quinta-feira, novembro 24, 2005

Magnifica iniciativa da JS Porto

Creio que a todos os socialistas (de cartão e sem ele) interessará algumas das temáticas que previsivelmente serão discutidas neste fórum.

A JS está de parabéns pela organização e o SEDE apoia a divulgação da iniciativa (não fossemos nós Socialistas Em DEbate)

Vem aí mais um que é SÉRIO


"......

A regionalização foi mesmo aprovada por unanimidade em Assembleia da República sob proposta do então primeiro-ministro do PSD, Cavaco Silva.

“Depois entrou a marinar”, criticou, lembrando o artigo 256º refere a obrigatoriedade do mapa divisório ter de ser referendado.

O ex-ministro das Finanças de Cavaco mostrou-se mesmo revoltado com o facto do actual candidato à presidência da República na sua Autobiografia Política II referir textualmente:

“Fiz por empatar o assunto”.

“Mas isto é coisa que se diga ou política que se faça?”, questionou em tom acusatório, ...."

Pois...

António Moreira

O "Jóxé Manueeil Barroxó" do nosso orgulho

Lembram-se que a honra dos portugueses neste homem e no seu convite para testa de ferro eurpopeu justificou a estupidez de Sampaio em designar o Sr. Lopes como 1º ministro?
Ele vai ser entrevistado - será capaz de dizer alguma coisa?

Marktest


Um estudo da Marktest no Dn mostra que Cavaco não ganha à primeira e Alegre mantém-se à frente de Soares.

quarta-feira, novembro 23, 2005

O aeroporto


Não acho que o futuro de Portugal se desenhe com um novo aeroporto, nem que ele seja mais forte que o de "Barajas".
Não creio que se crie mais emprego quando o sector produtivo está em crise (então haverá mais circulação porquê - turismo?) e a vocação de Portugal indefinida.
Ontem revi-me no Miguel Cadilhe (digo-o assim sem títulos nem nada porque me senti como um dos dele – inteirinho), assim como sei que a Elisa Ferreira já disse coisas bem parecidas. Para quem não saiba ele falava numa conferência organizada pelo Público e questionava se realmente achávamos que o Aeroporto era o futuro do País?
Disse que provavelmente este investimento matava Pedras Rubras, e falava com uma certeza de números que eu não sei ter.
Depois, para que ninguém ficasse com veleidades que isto era uma posição partidária desancou Cavaco Silva quando citou o seu livro II de auto-biografia POLÍTICA a sua frase em que afirmava ter EMPATADO A REGIONALIZAÇÃO!

Olhando para isto em termos políticos temos então o quê?
O Distrito do Porto em definhamento (desemprego, crise industrial, maior litoralização, perda de capacidade competitiva, fosso de desenvolvimento com a Europa e com Lisboa), mas não se riam todos, pois no distrito vê-se também toda a região do Norte e centro.
Por outro lado, confuso com este investimento previsto para a capital calculo que haja uma estratégia de descentralização, quanto mais não seja para equilibrar as coisas. Procuro mas não encontro!

E será isto culpa de Sócrates? Ou será antes culpa de não conseguirmos uma acção política credível?
Anteontem enervava-me com a forma brejeira e de parodia com que num programa da 2 (pasteis de nata) se tratava a regionalização – com pronuncia à Porto e bocas risonhas.
Será que as mesmas palavras ditas por Fernando Gomes e Cadilhe tem efeitos diferentes?

Narciso hoje ao JN

"Nunca disse que 'não' ao PS nem nunca defraudei expectativas", afirmou, embora tenha pedido aos seus apoiantes uma pausa até às presidenciais. A Renato Sampaio, enviou um recado implícito, ao apelar para que não se cometam "os grandes erros de andar a fazer negociatas".
Narciso Miranda apresenta-se, portanto, como candidato.

terça-feira, novembro 22, 2005

Já tomaram o comprimido hoje?


A propósito de uma crónica de Miguel Sousa Tavares, escrita no Público da última sexta feira, grande parte da “blogosfera” nacional, tem-se entretido a cruzar argumentos sobre sexualidade, heterosexualidade, homossexualidade, homofobia, heterofobia (?) e muitas outras coisas, desde a defesa do direito ao tabagismo indiscriminado, por MST, ao direito a qualquer poder escrever imbecilidades, como o MST (e, já agora, este vosso amigo).

Foi assim que descobri a existência de uma entidade a que chamaram de “blogayesfera” e também a de um medicamento milagroso, chamado HETRACIL.

É sobre este medicamento, que se destina a prevenir comportamentos efeminados e tendências homossexuais, que gostaria que algum dos “sedentos” (ou sedentas) mais ligados a estas coisa da ciência se debruçassem (no bom sentido) de forma a procurar, de entre os seus componentes, não um antídoto, mas sim a fórmula mágica que permitisse criar um medicamento análogo, mas inverso, que fosse capaz de prevenir os comportamentos mais “masculinizados” e as tendências marialvas que ainda proliferam de norte a sul do país, desde os autocarros dos STCP, às lezírias do Ribatejo, das páginas do Público, às caixas de comentários (e não só) de tantos “Blogues”, para já não falar das candidaturas presidenciais….

PS, para se verificar que por trás do que parece a maior das imbecilidades se escondem, por vezes, verdadeiras pérolas

António Moreira

as guerrinhas

A guerra entre os pseudo-candidatos à distrital do PS e às concelhias já se estende ao Masp. Que pena que o PS não saiba separar as “guerrinhas” internas das eleições presidenciais. Houve muita gente que ficou zangada pela escolha de Nuno Cardoso para representante concelhia da candidatura de Soares – como se isso interessasse para alguma coisa.
E já agora, depois de Francisco Assis anunciar a sua passagem de militante de Amarante para o Porto, será interessante observar quem ele apoiará para a liderança…

a fotografia que Rio não gostou

Só agora descobri que o Presidente da Câmara do Porto se chateou mais uma vez com o JN, inclusive pela fotografia que escolheram para a sua entrevista.
Enfim o assunto com que a contra-informaçãqo já goza é, no entanto, o que o Porto menos precisa.

sobre candidatos

Como se pode garantir a igualdade de direitos entre candidatos?
Já é comum aparecerem uns quantos candidatos à presidência da republica. Uns mais a parodiar que outros! Se Manuel Vieira é essencialmente uma forma de marketing para as suas diabruras, propagandeando o grupo pop, ou se ninguém percebe a candidatura do advogado de Bibi, outros podem ter uma real vontade de apresentarem uma forma diferente de observar os lugares políticos.
Não é o caso de Nelson Magalhães, que qual poliglota escreve assim no seu Blogue:

NEM ESQUERDA, NEM DIREITA, PORTUGAL E OS PORTUGUESES.”Suiça, 11 Setembro de 2005Caros Compatriotas , habitantes de todo o Planeta , caros Emigrantes . Portugueses .A tous ceux que , en étant toujours Portugais ne parle plus la merveilleuse langue de CAMÔES .Et aux milliers et milliers de Français travers le monde , que en voient mon visage me reconnaîtront , veuillez SVP consulter la page en bas .To my dear fellowship compatriots , which in spite of being Portuguese d’ont speak the CAMOES language any more .And to the tens of thousands of the English speaking language around the world , for which my face is familiar , please consult down .
A todos , eu desejo as Boas Vindas .
(…)
Mas os hoje 250 Jovens Advogados de quem fui orgulhosamente colega “” e que serão os meus Conselheiros por Excelência , se eu vier a sêr eleito “” bem assim como os Meritìssimos Professores dos quais bebi as liçôes , antes que as contrariedades da vida me obrigassem a agir diferentememte , sabem que eu posso ser o Presidente que Portugal precisa para se tornar de novo GRANDE , HONRADO e RESPEITADO .E depois , estão vivos Dois dos Maiores e mais respeitados , Presidentes da actualidade e jà julgados pela História . Com a devida vènia : NELSON MANDELA .Com a devida vènia : LECH WALESA .
Portugal , apenas terá a ganhar em têr como Presidente um EMIGRANTE Mundialmente conhecido e que se chama :
Nelson Magalhâes Fernandes .”

