terça-feira, outubro 11, 2005

Duas propostas para Assis

Como é efémera a vida de um “post” num “Blog” activo, algumas propostas correm o risco de se perder.

Porque é importante entender o que se pode esperar desta oposição liderada por Francisco Assis, repito aqui as duas sugestões que, caso estejam de acordo, espero os meus companheiros de “Blog” lhe façam chegar:
1 - Uma primeira, simbólica do real respeito pela cidade e pelos cidadãos:

Instruir as estruturas locais do PS para, num máximo de 30 dias, limpar de todas as paredes, jardins e outros locais públicos todos os cartazes, “outdoors” ou quaisquer outros vestígios da campanha do PS.
2 - Uma segunda, também, a meu ver, importantíssima, e em cumprimento da promessa de maior abertura às opiniões de todos.

Tentar conseguir (junto com Rui Moreira (?)) o renascimento das “Tertúlias do Comercial” (na mesma ou noutra forma) extintas na sequência da “suspensão” do “Comércio do Porto”.
Francisco Assis não precisa que lhe lembre, mas a batalha mais importante é sempre a que se segue.
António Moreira

a começar

Segundo O JN hoje:

Já ferve no PS - Narciso avança à distrital, Orlando Soares Gaspar e José Luís Catarino ponderam a concelhia.
Já se espera - resultados novos, protagonismos habituais...

Anonymous Blogítycus

Infectam os locais que não se defendem com censura prévia.
Habituados à imundice, desenvolvem-se nos esgotos das sociedades livres.
Com o tempo extinguem-se naturalmente ou evoluem para outras espécies de parasitas.
Apesar de incomodativos, estes espécimes são inofensivos.

António Moreira

segunda-feira, outubro 10, 2005

E tudo o vento levou

Mormente alguns dos "bluffs" políticos. O povo não pode ser sábio quando dá para um lado e tacanho quando dá para outros. Se de alguma coisa Portugal não precisa é de retóricos palavrosos que não sabendo nada de nada pensam que com conversa fiada podem passar por saber tudo de tudo. Além de que pode encenar-se a determinação, a convicção e a humildade, mas como os actores são de segunda, torna-se difícil as pessoas não perceberem quando é filme ou quando não é.

OOOOPPSSS!

Quantos votos perdeu Soares (joão) com a brincadeirita de Soares (Mário). Quantos votos perderá Soares (Mário) com a brincadeira de apoiar Soares (joão), em cima da eleição.
A coisa teve a importância que teve, mas a um "presidente", ou a quem lhe quer vestir a pele, não fica nada bem a fazer o que fez. Mas ainda face aos resultados em Sintra.


foi ou não foi?

os meus parabéns especiais a alguns eleitos

Ao José Luís pela vitória em Baião, ele sabe que nós sentimos muito a sua alegria. É um grande homem, muito sério e merece. baião também merece um presidente assim.
Todos o estimam e sabemos da sua estima e interminável simpatia.
Ao Rui Lopes e à Alcidia por mais uma vitória, neste caso incluindo uma profunda remodelação e renovação em Matosinhos.
A todos em Campanhã - bastião socialista portuense - que continua a sentir o partido e a trabalhar com grande abenegação.

Ao retorno de alguns socialistas à assembleia Municipal:
Rodrigo, Fontinha, Brito, Carlos.
A alguns novos:
Pedro Bacelar e o Pedro Couto
A toda a malta de Valongo que ficaram a 1500 votos da surpresa.
A amarante, em especial ao Torcato.
Ao Nuno que ganhou a Régua ao PS, ao Pontes novo "vice" de Ponte da Barca.

O rescaldo!

Na verdade deixamo-nos levar no engodo de que afinal poderia o PS ganhar! Afinal o actual presidente de câmara do Porto tem a popularidade que em Lisboa dizem que ele tem. Afinal o Povo do Porto acha que ele merece a confiança do seu voto. Afinal a abstenção diminui 10% e Rui Rio subiu. Afinal em 6 meses o PS passa de 44 para 36%, ganha Sócrates e Rio. Afinal as pessoas distinguem bem as coisas e melhor ainda os votos.

