terça-feira, outubro 04, 2005

A Campanha continua (ou sugestões para fotomontagem....)


Alegre / Soares ?
Rio / Assis ?

Marques Mendes/ Valentim ?
Cavaco / Soares ?
Sócrates / Vitorino ?

........
(já agora podem identificar os reais que há prémio)

António Moreira

Pérolas de Rui Rio

O programa de Rui Rio finalmente apareceu. São tantas as pérolas que só a sua leitura integral pode informar da totalidade da sua incompetencia. No entanto, fizemos um pequeno resumo:
(...)Há problemas que se foram agravando, como é o caso da poluição dos cursos de água — especialmente do Douro — e das praias e a que é preciso dar resposta. (ai sim?)

Todos estes instrumentos de acção foram discutidos e retidos no programa que se segue. Há quatro anos, produzimos novecentas páginas de estudos para reter cerca de trinta como programa. Desta vez aconteceu situação parecida, com a diferença de que nos aplicámos no aligeiramento formal da apresentação, para fazer com que o maior número de eleitores leia o programa. Adicionámos, quando adequada, uma menção ao que já foi feito em cada domínio enunciado. (novecentas páginas, situação parecida, aligeiramento formal, maior numero de leitores! Bom lá lata tem!)

Porém, nunca o Porto avançou tanto no combate à exclusão social. (e tão bem!)

O grupo de Saúde e Protecção Social da FEANTSA aconselhou todos os estados membros a “seguir o exemplo do Porto, sublinhando as boas práticas desenvolvidas na luta pela inclusão de todos os cidadãos excluídos”. (sigam a FEANTSA, quem sabe da qui a 4 anos será a FORTUIMDERT!)

Apostámos na requalificação profunda dos bairros mais problemáticos (Bairro S. João de Deus, por exemplo),

O Presidente da Câmara, como provedor da Cidade, irá exigir também do Ministério da Educação que assuma as suas responsabilidades, ao nível das escolas dos 2º e 3º ciclos e secundárias, nomeadamente na decisão final para a instalação do Conservatório de Música do Porto, da sobrelotação da Escola Secundária Artística Soares dos Reis e sobretudo, no avanço do Programa “Rede EDUTEC”, onde as escolas secundárias Fontes Pereira de Melo, Infante D. Henrique e Oliveira Martins estão incluídas desde a primeira hora. (ai vai exigir! Agora, tão cedo!)

Nesse sentido, consideramos muito positivos os resultados alcançados com os projectos “Vamos Nadar”, “Xeque Mate”, “Estrelas vão à Escola”, “Karaté”, “Desporto Fora do Sítio”, “Anda Porto”, “Saltos na Ponte”, “Desporto no Rio”, entre muitos outros, para além dos dedicados
essencialmente aos cidadãos com deficiência. (Sim senhor, grande trabalho!)

Importa recuperar o Futebol Amador na Cidade. Lamentavelmente, a Associação de Futebol do Porto tem perdido, nos últimos anos, muitos clubes desportivos de futebol, por despovoamento do centro e por falta de campos onde os jovens possam praticar desporto. (Ui que belo trabalho dos últimos 4 anos – perguntem aos clubes. Eu joguei em 2)
“Finalmente, deverá ser apoiado o associativismo desportivo, em especial de pequena dimensão” programa de RUI RIO 2001

A Câmara Municipal tem que conceptualizar e implementar um “Contrato de Cidade”, através da Porto Vivo – Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), que oriente quem gere e quem intervém, que veicule as entidades tutelares, que comunique uma estratégia aos investidores, com vista à verdadeira reabilitação urbana. É isso que nos propomos fazer. (ainda não conceptualizou?)


Isto é possível através da revisão da tipologia da habitação, sem alterar a tipologia arquitectónica. (quem escreveu isto?????????? Não sabe o que quer dizer tipologia)

Reanimar o centro da Cidade passa também por concretizar o projecto “Porto Cidade de Ciência”. (pensei que estava concretizado????)

