É bom sentir que para além da comunidade cientifica, existe uma preocupação já geral para perceber as vantagens na utilização das células estaminais. E pensar a sério neste assunto vale a pena, para perceber as vantagens mas também as suas limitações! Mas a primeira pergunta que sempre me surge, é perceber se todos falamos do mesmo e se todos temos a mesma visão do assunto. Provavelmente não. E o Sede serve para debater vários assuntos, logo é um espaço como outro qualquer para também fazer este debate.
Primeiro que tipo de células estaminais existem?
Temos células estaminains embrionárias, totipotencias que se podem transformar em vários tipos de tecidos E temos células estaminais somáticas ou seja células estaminais que se encontram em determinadas locais (ninhos de células estaminais) dos diversos tecidos e que têm um potencial ilimitado de se dividirem mas que só se conseguem transformar no tecido igual/semelhante ao da sua origem.
Exemplos:
As células estaminais de origem embrionárias podem-se transformar em tecido de fígado, rim, coração, intestino, pele, podem transformar-se em tecidos que são compostos por células muito diferentes na sua origem.
As células estaminais de origem somática só se conseguem, até agora, transformar em tecidos de origem idêntica. Tal é o caso das células nervosas do nariz que se podem usar para transplante da medula espinhal, porque são ambas de origem nervosa.
Qual é a vantagem das células estaminais de origem embrionária?
É a sua totipencialidade, a capacidade que têm em transformar-se em qualquer tecido. Então porque não se usam sistematicamente? Porque a sua origem é embrionária ou seja implica recorrer a um embrião! Embrião que pode ter uma origem excedentária após fertilização in vitro (medicamente ajudada) ou que pode ser “feito” em laboratório através de uma técnica tipo técnica de “clonagem”.
Quanto as considerações éticas do assunto, essas não me interessam discutir!
Em que casos se pode ou mesmo já se recorrem às células estaminais para tratamento?
Em casos de termos uma doença em que há lesão dos tecidos: a diabetes ( pâncreas), o enfarte miocárdico (coração), doenças degenerativas do cérebro, e mesmo nas paralisias relacionadas com acidentes da “coluna vertebral”. Também, para já, não me interessa discutir a problemática do uso das células estaminais para transplante no tratamento de leucemias.
São muitos os problemas técnicos que girarão à volta do uso das células estaminais:
Como se recolhem, como se mantêm, como se armazenam, como se congelam, em que liquido de congelação (porque quando congelamos células directamente sem um liquido de suporte , elas rebentam, porque se formam cristais que rompe as membranas e elas ficam inviáveis), como se descongelam, como se transplantam e que eficácia têm para os diversos tratamentos?
Sim, muitas questões que só se conseguem responder se não tivermos preconceitos e se tivermos oportunidade de trabalhar neste campo da investigação. Vale a pena discutir células estaminais mas também vale a pena estudar mais e mais sobre elas.
Com regras e com conhecimento!
Raquel Seruca
domingo, outubro 16, 2005
sábado, outubro 15, 2005
Tratamento biológico no cancro do pulmão- notícia do JN
Basta uma imagem mal escolhida para ilustrar uma mensagem a transmitir, e a mensagem da notícia é alterada.Ontem saiu no Jornal de Noticias a “Novo tratamento para o cancro do pulmão" - http://jn.sapo.pt/2005/10/14/em_foco/novo_tratamento_para_cancro_pulmao.html
(à esquerda está a imagem escolhida pelo JN)
O erlotinib!
Em rigor, não se trata de uma nova descoberta!
Em rigor, não se trata de uma nova descoberta!
Mas é um título que vende, isso sim!
A verdadeira noticia é que pela primeira vez, doentes Portugueses com cancro do pulmão são medicados com este fármaco, o erlotinib!
O que é o erlotinib?
O erlotinib é um agente farmacológico que inibe o EGFR.
O erlotinib é um agente farmacológico que inibe o EGFR.
E o que é o EGFR?
O EGFR (epidermal growth factor receptor) é uma proteína que se localiza na membrana das celulas e importante na cicatrização, por exemplo.
O EGFR (epidermal growth factor receptor) é uma proteína que se localiza na membrana das celulas e importante na cicatrização, por exemplo.
E que tem a ver o EGFR com cancro do pulmão?
Em alguns casos do cancro do pulmão, o EGFR está alterado na sua estrutura nas células tumorais em relação ao EGFR das células normais do pulmão, sendo esta uma forma de reconhecer as células do tumor das normais.
Em alguns casos do cancro do pulmão, o EGFR está alterado na sua estrutura nas células tumorais em relação ao EGFR das células normais do pulmão, sendo esta uma forma de reconhecer as células do tumor das normais.
Em que casos de cancro de pulmão é que o EGFR está alterado?
Verificou-se que a maioria dos casos de cancro do pulmão que tem o EGFR alterado na sua estrutura (porque tem mutações no gene que a produz) ocorre em doentes que nunca fumaram.
Verificou-se que a maioria dos casos de cancro do pulmão que tem o EGFR alterado na sua estrutura (porque tem mutações no gene que a produz) ocorre em doentes que nunca fumaram.
E que acontece a estes doentes com cancro do pulmão que tem um EGFR alterado e são tratados com erlotinib?
Têm melhor sobrevida em comparação com doentes com cancro do pulmão po exemplo associado ao consumo de tabaco e que não é causado por alteração do EGFR.
Têm melhor sobrevida em comparação com doentes com cancro do pulmão po exemplo associado ao consumo de tabaco e que não é causado por alteração do EGFR.
Por isso só podemos usar o erlotinib em doentes de cancro do pulmão com EGFR alterado e na maioria dos casos, esses doentes nunca fumaram! Porque os doentes que que fumam tem cancro do pulmão causado por alteração de outras proteinas ( muitas delas desconhecidas ainda) e o tratamento com Erlotinib não é eficaz.
Portanto meus amigos, para não ter cancro do pulmão a melhor medida continua a ser a prevenção, ou seja, nada de fumar!
E a escolha de um cinzeiro com um cigarro aceso para ilustrar a notícia do Erlotinib no tratamento do cancro do pulmão não podia ser cientificamente mais errada no JN!
Raquel Seruca
sexta-feira, outubro 14, 2005
Ainda mais Copy+Paste
Eu sei que alguns (2) não gostam, mas, mesmo esses, tinham descoberto isto ?
No "Menina não entra":
"Um tipo porreiro
No "Menina não entra":
"Um tipo porreiro

Quando Jorge Coelho tomou conta do aparelho, o PS era um partido com grande implantação urbana.
Uma década depois...."
(Ler mais)
António Moreira
SEDE
ESte blog é o SEDE, não é? os socialistas em debate? É que, peço desculpa aos que são completamente alheios às nossas andanças internas, mas tenho de falar mesmo de nós. A falha não deve ser grande, uma vez que a curiosidade perversa sobre a vida interna deste albergue estranho que é o PS-Porto não me parece que esteja circunscrita a alguns de nós.
Tinha pensado em contribuir para o SEDE com um post. Tinha até pensado em fazer algumas considerações em torno dessa necessidade dos sonhos, de um país que nos permita sonhar, a que o Avelino se referiu. Queria retorquir-lhe com alguma reflexão sobre a pesada e incontornável realidade e eis que essa mesma realidade me caiu em cima, enquanto associado desse distinta e às vezes sombria agremiação partidária que é o ps, com toda a sua rude espessura.
Parece que no dia 12, isto é, 3 dias após o acto eleitoral de domingo, vinte colegas da Comissão Política Concelhia do PS-Porto, resolveram subscrever um requerimento a pedir uma sessão extraordinária daquele órgão, com vista à apreciação dos resultados eleitorais. Isto é eufemístico, é claro, o que se pretende é apreciar a derrota e, realisticamente, cinicamente, apurar de que forma é que essa derrota de todos - ou não foi uma derrota de todos? - se pode transformar numa vitória interna de alguns. Ajustes de contas, portanto.
No dia 13, o jornal Público noticia que vinte membros da CPC do Porto vão pedir essa reunião e um dos subscritores adianta até já as conclusões: trata-se de uma pretendida reunião com fins expiatórios, na qual se identificará o bode para o sacrifício, abatendo-o e, dessa forma, com essa libação, poder-se-á então seguir em frente, com uma nova ordem estabelecida. O "bode" está até já encontrado, tem nome e, com base numa eficaz técnica de montagem do acontecimento, está já construído o discurso legitimador desse sacrifício.
No mesmo dia 13, quatro dias após o acto eleitoral em causa, reuniu-se pela primeira vez após a derrota, o Executivo da estrutura concelhia, tendo como ponto de agenda precisamente reflectir sobre os resultados eleitorais, com vista à convocação de uma comissão política concelhia (para os desconhecedores: órgão de carácter mais deliberativo e, por isso mesmo, de composição mais alargada - com o mesmo propósito). Isto é, o órgão executivo pretendeu cumprir cabalmente a sua função e exercer a competência estatutária recomendada face ao resultado eleitoral. Todavia, foi confrontado com o dito requerimento dos tais vinte voluntariosos membros da Concelhia.
Ora, tudo isto permite-nos vaticinar o pior. Lutas fraticidas, em nomes dos interesses e dos protagonismos, sem uma única ideia ou projecto diferente em causa. Como é habitual. Mas peço ainda assim a vossa paciência para algumas cogitações em torno de tais manobras.
É corrente nas assembleias gerais, seja de que associações for, a competência estatutariamente dada a parte dos seus membros (1/4, 1/3 ...) para desencadearem o agendamento de reuniões extraordinárias. Trata-se de uma competência cautelar e que visa, de um modo geral, suprir a eventual inércia da Mesa ou de quem tem por competência estatutária original a convocação dessas reuniões. Não é normal que se desencadeie esse mecanismo excepcional a toda a pressa e com toda a urgência, como se se pretendesse que a reunião a marcar resulte mais de uma exigência "das bases" do que da iniciativa espontânea de quem tem de a convocar. Ora, a sofreguidão revelada nesta urgência tem apenas e só objectivos políticos específicos, absolutamente estranhos à agenda da reunião que se pretende ver convocada.
Mais estranho ainda - ou, pelo contrário, mais esclarecedor ainda desses propósitos ínvios - é o facto de, antes mesmo do requerimento colectivo ter chegado aos jornais antes de ter chegado ao seu destinatário, acompanhado das considerações, que há-de ser o quadro de fundo das intervenções que se pretendem ver produzidas na reunião que se exige - o que a mais de ser uma deselegância e uma descortesia, é uma atitude eticamente censurável.
Bom, esta lamentável externalização de questões internas ou do foro interno de um Partido dá, pelo menos, azo a que este vosso amigo possa aqui também abrir o resto da janela para que se faça o resto da luz que falta sobre tal assunto.
O que se pretende é um ajuste de contas.
Não importa que o Dr. Assis tivesse muita dificuldade em "passar" no eleitorado portuense, apesar do seu inequívoco empenhamento, o qual não me merece a mínima censura, bem pelo contrário.
Não importa que o candidato socialista à Câmara não fosse o originalmente preferido pelos socialistas, quer na Concelhia, quer nas Secções, tendo-lhes sido, ainda que com elegância, imposto - mas sempre a fazer adivinhar uma menor mobilização ou, pelo menos, uma mobilização menos espontânea.
Não importa que a situação económica e financeira do país, com sacrifícios para toda a gente, levasse as pessoas a votarem, em alguma medida também, em protesto contra o Governo, por muito que os entendidos neguem este facto elementar.
