quarta-feira, novembro 30, 2005

Mais estado ou menos estado? – parte II

Assim o caso da Ota segue a lógica neo-liberal de uma economia que se quer competitiva no curto prazo. Há mais aviões, mais viagens – logo maior aeroporto. Melhor se o estado fizer uns contratos programa e acções de convergência com financiadoras, bancos, construtoras, etc.
O emagrecimento da função pública, o plano de contenção orçamental vendem-se como resultado da inevitável economia aberta e assumem finalmente que o estado é pesado demais. Evidentemente que está aqui estampada a critica ao pós 25 de Abril - digo eu!

Ora bem, de acordo, isto resultou de duas décadas em que o sonho de qualquer melro é trabalhar para o estado e abrir uma empresa por fora. Agora que se fechou a torneira dos quadros na função pública já ninguém fala de cartões, boys e factor C. Mas se puxarem pela memória observam que essa coisa do cartão começou por ser o denominado “cartão laranja” e rebentou nas mãos do mudo Cavaco Silva. Foi também por aí que começaram os quadros comunitários, com dinheiro europeu para uma estrutural mudança em Portugal. Muito foi desperdiçado, mas também muito foi modernizado e chegamos a convergir com a média europeia. Fizemo-lo tão bem que conseguimos caber dentro da moeda Euro.
Foi, portanto, nas “vacas gordas” que ninguém se preocupava demasiado com o papel do estado, fosse mais ou menos – se fosse mais, melhor, desde que fizesse o movimento aos fundos e ao constante investimento. Daí a uma política aberta de consumo com aberrações como uma horrorosa comparticipação nos empréstimos dos jovens (divertidos e despreocupados a comprar apartamentos de luxo) que explodiu um mercado do imobiliário muito depressa, uma fraca posição fiscal e a nenhuma consertação social, pois como se está a ver os acordos de reformas assim, assado, sistemas de saúde para militares desta maneira, motoristas da carris daquela, e Toninhos como o Zé, ficam-se pela caixa de previdencia.
Este estado, errático, confuso, gordo, mal organizado, não é consequência da esquerda, mas sim do bloco central que tem vergonha de assumir-se retentora dos avanços neo-liberais. Da esquerda que tarda em falar de equilíbrios sociais, económicos e culturais (vide as consequências das ultimas privatizações), e da social-democracia que rompeu com a lógica do estado gestor, para ir a correr transformar o estado nessa coisa hiobrida que nem manda muito nem desmanda. Assim como o grupo da Telecom a comandar os media, ou a confusão na justiça, o a bandalheira jurídica à volta das autarquias – onde a gestão danosa pode ser a gestão popular desde que seja encontrada a razão da cabala.

Por isso dizia que os conservadores sempre ganharam a guerra surda sobre as vanguardas, por isso a política (essencialmente social-democrata na Europa ocidental) está descredibilizada e instituições como a Igreja, por pior que procedam, seguem como pilares da comunidade. E porque será?
Creio que a questão é que, a social democracia subtitui o socialismo, e a esquerda deixou de ser também “doutrinal” para passar a ser o receptáculo ideal da economia de mercado. A mesma economia aberta que justifica os interesses americanos no médio oriente e os disfarce com a defesa dos direitos humanos. É que esta cultura americana de policiar o mundo só esclarece que nos faltam referências, tipologias sociais e muita pedagogia.
Por isso me revolto com a alienação que tem havido das pessoas perante os partidos políticos. Ninguém se quer misturar com “os políticos” por duas razões, a saber:
- Não precisam de definir (inclusive a eles próprios) o que pensam das ideologias, do País, do Mundo, da sociedade, das políticas. Assim podem votar em branco, ou neste e naquele conforme o discurso, o projecto, a cor do cabelo e o signo que pertencem, glosando com isso – porque até é chique.
- Não querem incomodar-se e verem-se envolvidos nas lógicas disputas que a participação pública implica. É mais fácil assinar uma petição independente, ou criticar no correio do leitor – não compromete, e assim tranquilos podemos sempre criticar o estado e o que ele representa. E ser militante do que quer que seja é démodé, porque sim, porque o verdadeiro poder é conhecer pessoalmente os personagens, mas não depender deles – como aqueles eternos independentes que pertencem a todas as comissões de honra, ora do PS, ora do PSD.

Mas isto está evidentemente errado. Não há aqui caminho para meias tintas, como o Giddens fazia com o socialismo de 3ª via.
O estado seguro, material, deu lugar ao estado só gestor de oportunidades, como se por exemplo em Portugal o que interessava da nossa economia não tivesse sido entretanto absorvido pelos grupos espanhóis e franceses.

E agora, como o estado continua a gastar o mesmo, mas o dinheiro vale menos. Como há mais estado social e população envelhecida. Como a classe operária vai dando lugar a uma classe intermédia de qualificação mais próxima de actividades terciárias – logo o estado tem que desembrulhar-se pois o emprego deixou de se fazer em mão-de-obra barata, onde a liberalização de mercado aprovada na OCDE explora (para já) os países de 3ª mundo e ataca as economias sólidas e sócias democratas da velha Europa.
Por isso os neo-liberais gostavam que isto fosse do tipo – Democrata / Republicano – como se eu não possa ser as duas coisas, ou como se pudesse ser republicano sem ser profundamente democrata. E como se uma coisa fosse a direita e outra a esquerda.

