quinta-feira, novembro 17, 2005

desabafo

O que tem o PS Porto que o inibe de produzir opinião política? Que se passa em Federações e concelhias em que nem um comentário se vê sobre decisões estruturais do governo?
A decisão sobre a gestão corrente do Metro do Porto foi comentada simplesmente por Narciso Miranda. As figuras tutelares dos órgãos internos parecem não ter já opinião sobre nada – nem que fosse para concordar.
Longe vão os tempos das reivindicações regionais, da discussão do desequilíbrio centralista, etc..

Que adianta Francisco Assis, Nuno Cardoso e outros que tais? Tenho a convicção que discutir a acção política do governo não é estar contra o dito governo. Se assim fosse as oposições não serviam para nada.
Se fosse Duro Barroso ou Santana a aplicar esta medida como estaria esta malta nossa camarada a vociferar.

No caso do Metro a comparação deveria ser feita com Lisboa, qual o despiste daquelas contas, da fissura do Terreiro do Paço e por aí fora..

Sabem, eu sou do PS, mas também sou do Porto e vejo que a SRU é tutelada pelo governo central, a Metro é agora tutelada pelo governo central, a Casa da Música tutelada essencialmente pelo Governo central, Serralves, Ippar, por aí fora.
Por outro lado quem são os ilustres portuenses do Governo? Nenhum? Pires de Lima até diz ser de Braga. Belo PS este aqui!

Portanto, o melhor mesmo é dar isto ao controlo dos padrinhos, porque ser socialista por estas bandas serve de pouco, mais ainda por ser consequência do factor mais anti-portuense/nortenho que existe – a falta de coragem – coisa que toda a gente sabe que não é mal que a gente padeça.


segunda-feira, novembro 14, 2005

o inicio

Estamos em eleições presidenciais, mas já começaram as movimentações internas partidárias. Pelo menos no seio do PS.
Hoje Narciso dá uma entrevista ao Público, onde, basicamente deixa antever a hipótese de ser candidato ao distrito do Porto. Narciso diz isso e infelizmente pouco mais!
A critica mais forte vai para o seu mais provável adversário – Renato Sampaio – quando afirma que o PS Porto não se deve sujeitar a ser uma secção da sede nacional. Como sabem, Renato Sampaio tem dito (publicamente) que não sabe se é candidato porque ainda não falou com José Sócrates. Narciso insinua também os acordos políticos que existiram com Francisco Assis para este apoiar o candidato preferido de Lisboa e deixa cair uma farpa quando fala da questão do TGV.
Confesso que a entrevista é bem dada e bem conduzida, mas relata o PS de hoje, constantemente ligado a acontecimentos passados, numa lógica de grande conflitualidade interna e sem novas ideias que mobilizem o partido nas causas regionais e nacionais.

Pessoalmente não tenho pruridos em discutir o PS enquanto decorrem as presidenciais, aliás o próprio Soares lançou-se enquanto decorria a campanha autárquica. Considero também que estas próximas eleições internas são fundamentais para o futuro de médio e longo prazo do PS no Porto. Todos aqueles que se consideram ligados à política por causas não podem deixar de ficar assustados com os cenários previsíveis de lideranças e não podem alijar responsabilidades, pois a representatividade de um partido tem que ser em função do seu eleitorado.

sexta-feira, novembro 11, 2005

Sobre a secção Regional da Ordem dos Arquitectos

Soou agora nos blogues a posição iníqua da ordem dos arquitectos sobre o que se passa nas câmaras, nomeadamente na do Porto.
Sou muito faccioso, e longe de ser independente. Como devem saber, ou se não sabem ficam a saber, fui candidato nas duas ultimas eleições à secção regional e perdi. Aliás na última aceitei ir na lista para a direcção da dita, convidado pelo meu amigo e colega, João Carlos Ferreira, que liderava a respectiva tropa.
Ganhou o Serôdio, ou melhor a lista A, apoiada pela Helena Roseta, que, 3 anos antes havia sido eleita pela nossa lista, mas que se esqueceu dos seus apoiantes do norte que perderam por meia dúzia de votos a regional, pois 3 anos volvidos juntou-se aos que a combateram antes.
Desta vez, faz um ano,perdemos 60 – 40, ganhando o Serôdio e os seus.
Por isso meus amigos julgo poder falar do assunto OA, pois estão avisados da minha falta de isenção.

