quarta-feira, agosto 10, 2005

Regionalização já

O caso de Isaltino, Valentim e as várias candidaturas independentes que populam por aí (estive em Belmonte e tanto lá como pelo caminho contei 4) demonstram que chegou o tempo de perceber o ridiculo que é não haver regionalização....

as mediáticas:




as abortadas:













e mais algumas:







Soares fará regenerar o PS?




Já se viu que as presidenciais irão dividir o PS. Pessoalmente prefiro, acho que a forma unânime com que todos se colaram a José Sócrates só escondeu os motivos redondos e apolíticos da clientela que um grande partido generalista e ideologicamente mais elástico do que o desejado tende a ter.
Assim provavelmente Carrilho disse o que já ouvi a muitos dirigentes do PS. Na verdade não acho o Soares assim tão velho, nem a sua idade assim tão relevante. Pelo contrário acho deplorável o que o facto político pode provocar - uma indómita vontade de toda a 3ª idade querer voltar/continuar nos cargos políticos e consequentemente na “poule” de lançamento dos lugares de estado.
As listas de deputados tem sido feitas na perspectiva da continuidade, os lugares nas comissões igual e por aí adiante. O peso da idade de militância vale muito, não valendo nada quando depois se recorre inapelavelmente aos de fora para fazer o trabalho politico que devia ter sido feito dentro.
Mas explico melhor, onde está o resultado dos gabinetes de estudo dos partidos? Dos grupos de trabalho? Dos documentos estratégicos?
Do PCP ao PS, continuando pela direita usa-se o mesmo estratagema, dirigentes de longa data, pouca reflexão e depois juntam-se uns figurões e faz-se de conta que é a ligação à sociedade civil.
É uma escabrosa mentira! Ninguém liga a independentes nos períodos que intermedeiam as eleições. Nesses debatem-se lugares internos, depois aplicam-se as estratégias.
Neste sentido é necessário nova política, uma revolução silenciosa, o transformar os partidos em escolas de dignidade, de ética, de debate, e de produção de ideias.
Assim não sendo todos contribuem para o mau estado do País, independentemente de Soares, Alegres ou Cavacos. Na verdade Soares tem escrito mais e discutido mais do que toda a sua geração que lhe seguiu. Mesmo Alegre nunca se propôs a fazer mais do que o que lhe dava jeito. As autarquias são para muitos um espaço menor, eles que fizeram carreira nos corredores de Lisboa.
Em suma, se a campanha de Soares servir para discutir isto, ou seja, a necessidade do PS de renovar e muito, já será bom. É que a cedência ao velho candidato poderá ser o pretexto para o ponto final neste caquéctico estado de coisas.
Este assunto há-de continuar....

...

terça-feira, agosto 09, 2005

Eles ainda não sabem.....nem sonham!

Paulo Gorjão do Bloguitica, disse assim:
"Eles ainda não sabem...Há uma geração inteira de políticos -- geração num sentido político e não etário -- cujas carreiras políticas entraram na sua fase final. Para o bem e para o mal. Por diversos motivos. Muitas das caras que vemos no presente são já caras do passado. Habituem-se."
Rui cerdeira Branco, do Adufe, recomenda, aqui.
Assim como muitos outros, pela blogosfera, e pelos grupos de discussão, incluindo eu próprio.
Eles ainda não sabem, que toda uma forma de estar na política, está a chegar ao fim.
O indicador mais evidente é a idade. A elevada média etária é indisfarçável. Mas não é apenas a idade que é relevante. É toda uma cultura de actuação, que tem a ver com o ciclo longo do tempo, que tem a ver com o esgotamento. São as redes de conhecimentos que perderam já a elasticidade (ou como diz o Avelino, atingiram o momento plástico…), é o tipo de procedimentos e preocupações; são as coisas que se disseram, e que depois se contradisseram, e já não se podem voltar a dizer; são as amarras, os compromissos; são os amores, os ódios, os dissabores (sapos, há quem lhes chame sapos). São as sucessões, os protagonismos, sempre as mesmas negociações.
Eles ainda não sabem, porque só se vêem uns aos outros, pelos jornais, pelas televisões e até pelas elevadas opiniões, que sempre os vamos vendo dar.
Mas também não sonham, porque na sua maioria, já perderam a capacidade de sonhar.
P.S. Enquanto escrevia isto ouvia Marques Mendes a exigir ao governo mais apoios para as vitimas dos incêndios. Este é que é o principal indicador, é que quando abrem a boca já sabemos exactamente o que vão dizer a seguir. Um abraço a todos, que agora vou de férias. Até um destes dias.

Viva

Ps retira apoio político a José Campos. José Campos retira apoio politico à sua lista PS. As juntas ficam na mesma. O candidato fala depois, consta que não fugiu. Fátima retira apoios políticos a todos e apanha o primeiro avião para salvar o partido. Assis faz declarações mas não refere a palavra "sacos" nem "lixo", muito menos "varrer". Inácio Lemos faz uma conferência de imprensa com cara séria mas toda a gente lhe viu a vontade de rir.
A malta em casa conclui. Ora bem, Em Felgueiras a malta do PS achava que mesmo depois de tudo, era capaz de ganhar com este gajo que ninguém conhece, assim o melhor é fazer qualquer coisa para perder. Além do mais estamos a pôr Felgueiras no Mapa. Não pelo vinho, nem pela beleza do concelho, nem pela actividade cultural, ou mesmo pela industria, que ainda vai resistindo segura à crise do País, vamos mas é ao telejornal, e o Inácio faz aquela carantonha e pau!!
Sim, sim era o que faltava o Parada ficar com o protagonismo todo.
Viva Felgueiras, viva o PS!

O mais animado concelho socialista

Rosa do Aleixo

Rosa do Aleixo desiste da sua "candidatura" à Câmara do Porto e pede a todos apoio para derrotar a direita. A comendadora estará ao lado de Francisco Assis. Faz muito bem, aliás já foi vista muitas vezes em iniciativas de campanha. E faz muito bem Francisco Assis em receber com alegria esse apoio pois ele vêm de quem conhece bem as populações.
No entanto, não vale afirmar a independência total da politica, pois sem pôr em causa o meritório trabalho voluntário que existe espalhado pelos bairros da cidade, julgo que estes devaneios politicos descredibilizam o desprendimento com quje se desenvolvem projectos de solidariedade.
Às vezes é assim, às vezes é assado, sendo que os partidos não são a Igreja Maná onde todos vêem procurar qualquer coisa de extraordinário, antes deveriam trazer qualquer coisa de bom, porque um dia destes tocam à porta do outro com a mesma cara. E isso já não está tão bem, pode-se , faz-se, mas já não é tão legitimo.


segunda-feira, agosto 08, 2005

Com a devida vénia

Eu nem queria aflorar este assunto mas já que Teófilo M. se lhe refere desta forma inspirada n"A Baixa do Porto".

(sempre podem discordar à vontade, aqui) :-)

António Moreira

Alta Lisboa

O TGV é um luxo


Tal como as auto-estradas, há duas ou três décadas
Tal como os telemóveis, ou a banda larga
Tal como a televisão a cores (ou mesmo a outra)
Tal como os frigoríficos, ou o ar-condicionado.
Ou até, os vidros eléctricos, ou o fecho central.
E a Internet e a água canalizada, os esgotos ou a TV-Cabo


Assim é o TGV, um luxo.

Tal como é um luxo também, insistir na melhor educação possível, para a minha filha.

Sabendo que um dia, talvez, o dinheiro não me vai chegar para o básico e para os luxos.
Para a saúde, a alimentação, a habitação, o vestuário, os transportes, etc. e, ainda por cima, para garantir à minha filha, SEMPRE:

A melhor educação possível, porque é um luxo.