Por exemplo, o Bloco está mais à direita que eu em muitas questões – desde logo no aborto que tratam como se fosse uma coisa política e não um dever profundo com implicações sociais muito para além da legalidade ou liberdade.

Por fim, neste contexto ser conservador é ter medo de reflectir, é achar que a lógica de proximidade é mais legítima, que nem vale a pena pensar nas transformações sociais a ocorrer debaixo do nosso nariz (como os blogues), onde tudo se diz e pouco fica para se dizer. Onde um debate presidencial se faz por estigmas – idade, carreira, perfil, imagem, etc. E não pela capacidade de discutir este País, sem pruridos, na sua relação com Espanha, com as suas regiões, que cada vez menos o vão sendo, com o Atlântico, com o Brasil, com a língua materna (que cada vez é menos importante), com a cultura, a história e já agora a economia.

Afinal digam lá ao estado em que é que ele deve apostar – na tecnologia, ciência, conhecimento e turismo. OK, então deixem lá fechar as têxteis, sapateiras, montagens de carruagens e automóveis, construtoras e coisas parecidas.
Ou então o estado aposta nas infra-estruturas e ali vai TGV, Ota, mais auto-estradas, edifícios públicos, emigrantes clandestinos, Know-how estrangeiro (especialmente espanhol) e borrifa-se o choque tecnológico.

E … se calhar continua! Porque não tenho ainda as respostas.

P.s. Desculpem lá o jeito brejeiro, mas isto não tinha vontade de ser um texto cientifico ou a presunção de ser sequer um texto – é simplesmente uma opinião!

Mais estado ou menos estado?

A discussão que se tem desenvolvido aqui no Sede merece uma pequena reflexão, se me permitirem:
Mais estado ou menos estado?
Se por um lado evidencia-se que a questão económica se sobrepõe a todas as outras questões estrutrantes no País, vemos na sociedade como nas outras coisas todas, que o neo-liberalismo acaba por ganhar sobre a profunda reflexão social-democrata que a Europa tem vindo a fazer no ultimo século.
Comparando com a arquitectura, por exemplo, é como dizer que no século XX a arquitectura de matriz "tradicionalista" ou "conservadora" venceu sobre a denominada arquitectura moderna - ou a arquitectura do moviemnto moderno.
Quer isto dizer que as pessoas continuam a preferir a imagem simbólica do objecto do que absorver a verdadeira modernidade do dito, preferem uma casinha tipica ou rustica do que uma coisa mais moderna. Mesmo os mais eruditos (e também porque são eruditos, ou seja gostam da história e baseiam na visão sobre os factos do passado - porque a conhecem) tem tendência ao conservadorismo.
É por isso que a nossa juventude (e até a meia idade) não discute os temas preponderantes actualmente - o emprego, o estado social, a economia, A VOCAÇÃO de Portugal. Preferem dizer que não se metem em política e continuar a conversa do futebol. Falam mas é do Aborto, da homosexualidade e das questões mais fracturantes (eu diria mais fast food)
É também por isso que para esses o Sócrates é igual ao Barroso que por sua vez nem foi melhor que o Santana. É também por isso que não há novos protagonismos de fundo nos candidatos presidÊncias, porque simplesmente não há profundidade na previsão futura do País.
Temos feito diagnósticos - e o cenário é mau! Eu quando vejo discutir o papel do Estado, nomeadamente sobre a visão liberal que agora está na moda, sinto-me tentado a concordar. E faço-o porque desde logo isso garante-me que a questão regional ganha um sentido superlativo evidente. Um estado eficaz e próximo dos verdadeiros objectivos.
É evidente que se o país parece um telhado cuja caleira é o litoral e o único tubo de queda está em Lisboa, então o aeroporto faz-se ali - nem que tenha que ser forrado a ouro e com um diametro maior, mais bem feitinho e tudo.
Compreende-se por isso melhor o que significou a segunda metade da década de 90. Mas o socialismo democrático é que vence eleições e bem.
a continuar....

terça-feira, novembro 29, 2005

Quem quer ser respeitado...


Dá-se ao respeito:
E este comunicado do CDS/PP é tudo menos respeitável.
Uma vergonha, ou melhor
UM NOJO
António Moreira

A reconquista d"A Baixa"



Ainda, decerto, entusiasmados pelo debate das "elites", vai animada, n”A Baixa do Porto”, a, sempre actual, discussão quanto à forma de fomentar a “participação cívica”, assente agora, fundamentalmente, na comprovada receita do desprezo do “Governo de Lisboa” pela cidade do Porto e pela sua “província", o Norte.