Antes demais não nos podem acusar (aos perdedores) do que quer que seja, mas também não podem deixar de ouvir que aqui no Porto isto continua a ser um problema dos esquemas montados: A FAUP gosta de controlar e a Lusíada aceita tudo desde que não os chateiem. Os arquitectos famosos, como o Álvaro Joaquim e o Eduardo estavam ao lado de quem ganhou a Secção Regional.
Por isso concordo com o que tem escrito o Pedro Aroso e mais ainda com a resposta do Alexandre Burmester. No entanto, nos momentos de debate da Ordem, nós arquitectos, temos estado genericamente ausentes.
A direcção da Ordem que ganhou fê-lo supostamente na continuidade de uma linha (de esquerda) habitual, com pouca interacção com as autarquias, sem interferir nas palhaçadas dos concursos, aceitando a exploração dos recém-licenciados e defendendo a linha cultural – nova sede e o Passos Manuel chique fashion para discutir assuntos.
E o que realmente interessa: nada! Licenciamentos – nada! Profissão – nada! Honorários – nada! Escolas e universidades – nada! Autarquias (arquitectos de fora e de dentro, ou será que os de dentro não pertencem à ordem?) – nada!

Portanto se querem discutir, meus caros leitores do blogue, arquitectos como o Aroso, o Burmester ou o Gino – que apoiaram esta direcção, venham agora, desafiados para o próximo triénio falar da secção regional e da ordem nacional a sério. Eu e o Daniel estivemos lá, fomos chamados de gajos do PP, nós com cartão socialista e tudo, simplesmente porque achamos que a Ordem existe para a profissão dos arquitectos, não para o jornal, nem para as conferências, nem para o bestiais coisas que o Gadanho organiza e muito menos para as festas de fim-de-ano/reveillón!
Simplesmente porque só existe uma reunião por ano, se tanto. Simplesmente porque em todas as discussões difíceisa OA está ausente. Mas costuma aparecer para levantar processos disciplinares, que não dão em nada. E depois?
A mim revolta-me que nos arquitectos haja uma lista que junta na mesma comissão de honra todos os arquitectos com obra pública do norte, encabeçada pelo Siza e tudo – são os gajos fixes, a malta porreira como diria alguns que foram professores de quase todos nós. E depois queixam-se, logo no dia a seguir, ou quase! Que não tem trabalho, que a câmara é uma merda! Que são tratados assim e assado por outros colegas e funcionários e que os vereadores isto e aquilo – sem preparação e sem saberem um boi ou um burro! Pois não precisam! Basta encomendar obra pública ao Souto de Moura, ele depois dá aos outro como fez no Metro, a todos os gabinetes amigos.
Basta pedir ao Siza o desenho da “Boapista” que ninguém pode chatear. E não fosse o governo ter mudado e o Presidente do IPPAR desejar manter o posto, nem sequer tinha havido aquilo no Soares dos Reis sobre Ceuta, organizado pela Ordem! A OA no norte não serve hoje para nada.
Queixam-se de quê afinal? Do que escolheram!
Ou será que estou enganado?

