltando à questão do betão, que é o melhor amigo do homem, logo depois do cão. Uma coisa é limitar a influência de um determinado grupo social na construção de uma cidade, outra é cercear as potencialidades criativas associadas a um meio específico.
Há no Porto muita pedra que podia bem ser substituída por betão, e se fosse por jardins, ainda melhor.

Sexta-Feira...

...é dia de Comissão Politica Nacional.
Jorge Coelho já foi dizendo que se alguem pretende ver levantado o veto às candidaturas de Narciso e Seabra a Matosinhos que ponha a questão à votação na dita CPN. Se isto não é abrir uma porta é porque é escancarar um porta.


Quem é, quem é?

...que sofre do sindroma Robinson Crusoe?

Um homem numa ilha, à mercê dos afectos de um qualquer enigmático sexta-feira?

quarta-feira, junho 22, 2005

A fotografia mais nitida!

vê bem por detrás da foto!

A Europa, exclamação ou interrogação?

A discussão com incidência nas autárquicas está a relegar para plano secundário a profunda crise que se alstra rapidamente na Europa.
O aviso de freitas deixa-nos pessimistas sobre o rumo de uma Europa federada com forte coesão económica e social.
Ontem perceberam-se pelas descrições do actual ministro, mas também nas declarações de Schroeder que o comportamento de Blair foi lamentavel. E assim se vão dando pequenos empurrões para um perigoso declive da UE.

O candidato TIDE

Em Matosinhos, temos cartazes psicadélicos, de um candidato que mais parece a cara sorridente numa embalagem de TIDE!
Deve ser por ouvir as criticas ao azul dominante do Assis e ao seu ar descontraido - pois toma, temos um matosinhense que nos levará para a onda amarela torrada!

O site do PSD

O site do PSD no Porto é assim e não diz nada de interessante sobre as questõs políticas prementes. O verdadeiro site político do PSD é este e a forma como serve de veículo de informação é muito duvidosa. Que eu saiba todos os contribuintes e portuenses pagam a manutenção de um sítio panfletário do Sr. RUI RIO.

A democracia anda longe destes dirigentes!

Os filhos portugueses dos estrangeiros são nossos também!

Finalmente em Portugal os filhos de emigrantes nascidos no nosso país são reconhecidos como cidadãos!

O veto!

Consta por aí a mais escabrosa constatação de usurpação de poderes sobre a liberdade de imprensa. Segundo dizem, existe na RDP (extensivel à RTP) uma circular, indicando a proibição de realizar o acompanhamento da pré-campanha do Francisco Assis. O argumento é exactamente esse - é uma pré-campanha, logo não deve ser noticia.
Pelos vistos para os administradores destes lugares PUBLICOS as propostas de um muito potencial presidente de Câmara não tem relevância informativa.
Sinceramente - é escandaloso!
Já agora - repararam que na televisão pública não colocam em nenhuma peça declarações do Presidente de Câmara e do seu opositor em simultâneo. Afinal o tunel de Ceuta não é um caso nacional, nem os Aliados, nem os bairros sociais, nem o metro da Boavista.

Palácio do Freixo

Assis solicitou à oposição PS o chumbo da alienação do Palácio do Freixo! Lembram-se que foi uma reinvindicação do Fernando Gomes que "obrigou" o Ministério do Emprego a devolver esse património à cidade dado o seu abandono.
Nas palavras de assis, já que estamos em pré-campanha vamos adiar o tema para quando houver legitimidade política - seja ele de quem for !

A judite finalmente!

PJ investiga queixa de tráfico de influências contra administradores dos SMAS e GOP!
A denúncia partiu de Artur Rangel, administrador da empresa.

Prova-se a inimaginavel conivência de Rui Sá na fraude de Ceuta. É verdade que as pessoas estão fartas do tema.

DIGA-SE QUE RUI RIO VAI ABRIR A PARTE JÁ CONCLUIDA DO TUNEL APÓS PEDIDO/REINVINDICAÇÃO DE ASSIS. A CIDADE TEM QUE ESTAR ACIMA DA DEMAGOGIA. E acabou!

terça-feira, junho 21, 2005

FórumSEDE - aniversário que se aproxima!