Lembro que já dei que chegasse para este peditório, em tempos que já lá vão, mas, agora o assunto subiu de nível e já se aventam propostas de formação de partidos regionais (atenção à constituição), e, pasme-se, chega-se até a elogiar a liderança do Alberto João, na Madeira, apontando-se o seu exemplo de “córagem” face ao poder central.

Entrou-se agora na fase da procura da(s) figura(s) para dar a cara do projecto, tendo sido já sugerido o nome de Rui Moreira (que não é parvo) e, mais recentemente, até o de Rui Rio (que, pelos abraços a Menezes, terá certamente outros projectos em mente).

Apesar de já não “postar” n”A Baixa” não posso deixar de contribuir para este “movimento”, indicando a escolha óbvia (face às premissas) para liderar a “reconquista”.

Então ninguém se tinha lembrado do Major?

(Para quem receia a concentração de tanto poder, talvez um triunvirato seja a resposta)

António Moreira

Conversa da Semana Passada

A questão do “motor da economia” não é AQUI, sequer, uma questão de teoria económica.
Então o Estado não produz riqueza, é?
Apenas podemos considera-lo melhor depositário e consequente gestor da parte comum da riqueza por nós produzida, é?
Mas lá que isso é duvidoso, é. Pelo menos se assim fosse, era.
Como todos sabemos, uma das disputas do Sec. XX foi mesmo a da natureza produtiva ou não dos Estados (já lá voltamos), ok, não será essa a sua melhor vocação. Podemos dividir-nos no sentido a dar à nossa opinião, à nossa escolha.
Podemos preferir e acreditar que seria melhor que o Estado (que somos todos nós, mas também já lá voltaremos) tomasse nas suas mãos a produção (a criação de riqueza, ou não?) ou, pelo contrário, que o Estado se reduza a proporções mais ínfimas (regulação, soberania, etc.), quase nada até, e deixe aos privados a actividade produtiva, a criação de riqueza e de preferência que atrapalhe pouco. Eu não concordo, mas vamos lá…
É verdade que os modelos de economia planificada e estatizada não vingaram, mas dai a dizer que o Estado não produz riqueza ainda vai um bocadinho. As Practika não ficavam nada atrás das Pentax, pois não? Pois não, mas não era isto, era a questão do “motor da economia”.
O que eu digo é que existe uma muito longa tradição em Portugal, quanto a mim consequência da nossa cultura mediterrânica (E. T. Hall caracteriza isto muito bem) de ter o estado como motor da economia e que essa não é a raiz dos nossos actuais problemas. É quase uma inevitabilidade num país com a dimensão do nosso e com a nossa herança cultural. Poderia ser diferente se tivéssemos uma outra escala, ou se acaso pertencêssemos a um outro envolvimento cultural.
Podemos seguir ou experimentar caminhos ideológicos muito distintos, mas os grandes desígnios, aqueles que pela sua dimensão arrastam consigo a generalidade dos agentes económicos, ficam sempre a cargo do Estado, ou então não se cumprem.
Claro que os liberais mais convictos alegam já a seguir que é o estado que não dá espaço, que não permite que a economia se desenvolva livremente, baseada no binómio oferta / procura, que por sua vez resolveria todas as questões de equilíbrio social e de justiça e que ainda permitiria avanços e progressos muito mais acelerados. Mas nós sabemos que não é assim. Sabemos até que não resolve quase nada e que simplesmente acentua os desequilíbrios sociais. Mas a questão aqui nem sequer é essa, não a podemos colocar de forma exclusivamente ideológica. A questão põe-se com a pergunta que o amigo Moreira já aqui pôs, onde é que eles estão?
Não tem faltado oportunidades aos agentes económicos privados de demonstrar que a sua acção é melhor e mais benéfica para a sociedade (ainda que não seja o seu fito, porque esse é o lucro) do que a que o estado vem exercendo. Mas a verdade é que nada.
Quase sem excepção, sempre que o estado abdicou de uma qualquer porção da actividade económica em favor dos privados, aparentemente as coisas melhoraram, mas na realidade as pessoas (cidadãos deste pais) ficaram sempre pior servidas.
Foi assim com os transportes (urbanos e não urbanos), foi assim com os bancos e seguradoras, é assim com a saúde, é extraordinariamente assim com a educação, foi e é assim com as telecomunicações, com os produtos petrolíferos, e assim vai ser com a energia eléctrica, etc., etc..