Os media, na sua lógica de audiências, “borrifam-se” e fazem os debates entre quem querem.
Como poderia ser mantida a igualdade entre candidatos? Manuel Alegre é menos independente que Manuela Magno? Ou Luís Filipe Guerra? Ou este divertido Nelson Magalhães?

E entre o surgimento de candidaturas pequenas, residuais e outras caricatas, vamos vendo a falência de um sistema que na verdade não permite a igualdade de oportunidades e que se deixa ditar pelos meios de comunicação (ou o contrário claro).
Mas havia outra solução? Como separar uns de outros, sem perder a formalidade que uma campanha presidencial merece ter?

sexta-feira, novembro 18, 2005

Eles estão entre nós... corrijo VÓS


Meus caros

Por via do AKIAGATO, cheguei a este "post" no "Blogosocialportuguês"...

Assim não dá.
Antes de convidar alguém deve-se garantir que a casa está limpa.

Desabafar só, não chega...


Um abraço a todos

António Moreira

O combate à corrupção começa a apresentar resultados


António Moreira

O tamanho conta?

Conta-se que Samora Machel (personagem injustamente fustigado pelo anedotário nacional) deparando-se com sérios problemas de organização ao nível das estruturas de base do partido, fez sair uma circular na qual constava o seguinte:

Uuuuuuuuuuuuu (ús pequeno)
Tqobdc (tê quê ó bê dê cê)
OOOOOOOOOO (ós grande)

Para ele, de acordo com a piada, o tamanho contava. Pois para mim também conta, por defeito ou por excesso. Não interessa tanto o que se pode fazer com ele (tamanho), porque a acção está sempre demasiado dependente das circunstâncias, mas sim a dimensão, que deverá ajustar-se tanto quanto possível às necessidades. Eis o que não acontece neste naipe de candidaturas presidenciais
Todos sabemos que "um homem é ele próprio mais as suas circunstâncias", sendo que nestas eleições e neste tempo histórico as circunstancias se vão apresentar semelhantes para qualquer destes homens, caso venha a ser eleito; dificuldades, contenção, crise, etc..
Portanto, o eleito valerá essencialmente pela sua dimensão, e pela forma como a souber ajustar às necessidades do país. Por esta ordem de ideias, o candidato do qual me sinto ideologicamente mais próximo, Mário Soares, leva uma grande vantagem sobre qualquer um dos outros. A sua superior dimensão política, humana e humanista, cultural, social, económica (sim, disse económica), etc., não deixam margem, não deixam espaço, a nenhum dos restantes, sempre demasiado confinados aos pequenos mundinhos de que se foram rodeando.
Mas, e há sempre um mas, há uma outra dimensão que antecede todas as outras. Uma dimensão maior (mais maior, à espanhola), que é a dimensão da vida, do tempo da vida.
Um homem nasce, vive e morre, e nesse percurso ganha para si próprio um tempo para estar nas coisas da vida, um tempo certo. Essa é a dimensão de que Soares não dispõe e é por isso que revela tanta dificuldade em "passar" no eleitorado.
Não se trata de colocar o cutelo da idade sobre a cabeça de ninguém, numa apreciação que seria sempre de um imediatismo primário, pouco correcta e desejável.
Trata-se de aferir até onde é possível esticar a corda no que diz respeito à permanência na ribalta do que quer que seja, coisa que os nossos candidatos estão apostados em fazer. Eles são sempre e exactamente os mesmos!
Um aparte; No que à idade diz respeito, Madonna acaba de demonstrar com o seu recente “Hung up” que isso tem muito que se lhe diga. E ela disse, peremptoriamente, às novas starletes da Pop & Soul, quais Beyonce, Kelis, Missy Elliot e etc. para aprenderem com a velhota e verem bem como é que se põe o mundo inteiro a dançar. A parada ali joga-se alta, e as Shakiras não contam para o campeonato. Há que distinguir bem o que é a competição branco / negro na qual Madonna vai fora golear, e perceber que os hispânicos jogam à parte.


No entanto, ao contrário de Madonna, que por ser americana global, é global, pensa global, os nossos potenciais presidentes revelam amiúde a sua triste pequenez. À excepção de Soares sempre esforçado em fazer-se global. E muito fez ele, extravasando largamente o que à partida seria de esperar para um político de um pequeno e periférico pais europeu.
Porque o desafio é mesmo esse, nos nossos tempos. Ser capaz de pensar global e agir localmente, com recurso aos instrumentos mais básicos de que o ser humano dispõe, a começar pelos seus sentidos. Ser capaz de perceber simultaneamente as transformações que o mundo vai sofrendo e o valor das coisas simples que garantem a sustentabilidade, como a fauna natural do Sabor ou o chouriço de Montalegre (já que estamos a falar de tamanho…).
Ora, na avaliação das candidaturas presidenciais, e perante o panorama desolador que nos foi proporcionado, e que condiciona fortemente (quase exclui) a vertente meramente racional da escolha, é precisamente de outros sentidos que temos que nos socorrer para fugirmos aos facilitismos tipo “gosto ou não gosto", tipo “…é cá dos nossos”.
Estamos perante uma crise de protagonistas e um esgotamento de personagens que traduz um fim de ciclo inevitável e é bem patente nestas eleições presidenciais. Que não se confina, aliás, ao nosso pais, mas que extende por toda a Europa (não nos esqueçamos que o presidente da Comissão Europeia é aquele incapaz).