Pensar melhor

O MAnuel Pina, figura que bem considero, nomeadamente pela escrita, disse ontem assim no JN:
"Siza Vieira e Souto Moura estão a fazer nos Aliados um monumento à autocracia. A autocracia já merecia um monumento no Porto! Ora, um monumento à autocracia tem que ser cinzento (e, se possível, "sizento"), que é a cor do posso, quero e mando. E tem que obedecer à regra da autocracia, a uniformidade. Por isso, Siza e Souto Moura conceberam os novos passeios, a nova placa central e as novas faixas de rodagem da Avenida, onde até aqui reinava uma perigosíssima diversidade (até flores havia na placa central!), do modo mais uniforme que puderam granito cinzento, granito cinzento e granito cinzento. Coexistiam por ali, diversamente, uma Praça do General Humberto Delgado, uma Avenida dos Aliados e uma Praça da Liberdade; Siza e Souto Moura tornaram tudo numa coisa só: assim a modos que um Rolex "made in Taiwan".
Dessa maneira, os portuenses sempre poderão ir a Paris sem sair de casa. E como a calçada à portuguesa é também excessivamente diversa e excessivamente portuguesa, decidiram fazer-lhe o mesmo que às árvores e às flores, arrancá-la e uniformizá-la. O Porto terá uma Avenida de uniforme "signé Siza". Para tudo ficar uniformemente perfeito, só falta obrigar os portuenses a pôr fato cinzento quando vierem os fotógrafos das revistas de arquitectura".
De facto, sempre disse que aceito uma forte intervenção nos Aliados, como se fez com comandados pelo Marques da Silva nos anos 30. Mas confesso que são muitas as pessoas que admiro e tenho estima pessoal, que se insurgem contra esta obra. Acho, sinceramente que o Siza e o Souto de Moura estão cada vez mais distanciados das suas origens e parece-me que esquecem que nunca serão cidadãos do mundo sem conhecerem a sua aldeia (num plagio pessoano). Por isso as palavras do Manuel Pina "doeram-me" - às vezes nós arquitectos distanciamo-nos demasiado e afundamo-nos em conceitos ou linguagens supostamente universais, que até o pós-modernismo já matou - diga-se. E dizer que o Porto é conservador é ser burro, coisa que não acho do Eduardo Souto Moura, assim para continuar a dizer o que tem dito, devia vêr como os portuenses absorveram a "Casa da Musica"- já é nossa - como o Guggeinhein é de Bilbao.
E se, Siza e Souto de Moura, julgam que o exemplo de Barcelona na contestação das comissões de vizinhos, às praças duras dos anos 80 é a mesma história do que o que está a acontecer agora no Porto, estão bem enganados.

quinta-feira, novembro 10, 2005

SRU

Aos trinta e sete anos, maravilhosa idade com que por agora me encontro, tenho revelado a mim próprio a entediante monotonia de quase nunca me surpreender com nada. Surpreendente presunção esta que leva alguém a considerar que já nada o surpreende, mas de facto, tem sido assim. Hoje porém não foi.
Por motivos familiares, relacionados também com a minha actividade profissional, vi-me enredado nos meandros da SRU, Sociedade de Reabilitação Urbana Porto Vivo, dos seus procedimentos e da evolução do seu primeiro programa, a reabilitação do quarteirão de Carlos Alberto.
Tudo, mas tudo, o que aqui escrevi e antes, quando o SEDE era ainda um fórum privado, se confirmou. A verdadeira surpresa é que as coisas são ainda muito piores do que eu, nas piores previsões, poderia imaginar.
Reabilitação é uma palavra vaga. Reabilitar não é recuperar, não é reformar, não é reparar. É simplesmente tornar habilitado, no caso para o que quer que lhes apeteça.
Acreditem, é possível ignorar a história, a tradição, o espaço e interesses públicos, o espaço e interesses privados, as tipologias de habitação, a caracterização volumétrica e do espaço, a arquitectura, a vivência urbana, em nome de uma nova habilitação para uso que faz da cidade uma espécie de cenário de papelão. Acreditem, para fazer o que lá vão fazer era preferível não fazer nada, porque nada vai melhorar por aqueles lados.
Só para o registo, a ideia é juntar todos os edifícios desocupados e / ou problemáticos no quarteirão demolir integralmente o miolo e fazer um edifício novo. Ficam as fachadas.
Este tipo de intervenção já não é grande coisa quando estamos a falar de um único edifício, que sendo remodelado dá origem a um novo em que apenas se mantêm a plasticidade exterior. É fácil de perceber porque. Mas aqui o caso é outro. Os novos espaços criados (apartamentos, estabelecimentos comerciais, garagens, etc.) vão ser caracterizados por uma miscelânea arquitectónica resultante do aproveitamento das antigas fachadas, com as suas distintas formas e materiais e cores, com alinhamentos horizontais totalmente diversos. Na mesma casa coexistirão janelas de vários edifícios, a diversas alturas, com outras de desenho actual e novas características. Um mesmo vão tanto poderá servir uma cozinha, um quarto, um w.c. ou mesmo uma garagem ou um estabelecimento comercial. Independentemente da sua guarnição ser de granito de Alijó, de argamassa saibrosa ou outra qualquer.
Sem querer prolongar muito a conversa, refiro apenas que não há projecto ou arquitecto, por melhor que seja, que faça ali qualquer coisa de jeito que não esteja condenada, porque o conceito que presidiu aquele modelo de reabilitação está errado desde o principio, para além de que propõe, sem mais, usos do espaço que já provaram não resultar.
Mas há mais. Toda a parte dos procedimentos é completamente caricata, sendo já evidente que, se aquele programa for para a frente, vai mesmo ser filho único. Eu disse SE, porque me restam muitas dúvidas que realmente vá.
Em tempos pronunciei-me, aqui neste Blogue, sobre a SRU. Aliás sobre as SRU’s. Na altura julgo ter deixado claro que entendia ser um péssimo modelo de reabilitação urbana, serem mais uma das secreções perniciosas do estado, das que oferecem argumentos aos detractores do estado social, e que para além disso não iriam fazer nada que um qualquer departamento municipal não pudesse fazer. Um ano depois tive a absoluta confirmação disso mesmo, só que de uma forma tão penosamente surpreendente que preferia ter continuado na entediante e presunçosa monotonia dos que, aos trinta e tais anos, acham que já viram tudo. Mesmo um porco a andar de bicicleta e uma pulga a dançar rock&roll.