Mas isto é naquilo que os privados abraçam, porque as coisas mais estruturantes, chamemos-lhes assim, nem sequer lhes interessam.
Por exemplo, eu não me importava nada que a AMTRAK viesse a Portugal criar e explorar o TGV. Ó pá, mas eles não vêm… Eu não me importava nada que a associação dos empresários do sector turístico ali de Viseu, reabilitasse a Linha do Vouga. Mas eles nada… Aquilo está parado há dez anos e este governo até não se portou nada bem, mas o que é certo é que eles nada.
E aqui é que entra a questão cultural. Em Portugal, se não for o Estado o motor, a carroça anda a pedais, isto é, não anda.
Na melhor das hipóteses temos os Amorins e os Belmiros (também já lá vamos), que “até são bons exemplos”, imagine-se.
Para dizer o que? Que um americano pode ser liberal ou até progressista de uma outra forma, com uma distancia em relação ao estado. Em Portugal, se não for o Estado, somos ultra conservadores, no sentido de que o tempo pára mesmo. Por isso é que foi sempre o Estado, foi ou não foi? Muitos dizem que é uma herança do Estado Novo, mas não é, foi sempre assim. Pelo menos desde as especiarias da Índia e a seguir do ouro do Brasil.
A verdadeira conquista está nas pessoas (até porque os mais atentos já terão certamente constatado que os comportamentos variam muito pouco, dentro e fora do estado). Mas não no sentido de que fala o Moreira, isto é, não é uma questão de culpa das pessoas. As pessoas são estas, somos nós.
E isto não foi a lado nenhum? Como não? Há trinta anos éramos colonialistas em África e hoje estamos no pelotão da frente da Europa e isto não foi a lado nenhum? Hoje há milhares e milhares de pessoas, de outras nacionalidades, europeias, africanas, asiáticas e americanas, a querer viver e trabalhar cá e isto não foi a lado nenhum?
Mas vamos então aos Belmiros e Amorins, os tais maiores criadores de emprego.
Mas o que é que tem feito por “isto”? Não é evidente a asfixia que provocam nos parceiros comerciais e ainda mais nos concorrentes? Não é evidente que os mecanismos de retenção de capitais e ausência de stocks condenam sem piedade largos sectores da classe média que é invariavelmente o sustentáculo social das comunidades. Não é evidente a degradação da qualidade do emprego que provocam. O que está em questão não é a quantidade do emprego, mas sim a qualidade do emprego. É evidente que aqui os padrões de cada individuo e de cada grupo são diferentes, mas para quem acredita, como eu, que com a quantidade de riqueza criada podemos viver cá TODOS e viver bem (este acreditar não é tanto uma questão de fé, mas mais uma questão de calculo), os ditos não são exactamente bons empregadores, para além de serem muitas outras coisas menos boas (aquilo é tudo tão reles, a começar pelos projectos de arquitectura que promovem).
O problema da riqueza é de distribuição e essencialmente de desperdício, não de produção. Parece-me evidente que tem que existir um equilíbrio entre o valor trabalho e as outras formas de criar riqueza, que no caso está completamente distorcido (perdoem-me a linguagem pouco técnica). A questão de saber se a riqueza que produzimos é ou não suficiente para as necessidades que criamos não é exactamente esta, é saber se a riqueza que produzimos, DISTRIBUIDA E DESPERDIÇADA desta forma é ou não suficiente para as necessidades que criamos, adicionadas às necessidades que nos são impostas e às necessidades que nos são sugeridas. Está bom de ver que a resposta será sempre um rotundo NÃO. Quando juntamos isto ao referido desequilíbrio no valor do trabalho chegamos sempre a uma situação de insuficiência, ainda por cima facilmente comprovável pelos níveis sempre crescentes de endividamento. Insuficiência essa que encontra como resposta a necessidade de produzir mais e com menos custos, numa espiral de tensão social estranhamente benéfica para os mesmos de sempre. Os mesmos de sempre, curiosamente.
Agora emprego a sério, não são os Belmiros nem os Amorins. Não digo que seja só o Estado, porque não é, mas enfim.
Se olharmos para a evolução histórica, que tipo de emprego deveríamos aspirar por esta altura do campeonato? Quantas horas de trabalho, que direitos e que deveres? Que garantias, que dedicação? A informática não ia servir para trabalharmos todos apenas metade do tempo, que as máquinas fariam o resto? Então porque não sucedeu? Ou será que sucedeu e essa riqueza anda a ser mal distribuída e muito desperdiçada?