Francisco Louça, e começo por ele por ser o mais fraco, o mais frágil, aparece nos cartazes dizendo “Olhos nos olhos”. O que é que lhe terá passado pela cabeça? Não saberá ele que os olhos são exactamente o seu ponto fraco? Poderá alguém confiar naqueles olhos, pequenos, que transmitem um ressentimento dominado, uma mágoa raivosa difícil de controlar? Os aspectos positivos, a inteligência, a criatividade, são relegados para segundo plano procurando tirar partido eleitoral dum sentimento de confiança de que não dispõe. Há qualquer coisa de Peter nesta candidatura.
Cavaco não aparece, estrategicamente, para não revelar o logro. E com isso propicia outro. Portugal não é Cavaco, embora ele gostasse que fosse. E o Portugal que é Cavaco, infelizmente, é o Portugal do pior de ser português. O Portugal do desenvolvimento desenfreado, descontrolado e catastrófico. O Portugal dos IP’s dos acidentes. Da ignorância ambiental. O Portugal dos fundos estruturais desviados. O Portugal do ensino superior sem qualidade. O Portugal sem pré-escolar. O Portugal do monstro e do betão.
Mas o logro de Cavaco é outro, é a impossibilidade de personalizar o papel que é atribuído ao presidente na nossa república. Cavaco, para o mal e para o bem será sempre outro tipo de personalidade e não lhe convêm lembrar isso às pessoas. Pelo menos até terem a sua decisão consolidada.
Alegre oscila, entre o idiota útil e o representante da alma, das almas. Dos portugueses de outrora consagrados em poesias inflamadas e louvores que engrandecem o peito. O rebelde a quem já não sobram muitas causas. Mas tem sido muito útil, principalmente a uma certa esquerda, muito mais velha do que Soares, que se eterniza e que se sente acima de todos, sempre bem defendida atrás de uma ética republicana, que amiúde se encarrega de apunhalar.
Jerónimo sim. Embora tenha sempre presente aquele arzinho de gato escondido com rabo de fora, há que admitir que conseguiu um outro elan para aquilo que é, e que no fundo sempre foi. Eu cá prefiro assim. Não gosto de comunismos reformáveis nem de cosméticas à medida. Marx teorizou e Lenine tentou operacionalizar. Não é válido no que nunca foi e continua válido no que sempre foi. Ponto. A simpatia não tem nada a ver com isto e já se sabe que dá votos. Ponto outra vez. Ou alguém dúvida da pertinência actual do discurso trabalho vs capital?
E Soares? Soares é fixe, mas aparece tão velhinho… Acho até que exageraram propositadamente nos cartazes, para dar uma de Papandreu, de avozinho fundador. Não o tenho visto assim tão velho, e até está bastante ágil.
E aqui voltamos ao início da questão, o tamanho, a dimensão. A dimensão do homem e a dimensão do mandato (factor a considerar, sem dúvida).
Temos como ponto adquirido, pelo menos eu tenho, o cenário desolador de uma conjuntura que dá os seus últimos passos, que se esgota. Algum destes candidatos poderá personificar uma transição? Seguramente que não!
Então, fechemos os olhos, libertemo-nos do manancial diário de ideias feitas e votemos em quem cada um de nós imaginar como o Presidente de todos os portugueses.
Ou então façamos simplesmente outra coisa qualquer.


quinta-feira, novembro 17, 2005

desabafo

O que tem o PS Porto que o inibe de produzir opinião política? Que se passa em Federações e concelhias em que nem um comentário se vê sobre decisões estruturais do governo?
A decisão sobre a gestão corrente do Metro do Porto foi comentada simplesmente por Narciso Miranda. As figuras tutelares dos órgãos internos parecem não ter já opinião sobre nada – nem que fosse para concordar.
Longe vão os tempos das reivindicações regionais, da discussão do desequilíbrio centralista, etc..

Que adianta Francisco Assis, Nuno Cardoso e outros que tais? Tenho a convicção que discutir a acção política do governo não é estar contra o dito governo. Se assim fosse as oposições não serviam para nada.
Se fosse Duro Barroso ou Santana a aplicar esta medida como estaria esta malta nossa camarada a vociferar.

No caso do Metro a comparação deveria ser feita com Lisboa, qual o despiste daquelas contas, da fissura do Terreiro do Paço e por aí fora..

Sabem, eu sou do PS, mas também sou do Porto e vejo que a SRU é tutelada pelo governo central, a Metro é agora tutelada pelo governo central, a Casa da Música tutelada essencialmente pelo Governo central, Serralves, Ippar, por aí fora.
Por outro lado quem são os ilustres portuenses do Governo? Nenhum? Pires de Lima até diz ser de Braga. Belo PS este aqui!

Portanto, o melhor mesmo é dar isto ao controlo dos padrinhos, porque ser socialista por estas bandas serve de pouco, mais ainda por ser consequência do factor mais anti-portuense/nortenho que existe – a falta de coragem – coisa que toda a gente sabe que não é mal que a gente padeça.


segunda-feira, novembro 14, 2005

o inicio

Estamos em eleições presidenciais, mas já começaram as movimentações internas partidárias. Pelo menos no seio do PS.
Hoje Narciso dá uma entrevista ao Público, onde, basicamente deixa antever a hipótese de ser candidato ao distrito do Porto. Narciso diz isso e infelizmente pouco mais!
A critica mais forte vai para o seu mais provável adversário – Renato Sampaio – quando afirma que o PS Porto não se deve sujeitar a ser uma secção da sede nacional. Como sabem, Renato Sampaio tem dito (publicamente) que não sabe se é candidato porque ainda não falou com José Sócrates. Narciso insinua também os acordos políticos que existiram com Francisco Assis para este apoiar o candidato preferido de Lisboa e deixa cair uma farpa quando fala da questão do TGV.
Confesso que a entrevista é bem dada e bem conduzida, mas relata o PS de hoje, constantemente ligado a acontecimentos passados, numa lógica de grande conflitualidade interna e sem novas ideias que mobilizem o partido nas causas regionais e nacionais.

Pessoalmente não tenho pruridos em discutir o PS enquanto decorrem as presidenciais, aliás o próprio Soares lançou-se enquanto decorria a campanha autárquica. Considero também que estas próximas eleições internas são fundamentais para o futuro de médio e longo prazo do PS no Porto. Todos aqueles que se consideram ligados à política por causas não podem deixar de ficar assustados com os cenários previsíveis de lideranças e não podem alijar responsabilidades, pois a representatividade de um partido tem que ser em função do seu eleitorado.

sexta-feira, novembro 11, 2005

Sobre a secção Regional da Ordem dos Arquitectos

Soou agora nos blogues a posição iníqua da ordem dos arquitectos sobre o que se passa nas câmaras, nomeadamente na do Porto.
Sou muito faccioso, e longe de ser independente. Como devem saber, ou se não sabem ficam a saber, fui candidato nas duas ultimas eleições à secção regional e perdi. Aliás na última aceitei ir na lista para a direcção da dita, convidado pelo meu amigo e colega, João Carlos Ferreira, que liderava a respectiva tropa.
Ganhou o Serôdio, ou melhor a lista A, apoiada pela Helena Roseta, que, 3 anos antes havia sido eleita pela nossa lista, mas que se esqueceu dos seus apoiantes do norte que perderam por meia dúzia de votos a regional, pois 3 anos volvidos juntou-se aos que a combateram antes.
Desta vez, faz um ano,perdemos 60 – 40, ganhando o Serôdio e os seus.
Por isso meus amigos julgo poder falar do assunto OA, pois estão avisados da minha falta de isenção.

Antes demais não nos podem acusar (aos perdedores) do que quer que seja, mas também não podem deixar de ouvir que aqui no Porto isto continua a ser um problema dos esquemas montados: A FAUP gosta de controlar e a Lusíada aceita tudo desde que não os chateiem. Os arquitectos famosos, como o Álvaro Joaquim e o Eduardo estavam ao lado de quem ganhou a Secção Regional.
Por isso concordo com o que tem escrito o Pedro Aroso e mais ainda com a resposta do Alexandre Burmester. No entanto, nos momentos de debate da Ordem, nós arquitectos, temos estado genericamente ausentes.
A direcção da Ordem que ganhou fê-lo supostamente na continuidade de uma linha (de esquerda) habitual, com pouca interacção com as autarquias, sem interferir nas palhaçadas dos concursos, aceitando a exploração dos recém-licenciados e defendendo a linha cultural – nova sede e o Passos Manuel chique fashion para discutir assuntos.
E o que realmente interessa: nada! Licenciamentos – nada! Profissão – nada! Honorários – nada! Escolas e universidades – nada! Autarquias (arquitectos de fora e de dentro, ou será que os de dentro não pertencem à ordem?) – nada!

