sexta-feira, novembro 18, 2005

O tamanho conta?

Conta-se que Samora Machel (personagem injustamente fustigado pelo anedotário nacional) deparando-se com sérios problemas de organização ao nível das estruturas de base do partido, fez sair uma circular na qual constava o seguinte:

Uuuuuuuuuuuuu (ús pequeno)
Tqobdc (tê quê ó bê dê cê)
OOOOOOOOOO (ós grande)

Para ele, de acordo com a piada, o tamanho contava. Pois para mim também conta, por defeito ou por excesso. Não interessa tanto o que se pode fazer com ele (tamanho), porque a acção está sempre demasiado dependente das circunstâncias, mas sim a dimensão, que deverá ajustar-se tanto quanto possível às necessidades. Eis o que não acontece neste naipe de candidaturas presidenciais
Todos sabemos que "um homem é ele próprio mais as suas circunstâncias", sendo que nestas eleições e neste tempo histórico as circunstancias se vão apresentar semelhantes para qualquer destes homens, caso venha a ser eleito; dificuldades, contenção, crise, etc..
Portanto, o eleito valerá essencialmente pela sua dimensão, e pela forma como a souber ajustar às necessidades do país. Por esta ordem de ideias, o candidato do qual me sinto ideologicamente mais próximo, Mário Soares, leva uma grande vantagem sobre qualquer um dos outros. A sua superior dimensão política, humana e humanista, cultural, social, económica (sim, disse económica), etc., não deixam margem, não deixam espaço, a nenhum dos restantes, sempre demasiado confinados aos pequenos mundinhos de que se foram rodeando.
Mas, e há sempre um mas, há uma outra dimensão que antecede todas as outras. Uma dimensão maior (mais maior, à espanhola), que é a dimensão da vida, do tempo da vida.
Um homem nasce, vive e morre, e nesse percurso ganha para si próprio um tempo para estar nas coisas da vida, um tempo certo. Essa é a dimensão de que Soares não dispõe e é por isso que revela tanta dificuldade em "passar" no eleitorado.
Não se trata de colocar o cutelo da idade sobre a cabeça de ninguém, numa apreciação que seria sempre de um imediatismo primário, pouco correcta e desejável.
Trata-se de aferir até onde é possível esticar a corda no que diz respeito à permanência na ribalta do que quer que seja, coisa que os nossos candidatos estão apostados em fazer. Eles são sempre e exactamente os mesmos!
Um aparte; No que à idade diz respeito, Madonna acaba de demonstrar com o seu recente “Hung up” que isso tem muito que se lhe diga. E ela disse, peremptoriamente, às novas starletes da Pop & Soul, quais Beyonce, Kelis, Missy Elliot e etc. para aprenderem com a velhota e verem bem como é que se põe o mundo inteiro a dançar. A parada ali joga-se alta, e as Shakiras não contam para o campeonato. Há que distinguir bem o que é a competição branco / negro na qual Madonna vai fora golear, e perceber que os hispânicos jogam à parte.


No entanto, ao contrário de Madonna, que por ser americana global, é global, pensa global, os nossos potenciais presidentes revelam amiúde a sua triste pequenez. À excepção de Soares sempre esforçado em fazer-se global. E muito fez ele, extravasando largamente o que à partida seria de esperar para um político de um pequeno e periférico pais europeu.
Porque o desafio é mesmo esse, nos nossos tempos. Ser capaz de pensar global e agir localmente, com recurso aos instrumentos mais básicos de que o ser humano dispõe, a começar pelos seus sentidos. Ser capaz de perceber simultaneamente as transformações que o mundo vai sofrendo e o valor das coisas simples que garantem a sustentabilidade, como a fauna natural do Sabor ou o chouriço de Montalegre (já que estamos a falar de tamanho…).
Ora, na avaliação das candidaturas presidenciais, e perante o panorama desolador que nos foi proporcionado, e que condiciona fortemente (quase exclui) a vertente meramente racional da escolha, é precisamente de outros sentidos que temos que nos socorrer para fugirmos aos facilitismos tipo “gosto ou não gosto", tipo “…é cá dos nossos”.
Estamos perante uma crise de protagonistas e um esgotamento de personagens que traduz um fim de ciclo inevitável e é bem patente nestas eleições presidenciais. Que não se confina, aliás, ao nosso pais, mas que extende por toda a Europa (não nos esqueçamos que o presidente da Comissão Europeia é aquele incapaz).

Francisco Louça, e começo por ele por ser o mais fraco, o mais frágil, aparece nos cartazes dizendo “Olhos nos olhos”. O que é que lhe terá passado pela cabeça? Não saberá ele que os olhos são exactamente o seu ponto fraco? Poderá alguém confiar naqueles olhos, pequenos, que transmitem um ressentimento dominado, uma mágoa raivosa difícil de controlar? Os aspectos positivos, a inteligência, a criatividade, são relegados para segundo plano procurando tirar partido eleitoral dum sentimento de confiança de que não dispõe. Há qualquer coisa de Peter nesta candidatura.
Cavaco não aparece, estrategicamente, para não revelar o logro. E com isso propicia outro. Portugal não é Cavaco, embora ele gostasse que fosse. E o Portugal que é Cavaco, infelizmente, é o Portugal do pior de ser português. O Portugal do desenvolvimento desenfreado, descontrolado e catastrófico. O Portugal dos IP’s dos acidentes. Da ignorância ambiental. O Portugal dos fundos estruturais desviados. O Portugal do ensino superior sem qualidade. O Portugal sem pré-escolar. O Portugal do monstro e do betão.
Mas o logro de Cavaco é outro, é a impossibilidade de personalizar o papel que é atribuído ao presidente na nossa república. Cavaco, para o mal e para o bem será sempre outro tipo de personalidade e não lhe convêm lembrar isso às pessoas. Pelo menos até terem a sua decisão consolidada.
Alegre oscila, entre o idiota útil e o representante da alma, das almas. Dos portugueses de outrora consagrados em poesias inflamadas e louvores que engrandecem o peito. O rebelde a quem já não sobram muitas causas. Mas tem sido muito útil, principalmente a uma certa esquerda, muito mais velha do que Soares, que se eterniza e que se sente acima de todos, sempre bem defendida atrás de uma ética republicana, que amiúde se encarrega de apunhalar.
Jerónimo sim. Embora tenha sempre presente aquele arzinho de gato escondido com rabo de fora, há que admitir que conseguiu um outro elan para aquilo que é, e que no fundo sempre foi. Eu cá prefiro assim. Não gosto de comunismos reformáveis nem de cosméticas à medida. Marx teorizou e Lenine tentou operacionalizar. Não é válido no que nunca foi e continua válido no que sempre foi. Ponto. A simpatia não tem nada a ver com isto e já se sabe que dá votos. Ponto outra vez. Ou alguém dúvida da pertinência actual do discurso trabalho vs capital?
E Soares? Soares é fixe, mas aparece tão velhinho… Acho até que exageraram propositadamente nos cartazes, para dar uma de Papandreu, de avozinho fundador. Não o tenho visto assim tão velho, e até está bastante ágil.
E aqui voltamos ao início da questão, o tamanho, a dimensão. A dimensão do homem e a dimensão do mandato (factor a considerar, sem dúvida).
Temos como ponto adquirido, pelo menos eu tenho, o cenário desolador de uma conjuntura que dá os seus últimos passos, que se esgota. Algum destes candidatos poderá personificar uma transição? Seguramente que não!
Então, fechemos os olhos, libertemo-nos do manancial diário de ideias feitas e votemos em quem cada um de nós imaginar como o Presidente de todos os portugueses.
Ou então façamos simplesmente outra coisa qualquer.


quinta-feira, novembro 17, 2005

desabafo

O que tem o PS Porto que o inibe de produzir opinião política? Que se passa em Federações e concelhias em que nem um comentário se vê sobre decisões estruturais do governo?
A decisão sobre a gestão corrente do Metro do Porto foi comentada simplesmente por Narciso Miranda. As figuras tutelares dos órgãos internos parecem não ter já opinião sobre nada – nem que fosse para concordar.
Longe vão os tempos das reivindicações regionais, da discussão do desequilíbrio centralista, etc..

Que adianta Francisco Assis, Nuno Cardoso e outros que tais? Tenho a convicção que discutir a acção política do governo não é estar contra o dito governo. Se assim fosse as oposições não serviam para nada.
Se fosse Duro Barroso ou Santana a aplicar esta medida como estaria esta malta nossa camarada a vociferar.

No caso do Metro a comparação deveria ser feita com Lisboa, qual o despiste daquelas contas, da fissura do Terreiro do Paço e por aí fora..

Sabem, eu sou do PS, mas também sou do Porto e vejo que a SRU é tutelada pelo governo central, a Metro é agora tutelada pelo governo central, a Casa da Música tutelada essencialmente pelo Governo central, Serralves, Ippar, por aí fora.
Por outro lado quem são os ilustres portuenses do Governo? Nenhum? Pires de Lima até diz ser de Braga. Belo PS este aqui!

Portanto, o melhor mesmo é dar isto ao controlo dos padrinhos, porque ser socialista por estas bandas serve de pouco, mais ainda por ser consequência do factor mais anti-portuense/nortenho que existe – a falta de coragem – coisa que toda a gente sabe que não é mal que a gente padeça.


segunda-feira, novembro 14, 2005

o inicio

Estamos em eleições presidenciais, mas já começaram as movimentações internas partidárias. Pelo menos no seio do PS.
Hoje Narciso dá uma entrevista ao Público, onde, basicamente deixa antever a hipótese de ser candidato ao distrito do Porto. Narciso diz isso e infelizmente pouco mais!
A critica mais forte vai para o seu mais provável adversário – Renato Sampaio – quando afirma que o PS Porto não se deve sujeitar a ser uma secção da sede nacional. Como sabem, Renato Sampaio tem dito (publicamente) que não sabe se é candidato porque ainda não falou com José Sócrates. Narciso insinua também os acordos políticos que existiram com Francisco Assis para este apoiar o candidato preferido de Lisboa e deixa cair uma farpa quando fala da questão do TGV.
Confesso que a entrevista é bem dada e bem conduzida, mas relata o PS de hoje, constantemente ligado a acontecimentos passados, numa lógica de grande conflitualidade interna e sem novas ideias que mobilizem o partido nas causas regionais e nacionais.