Talvez não fosse a distribuição da riqueza o grande problema dos países comunistas, mas sim a produção e mais uma vez, sobretudo o desperdício. O estado dificilmente é “nós”, mas sim uma entidade semiabstrata que existe nas nossas cabeças principalmente para complicar. Dai que colectivamente acabamos sempre, no mínimo, displicentes em relação às coisas do Estado, fazendo-o fracassar quando atinge grandes proporções.
Mas dai a dizer que o Estado não produz riqueza vai um grande grande passo. Mesmo directamente produz riqueza, mas então de forma indirecta, nem se fala. Ó Moreira, eu não acho que a vocação do Estado seja lucrar com a OTA, mas sim cumprir o desígnio de ter uma rede de aeroportos válida que sirva uma rede de transportes aéreos válida, capaz de SERVIR os cidadãos e, se possível, criar riqueza. No caso da linha do Vouga, que dificilmente poderá criar riqueza, o Estado deve mantê-la, custe o que custar.
Que não fique a sensação de que me agrada o estado das coisas e que defendo um Estado pesado. Não, em Portugal, na minha opinião o peso do Estado é excessivo e tem que ser corrigido, mas nunca diminuindo as suas virtudes, porque se alguma coisa de bom ainda se vai fazendo é através do Estado. Das duas uma, ou o Estado abraça outras áreas da actividade produtiva e não é provável que o faça (mas poderia faze-lo e bem), ou terá que emagrecer, porque é excessivo para actividades de soberania e regulação, ainda por cima quando as exerce tantas e tantas vezes em duplicado e triplicado (ex: as SRU’s).
Quanto à OTA, eu já referi que por mim não se fazia, mas que não virá grande mal ao país se se fizer. Mas quando escrevo que não fazia, não é porque as razões para o fazer não me convençam, e sim por um outro tipo de convicção, mais empírica, que me diz que os transportes aéreos não vão evoluir da forma que os estudos actuais permitem antever. Agora a argumentação para não fazer o aeroporto tem aspectos tão caricatos como a contrária. Então os arautos da poupança não se lembram dos tremendos dispêndios ano após ano de gestão corrente, se em vez de um só aeroporto se distribuísse o tráfego aéreo por dois ou até três aeroportos (Beja, Figo Maduro, Portela, etc.). Mas isso é coisa que se proponha como solução. Numa era em que os custos de investimento em infra-estruturas se amortizam em cada vez menos tempo, em que os custos com mão de obra assumem proporções inviabilizadoras… O problema, quando se cria um novo equipamento não é quanto esse equipamento vai custar, mas quanto vão custar ao fim de x anos as pessoas que lá vão estar a trabalhar. Principalmente se for no Estado, que não tem a flexibilidade dos privados. (Nalguns casos já quase se justifica estar sempre a construir o mesmo equipamento, porque numa sociedade em permanente mudança, os ganhos de produtividade inerentes a uma nova organização, por sua vez inerente a uma nova construção, são compensadores em relação aos custos de construção).
Como ia dizendo lá atrás, a grande conquista está nas pessoas. Está em conseguir operar algumas mudanças fundamentais nas mentalidades colectivas. Para que aquilo que lhes põe à frente como um imperativo quase moral (tipo se não há dinheiro é porque produzimos pouco, insinuando que trabalhamos pouco e temos ordenados e regalias a mais) seja objecto de reflexão critica. Para que controlemos melhor as nossas atitudes mais displicentes, e consigamos outro tipo de ganhos. Até para que criemos maior indignação face à escabrosa forma como se vai processando a distribuição da riqueza (bolas, porque é que quando nos comparamos com a Holanda ou com a Dinamarca nunca nos surge comparamos a forma de distribuição de riqueza e apenas comparamos os sistemas de saúde?). Será que as fortunas dos Belmiros e Amorims alguma vez poderiam ter tido lugar na Holanda ou na Dinamarca? Quanto ganha um médico na Holanda? Qual é a proporção para o salário mínimo?
A mim preocupa-me principalmente aquilo que atenta contra o Estado Social e também a forma como se destrói o que está bem feito (ou no bom caminho) a pretexto de um qualquer momento menos bom. E por agora, para conversa, já chega.

