terça-feira, janeiro 31, 2006

Vale por uma sondagem...



Apanhei esta “pérola” na nossa caixa de comentários:

“…Não te esqueças que o António Moreira não é militante do partido, nem tão pouco vota PS, por isso a opinião dele vale o que vale…”



Ficamos assim a saber uma de duas coisas:

Para o nosso “ilustre” comentador a minha opinião vale tanto como uma sondagem (com a vantagem de ser de graça), ou então, valerá menos que a sua apenas pelo facto de ele ser militante do partido e votar PS, o que, reconhecidamente, não é o meu caso.

De qualquer forma é de agradecer a certidão (apesar da sua proveniência)

Pois é, “há dias de manhã…”
António Moreira

segunda-feira, janeiro 30, 2006

A super cidade

Paulo Rangel e Rio Fernandes continuam na saga por um novo desenho do Porto. Agora lançaram um repto.

Eu subscrevo a discussão!

sábado, janeiro 28, 2006

A apologia da Carne Assada

Pelos vistos no PSD a luta das directas já vai na comida e nos Jantares.
Na verdade o Marco António Costa antecipou as eleições e sabe do que fala, simplesmente foi redutor no Menu. Eu próprio, habitue de alguns repastos direi que está também muito em moda o arroz à valenciana; o arroz de Pato; Rojões sem ser à moda do Minho. Nas entradas rissóis rançosos, croquetes que eventualmente tem mais carne que pão, e aqui e ali um creme de legumes com bastante água. De sobremesa vem aqueles maravilhosos bolos de chantilly e de quando em vez somente uns eclaires para comer à mãozinha. Finalmente o sempre presente café, de saco, aguadito, qual carioca, às vezes sem o pacotito de açúcar.

Em geral estes jantares são pagos com 5 euros, ou então à borla com consequências negativas no menu.

Falta dizer que a seguir ao jantar podem encontrar qualquer um dos políticos nos seguintes restaurantes, a comer a sério, que eles são parvos às vezes, mas não são burros:

Galiza; Convívio; GambaMar e Capa Negra, de vez em quando na Cufra



sexta-feira, janeiro 27, 2006

Olha, Olha (Agora explicado) !!!!!

Olha, Olha, os passarões
A zombar com o petiz
Não sabem eles que à Sorte
A trica nada lhe diz
(Esta quadra foi escrita ainda em Lisboa, junto à torre de Belém. Preparava-se o Gama para a grande epopeia, na azafama própria das grandes empreitadas, e os velhos, dali, do Restelo, em amena cavaqueira e zombaria, numa maledicência desmotivante, de tricas e intrigas. Deplorável, deplorável!)
A Sorte, ou melhor, a Fortuna
Destino, fado, dinheiro
Embora de olhos fechados
Chega lá sempre primeiro

(Os interesses materiais estão sempre presentes nestas coisas. E tendem a tomar a dianteira, numa cruzada cega para o lucro. É certo que não é bonito, nem engrandece, mas há quem diga que dai vem o progresso...)
É só ver os resultados
Das eleições principais
Quem tem Fortuna tem sorte
Quem não tem não ganha mais
(Este foi o momento mais difícil para o Gama, o das escolhas já ao largo das Canárias. Ou bem que tomaria o caminho das especiarias e da fortuna do reino, ou levaria a cabo a difícil missão que El Rei D. João lhe confiara. Hoje sabemos que fez a opção certa.)

