segunda-feira, janeiro 23, 2006

SOBRE A NOVA CIRCUNVALAÇÃO

No Porto, não há concursos públicos de ideias decentes. Corrijo, no País não há concursos públicos de ideias decentes. Ou seja, todos gostam de falar das ideias dos arquitectos, mas nunca as põe à prova. Temos os melhores arquitectos do mundo e uma das melhores escolas, mas nunca pomos isso à prova.
Vem isto a propósito da noticia em que 3 arquitectos são convidados para desenhar a circunvalação. Com base em que critério é que se substitui um concurso por um encargo directo? Vivemos num lugar que às vezes nem parece europeu! Então um projecto desta dimensão não ganhava com a enorme divulgação e interesse que um concurso lhe dava? Então as publicações e os jornais não fariam uma discussão bem mais profícua? Então a receita não resultou bem na Expo 98? Fizeram-se primeiro concurso de ideias, seleccionaram-se os trabalhos que o Jurí achou melhor e só depois vieram os planos de pormenor.
Aqui não: gastam uns cobres a pagar um projecto enorme a uma equipa e depois é que se vai discutir, provavelmente embargar – enfim, o que se sabe e o que se espera.

POR ISSO, CREIO QUE O TEMA MERECE PASSAR A SER UMA MICRO OU MACRO-CAUSA PORTUENSE:

SOBRE O NOVO DESENHO URBANA DA ESTRADA NACIONAL Nº 9, PODEM, POR FAVOR, DIVULGAR COMO SE JUSTIFICA A AUSÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO NUM PROJECTO DESTA DIMENSÃO?

Com que base jurídica se defende uma decisão destas? O que pensa a Secção Regional da Ordem dos Arquitectos?

re-post

Escrevi isto a 16 de Dezembro do ano passado, sob o título "não há derrotas neste quartel!":

"O interesse pela política começa a aumentar. Tenho-me deparado cada vez mais com conversas cruzadas de café e discussões de corredor, entre jovens e velhos, velhos e jovens, jovens e jovens e nem tão jovens nem tão velhos. Na verdade esta eleição presidencial tem servido para demonstrar de que forma a cidadania passa também pelo interesse nas questões de estado. Isto porque o populismo mais baratucho tem andado arredio, não que não haja laivos da coisa em quase todos os candidatos, mas o pormenor não se tem sobreposto ao essencial. Assim o murro no braço do Soares, o carro do parlamento que o Alegre usa em campanha, ou o chega para lá ao Marques Mendes que lhe deu Cavaco, não tem sido suficiente para alimentar as capas sensacionalistas.
Creio que os tempos que virão serão de uma muito maior participação pública e por inerência nos partidos. É que se esgotaram as figuras que possam com a sua liderança disfarçar a necessidade de apresentar novos projectos, da direita à esquerda, onde tanto Ribeiro e Castro como Jerónimo são lideres sem chama, passando pelo apagado Mendes e pelo já muito desgastado Louçã.
Sócrates não tem adversários ao seu nível, nem tanto pelo patamar de elevação política que atingiu, mas sim pelo desfazamento existente nos outros partidos. É por essa razão quem nem sequer perdeu as autárquicas e seja qual for o resultado não perderá as presidenciais."
Hoje, parece-me actual

Por mais voltas que queiram dar...

A verdade é que

Este (e os seus iguais)












Escolheu este




E o resto é conversa.
António Moreira

(RE)TRATAMENTO




Trata bem de mim e eu bem de ti vou tratar!!!

domingo, janeiro 22, 2006

Pirro

No ano de 279-AC, o rei Pirro, de Épiro (na atual Albânia), reuniu seus oficiais no campo de batalha de Asculum, perto de Roma, para saudar a vitória parcial das suas tropas contra o poderoso exército romano. Diante das enormes perdas de oficiais e soldados, porém, ele constatou que "com mais uma vitória como esta" o seu reino estaria perdido. Daí o termo "vitória de Pirro", que expressa uma conquista em que as perdas do vencedor são tão grandes quanto as do perdedor.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Pensem bem

Soares demonstrou que a idade não é um argumento a desprezar! Apesar dos seus oitentas pode muito bem aguentar uma campanha nacional e demonstrar ser o mais lúcido de todos .
Cavaco poderia estar um ano a percorrer o País que não convence, a não ser os incautos, que tem perfil para o lugar. Não se lhe ouviu nada de verdadeiramente interessante.
Alegre foi oportunista, disse o que não pensa e fez de conta que nunca foi fundador, dirigente e político de um partido durante os últimos 30 anos.