Tenho a convicção que não devemos ser nós a adaptarmo-nos ao discurso que o povo deseja, mas sim a continuar a defender as nossas convicções. Ganharam outros, ganharam outra vez outros, e ganharam com a alternativa a nós. O PS não foi a alternativa a Rio, queria isso sim retomar uma visão não municipalista da cidade. O Porto, parece-me, já não se preocupa em liderar a região, nem sequer afirmar-se, pretende antes poucas mudanças e uma gestão mais ou menos equilibrada. A ambição desmesurada algumas vezes, levou a este período de nojo de grandes ideias e grandes projectos. O PS apresenta-se sempre como arauto da ambição e pela segunda vez perde com essa estratégia. Reflicta-se!
E Rio fala como as gentes do Porto, alto, desabrido e às vezes inconveniente, e por isso ganhou, não porque tenha razão, mas sim pela convicção do que diz. Ganha porque ganha, e se merecer for uma consequência da evidencia do acto, então terá merecido. Eu, pessoalmente, não merecia tal desilusão! Presunção minha dirão…
Não tenho nenhuma boa expectativa, e 4 anos estão longe!

Nós no Sede, vamos de certeza ficar por aqui, contamos com o apoio de todos para continuar a discutir o que interessa. Este espaço não surgiu para ser nenhuma voz oficial de uma candidatura, surgiu entre amigos e pronto! Na política ganha-se e perde-se, na minha opinião não como o Francisco Assis explicou – a dignidade das suas palavras, encobriu os inúmeros motivos que justificadamente afastam as pessoas dos partidos -
percebeu-se uma conjunto de novos protagonistas, que pela sua energia não mereciam este resultado. Nestes me incluo. Uma parte do PS expôs-se, uma parte que muito poucos conheciam e demonstrou uma qualidade capaz de dar esperança.
Se calhar perdemos porque este processo ainda não estava distante dos fantasmas de Gomes e Cardoso, de futebóis e constróis e de mais coisas que a malta detestou. Se clahar foi o governo, se calhar a cara do homem ou se calhar a porra de Ceuta.
Mas serviu para acalentar a esperança de um PS que pode ser bem melhor, mas que não é. Para mostrar um PSD que se refugiou no seu autocarro da vitória, mas não se apresentou em campanha nem em debate à cidade. Numa CDU invisível na sombra do seu protagonista e um bloco que ainda não tem a força que desejava ter, apesar de grande dignidade do João neste combate dificil.
Nós no Sede estaremos aqui e por lá, e só estamos aqui para lembrar (e se conseguirmos – provar) que nem todos que estão lá, merecem ser absorvidos na maralha de desprezo que às vezes se estende a todos, indiferenciadamente.
Mas também não somos “Quixotescos”, e por isso enquanto nos der a vontade e o tempo deixar, estaremos lá, lá e aqui, porque um sem outro vale menos e os dois valem aquilo que verdadeiramente somos.
Sempre reclamo a necessidade da participação cívica, a militância em partidos e outros, só assim se melhora o debate e se exige mais aos políticos – uma espécie de convite ao “amor livre” aos partidos. Quebrem-lhes as portas, e façam (não como a Rosa do Aleixo) parte dos processos desinteressadamente.
Nunca se discutiu antes o Porto como em alguns “espaços da net”, que vieram para ficar. Esses, e se continuarmos bem, nós, teremos mais força nas próximas e valeremos mais – sem duvidas, porque chegaremos a mais gente e discutiremos com mais interessados no bem da cidade e dos seus concidadãos.

Resta dar os parabéns aos vencedores e os mesmos parabéns ou maiores, aos vencidos, deles se espera o melhor.

Pela minha parte … até já, porque a sede continua.

Mais Copy Paste ...