Pessoalmente não tenho pruridos em discutir o PS enquanto decorrem as presidenciais, aliás o próprio Soares lançou-se enquanto decorria a campanha autárquica. Considero também que estas próximas eleições internas são fundamentais para o futuro de médio e longo prazo do PS no Porto. Todos aqueles que se consideram ligados à política por causas não podem deixar de ficar assustados com os cenários previsíveis de lideranças e não podem alijar responsabilidades, pois a representatividade de um partido tem que ser em função do seu eleitorado.

sexta-feira, novembro 11, 2005

Sobre a secção Regional da Ordem dos Arquitectos

Soou agora nos blogues a posição iníqua da ordem dos arquitectos sobre o que se passa nas câmaras, nomeadamente na do Porto.
Sou muito faccioso, e longe de ser independente. Como devem saber, ou se não sabem ficam a saber, fui candidato nas duas ultimas eleições à secção regional e perdi. Aliás na última aceitei ir na lista para a direcção da dita, convidado pelo meu amigo e colega, João Carlos Ferreira, que liderava a respectiva tropa.
Ganhou o Serôdio, ou melhor a lista A, apoiada pela Helena Roseta, que, 3 anos antes havia sido eleita pela nossa lista, mas que se esqueceu dos seus apoiantes do norte que perderam por meia dúzia de votos a regional, pois 3 anos volvidos juntou-se aos que a combateram antes.
Desta vez, faz um ano,perdemos 60 – 40, ganhando o Serôdio e os seus.
Por isso meus amigos julgo poder falar do assunto OA, pois estão avisados da minha falta de isenção.

Antes demais não nos podem acusar (aos perdedores) do que quer que seja, mas também não podem deixar de ouvir que aqui no Porto isto continua a ser um problema dos esquemas montados: A FAUP gosta de controlar e a Lusíada aceita tudo desde que não os chateiem. Os arquitectos famosos, como o Álvaro Joaquim e o Eduardo estavam ao lado de quem ganhou a Secção Regional.
Por isso concordo com o que tem escrito o Pedro Aroso e mais ainda com a resposta do Alexandre Burmester. No entanto, nos momentos de debate da Ordem, nós arquitectos, temos estado genericamente ausentes.
A direcção da Ordem que ganhou fê-lo supostamente na continuidade de uma linha (de esquerda) habitual, com pouca interacção com as autarquias, sem interferir nas palhaçadas dos concursos, aceitando a exploração dos recém-licenciados e defendendo a linha cultural – nova sede e o Passos Manuel chique fashion para discutir assuntos.
E o que realmente interessa: nada! Licenciamentos – nada! Profissão – nada! Honorários – nada! Escolas e universidades – nada! Autarquias (arquitectos de fora e de dentro, ou será que os de dentro não pertencem à ordem?) – nada!

Portanto se querem discutir, meus caros leitores do blogue, arquitectos como o Aroso, o Burmester ou o Gino – que apoiaram esta direcção, venham agora, desafiados para o próximo triénio falar da secção regional e da ordem nacional a sério. Eu e o Daniel estivemos lá, fomos chamados de gajos do PP, nós com cartão socialista e tudo, simplesmente porque achamos que a Ordem existe para a profissão dos arquitectos, não para o jornal, nem para as conferências, nem para o bestiais coisas que o Gadanho organiza e muito menos para as festas de fim-de-ano/reveillón!
Simplesmente porque só existe uma reunião por ano, se tanto. Simplesmente porque em todas as discussões difíceisa OA está ausente. Mas costuma aparecer para levantar processos disciplinares, que não dão em nada. E depois?
A mim revolta-me que nos arquitectos haja uma lista que junta na mesma comissão de honra todos os arquitectos com obra pública do norte, encabeçada pelo Siza e tudo – são os gajos fixes, a malta porreira como diria alguns que foram professores de quase todos nós. E depois queixam-se, logo no dia a seguir, ou quase! Que não tem trabalho, que a câmara é uma merda! Que são tratados assim e assado por outros colegas e funcionários e que os vereadores isto e aquilo – sem preparação e sem saberem um boi ou um burro! Pois não precisam! Basta encomendar obra pública ao Souto de Moura, ele depois dá aos outro como fez no Metro, a todos os gabinetes amigos.
Basta pedir ao Siza o desenho da “Boapista” que ninguém pode chatear. E não fosse o governo ter mudado e o Presidente do IPPAR desejar manter o posto, nem sequer tinha havido aquilo no Soares dos Reis sobre Ceuta, organizado pela Ordem! A OA no norte não serve hoje para nada.
Queixam-se de quê afinal? Do que escolheram!
Ou será que estou enganado?

Pensar melhor

O MAnuel Pina, figura que bem considero, nomeadamente pela escrita, disse ontem assim no JN:
"Siza Vieira e Souto Moura estão a fazer nos Aliados um monumento à autocracia. A autocracia já merecia um monumento no Porto! Ora, um monumento à autocracia tem que ser cinzento (e, se possível, "sizento"), que é a cor do posso, quero e mando. E tem que obedecer à regra da autocracia, a uniformidade. Por isso, Siza e Souto Moura conceberam os novos passeios, a nova placa central e as novas faixas de rodagem da Avenida, onde até aqui reinava uma perigosíssima diversidade (até flores havia na placa central!), do modo mais uniforme que puderam granito cinzento, granito cinzento e granito cinzento. Coexistiam por ali, diversamente, uma Praça do General Humberto Delgado, uma Avenida dos Aliados e uma Praça da Liberdade; Siza e Souto Moura tornaram tudo numa coisa só: assim a modos que um Rolex "made in Taiwan".
Dessa maneira, os portuenses sempre poderão ir a Paris sem sair de casa. E como a calçada à portuguesa é também excessivamente diversa e excessivamente portuguesa, decidiram fazer-lhe o mesmo que às árvores e às flores, arrancá-la e uniformizá-la. O Porto terá uma Avenida de uniforme "signé Siza". Para tudo ficar uniformemente perfeito, só falta obrigar os portuenses a pôr fato cinzento quando vierem os fotógrafos das revistas de arquitectura".
De facto, sempre disse que aceito uma forte intervenção nos Aliados, como se fez com comandados pelo Marques da Silva nos anos 30. Mas confesso que são muitas as pessoas que admiro e tenho estima pessoal, que se insurgem contra esta obra. Acho, sinceramente que o Siza e o Souto de Moura estão cada vez mais distanciados das suas origens e parece-me que esquecem que nunca serão cidadãos do mundo sem conhecerem a sua aldeia (num plagio pessoano). Por isso as palavras do Manuel Pina "doeram-me" - às vezes nós arquitectos distanciamo-nos demasiado e afundamo-nos em conceitos ou linguagens supostamente universais, que até o pós-modernismo já matou - diga-se. E dizer que o Porto é conservador é ser burro, coisa que não acho do Eduardo Souto Moura, assim para continuar a dizer o que tem dito, devia vêr como os portuenses absorveram a "Casa da Musica"- já é nossa - como o Guggeinhein é de Bilbao.
E se, Siza e Souto de Moura, julgam que o exemplo de Barcelona na contestação das comissões de vizinhos, às praças duras dos anos 80 é a mesma história do que o que está a acontecer agora no Porto, estão bem enganados.

quinta-feira, novembro 10, 2005

SRU

Aos trinta e sete anos, maravilhosa idade com que por agora me encontro, tenho revelado a mim próprio a entediante monotonia de quase nunca me surpreender com nada. Surpreendente presunção esta que leva alguém a considerar que já nada o surpreende, mas de facto, tem sido assim. Hoje porém não foi.
Por motivos familiares, relacionados também com a minha actividade profissional, vi-me enredado nos meandros da SRU, Sociedade de Reabilitação Urbana Porto Vivo, dos seus procedimentos e da evolução do seu primeiro programa, a reabilitação do quarteirão de Carlos Alberto.
Tudo, mas tudo, o que aqui escrevi e antes, quando o SEDE era ainda um fórum privado, se confirmou. A verdadeira surpresa é que as coisas são ainda muito piores do que eu, nas piores previsões, poderia imaginar.
Reabilitação é uma palavra vaga. Reabilitar não é recuperar, não é reformar, não é reparar. É simplesmente tornar habilitado, no caso para o que quer que lhes apeteça.
Acreditem, é possível ignorar a história, a tradição, o espaço e interesses públicos, o espaço e interesses privados, as tipologias de habitação, a caracterização volumétrica e do espaço, a arquitectura, a vivência urbana, em nome de uma nova habilitação para uso que faz da cidade uma espécie de cenário de papelão. Acreditem, para fazer o que lá vão fazer era preferível não fazer nada, porque nada vai melhorar por aqueles lados.
Só para o registo, a ideia é juntar todos os edifícios desocupados e / ou problemáticos no quarteirão demolir integralmente o miolo e fazer um edifício novo. Ficam as fachadas.
Este tipo de intervenção já não é grande coisa quando estamos a falar de um único edifício, que sendo remodelado dá origem a um novo em que apenas se mantêm a plasticidade exterior. É fácil de perceber porque. Mas aqui o caso é outro. Os novos espaços criados (apartamentos, estabelecimentos comerciais, garagens, etc.) vão ser caracterizados por uma miscelânea arquitectónica resultante do aproveitamento das antigas fachadas, com as suas distintas formas e materiais e cores, com alinhamentos horizontais totalmente diversos. Na mesma casa coexistirão janelas de vários edifícios, a diversas alturas, com outras de desenho actual e novas características. Um mesmo vão tanto poderá servir uma cozinha, um quarto, um w.c. ou mesmo uma garagem ou um estabelecimento comercial. Independentemente da sua guarnição ser de granito de Alijó, de argamassa saibrosa ou outra qualquer.
Sem querer prolongar muito a conversa, refiro apenas que não há projecto ou arquitecto, por melhor que seja, que faça ali qualquer coisa de jeito que não esteja condenada, porque o conceito que presidiu aquele modelo de reabilitação está errado desde o principio, para além de que propõe, sem mais, usos do espaço que já provaram não resultar.
Mas há mais. Toda a parte dos procedimentos é completamente caricata, sendo já evidente que, se aquele programa for para a frente, vai mesmo ser filho único. Eu disse SE, porque me restam muitas dúvidas que realmente vá.
Em tempos pronunciei-me, aqui neste Blogue, sobre a SRU. Aliás sobre as SRU’s. Na altura julgo ter deixado claro que entendia ser um péssimo modelo de reabilitação urbana, serem mais uma das secreções perniciosas do estado, das que oferecem argumentos aos detractores do estado social, e que para além disso não iriam fazer nada que um qualquer departamento municipal não pudesse fazer. Um ano depois tive a absoluta confirmação disso mesmo, só que de uma forma tão penosamente surpreendente que preferia ter continuado na entediante e presunçosa monotonia dos que, aos trinta e tais anos, acham que já viram tudo. Mesmo um porco a andar de bicicleta e uma pulga a dançar rock&roll.