Soares merece o meu voto, e merece que vos peça para votar nele!

A escolha da Constança


N"O Espectro"

A não perder, este "naco" de prosa.

"....Cavaco Silva é o homem certo para o lugar certo – exactamente porque não é um político. Educado no esforço e na disciplina, Cavaco Silva representa o mérito, o sucesso e a ascensão a que qualquer português pode aspirar na vida.
Cavaco Silva é o português novo que fazia parte da mitologia do cavaquismo.
O português que quer vencer e que não se resigna.
O português que todos querem ser, trinta anos depois do 25 de Abril..."

(ler o resto)

Como escrevi na sua caixa de comentários:

"António Ferro não diria melhor, aliás, provavelmente terá dito algo muito semelhante mas referindo-se a um outro, não Aníbal mas, como eu, António."

António Moreira

quinta-feira, janeiro 19, 2006

As sondagens e as eleições


Ou

Os politicos e as políticas


Com o aproximar inexorável do momento da VERDADE, sim do momento em que, verdadeiramente, os eleitores que o pretendam irão, nas urnas reais, depositar os seus votos válidos para a eleição do próximo presidente da república, começam a vir ao de cima alguns tiques de maior nervosismo e algumas máscaras, formalmente, democráticas começam a resvalar.

Vem isto a propósito, naturalmente, da forma como alguns candidatos, e, por arrastamento, algumas “entourages” tem reagido à evolução dos resultados das sondagens que vão sendo divulgadas e até, pasme-se, às que estão ainda por divulgar.

Como seria de esperar o nervosismo é mais vincado nas hostes do candidato que, as mesmas ou outras, sondagens, já tinham entronizado como vencedor destacado, Cavaco Silva, que agora começam a recear o ter que se bater numa segunda volta, ou seja partir para a segunda volta com uma derrota à partida, e nas hostes de Manuel Alegre que, apesar de as sondagens continuarem a apresentar como um muito provável segundo colocado, ou seja, como o vencedor das “primárias da esquerda”, parece “adivinhar” outras sondagens que estarão quase a aparecer (amanhã, claro).

Ora este comportamento dos candidatos e dos que os apoiam é sintomático para se perceber o conceito de democracia em que concorrem, em que se apresentam, em que, quiçá, acreditam.

Acreditam então que é tão grande o condicionamento gerado pela divulgação dos resultados de sondagens que poderá fazer variar o sentido do voto de uma parte significativa de eleitores.

Acreditam que é tão grande que poderá, por entusiasmo ou por desânimo, fazer variar significativamente os valores da abstenção e, fundamentalmente, a composição do universo dos eleitores abstencionistas.

Acreditam que é tão grande o condicionamento gerado pela divulgação dos resultados de sondagens que até acreditam piamente que tal influência é superior à que os próprios e as suas equipas conseguem por via da divulgação de programas e projectos, de biografias, de apoios.

Acreditam que mais importante que os debates, que os comícios, que as “arruadas” (quem é que terá inventado esta?), que os tempos de antena, o “porta a porta, as entrevistas e as visitas a mercados, é conseguir, de qualquer forma, que os resultados apresentados nas sondagens sejam aqueles que, em seu entender, melhor consigam condicionar os eleitores, no sentido que lhes pareça mais vantajoso.

Ora, a mensagem que esses candidatos estão a transmitir é a de que entendem que os eleitores são uns papalvos, uns mentecaptos, que, em vez de votar por ideologias, por convicções, por razões ou por simpatias, votam porque são manipuláveis e manipulados, votam de acordo com a vontade de quem for mais hábil, mais competente a condicionar as suas vontades.

Esses candidatos demonstram um gigantesco desprezo pelos cidadãos eleitores, mas, ainda assim, querem o seu voto e são capazes de tudo (desde que ninguém os veja com as calças abaixo dos joelhos), para o conseguir.

Não são capazes, ou não querem, ver que, afinal, quem condiciona é quem manda, quem condiciona é quem publica, quem divulga, quem dá destaque e quem comenta, quem “ajuda” a interpretar, quem guia os “cegos”.

Mas “eles” também não vêem, o seu ego imenso não deixa ver mais nada…

Está a chegar o tempo de em vez de políticos, se pensar em votar políticas.

António Moreira

quarta-feira, janeiro 18, 2006

o franco atirador: Os portugueses (retratos-rob�): Armindo.

o franco atirador: Os portugueses (retratos-robô): Armindo.