O nosso 1º post foi em 5 de Julho de 2004.
Como muitos sabem este blogue partiu de um fórum que existia internamente no PS, também iniciado por mim e cooperado por umas dezenas mais de militantes, que através dos Yahoo groups começou a integrar-se na REDE.
Na altura não havia página Net do PS que contentasse os Socialistas que queriam debate. Depois de nós ainda veio o impulso reformador, mas sem êxito.
Depois foi criado este blogue, que, hibernou um pouco até florescer no ano de 2005, com uma actividade critica e informativa que, perdoem-me a imodéstia, não existe mais no PS, pelo menos no Norte do País.
Não queremos com isto dizer que somos a web oficial do Partido, pois isto existe com caras e nomes.

Na verdade fui eu que lancei a semente, depois tive a infindável ajuda do Daniel, e a força e colaboração preciosa, culta e critica do Pedro. Mais tarde veio a Raquel e o Eduardo, dois independentes que nem parecem não ser do partido.
Assim sendo, existem opiniões e todos assinamos, SEDE, quando assim tem de ser.
Mas hoje o rescaldo tem que ser feito, afinal se tantas vezes se queixam do encerramento dos partidos, nós, à falta de melhores argumentos, pelo menos a virtude de mostrar-vos e de revelarmos as nossas opiniões e posições sobre tudo um pouco, permite, espera-se que também os partidos são feitos de dúvidas, de diversidade e.... imodéstia outra vez, de alguma qualidade.
Nunca quisemos ser consensuais, nunca quisemos alienar o património democrático da diferença de opiniões e, julgo eu, não temos a mania de ser donos da razão.
Por outro lado, sempre achamos que os partidos como associações que são tem que se modernizar. Ouvir os de fora e convida-los a participar quando os assuntos lhes interessam.
Sem dogmas, sem coarctar os direitos de todos e sem falsos moralismos, pois aqui tomam-se posições políticas.
Já ouvimos de tudo - o bom, o óptimo, mas também o mau e as criticas, algumas delas calamos as nossas concordâncias, pois os partido tem órgãos e há coisas que devem ser primeiro ditas por dentro, para serem afirmadas por fora, noutras assumimos o embate e encaramos com a energia a discussão.

Por essa razão vimos avisar que estamos cá para a luta, e agradecemos todos os que nos lêem. Avisamos também que temos publicado quase todos os textos que nos enviam, pelo que devem sentir-se confortáveis em faze-lo, pois essa é uma das funções a que nos propusemos sempre fazer.

Por isso preparem-se e contribuam para um aniversário do SEDE em GRANDE.

A líder

Consta por aí que houve muita intromissão dos homens nas eleições das mulheres - SHAME!
Depois de contados e recontados os votos, ganhou a Sónia Fertuzinhos!

Finalmente o candidato a Matosinhos veio do frio!

autárquicas 2005?

Maria José Azevedo

A candidata PS a Valongo entrou a matar com o Centro Materno-infantil.
Não justificou muito bem a razão de ser em Valongo e não em Gaia, ou Matosinhos, ou Gondomar, ou Lousada, ou por aí fora. Mas defendeu o cencelho.
Acrescentou que não há poder de reivindicação naquela cidade (ou cidades se juntarmos Ermesinde) e que aceitou a candidatura por ser consensual.

PSD a mais

No "post" de Pedro Aroso no "Baixa do Porto" sobre o encontro a propósito do urbanismo promovido pelo Francisco Assis, e aparecido no "Comércio" de hoje, o apoio do autor ao Arq. Gomes Fernandes, como única coisa decente do evento, foi comovedor, mas faltou atacar a falta de qualidade do ar da sala, a presença de três ácares no canto superior esquerdo do estrado, e a de um vírus distorcedor do som nos microfones, condições que não lhe permitiram assimilar o que foi dito. E faltou, claro, assinar, PSD.
Como é comovente este tipo de objectividade, neutralidade e independência! Nestas alturas, aliás, quando chove, é o Céu a chorar!
E se houvesse uma só ideia na crítica, em vez do facciosismo político-partidário do bota-abaixismo rasca? ( Para não entrarmos na psicologia da invejolice, essa mesma, a lusa)
Até porque se fica à espera do sumo da sumidade. Ou seja de perceber em que é que o ditíssimo demonstra a sua superioridade crítica sobre o Arq. Correia Fernandes, Manuela Juncal, Burmester e sobre o Prof. Eng. Paulo Pinho a quem se atreve a colocar um ponto de interrogação. E o que haveríamos de colocar ao Sr. Aroso?
Há muitos anos havia por aí um bom-homem a quem chamavam o "Ideias". Infelizmente só ficaram os Sem-Ideias que, para esconderem a nesciência própria, arrasam tudo o que se diz para parecer que eles diriam melhor o que afinal não dizem.
Somos um povo de truques mas os da Guerra Junqueiro além de mais são velhos. Demais.