Para o Pedro Aroso


António Moreira

Mais Copy+Paste


Do:
The great portuguese disaster 1985-1995

"Que saudades daquele dia em que o dentinho Cavaco foi ao dentista, para ser desvitalizado no garrafão da Ponte

O Mário Soares,rata velha,em vez de o pôr na rua, deixou-o cair de podre.
Um Governo Osteoporótico.
Na altura,o Peidas Lourido ainda só era Ministro (pai, já sou ministro!...) mandava dar porrada em toda a gente,uma espécie de miguelista da Lusitânia retardada.
Portugal fazia maratonas de cadeiras de rodas com a Grécia, para ver qual ficava com a cauda da Europa, o Grande Timoneiro ia sempre pendurado no estribo, ao lado do ex-maoísta e neo-oportunista Durão Barroso, aquela merda, um dia, descarrilou nas contra-curvas do IP-5, a ESTRADA ASSASSINA,

-- até a Maria ia para lá andar de trenó, nos dias de grande humidade

"nunca senti nenhum perigo, havia só aquela emoção da montanha russa da Feira Popular, também só lá andei uma vez, ficava muito longe da Vivenda Mariani"

--,já estamos na linha da frente,
direita
esquerda
volver
o PELOTÃO DA FRENTE,
a patinar no Pulo do Lobo,
o Soares raposão dava gargalhadas na Praia dos Tomates, o rei vai nu,

"filho, os ossos do teu governo já só parecem uma filigrana...",

as câmaras não largavam aquelas mandíbulas de retro-escavadora, ao cair dos noticiários,
já só enfardava fatias de bolo-rei,
era Natal o ano inteiro,
-- mas só para alguns --

NATAL, MAS SÓ PARA ALGUNS,
... "

Ler o resto


António Moreira

Simpatia e cordialidade


A importãncia da imagem é sempre actual ...

"Foto especial

Na sua edição de segunda-feira, em que o JN desfere também o seu principal ataque através da primeira página do Grande Porto, é utilizada uma péssima
fotografia de arquivo do Presidente da Câmara do Porto, que dá claramente uma imagem agressiva e antipática de Rui Rio."

Para evitar eventuais acusações futuras de estarmos a tentar denegrir a imagem de cordialidade e simpatia que o nosso estimável presidente da câmara pretende divulgar, daqui solicitamos o envio de um "kit" de fotografias "aprovadas".

O nosso muito obrigado

António Moreira

quarta-feira, novembro 09, 2005

a demolição

Pois é, concordo com o Alberto! Só não concordo quando diz que deve ser um processo identico ao do S.João de Deus.
Mas como a localização priveligiada potencia uma boa recuperação e retorno financeiro e o modelo tipológico existente não tem remédio, menos ainda se aplicado a habitação social, a solução é demolir. Demolir não só este, como também o Carriçal, o Lagarteiro e mais uns quantos!



Espero que o PS saiba fugir da demagogia de Rui Sá e não dizer uma coisa na oposição e outra no poder!

Apanha-se mais depressa um mentiroso ...


No Primeiro de Janeiro:

António Moreira

terça-feira, novembro 08, 2005

Nem lá para 2010 podemos contar com 500 euritos????


"Proposta da CGTP é demagógica e fantasista

O primeiro-ministro, José Sócrates, qualificou este sábado de “absolutamente demagógica e fantasista” a proposta da CGTP de aumentar o salário mínimo para 500 euros até 2010.

“É muito importante que se perceba que temos que ter contenção ao nível dos custos salariais, porque isso é muito importante para a competitividade da nossa economia”, referiu o líder do Executivo.

Para José Sócrates, “uma tão súbita variação nos salários só traria mais desemprego e aumento da inflação”.

“Não vivemos tempos em que possamos adoptar agora propostas absolutamente demagógicas.

Os tempos são de realismo e realismo significa encararmos com determinação os tempos difíceis que vivemos para os ultrapassar”, acrescentou.

O primeiro-ministro, que falava em Viana do Castelo no âmbito do “Governo Presente”, sublinhou ainda que não é com propostas “fantasistas” que se ultrapassam os tempos difíceis que o país atravessa e se melhoram os seus níveis de competitividade"


Com este primeiro ministro e Cavaco na presidência, bem podem os "boys" do PSD e do PP procurar empregos "cá fora" que a direita no poder está bem e recomenda-se...

António Moreira

Copy+Paste é preciso

Quando o tema merece e alguém já escreveu BEM sobre ele:

"Desempregados profissionais

Há quem diga que neste país levamos as coisas pouco a sério, mas parece que agora já não é bem assim.
Pelo menos no que concerne ao desemprego.
É que tem sido amplamente divulgada a estratégia que o governo se prepara para implementar e que visa acabar com as situações de pessoas que, beneficiando do subsídio de desemprego, mantêm outras fontes de rendimento não declaradas.
Ora essa estratégia ( espero que esteja apenas em estudo) consiste em forçar os cidadãos que recebem o subsídio de desemprego a permenecer nas suas casas durante toda a manhã ou toda a tarde (alternadamente), na medida em que serão feitas visitas de fiscalização para atestar a veracidade da sua situação. ..."

Ler mais nos "Bichos Carpinteiros"


António Moreira

CONCENTRAÇÃO EM DEFESA da AVENIDA DOS ALIADOS e da PRAÇA DA LIBERDADE

Por estar de acordo com as razões que motivam esta concentração:
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Sábado, 12 de Novembro, às 11 H na Praça da Liberdade
A Câmara e a Metro do Porto preparam-se para transformara Avenida dos Aliados e a Praça da Liberdade,de alto a baixo, num deserto cinzento, sem cor e sem alma.
Como já sucedeu no alto da avenida, serão abatidas árvores,e desaparecerão os canteiros e os desenhos da calçadapara darem lugar ao granito inóspito.
À revelia da lei e do respeito que é devido aos cidadãos,os portuenses não foram tidos nem achados nesta transformação.
A cidade é de todos, não da Câmara e muito menos da Metro.
Ninguém tem o direito de destruir a memória da cidadecontra a vontade dos cidadãos.Neste momento decisivo da história da cidade, o Porto precisa de si.
Manifeste-se connosco no sábado, 12 de novembro, às 11h00.
Juntos na Praça da Liberdade, pela Praça da Liberdade
_______________________________________________________________
António Moreira

segunda-feira, novembro 07, 2005

quem manda!

Segundo noticias:
"(...)
A futura fundação da Casa da Música terá, assim, um conselho de administração constituído por sete elementos, sendo quatro em representação dos privados a nomear pelo conselho de fundadores e três de nomeação pública (dois pelo Ministério da Cultura e um em conjunto pela Junta Metropolitana do Porto e pela Câmara Municipal.
O conselho de administração irá depois escolher o director artístico.
Será também nomeado um administrador-delegado que será responsável pela gestão da Fundação Casa da Música.
A reunião desta segunda-feira confirmou, também, o nome de José Manuel Dias da Fonseca, actual presidente da Assembleia Municipal de Matosinhos, como sendo o próximo presidente da Fundação Casa da Música.
(...)"

Talvez poucos tenham reparado, mas foi neste fim-de-semana, sábado, que Narciso Miranda deixou de ser Presidente de Câmara. Fê-lo numa passagemde testemunho em que não pude estar, mas que acho merece ser assinalada.
Como ele tão bem gosta de me recordar, já divergimos em muito, e continuamos a divergir, nomeadamente na sua visão orgânica e enredada da vida política. Narciso sustenta as suas opções nas relações pessoais calorosas, quando na verdade sabemos que teve na sua vida política grandes momentos de solidão.
Não sei se voltaremos a concordar ou discordar, ou sequer se Narciso tentará um retorno à ribalta em que foi estando, no entanto, merece hoje uma palavra.

domingo, novembro 06, 2005

surprendentemente super-esgotado!

Todos o conhecem... Todos o adoram... Agora todos o podem ver AO VIVO no musical NODDY LIVE, que visita Portugal pela primeira vez. NODDY e os seus amigos da Cidade dos Brinquedos visitam o Porto, Casa da Música de 23 a 26 de Novembro.



O PS por dentro

Pelos vistos o PS irá discutir a sua vida interna invertendo o habitual calendário: primeiro eleições Concelhias, depois eleições Distritais.
No distrito do Porto confirma-se a candidatura de Renato Sampaio, actualmente coordenador dos Deputados socialistas no distrito, e avizinha-se a oposição de Ricardo Bexiga, por sua vez a exercer lugar na administração do INH.

Narciso Miranda, decidiu, ou foi compelido a decidir, que não seria alternativa. Assim também fez Assis, que por sinal apoia Sampaio. Não só ele, também aparentemente a larga maioria do distrito, como Cardoso, Orlando, Seabra, Narciso, Barbosa Ribeiro, e provavelmente Mário de Almeida.



No entanto, muitos dizem que pode haver alteração de cenários.

sábado, novembro 05, 2005

Sexo (directiva)

A mim, o que me incomoda, é a facilidade com que se julga poder condicionar a natureza humana através de expedientes, legais ou outros.
Como se cada um não fosse cada um. Como se todos fossemos iguais.
Como se, pelo facto de existir uma directiva comunitária, as meninas passassem a adolescentes e de adolescentes a mulheres noutra altura da vida, e o mesmo para os rapazes. Passassem a poder praticar actos sexuais na altura que a moral própria dos que afincadamente elaboram a directiva define como certa. Ignorando que a sexualidade não resulta da conjuntura socio-legal. Ignorando simplesmente o corpo, que é o que é costume. Passamos todos a adultos no mesmo tempo e no tempo que alguns decidem e os costumes toleram.
Ao ponto de se caracterizar a pratica de “sexo inocente”, ah! Como se o outro fosse culpado.
É aqui que reside o ponto, na atribuição de culpa às manifestações sexuais físicas, em detrimento das outras, das intelectualmente razoáveis. Daqui ao pecado são dois passos.
Não fosse este sentido, condicionador, castrador, moralizante, sempre implícito, e todas as medidas de protecção a menores são bem vindas. Muito bem vindas mesmo.

sexta-feira, novembro 04, 2005

Paris

E se de repente, um desconhecido, lhe oferecer flores?
E se de repente, um jovem desconhecido, se calhar de outra raça, com outra origem, lhe atirar com um cocktail molotof?
E se de repente eclodisse um mundo novo, desconhecido, com outros equilíbrios, com outras linguagens, outras flores?