Não importa que as pessoas mais simples da nossa cidade - as tais que vivem nos bairros sociais - dêm mais valor a uma porta nova em casa, às paredes pintadas e a umas persianas iguais às da vizinha que aqueles senhores simpáticos da Câmara cá vieram pôr do que ao MédiaParque ou ao Centro Empresarial de Ramalde ou à afirmação da cidade no noroeste peninsular.
Não importa que o eleitorado não tenha dono, apesar de muitos de nós, em todos os partidos, estarem convencidos de que são donos de parcelas ou fatias do eleitorado.
E não importa que ele não seja leal e dê facadas, como alguns eleitores que votam normalmente na CDU o fizeram desta vez, votando noutras propostas. Porque essa é a essência da democracia e sem a mudança do sentido de voto dos eleitores não há alternância no poder.
Não importa que alguns socialistas com responsabilidades, ainda em tempo de campanha eleitoral, tenham vindo admitir, em declarações públicas, que o PS ia perder no Porto, adiantando já os nomes dos culpados, que agora, de novo, se reiteram.
Não importa nada disso. O que importa é aproveitar o momento, no mais impúdico oportunismo político de que me lembro de ter assistido nos últimos tempos.
Quero dizer que acho muito bem que se disputam as lideranças internas. Que se assumam diferenças e se combata por elas. Que cada um se movimente para a concretização dos seus desígnios e aspirações. Mas o que me parece é que estas coisas não podem ser feitas como se valesse tudo. Ou então vale. Até pagar a prótese ortopédica daquele militante, porque ele "vale" (?) cem votos - este exemplo é uma ficção, qualquer semelhança com a realidade é uma mera coincidência - ou levar a jantar aquelas trezentas almas "que estão connosco" (falo em abstracto, não me refiro a ninguém em concreto), mas que nunca estiveram nas acções de campanha, ninguém as viu! Para que servem tantos militantes, se ficam em casa, quando o Partido disputa eleições tão importantes como estas últimas e apenas aparecem para os jantares e para os passeios? Terão ao menos votado PS?
Tudo isto me envergonha! Está aparentemente de volta um velho PS, com práticas arregimentadoras, que empobrece a prática política, acentua a perda de credibilidade e que até pode sustentar-se nos améns internos de umas centenas de seguidores.
Mas que não recolhe a admiração da Cidade e essa é que decide quem a governa. Não recolhe a aprovação dos portuenses e esses é que são determinantes para as eleições a doer. Merece a repulsa pelos métodos usados, até pode ganhar, mas não passará onde verdadeiramente seria importante que passasse. E de si mesmo ficará apenas a marca de quem não quer outra coisa que não seja a perpetuação da capacidade de influência e o poder ilusório, como se uma e outra coisa fossem, afinal, valores em si mesmos.
Tinha pensado em contribuir para o SEDE com um post. Tinha até pensado em fazer algumas considerações em torno dessa necessidade dos sonhos, de um país que nos permita sonhar, a que o Avelino se referiu. Queria retorquir-lhe com alguma reflexão sobre a pesada e incontornável realidade e eis que essa mesma realidade me caiu em cima, enquanto associado desse distinta e às vezes sombria agremiação partidária que é o ps, com toda a sua rude espessura.
Parece que no dia 12, isto é, 3 dias após o acto eleitoral de domingo, vinte colegas da Comissão Política Concelhia do PS-Porto, resolveram subscrever um requerimento a pedir uma sessão extraordinária daquele órgão, com vista à apreciação dos resultados eleitorais. Isto é eufemístico, é claro, o que se pretende é apreciar a derrota e, realisticamente, cinicamente, apurar de que forma é que essa derrota de todos - ou não foi uma derrota de todos? - se pode transformar numa vitória interna de alguns. Ajustes de contas, portanto.
No dia 13, o jornal Público noticia que vinte membros da CPC do Porto vão pedir essa reunião e um dos subscritores adianta até já as conclusões: trata-se de uma pretendida reunião com fins expiatórios, na qual se identificará o bode para o sacrifício, abatendo-o e, dessa forma, com essa libação, poder-se-á então seguir em frente, com uma nova ordem estabelecida. O "bode" está até já encontrado, tem nome e, com base numa eficaz técnica de montagem do acontecimento, está já construído o discurso legitimador desse sacrifício.
No mesmo dia 13, quatro dias após o acto eleitoral em causa, reuniu-se pela primeira vez após a derrota, o Executivo da estrutura concelhia, tendo como ponto de agenda precisamente reflectir sobre os resultados eleitorais, com vista à convocação de uma comissão política concelhia (para os desconhecedores: órgão de carácter mais deliberativo e, por isso mesmo, de composição mais alargada - com o mesmo propósito). Isto é, o órgão executivo pretendeu cumprir cabalmente a sua função e exercer a competência estatutária recomendada face ao resultado eleitoral. Todavia, foi confrontado com o dito requerimento dos tais vinte voluntariosos membros da Concelhia.
Ora, tudo isto permite-nos vaticinar o pior. Lutas fraticidas, em nomes dos interesses e dos protagonismos, sem uma única ideia ou projecto diferente em causa. Como é habitual. Mas peço ainda assim a vossa paciência para algumas cogitações em torno de tais manobras.
É corrente nas assembleias gerais, seja de que associações for, a competência estatutariamente dada a parte dos seus membros (1/4, 1/3 ...) para desencadearem o agendamento de reuniões extraordinárias. Trata-se de uma competência cautelar e que visa, de um modo geral, suprir a eventual inércia da Mesa ou de quem tem por competência estatutária original a convocação dessas reuniões. Não é normal que se desencadeie esse mecanismo excepcional a toda a pressa e com toda a urgência, como se se pretendesse que a reunião a marcar resulte mais de uma exigência "das bases" do que da iniciativa espontânea de quem tem de a convocar. Ora, a sofreguidão revelada nesta urgência tem apenas e só objectivos políticos específicos, absolutamente estranhos à agenda da reunião que se pretende ver convocada.
Mais estranho ainda - ou, pelo contrário, mais esclarecedor ainda desses propósitos ínvios - é o facto de, antes mesmo do requerimento colectivo ter chegado aos jornais antes de ter chegado ao seu destinatário, acompanhado das considerações, que há-de ser o quadro de fundo das intervenções que se pretendem ver produzidas na reunião que se exige - o que a mais de ser uma deselegância e uma descortesia, é uma atitude eticamente censurável.
Bom, esta lamentável externalização de questões internas ou do foro interno de um Partido dá, pelo menos, azo a que este vosso amigo possa aqui também abrir o resto da janela para que se faça o resto da luz que falta sobre tal assunto.
O que se pretende é um ajuste de contas.
Não importa que o Dr. Assis tivesse muita dificuldade em "passar" no eleitorado portuense, apesar do seu inequívoco empenhamento, o qual não me merece a mínima censura, bem pelo contrário.
Não importa que o candidato socialista à Câmara não fosse o originalmente preferido pelos socialistas, quer na Concelhia, quer nas Secções, tendo-lhes sido, ainda que com elegância, imposto - mas sempre a fazer adivinhar uma menor mobilização ou, pelo menos, uma mobilização menos espontânea.
Não importa que a situação económica e financeira do país, com sacrifícios para toda a gente, levasse as pessoas a votarem, em alguma medida também, em protesto contra o Governo, por muito que os entendidos neguem este facto elementar.
Não importa que as pessoas mais simples da nossa cidade - as tais que vivem nos bairros sociais - dêm mais valor a uma porta nova em casa, às paredes pintadas e a umas persianas iguais às da vizinha que aqueles senhores simpáticos da Câmara cá vieram pôr do que ao MédiaParque ou ao Centro Empresarial de Ramalde ou à afirmação da cidade no noroeste peninsular.
Não importa que o eleitorado não tenha dono, apesar de muitos de nós, em todos os partidos, estarem convencidos de que são donos de parcelas ou fatias do eleitorado.
E não importa que ele não seja leal e dê facadas, como alguns eleitores que votam normalmente na CDU o fizeram desta vez, votando noutras propostas. Porque essa é a essência da democracia e sem a mudança do sentido de voto dos eleitores não há alternância no poder.
Não importa que alguns socialistas com responsabilidades, ainda em tempo de campanha eleitoral, tenham vindo admitir, em declarações públicas, que o PS ia perder no Porto, adiantando já os nomes dos culpados, que agora, de novo, se reiteram.
Não importa nada disso. O que importa é aproveitar o momento, no mais impúdico oportunismo político de que me lembro de ter assistido nos últimos tempos.
Quero dizer que acho muito bem que se disputam as lideranças internas. Que se assumam diferenças e se combata por elas. Que cada um se movimente para a concretização dos seus desígnios e aspirações. Mas o que me parece é que estas coisas não podem ser feitas como se valesse tudo. Ou então vale. Até pagar a prótese ortopédica daquele militante, porque ele "vale" (?) cem votos - este exemplo é uma ficção, qualquer semelhança com a realidade é uma mera coincidência - ou levar a jantar aquelas trezentas almas "que estão connosco" (falo em abstracto, não me refiro a ninguém em concreto), mas que nunca estiveram nas acções de campanha, ninguém as viu! Para que servem tantos militantes, se ficam em casa, quando o Partido disputa eleições tão importantes como estas últimas e apenas aparecem para os jantares e para os passeios? Terão ao menos votado PS?
Tudo isto me envergonha! Está aparentemente de volta um velho PS, com práticas arregimentadoras, que empobrece a prática política, acentua a perda de credibilidade e que até pode sustentar-se nos améns internos de umas centenas de seguidores.
Mas que não recolhe a admiração da Cidade e essa é que decide quem a governa. Não recolhe a aprovação dos portuenses e esses é que são determinantes para as eleições a doer. Merece a repulsa pelos métodos usados, até pode ganhar, mas não passará onde verdadeiramente seria importante que passasse. E de si mesmo ficará apenas a marca de quem não quer outra coisa que não seja a perpetuação da capacidade de influência e o poder ilusório, como se uma e outra coisa fossem, afinal, valores em si mesmos.
O partido por dentro
Mesmo sabendo que muitos leitores do Sede podem olhar para este tema com desinteresse, o facto de muitos socialistas de cartão lerem este blogue justifica uma nota informativa sobre a vida interna do PS no Porto:
Orlando Soares Gaspar acusa, no público, Cardoso de responsabilidades na derrota eleitoral do PS no Porto.
Narciso garante, no JN, que avançará novamente como candidato à Federação distrital do PS pela 4ª ou 5ª vez consecutiva.
Renato Sampaio anuncia-se como um projecto de José Socrates à Federação Distrital, ontem no público.
Nuno Cardoso diz hoje ao JN ponderar NÃO avançar à Concelhia.
José Luis Catarino pondera avançar ao PS - Porto, JN hoje.
Orlando Soares Gaspar (o Soares significa que é o filho de Orlando Gaspar - histórico lider concelhio) vai avançar, como toda a gente sabe, com o apoio da maioria dos secretários coordenadores do PS (vencidos e derrotados) à concelhia, num percurso que se avizinha de vitória antecipada. Manuel Pizarro (número 2 de Assis) apoia Soares Gaspar. Renato Sampaio apoia Soares Gaspar. Narciso apoia Soares Gaspar.
quinta-feira, outubro 13, 2005
Uma questão de espaço
Sabia que:
Todos os que votaram Rui Rio cabem em dois destes.
Todos os que votaram Assis cabem inteirinhos aqui e sobra espaço:
50948 lugares (36º maior da Europa).
É que o pinto da Costa pensou na medida necessária para ganhar em função de 2001, e afinal diminuiu a abstenção.
Todos os que votaram Rui Rio cabem em dois destes.