Para o Pedro Aroso


António Moreira

Mais Copy+Paste


Do:
The great portuguese disaster 1985-1995

"Que saudades daquele dia em que o dentinho Cavaco foi ao dentista, para ser desvitalizado no garrafão da Ponte

O Mário Soares,rata velha,em vez de o pôr na rua, deixou-o cair de podre.
Um Governo Osteoporótico.
Na altura,o Peidas Lourido ainda só era Ministro (pai, já sou ministro!...) mandava dar porrada em toda a gente,uma espécie de miguelista da Lusitânia retardada.
Portugal fazia maratonas de cadeiras de rodas com a Grécia, para ver qual ficava com a cauda da Europa, o Grande Timoneiro ia sempre pendurado no estribo, ao lado do ex-maoísta e neo-oportunista Durão Barroso, aquela merda, um dia, descarrilou nas contra-curvas do IP-5, a ESTRADA ASSASSINA,

-- até a Maria ia para lá andar de trenó, nos dias de grande humidade

"nunca senti nenhum perigo, havia só aquela emoção da montanha russa da Feira Popular, também só lá andei uma vez, ficava muito longe da Vivenda Mariani"

--,já estamos na linha da frente,
direita
esquerda
volver
o PELOTÃO DA FRENTE,
a patinar no Pulo do Lobo,
o Soares raposão dava gargalhadas na Praia dos Tomates, o rei vai nu,

"filho, os ossos do teu governo já só parecem uma filigrana...",

as câmaras não largavam aquelas mandíbulas de retro-escavadora, ao cair dos noticiários,
já só enfardava fatias de bolo-rei,
era Natal o ano inteiro,
-- mas só para alguns --

NATAL, MAS SÓ PARA ALGUNS,
... "

Ler o resto


António Moreira

Simpatia e cordialidade


A importãncia da imagem é sempre actual ...

"Foto especial

Na sua edição de segunda-feira, em que o JN desfere também o seu principal ataque através da primeira página do Grande Porto, é utilizada uma péssima
fotografia de arquivo do Presidente da Câmara do Porto, que dá claramente uma imagem agressiva e antipática de Rui Rio."

Para evitar eventuais acusações futuras de estarmos a tentar denegrir a imagem de cordialidade e simpatia que o nosso estimável presidente da câmara pretende divulgar, daqui solicitamos o envio de um "kit" de fotografias "aprovadas".

O nosso muito obrigado

António Moreira

quarta-feira, novembro 09, 2005

a demolição

Pois é, concordo com o Alberto! Só não concordo quando diz que deve ser um processo identico ao do S.João de Deus.
Mas como a localização priveligiada potencia uma boa recuperação e retorno financeiro e o modelo tipológico existente não tem remédio, menos ainda se aplicado a habitação social, a solução é demolir. Demolir não só este, como também o Carriçal, o Lagarteiro e mais uns quantos!



Espero que o PS saiba fugir da demagogia de Rui Sá e não dizer uma coisa na oposição e outra no poder!

Apanha-se mais depressa um mentiroso ...


No Primeiro de Janeiro:

António Moreira

terça-feira, novembro 08, 2005

Nem lá para 2010 podemos contar com 500 euritos????


"Proposta da CGTP é demagógica e fantasista

O primeiro-ministro, José Sócrates, qualificou este sábado de “absolutamente demagógica e fantasista” a proposta da CGTP de aumentar o salário mínimo para 500 euros até 2010.

“É muito importante que se perceba que temos que ter contenção ao nível dos custos salariais, porque isso é muito importante para a competitividade da nossa economia”, referiu o líder do Executivo.