Afinal quem é que tem medo, quem tem temores?
Perante o desconhecido assustador, quem dá o passo em frente e quem, pelo contrário, hesita e dá um passo atrás? Onde está a esquerda? E a direita?
Quem é que não sabe que as coisas tem e estão para acontecer? Quem é que não sabe que o Sec. XXI e o terceiro milénio tardam em começar? Ou será que já começaram?

E o que temer afinal. A história longa não nos tem ensinado que o mundo muda sempre para melhor? Quem tem a perder? E quem tem a vida para ganhar, que se cansa de a ver sempre do lado dos subúrbios?

E perante as certezas de um outro mundo, motivado pelas mudanças geo-climatéricas evidentes, essas sim, assustadoras, poderá o Homem resistir a ensaiar uma nova ordem social?

Sabemos que no “fim da história” há-de ficar tudo na mesma. Mas tenhamos esperança que esse “na mesma” possa ser outra vez um pouquinho melhor.


europa no limbo?

A perseguição da polícia a dois jovens, que pela fuga acabam electrocutados, está a provocar os maiores distúrbios em Paris. Aliás já se alastrou a outras cidades.
Estará a Europa no limbo?
Muitos tem reflectido avisando o perigo do espoletar de qualquer coisa que surdamente estoire e atinja todos. De repente estas complexas redes urbanas e suburbanas desenham o desequilíbrio social que afinal está disfarçado.
Em Portugal foi um arrastão de verão que gerou sem mais nada uma consciência da volatilidade dos comportamentos sociais que podem marginalmente organizar-se.
Em Paris, a esta distância é incompreensível o que gerou estas revoltas! Agora parecem que estão também envolvidos portugueses, ou pelo menos luso-descendentes. Pois é normal, isto não é um fenómeno Francês, é algo mais abrangente que pertence a todos.

Paris já está a arder?


Ou a alvorada de um novo mundo?

Quando as coisas acontecem, nunca sabemos se é apenas o rebentar de um bolha de revolta que cresceu, ganhou pressão e, fruto de um qualquer factor deflagrante, rebentou, ou se será, finalmente, o começo de algo mais sério.

Esperamos sempre que passe, que nos permita viver no suave engano mais uns anos, mais umas décadas….

Que não seja no nosso tempo, mas que não seja também no tempo dos nossos filhos…

Se for no tempo dos nossos netos é uma pena, mas, se calhar, nós já não vemos….

Mas quer queiramos quer não, vem aí, já se ouve…

À medida que vamos aprofundando as diferenças brutais na nossa sociedade, à medida que os ricos vão ficando cada vez mais ricos, que os pobres vão sendo cada vez mais e mais pobres, que a “classe média” (antes os “remediados”) vai assistindo com pavor à destruição, passo a passo, do “estado social”, à destruição das suas defesas, das suas certezas, vai-se também, inexoravelmente, aproximando a hora da revolta.

A globalização não funciona apenas para as trocas comerciais, a globalização não serve apenas para permitir aos ricos consumir mais por menos valor, para produzir onde seja mais barato e mais fácil explorar a miséria, deixando atrás outra miséria a germinar.
A globalização serve também para espalhar o conhecimento, para contagiar as almas, para difundir a revolta, para movimentar os exércitos de indigentes, para lhes dar a conhecer o seu número, a sua força, a SUA RAZÃO.

Continuamos embalados na esperança que não seja para já, mas o tempo não passa assim tão devagar.

O meu pai nasceu em 1921, apesar de tudo teve a sorte de nascer em Portugal, tivesse sido em Espanha, em França, na Alemanha, em………..

Talvez vá sendo altura de acordar, ou ….

E daí, talvez não seja nada.

Isto em França vai-se resolver em pouco tempo, não tem qualquer importância, não é um sinal de nada.

Estejam descansados.

António Moreira

JacquesTati e Playtime



Este é um dos meus site favoritos - tativille. Visitem-no!
Em primeiro lugar porque gosto dos filmes, em segund,o porque como sabem os arquitectos possuem assim umas referências de culto cinematográficas, que às vezes valem a pena.
Vêm isto a proposito do Playtime e da oportunidade de rever Tati agora em DVD.

a marcação das presidenciais

O presidente da República, Jorge Sampaio, marcou ontem as eleições presidenciais para 22 de Janeiro de 2006.
De acordo com os prazos legais, a campanha decorrerá entre os dias 9 e 20 de Janeiro, pelo que 23 de Dezembro é a data-limite para a entrega das candidaturas, que terão de ser subscritas por um mínimo de 7.500 pessoas. Realizando-se as eleições a 22 de Janeiro, uma eventual segunda volta - caso nenhum dos candidatos obtenha mais de metade dos votos - realizar-se-á a 12 de Fevereiro, decorridos os 21 dias previstos na lei para que o escrutínio seja repetido. Os candidatos foram contactados antes da marcação da data, disse fonte de Belém à Lusa.

uma coisa util

Enviada por um dos nossos leitores fica aqui um site bem interessante:
As primeiras páginas dos jornais de hoje em todo mundo. Cada bolinha laranja nos mapas dos continentes, são jornais de cidades daquele estado ou País, você clica e todo dia tem a 1ª página de cada jornal.
Ao posicionar sobre a bolinha desejada, ao lado, aparece a 1ª página dos jornais, e clicando sobre a bolinha, você tem a página em tamanho maior, para facilitar a sua visualização.
clique aqui

quinta-feira, novembro 03, 2005

ASSIM, SIM!

Viva o Ministro da Ciência
E
Ensino Superior. A propósito do debate feito à volta do sétimo programa quadro da comunidade europeia em matéria de investigação desenvolvimento tecnológico e demonstração (2007-2013) o Ministro Mariano Gago mais uma vez deu provas da sua capacidade de síntese, rigor e firmeza. Mais uma vez definiu com clareza as estratégias que Portugal vai tomar para melhorar a posição de Portugal na EU no âmbito da ciência.
O sétimo programa quadro tornou-se aparentemente mais “amigável”, mas vale a pena prepararmo-nos a tempo, porque acima de tudo a capacidade de competir e ganhar projectos a nível Europeu depende essencialmente é de cada um!
Raquel Seruca
http://www.cordis.lu/fp7/home.html

quarta-feira, novembro 02, 2005

A ser verdade!

Segundo os media hoje:

"... Sexo antes dos 18 passa a ser crime. Directiva comunitária quer proteger os jovens da exploração sexual e da pornografia.

Praticar sexo com menores de 18 anos vai passar a ser crime. A normativa comunitária que obriga a alterações no Código Penal português é relativa à luta contra a exploração sexual de crianças e a pornografia infantil. (...)"
Em ano de discussão do Aborto isto é confrangedor. Independentemente dos escandalos Casa Pia, ou assim, qual a diferença na protecçãod e uma jovem de 16 ou 17 de uma de 21 ou 23.
A discussão sobre a nossa forma de abordar os comportamentos sociais é terrivel, acrescida de uma Europa que se vê refém de uma gestão onde a maioria dos seus membros são conservadores.
Julgo que é um assunto que devia ser mais discutido do que provavelmente vai ser, muito da questão do aborto passa por aqui.

Afinal já não é golfe ...


Para quem souber ler nas entrelinhas:

"É uma garantia [de que não vai haver construções no Parque da Cidade] que tem de ser entendida de uma forma equilibrada e com bom-senso.
Quando digo que não há construções, estou a referir-me à especulação imobiliária.
Não estou a imaginar, mas pode haver um qualquer pormenor, um remate...
Neste mandato tenho condições para tentar uma solução".

António Moreira

Sem comentários ...

António Moreira

No outro lado!

Segundo as noticias o Pedro Duarte não tem concorrentes na corrida à concelhia do PSD-Porto. Como é evidente este facto parece anunciar um aviso à mudança de objectivos de Rui RIo, visando a cadeira do pouco alto Mendes, e quem sabe abrindo as portas à sucessão no Porto. Está visto que este processo vai ser curiosos de acompanhar no PSD.

No PS-Porto uma candidatura sem concorrentes seria como ... uma Francesinha sem queijo, um jantar do Jorge Coelho com militantes sem discursos ou PS Porto sem Orlando Gaspar!

Ele não é político!..........



nós é que somos!

Rui Rio sobre o JN

Durante 3 anos acompanhamos uma relação próxima do JN com a CMP. Quem não se lembra das manchetes sobre os depoimentos de Cardoso no Diap? Ou então o destaque dado a um dos lados na questão de Ceuta?
Habituado a isso, à influência de Delgado no grupo, Rui Rio ficou chateado porque um jornalista escreveu aquilo que ele disse. Como se um político com a sua experiência não tivesse tarimba para saber o que os jornais destacariam...
Depois dizer que entrevistas só escritas e depois de corrigidas, valha-nos a democracia, e a côr do lápis.