segunda-feira, novembro 28, 2005

Senhores do PS!

Venho outra vez escrever, quer dizer mandar escrever (que é o meu sobrinho que põe no papel o que lhe dito), para saberem umas poucas e boas, sobre as coisas que ando a ouvir!
Em primeiro lugar quero mandar um beijo (dos grandes) para aqueles senhores que estão sempre lá na 6ª feira do Karaoke da minha secção. Digo-vos uma coisa – fossem todos os partidos como o nosso lá na Freguesia, e não havia problemas neste País. Portanto, beijos para o senhor vereador, e também para o seu filho, que tá cada vez mais parecido com ele sim senhor (não que isso seja um elogio à sua beleza, mas enfim cada um é o que tem de ser).
Nunca vi gente importante assim, dançar e cantar na tasca, só porque querem que a gente vote neles, até porque se calhar a gente votava à mesma. No entanto senhores, assim é que é, no meio do Povo. E digo-vos mais, essa cavalgadura do Cardoso fez muito mal ao senhor! Fez sim Senhor! Ele podia insulta-lo, chamar-lhe nomes e tudo, mas tira-lo da lista da assembleia é que nunca. Isto foi horrendo, odioso, badalhoco e mais o que houver.
Enfim, o que interessa é que temos eleições do Presidente, pois bem, gosto do bochechas, aquilo é que é homem de fibra, senhor. Então com tanta idade e ali vai ele contra o vespelhudo do Cavaco. Bem sei que para o mulherio estas eleições são a maior miséria. Isto vai desde o velhote, que pode ser muito bom político, mas não havia de fazer muito com uma rapariga como eu que tenho menos 25 anos que ele, e depois o Cavaco, nossa senhora! Mais valia dormir agarrada a um crucifixo, ao menos era imitação verdadeira de Cristo.
Por fim o Alegre! Logo a mim que sempre achei porcas as barbas, com aqueles pelos todos na sopa e no iogurte! Uma vez disse ao Narciso que só lhe dava o voto com duas condições, uma que à minha mais velha lhe arranjassem um empreguito, outra que ele aparasse a cútis. Olhem lá se não tinha razão!
Mas o que mais me assusta é aquele rapaz novo com nome de prato de sopa – o Louça. Então ele pespega-nos com os olhos em cima da gente como se fosse superman com raios laser. É que ao menos podia ser com aquele jeito de quem aprecia, mas nimba, é feroz, como se nos mandasse à burda merda! Que horror.
Portanto, vou votar no “Marocas”, mas digam lá ao Sócrates que aquilo não foi escolha que se faça, aliás ele não acerta uma, depois do Mário para esta figura de Presidente, do Carrilho para a capital da “Mourada”, do Assis para o Porto, agora o Renato para a Federação - vou ali e venho já.
O governo tem sido um bocado cão. Aqui no Porto, lá pelo bairro dizem que não gostam da Ota, eu ainda não percebi o que aquilo é direito, mas que não é coisa boa, não é. Um aeroporto gigante senhor, para quê? Se cada vez há menos razões para vir a Portugal? Aliás, vai-se notar no percurso dos deputados aqui do circulo - se falharem a hora do tgv, apanham o shuttle, depois o avião, voam 150 km e em Pedras Rubras vão de autocarro ou de Taxi que é muito bom.
Ou seja, é impossivel chegar às reuniões do partido, por isso se os vereadores do PS tem falado tão pouco nos jornais, aí é que não falam mesmo. Aliás ouvi dizer que enquanto o Assis for presidente a moda é ninguém atender o telefone a ninguém e quando combinam dizem assim:
Amanhã ligo-te!
Ora bem bem, nem ligam, nem sequer ficam de ligar!
Outro dia quis reclamar uma coisa lá da Junta e vou para o meu sobrinho, (que passa aqui no quarto as tardes, o moço!) "Manda lá uma dessas cartas por internet para os vereadores a dizer aquilo e tal", e o estupor do ganapo cobrou-me antecipadamente o recado em géneros (não que eu não aprecie) e depois vêm com a léria que eles num tem "émaile"!
Ora isto assim não pode ser, realmente, mais valia voltar para lá o senhor engenheiro que ao menos passava o dia no gabinete.
Por isso, tomem lá nota senhores e façam a gentileza de contar aqui com esta militante para as listas, isto comigo é que vai para frente.
ass: D. Serafina

Uma homenagem à Posta Mirandesa


Depois de termos feito menção a outros "blogues" de teor humurístico é da maior justiça esta referência ao mais popular dentro do género.

O Blasfémias e a sua "especialidade"

António Moreira


PS - Sabemos que esta não é a "posta" genuina, pois...

Para a genuina:

Posta à Mirandesa
Ingredientes:
1,2 Kg. de carne de Vitela Mirandesa - sal grosso

Confecção:
PreparaçãoAcenda as brasas utilizando lenha que não seja resinosa, como a de pinheiro, devendo então optar pela lenha proveniente de árvores de fruto ou por carvão vegetal.

O lume deverá estar forte, ao início, espalhando-se de forma uniforme pelo fogareiro ou lareira para que a distribuição do calor seja uniforme.
Ponha, então, a grelha, limpa e sem restos de peixe de uma preparação anterior, a uma altura de cerca de 10 cm das brasas, onde vai colocar as postas com uma espessura de 3 a 4 cm, sem nenhum tempero.
Pouco depois, se desejar, ponha um pouco de sal grosso e volte a carne, sem espetar, apenas quando aparecerem à superfície pequenas pérolas de sangue.
Deixe a carne na grelha o tempo suficiente para ficar passada consoante o seu gosto, nunca a picando para que conserve a suculência.

Ó pra ele a pôr-se a jeito...

Miguel Cadilhe lança amanhã o seu livro "O sobrepeso do Estado em Portugal".
Mais um dos que andou a ouvir a Mónica Cintra e a canção do pisca-pisca. Eles muito gostam de piscar o olho à esquerda quando querem ganhar eleições. Logo a seguir voltam-se para o outro lado e tornam-se autistas. Aliás, autistas não, que eles malham no PS que se fartam.
Bom, mas de qualquer forma muito boa gente do norte vai gostar. É acontecimento.
Não, não resisto. É que além de se tentar pôr a jeito, na entrevista que dá à visão, transparece mesmo o desejo recalcado de que o velhote vá comer o bolo rei mas é lá para a terra dele e dê lugar aos mais novos...

Crucifixos



Eu cá não estou nada de acordo com estas coisas.
Como é sabido, os nossos miudos são cada vez mais vampirescos. Se se tiram os crucifixos das escolas, como é que se vai ter mão neles?
Daqui a nada temos as escolas cheias de dentes de alho, água benta, estacas pontiagudas, etc..

sexta-feira, novembro 25, 2005

"Teresa" e "Maria", três dias depois do beijo.


"O vicio deixou marcas no rosto destas pequenas, que não escondem a culpa que as consome pelo seu tenebroso acto.
Em Vila Nova de Gaia já ninguém as reconhece. "










É assim, e muito melhor, que o:

FRANCO ATIRADOR

Marca a diferença.