E se isto é verdade agora
Mais verdade é no futuro
Quem desafia o destino
Boa sorte não lhe auguro
(Quanto mais para sul mais difícil seria flectir as caravelas para ocidente. Infeliz o Gama que desdenhou a glória e escolheu a riqueza)
E aqui prós brincalhões
Que brincam com “lucifer”
A tradição é presente
E o passado ninguém quer
(São sempre “mais as vozes que as nozes”. Assim o eram também os ventos do cabo. As caravelas passaram e ninguém mais olhou para trás. Ninguém não, o poeta (que pecado!?!?) vive sempre com a nostalgia do tempo passado, a SAUDADE, em português)
Pintam quadros a preceito
Fazem juízos apressados
Depois não fiquem tristonhos
Ao olhar os resultados
(Pois quem julgava que ao primeiro sopro tudo se desvaneceria, enganou-se. A confiança do reino era grande e assim o era também nas caravelas, já por mares mais serenos)
Se a escrita é uma arte
E o pensamento, elevação
Olhem que das coisas mais sérias
É um aperto de mão
(Tudo se esvazia no momento exacto do encontro entre os povos. É inútil procurar transmitir a incrível sensação da descoberta.)
Quem passou pela cidade
Do vinho, da torre e da Sé
Sabe o que há a fazer
Para mostrar como é que é
(E tanto que havia para ensinar aqueles povos de além mar, perdidos da alma e da fé. Tantas trocas para fazer, para as contas saldar.)
Todos juntos de uma vez
Num grande aglomerado
Vai deixar o novo Rei
Completamente pasmado
(Sabíamos quanto tínhamos defraudado as expectativas de El Rei de Portugal, o príncipe D. João. Mas não deixávamos de nos convencer que a duração da viagem superaria a vida do grande Rei e que um novo apreciaria o feito alcançado, não deixando de felicitar o Gama.)
De três em três, a mulher
Lá se alinha se convém
Mas queremos ainda mais
Queremos o que ninguém tem
(Não foi nada de que nos possamos hoje orgulhar, aquela passagem pela ilha dos encantos. Tomados pelo diabo, queríamos tudo, sempre mais.)
Queremos juntar os mais velhos
Com os novos a dialogar
Abrir a porta ao futuro
Para que aqui possa entrar
(Já o Gama não sabia o que fazer, perante tamanha perdição. Resolveu integrar o poeta na sua resolução. Resolveu também substituir os velhos imediatos por jovens capitães)

Queremos dizer aos amigos
Do discurso incoerente
Que aqui não há tabus
Cada um diz o que sente

(E o que contar na chegada a Lisboa? Que há mais mar para além do mar? Ou que há terra para habitar? Promessas de um futuro da gloria, ou das tormentas a história?)
Com humor ou perspicácia
Mesmo os duros como o aço
Sim, os mais inflexíveis
Tem aqui o seu espaço
(Perante o relato de tais façanhas, que cada um teve para contar, eis que El Rei D. Manuel, o reino mandou unificar. Glorificou o Gama e nem mesmo os mais contrariados se atreveram a contestar.)
Por mais que a espera se alongue
Mais do que o coração alcança
Não se iludam, não se enganem
Ninguém nos tira esta dança

(No fundo, no fundo, sabemos que a história nos reserva um lugar entre os valorosos povos do mundo. Sabemos que depois da tempestade das grandes travessias chegará a primavera de todas as esperanças.)

Apanhado...


Meus queridos comentadores
Finalmente se fez luz
Quem a viu foi o Miguel
Quando me acenou com a cruz

Como de pé me mantive
O sacrista logo topou
Aqui há mão do tinhoso
Nem sequer se ajoelhou!!!

Já te topei Mafarrico
Andas feito com o Sonso
Roubaste o carro do Noddy
Esse é que é um grande tonto

Querias a Teresa e a Dina
Mas o Faísca também
E até mesmo os xadrezitos
Decerto sabiam bem

Digo-te eu, o Senhor Lei
Vade Retro Satanáz
À cidade dos Brinquedos
É que não mais voltarás.


António Moreira

Sobre Porto-Gaia

Sobre Porto-Gaia, vou deixar umas notas muito simples:
1. Não se devia falar em Porto-Gaia, mas sim no desenho territorial de uma nova cidade. Sandim tem muito menos sentido que Matosinhos, São Mamede de Infesta, ou rio Tinto.

2. A cidade real do Porto já não é o Porto. O Mapa turístico do Porto não existe sem Gaia e já depende bastante de Matosinhos.

3. A vida quotidiana já não se faz sem interligar as cidades, repararam que a linha do Metro do Porto começou em Matosinhos. Alguém disse que não era o Metro do Porto, mas sim o de Matosinhos, Maia ou Gaia?

4. Como sabem, sou favorável a um novo desenho da cidade, pois acho que a área metropolitana não existe se não possuir uma cidade forte. Mas ela existe, só que chamam-lhe nomes diferentes e tem mais que um autarca a mandar.