SÓ FALTA, COMO DIZEM PASSAR AS REUNIÕS DE CÂMARA PARA 5ª FEIRA, COMO SE DIZ POR AÍ (A SUGESTÃO DE ALGUNS) PARA QUE ASSIS NÃO POSSA ESTAR NO PORTO!

segunda-feira, outubro 31, 2005

Hoje cuidado com as bruxas!

saiba mais sobre o Halloween

a vida interna


Voltou a teoria do charuto!
Para quem não sabe este era o apelido que Orlando Barros Gaspar (famoso líder concelhio PS) fazia brindar sobre Nuno Cardoso. Na altura a relação com a desproporcionada altura do dito personagem provocava os risos e alimentava uma disputa política com o ex-presidente deixado na cadeira por Gomes.
Mais tarde, quando Gaspar se viu na contingência de perder poder no aparelho sacou da sua mais mediática golpada: a reconciliação com Cardoso. A partir daí juntou-se a fome com a vontade de comer e Nuno Cardoso queria ser candidato, Gaspar manter os seus "pontas-de-lança" na estrutura portuense.
Sócrates escolheu Assis, e a estratégia estragou-se, primeiro porque Assis não trouxe para junto de si Soares Gaspar (filho de Barros Gaspar), segundo porque apesar do mais velho Gaspar pensar o contrário as coisas correram bem no Porto - a derrota foi um sinal da vitória que se seguirá.
Ora pois! Há que conquistar o poder à força toda, mesmo impulsionando alguns a pedir a cabeça daquele que usaram para se encavalitarem no poder, e rogam a sua desfiliação. Deixou de ser Nuno e passa outra vez a charuto, como se os pecados de Cardoso fossem um ultraje às ambições deles, ou seja irem nas várias listas, nos vários lugares que querem.
Na passada 6ª feira os tais apoiantes de Orlando Gaspar pediram o cartão de Cardoso. Fizeram isso e mais...
O velho PS que perdeu duas eleições seguidas continua lá e só não percebe quem não quer, que só ganharemos quando certas personagens e certos métodos forem derrotados.
Nós, nunca apoiamos Cardoso e sempre estivemos distantes por considerar excessivo o PS Porto depender de um projecto pessoal. Diremos mesmo que Cardoso está a colher as tempestades que semeou, ou a deitar-se na cama que fez! E cuidado, nada que não lhes tivessemos dito frontalmente faz muito tempo.
No entanto, isto também ultrapassa os limites, não tem qualquer piada, nem sob o prisma do politicamente ludico que Gaspar alimenta.
Os antigos apoiantes de Cardoso dizem que agora necessitam expiar os seus pecados, colocando até Nossa Senhora de Fátima no discurso e no percurso ( e se a um herege como eu não afecta, aos mais católicos deve causar aflição), com Jorge Coelho ao barulho....
Tudo com as presidenciais pelo meio. A festa vai avançar, e espero que compreendam que o papel do Sede também é falar um bocadinho destas coisas, é que os partidos não são nem podem ser opacos....
Mas saibam que tenho dito a Orlando Barros Gaspar (por quem tenho consideração pessoal mas também um fortíssimo distanciamento político), muitas vezes:
"Que quem foi guerreiro toda a vida terá, inegavelmente que acabar como um guerreiro, padecendo no campo de batalha" - é o caso dele - ninguém espere que este forma de estar no PS acabe, sem conseguir derrota-la lá, nos votos!

a coerência

extracto da grande entrevista de Domingo no JN (por incrivel que pareça o ponderado negiociador que fala é Rui Rio):
(...)
Se conhecesse a factura pesada que a Câmara pode pagar pela revogação das frentes urbanas no Parque da Cidade, voltaria a tomar essa decisão?
Tinha de revogar. Quanto mais não fosse por uma questão de seriedade. Havia uma unanimidade entre os candidatos contra as construções no Parque da Cidade naquelas circunstâncias.
Onde é que a Câmara vai buscar dinheiro para pagar as indemnizações? As avaliações, feitas por peritos judiciais, apontam para um custo de 23 milhões só pela expropriação de dois terrenos...
Naturalmente que é um custo muito pesado para a Câmara do Porto. Mas não posso eliminar as acções. Estou sujeito ao valor que o tribunal vier a estipular.
Admite negociar uma solução intermédia com as empresas?
Houve já alguns contactos ao longo deste tempo no sentido de encontrarmos uma solução. E espero que haja mais.
Fora dos tribunais?
Sim, sim.
Mas continua a dar a garantia de que não vai haver construções no Parque da Cidade?
É uma garantia que tem de ser entendida de uma forma equilibrada e com bom-senso. Quando digo que não há construções, estou a referir-me à especulação imobiliária. Não estou a imaginar, mas pode haver um qualquer pormenor, um remate… Neste mandato tenho condições para tentar uma solução.





Acha que é altura de lançar o debate que nunca foi feito?
Vou dar uma resposta arriscada: admita que aparecem outros pressupostos que me levem a equacionar outro raciocínio. É evidente que para chegarmos a outra solução, tinha sempre de passar pelo maior debate que alguma vez foi feito no Porto.
(...)

sexta-feira, outubro 28, 2005

Parque da Cidade no Guiness


A nova vereação não perdeu tempo e tem já pronta mais uma candidatura ao “Guiness Book of Records”.

Estrategicamente não apresentado durante a campanha, este projecto, que será implementado na ala nascente do Parque da Cidade, em Aldoar, estava já pronto, há semanas, sendo o seu traço proveniente do atelier de uma dupla de arquitectos de “grife” com créditos já bem firmados aquém e além fronteiras.

Desta vez a aposta será em mais um desporto de elites e, mais uma vez, com os menos jovens na mira, dando assim resposta em termos de equipamento ao envelhecimento acentuado que todos os anos vem assolando a população da nossa cidade (e eu que o diga...) .

Assim será agora o Golfe a modalidade escolhida, mas espectacularmente apresentado de uma forma inovadora que, como é timbre noutras realizações desta administração, será olhada com admiração no país e no estrangeiro, estando já assegurado que irá dar lugar a uma nova categoria de recordes no Guiness.

Assim, longe de se candidatar ao recorde do campo com mais buracos, o novíssimo “green” no Parque da Cidade irá inaugurar a categoria de recordes para o campo com o maior buraco.
Esta estratégia arrojada irá permitir uma concentração, quer dos investimentos necessários à sua execução, quer do esforço dispendido pelos seus utilizadores no decorrer do jogo, foi desenhada com o objectivo de colocar o Porto definitivamente no topo como destino de eleição do turismo sénior, podendo, ainda por cima, vir a ser executado a custo quase zero.

Com efeito, e aproveitando o exemplo do Pavilhão da Água, foi já solicitado por Rui Rio a Summaviele, novo director do IPPAR, a cedência para este efeito do buraco edificado na rua D. Manuel II (frente ao Museu Nacional de Soares dos Reis), actualmente na posse do IPPAR e ainda sem destino certo.

Caso desta vez o IPPAR, salienta-se com nova direcção, demonstre o necessário bom senso e respeito pela cidade, que recentemente tem faltado (para o que já foram também solicitados os bons ofícios de sua excelência reverendíssima, o Bispo do Porto) espera-se que possa, desta forma, ser dado o início a uma nova fase nas relações entre a Câmara do Porto e o Instituto.

Por outro lado, aproveitando a boa vontade do empreiteiro que tem já prometida a adjudicação da obra dos Aliados, o qual irá garantir o transporte a custo zero (se bem que fora das horas de expediente), a CMP apenas terá que despender o valor do gasóleo, bem como o montante necessário a duas (máximo três) sandes de presunto na “badalhoca” e respectivas cervejas, as quais foram já apalavradas com os motoristas dos veículos pesados.

Antes da apresentação do seu manifesto, na Alfândega, o futuro presidente da república, Sr. Prof. Cavaco Silva, teve a oportunidade de admirar o projecto, tecendo os maiores elogios à capacidade de inovação demonstrada pelo edil, referindo que é este tipo de iniciativas que tenciona vir a fomentar no decurso do seu mandato as quais, se bem orientadas, não deixarão de dar um contributo significativo para nos ajudar a ultrapassar a Eslovénia (desabafou ainda que a isso é que “Não se Resigna”)


António Moreira

presidenciais!

A acreditar nas sondagens isto vais ser um combate dificil:

esquema retirado do margens de erro

Ainda bem que recusou!

O motivo da recusa de Rui Sá para não aceitar o Pelouro da Ciência na Câmara do Porto foi:
"pouca relevância em termos de actividade".(fonte-JN)
Serão precisos mais comentários para demonstrar a minha indignação?
Raquel Seruca

animos

Consta que os animos estão serenos nos partidos. Mas, e como estarão as consciências?

Pelos vistos....

Cavaco não é cavaquista. Não é dos PSD. Não é um político experiente. Não é indeferente aos ambientes. Não se sente bem entre os seus apoiantes. Não gosta de vestir laranja, prefere um fundo vermelho. Não é novo. Não é velho. Não é político. Não é culto. Não é professor, é professor de economia. Não vai ser?

quarta-feira, outubro 26, 2005

Não é defesa da honra, mas ...

Não é curial responder a acusações de outros sem sequer saber das razões de cada um dos intervenientes, mas tem sido repetido na baixa do Porto, pelo Pedro Aroso, uma acusação sobre o actual Presidente da Junta de Aldoar, pelo simples facto de ele ser Projectista de Arquitectura.
O SEDE é um blogue de socialistas, com membros que são socialistas do Porto, que conhecem as pessoas e cai mal não dizer nada, sobretudo sendo o autor um participante assiduo aqui.
Ora bem, o problema reside no 73/73, famoso decreto-lei que Helena Roseta prometeu alterar, mas que ainda não conseguiu. O Projectista ou desenhador ou como agora lhes chamam "Técnicos de simulação virtual", sempre contribuiram para a história da nossa arquitectura. Aliás grandes arquitectos começaram por ser desenhadores. O que está mal ée que os recém formados estejam a trabalhar de desenhadores nos escritorios dos arquitectos consagrados, e explorados por todos à custa de um RIA (regulamento da OA) ridiculo e mal elaborado. OS jovens obrigam-se a suportar um estágio gratuito num escritório que os receba, quando o mercado está numa das suas piores crises.
Contra isto é facil acusar os desenhadores.
Na verdade, acusar o Vitor Arcos do que quer que seja, está bem, desde que fundamentado, agora pela profissão????? Acho mal acusar seja quem for pelo seu trabalho.
Isso condicionava, por exemplo outras atitudes de outros presidentes, ou candidatos a tal, que são de outros partidos que usam títulos que não tem?
Ou justificava um ridiculo ataque político ao Presidente do sitio onde eu moro porque é engenheiro agronomo e em Paranhos já não há (ou são residuais) os terrenos agricolas?
O Rui Rio usou o argumento contra o Francisco Assis lembrando que ele era filosofo e ficou-lhe mal.
Já agora lembro que o malogrado Fernando Távora costuma afirmar nas suas aulas que, "os maiores arquitectos de sempre não tinham o curso" e interrogava: "e vocês perguntam-me, então o que é que estão aqui a fazer?".
A resposta era sempre diferente, mas residia na sua teoria que reza mais ou menos assim: se uma coisa se justifica então é porque o seu contrário também pode ter sentido! As duas faces da moeda"

O Boato


Para que conste
Para além da minha posição de princípio, não irei votar em qualquer dos candidatos às presidenciais porque:

Nenhum dos candidatos me motiva (como Pintassilgo em 1986).
Não me parece que seja hoje necessário tornar a votar em Soares para evitar a eleição (neste caso) do nauseante Cavaco. (quer dizer, se o Louçã ou o Garcia Pereira, fossem à segunda volta….)