As minhas boas vindas e um sincero muito obrigado.

Já fazia falta um blog assim.

António Moreira

"ACABOU. Já não há jardins!"


Fazendo eco da justa indignação expressa nos "ALIADOS"

Não cabe agora acusar apenas os do costume, mas sim os também responsáveis, e aqui é o lugar certo para os nomear:

POR INACÇÃO ou INEFICÁCIA.

Partido Socialista
Francisco Assis
Actuais vereadores do PS na CMP
Actuais deputados municipais do PS na AMP
Anteriores vereadores do PS na CMP
Anteriores deputados municipais do PS na AMP
Deputados do PS na Assembleia da República
Governo de Portugal
Todos os Portuenses
Nós todos


A VERGONHA DE SER PORTUENSE

António Moreira

quinta-feira, novembro 24, 2005

Comunicado de Imprensa

Quando, há cerca de um ano, acedemos ao convite do presidente da Federação Distrital do Porto para integrar o Secretariado, fizemo-lo na convicção de que era um processo necessário de unificação, destinado a dar-lhe as melhores condições para enfrentar as autárquicas e concretizar os seus compromissos eleitorais internos, entre outros, o de ganhar a maioria das câmaras da Área Metropolitana do Porto.

Após o desastre eleitoral de Outubro último na AMP, agravado pelas condições da derrota pessoal do presidente da Federação no descalabro da Câmara do Porto, onde o PS tinha uma forte tradição de bons resultados e onde o adversário se encontrava mais debilitado pelo seu isolamento social e político, a situação alterou-se deixando de fazer sentido o esforço anteriormente encetado.

A agravar, o facto de o Secretariado, pelo menos desde que o integramos, nunca ter funcionado com regularidade (passam-se meses sem reuniões e não há reunião que não seja adiada pelos menos uma vez pelos afazeres súbitos do presidente) e sobretudo nunca ter tomado decisão nenhuma, pois o poder decisório esteve sempre concentrado unicamente nas mãos do presidente.

Em suma, o Secretariado da Federação nunca passou de uma encenação.

Mas, ainda pior, tem sido o silêncio cúmplice do Presidente da Federação em relação à política centralista do governo. Não só em relação a um processo de regionalização metido na gaveta, como em relação ao abandono do projecto ferroviário de ligação Porto-Vigo, e também Aveiro-Salamanca, relegados para o Dia Do Só Nunca, em favor de todo o empenho no projecto TGV Lisboa-Madride e Lisboa-Porto . E quando se deveria investir na modernização das inter-regionais depara-se, pelo contrário, com a inacreditável destruição em curso das linhas Porto-Régua-Pocinho e Porto-Valença! Bem como em relação a um projecto da OTA, que além de desajustado da situação financeira do país, e mais que duvidoso em todas as outras vertentes, funcionará como mais um aspirador nacional à volta da Capital, acentuando o processo em curso de liquidação do tráfego de Pedras Rubras e agravando a macrocefalia que está a destruir o país. Este, de resto, foi sempre o ponto de vista do PS/Porto! Se alguém mudou de opinião não foi pela geografia ter mudado, foi pela cegueira partidária e pela postura serventuária, que encobre sempre as conveniências da promoção política pessoal.

É que sobre tudo isto, o Presidente da Federação, que em promessas internas e externas se multiplicou como paladino da região de um PS/Porto com peso nacional, não toma uma iniciativa interna ou externa, não diz uma palavra, porta-se como um funcionário venerador e servil, não contando para a nada na política do PS a nível nacional e portanto do governo

Não porque o Porto, com a principal Distrital do país, não tenha peso por si, como mostra a tradição. Mas porque o presidente está preocupado com tudo, menos com bater o pé (nem forte nem levemente) em favor da Área Metropolitana, do distrito e da região como seria o seu dever.

Pelas razões expostas, não tendo já nenhum sentido a minha participação no Secretariado e não compactuando com o servilismo em relação ao centralismo, informo os órgãos de comunicação social que acabo de apresentar a minha demissão do referido Secretariado da Federação Distrital do Porto do PS.

Porto, 24 de Novembro de 2005

Pedro Baptista

Magnifica iniciativa da JS Porto

Creio que a todos os socialistas (de cartão e sem ele) interessará algumas das temáticas que previsivelmente serão discutidas neste fórum.

A JS está de parabéns pela organização e o SEDE apoia a divulgação da iniciativa (não fossemos nós Socialistas Em DEbate)

Vem aí mais um que é SÉRIO


"......

A regionalização foi mesmo aprovada por unanimidade em Assembleia da República sob proposta do então primeiro-ministro do PSD, Cavaco Silva.

“Depois entrou a marinar”, criticou, lembrando o artigo 256º refere a obrigatoriedade do mapa divisório ter de ser referendado.

O ex-ministro das Finanças de Cavaco mostrou-se mesmo revoltado com o facto do actual candidato à presidência da República na sua Autobiografia Política II referir textualmente:

“Fiz por empatar o assunto”.