Portanto se querem discutir, meus caros leitores do blogue, arquitectos como o Aroso, o Burmester ou o Gino – que apoiaram esta direcção, venham agora, desafiados para o próximo triénio falar da secção regional e da ordem nacional a sério. Eu e o Daniel estivemos lá, fomos chamados de gajos do PP, nós com cartão socialista e tudo, simplesmente porque achamos que a Ordem existe para a profissão dos arquitectos, não para o jornal, nem para as conferências, nem para o bestiais coisas que o Gadanho organiza e muito menos para as festas de fim-de-ano/reveillón!
Simplesmente porque só existe uma reunião por ano, se tanto. Simplesmente porque em todas as discussões difíceisa OA está ausente. Mas costuma aparecer para levantar processos disciplinares, que não dão em nada. E depois?
A mim revolta-me que nos arquitectos haja uma lista que junta na mesma comissão de honra todos os arquitectos com obra pública do norte, encabeçada pelo Siza e tudo – são os gajos fixes, a malta porreira como diria alguns que foram professores de quase todos nós. E depois queixam-se, logo no dia a seguir, ou quase! Que não tem trabalho, que a câmara é uma merda! Que são tratados assim e assado por outros colegas e funcionários e que os vereadores isto e aquilo – sem preparação e sem saberem um boi ou um burro! Pois não precisam! Basta encomendar obra pública ao Souto de Moura, ele depois dá aos outro como fez no Metro, a todos os gabinetes amigos.
Basta pedir ao Siza o desenho da “Boapista” que ninguém pode chatear. E não fosse o governo ter mudado e o Presidente do IPPAR desejar manter o posto, nem sequer tinha havido aquilo no Soares dos Reis sobre Ceuta, organizado pela Ordem! A OA no norte não serve hoje para nada.
Queixam-se de quê afinal? Do que escolheram!
Ou será que estou enganado?

Pensar melhor

O MAnuel Pina, figura que bem considero, nomeadamente pela escrita, disse ontem assim no JN:
"Siza Vieira e Souto Moura estão a fazer nos Aliados um monumento à autocracia. A autocracia já merecia um monumento no Porto! Ora, um monumento à autocracia tem que ser cinzento (e, se possível, "sizento"), que é a cor do posso, quero e mando. E tem que obedecer à regra da autocracia, a uniformidade. Por isso, Siza e Souto Moura conceberam os novos passeios, a nova placa central e as novas faixas de rodagem da Avenida, onde até aqui reinava uma perigosíssima diversidade (até flores havia na placa central!), do modo mais uniforme que puderam granito cinzento, granito cinzento e granito cinzento. Coexistiam por ali, diversamente, uma Praça do General Humberto Delgado, uma Avenida dos Aliados e uma Praça da Liberdade; Siza e Souto Moura tornaram tudo numa coisa só: assim a modos que um Rolex "made in Taiwan".
Dessa maneira, os portuenses sempre poderão ir a Paris sem sair de casa. E como a calçada à portuguesa é também excessivamente diversa e excessivamente portuguesa, decidiram fazer-lhe o mesmo que às árvores e às flores, arrancá-la e uniformizá-la. O Porto terá uma Avenida de uniforme "signé Siza". Para tudo ficar uniformemente perfeito, só falta obrigar os portuenses a pôr fato cinzento quando vierem os fotógrafos das revistas de arquitectura".
De facto, sempre disse que aceito uma forte intervenção nos Aliados, como se fez com comandados pelo Marques da Silva nos anos 30. Mas confesso que são muitas as pessoas que admiro e tenho estima pessoal, que se insurgem contra esta obra. Acho, sinceramente que o Siza e o Souto de Moura estão cada vez mais distanciados das suas origens e parece-me que esquecem que nunca serão cidadãos do mundo sem conhecerem a sua aldeia (num plagio pessoano). Por isso as palavras do Manuel Pina "doeram-me" - às vezes nós arquitectos distanciamo-nos demasiado e afundamo-nos em conceitos ou linguagens supostamente universais, que até o pós-modernismo já matou - diga-se. E dizer que o Porto é conservador é ser burro, coisa que não acho do Eduardo Souto Moura, assim para continuar a dizer o que tem dito, devia vêr como os portuenses absorveram a "Casa da Musica"- já é nossa - como o Guggeinhein é de Bilbao.
E se, Siza e Souto de Moura, julgam que o exemplo de Barcelona na contestação das comissões de vizinhos, às praças duras dos anos 80 é a mesma história do que o que está a acontecer agora no Porto, estão bem enganados.

quinta-feira, novembro 10, 2005

SRU

Aos trinta e sete anos, maravilhosa idade com que por agora me encontro, tenho revelado a mim próprio a entediante monotonia de quase nunca me surpreender com nada. Surpreendente presunção esta que leva alguém a considerar que já nada o surpreende, mas de facto, tem sido assim. Hoje porém não foi.
Por motivos familiares, relacionados também com a minha actividade profissional, vi-me enredado nos meandros da SRU, Sociedade de Reabilitação Urbana Porto Vivo, dos seus procedimentos e da evolução do seu primeiro programa, a reabilitação do quarteirão de Carlos Alberto.
Tudo, mas tudo, o que aqui escrevi e antes, quando o SEDE era ainda um fórum privado, se confirmou. A verdadeira surpresa é que as coisas são ainda muito piores do que eu, nas piores previsões, poderia imaginar.
Reabilitação é uma palavra vaga. Reabilitar não é recuperar, não é reformar, não é reparar. É simplesmente tornar habilitado, no caso para o que quer que lhes apeteça.
Acreditem, é possível ignorar a história, a tradição, o espaço e interesses públicos, o espaço e interesses privados, as tipologias de habitação, a caracterização volumétrica e do espaço, a arquitectura, a vivência urbana, em nome de uma nova habilitação para uso que faz da cidade uma espécie de cenário de papelão. Acreditem, para fazer o que lá vão fazer era preferível não fazer nada, porque nada vai melhorar por aqueles lados.
Só para o registo, a ideia é juntar todos os edifícios desocupados e / ou problemáticos no quarteirão demolir integralmente o miolo e fazer um edifício novo. Ficam as fachadas.
Este tipo de intervenção já não é grande coisa quando estamos a falar de um único edifício, que sendo remodelado dá origem a um novo em que apenas se mantêm a plasticidade exterior. É fácil de perceber porque. Mas aqui o caso é outro. Os novos espaços criados (apartamentos, estabelecimentos comerciais, garagens, etc.) vão ser caracterizados por uma miscelânea arquitectónica resultante do aproveitamento das antigas fachadas, com as suas distintas formas e materiais e cores, com alinhamentos horizontais totalmente diversos. Na mesma casa coexistirão janelas de vários edifícios, a diversas alturas, com outras de desenho actual e novas características. Um mesmo vão tanto poderá servir uma cozinha, um quarto, um w.c. ou mesmo uma garagem ou um estabelecimento comercial. Independentemente da sua guarnição ser de granito de Alijó, de argamassa saibrosa ou outra qualquer.
Sem querer prolongar muito a conversa, refiro apenas que não há projecto ou arquitecto, por melhor que seja, que faça ali qualquer coisa de jeito que não esteja condenada, porque o conceito que presidiu aquele modelo de reabilitação está errado desde o principio, para além de que propõe, sem mais, usos do espaço que já provaram não resultar.
Mas há mais. Toda a parte dos procedimentos é completamente caricata, sendo já evidente que, se aquele programa for para a frente, vai mesmo ser filho único. Eu disse SE, porque me restam muitas dúvidas que realmente vá.
Em tempos pronunciei-me, aqui neste Blogue, sobre a SRU. Aliás sobre as SRU’s. Na altura julgo ter deixado claro que entendia ser um péssimo modelo de reabilitação urbana, serem mais uma das secreções perniciosas do estado, das que oferecem argumentos aos detractores do estado social, e que para além disso não iriam fazer nada que um qualquer departamento municipal não pudesse fazer. Um ano depois tive a absoluta confirmação disso mesmo, só que de uma forma tão penosamente surpreendente que preferia ter continuado na entediante e presunçosa monotonia dos que, aos trinta e tais anos, acham que já viram tudo. Mesmo um porco a andar de bicicleta e uma pulga a dançar rock&roll.