5. A teoria da área metropolitana eleita é forte porque é a mesma ideia da grande cidade só que aumentada, mais na tradição das cidades americanas, herança do planeamento norte-americano do inicio do século XX. Frank Lloyd desenha a Broadacre city e escreve sobre a cidade do amanhã a pensar assim. A tradição europeia ( e eu gosto das tradições, porque elas são actuais, senão eram história e não tradição) é a das cidades, como sabem fruto da influencia das cidades estado.

6. Acho mesmo importante discutir o assunto, inclusive existirem eventos inter-partidários, porque não há duvida que é preciso fazer qualquer coisa e em breve. Para tal é sempre necessário uma comunhão de esforços à laia “Pacto de Regime”. Se tal se conseguisse era um feito e o inicio de um nova era na região.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Hoje, no PUBLICO

A noticia da candidatura do nosso Avelino Oliveira à concelhia do PS Porto.
Abertura à Sociedade e ao debate em oposição à logica aparelhistica estrita;
Incentivo à adesão de novos militantes;
Reorganização de algumas das estruturas de base;
Reflexão profunda sobre o território e a cidade;
Respeito e apreciação sistemática da história do partido na transmissão de valores às novas gerações;
Promoção das estruturas partidárias como local privilegiado, mas não exclusivo, da realização do debate e do trabalho politico;
Contribuição permanente para a efectiva paridade de sexos na actividade politica;
Promover o PS Porto como um lugar de inclusão e de futuro;
e ainda mais, são compromissos do nosso amigo.

Quanto Porto é bom para o Porto

Estive ontem presente no Café Majestic para assistir ao debate, organizado pela Juventude Popular, sob o tema “Quanto Porto é bom para o Porto”.

Que bom foi estar novamente numa “tertúlia” de discussão com Rui Moreira, Rio Fernandes e Rogério Gomes, e que falta vão fazendo mais iniciativas do género.

Fundamentalmente em discussão estava a ideia (peregrina?), retomada recentemente por Paulo Rangel, nas conferências da Católica, de avançar com a fusão entre os municípios do Porto e de Vila Nova de Gaia.

Confesso que não é tema que me provocasse grandes entusiasmos, não que entendesse que daí viesse um maior mal ao mundo, mas também por me parecer pouco provável que alguma panaceia milagrosa pudesse germinar de tal casamento.

Sempre considerei que uma sociedade medíocre, dirigida por uma “elite” de medíocres dirigentes partidários, que vão penando na província apenas por não terem conseguido assegurar um qualquer cargo “nacional” (donde, necessariamente, na capital), e sufragada, bovinamente, por uma sociedade local amorfa, não se regenera e levanta pujante de energia por mera acção de uma putativa união que lhe confira estatura e dimensão metropolitana.

Basicamente, Rui Moreira defendia a ideia que a forma era importante, ou seja de que ao avançar com um casamento de papel passado entre o Porto e Gaia, talvez também com Matosinhos, se ia o (novo) município apresentar “à sociedade” com uma força que não teria sem essa formalização.
A excelente capacidade de argumentação de Rui Moreira convenceu-me das vantagens deste modelo.

Já Rio Fernandes defendia que, mais importante do que a forma era a função, ou seja que mesmo não havendo qualquer fusão era já possível e desejável que se implementasse uma cooperação intermunicipal adequada, em diversos domínios específicos, com transferência de competências e meios dos municípios para eventuais “autoridades pluri-municipais” a criar, por acordo, para o efeito.
Ou seja, em lugar de um "casamento, de papel passado e tudo" defendia o conceito das “uniões de facto” alargadas também a Gondomar, Maia e Valongo.
A, também excelente, capacidade de argumentação de Rio Fernandes, convenceu-me, também, das vantagens do modelo por si apresentado.

Ou seja, conclui que ambos tinham razão e que as ideias que defendiam podiam, sem grandes dramas, ser harmonizadas.
Da mesma forma que é possível (e desejável (?)) experimentar em “união de facto” antes de avançar para a formalização de um casamento.

No entanto, após uma boa noite de sono, continuo, como antes, convencido que a coisa não tem pés para andar.

As pessoas, pois o problema está nas pessoas, não são diferentes se o seu território estiver FORMALMENTE organizado desta ou daquela maneira.