“Mas isto é coisa que se diga ou política que se faça?”, questionou em tom acusatório, ...."

Pois...

António Moreira

O "Jóxé Manueeil Barroxó" do nosso orgulho

Lembram-se que a honra dos portugueses neste homem e no seu convite para testa de ferro eurpopeu justificou a estupidez de Sampaio em designar o Sr. Lopes como 1º ministro?
Ele vai ser entrevistado - será capaz de dizer alguma coisa?

Marktest


Um estudo da Marktest no Dn mostra que Cavaco não ganha à primeira e Alegre mantém-se à frente de Soares.

quarta-feira, novembro 23, 2005

O aeroporto


Não acho que o futuro de Portugal se desenhe com um novo aeroporto, nem que ele seja mais forte que o de "Barajas".
Não creio que se crie mais emprego quando o sector produtivo está em crise (então haverá mais circulação porquê - turismo?) e a vocação de Portugal indefinida.
Ontem revi-me no Miguel Cadilhe (digo-o assim sem títulos nem nada porque me senti como um dos dele – inteirinho), assim como sei que a Elisa Ferreira já disse coisas bem parecidas. Para quem não saiba ele falava numa conferência organizada pelo Público e questionava se realmente achávamos que o Aeroporto era o futuro do País?
Disse que provavelmente este investimento matava Pedras Rubras, e falava com uma certeza de números que eu não sei ter.
Depois, para que ninguém ficasse com veleidades que isto era uma posição partidária desancou Cavaco Silva quando citou o seu livro II de auto-biografia POLÍTICA a sua frase em que afirmava ter EMPATADO A REGIONALIZAÇÃO!

Olhando para isto em termos políticos temos então o quê?
O Distrito do Porto em definhamento (desemprego, crise industrial, maior litoralização, perda de capacidade competitiva, fosso de desenvolvimento com a Europa e com Lisboa), mas não se riam todos, pois no distrito vê-se também toda a região do Norte e centro.
Por outro lado, confuso com este investimento previsto para a capital calculo que haja uma estratégia de descentralização, quanto mais não seja para equilibrar as coisas. Procuro mas não encontro!

E será isto culpa de Sócrates? Ou será antes culpa de não conseguirmos uma acção política credível?
Anteontem enervava-me com a forma brejeira e de parodia com que num programa da 2 (pasteis de nata) se tratava a regionalização – com pronuncia à Porto e bocas risonhas.
Será que as mesmas palavras ditas por Fernando Gomes e Cadilhe tem efeitos diferentes?

Narciso hoje ao JN

"Nunca disse que 'não' ao PS nem nunca defraudei expectativas", afirmou, embora tenha pedido aos seus apoiantes uma pausa até às presidenciais. A Renato Sampaio, enviou um recado implícito, ao apelar para que não se cometam "os grandes erros de andar a fazer negociatas".
Narciso Miranda apresenta-se, portanto, como candidato.

terça-feira, novembro 22, 2005

Já tomaram o comprimido hoje?


A propósito de uma crónica de Miguel Sousa Tavares, escrita no Público da última sexta feira, grande parte da “blogosfera” nacional, tem-se entretido a cruzar argumentos sobre sexualidade, heterosexualidade, homossexualidade, homofobia, heterofobia (?) e muitas outras coisas, desde a defesa do direito ao tabagismo indiscriminado, por MST, ao direito a qualquer poder escrever imbecilidades, como o MST (e, já agora, este vosso amigo).

Foi assim que descobri a existência de uma entidade a que chamaram de “blogayesfera” e também a de um medicamento milagroso, chamado HETRACIL.

É sobre este medicamento, que se destina a prevenir comportamentos efeminados e tendências homossexuais, que gostaria que algum dos “sedentos” (ou sedentas) mais ligados a estas coisa da ciência se debruçassem (no bom sentido) de forma a procurar, de entre os seus componentes, não um antídoto, mas sim a fórmula mágica que permitisse criar um medicamento análogo, mas inverso, que fosse capaz de prevenir os comportamentos mais “masculinizados” e as tendências marialvas que ainda proliferam de norte a sul do país, desde os autocarros dos STCP, às lezírias do Ribatejo, das páginas do Público, às caixas de comentários (e não só) de tantos “Blogues”, para já não falar das candidaturas presidenciais….

PS, para se verificar que por trás do que parece a maior das imbecilidades se escondem, por vezes, verdadeiras pérolas

António Moreira

as guerrinhas

A guerra entre os pseudo-candidatos à distrital do PS e às concelhias já se estende ao Masp. Que pena que o PS não saiba separar as “guerrinhas” internas das eleições presidenciais. Houve muita gente que ficou zangada pela escolha de Nuno Cardoso para representante concelhia da candidatura de Soares – como se isso interessasse para alguma coisa.
E já agora, depois de Francisco Assis anunciar a sua passagem de militante de Amarante para o Porto, será interessante observar quem ele apoiará para a liderança…