Mas nunca lhe vai faltar esse luxo, A MELHOR EDUCAÇÂO POSSÍVEL
(e se tiver que pôr mais água na sopa, Fortuna, ponho na minha e não na dela :-) )

E assim é o TGV, um luxo.

António Moreira

O Aeroporto de Lisboa

Algumas perguntas:

  • Alguém acha que Lisboa (cidade e Região) deve ser servida por um aeroporto?
  • A ser assim esse aeroporto deve situar-se na Portela (onde já está) por alguma razão ou conjunto de razões ponderosas ou apenas porque já está lá?
  • Caso não existisse o aeroporto da Portela e fosse necessário um aeroporto para servir Lisboa (cidade e Região) alguém acha que o mesmo devia ser construída na Portela ou talvez um pouco mais longe da cidade?
  • Quanto valeriam os terrenos actualmente ocupados pelo aeroporto da Portela, caso pudessem ser urbanizados segundo um plano que merecesse um consenso maioritário?
  • Será que esse valor seria suficiente para construir, de raiz, um aeroporto equivalente (se não melhor) numa localização mais adequada, ou seja mais afastada da cidade?
  • Caso se optasse por construir um aeroporto numa localização mais adequada, ou seja mais afastada da cidade, qual seria a área de influência do aeroporto, em termos de valorização de terrenos, medida, por exemplo, em quilómetros quadrados?
  • Qual seria então a valorização total que essa área de terrenos iria sofrer com a construção do aeroporto?
  • Será que esse valor seria suficiente para construir, de raiz, um aeroporto equivalente (se não melhor) nessa localização mais adequada, ou seja mais afastada da cidade?

Estas seriam algumas, com certeza as primeiras, perguntas que eu gostaria de ver respondidas nos tais estudos que, ao ritmo do batuque do Pacheco Pereira, tem vindo a ser reclamados insistentemente em tantos “blogs”.

Talvez então se tornasse claro se estamos a esgrimir “partidarices” ou a falar, seriamente, de investimento público.

Eu não tenho respostas para estas (e muitas outras), perguntas.

A única certeza que tenho é que a esmagadora maioria dos que tem montado e alimentado esta campanha anti a “OTA e o TGV” e o “TGV e a OTA” (fazendo lembrar o Mário Soares dos bons tempos com a Vidigueira e o Alvito, o Alvito e a Vidigueira) sabem tanto, ou menos, do que eu (apesar da pompa com que esgrimem números e gráficos).

E, no entanto, é vê-los ufanos e alegres, cheios das suas certezas.

(otários….)

António Moreira

Feitorias

Num país que sempre deseja heróis miticos, rápidos, resplandecentes e fulminantes, vemos o exemplo menos português de todos - uma catraia de Rio Maior ganhar uma medalha.
Lembro-me de que nos ultimos Jogos Olimpicos ela era uma das dirigentes dos atletas, fazia as boas-vindas e o trabalho voluntário que reside no espirito olimpico. Nunca foi dada como a salvadora das missões de atletismo, mas sempre foi capaz. Fez carreira, transmitiu conhecimento, ajudou outros, agradeceu a todos.
É o exemplo para um país que quer receitas rápidas, ainda que dolorosas, para sucesso imediato. É preciso saber esperar, sofrer, aguentar a fantástica fama dos outros para fazer vêr a todos que sempre se vale qualquer coisa mais.




Se calhar…., ou o cheiro das bolachas

Numa rua estreita no centro da cidade, sobrepondo-se aos fumos e ao cheiro dos combustíveis, queimados pelos transportes, públicos e privados, que se comprimiam tentando chegar à estreita ponte, cheirava-se, durante todo o dia, um delicioso aroma a bolachas, a bolachas fresquinhas, acabadas de fazer…

Alguém se lembra?

Hoje, por força do Metro, já não se faz, por essa rua estreita, o trânsito a caminho da outra margem, mas também o tal cheiro a bolachas, permanece apenas na memória dos mais antigos, pois a fábrica de bolachas que lá existiu por tantos anos, há muito que mudou de poiso ….

Não me consigo lembrar do nome da fábrica, ou da marca das bolachas (decerto alguns com melhor memória a identifiquem de imediato), por isso não posso afirmar com certeza que o que segue é realidade ou, apenas, um faz de conta.

Mas, mesmo assim, apetece-me fazer o exercício de tentar adivinhar o que se terá passado:

Então, se calhar….

Se calhar um dia, os proprietários da tal fábrica de bolachas, olharam à sua volta, olharam para os livros, atenderam aos lamentos de clientes e fornecedores, fartaram-se das pressões, vistorias e multas e entenderam, finalmente, que para fabricar bolachas não era necessário, nem sequer acrescentava valor, estar localizado no centro do Porto.
Se calhar, os proprietários da tal fábrica de bolachas, entenderam enfim que as vantagens que decorriam do facto de a fábrica se situar no centro da cidade tinham, há muito, sido suplantadas pelas desvantagens decorrentes dessa mesma localização.
Se calhar, os proprietários da tal fábrica de bolachas, ouviram a geração mais nova e verificaram que o valor da localização tão central na cidade, da sua fábrica de bolachas, era, afinal, muito superior ao valor necessário para adquirir um terreno adequado, numa localização mais adequada e devidamente infra-estruturada para a actividade industrial e aí montar uma nova fábrica de bolachas equipada com os mais modernos equipamentos e dotada de facilidades logísticas que iriam tornar a vida mais fácil e mais rentável quer a eles quer aos seus fornecedores.
Se calhar então, os proprietários da tal fábrica de bolachas, tomaram a decisão mais adequada do ponto de vista económico.
Se calhar, após muitos estudos e analisadas as diversas opções possíveis, adquiriram, por um preço adequado, um excelente terreno, numa zona suburbana com as características e as infra-estruturas mais adequadas ao seu tipo de actividade, e onde, ainda por cima, verificaram poder tirar partido de atraentes incentivos a este tipo de investimentos.
Se calhar então, construíram uma nova fábrica de bolachas com as características e os equipamentos optimizados para as realidades actuais e para o que se previa seriam as tendências futuras deste sector de actividade.
Se calhar de seguida transferiram a actividade das anteriores para as actuais instalações.
Se calhar, finalmente, venderam as antigas instalações a um promotor imobiliário, ou promoveram, eles próprios o seu aproveitamento imobiliário (de acordo com o que um qualquer PDM em vigor na altura, estabelecia para a localização da antiga fábrica).
Se calhar toda esta operação foi planeada e executada com um eficaz enquadramento financeiro e económico de forma a que, no final, a riqueza dos proprietários da tal fábrica de bolachas era muito superior à anterior.
Se calhar a qualidade das bolachas é agora muito superior, dada a melhoria das instalações e equipamentos destinados ao seu fabrico.
Se calhar agora a rendibilidade do negócio das bolachas é muito superior dada a melhoria na qualidade do produto, mas também nos meios logísticos e outros fundamentais ao desenvolvimento do negócio.
Se calhar agora a vida na zona da cidade onde se situava a antiga fábrica é muito mais agradável para todos dado, em vez de uma unidade industrial, ali se verificar agora o tipo de ocupação que os urbanistas entenderam que era mais adequado e que, fruto desta “deslocalização” foi possível implementar.
Mas afinal, isto vem a que propósito?
Sei lá, será talvez por ser Agosto, será talvez por me parecer estranho todos terem a mesma opinião ao mesmo tempo e assim nem valer a pena as coisas serem discutidas, ou será talvez por me parecer que é mais fácil a alguns chamar logo OTÁrios a outros que discutir seriamente os assuntos.
Sei lá...
António Moreira

domingo, agosto 07, 2005

a esquina

Fico muito preocupado se se confirmar o que está no virar da esquina do Bloguitica.