É, aliás, dentro desta lógica que surgirá a reabilitação do Mercado do Bolhão, a exemplo do que outras grandes cidades europeias já fizeram com os seus mercados de referência, fazendo conviver a sua componente tradicional com uma mais moderna.

Iremos, assim, perseguir com mais insistência o objectivo da transparência e da rapidez na aprovação de projectos que cumpram escrupulosamente as regras do PDM, bem como a restante regulamentação para edificações urbanas e continuar a rejeitar e até a reprovar os que não se coadunem com o ordenamento existente. (Finalmente justificada a saída do Paulo Morais!)

Não é intelectualmente sério anunciar iniciativas pontuais e desgarradas de um plano verdadeiramente assumido pela Cidade.

Chegados à Foz deparamos com um conjunto de praias que fizeram as delícias e trataram a saúde de tantos portuenses e cidadãos do interior e que, lamentavelmente, hoje estão poluídas. Teremos que assumir o seu tratamento em prol da sua qualificação progressiva, para merecerem a “bandeira azul” e serem devolvidas e fruídas intensamente pela população. (olha uma promessa!)

O Metro de superfície, vulgarmente designado por eléctrico rápido, que temos na AMP, constitui,
assim, um projecto decisivo para melhorar a mobilidade no Porto.(COMO?????????)

Eventual alargamento da rede de corredores bus nas áreas de maior oferta; (eventual ou virtual?)

— Implementação da rede de eléctricos históricos através da extensão do seu circuito na Baixa
do Porto, (Restauração, Cordoaria, Universidade do Porto, Hospital de Santo António,
Restauração e que poderá talvez entrar em serviço já este ano), à Praça - R. 31 de Janeiro - Sta.
Catarina - R. de Ceuta - Leões; (ai os carris…)

Ainda no presente mandato e, no âmbito desta iniciativa ligada ao “Porto, Cidade de Ciência”, Hanna Damásio e António Damásio serão homenageados. (a escola de Jorge Sampaio – o aviso de homenagens num programa eleitoral – que dizer?)

Por isso, o futuro da Cidade passa por uma aposta na cultura e por um reforço do sentimento de
cidadania e da integração na comunidade. A cultura tem, assim, de ser factor de desenvolvimento e de coesão social. (atão a calculadora?????)

Este projecto deverá espelhar um conceito de cultura plural, com dinâmicas multiformes e sentidos diversos em que sejam visíveis:
— a qualidade e a inovação das actividades;
— a eficiência da gestão dos equipamentos culturais;
— a capacidade de mobilização de públicos – para além da cultura erudita importa valorizar as
culturas tradicionais em que a Cidade é rica;
— a articulação entre as diversas instituições;
— uma forte estrutura de divulgação, de coordenação e de marketing;
— a vontade de ser um projecto que contribua para a inclusão social.
(sem comentários)

— fazer uma avaliação nos museus municipais, quanto à sua organização e qualidade de prestação de serviços e exigir do Ministério da Cultura uma gestão competente e eficaz do Museu Soares dos Reis, cujo espólio pertence em larga escala à CMP e que hoje tem um fraquíssimo número de visitantes; (xiiiiiiiiii! Que jogo sujo)

Animação de rua e de bairro – não podemos esquecer o carácter festivo, tradicional do Porto e das suas gentes. Vale a pena, por isso, estimular projectos que envolvam a população e que sejam estudados para animar as condições de vivência dos cidadãos, nos espaços de rua e de bairro. (às vezes animam atirando sapatos e tachos nas campanhas eleitorais!)

Manter e melhorar os apoios à Festa de S. João, como festa popular – respeitando o profundo sentimento da Cidade, nesta grande festividade com projecção nacional e internacional. (só se for em Gaia)

— Recuperação efectiva da Ponte D. Maria Pia. (quer dizer que se pode recuperar sem ser de forma efectiva?será como afectiva)

O relançamento do Grande Prémio Histórico do Porto - Circuito da Boavista, mostrou claramente como é possível assumir iniciativas de grande vulto, contar com o empenho de um vasto leque de Portuenses que acreditam no sucesso e na imagem internacional e nacional da Cidade. a iniciativa encheu a Cidade de turistas, nacionais e estrangeiros, mobilizou os Portuenses e a Cidade em geral e foi qualificada como um dos maiores êxitos conseguidos no âmbito de um turismo que se pretende diversificado com enorme reconhecimento internacional.
(presunção e água benta….)