Todos os que votaram Assis cabem inteirinhos aqui e sobra espaço:

50948 lugares (36º maior da Europa).
É que o pinto da Costa pensou na medida necessária para ganhar em função de 2001, e afinal diminuiu a abstenção.
Lula no Porto já não arrasta a paixão que a esquerda mundial lhe despertou no ano passado. O discurso passa por economia e inevitabilidades.
Aceito que a chegada ao poder possa mudar a imagem radicalmente, mas o discurso? Ainda por cima com José Socrates ao lado!
Aceito que a chegada ao poder possa mudar a imagem radicalmente, mas o discurso? Ainda por cima com José Socrates ao lado!

"...Lula da Silva disse ainda que para chegar a este ponto a economia brasileira teve de ultrapassar vários «paradoxos» para «crescer sem inflação, aumentando as exportações sem asfixiar o seu mercado interno».«O Brasil já teve muita pirotecnia, muitos mágicos. A economia não tem mágica, tem responsabilidade», concluiu o presidente brasileiro..."
O Túnel de volta
Afinal o que eu receava não veio a acontecer.
De acordo com as notícias e findo o prazo, estabelecido pelo IPPAR, para que a CMP repusesse a normalidade área de protecção do Museu Nacional de Soares dos Reis, o IPPAR irá então, como é sua obrigação, finalmente tomar posse administrativa da obra.
Não me interessa tornar a discutir este assunto, nomeadamente depois de ter já deixado bem claro o que penso dos que continuam, apesar de todas as evidências, a tentar encontrar desculpas ou justificações para o comportamento ignóbil de Rui Rio, nem que, para isso tenham que denegrir o carácter do Arq. João Rodeia que, no que se refere a este assunto, teve um comportamento a todos os títulos exemplar e a meu ver até louvável.
Lamento que, mesmo após a reeleição de Rui Rio e a substituição de João Rodeia, à frente do IPPAR, o deplorável coro continue.
Para mim, o que é importante agora é verificar qual vai ser o comportamento, neste particular, da Ministra da Cultura, direi mais, o comportamento do Governo de Portugal.
O caso Túnel de Ceuta foi paradigmático para a compreensão do carácter de Rui Rio e, por arrastamento, do carácter da generalidade dos seus apoiantes.
A forma como este assunto venha a ser gerido, pelo Governo, até à sua conclusão, permitirá também tirar ilações importantes quanto ao carácter dos seus responsáveis.
Irei, naturalmente, continuar atento.
António Moreira
De acordo com as notícias e findo o prazo, estabelecido pelo IPPAR, para que a CMP repusesse a normalidade área de protecção do Museu Nacional de Soares dos Reis, o IPPAR irá então, como é sua obrigação, finalmente tomar posse administrativa da obra.
Não me interessa tornar a discutir este assunto, nomeadamente depois de ter já deixado bem claro o que penso dos que continuam, apesar de todas as evidências, a tentar encontrar desculpas ou justificações para o comportamento ignóbil de Rui Rio, nem que, para isso tenham que denegrir o carácter do Arq. João Rodeia que, no que se refere a este assunto, teve um comportamento a todos os títulos exemplar e a meu ver até louvável.
Lamento que, mesmo após a reeleição de Rui Rio e a substituição de João Rodeia, à frente do IPPAR, o deplorável coro continue.
Para mim, o que é importante agora é verificar qual vai ser o comportamento, neste particular, da Ministra da Cultura, direi mais, o comportamento do Governo de Portugal.
O caso Túnel de Ceuta foi paradigmático para a compreensão do carácter de Rui Rio e, por arrastamento, do carácter da generalidade dos seus apoiantes.
A forma como este assunto venha a ser gerido, pelo Governo, até à sua conclusão, permitirá também tirar ilações importantes quanto ao carácter dos seus responsáveis.
Irei, naturalmente, continuar atento.
António Moreira
O Copy+Paste do dia...
É com o maior prazer que escolho hoje um texto de Alexandre Burmester (com uma deliciosa imagem), publicado n"A Baixa do Porto".
Haverá assim a oportunidade para alguns dos nossos habituais comentadores (anónimos e não só) descarregarem alguma coisita na nossa caixa de comentários ;-)
Tenho andado afastado do blog, quer por motivos de trabalho, mas principalmente porque ainda não digeri os resultados das eleições autárquicas.
Depois das vitórias estrondosas dos populistas e do aval passado ao Rui Rio aqui no Porto, sinto-me pouco “Democrático”.
Afinal temos o que merecemos, como temos a revista “Maria” e a “Quinta das Celebridades” e tantas outras coisas, que só após gerações e anos de educação, poderão fazer susbstituir este gosto rasca popular, por eleitores melhor informados.
Temo que o nosso presidentinho, após aquele discurso cheio de “categoria” na noite da vitória, venha a assumir mais, e à sua escala, o acréscimo de arrogância e prepotência a que estamos habituados."
Uma delícia
António Moreira
Portugal não sonha!
Sobra desta contenda eleitoral que o Porto cidade ganhou sobre o Porto região. O discurso de liderança do noroeste peninsular está gasto. A capital do norte já se diz que mora mais no distrito de Braga. A demografia inclinada para baixo é vista como uma inevitabilidade.
Que fazer? Os principais partidos demonstram-se fracos! Quem é o líder distrital do PSD? Será o número 2 de Gaia, figura pouco visível neste xadrez político. E que dizer de Assis que espera a decisão de Lisboa para entregar dinasticamente o distrito?
Se as autarquias já não representam a minha luta, se os partidos já não tem coragem para arrastar a sociedade, se a opinião do futebol perdeu importância – então que caminho haverá? A economia abrandou todos os ímpetos, se calhar por isso os regimes musculados sempre estiveram carregados de uma classe média baixa, muito baixinha, que era fácil de controlar.
A resignação abate-se perigosamente, é necessário um movimento social sólido. A geração de Abril já não tem soluções. Já não fazem melhor do que Soares, que se limita a aparecer.
Onde está o Porto de cultura que se avisava antes de 2001, ou a super pujante Lisboa que surgiria com a Expo 98? Estão lideradas por homens de ambições contidas, representantes do pragmatismo.
Na verdade tanto quisemos pertencer à Europa que lhes temos imitado os actos, no caso vendendo o melhor que sempre tivemos – os sonhos. Agora os lideres políticos não precisam da ambição, simplesmente devem acreditar na teimosia, no acerto e na razão das suas atitudes. Dizem-me que são grandes homens, com grandes projectos, de grande respeito. Mas não me fazem sonhar…
Portugal não sonha, nem o Porto sustenta as fantasias, fosse que fosse, à custa das tripas que teria de comer. Como fez aguentando o descampado geral das obras da década de 90. Ou então as engenharias engedradas para pagar a Expo. Ou a diferença de nível de vida de Lisboa para o resto do País.
Como se o TGV e a OTA fossem agora o mais importante, como se Leixões não estivesse a morrer e a capital do trabalho já não fosse também a capital do desemprego.
Como se o centro da cidade do Porto não tivesse 1/3 de edifícios devolutos, como se a Maia não tivesse crescido desordenadamente e Valongo pior (milhares de apartamentos devolutos nas gavetas dos créditos mal-parados dos bancos). Gondomar igual, Matosinhos no limbo. Como se o vale do Ave não se afunda lentamente em agonia. Como se o interior se salvará só com as auto-estradas que se estãoa acabar. Como se os resorts de luxo do Algarve sejam a sua saída para um futuro sólido. Como se o Alentejo tivesse água.
O que precisamos agora é de sonhos! Sede de sonhos!
Que fazer? Os principais partidos demonstram-se fracos! Quem é o líder distrital do PSD? Será o número 2 de Gaia, figura pouco visível neste xadrez político. E que dizer de Assis que espera a decisão de Lisboa para entregar dinasticamente o distrito?
Se as autarquias já não representam a minha luta, se os partidos já não tem coragem para arrastar a sociedade, se a opinião do futebol perdeu importância – então que caminho haverá? A economia abrandou todos os ímpetos, se calhar por isso os regimes musculados sempre estiveram carregados de uma classe média baixa, muito baixinha, que era fácil de controlar.
A resignação abate-se perigosamente, é necessário um movimento social sólido. A geração de Abril já não tem soluções. Já não fazem melhor do que Soares, que se limita a aparecer.
Onde está o Porto de cultura que se avisava antes de 2001, ou a super pujante Lisboa que surgiria com a Expo 98? Estão lideradas por homens de ambições contidas, representantes do pragmatismo.
Na verdade tanto quisemos pertencer à Europa que lhes temos imitado os actos, no caso vendendo o melhor que sempre tivemos – os sonhos. Agora os lideres políticos não precisam da ambição, simplesmente devem acreditar na teimosia, no acerto e na razão das suas atitudes. Dizem-me que são grandes homens, com grandes projectos, de grande respeito. Mas não me fazem sonhar…
Portugal não sonha, nem o Porto sustenta as fantasias, fosse que fosse, à custa das tripas que teria de comer. Como fez aguentando o descampado geral das obras da década de 90. Ou então as engenharias engedradas para pagar a Expo. Ou a diferença de nível de vida de Lisboa para o resto do País.
Como se o TGV e a OTA fossem agora o mais importante, como se Leixões não estivesse a morrer e a capital do trabalho já não fosse também a capital do desemprego.
Como se o centro da cidade do Porto não tivesse 1/3 de edifícios devolutos, como se a Maia não tivesse crescido desordenadamente e Valongo pior (milhares de apartamentos devolutos nas gavetas dos créditos mal-parados dos bancos). Gondomar igual, Matosinhos no limbo. Como se o vale do Ave não se afunda lentamente em agonia. Como se o interior se salvará só com as auto-estradas que se estãoa acabar. Como se os resorts de luxo do Algarve sejam a sua saída para um futuro sólido. Como se o Alentejo tivesse água.
O que precisamos agora é de sonhos! Sede de sonhos!
quarta-feira, outubro 12, 2005
O voto de protesto
Pese embora a rápida demarcação do Sócrates em relação ao resultado das últimas autárquicas, a verdade é que todos sabemos - e ele também - que grande parte dos maus resultados obtidos pelo PS têm a ver com o Governo, representando por isso um voto de protesto razoavelmente generalizado ao País todo para se poder retirar esta ilacção.
Tratando-se de um voto de protesto - ao menos em parte -, ele é simultaneamente injusto e precipitado.
Injusto, porque é bem possível que o país esteja efectivamente numa situação lastimável, do ponto de vista das finanças públicas e que por detrás das piores medidas do Governo, exista um patético esforço para salvar o que é possível do velho Estado Social ou de Providência.
Como socialista, insisto que os Governantes PS devem persistir nesse esforço, resistindo ao neoliberalismo feroz, com a desprotecção dos mais fracos que lhe é inerente - e há tantos mais fracos no nosso País! - que aparece sempre escondido por detrás dos melhores e mais sofísticos discursos do Estado mínimo, tão em uso nos nossos dias.
A favor desta apreciação - do carácter injusto do protesto contra as difíceis medidas que têm sido aplicadas pelo Governo e que envolvem, ainda que talvez a título meramente simbólico, a eliminação ou a restrição drástica de muitos privilégios que os portugueses nem sequer conheciam - está o anunciado exemplo da Alemanha.
Aí a coligação CDU, que acabou por ser vencedora de uma eleição federal complicada, ainda que a reboque de um derrotado SPD, numa edição interessantíssima de um Bloco Central alemão, tentará suprimir direitos sociais, reduzir as despesas públicas de carácter assistencialista, contrabalançando uma prevísivel quebra de receita pública que se fará à custa da diminuição da tributação das empresas. A ideia é, pois, de mercado, no sentido de que, menores impostos implicam menores custos para as empresas e, por essa via, a reanimação da actividade empresarial no país. É uma ideia neoliberal clara, que se traduz no recuo do Estado para fazer funcionar o mercado.
É talvez possível chegar lá por esta via, mas quanto está o Estado alemão disposto a abdicar de receita fiscal para que essa poupança para os privados funcione realmente como um incentivo? E, entretanto, como sobrevivem ou de que sobrevivem os atingidos pela supressão ou redução de apoios sociais públicos?
Por isso, digo, protesto talvez injusto. Porque se a orientação do Governo tiver de facto como propósito seguir outra via que não passe pelo desmantelamento do Estado Social, então esse é o caminho que se esperaria de um Governo do PS. Independentemente da verificação - que é sempre a posteriori - dos resultados obtidos.
Mas disse também que é um protesto precipitado. Com efeito, é um protesto sobre um período de governação de seis meses num horizonte normal de quatro anos. Quer-me parecer que nenhum Governo ou nenhuma autarquia sobreviveria a um juízo eleitoral seis meses após o início da sua actividade. Salvo se governasse a pensar nesse juízo eleitoral mais do que nos interesses e imperativos do País. O que todos concordamos que é errado, populista e demagógico, mas aparentemente, dá resultados imediatos e no imedidato, oculta o custo verdadeiro do adiamento das soluções. Ora, este Governo não foi por esse fácil caminho e, dessa forma, claramente se pôs a jeito.
Precipitado ainda por outra razão. Eu não sou daqueles que pensa que com a anunciada vitória presidencial do Prof Cavaco, o país vai mergulhar de novo em eleições legislativas antecipadas. Não deve e não pode. Ou então, esses que pensam que o Prof é capaz de uma tal irresponsabilidade, melhor farão em não votar nele.
O que significa que (espero) - mais do que creio - que o Governo, legitimado com uma maioria absoluta, conclua o seu mandato. E isso quer dizer que talvez no termo do seu mandato, por entre recuperação financeira, crescimento económico e algumas e indispensáveis medidas eleitoralistas - o Governo pode ser competente, mas é como todos, nestas coisas das suas próprias eleições, não será parvo - pode acontecer que os mesmos eleitores que agora o castigam, venham a votar no PS e a manter ou a reforçar até a sua maioria absoluta.
Injusto e precipitado, pois. Mais ainda porque se punem terceiros - os candidatos socialistas às eleições autárquicas - por erros (?) que não são seus e que decerto eles preferiam que não tivesem ocorrido nesta altura.
É por isso também que me apetece dizer, antes de apontar implacavelmente o dedo aos ditos candidatos, que eles estiveram nestas eleições em clara posição de desvantagem relativa comparativamente aos seus adversários. Nem por outra razão, os distintos Marques Mendes e Jerónimo de Sousa andaram a calcorrear esse país fora. Não me consta que tivessem concorrido a alguma Junta de Freguesia, Assembleia Municipal ou Presidência de Câmara.
Tratando-se de um voto de protesto - ao menos em parte -, ele é simultaneamente injusto e precipitado.
Injusto, porque é bem possível que o país esteja efectivamente numa situação lastimável, do ponto de vista das finanças públicas e que por detrás das piores medidas do Governo, exista um patético esforço para salvar o que é possível do velho Estado Social ou de Providência.
Como socialista, insisto que os Governantes PS devem persistir nesse esforço, resistindo ao neoliberalismo feroz, com a desprotecção dos mais fracos que lhe é inerente - e há tantos mais fracos no nosso País! - que aparece sempre escondido por detrás dos melhores e mais sofísticos discursos do Estado mínimo, tão em uso nos nossos dias.
A favor desta apreciação - do carácter injusto do protesto contra as difíceis medidas que têm sido aplicadas pelo Governo e que envolvem, ainda que talvez a título meramente simbólico, a eliminação ou a restrição drástica de muitos privilégios que os portugueses nem sequer conheciam - está o anunciado exemplo da Alemanha.
Aí a coligação CDU, que acabou por ser vencedora de uma eleição federal complicada, ainda que a reboque de um derrotado SPD, numa edição interessantíssima de um Bloco Central alemão, tentará suprimir direitos sociais, reduzir as despesas públicas de carácter assistencialista, contrabalançando uma prevísivel quebra de receita pública que se fará à custa da diminuição da tributação das empresas. A ideia é, pois, de mercado, no sentido de que, menores impostos implicam menores custos para as empresas e, por essa via, a reanimação da actividade empresarial no país. É uma ideia neoliberal clara, que se traduz no recuo do Estado para fazer funcionar o mercado.
É talvez possível chegar lá por esta via, mas quanto está o Estado alemão disposto a abdicar de receita fiscal para que essa poupança para os privados funcione realmente como um incentivo? E, entretanto, como sobrevivem ou de que sobrevivem os atingidos pela supressão ou redução de apoios sociais públicos?
Por isso, digo, protesto talvez injusto. Porque se a orientação do Governo tiver de facto como propósito seguir outra via que não passe pelo desmantelamento do Estado Social, então esse é o caminho que se esperaria de um Governo do PS. Independentemente da verificação - que é sempre a posteriori - dos resultados obtidos.
Mas disse também que é um protesto precipitado. Com efeito, é um protesto sobre um período de governação de seis meses num horizonte normal de quatro anos. Quer-me parecer que nenhum Governo ou nenhuma autarquia sobreviveria a um juízo eleitoral seis meses após o início da sua actividade. Salvo se governasse a pensar nesse juízo eleitoral mais do que nos interesses e imperativos do País. O que todos concordamos que é errado, populista e demagógico, mas aparentemente, dá resultados imediatos e no imedidato, oculta o custo verdadeiro do adiamento das soluções. Ora, este Governo não foi por esse fácil caminho e, dessa forma, claramente se pôs a jeito.
Precipitado ainda por outra razão. Eu não sou daqueles que pensa que com a anunciada vitória presidencial do Prof Cavaco, o país vai mergulhar de novo em eleições legislativas antecipadas. Não deve e não pode. Ou então, esses que pensam que o Prof é capaz de uma tal irresponsabilidade, melhor farão em não votar nele.
O que significa que (espero) - mais do que creio - que o Governo, legitimado com uma maioria absoluta, conclua o seu mandato. E isso quer dizer que talvez no termo do seu mandato, por entre recuperação financeira, crescimento económico e algumas e indispensáveis medidas eleitoralistas - o Governo pode ser competente, mas é como todos, nestas coisas das suas próprias eleições, não será parvo - pode acontecer que os mesmos eleitores que agora o castigam, venham a votar no PS e a manter ou a reforçar até a sua maioria absoluta.
Injusto e precipitado, pois. Mais ainda porque se punem terceiros - os candidatos socialistas às eleições autárquicas - por erros (?) que não são seus e que decerto eles preferiam que não tivesem ocorrido nesta altura.
É por isso também que me apetece dizer, antes de apontar implacavelmente o dedo aos ditos candidatos, que eles estiveram nestas eleições em clara posição de desvantagem relativa comparativamente aos seus adversários. Nem por outra razão, os distintos Marques Mendes e Jerónimo de Sousa andaram a calcorrear esse país fora. Não me consta que tivessem concorrido a alguma Junta de Freguesia, Assembleia Municipal ou Presidência de Câmara.
Copy+Paste de hoje ....