A evolução americana!

Segundo o NY times:
“Bush Remarks Roil Debate on Teaching of Evolution
President Bush on Monday appeared to endorse the push by many conservatives to give intelligent design equal treatment with the theory of evolution in public schools.”

Na opinião do super inteligente George W. Bush, seria bom ensinar a teoria do criacionismo nas escolas, ao lado da teoria da evolução, ao se falar para os estudantes sobre a origem da vida. Durante uma mesa redonda na segunda-feira com repórteres de cinco jornais texanos, Bush negou-se a expor em detalhes suas opiniões sobre a origem da vida, mas indicou que ambas as teorias devem ser ensinadas."Se me perguntarem se devemos expor as pessoas a diferentes ideias, a resposta então é que sim", disse Bush. A teoria do criacionismo considera que a vida na Terra é demasiado complexa para ter se desenvolvido sem a intervenção de uma inteligência superior.

George W. Bush promoveu mais uma vez a introdução do criacionismo inteligente (intelligent design), nos programas de biologia das escolas públicas americanas, com apoio dos conservadores cristãos.

Segundo o http://renaseveados.weblog.com.pt/, cujo texto transcrevo pela ironia e acerto:

O criacionismo propõe que a origem da vida na Terra se deve ao trabalho árduo (e provavelmente não remunerado) de uma inteligência superior, que criou todos os animaizinhos e plantinhas. Todos! Sem excepção. Mas a divindade trabalhadeira não se ficou por aí: @ pobre coitad@ ainda hoje por aí anda, num verdadeiro frenesim, introduzindo mutações “aleatórias” (qual slot machine) nos genes dos mesmos animaizinhos e plantinhas, para que as espécies possa assim evoluir. Enfim, uma canseira descomunal e... uma grande treta! Este intelligent design, história da carochinha, ou evolução para dummies (como queiram), não é mais do que um disfarce rebuscado do fundamentalismo bíblico, e serve o propósito de introduzir descaradamente a religião no ensino público da biologia.
“No meu tempo” (alto lá, nada de tirar conclusões precipitadas sobre a minha idade) o criacionismo fazia parte do programa de biologia, e imagino que ainda faça. Era referido numa perspectiva histórica, assim como a hipótese da geração espontânea e o Lamarckismo. Nesse contexto, ensinar o criacionismo nas escolas não me choca. É assim como estudar a astronomia de Ptolomeu nas aulas de História. Pronto, confesso que até tinha a sua piada. Porém, Bush defende que igual importância deve ser dada a esta hipótese anedótica do creacionismo inteligente e à teoria da evolução das espécies (Darwinismo ou neo-Darwinismo), com o argumento de que os alunos devem ser expostos as diferentes escolas ideológicas: uma baseada em dados científicos reais; outra fruto da imaginação e sem qualquer fundamento científico. Lá está, seria o mesmo nos dizerem que a hipótese geocêntrica de Ptolomeu é tão verdadeira como a hipótese heliocêntrica de Copérnico.Esta igualdade entre factos e pura ficção sim, é grave.
Para quando o estudo dos efeitos do atrito no trenó do Pai Natal nas aulas de Física?


José Pedro Machado

Li num canto superior do Expresso a noticia do falecimento de José Pedro Machado. Confesso que não fosse isso e a noticia me passaria ao lado, é pena.
Para quem necessita de estudar o valor das palavras conhece bem este grande cultor da Língua Portuguesa.
Também não interessa nada se está ou não connosco, pois os seus dicionários acompanhar-nos-ão por muito mais tempo. No entanto devemos-lhe um tributo merecido, pelo Grande Dicionário da Lingua Portuguesa de António Morais e o incontornavel (e quase unico) nosso Dicionário Etimológico.

sábado, agosto 06, 2005

Isto ainda vai dar bronca!

Parece que António Parada, o tal dos problemas da Lota de Matosinhos que condenaram Narciso Miranda e Manuel Seabra ao afastamento, é o candidato do PS à Junta de Matosinhos. A questão é que a comissão de inquerito aos incidentes da lota foi ainda mais dura com A. Parada do que com os outros dois, se não estou em erro, chegando mesmo a propôr a sua expulsão do Partido.

Isto ele há cada uma...

Ó João Miranda, não me diga que a seca molhou os terrenos a sul. Poderá, se quiser, haver os mesmos incêndios a sul e mais incêndios a norte, onde a área florestal é mais fragmentada. O que dá ao todo mais incêndios. Se há menos área ardida é porque a actuação é mais eficaz, ponto. O que aliás já todos nós sabemos. Desde aquele artista chamado Figueiredo Lopes que sabemos.

sexta-feira, agosto 05, 2005

Recebi esta informação da Ordem dos Arquitectos

Sem comentários....
Cerimónia de lançamento da primeira pedra05 de Agosto 15H30O Arquitecto Álvaro Siza Vieira apresenta amanhã, dia 5 de Agosto, o projecto do Pavilhão Multiusos de Gondomar. Trata-se de um equipamento sem paralelo na Àrea Metropolitana do Porto. Orçada em 14.842.362,54 €, a obra será lançada de imediato, estando igualmente previsto o lançamento da primeira pedra para amanhã, pelo Presidente da Câmara Municipal de Gondomar. A C.M.G. convida todos os arquitectos e projectistas para assistirem à cerimónia, que decorrerá pelas 15H30, junto da saída para Gondomar do IC29.

Temos plano para salvar Portugal

Para descontrair um bocado do calor:
Passo 1: Trocamos a Madeira pela Galiza, têm que levar o Alberto João.
Passo 2:Os galegos são boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário). A industria textil portuguesa é revitalizada. A Espanha fica encurralada pelos Bascos e Alberto João.
Passo 3:Desesperados os espanhóis tentam devolver a Madeira (e Alberto João). A malta não aceita.
Passo 4:Oferecem também o Pais Basco. A malta mantem-se firme e não aceita.
Passo 5:A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência. Cada vez mais desesperados os espanhóis oferecem-nos: a Madeira, Pais Basco e Catalunha. A contrapartida é termos que ficar com o Alberto João e os Etarras. A malta arma-se em difícil mas aceita.
Passo 6:Dá-se a indepêndencia ao País Basco, a contrapartida é eles ficarem com o Alberto João. A malta da Eta pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar. Sem o Alberto João a Madeira torna-se um paraíso. A Catalunha não causa problemas (no fundo no fundo são mansos).
Passo 7:Afinal a Eta não aguenta com o Alberto João, que entretanto assume o poder. O País Basco pede para se tornar território português. A malta aceita (apesar de estar lá o Alberto João).
Passo 8:No País Basco não há carnaval. O Alberto João emigra para o Brasil...
Passo 9:O Governo brasileiro pede para voltar a ser território português. A malta aceita e manda o Alberto João para a Madeira.
Passo 10:Com os jogadores brasileiros mais os portugueses (e apesar do AlbertoJoão) Portugal torna-se campeão do mundo de futebol!Alberto João enfraquecido pelos festejos do carnaval na Madeira e Brasil, não aguenta a emoção.
Passo 11:E todos viveram felizes para sempre!

Aliás...

... quanto a presidenciais, a procissão ainda vai no adro.
Não foi Mario Soares que disse em tempos que não deixava cair os amigos? Então...

Ah! Finalmente!

Está quase tudo aqui! Se um aeroporto incentiva muita gente, dois aeroportos incentivam muito mais... E pensava o outro que o deixavam ser presidente da republica assim, sem mais...
O Poder conquista-se, talvez hoje com pouco sangue, mas com muito suor e lagrimas!