Um cheirinho:

"Um metro e setenta, oitenta e três quilos, quarenta e oito anos, bacharelato em económicas, casado, um filho de desanove e uma filha de vinte e quatro anos, apartamento de cinco divisões em Benfica, BMW Série 3, segunda casa perto de Leiria. Armindo é sócio do SLB e frequentador do café “Arabesco”. Há um grupo de amigos no bairro, com quem vai ocasionalmente ao futebol. A mulher é professora primária, os filhos estudam arquitectura e comunicação social.
...."

Vale a pena ler o resto

António Moreira

ALMA

Pois, mas...
A imagem era esta

E eu juro que não conheço a senhora...

António Moreira

terça-feira, janeiro 17, 2006

Novos amigos




Foram acrescentados à lista de links os seguntes "sites" e "blogs":

Nortugal Info (o "blog" passou a "site")

Regionalização ( será que é desta?)

O Espectro (o mui esperado "blog" da Constança Cunha e Sá)

Uma visita a qualquer um deles é sempre uma excelente ideia

(e não, a foto não é de ninguém conhecido...)

Bem vindos
António Moreira

A discussão sobre a cidade

O rol de eleições sucessivas que ainda estamos a viver, primeiro as legislativas, a seguir as autárquicas e finalmente as presidenciais, e a ampla cobertura mediática dedicada, tiveram um mérito paralelo aos acontecimentos em si mesmos: introduzir de forma persistente, embora não muito notória, o debate e a discussão sobre a cidade.
As sucessivas passagens dos candidatos pelo distrito do Porto e as propostas mais ou menos aprofundadas no período das eleições autárquicas, suscitaram uma permanente atenção dos mais variados sectores em relação aos indicadores económicos e sociais e urbanísticos relativos a esta região que, ao que tudo indica se depara com um muito preocupante declino dos níveis de desenvolvimento já antes atingidos.
As conclusões são obvias; o norte e muito especialmente o distrito do Porto perdem sucessivamente peso, importância e poder no panorama nacional, que induz a perda de poder de compra e a consequente degradação da qualidade de vida.
Neste cenário, a tentação é grande no sentido de voltar a introduzir a temática sempiterna da regionalização, mas a percepção de inexequibilidade no curto prazo, o necessário para inverter as actuais tendências, cria uma sensação de bloqueio que conduz à inoperância política efectiva.
É neste quadro de semi-bloqueio que surge, porque as sociedades não são estáticas e procuram sempre os seus caminhos, a discussão sobre a cidade, mais concretamente sobre a sua organização territorial que não pode estar dependente de um processo de regionalização muito incerto. A mais valia de uma nova organização territorial poderia ser, muitos o intuem, o motor, a grande alavanca de uma prosperidade que há muito anda arredada da região do Porto.
A isto não é alheia a consciência manifesta nos mais informados e esclarecidos, das potencialidades da região enquanto polo de atracção para todo o noroeste peninsular e referencia para uma “Europa das Cidades”. Toda uma grande área metropolitana que vê condicionado o seu desenvolvimento no plano interno e nacional, mas que pressente poder afirmar-se no plano europeu.
Esta consciência da necessidade de actuar, e de actuar rapidamente antes que a situação se degrade mais a atinja níveis abaixo do aceitável, tem levado muitas personalidades, das mais diferentes áreas políticas a reflectir e a intervir em fóruns e debates que, de alguma forma tem já produzido os seus efeitos, e que apontam caminhos.
Francisco Assis, Luis Filipe Menezes, Nuno Cardoso, Paulo Rangel, Rio Fernandes são algumas dessas personalidades que publicamente tem manifestado as suas opiniões e ideias, mas a discussão atinge já outros fóruns, desde o interior dos partidos, como o comprova a anunciada candidatura de Avelino Oliveira ao PS Porto, até às mais variadas tertúlias que ocorrem pela cidade, ou até ainda em publicações académicas conceituadas dedicadas ao assunto.
Alguns caminhos vão também já sendo apontados. Uns entendem dever a reorganização territorial apoiada numa junta metropolitana forte, resultante de uma eleição directa, com poderes próprios para a sua actuação, num primeiro momento delegados pelas autarquias que a compõe e num segundo atribuídos de cima para baixo pelo poder central. Outros entendem que a fusão de municípios (Porto e Gaia parecem ser os mais envolvidos) numa grande cidade seria a melhor forma de avançar prontamente com a reestruturação e conferir assim mais capacidade e atracção do poder decisório e grandes economias de escala nas atribuições e desempenho das instituições. O processo desenvolve-se de forma pausada e reflectida, mas vai acelerando a sua marcha.
Acontece porém que Matosinhos, a cidade, ou melhor, as suas cidades, todo o concelho, as suas personalidades e instituições parecem manter-se estranhamente alheias a tudo isto. Tal não é compreensível, tratando-se como se sabe de um dos mais importantes concelhos da área metropolitana, onde se situam infra-estruturas tão importantes para a região como o Porto de Leixões e o Aeroporto do Porto.
Passadas as eleições presidenciais, será a altura desta cidade promover também a sua própria visão sobre o assunto sob pena de não estar na linha da frente de um processo que pode vir a ser o que de mais importante acontece num largo período de anos.