As pessoas, pois o problema está nas pessoas, se não viram o interesse ou não foram capazes de se organizar em “união de facto” até aqui, porque raio é que vão ver esse interesse agora ou passar agora a ser capazes de assumir um compromisso de partilha?

Porque esta é a altura propícia, dado virem aí três anos sem eleições, foi um dos argumentos ouvidos.
E daí?

Será que os dirigentes locais dos partidos vão, por isso, passar a pensar pelas suas cabeças sem antes perguntar às direcções partidárias o que devem pensar?

Será que as direcções partidárias vão analisar o problema e as possíveis soluções à luz dos interesses do país, das cidades e das populações ou à luz dos seus interesses partidários?

Será que as direcções partidárias vão analisar o problema “de per si” ou será que as suas posições vão ser condicionadas pelas posições dos outros (assim como foi com a Regionalização) tipo se o PS for a favor, o PSD e o CDS tem que ser contra e vice-versa?

Enfim, será que com os actuais presidentes das câmaras do Porto e de Gaia, alguém acredita que isto sequer se discuta? (deixo aos leitores com mais imaginação as fantasias quanto ao tipo de discussões que isso iria dar..).

Em resumo e acima de tudo:

O importante é que se vá discutindo
O importante é que pessoas de boa vontade se vão juntando para analisar e procurar soluções para os problemas que são de todos.

Desta vez foi iniciativa da JP e quase não vi lá ninguém (tirando uns dois ou três) que não estivesse ligado ao CDS/PP.

Poderiam e deveriam (ao menos para isso sirvam os tais três anos sem eleições) realizar-se debates e tertúlias regulares, com organização conjunta dos diversos partidos (mas sem claques) ou por iniciativa de algum jornal (ou da ACP) mas convidados de todos os partidos (e não só) para se começarem a debater seriamente os assuntos da cidade e da política em geral.

Ou se calhar

Nem vale a pena.

António Moreira

e-visitas

Ás vezes gosto de "e-visitar" cidades, esta é bem portuguesa, e já me tinham avisado que era um excelente exemplo.

É-vora

the next one

Dizem, com alguma graça que o PS já escolheu o próximo candidato presidencial:



quarta-feira, janeiro 25, 2006

Sabia que o voto desta "senhora"...


Vale tanto como o seu?
Como me parece que a Incoerente terá sido a única (dos que se deram ao trabalho de comentar) que terá percebido o meu “post”, a imagem de hoje obedece à sua sugestão.
Depois de ter já assente grande parte da poeira causada pela generalidade dos comentadores ao meu comentário intitulado “Por mais voltas que queiram dar... “ é tempo de pedir aos leitores (interessados, claro) uma releitura de alguns dos meus anteriores comentários, a saber:

19/01/06 – As Sondagens e as eleições
12/12/05 – Mas…, Quem escolhe é este, Ou mesmo este; Este…;Quem sabe se este…;Também pode ser este; Este homem pode ser o próximo presidente da república
e, principalmente:
05/12/05 – Demolimos?

Aliás, deste último, gostaria de recuperar algumas questões, que ninguém achou interessante aflorar:

Pois então
Se, na realidade, se pretende discutir sociedade e estado.
Se todos(?) temos consciência de que algo (muito?) não está bem.
Se todos(?) temos consciência de que é necessário “inventar” um novo modelo.….
Porque teimamos em manter tantos dogmas?
Porque não pomos TUDO em causa?
Porque nos recusamos a discutir algumas “verdades”
Ó arquitectos (sedentos e não só)
Para projectar a forma de urbanização ideal de uma dada área já urbanizada, não será importante primeiro, analisar o que lá está e ver o que se deve manter e o que deve ser demolido?
Então digam-me lá.(por hoje começamos com algumas simples)
Porque é que se tem que votar tudo num só dia (das 08 ás 19)?
Porque é que se tem que votar exactamente naquele local?
Não se pode votar no Multibanco, na Internet, ou nas máquinas da “Santa Casa”?
Porque é que não se pode conhecer a evolução da votação?
Porque é que a Assembleia da República não pode contratar uma empresa privada (nacional ou não) para assegurar o governo da nação?
E, já agora, porque é que a Assembleia Municipal não pode contratar uma empresa privada (nacional ou não) para assegurar a gestão da câmara municipal?
Porque é que é preciso um Presidente da República?
Não servia o Presidente da Assembleia da República?
E esta para os “liberais”