Sobre a OTA...

..., como estou quase a ir de férias, vou fazer como os outros, isto é, fazer de conta que não vejo e analisar os "estudos".
Três boas razões para fazer a OTA:
1. A OTA é fixe
2. A OTA é fixe
3. A OTA é fixe
Três boas razões para não fazer a OTA:
1. Mais... Portela
2. Mais... Portela
3. Mais... Portela
Pronto, está visto que é uma decisão politica.
P.S. Neste post não escrevi nada nas linhas, está tudo nas entrelinhas.

Sabem como se come um elefante?

É fácil, um bocadinho de cada vez.

Também funciona com dois, mesmo se brancos…

Vamos então navegar em contra corrente, pegando num assunto que já foi aqui aflorado, mas agora para o analisar segundo uma perspectiva que vai ao arrepio de algumas posições já aqui expressas e que, nesta altura, são quase universalmente consensuais na “blogosfera”.

Trata-se então da OTA e do TGV, por tantos já tratados como se fossem as grandes obras do regime ou como se o caixão que alguns já quase encomendaram para este desgraçado país estivesse apenas à espera que lhe fossem pregados estes dois últimos pregos.

É claro que não surpreende ver todos os opositores ao actual governo a bater na mesma tecla, afinal nesta santa terrinha, entende-se que fazer oposição é só isso, estar contra tudo o que faça o poder, nem que se tenha que, alternadamente, defender tudo e o seu contrário.

Nem me surpreende ver esta unanimidade na “blogosfera”, enxameada de opinadores da direita ressabiada (embora alguns gostem de se auto classificar como “liberais”), a qual encontrou nos jornalistas com o “rabo mais pesado” uma conveniente caixa de precursão, numa relação promíscua que tão bem serve as duas partes.

Agora o que me surpreende é ver pessoas cuja opinião eu tanto estimo, aqui e noutros espaços, alinhar pelo mesmo coro de críticas, quando me parece que a análise não será tão directa.

Primeiro que tudo, penso que a análise a estes projectos não deve ser reduzida a uma simples querela partidária nem, muito menos, a uma batalha da, eterna, “guerra” Norte-Sul.

Seguidamente, devemos reconhecer que, quer os tais pretensos “liberais” queiram, quer não, a nossa economia é um pesado comboio que só se move quando puxada pela mesma locomotiva de sempre, o INVESTIMENTO PUBLICO.

Infelizmente, tirando poucas excepções, não existem, em Portugal, empresários dignos desse nome, pelo que, independentemente de quem governa num dado momento ser mais ou menos de direita, mais ou menos “liberal” a receita para, ao menos, manter os portugueses entretidos e haver uma ilusão de que algo a nossa sociedade produz tem sido e vai continuar a ser o INVESTIMENTO PUBLICO.

Ora são as Auto-Estradas, ora são as Capitais Europeias da Cultura, ora são as Expo98, ora são os Euro2004, ora é o Metro do Porto, o que é um facto é que, desde a nossa entrada na então CEE, essas tem sido as locomotivas da nossa economia.

É evidente que sempre se foi conseguindo atrair algum bom investimento externo, como o caso da Auto-Europa (e prometo não falar, por enquanto, daquela famosa plantação de morangos com que íamos invadir a Europa….) mas tal nunca foi suficiente, pelo que o fundamental foi sempre a execução de GRANDES OBRAS PÙBLICAS.

É evidente que podemos e devemos discutir prioridades.
Devemos discutir porque se fazem estas e não aquelas, porque não se constroem então Hospitais, Escolas, sei lá, tanto do que ainda nos falta para sairmos deste vergonhoso estádio de sub-desenvolvimento.

Mas então, agora deu-lhes para a OTA e o TGV, pelo que devemos então tentar fazer uma análise a estes dois investimentos começando já por evitar um primeiro erro:

Enfiar os dois no mesmo saco.

Depois, então, deve-se evitar um segundo erro:

Comparar a valia desses investimentos com outros anteriores.
(nomeadamente se estivermos tentados a pensar no tal “investimento” feito em 10 Estádios de Futebol.)
Os erros anteriores tem que deixar de ser a eterna justificação, para a sua repetição, pelos mesmos ou por outros responsáveis.

Continua…

AMNM

Palavras para que?

Post para reflectir!

Paulo Gorjão, AQui!

Ai que giro...

Nesta história da OTA anda tudo a fazer que não vê, ou a fingir que vê passar os aviões. É como dizia o outro, não penses que lá porque não estou a ver, quer dizer que não estou a ver. Ora, batatinhas...

Fogo

por Fortuna, bloguista a tentar ser independente
Mas o que diabo anda o Primeiro-Ministro a fazer no Quénia com os filhos quando o pais está todo a arder. Ele achará que o Costa chega para substituir o PM e ainda tratar dos fogos?

Fogo

por Fortuna, bloguista cheio de partidarite.
Que engraçado que é ver estes direitolas todos preocupados com os 30 mil hectares ardidos até agora, este ano. Quando Durão Barroso deixou arder quase 500 mil hectares em 2003 estavam todos caladinhos. Até hoje estão esquecidos que só esse ano tem mais responsabilidade na devastação da floresta portuguesa do que os outros todos juntos (contando obviamente com a natural regeneração). Até hoje estão esquecidos da verdadeira ruina que o desleixo de um governo provocou a todos aqueles que tem a floresta como recurso economico e ao proprio país.
Agora não se cansam de dizer que o país está em estado de "emergência".

quinta-feira, agosto 04, 2005

Sobre a discussão pública

Devo dizer que por sugestão de um colega, um dia destes irei estar envolvido num projecto que debate mais aprofundadamente a “discussão pública”, passe o pleonasmo.
Quando me refiro à discussão pública, faço-o relativamente aos grandes projectos – à chamada obra pública.
Na verdade a maioria das vezes, os planos, os PDMs, os loteamentos não tem participação nenhuma, ou se as tem não são propriamente contributos, mas antes usos legais de quem já realiza embates judiciais.
Propostas e intervenção real existe pouca. Por outro lado as assembleias e as vereações vêem a intervenção pública com desdém, até porque, quem conhece esses órgãos apercebe-se facilmente que as relações intra-partidárias são de longe mais fortes que a inter-partidárias.

O papel dos blogs, dos fóruns e do meio associativo tem-se revelado extremamente poderoso. Reconheço que às vezes a tendência neo-conservadora é de fácil instalação, nomeadamente no Porto, onde a população desconfia bastante de grandes projectos.
Lembro-me a propósito, de uma conferência em que Nuno Portas convidou o Galiano (ilustre teórico e director da AV de Madrid), para “descascar na “Casa da Musica” de Koolhaas e mostrar que o projecto era copiado de uma casita. Hoje alguns dos que estavam bem contentes com a iniciativa, são os maiores defensores da Obra, inclusive os seus promotores.
No entanto, ela não teve discussão publica. Os Polis não tem discussão pública e na verdade não há discussão publica nenhuma de jeito.
Talvez fosse tempo dos deputados realizarem uma iniciativa parlamentar.