Agora o que já deu para ver é (caso alguém tivesse dúvidas) qual o nível em que os apoiantes de Cavaco vão apostar nesta campanha….

Primeiro foram os terrenos na OTA , agora o apoio a Paulo Portas, não me admiro pois que, daqui até às eleições, ainda venham a aparecer notícias em jornais brasileiros (ou espanhóis) com o mesmo nível que as encomendadas durante a campanha para as legislativas.

A menos que, ao menos, neste caso sirva a idade para impor algum respeito...

António Moreira

Ontem na tomada de posse

Ontem o discurso de Rui Rio retratou o que se espera destes 4 anos (pouca coisa!). Nem sequer emocionou. Tiveram menos do que da ultima vez e foi longa a fila de funcionários no cerimonial de beija-mão.
Os diversos personagens fizeram então uma assembleia, os antigos vereadores (ou vereadores substitutos como eu) despediram-se e ficaram as memórias deste periodo. Fixei a conversa do Paulo Cutileiro a quem desejo os maiores sucessos na seu retorno à advocacia - sabendo ainda das queixas que tem do nosso blogue, imerecidas até, pois nunca o castigamos demais. O resto foi o costume, embora se visse por lá duas partes do PS, uma com uns anos de mandatos que se despediu da assembleia, das juntas e das candidaturas. Outra, de personagens mais novas, como o Pedro Couto, Teresa Andersen, Palmira Macedo, Assis e especialmente o Pedro Bacelar.
O Pedro candidatou-se a Presidente da Assembleia e perdeu. Perdeu nos penalties, pois trouxe toda a esquerda com ele - 27:27. Assim sendo demonstra-se já que desta vez, com Assis a cumprir a promessa de cá continuar, mais a equipa que ali está não se repitirão as tropelias que pouco dignificaram a Assembleia e o PS.
O PSD fez-me lembrar o PS do 3º mandato do Gomes. Rio já fala para o País, insinuando-se para o lugar de Marques mendes, e já se nota demasiada habituação nos outros. Há gente que já lá anda faz tanto tempo. Na Foz aquele Presidente deve ter sete mandatos de assembleia. Nevogilde nunca conheceu outro. Até os jovens são os mesmos.
Vamos vêr como serão as coisas! Que façam um bom mandato e sirvam a cidade e quem os elegeu.

terça-feira, outubro 25, 2005

O comunista mais PSD de Portugal

Soares

Tem sido uma tormenta fazer o PS mobilizar-se em torno de Soares. Primeiro porque existe uma fractura (exposta) e agravada pelo facto da direcção nacional tentar condicionar a liberdade de muitos membros do partido.
Eu apoio indefectivelmente Soares, como aliás tenho vincado, mas respeito quem pense diferente, ou pense indiferente (a começar lá em casa).
Depois o mais grave é que este argumento das presidenciais tem servido para tudo:
- Evitar a análise da situação do governo. Anular as divergências. Não fazer um verdadeiro rescaldo das autárquicas e ainda por cima adiar as salutares eleições dos órgãos locais.
Por outras palavras os dirigentes que ganharam ou perderam não apresentam responsabilidades políticas pelos próximos 6/7 meses. Entretanto aderem mais uns quantos e negoceiam-se as pazes podres.
O PS devia ter realizado a sua discussão interna antes, mas decidiram fazer do apoio presidencial uma questão global. Por exemplo Soares ganharia umas primárias dentro do partido e isso evitava a forma condicionada que alguns militantes sentem no seu voto.
Cá pelo Porto parece que a renovação veio para ficar! Cada vez é mais dificil retroceder um processo de grande debate. Talvez se pulverize em personagens e ideias ( e que mal tem isso?), mas será benéfico.
Entretanto estaremos lá, preparados para encarar o futuro, já que agora vai-se saboreando os momentos de acalmia.

segunda-feira, outubro 24, 2005

Curso de biologia molecular na Faculdade de Medicina

Talvez seja porque adoro o que faço, talvez porque adoro discutir ciência, talvez porque sou super curiosa, talvez porque não me canso de saber mais e mais de biologia, talvez porque aprender coisas novas seja uma experiência extraordinária.
Talvez porque o IPATIMUP é um grupo de gente fantástica onde se discute em liberdade, com rigor, com alegria, com determinação, sem barreiras, sem impaciência, sem "acriticismo", sem pressão, cada curso é um momento único de felicidade.
Quanto ao teor do curso daqui a pouquíssimo tempo o seu conteúdo pode ser encontrado no site do IPATIMUP.

sobre o aborto

A questão do Aborto está a entrar num ponto de uma certa hipocrisia. Afinal a questão social transformou-se numa matéria de calendário político.
Quais são as iniciativas tomadas a montante do Aborto? Como está o processo de informação e educação sexual.
Eu por exemplo acho que a TVI está a fazer muito bem com o programa do sexo. Não que aos melhor informados aquilo sirva de grande coisa, mas nota-se que na versão "light erotic" se pode fazer mais pelas causas do que em debates muito enfadonhos ainda que bem dirgidos pela Fátima Campos Ferreira.
E quem concorda com a resolução em sede legislativa? E se assim for será legitimo pedir a disciplina de voto?

As presidenciais

Vai animada a conversa entre o abrupto e o Super-Mário.
No entanto, apesar dos esforços de JPP, Cavaco Silva parece mais velhote que o enérgico Soares. Se a semana foi começando bem, acabou de rastos, com o insulto à assembleia da república, a troca de cadeiras que fez com Sampaio quando se afirmou Presidente e ainda por cima o apoio do Eanes. Diz este que Cavaco pode unir os portugueses!
Estas presidenciais prometem!

domingo, outubro 23, 2005

Gripe Das Aves

São várias as medidas de prevenção que a Europa está a tomar para diminuir a possibilidade de contagio do vírus responsável pela gripe das aves. Até agora não se verificou nenhum caso de transmissão humano -humano por alteração do vírus. Os casos de transmissão do vírus ao homem foram por contaminação do homem com secreções de aves, onde uma das portas de entrada de contágio podem ser os olhos. Dentro das aves domésticas, os patos podem estar doentes sem sinais evidentes de doença. Que tal evita-los?
Resolvi tentar responder a algumas das perguntas que me fazem a propósito deste assunto

Só existe uma espécie de vírus e são todos igualmente perigosos?
Não, existem vários subtipos de vírus, mas apenas os subtipos H5 e H7 é que são causadores de doença. Inicialmente estes subtipos de vírus causavam uma doença ligeira nas aves mas após mutação dentro da espécie alguns destes vírus passaram a causar uma doença grave na espécie.

Porque se fala tanto em aves migratórias?
Por são este tipo de aves que são portadora s das formas “atenuadas” de vírus que depois de mutadas passam a causar as formas graves. São pois as aves portadoras de formas não letais que depois de mutadas em outros stocks de aves causam a doença letal. No entanto recentemente verificou-se que estas aves são também portadoras das formas graves de virus o H5N1.

Quais são os riscos para o Homem?
A transmissão ave-homem. A transmissão ave-homem causa uma doença grave com enorme taxa de mortalidade (cerca de 50% dos infectados) por pneumonia viral e falência de múltiplos orgãos. Verificaram-se casos de morte no homem pelo vìrus no Camboja, Indonésia, Tailândia, Vietname e Hong-Kong.
A transmissão homem-homem. Mas até agora esta forma de transmissão não foi comprovada porque todos os casos suspeitos de homem-homem verificou-se que os vários elementos doentes partilhavam o mesmo ambiente contaminante- o contacto com aves.

Mas pode passar a existir a transmissão homem-homem? Como?
A transmissão homem-homem pode ocorrer por dois mecanismos. Primeiro, por troca de material genétco entre o vírus H5N1 das aves e do vírus inflenza humano-mecanismo que causaria uma transmissão rápida ao homem. Segundo, por mutação do vírus adquirindo a capacidade de infectar ave-homem-homem. Este mecanismo seria uma forma mais lenta de transmissão ao homem.

A doença pode-se transmitir pela ingestão de alimentos?
Não há nenhuma evidência de transmissão através da ingestão de alimentos. O vírus é termolábil. Nem a carne nem os ovos bem cozinhados são considerados fontes de possível contágio.