Daniel Fortuna do Couto, Arq.
n' "O Primeiro de Janeiro"

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Blondi


Eu sei que muitos ficam incomodados com as imagens que, tantas vezes, me ocorrem para ilustrar alguns comentários à actuação do (em triste dia) reeleito presidente da câmara do Porto.
No entanto, mesmo esses, convirão que uma visita, com certa atenção, ao site da Câmara Municipal do Porto, (lembro que se trata de espaço pago com o dinheiro dos contribuintes e que se destinaria, em princípio, a servir as necessidades dos municipes e não a propaganda do presidente da cãmara) é, por demais elucidativa.

Apesar de o puder ser para alguns, a mim parece-me tudo menos normal que no referido site, entre 7 de Novembro de 2005 e 12 de Janeiro de 2006, tenham sido publicadas nove peças a comentar (da forma que deverão ir verificar) notícias publicadas no Jornal de Notícias sobre a actuação da câmara municipal do Porto.

Sabemos que o Jornal de Notícias tem um estofo que, infelizmente, não tinha o Comércio do Porto.

No entanto estamos ainda lembrados da campanha que contra esse jornal e a sua direcção foi lançada pelo mesmo Rui Rio e os seus apoiantes (nomeadamente Valentim Loureiro) e o facto é que "O Comércio do Porto" já não se publica e não se vislumbra qualquer solução até porque, estranhamente, o proprietário do título, ao que soubemos, nem sequer dá resposta às propostas de compra que lhe vão chegando...

O JN será, sem dúvida, um osso mais duro de roer, mas quem sabe o que se consegue com disciplina e persistência.

Mas nada como uma viagem pelo site da CMP:

JN: Peça por medida-2006-01-12

JN ataca Vereador do Urbanismo com base em deturpações-2006-01-02

JN baixa ao nível da intrigalhada-2005-12-26

JN incrimina a Câmara do Porto-2005-12-20

JN: Câmara volta a estar debaixo de fogo-2005-12-14

JN retoma ataque à Câmara do Porto-2005-12-13

Leite Pereira critica site da Câmara-2005-11-11
(acredito que o título desta notícia «Kim IL Sung à moda do Porto» (tão certeiro) tenha tirado o "homem do sério")

JN: Câmara do Porto debaixo de fogo-2005-11-09

Jornal de Notícias volta a atacar Rui Rio-2005-11-07

Estaremos atentos aos futuros episódios

António Moreira

Todos diferentes ?



Podem por favor os candidatos presidenciais,
TODOS,
disponibilizar publicamente a listagem dos contribuintes para as respectivas campanhas e os montantes disponibilizados por cada um?


Verifico, com agrado, que o NORTUGAL.INFO aderiu a esta causa, tendo colocado um “banner” vertical no seu site.

Nós bem gostaríamos que eles (os candidatos) nos (sedentos, blogueiros, portugueses) prestassem alguma atenção.

Mas a verdade é que, se nem nós nos prestamos qualquer atenção, como poderíamos esperar que pessoas tão ocupadas, como devem ser os candidatos a uma eleição presidencial, perdessem um segundo que fosse a olhar para as nossas pretensões?

Se, afinal, nem os grandes arautos das transparências e dos rigores, quer na “blogosfera” quer na comunicação social, estão minimamente interessados em saber QUEM PAGA O CIRCO, porque raio é que os candidatos, qualquer um dos candidatos se iria dar ao trabalho de o revelar?

É evidente que podia ser por uma questão de ÉTICA (REPUBLICANA), por entenderem que os eleitores tem direito a conhecer essa informação ANTES das eleições.
Por entenderem que o facto de os eleitores conhecerem a identidade (e os montantes) dos financiadores das campanhas eleitorais seria, sem dúvida, um factor importante para a tomada de decisão pelos eleitores.