60 Mil Contos ou 120 mil contos?

Ou, “como poupar umas massas”
(Recupero este "post" que publiquei no Provotar, acho que vem a propósito)
Não foi muito comentada (que eu visse) nem em Blogs nem na comunicação social, a informação, prestada por um interveniente na recente Reunião Pública “Em Defesa dos Aliados”, de que a operação de rodar 180º a estátua do D. Pedro, custaria a módica quantia de 60 Mil Contos!!! (assim mesmo contos à moda antiga)
Parece-me muito dinheiro, pelo que muito gostaria de ver alguém a confirmar ou desmentir esta informação.
No entanto, nem que fossem “apenas” 6 Mil, ainda me parecia caro.
Mas, por enquanto, vamos lá elaborar com base nos tais 60 Mil Contos, pois parece-me que a situação carece de análise, por simbólica.
Começo então por questionar:
Alguém acha que vale a pena gastar 60 Mil Contos para virar a estátua para o Norte?
Alguém acha que é uma prioridade para a Cidade gastar 60 Mil Contos a virar a estátua para o Norte?
Alguém acha que é por causa de permitir um melhor enquadramento ao acesso à estação do Metro que se vai gastar 60 Mil Contos a virar a estátua para o Norte?
Alguém acha que é a altura correcta, dada a necessidade de conter a despesa pública, para gastar 60 Mil Contos a virar a estátua para o Norte?
Mas, admitamos como provável que não serão consideradas as objecções dos “profissionais do contra”, e lá se gastam os tais 60 Mil Contos e se vira a estátua para o Norte.
É provável que, passado algum tempo, apareça alguém que, por considerações históricas ou estéticas, entenda que, afinal, se deve voltar a virar a estátua para o Sul.
Dependendo do seu poder, de persuasão ou outro, pode ser até que a ideia tenha pernas para andar.
E, considerando os antecedentes históricos, até me parece um cenário muito plausível.
Então, seguindo este raciocínio, é provável que, dentro de algum tempo, se esteja a ponderar a despesa de mais 60 Mil Contos (actualizados) para se tornar a virar a estátua para Sul.
Então é provável que, em vez de 60 Mil Contos, estejamos na realidade a falar de um valor previsto de 120 Mil Contos, para virar a estátua para Norte e, passado algum tempo, tornar a virá-la para Sul.
Por isso cá vai a minha proposta:
FAÇA-SE TUDO DE UMA VEZ
Ou seja, aproveitando a presença dos equipamentos e dos operários, se rode a estátua 180º para Norte e, logo de seguida, aproveitando as sinergias, se rode outros 180º, ficando assim, definitivamente a estátua virada para Sul.
Estou convencido que, se bem negociada, esta solução permitiria poupar um valor significativo, à CMP, ao Metro do Porto ou sei lá, a quem vai pagar esta operação, e que, em vez de 120 Mil Contos, se poderia fazer o serviço por apenas 100 Mil Contos ou até menos, com a vantagem de se causar um menor transtorno ao trânsito de viaturas e peões, dada a operação, no seu total, ser realizada de uma só vez.
Obviamente que, apesar de menores, continuaria a haver lugar a honorários de valor significativo, e até, quem sabe, talvez ainda dê para umas prendazinhas, pelo que, nem projectistas nem decisores sairiam muito penalizados.
Esta minha proposta parte do pressuposto que o tal valor de 60 Mil Contos para dar “meia volta” à estátua é o correcto (novamente solicito confirmação ou desmentido) e, tem apenas como objectivo, permitir alguma poupança de recursos ao erário público (?) e de transtornos à população.
Naturalmente admito que possam haver outras ideias que, quem sabe, produzam o mesmo efeito final com custos ainda inferiores.
São sempre bem vindas.

Melhores cumprimentos
António Moreira

quarta-feira, agosto 03, 2005

Nos Jornais - "Aliados em obras no Verão"

O escândalo!!!! A vergonha! O descaramento!

É desta forma desesperada que a Manuela DL Ramos (a quem devemos também os “Dias com Árvores”) nos chama a atenção, no “blog” Aliados, para este ESCÂNDALO que, sem qualquer VERGONHA, mas com o maior DESCARAMENTO, a Câmara Municipal do Porto, através da sua “testa de ferro” Empresa do Metro do Porto, pretende "requalificar" a Avenida dos Aliados ao arrepio da vontade dos portuenses e ao arrepio da Lei (apesar de alguns "disparates" que se vão por aí escrevendo).

Se ainda fossem precisas mais evidências para demonstrar a prepotência com que Rui Rio entende o exercício do seu cargo de presidente da CMP, a hipocrisia dos presidentes de outras Câmaras Municipais, militantes do PS, que integram também a administração da Empresa do Metro do Porto e a ineficácia das formas de participação cívica, tentadas neste caso, este ESCÂNDALO seria mais do que suficiente.

Num dia estes senhores, Valentins, Rios, Menezes, com a conivência de uns, caladinhos, Narcisos e Almeidas, indignam-se com os (se calhar desajeitados) recados de um ministro pelas “derrapagens” e pela UTILIZAÇÂO DESPUDORADA das verbas do METRO DO PORTO como se fosse um mero SACO AZUL onde se vão buscar as verbas (e a “agilidade descomplicada”) para fazer obra que pouco ou nada tem a ver com o METRO.

No dia seguinte e ao arrepio de todas as noções de BOM SENSO, ÉTICA e RESPEITO pela Cidade, pelos cidadãos e pelo País, aparece aquela peça a anunciar :
“"Calculo que podemos adjudicar a obra nos Aliados ainda em Agosto. Depois, são três meses de obras", esclareceu, ao JN, Oliveira Marques, presidente da Comissão Executiva da Metro do Porto.”

Esta “requalificação” da “Av. dos Aliados” é necessária, com esta dimensão e desta forma, por causa de uma entrada para uma estação do Metro (que, se calhar, nem devia existir)?

Afinal o Ministro tinha ou não razão em dizer o que disse?

Vai ou não acabar-se com a forma escandalosa como tem vindo a ser gerido o processo “Metro do Porto”

Sr. Primeiro Ministro
Sr. Ministro das Obras Públicas
Caro Dr. Francisco Assis
Meus caros amigos militantes do PS

Isto é assim?
Isto pode ser assim?
Vocês vão permitir que isto seja assim?

Muito mais importante que "uma mão cheia" de votos, ganhos ou perdidos, na região do Porto.
Muito mais importante do que analisar o que esta ou aquela forma de actuação pode afectar, positiva ou negativamente, a candidatura à CMP ou a outras câmaras da região, é a defesa da Cidade do Porto e da sua, emblemática, Av. dos Aliados.
É a defesa da Seriedade, da Ética e da Legalidade, em suma, A defesa dos fundamentos da DEMOCRACIA

E que não haja receios excessivos, mesmo que eleitoralmente uma actuação firme e correcta neste caso possa afectar negativamente o PS, isso será apenas de forma temporária e localizada na área de influência destes "senhores".

Ninguém tenha dúvidas que, como eu, o resto do país ao ver aquelas imagens daqueles Srs. Presidentes de Câmaras da nossa Área a passear no Metro, lembrou-se imediatamente de um qualquer episódio dos "Sopranos".

AMNM


Oposição

É certo que em determinadas alturas da história os lugares na oposição se tornam muito apeteciveis, seja por desresponsabilização no curso das coisas, seja por cansaço face à inoperancia, seja lá pelo que for. No entanto não é compreensivel que Rui Rio, com a vantagem que leva nas sondagens, faça uma lista para perder. Das duas uma, ou despreza completamente o adversário, ou quer mesmo perder, vitimizar-se e até vir a acusar o próprio PSD da derrota eleitoral. Do tipo, "quando foi como eu quis, ganhei, agora vejam o que dá quando se cede ao partido...". Quando no fundo o que está em jogo é que o homem nada mais tem para dar, sabe disso, e já não tem vontade de dar a volta à situação.

o repto da blogosfera

Eu por mim concordo com o repto do Pacheco Pereira no Abrupto:

"PODE O GOVERNO SFF COLOCAR EM LINHA OS ESTUDOS SOBRE O AEROPORTO DA OTA PARA QUE NA SOCIEDADE PORTUGUESA SE VALORIZE MAIS A “BUSCA DE SOLUÇÕES” EM DETRIMENTO DA “ESPECULAÇÃO”?