A verdade é que a Autarquia vem praticando uma nova concepção de serviço público, menos verticalizada e dividida, mais assente no diálogo entre serviços e, sobretudo, no diálogo com o Cidadão, razão última e única da sua existência.

Reconhecemos que há um sector fundamental ao desenvolvimento – Serviço de Licenciamentos e Edificações Urbanas – onde esta “revolução” ainda não se fez sentir de forma evidente. O licenciamento é um dos principais problemas do relacionamento da Câmara com o Público.
(a sério? Ninguém reparou…..)

A Câmara Municipal contribuirá activamente para a afirmação do Porto como CAPITAL NACIONAL DA JUVENTUDE, pelo que, para isso, e entre outras iniciativas, realizará anualmente uma iniciativa de grande impacto em que comemorará o Dia Internacional da Juventude. Nessa ocasião, instituirá o “Prémio Anual de Juventude”, através do qual serão premiadas personalidades, instituições ou empresas que mais se tenham destacado no apoio efectivo aos jovens.

Informação de Debate

Amanhã, dia 5 de Outubro, haverá um debate na RTP1, que alguns dizem decisivo para o desfecho na campanha do Municipio do Porto. A não perder - às 22.00h!

A pergunta

Vou abster-me, para já, de discutir a questão do aborto. Em parte porque já aqui publiquei a minha opinião, frontalmente contra qualquer tipo de liberalização, em parte porque se trata de uma temática à qual quero voltar apenas quando necessário e produtivo.
No entanto, a pergunta para o referendo já ai está. Foi já aprovada pela Assembleia da Republica. Acontece que dessa pergunta volta a fazer parte a expressão “…por opção da mulher…”. E só essa pequena expressão é já suficiente para que nenhum cidadão de corpo e mente inteiro venha alguma vez a votar "sim" em semelhante consulta à população.
É certo que a questão do inicio da vida humana e da sua propriedade é algo que está ainda longe do consenso e que é, simultaneamente, o principio e o fim da problemática do aborto, mas esta pequena expressão vai muito para além disso. Ela coloca uma pausa no processo civilizacional obrigando tudo e todos, perante a sua eventual aceitação, a assumir como inequívoca a diferença de direitos entre homem e mulher. Não apenas a diferença de género obviamente constatável, que muitos (?muitas?) foram tentando ignorar ao longo dos anos, mas uma assumida diferença de direitos (dos quais decorrem obviamente distintos deveres) entre os dois sexos. Há um direito maior, concretamente a possibilidade de decidir sobre o destino de uma vida humana, que a mulher, só por ser mulher passa a ter e o homem não. Concretizando ainda mais, ambos se encontram em igualdade de circunstâncias perante o facto, aliás da responsabilidade de ambos, mas apenas um tem direitos sobre ele. Mas que grande machadada no longo caminho para a paridade. Mas que grande tiro no pé que as mulheres, enquanto grupo abstracto (todas as mulheres) dão em si mesmas. Mas que enorme desresponsabilização dos homens em relação aos seus actos.
Se eu bem tenho presente, a conquista civilizacional foi sempre no sentido contrário, e ainda é, de procurar a paridade entre sexos aproximando o homem de uma responsabilização em relação à qual estava muitas vezes alheado, por via dos costumes e do processo evolutivo da espécie humana. Como é possível fazer campanhas e desenvolver projectos para uma maior proximidade do homem em relação às questões dos filhos (da sua própria procriação, porque não dize-lo assim?) e simultaneamente desresponsabiliza-lo fazendo com que não tenha qualquer direito sobre o nascimento resultante de um seu acto procriativo.
E que tipo de homem pode aceitar que, sobre a consequência de um seu acto sexual, apenas à mulher caiba o direito de decidir. Que forma tão estranha de abdicar de sermos gente, que anda no mundo por inteiro, e que perante as consequências dos seus actos se reserva o direito de, pelo menos, decidir.
P.S. Que fique claro que este texto não pressupõe o entendimento de que a vida humana é pertença de algo ou alguem que não esse próprio ser humano, pelo qual todos nós temos obrigação de zelar. Não pressupõe que haja qualquer direito sobre a vida humana por parte dos seus progenitores ou qualquer outra entidade, seja de que natureza for, incluindo divina.

segunda-feira, outubro 03, 2005

O Programa


"A apresentação do Programa ocorrerá durante a primeira semana de Campanha Eleitoral, data a partir da qual o seu conteúdo será disponibilizado neste site."