segunda-feira, junho 20, 2005

ESTÁ ABERTO O PROGRAMA INOV CONTACTO

Estágios Internacionais de Jovens Quadros

Este programa terá lugar numa primeira fase para 500 profissionais portadores
quer de diploma superior quer de nível médio, com prioridade aos jovens até
aos 35 anos.
Candidaturas realizam-se, obrigatoriamente, on line através do preenchimento
de uma ficha de candidatura disponibilizada no Portal da Networkcontacto.
Não é possível beneficiar duas vezes do Programa de Estágios Internacionais.
Assim, as eventuais candidaturas ao INOV Contacto apresentadas por ex- estagiáros do Contato@Icep não serão consideradas.
Os estágios Internacionais Contacto@Icep, com uma duração de quase um ano,
são compostos por quatro fases sequenciais e dois pólos de formação:
Fases do Estágio:
- 1ª Fase: Curso de Gestão Internacional
- 2ª Fase: Estágio em Portugal
- 3ª Fase: Estágio no estrangeiro
- 4ª Fase: Avaliação Final do Estágio
Os locais a estagiar na 3ª Fase do estágio são preferencialmente localizados
em centros reconhecidos pela sua forte intensidade inovadora, como Xangai,
Helsínquia, S. Paulo, Austin e S. Francisco, de forma a acumularem
experiência e conhecimentos nos domínios mais inovadores da gestão
internacional dos negócios.
O Programa visa apoiar a qualificação no estrangeiro de jovens profissionais
ou quadros de empresas em áreas chave do conhecimento, dotando-os de
competências efectivas no domínio da inovação, com vista ao reforço da
competitividade das empresas portuguesas nos sectores económicos de grande
impacte para o crescimento português, entre os quais o turismo e as
indústrias dos têxteis, vestuário e calçado, cuja sustentabilidade passa por
um salto qualitativo de conteúdo inovador
O Programa é financiado por verbas do Ministério da Economia e da Inovação,
através dos programas ou fundos geridos por este Ministério, com um valor de
investimento de referência de 25 milhões de euros.
Para mais informações contacte:
www.networkcontacto.com

Atirem-se a isto!
Raquel Seruca

Um portuense nas verdadeiras corridas de F1

Fórum Porto

"Cultura no Porto"

hoje, 20 de Junho

Alfândega do Porto

Debate aberto à população.

Oradores:
arqª Teresa Andresen; Escritório Manuel António Pina; Prof. Arnaldo Saraiva; Actor António Reis; Actriz CAtarina Pinto; Arq. Filipe Oliveira Dias; Galerista Artur Miranda.

domingo, junho 19, 2005

Maia!

Uma sondagem do COMÉRCIO/IPOM (Instituto de Pesquisa e Opinião de Mercado, Lda) dá maioria absoluta à coligação PSD/CDS-PP, liderada pelo social-democrata Bragança Fernandes, na corrida para a Câmara Municipal da Maia, isto se as eleições autárquicas se desenrolassem amanhã. Na liderança da autarquia maiata depois da morte do histórico dirigente Vieira de Carvalho, há cerca de três anos, Bragança Fernandes renovaria assim o mandato, ficando a pouco mais de três pontos percentuais de atingir os 50 por cento de votos. Uma vitória esmagadora e sem margem para quaisquer dúvidas. Jorge Catarino, líder do PS/Maia, ex-presidente da Câmara entre 1977 e 1980 e novamente o candidato socialista não chega aos 25 por cento.