Tanto mais que já se coloca em duvida a operacionalidade da OTA.

avante comandante!

A candidatura de Rio começa a desenhar a sua lista. Em substituição de Paulo Cutileiro vem afinal o antigo comandante da PSP ligado Às mortes da esquadras.
Depois de no mandato anterior Rui RIo propor cadastrar os arrumadores, sem exito, agora vai querer mesmo levar o projecto avante (comandate) .


Artigo da Alegrete!

Todos sabem que não sou fã da Helena Roseta. Hoje ela no público escreve um artigo a criticar Mário Soares.
Ela relembra a MS que foi por sua causa que foi expulsa do PSD, ou seja atira à cara uma coisa onde ela optou e se o fez despretensiosamente não se justifica agora reivindicar o contrário. Depois critica o apego ao poder?????
Apego ao poder? Ela? Criticar? Então se achou normal acumular o lugar de bastonária com o de deputada e ficou chateada por ao fim de décadas não a apresentarem nas listas?
Quer dizer que se fosse convidada não aceitava?

E finalmente veio falar de uma espécie de traição de Soares a Alegre! Ora bem, aqui é que me mato a rir. Em primeiro lugar a senhora tem a memória curta e não se lembra da prenda que Alegre deu a João Soares candidatando-se depois deste, rebentando com a linha soarista na corrida ao PS. O resultado foi a completa ausência de membros nos órgãos do partido. Ainda por cima é do tipo, "olha para o que eu digo e não olhes para o que faço", pois se todos soubessem a "sacanice" politica que a senhora fez na Ordem dos Arquitectos para continuar no poder, não lhe aceitavam o desplante. A Helena Roseta representa o lado pior do PS, aquele que reivindica o património de Abril sempre com o olho nas piores coisas e nos piores princípios.

Já agora a senhora podia era vir explicar como está o 73/73, com o direito da arquitectura para os arquitectos, podia dizer que iniciativas tem sido feitas em defesa dos concursos públicos e da tabela de honorários dos profissionais, e já agora o que diz da forma como a obra do Metro vai sendo feita por dois dos seus membros e amigos sem prestarem contas a ninguém.

Com tanto em que pensar, deixava o Soares continuar, tanto que toda a gente sabe que o sonho da dama era ocupar-lhe o lugar.





Cá estou eu

Fui convidado para colaborar, escrevendo, aqui no SEDE.

O facto de alguém ter lido alguns dos meus escritos, em “posts” noutros “blogs”, ou em caixas de comentários aqui ou noutros locais e, ainda assim, entender convidar-me para escrever no seu espaço é de uma amabilidade que, muito francamente, me surpreende.
O facto de esse convite ser feito apesar de serem conhecidas algumas das minhas opiniões, as quais, em tantas áreas, são, não apenas diferentes, mas até conflituantes com as que são defendidas por quem me convida.
O facto de insistirem no convite, após a minha relutância inicial, e de me garantirem total liberdade, apesar de se tratar de um espaço de cariz assumidamente partidário, merece, a minha admiração e reconhecimento.

No entanto, não foi por admiração ou reconhecimento que aceitei, mas sim por interesse.

Aceitei porque me interessa ter um local onde possa escrever com a esperança que alguém leia.
Aceitei porque me interessa ter um local onde possa escrever sem ser sujeito a censura prévia, mas onde quem discorde (ou concorde) o possa fazer em comentário.
Aceitei porque me interessa ter um local onde possa escrever e ter a esperança de influenciar quem “pode fazer a diferença”.

Aceitei enfim porque, apesar de combater o sistema partidário a que tantos insistem em chamar “democracia” representativa, tenho a maturidade suficiente para compreender que (ao menos no meu tempo) vai ser com este sistema que a sociedade vai ser gerida e que, por isso, (conforme já referi em comentário) devo tentar influenciar, aqueles que me pareçam mais capazes de encaminhar a sociedade no sentido que, a mim, pareça mais acertado.
Alguns dos que me interessa influenciar escrevem aqui e outros, possivelmente, lêem o que aqui se escreve, uns comentarão, outros não.
Umas vezes conseguirei influenciar alguém, outras, serei eu o influenciado.

Mas, acima de tudo, aceitei pelo gozo de escrever, de participar, de discutir, de provocar.
Em suma, pode não servir para mais nada, mas, se for agradável para mim e, talvez para uns poucos mais, já vale a pena.

Enquanto for agradável, para mim e para os outros “Sedentos”, cá estarei :-)

Obrigado.
António Moreira

terça-feira, agosto 02, 2005

novo membro

O forumsede vai de vento em popa. Congratulamo-nos com a participação e com a fidelização de leitores. Temos que agradecer a todos os que nos vão lendo e desculparem-nos pelas dificuldades em trazer sempre perspectivas relevantes, assuntos pertinentes e abordagens que provoquem o dialogo e a discussão útil. Temos consciência que se o conseguimos algumas vezes, noutras a coisa esmorece um pouco.
Por essa razão cosntatamos que alimentar um blogue de política dá muito trabalho, é que ás vezes os seus autores estão com a cabeça noutro sítio, e às vezes estão fora do sítio ao mesmo tempo, ou então às vezes não apetece escrever nada, não vá a gente dizer algo que se arrependa, ou até que seja só escrever pela obrigação de o fazer.
Por outro lado, o Sede já atingiu um patamar de leitura e/ou pesquisa que justifica que o blogue não esteja demasiado dependente dos humores dos seus “escribas”, é um blogue de política (ou políticos) mas nem tanto, não tem deputados!
Recordamos, por exemplo, que outros já falaram na necessidade de um espaço idêntico surgido da área do PSD, para nós seria bem-vindo, sempre estivemos abertos ao debate, e gostaríamos que a discussão em torno da cidade e da área metropolitana crescesse, tanto que nos assuntos em que estivéssemos claramente de acordo seríamos muito mais fortes.
Enquanto esta situação não ocorre, julgamos que seria melhor trazer mais gente, abrir a porta e deixar o espaço crescer. Para crescer deveria soltar-se um bocadinho mais do PS, até para que a chamada “sociedade civil” não veja neste sítio um feudo de “gajos” que falam uns para os outros, sem que ninguém os contradiga. Nunca foi esse o nosso desejo.
Sabemos também que tirando alguns exemplos dos mais jovens, este é o site mais dinâmico ligado ao PS, onde pelo menos alguns conseguem barafustar connosco, aconselhar-nos, avisar, informarem-se, etc.
Lembro que o nome SEDE vêm de Socialistas Em Debate. Devemos portanto mantermo-nos fies ao princípio. No entanto, quando se fala em socialistas, não estamos a falar obrigatoriamente de personagens com cartão de militante.
Assim sendo, decidimos começar a alargar o leque de participantes, e é com particular gosto que anunciamos a entrada do António Moreira, experiente bloguista e “opinion maker” do meio A sua voz começava a estar mais sossegada e a sua escrita mais suave, algo que não poderíamos deixar acontecer. Lançado o desafio aceitou. E bem!
Decidimos endereçar-lhe o convite por considerar-mos reunir um conjunto alargado de qualidades:
- Não receia a opinião, muito menos pretende ser dono da verdade.
- É ideologicamente socialista, seja lá o que isso representa hoje!
- É um assumido descrente na forma de funcionamento dos partidos, nomeadamente do Partido Socialista.

Como o FórumSede deverá progredir no sentido da diversidade, baseada numa matriz ideológica comum, sem as hipócritas rotulagens do tipo, “eu sou mais socialista que tu!”, achamos que este novo membro dará um contributo fundamental.

Proximamente mais aquisições se anunciarão!