Ou (em tradução livre)

"Vou demonstrar àqueles gajos da capital que até consigo pôr os morcões do Porto a votar em mim, sem sequer ter que me maçar a escrever um programa"


António Moreira

Mais um(a)

Com o avançar da campanha tudo vale para chamar a atenção, uns vão aos bairros à cata duns tabefes, outros, mascaram a sua natureza, e até já defendem as, tão na moda, parcerias público/privados....

António Moreira

As cavalgaduras falantes

O futebol é o divertimento de eleição em Portugal. Em Portugal e não só.
Ontem deleitei-me assistindo a uma emocionante e bem jogada jogatana. Além de divertido teve todos os condimentos de jogo de bola do género que temos a mania de elogiar em Espanha.
Mas não foi essa a razão que me leva a escrever sobre o tema. É que vi o jogo na televisão, para ser mais preciso na TVI. Como não podia navegar até à madeira pus-me em frente da caixa mágica e aumentei o volume.
Foi aqui me surgiram os problemas, é que naquela estação colocaram duas cavalgaduras que estiveram o tempo todo a despejar verbos e substantivos de forma mais ou menos organizada, mas que, filtrando a sua pouca inteligência, resultaram no verdadeiro processo oral de oberar.
Aquilo a que alguns chamam comentadores, transfiguram-se em jumentos e zurraram as mais estapafúrdias obesidades sobre o espectáculo. Foi como ver um excelente filme, num bom cinema, mas com uma irritante musica de fundo do Claiderman. Ou então comer uma excelente refeição num sítio malcheiroso, ou ainda apreciar uma bela pintura na sala aberrante duma tia chique qualquer.
É que os dois especímenes demonstraram ignorância e irritaram o mais calmos dos seres mortais que os ouviam. Apesar de inumanos, o mais curioso era quando em determinadas partes guinchavam uns risos e gargalhofas de que só eles riam. Depois, estes asnos, pareciam gente que nem sequer conseguia disfarçar a sua cor clubista roncando no desgraçado do microfone sempre que uma das equipas demonstrava mais acutilância. Se fossem mesmo racionais dir-se-ia que eram abadalhocadamente tendenciosos – valha-nos a confirmação posterior.
É que para piorar o cenário, os autores destes cagalhotos verbais, demonstravam ainda as deficiências visuais que comprovavam a sua origem animal irracional, que como se sabe acusa os equídeos de profundo daltonismo e de falhas de focagem da retina. Não que a coisa fosse só para um lado, era para os dois, mas sempre seguido de um pestilento comentário que arrojava uma conclusão sobre a qualidade profissional das suas personagens – Magnifico. Digo magnifico pois reduziram a besta aquele macaco que separa o lixo no spot televisivo, e demonstraram como se podem fazer compreender dois bovinos falando de futebol, que às vezes até o faziam em simultâneo, com um a anuir o que o outro ruminava.
Conclui-se que a estação de televisão não deve ter secção de recursos humanos competente, ou então, o responsável do desporto é um homem surdo. Se for esta ultima a situação, devia solicitar uma reprodução legendada (se assim for possível), de forma a que realizem, em consciência, o favor de nos evitarem espectáculos semelhantes.
Não que eu não tivesse tentado ouvir antes os mais competentes homens da rádio. Tipo a TSF ou antena 1, mas os seus mais bem produzidos relatos provoca-nos aquele desprazer de avisar pelos ouvidos o que os olhos vão ver, ainda por cima com sete segundos de intervalo. Ou seja resta-nos a alternativa sugerida por Artur Jorge – baixar o volume e ouvir música clássica. Mas se o fizermos ainda ficamos com a sensação que estamos muito parecidos com o gajo e qualquer dia a falar de “coisas bonitas” e a querer treinar os Mouros por quinze dias. È que ninguém acha bem ver os chutos do Quaresma ao som de Verdi, nem sequer a patroa compreendia a súbita panca da mona que nos estava a dar.
Além do mais, qualquer melodia que fosse impedia-nos de escutar o som ambiente, os bombos irritantes dos Barreiros, o “Pinto da Costa Olé”, e nem sequer os assobios ao árbitro a gente sentia.
Por isso, e porque não resta outro, que não o remédio de ouvir a miséria sonora que nos serve a TVI, só há uma alternativa – reclamar. Eu reclamo mas dou alguma coisa em troca, peço-lhes que respeitem os espectadores, mudem as cavalgaduras falantes, contratem gente com as duas metades do cérebro intactas e se conseguirem, repito se conseguirem, isentos da clubite lisboeta anojentada, que diz que a bola bateu no Baía quando ele defendeu, ou que a defesa do Porto é de papel sempre que um adversário por lá passa, ou, pérola da pérolas, que quando um avançado está para lá da linha de fundo está fora, quando é um defesa não. Se fizerem isso, eu prometo ficar especado a ver os reclamos no intervalo, e quem sabe assistir ao Programa da Júlia durante mais que os 2 segundos habituais (que é o tempo da power box mudar de canal).