Para o Pedro Aroso


António Moreira

Mais Copy+Paste


Do:
The great portuguese disaster 1985-1995

"Que saudades daquele dia em que o dentinho Cavaco foi ao dentista, para ser desvitalizado no garrafão da Ponte

O Mário Soares,rata velha,em vez de o pôr na rua, deixou-o cair de podre.
Um Governo Osteoporótico.
Na altura,o Peidas Lourido ainda só era Ministro (pai, já sou ministro!...) mandava dar porrada em toda a gente,uma espécie de miguelista da Lusitânia retardada.
Portugal fazia maratonas de cadeiras de rodas com a Grécia, para ver qual ficava com a cauda da Europa, o Grande Timoneiro ia sempre pendurado no estribo, ao lado do ex-maoísta e neo-oportunista Durão Barroso, aquela merda, um dia, descarrilou nas contra-curvas do IP-5, a ESTRADA ASSASSINA,

-- até a Maria ia para lá andar de trenó, nos dias de grande humidade

"nunca senti nenhum perigo, havia só aquela emoção da montanha russa da Feira Popular, também só lá andei uma vez, ficava muito longe da Vivenda Mariani"

--,já estamos na linha da frente,
direita
esquerda
volver
o PELOTÃO DA FRENTE,
a patinar no Pulo do Lobo,
o Soares raposão dava gargalhadas na Praia dos Tomates, o rei vai nu,

"filho, os ossos do teu governo já só parecem uma filigrana...",

as câmaras não largavam aquelas mandíbulas de retro-escavadora, ao cair dos noticiários,
já só enfardava fatias de bolo-rei,
era Natal o ano inteiro,
-- mas só para alguns --

NATAL, MAS SÓ PARA ALGUNS,
... "

Ler o resto


António Moreira

Simpatia e cordialidade


A importãncia da imagem é sempre actual ...

"Foto especial

Na sua edição de segunda-feira, em que o JN desfere também o seu principal ataque através da primeira página do Grande Porto, é utilizada uma péssima
fotografia de arquivo do Presidente da Câmara do Porto, que dá claramente uma imagem agressiva e antipática de Rui Rio."

Para evitar eventuais acusações futuras de estarmos a tentar denegrir a imagem de cordialidade e simpatia que o nosso estimável presidente da câmara pretende divulgar, daqui solicitamos o envio de um "kit" de fotografias "aprovadas".

O nosso muito obrigado

António Moreira

quarta-feira, novembro 09, 2005

a demolição

Pois é, concordo com o Alberto! Só não concordo quando diz que deve ser um processo identico ao do S.João de Deus.
Mas como a localização priveligiada potencia uma boa recuperação e retorno financeiro e o modelo tipológico existente não tem remédio, menos ainda se aplicado a habitação social, a solução é demolir. Demolir não só este, como também o Carriçal, o Lagarteiro e mais uns quantos!



Espero que o PS saiba fugir da demagogia de Rui Sá e não dizer uma coisa na oposição e outra no poder!

Apanha-se mais depressa um mentiroso ...


No Primeiro de Janeiro:

António Moreira

terça-feira, novembro 08, 2005

Nem lá para 2010 podemos contar com 500 euritos????


"Proposta da CGTP é demagógica e fantasista

O primeiro-ministro, José Sócrates, qualificou este sábado de “absolutamente demagógica e fantasista” a proposta da CGTP de aumentar o salário mínimo para 500 euros até 2010.

“É muito importante que se perceba que temos que ter contenção ao nível dos custos salariais, porque isso é muito importante para a competitividade da nossa economia”, referiu o líder do Executivo.

Para José Sócrates, “uma tão súbita variação nos salários só traria mais desemprego e aumento da inflação”.

“Não vivemos tempos em que possamos adoptar agora propostas absolutamente demagógicas.

Os tempos são de realismo e realismo significa encararmos com determinação os tempos difíceis que vivemos para os ultrapassar”, acrescentou.

O primeiro-ministro, que falava em Viana do Castelo no âmbito do “Governo Presente”, sublinhou ainda que não é com propostas “fantasistas” que se ultrapassam os tempos difíceis que o país atravessa e se melhoram os seus níveis de competitividade"


Com este primeiro ministro e Cavaco na presidência, bem podem os "boys" do PSD e do PP procurar empregos "cá fora" que a direita no poder está bem e recomenda-se...

António Moreira

Copy+Paste é preciso

Quando o tema merece e alguém já escreveu BEM sobre ele:

"Desempregados profissionais

Há quem diga que neste país levamos as coisas pouco a sério, mas parece que agora já não é bem assim.
Pelo menos no que concerne ao desemprego.
É que tem sido amplamente divulgada a estratégia que o governo se prepara para implementar e que visa acabar com as situações de pessoas que, beneficiando do subsídio de desemprego, mantêm outras fontes de rendimento não declaradas.
Ora essa estratégia ( espero que esteja apenas em estudo) consiste em forçar os cidadãos que recebem o subsídio de desemprego a permenecer nas suas casas durante toda a manhã ou toda a tarde (alternadamente), na medida em que serão feitas visitas de fiscalização para atestar a veracidade da sua situação. ..."

Ler mais nos "Bichos Carpinteiros"


António Moreira

CONCENTRAÇÃO EM DEFESA da AVENIDA DOS ALIADOS e da PRAÇA DA LIBERDADE

Por estar de acordo com as razões que motivam esta concentração:
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Sábado, 12 de Novembro, às 11 H na Praça da Liberdade
A Câmara e a Metro do Porto preparam-se para transformara Avenida dos Aliados e a Praça da Liberdade,de alto a baixo, num deserto cinzento, sem cor e sem alma.
Como já sucedeu no alto da avenida, serão abatidas árvores,e desaparecerão os canteiros e os desenhos da calçadapara darem lugar ao granito inóspito.
À revelia da lei e do respeito que é devido aos cidadãos,os portuenses não foram tidos nem achados nesta transformação.
A cidade é de todos, não da Câmara e muito menos da Metro.
Ninguém tem o direito de destruir a memória da cidadecontra a vontade dos cidadãos.Neste momento decisivo da história da cidade, o Porto precisa de si.
Manifeste-se connosco no sábado, 12 de novembro, às 11h00.
Juntos na Praça da Liberdade, pela Praça da Liberdade
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António Moreira

segunda-feira, novembro 07, 2005

quem manda!