Ponte D. Luis




Ao que parece o arranjo da Ponte D. Luis, para passagem do Metro e tambem para peões, está practicamente concluido.
Mas ao que parece tambem, ninguem se lembrou de colocar a mais que necessária vedação de protecção, para além da habitual guarda.
Será que vamos continuar a assistir, ano após ano, aos tão famosos "suicidios".

segunda-feira, agosto 01, 2005

O Metro!

Ora bem! Pode um ministro qualquer descer à provincia, inaugurar uma obra que pouco fez para programar e contruir e depois dizer que fecjou a torneira?
Estamos onde?
Ainda por cima os autarcas do PSD, agora serão os grande s defensores do Norte e do Porto!
Será que este pesadelo não acaba?
O PS do porto não pode ser conivente com a forma desajeitada que se tem tratado os assuntos da cidade. Na questão do Metro o assunto é gritante. Então o Metro serve para pagar as "coridas" e agora já não serve para mais nada?

Faleceu o Senhor EURO

Wim Duisenberg, foi encontrado morto na sua casa de férias, vitima de ataque cardiaco e afogamento.
Esperemos que a moeda não tenha o mesmo fim!

Alegre

Não é bonito, não senhor, utilizarem o Decano da democracia portuguesa, Manuel Alegre, em torno de um jogo que o PS estava enredado, devido à não comparência presidencial de figuras como António Guterres e Vitorino e ao arrastar presuroso de um processo que começava a incluir Freitas do Amaral nessa lista.
Impressiona o teor do texto, a sua franqueza e solitária luta, que deve impressionar todo aquele que percebe que o momento político mundial está caótico e é necessário renovar as causas, sem as chagas de economistas, todos a professar a mesma cartilha?!
Mas será que não vêem que o Mercado Global Capitalista têm os dias contados? Ou a bem ou mal, destruindo-nos, planeta e humanidade nessa insana loucura competitiva.
Não, não pode ser assim que se fazem as coisas.
A minha solidariedade com o poeta:

O cansaço invade
a tarde
tornando-a morna e flexivel .

O mundo não mexe
estufa-se
nas lacrimosas noites africanas.

Joaquim Paulo Silva, Livre Pensador e Militante Socialista

Caro A. Moreira

(desde já as minhas desculpas por responder num post)
Um amigo meu (sujeito inteligente, por sinal) vive há anos com um sonho, formar o PGS. Quase sem ideologia, sem vícios, apenas homens (e mulheres) bons e sérios.
Bolas, será que não entendem (apesar da elevada capacidade intelectual) a relatividade dos conceitos. Será assim tão complicado perceber que os grupos políticos espelham (invariavelmente) os grupos sociais, a sociedade, e a vida? E que dai, por vezes, é possível a algumas pessoas criarem um sentido colectivo para a acção e fazerem alguma coisa do que aspiram? Outras vezes não.
Será que não partilhamos, de alguma forma, todos esses ideais de que fala. Será que não pretendemos todos, de alguma forma, melhorar a sociedade na qual vivemos, “com o superior objectivo de procurar garantir a todos os cidadãos as condições mínimas (e de igualdade) de procurar a felicidade, com tudo o que isso implica".
Mas não será que, na quietude do nosso lar, na presença quase muda do nosso computador, os ideais e os conceitos adquirem uma forma mais redondinha? Não será que sem as amarguras dos confrontos, das impossibilidades, o fio reflexivo do nosso raciocínio avança, rápida e de forma encadeada, para um mundo perfeito. Ao contrário da vida, onde tudo são equilíbrios precários. Subtilezas ténues, sombras de presenças, ambições e afirmações.
Quantos homens bons não resistem, uma vez no poder, a beneficiar o clube lá da santa terrinha? Quantos homens sérios não resistem, perante uma dúzia de idosos doentes, a prometer mais um novo hospital? Quantos homens sérios e bons não nos falham, numa manhã decisiva, porque a noite anterior foi demasiado árdua? Quantas mulheres boas, e sérias, não resistem a prometer este mundo e o outro…
O que é um homem bom? E um homem sério?
Amigo Moreira, Rui Rio é sério? Quim Barreiros é bondoso?
Estou convicto que tudo é possível, não de uma forma global (não, não falo do “socialismo num só pais”, lembra-se?) mas simplesmente em patamares de entendimento que se constroem em determinados momentos. Ou não.
Um partido não é mais do que isso, um primeiro patamar. No caso do PS é um patamar muito abrangente (e muito mais livre do que imagina).
Venha dai, sem receios de conviver com alguém que, na sua forma de ver, é porventura menos sério, ou menos bom. Corra o risco de ver as suas expectativas goradas muitas das vezes. Corra o risco e faça o risco onde já não puder avançar mais. Corra o risco de eventualmente se surpreender positivamente. Mas venha, vai ver que não dói nada.
P.S. PGS é obviamente a sigla de "Partido da Gente Séria"

o homem no seu quadrado

domingo, julho 31, 2005

um, dois,...três!



Em poucos dias, Rui Rio caiu vertiginosamente do patamar onde o ???puseram???. Um degrau para baixo, dois degraus para baixo, e três degraus para baixo. Ele foi o Bolhão (incompetência), ele foi o afastamento do Vereador Morais (estranhas influências), e foi a reacção ao fecho do Comércio ( arrogancia e insensibilidade). Assim, tão depressinha se revela a face de quem manifestamente não serve para presidente da CM Porto.

OTA (outros transportes (h)averá)

...bem como outros investimentos, a que dar prioridade (que tal o Metro do Porto). Façam-se os estudos a sério e já!
Existem duas possibilidades, ou queremos um HUB aéreo efectivo e teremos que vir a fazer a OTA para termos a minima chance (e atenção que é mesmo minima), ou dispensamos o hub e encaramos o transporte aéreo como aquilo que já hoje ele é, e apenas tratamos de o melhorar (ai a OTA não serve para nada). Podemos sempre fazer um HUB maritimo que talvez venha a ser mais rentável e conseguido.


TGV (todos gramam viajar)

...a grande velocidade, e o ALFA PENDULAR não dá quase nada. Faça-se o TGV!



Há sempre alguem que resiste.......e alegre!

Portugal tambem é meu (1)

Situação

Renovação

O sede, como todos sabem, tem um cariz partidário. Essencialmente pela presença de alguns militantes. Assim o que vou dizer comprome-te-me a mim.
Já reflecti e não encontro razões para continuarmos com esta conversa da OTA e do TGV. Claramente são dois projectos que não benefeciam ninguém, nem nós, nem os espanhois.
É continuar na estratatégia da casmurrice.
Também não entendo como podemos falar de TVG para a Galiza (porque para Lisboa não interessa, quando nem sequer uma boa linha de comboio temos.
Este governo faz lembrar alguns clubes de futebol que vão trocando de treinadores, de jogadores, simplesmente porque se esquecem de traçar metas seguras e acessiveis.
Outra nota para falar do Porto, do Porto concelho, do Porto cidade, do que quer que seja. Sinceramente começa a ser um problema geracional, politico e geracional. É preciso novo rumo e novas energias . Acabou o Salgueiros, acabou o Comércio do porto, acabou a NTV, acabou o comércio tradicional, acabou a baixa, e até falam em fechar o Bolhão.
Qualquer dia acabou o orgulho portuense, regional de mil anos, porque meia duzias de bada mecos não tem força para indireitar isto. E nesse dia sentados numa qualquer zona industrial dos arrebaldes, num escritório de uma cidade limitrofe, descobrem que a caminho da ota já não há cidade. Existem umas casitas com velhotes lá dentro. Umas loja de quinquilharias que ninguém compra e uns bares ao pé do Rio ( o tal que apesar da seca esse sim não parará). A Câmara deixa de ter fila no urbanismo porque ele já não está por ali, substituido pelo pelouro da 3ª idade.
Nem corridas, nem clube, nem tunel, nem S.joão, nem Ribeira são o que já foram. E tenham coragem para reconhecer isso e para perceber que o Porto está a caminhar para o ponto sem retorno, o momento plástico, onde o elástico estica e já não recupera a forma original.
E à frente dos destino alguém responderá com o seu habitual sorriso sarcástcio: PACIÊNCIA!
Morre Dantas, morre!