Ou a Receita
Desta vez da Grande Loja...
Em *******, a investigação prolonga-se há oito anos.
Em 1997, a autarquia, presidida por ********, do **, lançou um Plano de Urbanização de 80 hectares na vila.
Um ano depois, a área de expansão passou para 220 hectares.
Nessa parcela, estavam terras das Reservas Agrícola e Ecológica Nacionais.
Com a aprovação do plano, passaram a ser terrenos aptos para a construção.
Entretanto, a PGR apurou que o marido da autarca adquirira, entre 1994 e 1998, «pelo menos 27 prédios rústicos e alguns prédios urbanos», cerca de 60 mil metros quadrados dos quais na zona abrangida pelo Plano de Urbanização.
A IGAT concluiu, em 2001, pela existência de indícios de «comportamentos puníveis pela lei penal» e factos sob a alçada do Tribunal de Contas, como sejam nomeações para o quadro de pessoal, sem concurso, ou «progressão em carreiras verticais, sem concurso»; várias nulidades em despachos de licenciamento de obras; «facturas e ordens de pagamento» que «não correspondem a trabalhos efectivamente realizados»; uma obra, por ajuste directo, que aparece descrita, nas contas da Câmara, com três valores diferentes.
Entre os responsáveis autárquicos e muitos agentes locais (empreiteiros, prestadores de serviços) somam-se as coincidências, na filiação ******.
António Moreira

Perder uma Cidade, Ganhar uma Região



Rui Rio ganhou as eleições para a CMP com maioria absoluta.

Confirmando assim as suas piores expectativas, Rui Rio vai ter que esperar mais quatro anos até poder, finalmente livrar-se da província e instalar-se na capital, a que tem tanto ou mais direito que o Mendes (que já lá está) o Menezes (que não tarda) ou o Borges (que queria muito, mas mesmo muito).
Mas Rio agora não pode e, por isso, vai andar (ainda mais) mal disposto outros quatro anos.
Ainda por cima, os 27% de eleitores portuenses que (além dos tais 6 milhões do resto do país) ainda acreditavam na sua imagem de seriedade, rigor e competência, vão ter, agora, a oportunidade de o comprovar, pois…

Rui Rio não vai mais precisar de tapar os buracos herdados da vereação anterior, nem vai ter que satisfazer os compromissos assumidos pelo anterior presidente.
Rui Rio não vai mais poder desculpar-se com o facto de não ter maioria absoluta nem com a falta de solidariedade dos governos do seu partido (sempre lhe sobra a hipótese de, agora, se desculpar com o governo do PS).
Mais, Rui Rio não vai (não deve) continuar a beneficiar da complacência do governo do PS, verificada até agora, e apenas justificada pelo medo do seu aproveitamento populista, por Rui Rio, ainda tirar mais votos ao PS.

E que nos leva aos grandes desafios que temos pela frente e à posição privilegiada em que se encontra Francisco Assis para os assumir.

E, muito mais que um novo referendo sobre a IVG, que, para o PS não tem mais valor que uma promessa incómoda mas que há que cumprir, ou o aborrecimento de uma campanha presidencial entre (respeitáveis) gerontes, o futuro, do país, mas que poderá muito bem ser o de Assis, está na REGIONALIZAÇÃO.

Cabe a Assis encabeçar, dentro do PS, este desafio.
Cabe a Assis demonstrar a todos, na NOSSA região que a regionalização é útil, é positiva e é possível.
Cabe a Assis encontrar a forma de evitar que seja a vontade (naturalmente centralista) da capital a derrotar este objectivo, no qual, estou certo, se joga o futuro dos nossos filhos.

Assis, com apenas 40 anos, tem já uma carreira política que lhe permite capitalizar tudo o que já ganhou com esta derrota (é extraordinária a desilusão revelada pelos votantes de Rio e que se espalha pelos blogs de referência).

Os primeiros dias e as primeiras medidas como líder da oposição a uma maioria na qual, antes até de iniciar funções, nem os seus apoiantes acreditam, são fundamentais para afirmar um estilo próprio e motivar a acção.

Contribuo aqui com duas sugestões que espero os meus companheiros de “Blog” façam chegar a Assis:

Uma primeira, simbólica do real respeito pela cidade e pelos cidadãos:
Instruir as estruturas locais do PS para, num máximo de 30 dias, limpar de todas as paredes, jardins e outros locais públicos todos os cartazes, “outdoors” ou quaisquer outros vestígios da campanha do PS.