Segundo noticias:
"(...)
A futura fundação da Casa da Música terá, assim, um conselho de administração constituído por sete elementos, sendo quatro em representação dos privados a nomear pelo conselho de fundadores e três de nomeação pública (dois pelo Ministério da Cultura e um em conjunto pela Junta Metropolitana do Porto e pela Câmara Municipal.
O conselho de administração irá depois escolher o director artístico.
Será também nomeado um administrador-delegado que será responsável pela gestão da Fundação Casa da Música.
A reunião desta segunda-feira confirmou, também, o nome de José Manuel Dias da Fonseca, actual presidente da Assembleia Municipal de Matosinhos, como sendo o próximo presidente da Fundação Casa da Música.
(...)"

Talvez poucos tenham reparado, mas foi neste fim-de-semana, sábado, que Narciso Miranda deixou de ser Presidente de Câmara. Fê-lo numa passagemde testemunho em que não pude estar, mas que acho merece ser assinalada.
Como ele tão bem gosta de me recordar, já divergimos em muito, e continuamos a divergir, nomeadamente na sua visão orgânica e enredada da vida política. Narciso sustenta as suas opções nas relações pessoais calorosas, quando na verdade sabemos que teve na sua vida política grandes momentos de solidão.
Não sei se voltaremos a concordar ou discordar, ou sequer se Narciso tentará um retorno à ribalta em que foi estando, no entanto, merece hoje uma palavra.

domingo, novembro 06, 2005

surprendentemente super-esgotado!

Todos o conhecem... Todos o adoram... Agora todos o podem ver AO VIVO no musical NODDY LIVE, que visita Portugal pela primeira vez. NODDY e os seus amigos da Cidade dos Brinquedos visitam o Porto, Casa da Música de 23 a 26 de Novembro.



O PS por dentro

Pelos vistos o PS irá discutir a sua vida interna invertendo o habitual calendário: primeiro eleições Concelhias, depois eleições Distritais.
No distrito do Porto confirma-se a candidatura de Renato Sampaio, actualmente coordenador dos Deputados socialistas no distrito, e avizinha-se a oposição de Ricardo Bexiga, por sua vez a exercer lugar na administração do INH.

Narciso Miranda, decidiu, ou foi compelido a decidir, que não seria alternativa. Assim também fez Assis, que por sinal apoia Sampaio. Não só ele, também aparentemente a larga maioria do distrito, como Cardoso, Orlando, Seabra, Narciso, Barbosa Ribeiro, e provavelmente Mário de Almeida.



No entanto, muitos dizem que pode haver alteração de cenários.

sábado, novembro 05, 2005

Sexo (directiva)

A mim, o que me incomoda, é a facilidade com que se julga poder condicionar a natureza humana através de expedientes, legais ou outros.
Como se cada um não fosse cada um. Como se todos fossemos iguais.
Como se, pelo facto de existir uma directiva comunitária, as meninas passassem a adolescentes e de adolescentes a mulheres noutra altura da vida, e o mesmo para os rapazes. Passassem a poder praticar actos sexuais na altura que a moral própria dos que afincadamente elaboram a directiva define como certa. Ignorando que a sexualidade não resulta da conjuntura socio-legal. Ignorando simplesmente o corpo, que é o que é costume. Passamos todos a adultos no mesmo tempo e no tempo que alguns decidem e os costumes toleram.
Ao ponto de se caracterizar a pratica de “sexo inocente”, ah! Como se o outro fosse culpado.
É aqui que reside o ponto, na atribuição de culpa às manifestações sexuais físicas, em detrimento das outras, das intelectualmente razoáveis. Daqui ao pecado são dois passos.
Não fosse este sentido, condicionador, castrador, moralizante, sempre implícito, e todas as medidas de protecção a menores são bem vindas. Muito bem vindas mesmo.

sexta-feira, novembro 04, 2005

Paris

E se de repente, um desconhecido, lhe oferecer flores?
E se de repente, um jovem desconhecido, se calhar de outra raça, com outra origem, lhe atirar com um cocktail molotof?
E se de repente eclodisse um mundo novo, desconhecido, com outros equilíbrios, com outras linguagens, outras flores?

Afinal quem é que tem medo, quem tem temores?
Perante o desconhecido assustador, quem dá o passo em frente e quem, pelo contrário, hesita e dá um passo atrás? Onde está a esquerda? E a direita?
Quem é que não sabe que as coisas tem e estão para acontecer? Quem é que não sabe que o Sec. XXI e o terceiro milénio tardam em começar? Ou será que já começaram?

E o que temer afinal. A história longa não nos tem ensinado que o mundo muda sempre para melhor? Quem tem a perder? E quem tem a vida para ganhar, que se cansa de a ver sempre do lado dos subúrbios?

E perante as certezas de um outro mundo, motivado pelas mudanças geo-climatéricas evidentes, essas sim, assustadoras, poderá o Homem resistir a ensaiar uma nova ordem social?

Sabemos que no “fim da história” há-de ficar tudo na mesma. Mas tenhamos esperança que esse “na mesma” possa ser outra vez um pouquinho melhor.


europa no limbo?

A perseguição da polícia a dois jovens, que pela fuga acabam electrocutados, está a provocar os maiores distúrbios em Paris. Aliás já se alastrou a outras cidades.
Estará a Europa no limbo?
Muitos tem reflectido avisando o perigo do espoletar de qualquer coisa que surdamente estoire e atinja todos. De repente estas complexas redes urbanas e suburbanas desenham o desequilíbrio social que afinal está disfarçado.
Em Portugal foi um arrastão de verão que gerou sem mais nada uma consciência da volatilidade dos comportamentos sociais que podem marginalmente organizar-se.
Em Paris, a esta distância é incompreensível o que gerou estas revoltas! Agora parecem que estão também envolvidos portugueses, ou pelo menos luso-descendentes. Pois é normal, isto não é um fenómeno Francês, é algo mais abrangente que pertence a todos.

Paris já está a arder?


Ou a alvorada de um novo mundo?

Quando as coisas acontecem, nunca sabemos se é apenas o rebentar de um bolha de revolta que cresceu, ganhou pressão e, fruto de um qualquer factor deflagrante, rebentou, ou se será, finalmente, o começo de algo mais sério.

Esperamos sempre que passe, que nos permita viver no suave engano mais uns anos, mais umas décadas….

Que não seja no nosso tempo, mas que não seja também no tempo dos nossos filhos…

Se for no tempo dos nossos netos é uma pena, mas, se calhar, nós já não vemos….

Mas quer queiramos quer não, vem aí, já se ouve…

À medida que vamos aprofundando as diferenças brutais na nossa sociedade, à medida que os ricos vão ficando cada vez mais ricos, que os pobres vão sendo cada vez mais e mais pobres, que a “classe média” (antes os “remediados”) vai assistindo com pavor à destruição, passo a passo, do “estado social”, à destruição das suas defesas, das suas certezas, vai-se também, inexoravelmente, aproximando a hora da revolta.

A globalização não funciona apenas para as trocas comerciais, a globalização não serve apenas para permitir aos ricos consumir mais por menos valor, para produzir onde seja mais barato e mais fácil explorar a miséria, deixando atrás outra miséria a germinar.
A globalização serve também para espalhar o conhecimento, para contagiar as almas, para difundir a revolta, para movimentar os exércitos de indigentes, para lhes dar a conhecer o seu número, a sua força, a SUA RAZÃO.