Sabe-se lá porquê, hoje apeteceu-me fazer o Copy+Paste habitual, copiando este bocadinho do Provotar:
"Em minha opinião, os partidos "roubaram" o poder de decisão aos Cidadãos, criando, ao longo dos últimos 31 anos, as condições para que as únicas alternativas de participação dos Cidadãos na tomada de decisões sejam:
A – Votam no partido com o qual se identifiquem ideologicamente, cujo programa lhes pareça mais acertado, cujos dirigentes lhe pareçam mais competentes, ou mais sérios, ou mais bem vestidos, ou , ou, … bem, resumindo, no partido que lhe apeteça.
Vão tratar das suas vidinhas, que já tem quem decida por eles durante os próximos quatro anos.
Entretanto, para se entreterem, sempre podem ver as notícias, indignarem-se e escrever neste ou noutros "Blogs".
Passados quatro anos, sempre podem corrigir a pontaria e votar no mesmo partido, esperando que o partido se "reforme internamente", ou, pode optar por castigá-los, votando no outro (sim, porque, entretanto, já se esqueceu do que disse do outro à quatro (ou menos) anos).
Poderá ainda decidir, desta vez, tomar uma atitude radical, tipo "agora é que eles vão ver" e vai votar num partido dos "outros", podendo então escolher, conforme o lado para onde lhe "fuja a chinela" entre um da direita e dois da esquerda.
Tirando isso, pode votar nos muito pequeninos ou em branco, que é igual, ou então…acha melhor mandá-los todos…… e não pôr lá os pés (que é o que eu faço há mais de 20 anos).
B – Inscreverem-se como militantes de um partido, tendo o cuidado de não se deixar levar pelos programas ou ideologias, mas sim escolhendo um dos que tem regularmente acesso ao poder.
Seguidamente escolher qual das facções internas lhe parece que desfruta de melhores condições para chegar ao poder no interior do partido em que se tenha inscrito.
Então, partindo do princípio que escolheu a facção acertada, deverá utilizar as ferramentas à sua disposição (intriga, bajulação, calúnia, troca de favores, etc.) de forma a, com tempo e sem precipitações, ascender ao círculo restrito dos que tem direito a emitir opiniões e tentar influenciar as decisões.
Após atingido esse objectivo, não pode esquecer que as ferramentas que utilizou (intriga, bajulação, calúnia, troca de favores, etc.) estão à disposição também dos seu correligionários, de facção e de partido, que foram ultrapassados por si e sentem, com toda a justiça, que devem utilizar todos os meios para recuperar a posição a que tem direito.
Por isso, deve evitar a todo o custo ser apanhado com uma ideia original, reservando toda e qualquer opinião, apenas para aquelas alturas em que não possa, de todo, safar-se com uma qualquer generalidade, tendo o máximo cuidado de enquadrar a opinião que tenha que revelar no que lhe pareça a tendência mais consensual e segura.
Continuo a entender que os Cidadãos podem, e devem, reclamar o Direito a Decidir que lhes foi, passo a passo, "roubado" pelos partidos.
Entendo que os actuais meios de comunicação (ler Internet) permitirão potenciar as formas de intervenção que tenderão a "devolver o poder" aos Cidadãos, não se limitando a ser a versão "high tech" de um qualquer "muro das lamentações".
António Moreira
Povo que lavas no Rio!
Depois dos resultados de domingo, e da agitação nos dias que se vão seguindo, apenas me parece oportuno este velho poema de Grabato Dias.
Heróis não há mais
Nem depois nem antes
Há é marechais
Vendendo purgantes
Tenentes tementes
Bons comerciantes
De pasta de dentes
Heróis não há tanto
Como se apregoa
Há é este espanto
De voar à toa
E quem ajoelha
É boa pessoa
De orelha a orelha
Heróis? Bom… talvez
Haja aí algum…
…Até certa vez
Me mostraram um.
Preguntei, atão?
Respondeu: umh umh.
Fez-me uma impressão!
Herói? Se calhar
Seria pequeno
Inda a começar…
…Uma colher de eno
…meio copo de água
…um sono sereno
Vou deitar a mágoa.
Nem depois nem antes
Há é marechais
Vendendo purgantes
Tenentes tementes
Bons comerciantes
De pasta de dentes
Heróis não há tanto
Como se apregoa
Há é este espanto
De voar à toa
E quem ajoelha
É boa pessoa
De orelha a orelha
Heróis? Bom… talvez
Haja aí algum…
…Até certa vez
Me mostraram um.
Preguntei, atão?
Respondeu: umh umh.
Fez-me uma impressão!
Herói? Se calhar
Seria pequeno
Inda a começar…
…Uma colher de eno
…meio copo de água
…um sono sereno
Vou deitar a mágoa.
Não me insultem
Depois de analisar os resultados eleitorais, ficamos com a ideia, sempre é certo que podíamos fazer mais e fazer algo melhor, até aqui nada de novo, o problema é ficarmos sempre e só com as ideias, e não com a acção, porque o que se passou neste domingo é o reflexo da politica do que ela tem mais de medíocre, e que por isso faz do PS, um partido cada vez mais de gente que de estratégia mas sobretudo de coragem não tem nenhuma.
Claro que sou do PS o tempo necessário para já saber que o partido é isto e que esperar dele muito mais é pedir muito.
Senão vejamos:
Porque é que não ganhamos o Porto? Porque é que Gaia, Maia Gondomar municípios de importância estratégica da área metropolitana, não tiveram uma estratégia vencedora?
Será porque os senhores que lideram essas concelhias gostam de brincar as eleições? Sim porque todos eles antes do jogo não tinham sequer uma pequena esperança de ganhar, a vergonha maior para mim como socialista e como cidadão, é ficar com a sensação que um partido politico pouca ou nada faz para ganhar porque não apresenta o melhor que tem para ganhar, mas sim o melhor que tem para perder, enfim sinto-me envergonhado.
Entretanto depois dos resultados ficamos com a ideia que tudo foi feito e toda gente está de consciência tranquila um fartote, quando o que se impunha pois chega de hipocrisia, os responsáveis deviam pedir a sua demissão pelos actos em que eles próprios e mais ninguém é responsável, eu não sou!
O Assis é o melhor tribuno e o quadro mais brilhante que eventualmente o Porto tem concordo, mas seria o pior presidente de camara se fosse eleito no domingo, bem mas ainda há gente que acha que ele já esta pronto para outros combates que se avizinham, meu deus á que ter vergonha.
Aqueles que por força estatutária se sentiram com legitimidade para ser candidatos deviam de reconhecer sem pudores ou complexos que no partido podem ainda fazer muito mas mais disparates, é de por um ponto final nesta mancha que foram estas eleições.
Esta na hora de também pedir ás figuras ditas importantes do nosso partido que só são importantes por que o partido lhe deu de alguma maneira, notoriedade e que por isso não devem negar serem chamados a jogo, seria tão bonito as estruturas terem adoptado a táctica de convidar aqueles que por ventura estavam bem colocados para vencerem, e não aqueles que achavam que venciam mas que no fundo só a sorte é que podia surtir efeito, se o Assis ganhasse era um fenómeno inopinado tal como foi o rio quando ganhou ao gomes
Por fim porque voltarei ao tema, a situação exige que quando temos um governo fragilizado pela conjectura, impõe-se que o partido seja forte mas por defeito o PS tem por hábito e a historia não me desmente o partido desmorona-se, já é um hábito.
Chegou por fim a hora do dejavú se aqueles que o partido lançou para o esquecimento por terem outrora posto o Porto no mapa e a região na mó de cima e posto o partido no Porto como o maior impulsionador de vitorias, está na hora de retomarmos com mais força do que nunca aqueles,que deram a vida a este partido, mas sem descartar ninguém todos tem lugar neste partido plural mas só no sitio certo….
Jaime resende
Claro que sou do PS o tempo necessário para já saber que o partido é isto e que esperar dele muito mais é pedir muito.
Senão vejamos:
Porque é que não ganhamos o Porto? Porque é que Gaia, Maia Gondomar municípios de importância estratégica da área metropolitana, não tiveram uma estratégia vencedora?
Será porque os senhores que lideram essas concelhias gostam de brincar as eleições? Sim porque todos eles antes do jogo não tinham sequer uma pequena esperança de ganhar, a vergonha maior para mim como socialista e como cidadão, é ficar com a sensação que um partido politico pouca ou nada faz para ganhar porque não apresenta o melhor que tem para ganhar, mas sim o melhor que tem para perder, enfim sinto-me envergonhado.
Entretanto depois dos resultados ficamos com a ideia que tudo foi feito e toda gente está de consciência tranquila um fartote, quando o que se impunha pois chega de hipocrisia, os responsáveis deviam pedir a sua demissão pelos actos em que eles próprios e mais ninguém é responsável, eu não sou!
O Assis é o melhor tribuno e o quadro mais brilhante que eventualmente o Porto tem concordo, mas seria o pior presidente de camara se fosse eleito no domingo, bem mas ainda há gente que acha que ele já esta pronto para outros combates que se avizinham, meu deus á que ter vergonha.
Aqueles que por força estatutária se sentiram com legitimidade para ser candidatos deviam de reconhecer sem pudores ou complexos que no partido podem ainda fazer muito mas mais disparates, é de por um ponto final nesta mancha que foram estas eleições.
Esta na hora de também pedir ás figuras ditas importantes do nosso partido que só são importantes por que o partido lhe deu de alguma maneira, notoriedade e que por isso não devem negar serem chamados a jogo, seria tão bonito as estruturas terem adoptado a táctica de convidar aqueles que por ventura estavam bem colocados para vencerem, e não aqueles que achavam que venciam mas que no fundo só a sorte é que podia surtir efeito, se o Assis ganhasse era um fenómeno inopinado tal como foi o rio quando ganhou ao gomes
Por fim porque voltarei ao tema, a situação exige que quando temos um governo fragilizado pela conjectura, impõe-se que o partido seja forte mas por defeito o PS tem por hábito e a historia não me desmente o partido desmorona-se, já é um hábito.
Chegou por fim a hora do dejavú se aqueles que o partido lançou para o esquecimento por terem outrora posto o Porto no mapa e a região na mó de cima e posto o partido no Porto como o maior impulsionador de vitorias, está na hora de retomarmos com mais força do que nunca aqueles,que deram a vida a este partido, mas sem descartar ninguém todos tem lugar neste partido plural mas só no sitio certo….
Jaime resende
Novo membro no SEDE
Hoje, como prometido, juntou-se a nós o Carlos Ribeiro. Julgamos que a maioria o conhece, pois ele tem vindo a preponderar na Assembleia Municipal do Porto pelo PS, sendo não só por isso, um belissimo quadro do partido e um homem da cidade do Porto.
Temos a certeza que a qualidade da sua participação será uma grande valia para este espaço de debate.
Por outro lado a entrada deste novo membro pretende também corresponder à adesão que felizmente este blogue tem tido, incrementada pela segura qualidade que o nosso Carlos trará.
QUANDO vão explicar QUE TEMPO CUSTA DINHEIRO?
Foi quase noticia de abertura do telejornal que o senhor Primeiro Ministro tinha viajado de falcon até Aveiro para assistir a um jogo de futebol.
Escandaloso! Mas neste caso não é o conteúdo da noticia, é a sua existência!
Será que estamos tão mal em Portugal, que este facto possa ser considerado noticia?
Não é que me apeteça pensar muito no assunto em si, a meu ver sem qualquer importância e totalmente justificado, mas apetece-me reflectir como foi justificado, que argumentos por parte do gabinete do PrimeiroMinistro foram usados para desvalorizar o facto.
Aí é que a coisa correu mal! Meus caros, porque é que o gabinete do senhor Primeiro Ministro não se limitou a justificar desta forma?
Sim, a viagem custou 2000 Euros, foi a forma mais rápida de ir até Aveiro e por isso mais barata, PORQUE TEMPO CUSTA MUITO DINHEIRO, e o senhor Primeiro Ministro não foi em lazer foi em representação do Estado Português, foi a forma do governo POUPAR DINHEIRO.
Se esta noticia do falcon tivesse sido bem explicada pelo nosso Governo e utilizada como uma deixa para explicar ao “pessoal” que um dos grandes males do nosso País é não contabilizar o TEMPO que se ganha e se perde como valor económico, tinham feito um “figurão”. Eu pago para que o nosso Primeiro Ministro ande de falcon até Aveiro em 45 minutos descansadamente. Eu pago para que o nosso Primeiro Ministro ande de falcon até Aveiro em 45 minutos descansadamente, e volte rapidamente para pensar e discutir bem e tranquilamente o orçamento de estado, em vez de vir irritado depois de ter passado 3 horas no carro, 1 delas parado no transito. Enfim, eu pago para que o nosso primeiro ministro GANHE TEMPO ao andar de falcon em deslocações de estado nem que seja a Aveiro, PORQUE TEMPO CUSTA MUITO DINHEIRO! Deixem por favor de usar argumentos cheios de pequenas culpas como a que foi dada: o falcon tinha mesmo que ir a Aveiro para não cair na próxima viagem, e o senhor Primeiro Ministro só apanhou boleia. Poupem-nos a argumentos simpáticos, expliquem as coisas como elas são, vão ver que o Povo percebe e agradece. Tinha sido uma oportunidade de ouro, esta do falcon até Aveiro com o nosso Primeiro Ministro, para provar que mau jornalismo pode ser usado para convencer cada um de nós que ao ganhar ou perder tempo está a poupar ou a gastar dinheiro.
Escandaloso! Mas neste caso não é o conteúdo da noticia, é a sua existência!
Será que estamos tão mal em Portugal, que este facto possa ser considerado noticia?
Não é que me apeteça pensar muito no assunto em si, a meu ver sem qualquer importância e totalmente justificado, mas apetece-me reflectir como foi justificado, que argumentos por parte do gabinete do PrimeiroMinistro foram usados para desvalorizar o facto.
Aí é que a coisa correu mal! Meus caros, porque é que o gabinete do senhor Primeiro Ministro não se limitou a justificar desta forma?
Sim, a viagem custou 2000 Euros, foi a forma mais rápida de ir até Aveiro e por isso mais barata, PORQUE TEMPO CUSTA MUITO DINHEIRO, e o senhor Primeiro Ministro não foi em lazer foi em representação do Estado Português, foi a forma do governo POUPAR DINHEIRO.
Se esta noticia do falcon tivesse sido bem explicada pelo nosso Governo e utilizada como uma deixa para explicar ao “pessoal” que um dos grandes males do nosso País é não contabilizar o TEMPO que se ganha e se perde como valor económico, tinham feito um “figurão”. Eu pago para que o nosso Primeiro Ministro ande de falcon até Aveiro em 45 minutos descansadamente. Eu pago para que o nosso Primeiro Ministro ande de falcon até Aveiro em 45 minutos descansadamente, e volte rapidamente para pensar e discutir bem e tranquilamente o orçamento de estado, em vez de vir irritado depois de ter passado 3 horas no carro, 1 delas parado no transito. Enfim, eu pago para que o nosso primeiro ministro GANHE TEMPO ao andar de falcon em deslocações de estado nem que seja a Aveiro, PORQUE TEMPO CUSTA MUITO DINHEIRO! Deixem por favor de usar argumentos cheios de pequenas culpas como a que foi dada: o falcon tinha mesmo que ir a Aveiro para não cair na próxima viagem, e o senhor Primeiro Ministro só apanhou boleia. Poupem-nos a argumentos simpáticos, expliquem as coisas como elas são, vão ver que o Povo percebe e agradece. Tinha sido uma oportunidade de ouro, esta do falcon até Aveiro com o nosso Primeiro Ministro, para provar que mau jornalismo pode ser usado para convencer cada um de nós que ao ganhar ou perder tempo está a poupar ou a gastar dinheiro.
Já que querem coscuvilhar
O PS entrou na sua rota de habitual guerrilha interna. Agora medem-se as quantidades de votos que cada parte tem para umas guerras se esperam desprovidas de qualquer sentido político.
Ontem Assis no Público diz que deixa a Federação Distrital (coisa que não sabemos se resulta da sua vontade, ou da conjugação de impossibilidades de se manter).
È evidente que quem aceitou Barbosa Ribeiro em Gaia, Catarino na Maia, um desconhecido Martins em Gondomar, Maria José como 15ª escolha em Valongo, um pouco conhecido quadro do PS contra um ex-governador no Marco e por aí fora não pode esperar que lhe façam um rescaldo positivo do mandato.
Nas suas palavras vê-se o arrastar de Sócrates no discurso, como se esta imolação no distrito, fossem as tripas que temos que comer pela carne enviada a Lisboa. Não é! E não foi!
Além disso ontem no público, Assis, inúmera os potenciais sucessores ao seu lugar distrital: Bexiga (advogado e líder do PS Gondomar) Seabra (advogado e líder em Matosinhos), Guilherme (actual Presidente da Câmara de Matosinhos), Pizarro (médico, deputado, número 2 de Assis, número 2 de Cardoso) e Renato Sampaio (deputado e dos mais destacados e trabalhadores, homem próximo do Secretário-geral – foi o coordenador da campanha de Sócrates no distrito – mas também conhecido no PS pelo parentesco a Orlando Gaspar). Esqueceu Narciso, ainda por cima sendo este o que mais apoios tem (de longe).
Renato aceitou dizer qualquer coisa e disse mais ou menos o seguinte: “Não é um projecto pessoal meu, só se for um projecto também do Secretário-geral!”
Ou seja, o Porto já não é o que era, e por estas bandas já mandam desde lá de baixo. Não está correcto e não ficou bem.
Ontem Assis no Público diz que deixa a Federação Distrital (coisa que não sabemos se resulta da sua vontade, ou da conjugação de impossibilidades de se manter).
È evidente que quem aceitou Barbosa Ribeiro em Gaia, Catarino na Maia, um desconhecido Martins em Gondomar, Maria José como 15ª escolha em Valongo, um pouco conhecido quadro do PS contra um ex-governador no Marco e por aí fora não pode esperar que lhe façam um rescaldo positivo do mandato.
Nas suas palavras vê-se o arrastar de Sócrates no discurso, como se esta imolação no distrito, fossem as tripas que temos que comer pela carne enviada a Lisboa. Não é! E não foi!
Além disso ontem no público, Assis, inúmera os potenciais sucessores ao seu lugar distrital: Bexiga (advogado e líder do PS Gondomar) Seabra (advogado e líder em Matosinhos), Guilherme (actual Presidente da Câmara de Matosinhos), Pizarro (médico, deputado, número 2 de Assis, número 2 de Cardoso) e Renato Sampaio (deputado e dos mais destacados e trabalhadores, homem próximo do Secretário-geral – foi o coordenador da campanha de Sócrates no distrito – mas também conhecido no PS pelo parentesco a Orlando Gaspar). Esqueceu Narciso, ainda por cima sendo este o que mais apoios tem (de longe).
Renato aceitou dizer qualquer coisa e disse mais ou menos o seguinte: “Não é um projecto pessoal meu, só se for um projecto também do Secretário-geral!”
Ou seja, o Porto já não é o que era, e por estas bandas já mandam desde lá de baixo. Não está correcto e não ficou bem.
Bom, só realizei esta pequena explicação porque fui desafiado para tal. Na verdade muito mais se poderia dizer, mas seria falar sobre coisas desinteressantes e se calhar pouco credíveis. Estes momentos são realmente o pior dos partidos, mas também os mais decisivos. Fazem-se coisas que não percebemos no imediato, com justificações que estamos mesmo a ver que não são mais que balelas - é o caso da demissão de Francisco Ramos no PSD.
Por todas estas coisas apresenta-se difícil construir projectos ou processos sólidos nos partidos, difícil não é no entanto, impossível.
o tempo que eu também gosto
Que saudades eu tinha da água. Esse abafo do tempo, retidos entre a humidade das paredes e sentindo a chuva nas solas dos sapatos. Arrastando essa películas para dentro de casas e sítios. O Porto mais escuro entretanto e parece que veio a chuva lava-lo!
Quem é do Porto gosta desta chuva, dos episódicos aguaceiros que molham tudo e do tempo quente chato que nos ajuda a secar.
É o Outono total que avisa o Inverno que vem. Pelos vistos assustam-nos com pandemias, querem matar o Peru do Natal? Digo-vos que se arranjarem alguma doença para o bacalhau volto a emigrar, desta vez tenho que levar a família toda, mas vou!
É que já aguentei um ano sem me cair a água na mona, e agora que os ceús abençoaram as ruas, já não aguento que me mudem os hábitos, muito menos as vontades, por isso toca a andar, deixem chover.
Quem é do Porto gosta desta chuva, dos episódicos aguaceiros que molham tudo e do tempo quente chato que nos ajuda a secar.
É o Outono total que avisa o Inverno que vem. Pelos vistos assustam-nos com pandemias, querem matar o Peru do Natal? Digo-vos que se arranjarem alguma doença para o bacalhau volto a emigrar, desta vez tenho que levar a família toda, mas vou!
É que já aguentei um ano sem me cair a água na mona, e agora que os ceús abençoaram as ruas, já não aguento que me mudem os hábitos, muito menos as vontades, por isso toca a andar, deixem chover.