Nem a net!

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Experimente o seguinte:
Se tiver escrito o endereço da página na barra 'Endereço', certifique-se de que este está escrito correctamente.
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sábado, julho 30, 2005

Até Breve

Pedro Baptista

O que há a dizer é simples. O Porto, todo o Norte, não podem deixar morrer o seu “Comércio”.
Não é pelo título, por ser o decano do continente, por ser o jornal que, todos os fins de tarde, chegava a casa debaixo do braço de meu pai. Essas coisas de um título nascem, vivem e depois morrem quando não têm mais lugar na história, como há-de acontecer a cada um de nós quando nos acabar o tempo.
Não é pelo título, nem pelo saudosismo, é pelo projecto, é pelo futuro! Por ser o jornal que o Porto e Norte precisam para se conhecerem, para fazerem circular entre si a informação, a análise, o estudo e a opinião sobre os problemas concretos e específicos da região, onde se concatenam as vontades e se forja a coesão de uma região na afirmação nacional! Em lugar de serem uma colunazeca marginal dos jornais feitos ou dirigidos pela capital para quem o Porto, e falamos no sentido da grande região, é sempre secundário, é sempre dos “gajos de lá cima”!
É como projecto para o futuro, com o projecto concreto que se iniciou há pouco tempo, que o “Comércio” não pode estar muitos dias fechados. Enquanto o melhor jornal do Porto que já era, de longe, no que diz respeito aos assuntos do Porto, em matéria de informação! Se não vingou, foi porque não teve investidores conscientes das realidades e da necessidade de investirem na promoção, o que teria permitido que o jornal, já hoje, ou dentro de pouquíssimo tempo, fosse rendável e lucrativo. O Porto, a sociedade civil, os empresários, o mundo institucional autárquico, seja quem for, um ou muitos, sozinhos ou associados, têm de mexer-se e tomar a iniciativa de retomar o projecto agora interrompido.
Se não formos capazes de aguentar e promover o “Comércio” seremos capazes de quê? Como poderemos falar de nos afirmarmos? Que mereceremos?
E a Câmara Municipal do Porto, principal responsável por estes quatros de depressão geral do Porto, diz o quê? Deve dizer que está satisfeita, por haver uma voz que ninguém conseguia controlar que se cala. Não é verdade Dr. Rio?
É deste “prenúncio de morte” que temos de sair depressa. Até breve “Comércio”!

sexta-feira, julho 29, 2005

Finalmente as listas







Ontem dois tentavam (des)fazer as listas!

Abaixo os mercados

Rio quer fazer disto....




antes isto....


Cordão humano!

Hoje vão fazer um cordão humano em volta do Bolhão pelas 19:30h. Tenho algum gosto em vêr como o populismo que Rui Rio usou em Ceuta se vire agora contra ele! É que desta vez não se pode queixar de ninguém, a não ser claro.... do Paulo Morais.


Orgulhosamente sós!

Existe um rumo para a cidade? Existe um rumo para o País?

Hoje discute-se a Ota, o tgv, como ontem se falava do Euro 2004. Pensa-se que existe sempre uma luz lá longe que se a alcançarmos estaremos em terra firme. Não é verdade. Se paramos veremos os pés a enterrarem-se.
Isto aplica-se a Portugal e também ao Porto. Se relativamente à nação eu sou daqueles que acham que deveriamos re-equacionar a nossa divisão administrativa, mas também a forma como encaramos Espanha, relativamente à cidade diria exactamente o mesmo, só que com muito mais urgência.
Ou seja a Galiza caminha sem coordenar com o norte português e a Espanha faz o mesmo relativamente ao nossos quilometros quadrados.
Assim no canto da Europa para se chegar aqui, atravessa-se um Pais com mão de obra mais qualificada, preços mais competitivos, gasolina mais barata, impostos menos pesados, melhor qualidade de vida, menos deficit, mais empresas, melhor internacionalização e uma lingua parecida. Até no Futebol não nos ficam atrás.
Na Galiza, idem,idem, aspas aspas.
Então existe qualquer coisa aqui que não compreendo, ou afinal está bem vincado ainda o tema do século XX do, Orgulhosamente sós?

Sessenta / Setenta



A cadeira do Poder é mesmo assim, Se Senta, Se tenta a ficar lá por muito tempo.

quinta-feira, julho 28, 2005

Unir o que está disperso

Este bem poderia ser o grande o objectivo da candidatura de Guilherme Pinto a Matosinhos.
É certo que esta é uma frase mais recheada de hermetismo do esquadro e compasso, mas após a decisão da Direcção Nacional é hora de unir esforços e potenciar uma candidatura ganhadora, permitindo e capacitando matosinhos para mais quatro de governação à esquerda, por muito que isto doa a outras esquerdas.
Um pacto de valor e consideração são necessários em nome de um comjunto de políticas que já fizeram hsitória, não só no cobncelho mas em Portugal.
O PSD, com certeza, esperava, mais um bocadinho, a divisão, felizmente ninguém lhes ofereceu esse espectro, agora é tocar a reunir, ou melhor, umir o que está disperso.

Joaquim Paulo Silva, Livre Pensador e Militante Socialista

Cientistas no jornal

Até que enfim que embora diferentes conseguimos unir esforços e ter projectos conjuntos! É que existe uma característica que é fundamental em ambas as actividades e que nos une: Uma imensa curiosidade!

É um programa de estágios profissionais de curta duração (12 semanas) patrocinado pelo jornal PÚBLICO (financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia) e destinado a investigadores profissionais: “Cientistas na Redacção”. Os bolseiros receberão uma bolsa de 1500 euros mensais brutos.
O objectivo do jornal é ter 4 cientistas por ano na sua redacção. Vai ser coordenado por António Granado, a selecção dos candidatos vai ser feita por um júri de cientistas e jornalistas de ciência experimentados. Espera-se que este programa melhore o contacto entre as duas actividades, já que saber comunicar bem ciência é uma das actividades que requer mais experiência na nossa prática profissional.

Candidatos
Exige-se o grau de doutor ou a situação de doutorando, em regime de exclusividade durante o período de estágio.
A candidatura é feita através de uma ficha de inscrição, duas cartas de recomendação e um texto de 3000 caracteres ou menos expondo as razões da candidatura.
- Currículo científico
- Motivação
- Competências comunicacionais e relacionais
- Vínculo a uma instituição universitária ou de investigação
- Experiência de divulgação ou comunicação de ciência
- Objectivos profissionais relacionados com a divulgação ou comunicação de ciência
- Cultura geral e interesse pela actualidade
- Conhecimento de línguas

O processo de selecção passa pela avaliação da candidatura e entrevista. O júri é constituído pelo coordenador do programa e pelos jornalistas: Clara Barata e José Vítor Malheiros, e dois cientistas: Carlos Fiolhais (ou não estaríamos no ano da física) e João Caraça (Director do Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian). Na edição de 2005/2006 serão seleccionados 5 candidatos. Prazo de candidaturas até dia 28 de Agosto de 2005, e anúncio público dos seleccionados será feito a 20 de Setembro de 2005.

http://cientistas.publico.pt

Raquel Seruca