Uma segunda, também importantíssima, e em cumprimento da promessa de maior abertura às opiniões de todos.
Providenciar (junto com Rui Moreira (?)) o renascimento das “Tertúlias do Comercial” extintas na sequência da “suspensão” do “Comércio do Porto”.

Francisco Assis não precisa que lhe lembre, mas a batalha mais importante é sempre a que se segue.

António Moreira

O Povo é quem mais ordena


E, desta vez escolheu Valentim Loureiro, em Gondomar, escolheu Isaltino Morais em Oeiras, Fátima Felgueiras, em Felgueiras e Rui Rio no Porto.
É verdade que escolheu muitos outros, como Mesquita Machado em Braga ou Luis Menezes em Gaia, e também é verdade que, em Amarante não escolheu Avelino Ferreira Torres, em Leiria Isabel Damasceno nem, em Lisboa, escolheu Manuel Carrilho.

Naturalmente que já começaram a ser feitas as mais diversas leituras, com base nos resultados destas eleições e, muitas delas, procuram analisar as causas ou efeitos destas eleições na qualidade da democracia ou, ao contrário, da qualidade da democracia nestas eleições.

Sendo mais um a fazer o mesmo, tenho o mesmo direito e legitimidade para o fazer, que qualquer jornalista, qualquer militante ou dirigente partidário ou mesmo que qualquer comentador “independente”.

O povo que escolheu Valentim Loureiro, em Gondomar, que escolheu Isaltino Morais em Oeiras, que escolheu Fátima Felgueiras, em Felgueiras e que escolheu Rui Rio no Porto (sim porque insisto na ideia que Rui Rio faz parte deste grupo) é, sem tirar nem pôr o mesmo povo que em Amarante não escolheu Avelino Ferreira Torres, em Leiria, não escolheu Isabel Damasceno, nem, em Lisboa, escolheu Manuel Carrilho.

É o povo que discute política com a mesma paixão * com que discute futebol.
É o povo que prefere a telenovela ao debate político.
É o povo a quem mais de que os programas interessa o aspecto ou a vida privada dos candidatos
É o povo que em lugar de ideias aceita aventais, isqueiros e, este ano, até chouriços.

Enfim, podia continuar até à exaustão, mas, trinta e um anos depois de Abril …..

É este povo que é o nosso
O Povo que mais ordena.

Já agora os resultados (reais) do Porto:

Inscritos 234.749

Votantes 137.375 58,52%
Abstenção 97.374 41,48%
PSD/CDS 63.426 27,02% (e não 46,17%)
PS 49.647 21,15% (e não 36,14%)


Volto, em breve, com as boas notícias para Francisco Assis e demais pessoas sérias.


António Moreira

domingo, outubro 09, 2005

visto de fora

Hoje aqui as coisas parecem adiantar a surpresa de logo à noite ....

À espera...

sexta-feira, outubro 07, 2005

Se o ridículo matasse...


«Grande Prémio Histórico do Porto - 2005» , que esta quinta-feira foi lançado no Porto.
Trata-se de uma obra com 160 páginas e abundantemente ilustrada (mais de 660 fotos), que retrata todas as vertentes - desportivas e sociais - de um evento já considerado o melhor Historic Festival do ano em todo o mundo, cuja iniciativa pertenceu à autarquia portuense.
«A realização do Grande Prémio Histórico do Porto foi, acima de tudo, a concretização de um sonho, que nos trouxe a responsabilidade de o consagrar e de lhe dar sequência nos anos ímpares.
Quanto a esta obra, trata-se do livro do primeiro novo Circuito da Boavista», declarou, na ocasião, o Presidente da CMP.
De acordo com a Talento, a empresa promotora do evento, o Grande Prémio Histórico do Porto - 2005 foi o acontecimento automobilístico com maior retorno mediático em toda a história da modalidade em Portugal e o evento de automobilismo de pista com maior número de participantes (350 carros e 436 pilotos).
António Moreira