terça-feira, outubro 11, 2005
O Copy+Paste do dia
Porque se eu soubesse escrever como o Pedro Olavo Simões, não precisava de fazer copy+paste...
"Boçais e boçalinhos
"Boçais e boçalinhos
É com razão que muitos comentadores, entre eles todos os actores políticos que analisam resultados, acentuam o carácter especial de que se revestem as eleições para o poder local.
Não o farão, eventualmente, pelas razões que me levariam a concordar.
Os comentadores profissionais porque os empregos dependem de alguma contenção, os dirigentes partidários porque lhes importa mais dourar algumas pílulas que têm de engolir.
Há quem possa dizer que as autárquicas valem por elas mesmas, por serem o paradigma da democracia em exercício.
Eu valorizo-as pelo que revelam.
Porque mostram Portugal sem grandes máscaras, o país tal como ele é.
Hoje, Portugal revelou-se um país tacanho, parolo.
Um país onde a indigência mental é aceitável, onde todos sabem quem é o José Castelo Branco ou o Zezé Camarinha, onde poucos saberão responder à pergunta imbecil de quem era o presidente da República antes do 25 de Abril.
Somos, como hoje conversava com o meu irmão, uma sociedade que valoriza a incoerência e menospreza a inteligência.
É a sociedade dos 15 minutos de fama, dos machos latinos que se sujeitam a ser alindados por um "esquadrão gay" (acho que se chama assim), quando na vida comum talvez sejam os reis da homofobia, até porque tal lhes fica bem enquanto emborcam cerveja e comem caracóis com os amigalhaços."
Continuar a ler na "Fonte das Virtudes"
António Moreira
Duas propostas para Assis
Como é efémera a vida de um “post” num “Blog” activo, algumas propostas correm o risco de se perder.
Porque é importante entender o que se pode esperar desta oposição liderada por Francisco Assis, repito aqui as duas sugestões que, caso estejam de acordo, espero os meus companheiros de “Blog” lhe façam chegar:
Porque é importante entender o que se pode esperar desta oposição liderada por Francisco Assis, repito aqui as duas sugestões que, caso estejam de acordo, espero os meus companheiros de “Blog” lhe façam chegar:
1 - Uma primeira, simbólica do real respeito pela cidade e pelos cidadãos:
Instruir as estruturas locais do PS para, num máximo de 30 dias, limpar de todas as paredes, jardins e outros locais públicos todos os cartazes, “outdoors” ou quaisquer outros vestígios da campanha do PS.
2 - Uma segunda, também, a meu ver, importantíssima, e em cumprimento da promessa de maior abertura às opiniões de todos.
Tentar conseguir (junto com Rui Moreira (?)) o renascimento das “Tertúlias do Comercial” (na mesma ou noutra forma) extintas na sequência da “suspensão” do “Comércio do Porto”.
Francisco Assis não precisa que lhe lembre, mas a batalha mais importante é sempre a que se segue.
António Moreira
a começar
Segundo O JN hoje:
Já ferve no PS - Narciso avança à distrital, Orlando Soares Gaspar e José Luís Catarino ponderam a concelhia.
Já se espera - resultados novos, protagonismos habituais...
Já ferve no PS - Narciso avança à distrital, Orlando Soares Gaspar e José Luís Catarino ponderam a concelhia.
Já se espera - resultados novos, protagonismos habituais...
Anonymous Blogítycus
Infectam os locais que não se defendem com censura prévia.Habituados à imundice, desenvolvem-se nos esgotos das sociedades livres.
Com o tempo extinguem-se naturalmente ou evoluem para outras espécies de parasitas.
Apesar de incomodativos, estes espécimes são inofensivos.
António Moreira
segunda-feira, outubro 10, 2005
E tudo o vento levou
Mormente alguns dos "bluffs" políticos. O povo não pode ser sábio quando dá para um lado e tacanho quando dá para outros. Se de alguma coisa Portugal não precisa é de retóricos palavrosos que não sabendo nada de nada pensam que com conversa fiada podem passar por saber tudo de tudo. Além de que pode encenar-se a determinação, a convicção e a humildade, mas como os actores são de segunda, torna-se difícil as pessoas não perceberem quando é filme ou quando não é.
OOOOPPSSS!
Quantos votos perdeu Soares (joão) com a brincadeirita de Soares (Mário). Quantos votos perderá Soares (Mário) com a brincadeira de apoiar Soares (joão), em cima da eleição.
A coisa teve a importância que teve, mas a um "presidente", ou a quem lhe quer vestir a pele, não fica nada bem a fazer o que fez. Mas ainda face aos resultados em Sintra.

os meus parabéns especiais a alguns eleitos
Ao José Luís pela vitória em Baião, ele sabe que nós sentimos muito a sua alegria. É um grande homem, muito sério e merece. baião também merece um presidente assim.
Todos o estimam e sabemos da sua estima e interminável simpatia.
Ao Rui Lopes e à Alcidia por mais uma vitória, neste caso incluindo uma profunda remodelação e renovação em Matosinhos.
A todos em Campanhã - bastião socialista portuense - que continua a sentir o partido e a trabalhar com grande abenegação.
Ao retorno de alguns socialistas à assembleia Municipal:
Rodrigo, Fontinha, Brito, Carlos.
A alguns novos:
Pedro Bacelar e o Pedro Couto
A toda a malta de Valongo que ficaram a 1500 votos da surpresa.
A amarante, em especial ao Torcato.
Ao Nuno que ganhou a Régua ao PS, ao Pontes novo "vice" de Ponte da Barca.
Todos o estimam e sabemos da sua estima e interminável simpatia.
Ao Rui Lopes e à Alcidia por mais uma vitória, neste caso incluindo uma profunda remodelação e renovação em Matosinhos.
A todos em Campanhã - bastião socialista portuense - que continua a sentir o partido e a trabalhar com grande abenegação.
Ao retorno de alguns socialistas à assembleia Municipal:
Rodrigo, Fontinha, Brito, Carlos.
A alguns novos:
Pedro Bacelar e o Pedro Couto
A toda a malta de Valongo que ficaram a 1500 votos da surpresa.
A amarante, em especial ao Torcato.
Ao Nuno que ganhou a Régua ao PS, ao Pontes novo "vice" de Ponte da Barca.
O rescaldo!
Na verdade deixamo-nos levar no engodo de que afinal poderia o PS ganhar! Afinal o actual presidente de câmara do Porto tem a popularidade que em Lisboa dizem que ele tem. Afinal o Povo do Porto acha que ele merece a confiança do seu voto. Afinal a abstenção diminui 10% e Rui Rio subiu. Afinal em 6 meses o PS passa de 44 para 36%, ganha Sócrates e Rio. Afinal as pessoas distinguem bem as coisas e melhor ainda os votos.
Tenho a convicção que não devemos ser nós a adaptarmo-nos ao discurso que o povo deseja, mas sim a continuar a defender as nossas convicções. Ganharam outros, ganharam outra vez outros, e ganharam com a alternativa a nós. O PS não foi a alternativa a Rio, queria isso sim retomar uma visão não municipalista da cidade. O Porto, parece-me, já não se preocupa em liderar a região, nem sequer afirmar-se, pretende antes poucas mudanças e uma gestão mais ou menos equilibrada. A ambição desmesurada algumas vezes, levou a este período de nojo de grandes ideias e grandes projectos. O PS apresenta-se sempre como arauto da ambição e pela segunda vez perde com essa estratégia. Reflicta-se!
E Rio fala como as gentes do Porto, alto, desabrido e às vezes inconveniente, e por isso ganhou, não porque tenha razão, mas sim pela convicção do que diz. Ganha porque ganha, e se merecer for uma consequência da evidencia do acto, então terá merecido. Eu, pessoalmente, não merecia tal desilusão! Presunção minha dirão…
Não tenho nenhuma boa expectativa, e 4 anos estão longe!
Nós no Sede, vamos de certeza ficar por aqui, contamos com o apoio de todos para continuar a discutir o que interessa. Este espaço não surgiu para ser nenhuma voz oficial de uma candidatura, surgiu entre amigos e pronto! Na política ganha-se e perde-se, na minha opinião não como o Francisco Assis explicou – a dignidade das suas palavras, encobriu os inúmeros motivos que justificadamente afastam as pessoas dos partidos -
percebeu-se uma conjunto de novos protagonistas, que pela sua energia não mereciam este resultado. Nestes me incluo. Uma parte do PS expôs-se, uma parte que muito poucos conheciam e demonstrou uma qualidade capaz de dar esperança.
Se calhar perdemos porque este processo ainda não estava distante dos fantasmas de Gomes e Cardoso, de futebóis e constróis e de mais coisas que a malta detestou. Se clahar foi o governo, se calhar a cara do homem ou se calhar a porra de Ceuta.
Mas serviu para acalentar a esperança de um PS que pode ser bem melhor, mas que não é. Para mostrar um PSD que se refugiou no seu autocarro da vitória, mas não se apresentou em campanha nem em debate à cidade. Numa CDU invisível na sombra do seu protagonista e um bloco que ainda não tem a força que desejava ter, apesar de grande dignidade do João neste combate dificil.
Nós no Sede estaremos aqui e por lá, e só estamos aqui para lembrar (e se conseguirmos – provar) que nem todos que estão lá, merecem ser absorvidos na maralha de desprezo que às vezes se estende a todos, indiferenciadamente.
Mas também não somos “Quixotescos”, e por isso enquanto nos der a vontade e o tempo deixar, estaremos lá, lá e aqui, porque um sem outro vale menos e os dois valem aquilo que verdadeiramente somos.
Sempre reclamo a necessidade da participação cívica, a militância em partidos e outros, só assim se melhora o debate e se exige mais aos políticos – uma espécie de convite ao “amor livre” aos partidos. Quebrem-lhes as portas, e façam (não como a Rosa do Aleixo) parte dos processos desinteressadamente.
Nunca se discutiu antes o Porto como em alguns “espaços da net”, que vieram para ficar. Esses, e se continuarmos bem, nós, teremos mais força nas próximas e valeremos mais – sem duvidas, porque chegaremos a mais gente e discutiremos com mais interessados no bem da cidade e dos seus concidadãos.
Resta dar os parabéns aos vencedores e os mesmos parabéns ou maiores, aos vencidos, deles se espera o melhor.
Pela minha parte … até já, porque a sede continua.

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Ou a Receita
Desta vez da Grande Loja...
Em *******, a investigação prolonga-se há oito anos.
Em 1997, a autarquia, presidida por ********, do **, lançou um Plano de Urbanização de 80 hectares na vila.
Um ano depois, a área de expansão passou para 220 hectares.
Nessa parcela, estavam terras das Reservas Agrícola e Ecológica Nacionais.
Com a aprovação do plano, passaram a ser terrenos aptos para a construção.
Entretanto, a PGR apurou que o marido da autarca adquirira, entre 1994 e 1998, «pelo menos 27 prédios rústicos e alguns prédios urbanos», cerca de 60 mil metros quadrados dos quais na zona abrangida pelo Plano de Urbanização.
A IGAT concluiu, em 2001, pela existência de indícios de «comportamentos puníveis pela lei penal» e factos sob a alçada do Tribunal de Contas, como sejam nomeações para o quadro de pessoal, sem concurso, ou «progressão em carreiras verticais, sem concurso»; várias nulidades em despachos de licenciamento de obras; «facturas e ordens de pagamento» que «não correspondem a trabalhos efectivamente realizados»; uma obra, por ajuste directo, que aparece descrita, nas contas da Câmara, com três valores diferentes.
Entre os responsáveis autárquicos e muitos agentes locais (empreiteiros, prestadores de serviços) somam-se as coincidências, na filiação ******.
[via Visão Online]
António Moreira
Perder uma Cidade, Ganhar uma Região

Rui Rio ganhou as eleições para a CMP com maioria absoluta.
Confirmando assim as suas piores expectativas, Rui Rio vai ter que esperar mais quatro anos até poder, finalmente livrar-se da província e instalar-se na capital, a que tem tanto ou mais direito que o Mendes (que já lá está) o Menezes (que não tarda) ou o Borges (que queria muito, mas mesmo muito).
Mas Rio agora não pode e, por isso, vai andar (ainda mais) mal disposto outros quatro anos.
Ainda por cima, os 27% de eleitores portuenses que (além dos tais 6 milhões do resto do país) ainda acreditavam na sua imagem de seriedade, rigor e competência, vão ter, agora, a oportunidade de o comprovar, pois…
Rui Rio não vai mais precisar de tapar os buracos herdados da vereação anterior, nem vai ter que satisfazer os compromissos assumidos pelo anterior presidente.
Rui Rio não vai mais poder desculpar-se com o facto de não ter maioria absoluta nem com a falta de solidariedade dos governos do seu partido (sempre lhe sobra a hipótese de, agora, se desculpar com o governo do PS).
Mais, Rui Rio não vai (não deve) continuar a beneficiar da complacência do governo do PS, verificada até agora, e apenas justificada pelo medo do seu aproveitamento populista, por Rui Rio, ainda tirar mais votos ao PS.
E que nos leva aos grandes desafios que temos pela frente e à posição privilegiada em que se encontra Francisco Assis para os assumir.
E, muito mais que um novo referendo sobre a IVG, que, para o PS não tem mais valor que uma promessa incómoda mas que há que cumprir, ou o aborrecimento de uma campanha presidencial entre (respeitáveis) gerontes, o futuro, do país, mas que poderá muito bem ser o de Assis, está na REGIONALIZAÇÃO.
Cabe a Assis encabeçar, dentro do PS, este desafio.
Cabe a Assis demonstrar a todos, na NOSSA região que a regionalização é útil, é positiva e é possível.
Cabe a Assis encontrar a forma de evitar que seja a vontade (naturalmente centralista) da capital a derrotar este objectivo, no qual, estou certo, se joga o futuro dos nossos filhos.
Assis, com apenas 40 anos, tem já uma carreira política que lhe permite capitalizar tudo o que já ganhou com esta derrota (é extraordinária a desilusão revelada pelos votantes de Rio e que se espalha pelos blogs de referência).
Os primeiros dias e as primeiras medidas como líder da oposição a uma maioria na qual, antes até de iniciar funções, nem os seus apoiantes acreditam, são fundamentais para afirmar um estilo próprio e motivar a acção.
Contribuo aqui com duas sugestões que espero os meus companheiros de “Blog” façam chegar a Assis:
Uma primeira, simbólica do real respeito pela cidade e pelos cidadãos:
Instruir as estruturas locais do PS para, num máximo de 30 dias, limpar de todas as paredes, jardins e outros locais públicos todos os cartazes, “outdoors” ou quaisquer outros vestígios da campanha do PS.
Uma segunda, também importantíssima, e em cumprimento da promessa de maior abertura às opiniões de todos.
Providenciar (junto com Rui Moreira (?)) o renascimento das “Tertúlias do Comercial” extintas na sequência da “suspensão” do “Comércio do Porto”.
Francisco Assis não precisa que lhe lembre, mas a batalha mais importante é sempre a que se segue.
António Moreira
O Povo é quem mais ordena

E, desta vez escolheu Valentim Loureiro, em Gondomar, escolheu Isaltino Morais em Oeiras, Fátima Felgueiras, em Felgueiras e Rui Rio no Porto.
É verdade que escolheu muitos outros, como Mesquita Machado em Braga ou Luis Menezes em Gaia, e também é verdade que, em Amarante não escolheu Avelino Ferreira Torres, em Leiria Isabel Damasceno nem, em Lisboa, escolheu Manuel Carrilho.
Naturalmente que já começaram a ser feitas as mais diversas leituras, com base nos resultados destas eleições e, muitas delas, procuram analisar as causas ou efeitos destas eleições na qualidade da democracia ou, ao contrário, da qualidade da democracia nestas eleições.
Sendo mais um a fazer o mesmo, tenho o mesmo direito e legitimidade para o fazer, que qualquer jornalista, qualquer militante ou dirigente partidário ou mesmo que qualquer comentador “independente”.
O povo que escolheu Valentim Loureiro, em Gondomar, que escolheu Isaltino Morais em Oeiras, que escolheu Fátima Felgueiras, em Felgueiras e que escolheu Rui Rio no Porto (sim porque insisto na ideia que Rui Rio faz parte deste grupo) é, sem tirar nem pôr o mesmo povo que em Amarante não escolheu Avelino Ferreira Torres, em Leiria, não escolheu Isabel Damasceno, nem, em Lisboa, escolheu Manuel Carrilho.
É o povo que discute política com a mesma paixão * com que discute futebol.
É o povo que prefere a telenovela ao debate político.
É o povo a quem mais de que os programas interessa o aspecto ou a vida privada dos candidatos
É o povo que em lugar de ideias aceita aventais, isqueiros e, este ano, até chouriços.
Enfim, podia continuar até à exaustão, mas, trinta e um anos depois de Abril …..
É este povo que é o nosso
O Povo que mais ordena.
Já agora os resultados (reais) do Porto:
Inscritos 234.749
Votantes 137.375 58,52%
Abstenção 97.374 41,48%
PSD/CDS 63.426 27,02% (e não 46,17%)
PS 49.647 21,15% (e não 36,14%)
Volto, em breve, com as boas notícias para Francisco Assis e demais pessoas sérias.
António Moreira
É verdade que escolheu muitos outros, como Mesquita Machado em Braga ou Luis Menezes em Gaia, e também é verdade que, em Amarante não escolheu Avelino Ferreira Torres, em Leiria Isabel Damasceno nem, em Lisboa, escolheu Manuel Carrilho.
Naturalmente que já começaram a ser feitas as mais diversas leituras, com base nos resultados destas eleições e, muitas delas, procuram analisar as causas ou efeitos destas eleições na qualidade da democracia ou, ao contrário, da qualidade da democracia nestas eleições.
Sendo mais um a fazer o mesmo, tenho o mesmo direito e legitimidade para o fazer, que qualquer jornalista, qualquer militante ou dirigente partidário ou mesmo que qualquer comentador “independente”.
O povo que escolheu Valentim Loureiro, em Gondomar, que escolheu Isaltino Morais em Oeiras, que escolheu Fátima Felgueiras, em Felgueiras e que escolheu Rui Rio no Porto (sim porque insisto na ideia que Rui Rio faz parte deste grupo) é, sem tirar nem pôr o mesmo povo que em Amarante não escolheu Avelino Ferreira Torres, em Leiria, não escolheu Isabel Damasceno, nem, em Lisboa, escolheu Manuel Carrilho.
É o povo que discute política com a mesma paixão * com que discute futebol.
É o povo que prefere a telenovela ao debate político.
É o povo a quem mais de que os programas interessa o aspecto ou a vida privada dos candidatos
É o povo que em lugar de ideias aceita aventais, isqueiros e, este ano, até chouriços.
Enfim, podia continuar até à exaustão, mas, trinta e um anos depois de Abril …..
É este povo que é o nosso
O Povo que mais ordena.
Já agora os resultados (reais) do Porto:
Inscritos 234.749
Votantes 137.375 58,52%
Abstenção 97.374 41,48%
PSD/CDS 63.426 27,02% (e não 46,17%)
PS 49.647 21,15% (e não 36,14%)
Volto, em breve, com as boas notícias para Francisco Assis e demais pessoas sérias.
António Moreira
domingo, outubro 09, 2005
sexta-feira, outubro 07, 2005
Se o ridículo matasse...