Para José Sócrates, “uma tão súbita variação nos salários só traria mais desemprego e aumento da inflação”.

“Não vivemos tempos em que possamos adoptar agora propostas absolutamente demagógicas.

Os tempos são de realismo e realismo significa encararmos com determinação os tempos difíceis que vivemos para os ultrapassar”, acrescentou.

O primeiro-ministro, que falava em Viana do Castelo no âmbito do “Governo Presente”, sublinhou ainda que não é com propostas “fantasistas” que se ultrapassam os tempos difíceis que o país atravessa e se melhoram os seus níveis de competitividade"


Com este primeiro ministro e Cavaco na presidência, bem podem os "boys" do PSD e do PP procurar empregos "cá fora" que a direita no poder está bem e recomenda-se...

António Moreira

Copy+Paste é preciso

Quando o tema merece e alguém já escreveu BEM sobre ele:

"Desempregados profissionais

Há quem diga que neste país levamos as coisas pouco a sério, mas parece que agora já não é bem assim.
Pelo menos no que concerne ao desemprego.
É que tem sido amplamente divulgada a estratégia que o governo se prepara para implementar e que visa acabar com as situações de pessoas que, beneficiando do subsídio de desemprego, mantêm outras fontes de rendimento não declaradas.
Ora essa estratégia ( espero que esteja apenas em estudo) consiste em forçar os cidadãos que recebem o subsídio de desemprego a permenecer nas suas casas durante toda a manhã ou toda a tarde (alternadamente), na medida em que serão feitas visitas de fiscalização para atestar a veracidade da sua situação. ..."

Ler mais nos "Bichos Carpinteiros"


António Moreira

CONCENTRAÇÃO EM DEFESA da AVENIDA DOS ALIADOS e da PRAÇA DA LIBERDADE

Por estar de acordo com as razões que motivam esta concentração:
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Sábado, 12 de Novembro, às 11 H na Praça da Liberdade
A Câmara e a Metro do Porto preparam-se para transformara Avenida dos Aliados e a Praça da Liberdade,de alto a baixo, num deserto cinzento, sem cor e sem alma.
Como já sucedeu no alto da avenida, serão abatidas árvores,e desaparecerão os canteiros e os desenhos da calçadapara darem lugar ao granito inóspito.
À revelia da lei e do respeito que é devido aos cidadãos,os portuenses não foram tidos nem achados nesta transformação.
A cidade é de todos, não da Câmara e muito menos da Metro.
Ninguém tem o direito de destruir a memória da cidadecontra a vontade dos cidadãos.Neste momento decisivo da história da cidade, o Porto precisa de si.
Manifeste-se connosco no sábado, 12 de novembro, às 11h00.
Juntos na Praça da Liberdade, pela Praça da Liberdade
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António Moreira

segunda-feira, novembro 07, 2005

quem manda!

Segundo noticias:
"(...)
A futura fundação da Casa da Música terá, assim, um conselho de administração constituído por sete elementos, sendo quatro em representação dos privados a nomear pelo conselho de fundadores e três de nomeação pública (dois pelo Ministério da Cultura e um em conjunto pela Junta Metropolitana do Porto e pela Câmara Municipal.
O conselho de administração irá depois escolher o director artístico.
Será também nomeado um administrador-delegado que será responsável pela gestão da Fundação Casa da Música.
A reunião desta segunda-feira confirmou, também, o nome de José Manuel Dias da Fonseca, actual presidente da Assembleia Municipal de Matosinhos, como sendo o próximo presidente da Fundação Casa da Música.
(...)"

Talvez poucos tenham reparado, mas foi neste fim-de-semana, sábado, que Narciso Miranda deixou de ser Presidente de Câmara. Fê-lo numa passagemde testemunho em que não pude estar, mas que acho merece ser assinalada.
Como ele tão bem gosta de me recordar, já divergimos em muito, e continuamos a divergir, nomeadamente na sua visão orgânica e enredada da vida política. Narciso sustenta as suas opções nas relações pessoais calorosas, quando na verdade sabemos que teve na sua vida política grandes momentos de solidão.
Não sei se voltaremos a concordar ou discordar, ou sequer se Narciso tentará um retorno à ribalta em que foi estando, no entanto, merece hoje uma palavra.

domingo, novembro 06, 2005

surprendentemente super-esgotado!