Qual é a diferença entre o estado e um condomínio?
E entre o estado e a família?
E entre família e condomínio?
Porque é que o princípio de “um homem um voto” é tão cegamente aceite?
Então, no caso de um referendo à IVG, o voto da mãe da Joana (ou do pai da Vanessa) vale tanto como o meu e o seu?
E, no mesmo referendo, os padres (católicos e castos) devem também votar?
E, já agora, os homens?
E, em todos os casos, o voto do “emplastro”, é igual ao do Avelino?
E, já agora, num referendo à regionalização, o voto dos “lisboetas” deve contar?

Por isso, porque ninguém ainda respondeu ou mostrou ter interesse em sequer discutir estas questões, também não admito que me venham com alusões a “mau perder”.
Se a vitória de Cavaco foi, para mim, uma derrota?
Claro que sim, acho até que foi uma derrota para todos os portugueses.
Mas as minhas posições são as mesmas que seriam se fosse um qualquer outro candidato a ganhar.
A pessoa que retratei é apenas um português como qualquer outro, no que a eleições diz respeito, tem tantos direitos como qualquer outro e o seu voto vale o mesmo que o seu ou o meu.
Ou seja, limitei-me a relatar o óbvio, como, antes, tinha já previsto o mais que óbvio.
Então, porque é que o óbvio, a verdade factual, gera tanta agitação, tanta raiva, reacções tão violentas?
Eu tenho a minha opinião, claro.
Mas, por agora, gostaria de ouvir outras.
Porque gosto de lançar temas para a discussão.
Porque acho que é importante discutir, debater, pôr em causa, questionar.
Acima de tudo porque é importante pensar.
Pense... se quiser.
António Moreira

terça-feira, janeiro 24, 2006

Agita-se o PS Porto

N”A Baixa do Porto”


Está anunciado o debate «Quanto Porto é bom para o Porto?»

“O debate terá como oradores Dr. Rui Moreira e Professor José Rio Fernandes, sendo moderador o Dr. Rogério Gomes.Após o debate inicial haverá um período de tempo destinado à participação do público, para o qual foram convidadas várias personalidades da vida da cidade e da região, entre políticos e demais intervenientes da sociedade civil.”

Penso que o assunto a debate terá interesse para muitos dos que aqui escrevem ou nos visitam.

A organização é da responsabilidade da direcção distrital da Juventude Popular.

Parece-me uma iniciativa muito interessante e um excelente exemplo do que os partidos devem fazer se pretendem criar laços mais profundos com a “sociedade civil” e, realmente, ouvir o que pensam os “de fora”.

A candidatura de Francisco Assis, à Câmara do Porto, deu alguns passos (tímidos) nesta direcção, garantindo que era para continuar, mas, depois das eleições, nada.

Teremos que esperar por uma nova direcção distrital ou concelhia do PS para assistir a essa mudança?

Eu tenciono estar presente neste debate, mais alguém aparece?

António Moreira

segunda-feira, janeiro 23, 2006

SOBRE A NOVA CIRCUNVALAÇÃO

No Porto, não há concursos públicos de ideias decentes. Corrijo, no País não há concursos públicos de ideias decentes. Ou seja, todos gostam de falar das ideias dos arquitectos, mas nunca as põe à prova. Temos os melhores arquitectos do mundo e uma das melhores escolas, mas nunca pomos isso à prova.
Vem isto a propósito da noticia em que 3 arquitectos são convidados para desenhar a circunvalação. Com base em que critério é que se substitui um concurso por um encargo directo? Vivemos num lugar que às vezes nem parece europeu! Então um projecto desta dimensão não ganhava com a enorme divulgação e interesse que um concurso lhe dava? Então as publicações e os jornais não fariam uma discussão bem mais profícua? Então a receita não resultou bem na Expo 98? Fizeram-se primeiro concurso de ideias, seleccionaram-se os trabalhos que o Jurí achou melhor e só depois vieram os planos de pormenor.
Aqui não: gastam uns cobres a pagar um projecto enorme a uma equipa e depois é que se vai discutir, provavelmente embargar – enfim, o que se sabe e o que se espera.