«Grande Prémio Histórico do Porto - 2005» , que esta quinta-feira foi lançado no Porto.
Trata-se de uma obra com 160 páginas e abundantemente ilustrada (mais de 660 fotos), que retrata todas as vertentes - desportivas e sociais - de um evento já considerado o melhor Historic Festival do ano em todo o mundo, cuja iniciativa pertenceu à autarquia portuense.
«A realização do Grande Prémio Histórico do Porto foi, acima de tudo, a concretização de um sonho, que nos trouxe a responsabilidade de o consagrar e de lhe dar sequência nos anos ímpares.
Quanto a esta obra, trata-se do livro do primeiro novo Circuito da Boavista», declarou, na ocasião, o Presidente da CMP.
De acordo com a Talento, a empresa promotora do evento, o Grande Prémio Histórico do Porto - 2005 foi o acontecimento automobilístico com maior retorno mediático em toda a história da modalidade em Portugal e o evento de automobilismo de pista com maior número de participantes (350 carros e 436 pilotos).
António Moreira
Apelo
Segundo as sondagens, existe hoje a possibilidade de Rui Rio perder. Essa possibilidade televisiva, mediática, serve para prejudicar Teixeira Lopes que fez uma campanha aguerrida e Rui Sá que foi mais uma vez a muleta de Rui Rio, transfere votos desses para o PS. Só assim se derrotará Rio. No caso de Teixeira Lopes é mais grave, porque me parece que mereceria ser eleito e se calhar poderia merecer a Cultura.
A todos os portuenses que não estão satisfeitos com nenhum candidato, ou votam em alguém que dificilmente retira a presidência a Rui Rio, deixo um apelo:
- Pensem nos difíceis tempos que se avizinham e no amor que todos temos à cidade. Depois deste embate, existem feridas que importa curar, existe uma maioria de esquerda que não pode deixar-se governar pela direita. Existem ideias, umas melhores do que outras, vontades, responsabilidades, empenhos e respeito que só serão úteis se adstritos a quem se importar em juntar todos.
- Não elejam o Presidente de alguns, elejam alguém que se lembre que é o presidente de todos.
A todos os portuenses que não estão satisfeitos com nenhum candidato, ou votam em alguém que dificilmente retira a presidência a Rui Rio, deixo um apelo:
- Pensem nos difíceis tempos que se avizinham e no amor que todos temos à cidade. Depois deste embate, existem feridas que importa curar, existe uma maioria de esquerda que não pode deixar-se governar pela direita. Existem ideias, umas melhores do que outras, vontades, responsabilidades, empenhos e respeito que só serão úteis se adstritos a quem se importar em juntar todos.
- Não elejam o Presidente de alguns, elejam alguém que se lembre que é o presidente de todos.

P.S. - Este apelo atinge também o Moreira, que sentirse-à culpado se o empate for por um voto. Por isso lhe recomendo este filme de Antonioni, Fellini entre outros.
Os assuntos dificeis
Como calculam a campanha tem-nos tomado todo o tempo livre – e às vezes o tempo de sono e de trabalho.
Não posso deixar de abordar o caso da denúncia de Rui Rio, sobre um candidato PS, engenheiro civil, 30º da lista (estão lá agora 18 deputados PS), e bem conhecido da malta do Sede.
Na verdade foi Nuno Cardoso quem lhe instaurou o processo disciplinar, e foi Rio quem o concluiu. O caso de Alferes Malheiro só existiu para adornar o que Rio queria dizer no Debate. È que se Rio fosse sério, falaria da suspensão de 15 meses do Eng. Batista, hoje quadro da SRU sobre o mesmo processo da Rua Alferes Malheiro.
Dir-me-ão que, no entanto, a presença de um candidato envolvido num processo destes deveria estar ausente do processo político, provavelmente tem razão, embora muitos dos candidatos de vários partidos tem ligação directas e indirectas aos municípios, sem que isso possa ser visto como procedimento inadequado. Mas, no entanto concordo, não devia ter ido, fez bem em renunciar, e faz melhor em tratar de esclarecer a clareza da sua honra que irrecuperavelmente está atacada.
No fundo fez-se um julgamento sumário naquela noite, falando de um processo interno já encerrado, segundo Rio desafiado pelo PS.
Lamento, é que no calor político se joguem as pessoas como objectos, no estrito âmbito da hipocrisia, como armas de um jogo do qual só indirectamente fazem parte.
O Daniel Jorge tem que se deparar com a responsabilidade dos seus actos, essa nada tem de político e a ele lhe incumbe. Tal como o antigo assessor de Figueiredo. Aquele simpático arquitecto a quem pespegaram um processo. È que um é do PS, funcionário e foi instruído disciplinarmente por Cardoso e o outro foi nomeado pelo PSD/PP e corrido depois, provocando a demissão de um vereador que nunca mais se viu. Estará porventura instalado na poltrona, com o seu whisky, a torcer para um dos lados.
Fica, finalmente, clara uma coisa, os partidos funcionam mal! Porque uma lista feita sob os telefones do escritório de Cardoso, com as influências e anuências de Assis, nunca substitui correctamente a sua composição e eleição em assembleias partidárias.
È que este caso pode ou não prejudicar Assis na pequena diferença que agora se regista, se sim é a catástrofe de um trabalho árduo, se não, servirá provavelmente para mostrar que Rio não é mais sério que o socialista, antes pelo contrário, porque já agora poderiam ser falados os casos que ainda impendem sobre um ex-chefe de policia da lista de Rio, e ninguém foi por aí….
Não posso deixar de abordar o caso da denúncia de Rui Rio, sobre um candidato PS, engenheiro civil, 30º da lista (estão lá agora 18 deputados PS), e bem conhecido da malta do Sede.
Na verdade foi Nuno Cardoso quem lhe instaurou o processo disciplinar, e foi Rio quem o concluiu. O caso de Alferes Malheiro só existiu para adornar o que Rio queria dizer no Debate. È que se Rio fosse sério, falaria da suspensão de 15 meses do Eng. Batista, hoje quadro da SRU sobre o mesmo processo da Rua Alferes Malheiro.
Dir-me-ão que, no entanto, a presença de um candidato envolvido num processo destes deveria estar ausente do processo político, provavelmente tem razão, embora muitos dos candidatos de vários partidos tem ligação directas e indirectas aos municípios, sem que isso possa ser visto como procedimento inadequado. Mas, no entanto concordo, não devia ter ido, fez bem em renunciar, e faz melhor em tratar de esclarecer a clareza da sua honra que irrecuperavelmente está atacada.
No fundo fez-se um julgamento sumário naquela noite, falando de um processo interno já encerrado, segundo Rio desafiado pelo PS.
Lamento, é que no calor político se joguem as pessoas como objectos, no estrito âmbito da hipocrisia, como armas de um jogo do qual só indirectamente fazem parte.
O Daniel Jorge tem que se deparar com a responsabilidade dos seus actos, essa nada tem de político e a ele lhe incumbe. Tal como o antigo assessor de Figueiredo. Aquele simpático arquitecto a quem pespegaram um processo. È que um é do PS, funcionário e foi instruído disciplinarmente por Cardoso e o outro foi nomeado pelo PSD/PP e corrido depois, provocando a demissão de um vereador que nunca mais se viu. Estará porventura instalado na poltrona, com o seu whisky, a torcer para um dos lados.
Fica, finalmente, clara uma coisa, os partidos funcionam mal! Porque uma lista feita sob os telefones do escritório de Cardoso, com as influências e anuências de Assis, nunca substitui correctamente a sua composição e eleição em assembleias partidárias.
È que este caso pode ou não prejudicar Assis na pequena diferença que agora se regista, se sim é a catástrofe de um trabalho árduo, se não, servirá provavelmente para mostrar que Rio não é mais sério que o socialista, antes pelo contrário, porque já agora poderiam ser falados os casos que ainda impendem sobre um ex-chefe de policia da lista de Rio, e ninguém foi por aí….
quinta-feira, outubro 06, 2005
O Ambiente do Metro....

Foi notícia, há uns dias, que Oliveira Marques teria apresentado a sua demissão da empresa Metro do Porto, alegadamente por entender que ali se verificava um "mau ambiente".
Estranhamente, apenas o anúncio da sua saída terá sido suficiente para que o "ambiente" na empresa melhorasse, o que...
Terá permitido a Oliveira Marques repensar a sua posição e resolver que, afinal, já não sai...
Aguarda-se para ver agora o efeito desta reviravolta no "ambiente" da empresa.
(Longe de mim a ideia de comentar os comentários sobre as motivações de "jobs for the boys" escritos quando da sua, anunciada, saída, ou o silêncio sobre esta mudança de ideias)
António Moreira
A luta aquece
O JN prenda-nos com esta reliquia da estatistica eleitoral! Sinceramente parece-me desfazada da realidade.
Ontem, ainda por cima o debate demonstrou que o actual Presidente da CMP continua em "esvaziamento"...
Já agora as declarações de Fernando Cabral:
"Pelo que conheço dele e da sua conduta, deduzo que não tem amor à cidade", argumentou. "É inadmissível que tenha desprezado o clube que tem mais representação no Porto", disse, referindo-se ao conflito do actual autarca com o FCP. Resistindo a declarar o seu apoio ao candidato do PS -"Não o posso dizer, porque sou do PPD desde 1974. Não me ficaria bem." -, afirmou, no entanto, que deseja "a Assis as maiores felicidades".
Ontem, ainda por cima o debate demonstrou que o actual Presidente da CMP continua em "esvaziamento"...
Já agora as declarações de Fernando Cabral:
"Pelo que conheço dele e da sua conduta, deduzo que não tem amor à cidade", argumentou. "É inadmissível que tenha desprezado o clube que tem mais representação no Porto", disse, referindo-se ao conflito do actual autarca com o FCP. Resistindo a declarar o seu apoio ao candidato do PS -"Não o posso dizer, porque sou do PPD desde 1974. Não me ficaria bem." -, afirmou, no entanto, que deseja "a Assis as maiores felicidades".
terça-feira, outubro 04, 2005
Prémio Nobel da Medicina 2005

Observar, pensar, experimentar, fascinar e contribuir para abrir um “milhão de perguntas à nossa volta!
Parabéns Warren and Marshall pelos artigos publicados na Lancet em 1983, e para o Nobel da Medicina em 2005.
Tudo parecia demasiado simples quando Warren and Marshall estabeleceram uma ligação de causa-efeito entre a presença de uma bactéria no estômago e o aparecimento de doença gástrica (gastrites e ulceras), baseando esta relação apenas na observação. Era tão simples que foi difícil de acreditar. Foi necessário comprovar experimentalmente, e um dos cientistas resolveu mesmo infectar-se, bebendo um soluto com bactérias chamadas Helicobacter pylori para demonstrar que era verdade, fazendo auto-experimentação.
Mas mais do que estabelecer a relação de causa (infecção pelo Helicobacter pylori ) e efeito (inflamação do estômago - gastrite), foi também possível demonstrar que ao tratar a infecção com antibióticos, a doença desaparecia. Este foi o primeiro facto que fez substituir o tratamento cirúrgico das úlceras do estômago pelo tratamento (da infecção por Helicobacter pylori) com antibióticos.
Mas também foram estes, os primeiros passos, para abrir um fascinante mundo da investigação, pesquisando mais sobre a bactéria (que são muitas e diferentes) mas também mais sobre o hospedeiro (doente), na tentativa da compreensão do papel desta bactéria como agente iniciador de doença do estômago, inclusivamente em alguns casos, de cancro do estômago.
Perceber como uma bactéria desencadeia uma série de modificações nas células do hospedeiro que infecta, e de que modo as torna visivelmente e funcionalmente diferentes, permanece um grande enigma. É fascinante perceber quando e que meios usa esta bactéria para modificar o programa e comportamento das nossas células normais do estômago, tornando-as doentes. Porque se percebermos, quando e como, será possível arranjar ferramentas terapêuticas para controlar a doença.
Parabéns de novo ao Warren e Mashall , mas parabéns a todos que investigam mais e mais sobre este assunto, à Céu, ao Zé Carlos, à Maria, à Fátima, e a todos que contribuem para observar melhor, pensar mais, experimentar sempre, e contribuir para perguntar de novo, conhecendo melhor como tudo se processa. E que este prémio Nobel sirva também como um estímulo adicional para os nossos estudantes, Paulo, Gonçalo e Ana(s), que começam agora a investigar à volta deste tema.
Foi um grande dia para Warren e Marshall mas também para nós que nos entusiasmamos e fascinamos todos os dias, no meu grupo e noutros grupos do IPATIMUP, pela investigação científica.
Parabéns Warren and Marshall pelos artigos publicados na Lancet em 1983, e para o Nobel da Medicina em 2005.
Tudo parecia demasiado simples quando Warren and Marshall estabeleceram uma ligação de causa-efeito entre a presença de uma bactéria no estômago e o aparecimento de doença gástrica (gastrites e ulceras), baseando esta relação apenas na observação. Era tão simples que foi difícil de acreditar. Foi necessário comprovar experimentalmente, e um dos cientistas resolveu mesmo infectar-se, bebendo um soluto com bactérias chamadas Helicobacter pylori para demonstrar que era verdade, fazendo auto-experimentação.
Mas mais do que estabelecer a relação de causa (infecção pelo Helicobacter pylori ) e efeito (inflamação do estômago - gastrite), foi também possível demonstrar que ao tratar a infecção com antibióticos, a doença desaparecia. Este foi o primeiro facto que fez substituir o tratamento cirúrgico das úlceras do estômago pelo tratamento (da infecção por Helicobacter pylori) com antibióticos.
Mas também foram estes, os primeiros passos, para abrir um fascinante mundo da investigação, pesquisando mais sobre a bactéria (que são muitas e diferentes) mas também mais sobre o hospedeiro (doente), na tentativa da compreensão do papel desta bactéria como agente iniciador de doença do estômago, inclusivamente em alguns casos, de cancro do estômago.
Perceber como uma bactéria desencadeia uma série de modificações nas células do hospedeiro que infecta, e de que modo as torna visivelmente e funcionalmente diferentes, permanece um grande enigma. É fascinante perceber quando e que meios usa esta bactéria para modificar o programa e comportamento das nossas células normais do estômago, tornando-as doentes. Porque se percebermos, quando e como, será possível arranjar ferramentas terapêuticas para controlar a doença.
Parabéns de novo ao Warren e Mashall , mas parabéns a todos que investigam mais e mais sobre este assunto, à Céu, ao Zé Carlos, à Maria, à Fátima, e a todos que contribuem para observar melhor, pensar mais, experimentar sempre, e contribuir para perguntar de novo, conhecendo melhor como tudo se processa. E que este prémio Nobel sirva também como um estímulo adicional para os nossos estudantes, Paulo, Gonçalo e Ana(s), que começam agora a investigar à volta deste tema.
Foi um grande dia para Warren e Marshall mas também para nós que nos entusiasmamos e fascinamos todos os dias, no meu grupo e noutros grupos do IPATIMUP, pela investigação científica.
Raquel Seruca
A Campanha continua (ou sugestões para fotomontagem....)