A sondagem é domingo


António Moreira

Apelo

Segundo as sondagens, existe hoje a possibilidade de Rui Rio perder. Essa possibilidade televisiva, mediática, serve para prejudicar Teixeira Lopes que fez uma campanha aguerrida e Rui Sá que foi mais uma vez a muleta de Rui Rio, transfere votos desses para o PS. Só assim se derrotará Rio. No caso de Teixeira Lopes é mais grave, porque me parece que mereceria ser eleito e se calhar poderia merecer a Cultura.
A todos os portuenses que não estão satisfeitos com nenhum candidato, ou votam em alguém que dificilmente retira a presidência a Rui Rio, deixo um apelo:
- Pensem nos difíceis tempos que se avizinham e no amor que todos temos à cidade. Depois deste embate, existem feridas que importa curar, existe uma maioria de esquerda que não pode deixar-se governar pela direita. Existem ideias, umas melhores do que outras, vontades, responsabilidades, empenhos e respeito que só serão úteis se adstritos a quem se importar em juntar todos.
- Não elejam o Presidente de alguns, elejam alguém que se lembre que é o presidente de todos.




P.S. - Este apelo atinge também o Moreira, que sentirse-à culpado se o empate for por um voto. Por isso lhe recomendo este filme de Antonioni, Fellini entre outros.

Os assuntos dificeis

Como calculam a campanha tem-nos tomado todo o tempo livre – e às vezes o tempo de sono e de trabalho.
Não posso deixar de abordar o caso da denúncia de Rui Rio, sobre um candidato PS, engenheiro civil, 30º da lista (estão lá agora 18 deputados PS), e bem conhecido da malta do Sede.
Na verdade foi Nuno Cardoso quem lhe instaurou o processo disciplinar, e foi Rio quem o concluiu. O caso de Alferes Malheiro só existiu para adornar o que Rio queria dizer no Debate. È que se Rio fosse sério, falaria da suspensão de 15 meses do Eng. Batista, hoje quadro da SRU sobre o mesmo processo da Rua Alferes Malheiro.
Dir-me-ão que, no entanto, a presença de um candidato envolvido num processo destes deveria estar ausente do processo político, provavelmente tem razão, embora muitos dos candidatos de vários partidos tem ligação directas e indirectas aos municípios, sem que isso possa ser visto como procedimento inadequado. Mas, no entanto concordo, não devia ter ido, fez bem em renunciar, e faz melhor em tratar de esclarecer a clareza da sua honra que irrecuperavelmente está atacada.
No fundo fez-se um julgamento sumário naquela noite, falando de um processo interno já encerrado, segundo Rio desafiado pelo PS.
Lamento, é que no calor político se joguem as pessoas como objectos, no estrito âmbito da hipocrisia, como armas de um jogo do qual só indirectamente fazem parte.
O Daniel Jorge tem que se deparar com a responsabilidade dos seus actos, essa nada tem de político e a ele lhe incumbe. Tal como o antigo assessor de Figueiredo. Aquele simpático arquitecto a quem pespegaram um processo. È que um é do PS, funcionário e foi instruído disciplinarmente por Cardoso e o outro foi nomeado pelo PSD/PP e corrido depois, provocando a demissão de um vereador que nunca mais se viu. Estará porventura instalado na poltrona, com o seu whisky, a torcer para um dos lados.
Fica, finalmente, clara uma coisa, os partidos funcionam mal! Porque uma lista feita sob os telefones do escritório de Cardoso, com as influências e anuências de Assis, nunca substitui correctamente a sua composição e eleição em assembleias partidárias.
È que este caso pode ou não prejudicar Assis na pequena diferença que agora se regista, se sim é a catástrofe de um trabalho árduo, se não, servirá provavelmente para mostrar que Rio não é mais sério que o socialista, antes pelo contrário, porque já agora poderiam ser falados os casos que ainda impendem sobre um ex-chefe de policia da lista de Rio, e ninguém foi por aí….

quinta-feira, outubro 06, 2005

O Ambiente do Metro....