sexta-feira, setembro 30, 2005

a denuncia

Hoje Rui Rio denunciou os casos que afinal eram segredo:

1. O caso de Ernestina Miranda
2. A quinta de Salgueiros que esteve na origem da busca a casa de Cardoso.

Sinceramente a montanha pariu um rato. depois de tudo o que se disse...

o lugar apetecido

Segundo a TSF, Oliveira Marques demite-se da Metro do Porto. Sinal evidente de falta de confiança política do governo na sua gestão.
Não acho isenta de significado político esta demissão.
Na minha opinião fica um trabalho nalguns casos meritório mas com fortes nódoas. É o caso da Boavista, dos Aliados e do preço dos bilhetes.
Como é evidente fala-se de uma nomeação política:
Uns dizem Narciso Miranda, outros até falam em Nuno Cardoso. Ou seja acabou-se a teoria do técnicos num lugar que tem muito de político? Ou será que Sócrates nos surprenderá uma vez mais?

quinta-feira, setembro 29, 2005

Ode ao humor

É pois, na realidade um humor delicioso.

António Moreira

Apostas

Alguém se lembra das sondagens em que Rio tinha uma vantagem de 26%. Esse estudo feito em cima da corridas vale afinal o quê?

Deixo um desafio no Sede. Vamos fazer apostas dos resultados eleitorais à CMP, eu deixo já a minha:

PS - 42% PSD - 40% CDU - 7% BE - 5%

uma imagem e um dica

Seguindo a proposta do António uma imagem da "campanha Anti-Rio" e uma dica: Aldoar


Reportérs

A propósito dos repórters sem fronteiras escreve o joaquim um texto bem interessante no Aventura en la Tierra.

Dias úteis

Por razões estritamente pessoais e profissionais, mantive-me afastado destas lides durante uns poucos de dias, tendo tido apenas tempo para ler o blog quando dobrava a simbólica marca das vinte mil page views, aqui atrasado. Sim, fui o leitor número Vinte Mil.

A verdade é que nestes poucos dias muita coisa mudou.

Fátima voltou. Qual Madonna no papel de Evita, sem esquecer o bronzeado dos olheiros portugueses por praias de Copacabana, à busca de uma nova contratação. É vê-los por ai, nos jogos da UEFA, todos iguaizinhos de fato listado. Mas sim, os pastorinhos ainda lá estão, por enquanto.