Tomada de Posse Na Câmara do Porto

Na próxima terça feira vai-se iniciar um novo ciclo de governação na cidade do Porto. Sim, eu acho que vai ser um novo ciclo porque a Camâra do Porto vai ter que contar também com uma Nova Oposição. A equipa que foi eleita para governar a Camâra do Porto vai ter uma oposição pela frente que é uma verdadeira EQUIPA de gente capaz, unida, bem preparada, inteligente e trabalhadora. Tem mulheres e homens que tinham e têm vontade, e programa, para fazer do Porto uma cidade moderna e mais social. Boa sorte ao Francisco Assis, ao Manuel Pizarro, à Palmira Macedo, ao Miguel Perez, e à Ana Maria Pereira. Foram muitos mesmo muitos que depositamos a esperança em vós, contamos agora convosco para ajudar o Porto a mudar. Porque mais do que medir as diferenças entre partidos o Porto precisa agora de pessoas tão capazes como vocês. Façam uma BOA oposição, agerrida, atenta, forte, construtiva, unida pelo Porto.
Um abraço, Raquel Seruca

sábado, outubro 22, 2005

Site excelente de divulgação de ciência

É com imenso prazer que publicito no SEDE um site de ciência coordenado pelo Jorge Massada. O Jorge Massada tem um CV invejável como jornalista. O Jorge Massada é um reconhecido jornalita de ciência e é autor de dois livros sobre o percurso de vida de diversos cientistas portugueses. Agora, é responsável por um site de divulgação de ciência, onde "hot-news" que são publicadas em revistas de ciência de difícil leitura são traduzidas para uma linguagem acessível a todos. Além disto, o Jorge Massada preocupa-se no seu site- Cienciahoje- a publicitar as actividades ligadas à ciência a decorrer em Portugal.
Quem estiver interessado em acompanhar o que se descobre, se debate, ........., quase diariamente, o site do Jorge vale a pena ser visitado.
Parabéns ao Jorge Massada pelo seu excelente site.
Raquel Seruca
VISITEM: www.cienciahoje.pt

sexta-feira, outubro 21, 2005

Uma visita pela história

Aníbal (247 a. C. - 183 a. C.)
General cartaginês. Filho de Amílcar Barca, conta a tradição que com a idade de nove anos jura ódio eterno aos Romanos. Entre 238 e 229 acompanha o pai nas suas campanhas militares na Hispânia. Quando da morte de Amílcar viaja para Cartago, mas rapidamente regressa à Hispânia, onde combate às ordens do seu irmão Asdrúbal. Este é assassinado e o exército cartaginês escolhe para chefe Aníbal, que tem então vinte e seis anos. A partir de então, Aníbal entrega-se à tarefa já proposta por seu pai e que também se converte no objectivo da sua vida: a destruição do poderio romano. Esmaga as tribos aguerridas da Península Ibérica e, assim, não deixa qualquer ameaça nas suas costas. No decurso da segunda guerra púnica sitia Sagunto, cidade aliada aos Romanos, e incendeia-a (219). Em Cartagena forma um exército de 100000 homens, com que atravessa os Pirenéus, o Ródano e os Alpes. Não se atemoriza perante os obstáculos que colocam no seu caminho tanto a natureza como os seus inimigos. Segundo a tradição, leva consigo ao longo de todo o trajecto os seus elefantes. Quando chega a terras italianas, o seu exército está reduzido a 26000 homens, pelo que o fortalece com guerreiros gauleses.
A partir deste momento, a vida de Aníbal está referenciada com uma série de êxitos bélicos extraordinários. Nas margens do rio Tesino vence o cônsul Cipião e nas margens do Trébia o cônsul Semprónio (218). Franqueia os Apeninos em pleno Inverno e cruza as zonas pantanosas da Etrúria, onde perde um olho. Apanha o cônsul Flamíneo nos desfiladeiros próximos do lago Trasímeno, onde o derrota (217). Finalmente, em Canas reduz a nada os exércitos dos cônsules Terêncio Varrão e Paulo Emílio (216).
Não se atreve a assediar Roma com um exército pouco numeroso, apodera-se de Cápua, onde passa o Inverno. E em Cápua acontece o inesperado: Aníbal, instalado nesta cidade com toda a comodidade, interrompe a sua campanha no momento em que Roma está quase indefesa, ao alcance da sua espada. A expressão «as delícias de Cápua» passa a ser uma frase feita que refere a atitude de quem, com a vitória próxima, se entrega à moleza e a perde. Aníbal começa a retroceder: perde Cápua, toda a Campânia e Tarento. No ano de 207 tenta unir-se ao seu irmão Asdrúbal, que vem em seu socorro da Hispânia com novas forças. Mas o cônsul Nero, após vencer Asdrúbal na Batalha de Metauro (207), manda atirar a cabeça deste para o acampamento de Aníbal. «Reconheço com este gesto o destino de Cartago», disse Aníbal, segundo a tradição. De seguida retira-se para o extremo meridional da Itália, onde resiste vários anos. Chora de raiva, abandona as terras onde combate durante dezasseis anos. No ano 202 é vencido na batalha de Zama, com que termina a segunda guerra púnica.
Nomeado primeiro magistrado de Cartago, reforma a administração, reprime os abusos e instala os seus veteranos como colonos dedicados à exploração dos olivais. Inicia negociações secretas para combater Roma, mas, perseguido no seu próprio país por uma facção pró-romana, exila-se. Passa o resto da sua vida a fugir até que os Romanos exigem a Prúsias, rei de Bitínia, onde na ocasião está Aníbal, a sua cabeça. Então Aníbal envenena-se e assim se entrega à morte. Tem então sessenta e quatro anos.

quinta-feira, outubro 20, 2005

Nas entrelinhas!

Houve um tempo que deu esperança!
Foi uma reunião de esforços e vontades. Por acaso, nalguns casos foi feita com personagens de qualidades inquestionáveis e de forma irrepreensível.
Nem sempre o comando foi o mais estável, aliás foi mais a carroça a puxar os bois, do que o inverso, na sua lógica de usual labor de trabalho animal doméstico.
Hoje, ou ontem, ou daqui a uma semana começa outro ciclo, não sei se melhor ou pior, mas aparentemente igual. E o problema não é de geração ou idades, é muito mais fundo. O problema é muito mais grave, mais difícil de resolver e mais intricado de desensarilhar. Quanto mais nos envolvemos mais ficamos envolvidos e menos temos certezas do certo e do errado.
Porque todos tem as suas razões, as suas boas razões, ainda que às vezes salpicadas com os condimentos da perversão, ou com o sal da dependência. O interior dos partidos é um jogo passional, de insinuações e traições, mas acima de tudo de relações pessoais. È tratado como uma família, onde mesmo que se veja o mal, diaboliza-se quem fizer de delator – a bem de um bem maior, que afinal de contas passa a não existir bem nenhum.
Quem aparentar coragem de dizer umas verdades, fora do circulo pecaminoso, carimba-se com aquela tinta que se estampa nas carnes bovinas, escrita assim: PERIGOSO como o raio que o parta.
E tudo segue concordando, porque ser de um partido é um caminho, às vezes com umas oportunidades que surgem da conveniência mas pouco do pensamento ou da coragem.
São como aquelas partes da vida em que algumas pessoas se cruzam e convenientemente encontram no outro o parceiro que precisavam casualmente para o que tinham em mente. E fazem parelha e desfazem outra uniões, e vão fazer mais umas a seguir.
Os partidos por dentro vivem das amizades mas o seu alimento são as inimizades. E inimizade é só discordar, como se discordar fosse fonte do ódio, do espio radical das nossas convivências.
Depois há os cordeiros cujos intestinos e as outras internas partes são de um lobo, e disfarçadamente sustentam com migalhas os que trabalham e votam neles para eles se manterem no fausto da sua vida de sucesso. E prometem-lhes pequenas ajudas, a eles e aos deles, como nicos misericordiosos que se diluem no caviar das suas perversas jogadas políticas. Como receitas de diagnósticos duvidosos. Como medicamentos que não servem de cura, mas são “placebos” que fazem rir aqueles que os dão.
E dizem todos que são socialistas.
Mas há o lado bom, o lado em que na consciência de muitos se sabe que os filhos dos seus filhos tem que se orgulhar do seu passado, mas cada vintém oferecido compra um bocadinho da sua livre escolha, e acaba com o seu sonho de ajudar a construir uma coisa melhor. E há tantos assim, mesmo os que se deixaram levar neste e naquele momento no canto de sereias que afinal não existiam. E secretamente desejam o fim deste estado, deste estado de coisas. Destas coisas que lhes dá uma vontade enorme por exemplo de apoiar o Alegre só porque os estão a obrigar a gramar com o outro velho. E nem lhe deixam dizer nada. E nem podem discordar. Porque nem reuniões fazem. Porque cortam-lhe a voz. E se reclamam lembram-lhe os favores.
E esperam responder no dia certo, como responderam quando foi do Gomes, na solidão da urna. Porque até gostam dos filhos dos outros, mas gostam mais dos nossos. Os filhos de todos. Os filhos da puta que os chateiam. E se afinal, esses estupores, esses oportunistas tiverem razão? E se forem eles o futuro? E se eles não se derrearem? Seguramente vão ganhar a guerra, pode não ser hoje, mas será num dia qualquer. O problema é se se tornam iguais a eles, e ficam assim, até que venham outros, mais filhos da putas ainda que lhes farão lembrar os seus tempos de juventude.

Onde ?


No seguimento do “post” anterior, para que alguns se recordem que as verdadeiras lutas travam-se todos os dias e não apenas de quatro em quatro anos….

Avenida dos Aliados
Túnel de Ceuta
Avenida da Boavista
Centro Materno Infantil
Palácio do Freixo
Hospital de São João
Parque da Cidade
Mercado do Bolhão
Parque Oriental

Agradece-se a quem ajudar a completar a lista ( e esta é, apenas, de "lugares", pelo que a pobreza, o desemprego ou a exclusão social, não aparecem....)

António Moreira

Desistir é que é Perder


As eleições autárquicas pertencem já ao passado.

Se os partidos ou personalidades que de alguma forma sentem que as suas posições para próximos combates, foram reforçadas com os resultados destas eleições, tentam ainda prolongar os seus efeitos, já aqueles que sentem o contrário, como o Partido Socialista e o Governo, procuram que, rapidamente, elas caiam no esquecimento.

Para isso torna-se fundamental evitar a referência aos problemas, projectos, ambições ou sonhos que alimentaram uma causa, torna-se fundamental fazer desaparecer rapidamente os protagonistas das “derrotas” e, acima de tudo procurar focar as atenções nos próximos desafios, nem que sejam outras derrotas anunciadas e cavalgar os “fait-divers” da actualidade seja ela desportiva ou de outra ordem.

Se, na vitória, o Partido Socialista tem demonstrado ser um meio pouco recomendável, na derrota torna-se insuportável a constatação da falta de nível da generalidade dos seus dirigentes.
A presença da comunicação social, com todas as suas virtudes e defeitos e, mais recentemente, a liberdade proporcionada pela explosão de “blogs” que permitem que os cidadãos (mais ou menos desconhecidos) possam, sem intermediários e, muitas vezes a coberto de um certo “anonimato”, dizer “de sua justiça”, tem claramente contribuído para um melhor conhecimento da realidade interna dos partidos, com especial incidência no Partido Socialista.

Como alguns dos que me lêem sabem, não sou militante nem votante do Partido Socialista, sendo muito crítico do sistema partidário a que, trinta e um anos de liberdade, permitiram que se resumisse a “democracia” e que, por isso, “milito” a abstenção.