POR ISSO, CREIO QUE O TEMA MERECE PASSAR A SER UMA MICRO OU MACRO-CAUSA PORTUENSE:

SOBRE O NOVO DESENHO URBANA DA ESTRADA NACIONAL Nº 9, PODEM, POR FAVOR, DIVULGAR COMO SE JUSTIFICA A AUSÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO NUM PROJECTO DESTA DIMENSÃO?

Com que base jurídica se defende uma decisão destas? O que pensa a Secção Regional da Ordem dos Arquitectos?

re-post

Escrevi isto a 16 de Dezembro do ano passado, sob o título "não há derrotas neste quartel!":

"O interesse pela política começa a aumentar. Tenho-me deparado cada vez mais com conversas cruzadas de café e discussões de corredor, entre jovens e velhos, velhos e jovens, jovens e jovens e nem tão jovens nem tão velhos. Na verdade esta eleição presidencial tem servido para demonstrar de que forma a cidadania passa também pelo interesse nas questões de estado. Isto porque o populismo mais baratucho tem andado arredio, não que não haja laivos da coisa em quase todos os candidatos, mas o pormenor não se tem sobreposto ao essencial. Assim o murro no braço do Soares, o carro do parlamento que o Alegre usa em campanha, ou o chega para lá ao Marques Mendes que lhe deu Cavaco, não tem sido suficiente para alimentar as capas sensacionalistas.
Creio que os tempos que virão serão de uma muito maior participação pública e por inerência nos partidos. É que se esgotaram as figuras que possam com a sua liderança disfarçar a necessidade de apresentar novos projectos, da direita à esquerda, onde tanto Ribeiro e Castro como Jerónimo são lideres sem chama, passando pelo apagado Mendes e pelo já muito desgastado Louçã.
Sócrates não tem adversários ao seu nível, nem tanto pelo patamar de elevação política que atingiu, mas sim pelo desfazamento existente nos outros partidos. É por essa razão quem nem sequer perdeu as autárquicas e seja qual for o resultado não perderá as presidenciais."
Hoje, parece-me actual

Por mais voltas que queiram dar...

A verdade é que

Este (e os seus iguais)












Escolheu este




E o resto é conversa.
António Moreira

(RE)TRATAMENTO




Trata bem de mim e eu bem de ti vou tratar!!!

domingo, janeiro 22, 2006

Pirro

No ano de 279-AC, o rei Pirro, de Épiro (na atual Albânia), reuniu seus oficiais no campo de batalha de Asculum, perto de Roma, para saudar a vitória parcial das suas tropas contra o poderoso exército romano. Diante das enormes perdas de oficiais e soldados, porém, ele constatou que "com mais uma vitória como esta" o seu reino estaria perdido. Daí o termo "vitória de Pirro", que expressa uma conquista em que as perdas do vencedor são tão grandes quanto as do perdedor.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Pensem bem

Soares demonstrou que a idade não é um argumento a desprezar! Apesar dos seus oitentas pode muito bem aguentar uma campanha nacional e demonstrar ser o mais lúcido de todos .
Cavaco poderia estar um ano a percorrer o País que não convence, a não ser os incautos, que tem perfil para o lugar. Não se lhe ouviu nada de verdadeiramente interessante.
Alegre foi oportunista, disse o que não pensa e fez de conta que nunca foi fundador, dirigente e político de um partido durante os últimos 30 anos.

Soares merece o meu voto, e merece que vos peça para votar nele!

A escolha da Constança


N"O Espectro"

A não perder, este "naco" de prosa.

"....Cavaco Silva é o homem certo para o lugar certo – exactamente porque não é um político. Educado no esforço e na disciplina, Cavaco Silva representa o mérito, o sucesso e a ascensão a que qualquer português pode aspirar na vida.
Cavaco Silva é o português novo que fazia parte da mitologia do cavaquismo.
O português que quer vencer e que não se resigna.
O português que todos querem ser, trinta anos depois do 25 de Abril..."

(ler o resto)

Como escrevi na sua caixa de comentários:

"António Ferro não diria melhor, aliás, provavelmente terá dito algo muito semelhante mas referindo-se a um outro, não Aníbal mas, como eu, António."

António Moreira