Continuamos embalados na esperança que não seja para já, mas o tempo não passa assim tão devagar.

O meu pai nasceu em 1921, apesar de tudo teve a sorte de nascer em Portugal, tivesse sido em Espanha, em França, na Alemanha, em………..

Talvez vá sendo altura de acordar, ou ….

E daí, talvez não seja nada.

Isto em França vai-se resolver em pouco tempo, não tem qualquer importância, não é um sinal de nada.

Estejam descansados.

António Moreira

JacquesTati e Playtime



Este é um dos meus site favoritos - tativille. Visitem-no!
Em primeiro lugar porque gosto dos filmes, em segund,o porque como sabem os arquitectos possuem assim umas referências de culto cinematográficas, que às vezes valem a pena.
Vêm isto a proposito do Playtime e da oportunidade de rever Tati agora em DVD.

a marcação das presidenciais

O presidente da República, Jorge Sampaio, marcou ontem as eleições presidenciais para 22 de Janeiro de 2006.
De acordo com os prazos legais, a campanha decorrerá entre os dias 9 e 20 de Janeiro, pelo que 23 de Dezembro é a data-limite para a entrega das candidaturas, que terão de ser subscritas por um mínimo de 7.500 pessoas. Realizando-se as eleições a 22 de Janeiro, uma eventual segunda volta - caso nenhum dos candidatos obtenha mais de metade dos votos - realizar-se-á a 12 de Fevereiro, decorridos os 21 dias previstos na lei para que o escrutínio seja repetido. Os candidatos foram contactados antes da marcação da data, disse fonte de Belém à Lusa.

uma coisa util

Enviada por um dos nossos leitores fica aqui um site bem interessante:
As primeiras páginas dos jornais de hoje em todo mundo. Cada bolinha laranja nos mapas dos continentes, são jornais de cidades daquele estado ou País, você clica e todo dia tem a 1ª página de cada jornal.
Ao posicionar sobre a bolinha desejada, ao lado, aparece a 1ª página dos jornais, e clicando sobre a bolinha, você tem a página em tamanho maior, para facilitar a sua visualização.
clique aqui

quinta-feira, novembro 03, 2005

ASSIM, SIM!

Viva o Ministro da Ciência
E
Ensino Superior. A propósito do debate feito à volta do sétimo programa quadro da comunidade europeia em matéria de investigação desenvolvimento tecnológico e demonstração (2007-2013) o Ministro Mariano Gago mais uma vez deu provas da sua capacidade de síntese, rigor e firmeza. Mais uma vez definiu com clareza as estratégias que Portugal vai tomar para melhorar a posição de Portugal na EU no âmbito da ciência.
O sétimo programa quadro tornou-se aparentemente mais “amigável”, mas vale a pena prepararmo-nos a tempo, porque acima de tudo a capacidade de competir e ganhar projectos a nível Europeu depende essencialmente é de cada um!
Raquel Seruca
http://www.cordis.lu/fp7/home.html

quarta-feira, novembro 02, 2005

A ser verdade!

Segundo os media hoje:

"... Sexo antes dos 18 passa a ser crime. Directiva comunitária quer proteger os jovens da exploração sexual e da pornografia.

Praticar sexo com menores de 18 anos vai passar a ser crime. A normativa comunitária que obriga a alterações no Código Penal português é relativa à luta contra a exploração sexual de crianças e a pornografia infantil. (...)"
Em ano de discussão do Aborto isto é confrangedor. Independentemente dos escandalos Casa Pia, ou assim, qual a diferença na protecçãod e uma jovem de 16 ou 17 de uma de 21 ou 23.
A discussão sobre a nossa forma de abordar os comportamentos sociais é terrivel, acrescida de uma Europa que se vê refém de uma gestão onde a maioria dos seus membros são conservadores.
Julgo que é um assunto que devia ser mais discutido do que provavelmente vai ser, muito da questão do aborto passa por aqui.

Afinal já não é golfe ...


Para quem souber ler nas entrelinhas:

"É uma garantia [de que não vai haver construções no Parque da Cidade] que tem de ser entendida de uma forma equilibrada e com bom-senso.
Quando digo que não há construções, estou a referir-me à especulação imobiliária.
Não estou a imaginar, mas pode haver um qualquer pormenor, um remate...
Neste mandato tenho condições para tentar uma solução".

António Moreira

Sem comentários ...

António Moreira

No outro lado!

Segundo as noticias o Pedro Duarte não tem concorrentes na corrida à concelhia do PSD-Porto. Como é evidente este facto parece anunciar um aviso à mudança de objectivos de Rui RIo, visando a cadeira do pouco alto Mendes, e quem sabe abrindo as portas à sucessão no Porto. Está visto que este processo vai ser curiosos de acompanhar no PSD.

No PS-Porto uma candidatura sem concorrentes seria como ... uma Francesinha sem queijo, um jantar do Jorge Coelho com militantes sem discursos ou PS Porto sem Orlando Gaspar!

Ele não é político!..........



nós é que somos!

Rui Rio sobre o JN

Durante 3 anos acompanhamos uma relação próxima do JN com a CMP. Quem não se lembra das manchetes sobre os depoimentos de Cardoso no Diap? Ou então o destaque dado a um dos lados na questão de Ceuta?
Habituado a isso, à influência de Delgado no grupo, Rui Rio ficou chateado porque um jornalista escreveu aquilo que ele disse. Como se um político com a sua experiência não tivesse tarimba para saber o que os jornais destacariam...
Depois dizer que entrevistas só escritas e depois de corrigidas, valha-nos a democracia, e a côr do lápis.


SÓ FALTA, COMO DIZEM PASSAR AS REUNIÕS DE CÂMARA PARA 5ª FEIRA, COMO SE DIZ POR AÍ (A SUGESTÃO DE ALGUNS) PARA QUE ASSIS NÃO POSSA ESTAR NO PORTO!

segunda-feira, outubro 31, 2005

Hoje cuidado com as bruxas!