Todos o conhecem... Todos o adoram... Agora todos o podem ver AO VIVO no musical NODDY LIVE, que visita Portugal pela primeira vez. NODDY e os seus amigos da Cidade dos Brinquedos visitam o Porto, Casa da Música de 23 a 26 de Novembro.



O PS por dentro

Pelos vistos o PS irá discutir a sua vida interna invertendo o habitual calendário: primeiro eleições Concelhias, depois eleições Distritais.
No distrito do Porto confirma-se a candidatura de Renato Sampaio, actualmente coordenador dos Deputados socialistas no distrito, e avizinha-se a oposição de Ricardo Bexiga, por sua vez a exercer lugar na administração do INH.

Narciso Miranda, decidiu, ou foi compelido a decidir, que não seria alternativa. Assim também fez Assis, que por sinal apoia Sampaio. Não só ele, também aparentemente a larga maioria do distrito, como Cardoso, Orlando, Seabra, Narciso, Barbosa Ribeiro, e provavelmente Mário de Almeida.



No entanto, muitos dizem que pode haver alteração de cenários.

sábado, novembro 05, 2005

Sexo (directiva)

A mim, o que me incomoda, é a facilidade com que se julga poder condicionar a natureza humana através de expedientes, legais ou outros.
Como se cada um não fosse cada um. Como se todos fossemos iguais.
Como se, pelo facto de existir uma directiva comunitária, as meninas passassem a adolescentes e de adolescentes a mulheres noutra altura da vida, e o mesmo para os rapazes. Passassem a poder praticar actos sexuais na altura que a moral própria dos que afincadamente elaboram a directiva define como certa. Ignorando que a sexualidade não resulta da conjuntura socio-legal. Ignorando simplesmente o corpo, que é o que é costume. Passamos todos a adultos no mesmo tempo e no tempo que alguns decidem e os costumes toleram.
Ao ponto de se caracterizar a pratica de “sexo inocente”, ah! Como se o outro fosse culpado.
É aqui que reside o ponto, na atribuição de culpa às manifestações sexuais físicas, em detrimento das outras, das intelectualmente razoáveis. Daqui ao pecado são dois passos.
Não fosse este sentido, condicionador, castrador, moralizante, sempre implícito, e todas as medidas de protecção a menores são bem vindas. Muito bem vindas mesmo.

sexta-feira, novembro 04, 2005

Paris

E se de repente, um desconhecido, lhe oferecer flores?
E se de repente, um jovem desconhecido, se calhar de outra raça, com outra origem, lhe atirar com um cocktail molotof?
E se de repente eclodisse um mundo novo, desconhecido, com outros equilíbrios, com outras linguagens, outras flores?

Afinal quem é que tem medo, quem tem temores?
Perante o desconhecido assustador, quem dá o passo em frente e quem, pelo contrário, hesita e dá um passo atrás? Onde está a esquerda? E a direita?
Quem é que não sabe que as coisas tem e estão para acontecer? Quem é que não sabe que o Sec. XXI e o terceiro milénio tardam em começar? Ou será que já começaram?

E o que temer afinal. A história longa não nos tem ensinado que o mundo muda sempre para melhor? Quem tem a perder? E quem tem a vida para ganhar, que se cansa de a ver sempre do lado dos subúrbios?

E perante as certezas de um outro mundo, motivado pelas mudanças geo-climatéricas evidentes, essas sim, assustadoras, poderá o Homem resistir a ensaiar uma nova ordem social?

Sabemos que no “fim da história” há-de ficar tudo na mesma. Mas tenhamos esperança que esse “na mesma” possa ser outra vez um pouquinho melhor.


europa no limbo?

A perseguição da polícia a dois jovens, que pela fuga acabam electrocutados, está a provocar os maiores distúrbios em Paris. Aliás já se alastrou a outras cidades.
Estará a Europa no limbo?
Muitos tem reflectido avisando o perigo do espoletar de qualquer coisa que surdamente estoire e atinja todos. De repente estas complexas redes urbanas e suburbanas desenham o desequilíbrio social que afinal está disfarçado.
Em Portugal foi um arrastão de verão que gerou sem mais nada uma consciência da volatilidade dos comportamentos sociais que podem marginalmente organizar-se.
Em Paris, a esta distância é incompreensível o que gerou estas revoltas! Agora parecem que estão também envolvidos portugueses, ou pelo menos luso-descendentes. Pois é normal, isto não é um fenómeno Francês, é algo mais abrangente que pertence a todos.