Rui Rio parece já não ter muitas certezas, demonstrando mesmo um grande nervosismo face à onda de descontentamento que se vai revelando; bairro após bairro, encontro após encontro. Aliás, aqueles esgares cínicos no debate televisivo não passaram despercebidos a ninguém, mesmo a quem, como eu, não estava em condições de ligar o som da TV. A intolerância tem destas coisas, revela-se. Assim como a incoerência, mais tarde ou mais cedo, sempre fatal. Mas o pior mesmo é o encontro de cada um (eleitor, entenda-se) com a desilusão da sua própria escolha (voto, entenda-se). Donde resulta esta atmosfera de crispação e arruaça cada vez que o homem sai à rua. Sejamos claros, para a nossa cidade, Rui Rio é um perfeito inútil ou pior, a personificação da mais intensa estagnação. Pelo contrário, para Rui Rio, esta nossa cidade é até muito útil.

Isaltino, afinal…querem ver que a montanha vai parir um rato!
E se de repente, os desconhecidos lhes oferecerem flores? Que é como quem diz: um bilhete só de ida.
Vai sobrar Narciso, que é que é bom, que soube sair com dignidade e a tempo, etc. e tal e ainda bem.

Já José Sócrates, à boa maneira portuguesa, vai acumulando apoios e simpatias, conforme NÃO SE PODE LER, na comunicação social, sempre mais preocupada consigo própria e com os seus “opinion makers”. Parece confirmar-se que os portugueses adoram este tipo de clima, de privação, de contenção, de ver retirar privilégios aos demais, de dureza governativa, de suposto rigor. E há tanto PSD por ai a dizer que se ele continuar assim até já votam no PS… Eu cá prefiriria que o processo inverso, isto é, conferir cada vez mais privilégios aqueles que ainda não os tem, obviamente por força de uma melhor redistribuição da riqueza. Não nos esqueçamos que quando contestamos, por exemplo, os horários reduzidos dos professores, estamos a baixar a fasquia para todos os outros. Não nos esqueçamos daquilo que queremos e de como gostariamos que as coisas fossem.

Pelo contrário, Marques Mendes está cada vez mais baixinho. Também ninguém percebe nada do que ele diz. Ou será que é só falta de interesse?

Agora poder, poder, esse continua o mesmo e com a mesma receita, em qualquer estabelecimento ao virar da esquina. Prometo charada num próximo post.

Mas é no SEDE que se sente o vento da pujança. Se eu poderia alguma vez imaginar que haviam leitores do Canadá, espanhóis, brasileiros, etc. Bem sei que também apareceu algum lixo por ai, que o Blogger não filtrou, mas enfim, lá terá que ser.
Ah! Quase me passava a referência ao comentário tão simpático do JUMENTO, do qual também somos leitores assíduos. E ao humor dos nossos comentadores residentes, com a vénia sempre especial para a querida inKoerente.

Enfim, dias úteis. Como cantava o Sérgio Godinho, o prazer é o que nos torna os dias úteis.

Até já.

quarta-feira, setembro 28, 2005

A Eurominas

Eu não me importo de responder ao repto lançado para falarmos sobre o caso da "Eurominas".
Antes de tudo julgo que aqui a história está aprofundadamente tratada. Se é verdade, não sei, mas que cheira a esturro, lá isso cheira.
No entanto parece-me que foi um caso de advogados muito fortes que investiram em ganhar o caso e em desenvolver a negociação a vários níveis. Se a decisão fosse dos tribunais muito bem, como foi um acordo, e as personagens envolvidas foram as que foram, a suspeição levanta-se.
Portanto, em suma, para não dizerem que somos sectários nos escandalos... acho que vale a pena discutir o assunto.

militante do Bloco a descansar durante campanha eleitoral

Sobre um re-candidato

Rui Rio demonstra-se temerário e representante da verdade. Em cada sítio a que vai, existe (segundo ele) sempre um malfeitor qualquer que o insulta, foi assim com os SuperDragões, é assim com as vendedoras do Bolhão, é assim com a malta de etnia Cigana e agora com os militantes do PS. Inventa sempre um inimigo, como se tudo o que fizesse fosse contra “interesses instalados”, mas não é.