Mas surpreende que nem sequer por uma questão de estratégia eleitoral qualquer dos candidatos tenha resolvido (até agora) lançar o desafio:


Está aqui a listagem dos contribuintes para a minha campanha e os montantes disponibilizados por cada um!
Podem os restantes candidatos mostrar as suas?


Assim, por muito que todos se esforcem por se afirmar diferentes, é difícil que eu não os veja como:

TODOS IGUAIS

António Moreira

domingo, janeiro 15, 2006

Ora ai está!

O perfil de um vencedor!


quinta-feira, janeiro 12, 2006

Ciência Hoje a todo o vapor

O Ciência Hoje é um site de divulgação de ciência amigável, actual, sério. Constitui uma referência para todos os cientistas, estudantes e interessados em ciência. O Jorge Massada arriscou,teve audácia e persistência. O Jorge demonstrou que a inovação não passa só pela tecnologia, passa pela manutenção de uma grande ideia.
O Ciência Hoje deu hoje um grande passo em frente- Criou um Conselho Cientifico. Um conselho de gente empenhada em colaborar com o Jorge Massada e tornar esta sua iniciativa, num grande projecto de divulgação de ciência na Net.
www.cienciahoje.pt
Parabéns Jorge Massada.

Finalmente as primeiras reacções...


(Um muito obrigado ao Arrebenta)

António Moreira

AFINAL


Ninguém quer saber...
Embalado pelo proliferar de “micro-causas” lançadas a torto e a direito por esta blogosfera, e, após ter sido revelado pela Comunicação Social, que os diversos candidatos à presidência da república tinham apresentado os seus orçamentos de campanha, os quais contemplavam gastos milionários em cartazes, sacos de plástico, bandeirinhas, aventais, caldo-verdes, bolinhos de bacalhau e croquetes, assim como as receitas de valor equivalente, que iriam suportar tão faustosos custos, achei que era opurtuno que os eleitores fossem informados, ANTES DAS ELEIÇÕES, de real proveniência de tanto dinheirinho.


Assim propus esta "macro-causa":

Podem por favor os candidatos presidenciais, TODOS, disponibilizar publicamente a listagem dos contribuintes para as respectivas campanhas e os montantes disponibilizados por cada um?



Apenas o
“FrancoAtirador” e o “Akiagato”, que eu saiba, divulgaram esta “macro-causa”.

Não posso dizer que me surpreenda este ignorar, este “assobiar para o ar” por parte de tantos (nomeadamente “blogues”) que tanto gostam de se apresentar como arautos da transparência das instituições e das decisões.
Que tanto exigem a divulgação dos actos da CMP, como dos pareceres do IPPAR, como dos estudos que justifiquem Otas E TGVs, que chegam até ao ridículo de escrever cartas abertas a exigir referendos à decisão de executar obras públicas, a pretexto que possam comprometer o nosso futuro, o nosso desenvolvimento e, afinal, não queiram saber QUEM PAGA àqueles que se candidatam a ter o poder de nomear e dissolver a Assembleia da República, promulgar ou vetar as leis do país, ser o comandante supremo das forças armadas, etc. etc.
Não queiram saber a quem é que o próximo presidente da república vai ficar a dever, vai ficar obrigado !!!!

Será que, para esses senhores, é indiferente que, para custear a sua campanha, o futuro presidente receba imensos modestos donativos de uma multidão de habituais de Fátima, ou que, afinal, seja um qualquer Amorim, Belmiro, Balsemão, Berardo (sozinhos ou em “fundação”) que, afinal, cubra o grosso das despesas (faltarão formas de “dar a volta” aos limites?).
E se, em vez de os donativos terem origem em “muitos crentes” ou uns poucos “empresários”, mas ainda assim portugueses, a origem dos dinheiritos tiver outras proveniências, vier das Áfricas ou de mais longe?

Também não interessa?

Ninguém quer saber?

Alguns três meses depois das eleições, se alguém ainda estiver interessado, pode ser que alguma fuga de informação venha a revelar alguns nomes…


"Esclarecimento.

Esta actividade pode também ser financiada por donativos de pessoas singulares, embora estejam sujeitos ao limite de 60 salários e obrigatoriamente titulados por cheque ou por outro meio bancário que permita a identificação do montante e origem."