saiba mais sobre o Halloween

a vida interna


Voltou a teoria do charuto!
Para quem não sabe este era o apelido que Orlando Barros Gaspar (famoso líder concelhio PS) fazia brindar sobre Nuno Cardoso. Na altura a relação com a desproporcionada altura do dito personagem provocava os risos e alimentava uma disputa política com o ex-presidente deixado na cadeira por Gomes.
Mais tarde, quando Gaspar se viu na contingência de perder poder no aparelho sacou da sua mais mediática golpada: a reconciliação com Cardoso. A partir daí juntou-se a fome com a vontade de comer e Nuno Cardoso queria ser candidato, Gaspar manter os seus "pontas-de-lança" na estrutura portuense.
Sócrates escolheu Assis, e a estratégia estragou-se, primeiro porque Assis não trouxe para junto de si Soares Gaspar (filho de Barros Gaspar), segundo porque apesar do mais velho Gaspar pensar o contrário as coisas correram bem no Porto - a derrota foi um sinal da vitória que se seguirá.
Ora pois! Há que conquistar o poder à força toda, mesmo impulsionando alguns a pedir a cabeça daquele que usaram para se encavalitarem no poder, e rogam a sua desfiliação. Deixou de ser Nuno e passa outra vez a charuto, como se os pecados de Cardoso fossem um ultraje às ambições deles, ou seja irem nas várias listas, nos vários lugares que querem.
Na passada 6ª feira os tais apoiantes de Orlando Gaspar pediram o cartão de Cardoso. Fizeram isso e mais...
O velho PS que perdeu duas eleições seguidas continua lá e só não percebe quem não quer, que só ganharemos quando certas personagens e certos métodos forem derrotados.
Nós, nunca apoiamos Cardoso e sempre estivemos distantes por considerar excessivo o PS Porto depender de um projecto pessoal. Diremos mesmo que Cardoso está a colher as tempestades que semeou, ou a deitar-se na cama que fez! E cuidado, nada que não lhes tivessemos dito frontalmente faz muito tempo.
No entanto, isto também ultrapassa os limites, não tem qualquer piada, nem sob o prisma do politicamente ludico que Gaspar alimenta.
Os antigos apoiantes de Cardoso dizem que agora necessitam expiar os seus pecados, colocando até Nossa Senhora de Fátima no discurso e no percurso ( e se a um herege como eu não afecta, aos mais católicos deve causar aflição), com Jorge Coelho ao barulho....
Tudo com as presidenciais pelo meio. A festa vai avançar, e espero que compreendam que o papel do Sede também é falar um bocadinho destas coisas, é que os partidos não são nem podem ser opacos....
Mas saibam que tenho dito a Orlando Barros Gaspar (por quem tenho consideração pessoal mas também um fortíssimo distanciamento político), muitas vezes:
"Que quem foi guerreiro toda a vida terá, inegavelmente que acabar como um guerreiro, padecendo no campo de batalha" - é o caso dele - ninguém espere que este forma de estar no PS acabe, sem conseguir derrota-la lá, nos votos!

a coerência

extracto da grande entrevista de Domingo no JN (por incrivel que pareça o ponderado negiociador que fala é Rui Rio):
(...)
Se conhecesse a factura pesada que a Câmara pode pagar pela revogação das frentes urbanas no Parque da Cidade, voltaria a tomar essa decisão?
Tinha de revogar. Quanto mais não fosse por uma questão de seriedade. Havia uma unanimidade entre os candidatos contra as construções no Parque da Cidade naquelas circunstâncias.
Onde é que a Câmara vai buscar dinheiro para pagar as indemnizações? As avaliações, feitas por peritos judiciais, apontam para um custo de 23 milhões só pela expropriação de dois terrenos...
Naturalmente que é um custo muito pesado para a Câmara do Porto. Mas não posso eliminar as acções. Estou sujeito ao valor que o tribunal vier a estipular.
Admite negociar uma solução intermédia com as empresas?
Houve já alguns contactos ao longo deste tempo no sentido de encontrarmos uma solução. E espero que haja mais.
Fora dos tribunais?
Sim, sim.
Mas continua a dar a garantia de que não vai haver construções no Parque da Cidade?
É uma garantia que tem de ser entendida de uma forma equilibrada e com bom-senso. Quando digo que não há construções, estou a referir-me à especulação imobiliária. Não estou a imaginar, mas pode haver um qualquer pormenor, um remate… Neste mandato tenho condições para tentar uma solução.





Acha que é altura de lançar o debate que nunca foi feito?
Vou dar uma resposta arriscada: admita que aparecem outros pressupostos que me levem a equacionar outro raciocínio. É evidente que para chegarmos a outra solução, tinha sempre de passar pelo maior debate que alguma vez foi feito no Porto.
(...)

sexta-feira, outubro 28, 2005

Parque da Cidade no Guiness


A nova vereação não perdeu tempo e tem já pronta mais uma candidatura ao “Guiness Book of Records”.

Estrategicamente não apresentado durante a campanha, este projecto, que será implementado na ala nascente do Parque da Cidade, em Aldoar, estava já pronto, há semanas, sendo o seu traço proveniente do atelier de uma dupla de arquitectos de “grife” com créditos já bem firmados aquém e além fronteiras.

Desta vez a aposta será em mais um desporto de elites e, mais uma vez, com os menos jovens na mira, dando assim resposta em termos de equipamento ao envelhecimento acentuado que todos os anos vem assolando a população da nossa cidade (e eu que o diga...) .

Assim será agora o Golfe a modalidade escolhida, mas espectacularmente apresentado de uma forma inovadora que, como é timbre noutras realizações desta administração, será olhada com admiração no país e no estrangeiro, estando já assegurado que irá dar lugar a uma nova categoria de recordes no Guiness.

Assim, longe de se candidatar ao recorde do campo com mais buracos, o novíssimo “green” no Parque da Cidade irá inaugurar a categoria de recordes para o campo com o maior buraco.
Esta estratégia arrojada irá permitir uma concentração, quer dos investimentos necessários à sua execução, quer do esforço dispendido pelos seus utilizadores no decorrer do jogo, foi desenhada com o objectivo de colocar o Porto definitivamente no topo como destino de eleição do turismo sénior, podendo, ainda por cima, vir a ser executado a custo quase zero.

Com efeito, e aproveitando o exemplo do Pavilhão da Água, foi já solicitado por Rui Rio a Summaviele, novo director do IPPAR, a cedência para este efeito do buraco edificado na rua D. Manuel II (frente ao Museu Nacional de Soares dos Reis), actualmente na posse do IPPAR e ainda sem destino certo.

Caso desta vez o IPPAR, salienta-se com nova direcção, demonstre o necessário bom senso e respeito pela cidade, que recentemente tem faltado (para o que já foram também solicitados os bons ofícios de sua excelência reverendíssima, o Bispo do Porto) espera-se que possa, desta forma, ser dado o início a uma nova fase nas relações entre a Câmara do Porto e o Instituto.

Por outro lado, aproveitando a boa vontade do empreiteiro que tem já prometida a adjudicação da obra dos Aliados, o qual irá garantir o transporte a custo zero (se bem que fora das horas de expediente), a CMP apenas terá que despender o valor do gasóleo, bem como o montante necessário a duas (máximo três) sandes de presunto na “badalhoca” e respectivas cervejas, as quais foram já apalavradas com os motoristas dos veículos pesados.

Antes da apresentação do seu manifesto, na Alfândega, o futuro presidente da república, Sr. Prof. Cavaco Silva, teve a oportunidade de admirar o projecto, tecendo os maiores elogios à capacidade de inovação demonstrada pelo edil, referindo que é este tipo de iniciativas que tenciona vir a fomentar no decurso do seu mandato as quais, se bem orientadas, não deixarão de dar um contributo significativo para nos ajudar a ultrapassar a Eslovénia (desabafou ainda que a isso é que “Não se Resigna”)


António Moreira

presidenciais!

A acreditar nas sondagens isto vais ser um combate dificil:

esquema retirado do margens de erro

Ainda bem que recusou!

O motivo da recusa de Rui Sá para não aceitar o Pelouro da Ciência na Câmara do Porto foi:
"pouca relevância em termos de actividade".(fonte-JN)
Serão precisos mais comentários para demonstrar a minha indignação?
Raquel Seruca

animos

Consta que os animos estão serenos nos partidos. Mas, e como estarão as consciências?

Pelos vistos....

Cavaco não é cavaquista. Não é dos PSD. Não é um político experiente. Não é indeferente aos ambientes. Não se sente bem entre os seus apoiantes. Não gosta de vestir laranja, prefere um fundo vermelho. Não é novo. Não é velho. Não é político. Não é culto. Não é professor, é professor de economia. Não vai ser?