Alegre / Soares ?
Rio / Assis ?
Marques Mendes/ Valentim ?
Cavaco / Soares ?
Sócrates / Vitorino ?
........
(já agora podem identificar os reais que há prémio)
António Moreira
Pérolas de Rui Rio
O programa de Rui Rio finalmente apareceu. São tantas as pérolas que só a sua leitura integral pode informar da totalidade da sua incompetencia. No entanto, fizemos um pequeno resumo:
(...)Há problemas que se foram agravando, como é o caso da poluição dos cursos de água — especialmente do Douro — e das praias e a que é preciso dar resposta. (ai sim?)
Todos estes instrumentos de acção foram discutidos e retidos no programa que se segue. Há quatro anos, produzimos novecentas páginas de estudos para reter cerca de trinta como programa. Desta vez aconteceu situação parecida, com a diferença de que nos aplicámos no aligeiramento formal da apresentação, para fazer com que o maior número de eleitores leia o programa. Adicionámos, quando adequada, uma menção ao que já foi feito em cada domínio enunciado. (novecentas páginas, situação parecida, aligeiramento formal, maior numero de leitores! Bom lá lata tem!)
Porém, nunca o Porto avançou tanto no combate à exclusão social. (e tão bem!)
O grupo de Saúde e Protecção Social da FEANTSA aconselhou todos os estados membros a “seguir o exemplo do Porto, sublinhando as boas práticas desenvolvidas na luta pela inclusão de todos os cidadãos excluídos”. (sigam a FEANTSA, quem sabe da qui a 4 anos será a FORTUIMDERT!)
Apostámos na requalificação profunda dos bairros mais problemáticos (Bairro S. João de Deus, por exemplo),
O Presidente da Câmara, como provedor da Cidade, irá exigir também do Ministério da Educação que assuma as suas responsabilidades, ao nível das escolas dos 2º e 3º ciclos e secundárias, nomeadamente na decisão final para a instalação do Conservatório de Música do Porto, da sobrelotação da Escola Secundária Artística Soares dos Reis e sobretudo, no avanço do Programa “Rede EDUTEC”, onde as escolas secundárias Fontes Pereira de Melo, Infante D. Henrique e Oliveira Martins estão incluídas desde a primeira hora. (ai vai exigir! Agora, tão cedo!)
Nesse sentido, consideramos muito positivos os resultados alcançados com os projectos “Vamos Nadar”, “Xeque Mate”, “Estrelas vão à Escola”, “Karaté”, “Desporto Fora do Sítio”, “Anda Porto”, “Saltos na Ponte”, “Desporto no Rio”, entre muitos outros, para além dos dedicados
essencialmente aos cidadãos com deficiência. (Sim senhor, grande trabalho!)
Importa recuperar o Futebol Amador na Cidade. Lamentavelmente, a Associação de Futebol do Porto tem perdido, nos últimos anos, muitos clubes desportivos de futebol, por despovoamento do centro e por falta de campos onde os jovens possam praticar desporto. (Ui que belo trabalho dos últimos 4 anos – perguntem aos clubes. Eu joguei em 2)
“Finalmente, deverá ser apoiado o associativismo desportivo, em especial de pequena dimensão” programa de RUI RIO 2001
A Câmara Municipal tem que conceptualizar e implementar um “Contrato de Cidade”, através da Porto Vivo – Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), que oriente quem gere e quem intervém, que veicule as entidades tutelares, que comunique uma estratégia aos investidores, com vista à verdadeira reabilitação urbana. É isso que nos propomos fazer. (ainda não conceptualizou?)
Isto é possível através da revisão da tipologia da habitação, sem alterar a tipologia arquitectónica. (quem escreveu isto?????????? Não sabe o que quer dizer tipologia)
Reanimar o centro da Cidade passa também por concretizar o projecto “Porto Cidade de Ciência”. (pensei que estava concretizado????)
É, aliás, dentro desta lógica que surgirá a reabilitação do Mercado do Bolhão, a exemplo do que outras grandes cidades europeias já fizeram com os seus mercados de referência, fazendo conviver a sua componente tradicional com uma mais moderna.
Iremos, assim, perseguir com mais insistência o objectivo da transparência e da rapidez na aprovação de projectos que cumpram escrupulosamente as regras do PDM, bem como a restante regulamentação para edificações urbanas e continuar a rejeitar e até a reprovar os que não se coadunem com o ordenamento existente. (Finalmente justificada a saída do Paulo Morais!)
Não é intelectualmente sério anunciar iniciativas pontuais e desgarradas de um plano verdadeiramente assumido pela Cidade.
Chegados à Foz deparamos com um conjunto de praias que fizeram as delícias e trataram a saúde de tantos portuenses e cidadãos do interior e que, lamentavelmente, hoje estão poluídas. Teremos que assumir o seu tratamento em prol da sua qualificação progressiva, para merecerem a “bandeira azul” e serem devolvidas e fruídas intensamente pela população. (olha uma promessa!)
O Metro de superfície, vulgarmente designado por eléctrico rápido, que temos na AMP, constitui,
assim, um projecto decisivo para melhorar a mobilidade no Porto.(COMO?????????)
Eventual alargamento da rede de corredores bus nas áreas de maior oferta; (eventual ou virtual?)
— Implementação da rede de eléctricos históricos através da extensão do seu circuito na Baixa
do Porto, (Restauração, Cordoaria, Universidade do Porto, Hospital de Santo António,
Restauração e que poderá talvez entrar em serviço já este ano), à Praça - R. 31 de Janeiro - Sta.
Catarina - R. de Ceuta - Leões; (ai os carris…)
Ainda no presente mandato e, no âmbito desta iniciativa ligada ao “Porto, Cidade de Ciência”, Hanna Damásio e António Damásio serão homenageados. (a escola de Jorge Sampaio – o aviso de homenagens num programa eleitoral – que dizer?)
Por isso, o futuro da Cidade passa por uma aposta na cultura e por um reforço do sentimento de
cidadania e da integração na comunidade. A cultura tem, assim, de ser factor de desenvolvimento e de coesão social. (atão a calculadora?????)
Este projecto deverá espelhar um conceito de cultura plural, com dinâmicas multiformes e sentidos diversos em que sejam visíveis:
— a qualidade e a inovação das actividades;
— a eficiência da gestão dos equipamentos culturais;
— a capacidade de mobilização de públicos – para além da cultura erudita importa valorizar as
culturas tradicionais em que a Cidade é rica;
— a articulação entre as diversas instituições;
— uma forte estrutura de divulgação, de coordenação e de marketing;
Todos estes instrumentos de acção foram discutidos e retidos no programa que se segue. Há quatro anos, produzimos novecentas páginas de estudos para reter cerca de trinta como programa. Desta vez aconteceu situação parecida, com a diferença de que nos aplicámos no aligeiramento formal da apresentação, para fazer com que o maior número de eleitores leia o programa. Adicionámos, quando adequada, uma menção ao que já foi feito em cada domínio enunciado. (novecentas páginas, situação parecida, aligeiramento formal, maior numero de leitores! Bom lá lata tem!)
Porém, nunca o Porto avançou tanto no combate à exclusão social. (e tão bem!)
O grupo de Saúde e Protecção Social da FEANTSA aconselhou todos os estados membros a “seguir o exemplo do Porto, sublinhando as boas práticas desenvolvidas na luta pela inclusão de todos os cidadãos excluídos”. (sigam a FEANTSA, quem sabe da qui a 4 anos será a FORTUIMDERT!)
Apostámos na requalificação profunda dos bairros mais problemáticos (Bairro S. João de Deus, por exemplo),
O Presidente da Câmara, como provedor da Cidade, irá exigir também do Ministério da Educação que assuma as suas responsabilidades, ao nível das escolas dos 2º e 3º ciclos e secundárias, nomeadamente na decisão final para a instalação do Conservatório de Música do Porto, da sobrelotação da Escola Secundária Artística Soares dos Reis e sobretudo, no avanço do Programa “Rede EDUTEC”, onde as escolas secundárias Fontes Pereira de Melo, Infante D. Henrique e Oliveira Martins estão incluídas desde a primeira hora. (ai vai exigir! Agora, tão cedo!)
Nesse sentido, consideramos muito positivos os resultados alcançados com os projectos “Vamos Nadar”, “Xeque Mate”, “Estrelas vão à Escola”, “Karaté”, “Desporto Fora do Sítio”, “Anda Porto”, “Saltos na Ponte”, “Desporto no Rio”, entre muitos outros, para além dos dedicados
essencialmente aos cidadãos com deficiência. (Sim senhor, grande trabalho!)
Importa recuperar o Futebol Amador na Cidade. Lamentavelmente, a Associação de Futebol do Porto tem perdido, nos últimos anos, muitos clubes desportivos de futebol, por despovoamento do centro e por falta de campos onde os jovens possam praticar desporto. (Ui que belo trabalho dos últimos 4 anos – perguntem aos clubes. Eu joguei em 2)
“Finalmente, deverá ser apoiado o associativismo desportivo, em especial de pequena dimensão” programa de RUI RIO 2001
A Câmara Municipal tem que conceptualizar e implementar um “Contrato de Cidade”, através da Porto Vivo – Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), que oriente quem gere e quem intervém, que veicule as entidades tutelares, que comunique uma estratégia aos investidores, com vista à verdadeira reabilitação urbana. É isso que nos propomos fazer. (ainda não conceptualizou?)
Isto é possível através da revisão da tipologia da habitação, sem alterar a tipologia arquitectónica. (quem escreveu isto?????????? Não sabe o que quer dizer tipologia)
Reanimar o centro da Cidade passa também por concretizar o projecto “Porto Cidade de Ciência”. (pensei que estava concretizado????)
É, aliás, dentro desta lógica que surgirá a reabilitação do Mercado do Bolhão, a exemplo do que outras grandes cidades europeias já fizeram com os seus mercados de referência, fazendo conviver a sua componente tradicional com uma mais moderna.
Iremos, assim, perseguir com mais insistência o objectivo da transparência e da rapidez na aprovação de projectos que cumpram escrupulosamente as regras do PDM, bem como a restante regulamentação para edificações urbanas e continuar a rejeitar e até a reprovar os que não se coadunem com o ordenamento existente. (Finalmente justificada a saída do Paulo Morais!)
Não é intelectualmente sério anunciar iniciativas pontuais e desgarradas de um plano verdadeiramente assumido pela Cidade.
Chegados à Foz deparamos com um conjunto de praias que fizeram as delícias e trataram a saúde de tantos portuenses e cidadãos do interior e que, lamentavelmente, hoje estão poluídas. Teremos que assumir o seu tratamento em prol da sua qualificação progressiva, para merecerem a “bandeira azul” e serem devolvidas e fruídas intensamente pela população. (olha uma promessa!)
O Metro de superfície, vulgarmente designado por eléctrico rápido, que temos na AMP, constitui,
assim, um projecto decisivo para melhorar a mobilidade no Porto.(COMO?????????)
Eventual alargamento da rede de corredores bus nas áreas de maior oferta; (eventual ou virtual?)
— Implementação da rede de eléctricos históricos através da extensão do seu circuito na Baixa
do Porto, (Restauração, Cordoaria, Universidade do Porto, Hospital de Santo António,
Restauração e que poderá talvez entrar em serviço já este ano), à Praça - R. 31 de Janeiro - Sta.
Catarina - R. de Ceuta - Leões; (ai os carris…)
Ainda no presente mandato e, no âmbito desta iniciativa ligada ao “Porto, Cidade de Ciência”, Hanna Damásio e António Damásio serão homenageados. (a escola de Jorge Sampaio – o aviso de homenagens num programa eleitoral – que dizer?)
Por isso, o futuro da Cidade passa por uma aposta na cultura e por um reforço do sentimento de
cidadania e da integração na comunidade. A cultura tem, assim, de ser factor de desenvolvimento e de coesão social. (atão a calculadora?????)
Este projecto deverá espelhar um conceito de cultura plural, com dinâmicas multiformes e sentidos diversos em que sejam visíveis:
— a qualidade e a inovação das actividades;
— a eficiência da gestão dos equipamentos culturais;
— a capacidade de mobilização de públicos – para além da cultura erudita importa valorizar as
culturas tradicionais em que a Cidade é rica;
— a articulação entre as diversas instituições;
— uma forte estrutura de divulgação, de coordenação e de marketing;
— a vontade de ser um projecto que contribua para a inclusão social.
(sem comentários)
— fazer uma avaliação nos museus municipais, quanto à sua organização e qualidade de prestação de serviços e exigir do Ministério da Cultura uma gestão competente e eficaz do Museu Soares dos Reis, cujo espólio pertence em larga escala à CMP e que hoje tem um fraquíssimo número de visitantes; (xiiiiiiiiii! Que jogo sujo)
Animação de rua e de bairro – não podemos esquecer o carácter festivo, tradicional do Porto e das suas gentes. Vale a pena, por isso, estimular projectos que envolvam a população e que sejam estudados para animar as condições de vivência dos cidadãos, nos espaços de rua e de bairro. (às vezes animam atirando sapatos e tachos nas campanhas eleitorais!)
Manter e melhorar os apoios à Festa de S. João, como festa popular – respeitando o profundo sentimento da Cidade, nesta grande festividade com projecção nacional e internacional. (só se for em Gaia)
— Recuperação efectiva da Ponte D. Maria Pia. (quer dizer que se pode recuperar sem ser de forma efectiva?será como afectiva)
O relançamento do Grande Prémio Histórico do Porto - Circuito da Boavista, mostrou claramente como é possível assumir iniciativas de grande vulto, contar com o empenho de um vasto leque de Portuenses que acreditam no sucesso e na imagem internacional e nacional da Cidade. a iniciativa encheu a Cidade de turistas, nacionais e estrangeiros, mobilizou os Portuenses e a Cidade em geral e foi qualificada como um dos maiores êxitos conseguidos no âmbito de um turismo que se pretende diversificado com enorme reconhecimento internacional.
(presunção e água benta….)
A verdade é que a Autarquia vem praticando uma nova concepção de serviço público, menos verticalizada e dividida, mais assente no diálogo entre serviços e, sobretudo, no diálogo com o Cidadão, razão última e única da sua existência.
Reconhecemos que há um sector fundamental ao desenvolvimento – Serviço de Licenciamentos e Edificações Urbanas – onde esta “revolução” ainda não se fez sentir de forma evidente. O licenciamento é um dos principais problemas do relacionamento da Câmara com o Público.
(a sério? Ninguém reparou…..)
A Câmara Municipal contribuirá activamente para a afirmação do Porto como CAPITAL NACIONAL DA JUVENTUDE, pelo que, para isso, e entre outras iniciativas, realizará anualmente uma iniciativa de grande impacto em que comemorará o Dia Internacional da Juventude. Nessa ocasião, instituirá o “Prémio Anual de Juventude”, através do qual serão premiadas personalidades, instituições ou empresas que mais se tenham destacado no apoio efectivo aos jovens.
(sem comentários)
— fazer uma avaliação nos museus municipais, quanto à sua organização e qualidade de prestação de serviços e exigir do Ministério da Cultura uma gestão competente e eficaz do Museu Soares dos Reis, cujo espólio pertence em larga escala à CMP e que hoje tem um fraquíssimo número de visitantes; (xiiiiiiiiii! Que jogo sujo)
Animação de rua e de bairro – não podemos esquecer o carácter festivo, tradicional do Porto e das suas gentes. Vale a pena, por isso, estimular projectos que envolvam a população e que sejam estudados para animar as condições de vivência dos cidadãos, nos espaços de rua e de bairro. (às vezes animam atirando sapatos e tachos nas campanhas eleitorais!)
Manter e melhorar os apoios à Festa de S. João, como festa popular – respeitando o profundo sentimento da Cidade, nesta grande festividade com projecção nacional e internacional. (só se for em Gaia)
— Recuperação efectiva da Ponte D. Maria Pia. (quer dizer que se pode recuperar sem ser de forma efectiva?será como afectiva)
O relançamento do Grande Prémio Histórico do Porto - Circuito da Boavista, mostrou claramente como é possível assumir iniciativas de grande vulto, contar com o empenho de um vasto leque de Portuenses que acreditam no sucesso e na imagem internacional e nacional da Cidade. a iniciativa encheu a Cidade de turistas, nacionais e estrangeiros, mobilizou os Portuenses e a Cidade em geral e foi qualificada como um dos maiores êxitos conseguidos no âmbito de um turismo que se pretende diversificado com enorme reconhecimento internacional.
(presunção e água benta….)
A verdade é que a Autarquia vem praticando uma nova concepção de serviço público, menos verticalizada e dividida, mais assente no diálogo entre serviços e, sobretudo, no diálogo com o Cidadão, razão última e única da sua existência.
Reconhecemos que há um sector fundamental ao desenvolvimento – Serviço de Licenciamentos e Edificações Urbanas – onde esta “revolução” ainda não se fez sentir de forma evidente. O licenciamento é um dos principais problemas do relacionamento da Câmara com o Público.
(a sério? Ninguém reparou…..)
A Câmara Municipal contribuirá activamente para a afirmação do Porto como CAPITAL NACIONAL DA JUVENTUDE, pelo que, para isso, e entre outras iniciativas, realizará anualmente uma iniciativa de grande impacto em que comemorará o Dia Internacional da Juventude. Nessa ocasião, instituirá o “Prémio Anual de Juventude”, através do qual serão premiadas personalidades, instituições ou empresas que mais se tenham destacado no apoio efectivo aos jovens.
Informação de Debate