Se Soares, Sousa, Louçã e Pereira declaram que uma percentagem significativa das suas receitas são provenientes dos partidos que suportam as suas candidaturas e se é compreensível que Alegre, não possa contar nas suas receitas com qualquer montante proveniente do seu partido, o PS, já é por demais estranho que Silva se sinta à vontade para nos vir dizer que, do rol das suas receitas de campanha não consta o contributo de qualquer dos dois partidos que apoiam a sua candidatura.

Ora eu tenho as maiores reservas relativamente a um conjunto significativo de competências deste candidato, mas, ainda assim, considero que, no que respeita a continhas, principalmente se lhe disserem directamente respeito, o senhor, que até andou a estudar economia, não é homem para ficar a perder.

Ainda por cima decerto estará lembrado daquilo que o seu partido terá feito a Freitas do Amaral, quando este foi o candidato apoiado pelo PSD e o CDS e Silva era presidente do PSD, não estando assim na disposição de passar uma quantidade de anos a pagar dívidas de campanha, quando se sabe até, que os seus pareceres são algo mais “económicos” que os de Freitas do Amaral.

Não será assim de esperar que qualquer um minimamente atento aceite como válida a explicação de que os DOIS MILHÕES DE EUROS (QUATROCENTOS MIL CONTOS) declarados por Silva, como doações privadas, venham a ter origem no tal :
Ou nas
(O que já sabemos não ser correcto)
Mas:
“Cavaco deixou claro que deu instruções precisas ao seu mandatário financeiro, José Ponte Zeferino, para que tudo estivesse dentro da lei, salientando que há "recibos" de todos os contributos.”

Claro que Silva é só um dos seis,mas, por ser o mais provável, é, por isso, o de maior risco.

Mas ainda assim eu queria era saber a proveniência do dinheiro que paga as campanhas de TODOS os candidatos.

Eu queria saber a quem é que o próximo presidente da república vai ficar a dever, a quem é que vai ficar obrigado.

E queria saber ANTES das eleições.

Pelos vistos há muito poucos que queiram saber.


É pena (acho eu)

António Moreira

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Um Pajero passa sempre...



A reforçar ainda mais o mito do REI TT, ai está a Mitsubishi destacada na liderança do Dakar.
Este facto é especialmente significativo porque os Pajero, depois de há uns anos terem conseguido a proeza de ter cinco carros nos cinco primeiros lugares, já tiveram que aguentar os ataques da BMW e mais recentemente da Volkswagem.
A Volkswagem concorreu com nada mais nada menos que dez equipas de fabrica. E para já, nada!

ainda mais do mesmo...

Relativamente à OTA e ao TGV as perguntas para as quais importa saber a resposta relativamente à despesa publica são as seguintes, separadamente para cada um dos investimentos:

- Qual o prazo para realização do programa? O previsto (optimista) e o provável (não será difícil de obter calculando a média dos atrasos em obras publicas de grande envergadura);

- Qual o investimento total previsto? E qual o provável? (não será igualmente difícil de obter ponderando programas tão semelhantes quanto possível);

- Quais as fontes de financiamento? Quanto cabe ao Estado, quanto são as ajudas comunitárias?

- Quanto vão investir os privados? Quais os montantes formalmente privados mas com origem publica?

- Quais as contrapartidas para o financiamento privado?

- Quanto representa o investimento publico, directo e indirecto, sem a comparticipação comunitária, no total;

- Qual é a distribuição do investimento ao longo dos anos de cada um dos programas?

- Que percentagem do PIB representa esse investimento, anualmente e previsivelmente, em cenário de estagnação e de crescimento?

- Que percentagem do Orçamento de Estado representa esse investimento, anualmente e previsivelmente, em cenário de estagnação e de crescimento?

- Que percentagem do PIDDAC representa esse investimento, anualmente e previsivelmente, em cenário de estagnação e de crescimento?

- Que percentagem do investimento em novas infra-estruturas representa esse investimento, anualmente e previsivelmente, em cenário de estagnação e de crescimento? (porque o PIDDAC compreende muitos investimentos que não se traduzem em infra-estruturas, como por exemplo as compensações)


Depois deverá ser devidamente avaliado o retorno financeiro a todos os níveis, relacionado com a realização destes programas.
Uma vez na posse destas informações, será então possível para aqueles que se preocupam de facto com a despesa publica emitirem opiniões válidas sobre o peso real destes investimentos.
Insisto, para aqueles que se preocupam de facto com a despesa publica.
Para uma correcta avaliação da decisão política ainda falta aqui muita, muita coisa.