Ontem foi no Cerco, antes foi em Aldoar, e será assim em muitos sítios na cidade. Na verdade o Presidente da Câmara até pode voltar a ganhar, mas há uma coisa que nunca conseguirá - reunir todos os portuenses à sua volta, por mais mobilizadora que seja a iniciativa que tenha. Mesmo que fossem os jogos Olímpicos ou a mais megalómana Expo mundial, fica a ideia que Rio Rio não conseguiria congregar todos os portuenses.

Na verdade o actual Presidente nunca conseguiu sequer ser tolerado por todos, ao contrário do que durante muitos anos aconteceu com Fernando Gomes.

Ou seja, uma coisa é ser dado ao populismo barato, outra é o respeito da população por um político, representante de todos, sem exacerbar os sentimentos. Porque afinal que mudanças tão grandes terá feito na cidade para justificar tanta revolta? Que batalhas tão altas travou que permitam aguentar ser insultado por cada canto e ainda por cima estar contente com o trabalho realizado? Urbanismo, bairros, arrumadores, droga? O PS esteve doze anos e combateu, Às vezes melhor, outras vezes pior os mesmos problemas.

Rui Rio costuma dizer que é Presidente da Câmara do Porto e não das câmaras à volta, ou seja relembra a função restrita aos limites da E.N. 9, delimitada como sabem, em Lisboa no final do séc. XIX, para que Porto tivesse 42km2 exactamente metade dos 84 de Lisboa. Aceitando que haja razão nessa afirmação, então diríamos também que o papel de um autarca é de proximidade, de carinho por cada parte da sua cidade. A politica autárquica é de contacto e de percepção de problemas, de acção directa.

É que eu acho que não se pode dizer que o papel é bastante diferente de um membro de um governo e depois vestir-lhe os tiques. Rio Rio comporta-se como um ministro qualquer. Envolto em comitivas vai às Freguesias, dá entrevistas e recusa a maior parte dos debates. Fala de números para responder a ideias e demonstra a arrogância que muitos anos passados nos piores corredores da Assembleia da Republica lhe ensinaram.

E para finalizar, sinceramente, dá a ideia que os insultos que sofre em cada bairro do Porto, com a pronuncia dos bês e do vês tungida na voz, lhe vampiriza o espirito e lhe alimenta o sonho de ser primeiro-ministro, neste caso caminhando sobre a alma do Porto – e isto será o pior sinal da sua ambição.

Provocações



A falta de tempo, aliada à notável sensibilidade à imagem, demonstrada recentemente pelos nossos estimáveis comentadores, levou-me a procurar encontrar os meios de satisfazer a sua ânsia de intervir.

Assim, após aturada pesquisa e selecção, submetem-se ao crivo crítico dos nossos comentadores (anónimos e não só) um conjunto de imagens que constituem a parte fundamental da "campanha anti-Rio" que me proponho desenvolver até ás eleições.

A denúncia dos significados ocultos, das calúnias implícitas (quando não explícitas) bem como da notória demagogia que levou à escolha precisamente destas imagens, quando tantas outras haveria com um significado notoriamente mais favorável à candidatura da coligação da direita, é tarefa que deixo aos comentadores.

Assim a argúcia os auxilie.

António Moreira

terça-feira, setembro 27, 2005

A campanha começa hoje...

Quem diria que a campanha autárquica só começou hoje. Na verdade parece que ela já anda por aí há 4 anos. No Porto diz-se, repito, diz-se, que pode haver uma surpresa....
Na verdade ninguém faz ideia dos resultados a esperar. Por um lado o actual presidente de Câmara tem pelo vistos muitos apoios, mas na rua não se encontra ninguém a assumir o voto nele. Por outro lado todos sabem que a abstenção ou a diminuição dela pode alterar resultados, nomeadamente a população a viver em bairros sociais. É esperar pelo levantamento das urnas.


Mais uma para centralizar

Lisboa vai ter Aeroporto para viagens "low cost"

Segundo o Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, os estudos de viabilidade e a decisão final sobre a melhor localização deverão ser conhecidos até final de Novembro.
Entre as alternativas estão hipóteses como Alverca, Montijo, Sintra e Figo Maduro, em Sintra.