Foi notícia, há uns dias, que Oliveira Marques teria apresentado a sua demissão da empresa Metro do Porto, alegadamente por entender que ali se verificava um "mau ambiente".
Estranhamente, apenas o anúncio da sua saída terá sido suficiente para que o "ambiente" na empresa melhorasse, o que...
Terá permitido a Oliveira Marques repensar a sua posição e resolver que, afinal, já não sai...
Aguarda-se para ver agora o efeito desta reviravolta no "ambiente" da empresa.
(Longe de mim a ideia de comentar os comentários sobre as motivações de "jobs for the boys" escritos quando da sua, anunciada, saída, ou o silêncio sobre esta mudança de ideias)
António Moreira

A luta aquece

O JN prenda-nos com esta reliquia da estatistica eleitoral! Sinceramente parece-me desfazada da realidade.

Ontem, ainda por cima o debate demonstrou que o actual Presidente da CMP continua em "esvaziamento"...

Já agora as declarações de Fernando Cabral:
"Pelo que conheço dele e da sua conduta, deduzo que não tem amor à cidade", argumentou. "É inadmissível que tenha desprezado o clube que tem mais representação no Porto", disse, referindo-se ao conflito do actual autarca com o FCP. Resistindo a declarar o seu apoio ao candidato do PS -"Não o posso dizer, porque sou do PPD desde 1974. Não me ficaria bem." -, afirmou, no entanto, que deseja "a Assis as maiores felicidades".

terça-feira, outubro 04, 2005

Prémio Nobel da Medicina 2005



Observar, pensar, experimentar, fascinar e contribuir para abrir um “milhão de perguntas à nossa volta!
Parabéns Warren and Marshall pelos artigos publicados na Lancet em 1983, e para o Nobel da Medicina em 2005.

Tudo parecia demasiado simples quando Warren and Marshall estabeleceram uma ligação de causa-efeito entre a presença de uma bactéria no estômago e o aparecimento de doença gástrica (gastrites e ulceras), baseando esta relação apenas na observação. Era tão simples que foi difícil de acreditar. Foi necessário comprovar experimentalmente, e um dos cientistas resolveu mesmo infectar-se, bebendo um soluto com bactérias chamadas Helicobacter pylori para demonstrar que era verdade, fazendo auto-experimentação.
Mas mais do que estabelecer a relação de causa (infecção pelo Helicobacter pylori ) e efeito (inflamação do estômago - gastrite), foi também possível demonstrar que ao tratar a infecção com antibióticos, a doença desaparecia. Este foi o primeiro facto que fez substituir o tratamento cirúrgico das úlceras do estômago pelo tratamento (da infecção por Helicobacter pylori) com antibióticos.
Mas também foram estes, os primeiros passos, para abrir um fascinante mundo da investigação, pesquisando mais sobre a bactéria (que são muitas e diferentes) mas também mais sobre o hospedeiro (doente), na tentativa da compreensão do papel desta bactéria como agente iniciador de doença do estômago, inclusivamente em alguns casos, de cancro do estômago.
Perceber como uma bactéria desencadeia uma série de modificações nas células do hospedeiro que infecta, e de que modo as torna visivelmente e funcionalmente diferentes, permanece um grande enigma. É fascinante perceber quando e que meios usa esta bactéria para modificar o programa e comportamento das nossas células normais do estômago, tornando-as doentes. Porque se percebermos, quando e como, será possível arranjar ferramentas terapêuticas para controlar a doença.
Parabéns de novo ao Warren e Mashall , mas parabéns a todos que investigam mais e mais sobre este assunto, à Céu, ao Zé Carlos, à Maria, à Fátima, e a todos que contribuem para observar melhor, pensar mais, experimentar sempre, e contribuir para perguntar de novo, conhecendo melhor como tudo se processa. E que este prémio Nobel sirva também como um estímulo adicional para os nossos estudantes, Paulo, Gonçalo e Ana(s), que começam agora a investigar à volta deste tema.
Foi um grande dia para Warren e Marshall mas também para nós que nos entusiasmamos e fascinamos todos os dias, no meu grupo e noutros grupos do IPATIMUP, pela investigação científica.

Raquel Seruca