No entanto tenho a consciência plena que nos anos vindouros (e nos que virão a seguir) é este o sistema que continuará a garantir a gestão dos assuntos do estado, independentemente da minha vontade e convicções.

Tenho também a consciência que esse sistema apenas permite a alternância entre dois grupos de interesses organizados sob a forma de “partidos políticos”, o Partido Socialista e o Partido Social Democrático.

Tenho ainda a convicção que (apesar de tudo e de todas as evidências) é, quase apenas, no Partido Socialista onde ainda é possível encontrar algumas pessoas sérias, honestas e (o fundamental) idealistas, por isso, neste momento tão difícil para esses “homens bons” (e mulheres, claro), o meu apelo:

NÃO DESISTAM
António Moreira

PORTO CIDADE REGIÃO - Estratégias e Acções para a Competitividade

Durante a campanha para as autárquicas fui testemunha da preocupação de tornarmos o Porto numa cidade mais competitiva e moderna. Embora o tempo da disputa pela Câmara do Porto tenha findado mantenho a minha/nossa preocupação pelo Porto Cidade. Por isso quem sabe vale a pena, sendo mesmo obrigatório debater o Porto de novo. Participe pois no fórum de reflexão e debate sobre a cidade e a região em que se insere: o PORTO CIDADE REGIÃO".
Vai-se realizar no dia 27 de Outubro entre as 9.00-18.00h no Auditório da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Este fórum é aberto a todos os interessados e gratuito, no entanto é necessário fazer uma inscrição prévia, que poderá ser realizada através dos telefones 22 607 35 88 (Drª Adriana Portugal) e 22 607 35 89 (Drª Helena Oliveira) ou pelos e-mails agirao@reit.up.pt e holiveir@iric.up.pt.

Programa
Hora: 9h30 - 11h
Tema: "Competitividade das cidades e regiões"
Intervenientes convidados: Mário Silva e Carlos Magno
Hora: 11h30 - 13h
Tema: "Inovação, competitividade e promoção de clusters intensivos em tecnologia"
Intervenientes convidados: Emídio Gomes e Camilo Lourenço

Hora: 14h30 - 16h
Tema: "Qualificação e competitividade"
Intervenientes convidados: Aurora Teixeira e José Vítor Malheiros
Hora: 16h30 - 18h
Tema: "Infra-estruturas, redes e competitividade"
Intervenientes convidados: Paulo Pinho e David Pontes

quarta-feira, outubro 19, 2005

Escolher uma foto é reviver. Concorre!

Concurso de fotografia cientifica

O concurso é patrocinado pela Associação Viver a Ciência e visa escolher as melhores imagens captadas durante o processo de investigação científica. As imagens seleccionadas pelo júri, incluindo as premiadas, serão expostas no Centro Cultural de Belém durante o mês de Fevereiro 2006. Para obter o regulamento do concurso e a ficha de inscrição, consulte (www.laboratoriodeimagens.com).

Os prémios são apetitosos:
1º 3000 euros
2º 1500 euros
3º 1000 euros
Votação do público 1000 euros

Toca a concorrer!
Por ti, porque escolher uma boa foto que lembra momentos felizes dá sempre enorme prazer mas também
por nós, que queremos partilhar contigo esses momentos.
E já agora o prémio não é nada de deitar fora.

Raquel Seruca

Eles aí estão, os invencíveis!

É verdade, agora que passou o acto eleitoral e como militante me empenhei am Matosinhos de forma limpida e sem retracções, deparo, com a estratégia já antevista, de cavalgar a derrota do Dr.Assis, para os os nossos velhos líderes quererem voltar quais salvadores da pátria, refiro-me, a Narciso Miranda, Orlando Gaspar, entre outros, como se nos últimos 30 anos, não tivessem transformado o PS Porto, num sítio esquisito, onde, pasme-se a política parece arredada e só a ambição, o poder pelo poder, a ruína de outros, é tema de corredor, qual "basfond".

Foi por isto amigos, camaradas, que continuamos a perder eleições, a população do Porto desconfia deste PS, incapaz de ouvir, de promover novos valores sem intenções ocultas de os arrumar, sem uma visão global da política, sem estratégia. Mais sem perceber que os eleitores já não vão nessas cantigas. Aliás são os mesmos que inventaram a autarca modelo Fátima Felgueiras.O que está acontecer no PS Porto é muito baixo, mas previsivel. O morto ainda não arrefeceu e perdoem-me já "lhe mijam em cima".Afinal o que querem? Que alternativa vão construir estes senhores após tantos anos de poder?E será que não perceberam as verdadeiras razões de algumas derrotas?

Assim não vamos lá. Por este andar terá de se refundar o PS Porto, ou pedir ao Engenheiro Socrates que o esqueça e funde uma sucursal.
Para isto não darei nem um tostão. Para sermos a chacota de Portugal nem pensar. E afinal já fomos a vanguarda do país...Assim se afunda uma nação (O PORTO!)

Joaquim Paulo Silva- Militante do PS e Livre Pensador

terça-feira, outubro 18, 2005

DIAP

Não sou conhecedor dos assuntos de fôro juridico, mas confesso que me deixou satisfeito que o processo que incidia sobre Nuno Cardoso, enquanto representante da gestão socialista na CM do Porto, tenha sido arquivado.
Pena é que não seja dado o mesmo enfâse que foram dadas às buscas da PJ no âmbito desse processo, nem à tarde em que foi pestar declarações.
Ninguém está livre destes julgamentos sumários na Praça pública e isso deve fazer-nos reflectir. Confundir divergências pessoais com diferenças de opinião.
Rui Rio não soube, ficava-lhe bem revêr as afirmações e afinal assumir o que está à vista de todos - o caso foi empolado por motivos políticos.
Mas também não sejemos ingénuos, se serviu ao PSD para anular um candidato PS popular, também serviu ao PS para impedir um candidato que estivesse fora dos trâmites desejados pelo PS nacional.
Nuno Cardoso pode ir agora pelo caminho mais facil - dizer que foi vitima - e tentar conttinuar no sitio onde aqui à uns tempos parou. Mas não convencerá. Pelo menos a mim, mas acredito que a muitos mais e inclusive aos seus mais próximos. Como ~sempregosta de dizer o meu Pai, a linha recta é que é uma excepção da linha curva.

Uma perda

Soube pela ultima página do JN que faleceu Luís Pádua Ramos, arquitecto e conhecido pela parceria que desenvolveu com o arqtº Carlos Loureiro.

o OE está aí

segunda-feira, outubro 17, 2005

a semana que aí vem!

A semana começou quando ainda não tinha começado – com aquela mísera jogatana no Dragão, seguiu-se com a indignação de Sampaio sobre o Tribunal constitucional – confesso que para os portugueses ninguém se interessa muito se o ano legislativo é no fim ou no meio, o que se sabe é que há subsidio de férias e de Natal, quando há.
Mas a coisa começa hoje, lá virá o Teixeira dos Santos, com um DVD na mão – sim porque a tecnologia já não justifica os volumosos dossiers do Orçamento - entregar à Assembleia, que é como quem diz entregar com os jornalistas a ver.
Depois esperam-se mais coisas – O Soares apresentando um manifesto na comissão política do PS. Cavaco vai avançar com a candidatura, ou melhor, primeiro avançará Cavaco e por isso Soares rfará um “fait-divers” qualquer. Alegre vai à caça ou assim. Louça diz uma batacoada irónica e Jerónimo critica os outros.

Entretanto por todo o País vamos assistir às reuniões dos partidos a escaldar os escalpes sobre os resultados das autárquicas.

Vai ser uma semana e ….

Felizmente vem aí o natal, e mesmo com o pouco dinheiro sempre vamos pensando nas peúgas novas e nas trusses que nos fazem falta.

domingo, outubro 16, 2005

O retorno de Gaspar

A forma como se prepara o retorno de Gaspar ao poder concelhio demonstra a falência da plenitude democrática que os partidos deviam ter.
Gaspar escolheu Cardoso para líder, liderou-lhe o processo de eleição e tomou-lhe sempre o pulso, dando a rédea mais curta que tinha.
Agora, a propósito de uns quaisquer lugares na Assembleia Municipal, jura-lhe vingança. Deseja a sua expulsão do cargo que lhe ofereceu.
Quem se move por causas não pode ficar indiferente, Cardoso nunca foi boa solução para um partido que não precisa de uma liderança populista mas sim reformista.
Gaspar, ou Gaspares, apesar de homens de irreprensivel trato e simpatia pessoal, transportam o pior da participação partidária – o caciquismo, quase caudilhista (à sua escala).
E sendo assim há que trilhar outros caminhos. Temos que oferecer novas oportunidades.

Sobre as eleições internas

O PS prepara-se para adiar as eleições internas para bem tarde. Ou seja, os mandatos de federações que acabavam em Março prolongaram-se devido a autárquicas, os concelhios acabavam em Maio e vão ficar até para depois de presidenciais.
E toda a gente acha bem. Houve eleições, disputas e agora tem que se dar tempo ao tempo para se cozinharem os caciques. Isto porque tem medo que surgissem listas afectas ao Alegre.
Eu até nem sou apoiante do Alegre, nem lhe acho piada nas manobras, nem lhe reconheço razão moral para ser o candidato PS, mas fico constrangido e gosto pouco de ver a minha liberdade coagida.

o descalabro!

Nuno Ribeiro (porque Gomes é apelido de um bi-bota tão portista como este nuno quando era pequenino, que até lhe imitou o nome) fez como César Brito, e desta vez o arbitro não foi o Valente, nem sequer houve assalto nos foras de jogo.
Obrigado ao meu clube por quatorze anos de saborosos resultados. No entanto, alguém podia explicar ao estranjeiro o que é um trinco e para que serve!
É tão triste vêr aquele clube, que tantos como eu nem sequer gostam de dizer o nome, ganhar e ainda por cima com merecimento.

Pedras Rubras

Lembram-se, era apara estar pronto para o Euro2004



nota: não tenho nada contra chamarem-lhe Sá Carneiro, mas curiosamente este grande político está sempre perseguido pela memória dos lugares, aos quais não se sobrepõe. Quem não conhece a Praça Velasquez? E quantos chamariam o nome correcto a Pedras Rubras?

blogues

Sobre os blogues. O JN, que por acaso nem sequer dá particular importância à blogosfera, vem hoje, através do seu provedor apresentar uns dados interessantes.