Amanhã, dia 5 de Outubro, haverá um debate na RTP1, que alguns dizem decisivo para o desfecho na campanha do Municipio do Porto. A não perder - às 22.00h!
A pergunta
Vou abster-me, para já, de discutir a questão do aborto. Em parte porque já aqui publiquei a minha opinião, frontalmente contra qualquer tipo de liberalização, em parte porque se trata de uma temática à qual quero voltar apenas quando necessário e produtivo.
No entanto, a pergunta para o referendo já ai está. Foi já aprovada pela Assembleia da Republica. Acontece que dessa pergunta volta a fazer parte a expressão “…por opção da mulher…”. E só essa pequena expressão é já suficiente para que nenhum cidadão de corpo e mente inteiro venha alguma vez a votar "sim" em semelhante consulta à população.
É certo que a questão do inicio da vida humana e da sua propriedade é algo que está ainda longe do consenso e que é, simultaneamente, o principio e o fim da problemática do aborto, mas esta pequena expressão vai muito para além disso. Ela coloca uma pausa no processo civilizacional obrigando tudo e todos, perante a sua eventual aceitação, a assumir como inequívoca a diferença de direitos entre homem e mulher. Não apenas a diferença de género obviamente constatável, que muitos (?muitas?) foram tentando ignorar ao longo dos anos, mas uma assumida diferença de direitos (dos quais decorrem obviamente distintos deveres) entre os dois sexos. Há um direito maior, concretamente a possibilidade de decidir sobre o destino de uma vida humana, que a mulher, só por ser mulher passa a ter e o homem não. Concretizando ainda mais, ambos se encontram em igualdade de circunstâncias perante o facto, aliás da responsabilidade de ambos, mas apenas um tem direitos sobre ele. Mas que grande machadada no longo caminho para a paridade. Mas que grande tiro no pé que as mulheres, enquanto grupo abstracto (todas as mulheres) dão em si mesmas. Mas que enorme desresponsabilização dos homens em relação aos seus actos.
Se eu bem tenho presente, a conquista civilizacional foi sempre no sentido contrário, e ainda é, de procurar a paridade entre sexos aproximando o homem de uma responsabilização em relação à qual estava muitas vezes alheado, por via dos costumes e do processo evolutivo da espécie humana. Como é possível fazer campanhas e desenvolver projectos para uma maior proximidade do homem em relação às questões dos filhos (da sua própria procriação, porque não dize-lo assim?) e simultaneamente desresponsabiliza-lo fazendo com que não tenha qualquer direito sobre o nascimento resultante de um seu acto procriativo.
E que tipo de homem pode aceitar que, sobre a consequência de um seu acto sexual, apenas à mulher caiba o direito de decidir. Que forma tão estranha de abdicar de sermos gente, que anda no mundo por inteiro, e que perante as consequências dos seus actos se reserva o direito de, pelo menos, decidir.
No entanto, a pergunta para o referendo já ai está. Foi já aprovada pela Assembleia da Republica. Acontece que dessa pergunta volta a fazer parte a expressão “…por opção da mulher…”. E só essa pequena expressão é já suficiente para que nenhum cidadão de corpo e mente inteiro venha alguma vez a votar "sim" em semelhante consulta à população.
É certo que a questão do inicio da vida humana e da sua propriedade é algo que está ainda longe do consenso e que é, simultaneamente, o principio e o fim da problemática do aborto, mas esta pequena expressão vai muito para além disso. Ela coloca uma pausa no processo civilizacional obrigando tudo e todos, perante a sua eventual aceitação, a assumir como inequívoca a diferença de direitos entre homem e mulher. Não apenas a diferença de género obviamente constatável, que muitos (?muitas?) foram tentando ignorar ao longo dos anos, mas uma assumida diferença de direitos (dos quais decorrem obviamente distintos deveres) entre os dois sexos. Há um direito maior, concretamente a possibilidade de decidir sobre o destino de uma vida humana, que a mulher, só por ser mulher passa a ter e o homem não. Concretizando ainda mais, ambos se encontram em igualdade de circunstâncias perante o facto, aliás da responsabilidade de ambos, mas apenas um tem direitos sobre ele. Mas que grande machadada no longo caminho para a paridade. Mas que grande tiro no pé que as mulheres, enquanto grupo abstracto (todas as mulheres) dão em si mesmas. Mas que enorme desresponsabilização dos homens em relação aos seus actos.
Se eu bem tenho presente, a conquista civilizacional foi sempre no sentido contrário, e ainda é, de procurar a paridade entre sexos aproximando o homem de uma responsabilização em relação à qual estava muitas vezes alheado, por via dos costumes e do processo evolutivo da espécie humana. Como é possível fazer campanhas e desenvolver projectos para uma maior proximidade do homem em relação às questões dos filhos (da sua própria procriação, porque não dize-lo assim?) e simultaneamente desresponsabiliza-lo fazendo com que não tenha qualquer direito sobre o nascimento resultante de um seu acto procriativo.
E que tipo de homem pode aceitar que, sobre a consequência de um seu acto sexual, apenas à mulher caiba o direito de decidir. Que forma tão estranha de abdicar de sermos gente, que anda no mundo por inteiro, e que perante as consequências dos seus actos se reserva o direito de, pelo menos, decidir.
P.S. Que fique claro que este texto não pressupõe o entendimento de que a vida humana é pertença de algo ou alguem que não esse próprio ser humano, pelo qual todos nós temos obrigação de zelar. Não pressupõe que haja qualquer direito sobre a vida humana por parte dos seus progenitores ou qualquer outra entidade, seja de que natureza for, incluindo divina.
segunda-feira, outubro 03, 2005
O Programa

"A apresentação do Programa ocorrerá durante a primeira semana de Campanha Eleitoral, data a partir da qual o seu conteúdo será disponibilizado neste site."
Ou (em tradução livre)
"Vou demonstrar àqueles gajos da capital que até consigo pôr os morcões do Porto a votar em mim, sem sequer ter que me maçar a escrever um programa"
António Moreira
Mais um(a)
Com o avançar da campanha tudo vale para chamar a atenção, uns vão aos bairros à cata duns tabefes, outros, mascaram a sua natureza, e até já defendem as, tão na moda, parcerias público/privados....António Moreira
As cavalgaduras falantes
O futebol é o divertimento de eleição em Portugal. Em Portugal e não só.
Ontem deleitei-me assistindo a uma emocionante e bem jogada jogatana. Além de divertido teve todos os condimentos de jogo de bola do género que temos a mania de elogiar em Espanha.
Mas não foi essa a razão que me leva a escrever sobre o tema. É que vi o jogo na televisão, para ser mais preciso na TVI. Como não podia navegar até à madeira pus-me em frente da caixa mágica e aumentei o volume.
Foi aqui me surgiram os problemas, é que naquela estação colocaram duas cavalgaduras que estiveram o tempo todo a despejar verbos e substantivos de forma mais ou menos organizada, mas que, filtrando a sua pouca inteligência, resultaram no verdadeiro processo oral de oberar.
Aquilo a que alguns chamam comentadores, transfiguram-se em jumentos e zurraram as mais estapafúrdias obesidades sobre o espectáculo. Foi como ver um excelente filme, num bom cinema, mas com uma irritante musica de fundo do Claiderman. Ou então comer uma excelente refeição num sítio malcheiroso, ou ainda apreciar uma bela pintura na sala aberrante duma tia chique qualquer.
É que os dois especímenes demonstraram ignorância e irritaram o mais calmos dos seres mortais que os ouviam. Apesar de inumanos, o mais curioso era quando em determinadas partes guinchavam uns risos e gargalhofas de que só eles riam. Depois, estes asnos, pareciam gente que nem sequer conseguia disfarçar a sua cor clubista roncando no desgraçado do microfone sempre que uma das equipas demonstrava mais acutilância. Se fossem mesmo racionais dir-se-ia que eram abadalhocadamente tendenciosos – valha-nos a confirmação posterior.
É que para piorar o cenário, os autores destes cagalhotos verbais, demonstravam ainda as deficiências visuais que comprovavam a sua origem animal irracional, que como se sabe acusa os equídeos de profundo daltonismo e de falhas de focagem da retina. Não que a coisa fosse só para um lado, era para os dois, mas sempre seguido de um pestilento comentário que arrojava uma conclusão sobre a qualidade profissional das suas personagens – Magnifico. Digo magnifico pois reduziram a besta aquele macaco que separa o lixo no spot televisivo, e demonstraram como se podem fazer compreender dois bovinos falando de futebol, que às vezes até o faziam em simultâneo, com um a anuir o que o outro ruminava.
Conclui-se que a estação de televisão não deve ter secção de recursos humanos competente, ou então, o responsável do desporto é um homem surdo. Se for esta ultima a situação, devia solicitar uma reprodução legendada (se assim for possível), de forma a que realizem, em consciência, o favor de nos evitarem espectáculos semelhantes.
Não que eu não tivesse tentado ouvir antes os mais competentes homens da rádio. Tipo a TSF ou antena 1, mas os seus mais bem produzidos relatos provoca-nos aquele desprazer de avisar pelos ouvidos o que os olhos vão ver, ainda por cima com sete segundos de intervalo. Ou seja resta-nos a alternativa sugerida por Artur Jorge – baixar o volume e ouvir música clássica. Mas se o fizermos ainda ficamos com a sensação que estamos muito parecidos com o gajo e qualquer dia a falar de “coisas bonitas” e a querer treinar os Mouros por quinze dias. È que ninguém acha bem ver os chutos do Quaresma ao som de Verdi, nem sequer a patroa compreendia a súbita panca da mona que nos estava a dar.
Além do mais, qualquer melodia que fosse impedia-nos de escutar o som ambiente, os bombos irritantes dos Barreiros, o “Pinto da Costa Olé”, e nem sequer os assobios ao árbitro a gente sentia.
Por isso, e porque não resta outro, que não o remédio de ouvir a miséria sonora que nos serve a TVI, só há uma alternativa – reclamar. Eu reclamo mas dou alguma coisa em troca, peço-lhes que respeitem os espectadores, mudem as cavalgaduras falantes, contratem gente com as duas metades do cérebro intactas e se conseguirem, repito se conseguirem, isentos da clubite lisboeta anojentada, que diz que a bola bateu no Baía quando ele defendeu, ou que a defesa do Porto é de papel sempre que um adversário por lá passa, ou, pérola da pérolas, que quando um avançado está para lá da linha de fundo está fora, quando é um defesa não. Se fizerem isso, eu prometo ficar especado a ver os reclamos no intervalo, e quem sabe assistir ao Programa da Júlia durante mais que os 2 segundos habituais (que é o tempo da power box mudar de canal).
Ontem deleitei-me assistindo a uma emocionante e bem jogada jogatana. Além de divertido teve todos os condimentos de jogo de bola do género que temos a mania de elogiar em Espanha.
Mas não foi essa a razão que me leva a escrever sobre o tema. É que vi o jogo na televisão, para ser mais preciso na TVI. Como não podia navegar até à madeira pus-me em frente da caixa mágica e aumentei o volume.
Foi aqui me surgiram os problemas, é que naquela estação colocaram duas cavalgaduras que estiveram o tempo todo a despejar verbos e substantivos de forma mais ou menos organizada, mas que, filtrando a sua pouca inteligência, resultaram no verdadeiro processo oral de oberar.
Aquilo a que alguns chamam comentadores, transfiguram-se em jumentos e zurraram as mais estapafúrdias obesidades sobre o espectáculo. Foi como ver um excelente filme, num bom cinema, mas com uma irritante musica de fundo do Claiderman. Ou então comer uma excelente refeição num sítio malcheiroso, ou ainda apreciar uma bela pintura na sala aberrante duma tia chique qualquer.
É que os dois especímenes demonstraram ignorância e irritaram o mais calmos dos seres mortais que os ouviam. Apesar de inumanos, o mais curioso era quando em determinadas partes guinchavam uns risos e gargalhofas de que só eles riam. Depois, estes asnos, pareciam gente que nem sequer conseguia disfarçar a sua cor clubista roncando no desgraçado do microfone sempre que uma das equipas demonstrava mais acutilância. Se fossem mesmo racionais dir-se-ia que eram abadalhocadamente tendenciosos – valha-nos a confirmação posterior.
É que para piorar o cenário, os autores destes cagalhotos verbais, demonstravam ainda as deficiências visuais que comprovavam a sua origem animal irracional, que como se sabe acusa os equídeos de profundo daltonismo e de falhas de focagem da retina. Não que a coisa fosse só para um lado, era para os dois, mas sempre seguido de um pestilento comentário que arrojava uma conclusão sobre a qualidade profissional das suas personagens – Magnifico. Digo magnifico pois reduziram a besta aquele macaco que separa o lixo no spot televisivo, e demonstraram como se podem fazer compreender dois bovinos falando de futebol, que às vezes até o faziam em simultâneo, com um a anuir o que o outro ruminava.
Conclui-se que a estação de televisão não deve ter secção de recursos humanos competente, ou então, o responsável do desporto é um homem surdo. Se for esta ultima a situação, devia solicitar uma reprodução legendada (se assim for possível), de forma a que realizem, em consciência, o favor de nos evitarem espectáculos semelhantes.
Não que eu não tivesse tentado ouvir antes os mais competentes homens da rádio. Tipo a TSF ou antena 1, mas os seus mais bem produzidos relatos provoca-nos aquele desprazer de avisar pelos ouvidos o que os olhos vão ver, ainda por cima com sete segundos de intervalo. Ou seja resta-nos a alternativa sugerida por Artur Jorge – baixar o volume e ouvir música clássica. Mas se o fizermos ainda ficamos com a sensação que estamos muito parecidos com o gajo e qualquer dia a falar de “coisas bonitas” e a querer treinar os Mouros por quinze dias. È que ninguém acha bem ver os chutos do Quaresma ao som de Verdi, nem sequer a patroa compreendia a súbita panca da mona que nos estava a dar.
Além do mais, qualquer melodia que fosse impedia-nos de escutar o som ambiente, os bombos irritantes dos Barreiros, o “Pinto da Costa Olé”, e nem sequer os assobios ao árbitro a gente sentia.
Por isso, e porque não resta outro, que não o remédio de ouvir a miséria sonora que nos serve a TVI, só há uma alternativa – reclamar. Eu reclamo mas dou alguma coisa em troca, peço-lhes que respeitem os espectadores, mudem as cavalgaduras falantes, contratem gente com as duas metades do cérebro intactas e se conseguirem, repito se conseguirem, isentos da clubite lisboeta anojentada, que diz que a bola bateu no Baía quando ele defendeu, ou que a defesa do Porto é de papel sempre que um adversário por lá passa, ou, pérola da pérolas, que quando um avançado está para lá da linha de fundo está fora, quando é um defesa não. Se fizerem isso, eu prometo ficar especado a ver os reclamos no intervalo, e quem sabe assistir ao Programa da Júlia durante mais que os 2 segundos habituais (que é o tempo da power box mudar de canal).
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