
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
A Candidatura

terça-feira, fevereiro 07, 2006
Pornoliberdade de expressão
Pessoalmente, acho essa exposição de extremo mau gosto e considero-a até ofensiva, nem precisando de citar situações específicas em que a localização dos estabelecimentos ou bancas poderia acrescentar mais algumas considerações ao simples “mau gosto”.
É claro que os comerciantes além do DIREITO, tem a LIBERDADE de expor o seu produto, e se aquilo se publica é porque se vende, por isso tem que haver quem venda...
(Gostaria aqui de deixar bem claro que estou longe, mas bem longe, de ser um qualquer tipo de moralista (verdadeiro ou falso) e que muito teria a confessar se fosse adepto de alguma religião que se dedicasse a tais práticas, não, não é disso que se trata, trata-se apenas de GOSTO, obviamente relativo, se bem que admita que, para outros, a questão até possa ser mais grave.)
Mas, repito, os comerciantes tem a LIBERDADE de proceder desta forma e não serei eu que os irei tentar, pela palavra, demover dessa prática, até porque há certas coisas que ou se é capaz de ver, sem ajuda, ou então não há ajuda que valha.
Agora tenho que reconhecer que me desgosta viver numa sociedade em que haja quem se sinta bem a ganhar a vida a publicar “daquilo”, em que haja comerciantes que não se importam de colaborar com esse comércio para ganhar mais uns tostõezitos e que não exista uma “pressão do mercado” que leve a que os comerciantes entendam que seria mais vantajoso, para a sua actividade global, demonstrar outro grau de respeito pelos seus clientes.
Será que isto significa que eu sou defensor da censura?
Ou será que entendo que a liberdade de expressão não é um dos valores fundamentais da nossa sociedade?
António Moreira
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Caricatura!! ...de quê?

Mas o que eu gostei mesmo foi de ouvir um senhor na TSF a dizer:
- Não devemoje confundir a repregentachão do chagrado com o chagrado em chi mêsgemo! O chagrado prechija da chátira!
Peregrinação!

A deslocação de Fátima a Fátima, desde Felgueiras, é uma delas!
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
Já com algum atraso...

LINK para o post "os novos conservadores", no Abrupto de JPP.
E também para para os comentários dos leitores. O casamento homosexual debatido "à séria".
Mais do mesmo!
Vem agora o Branquinho, já anunciado sem ser referendado. O outro quer ser maior, disputar a nacional, mas o Seara também quer ganhar a capital.
Uns parecem ter nojo dos militantes (que só no Porto são 25.000, imagine-se), outros repulsa pelos dirigentes e pelos pára-quedistas como o Borges.
É quem mais se acotovela por aqueles lados. E ainda dizem que os partidos são todos iguais…
terça-feira, janeiro 31, 2006
Vale por uma sondagem...

“…Não te esqueças que o António Moreira não é militante do partido, nem tão pouco vota PS, por isso a opinião dele vale o que vale…”

Ficamos assim a saber uma de duas coisas:
Para o nosso “ilustre” comentador a minha opinião vale tanto como uma sondagem (com a vantagem de ser de graça), ou então, valerá menos que a sua apenas pelo facto de ele ser militante do partido e votar PS, o que, reconhecidamente, não é o meu caso.
De qualquer forma é de agradecer a certidão (apesar da sua proveniência)
Pois é, “há dias de manhã…”
segunda-feira, janeiro 30, 2006
A super cidade
Eu subscrevo a discussão!
sábado, janeiro 28, 2006
A apologia da Carne Assada
Pelos vistos no PSD a luta das directas já vai na comida e nos Jantares.
Na verdade o Marco António Costa antecipou as eleições e sabe do que fala, simplesmente foi redutor no Menu. Eu próprio, habitue de alguns repastos direi que está também muito em moda o arroz à valenciana; o arroz de Pato; Rojões sem ser à moda do Minho. Nas entradas rissóis rançosos, croquetes que eventualmente tem mais carne que pão, e aqui e ali um creme de legumes com bastante água. De sobremesa vem aqueles maravilhosos bolos de chantilly e de quando em vez somente uns eclaires para comer à mãozinha. Finalmente o sempre presente café, de saco, aguadito, qual carioca, às vezes sem o pacotito de açúcar.
Em geral estes jantares são pagos com 5 euros, ou então à borla com consequências negativas no menu.
Falta dizer que a seguir ao jantar podem encontrar qualquer um dos políticos nos seguintes restaurantes, a comer a sério, que eles são parvos às vezes, mas não são burros:
Galiza; Convívio; GambaMar e Capa Negra, de vez em quando na Cufra

sexta-feira, janeiro 27, 2006
Olha, Olha (Agora explicado) !!!!!
(Os interesses materiais estão sempre presentes nestas coisas. E tendem a tomar a dianteira, numa cruzada cega para o lucro. É certo que não é bonito, nem engrandece, mas há quem diga que dai vem o progresso...)
E se isto é verdade agora
Queremos dizer aos amigos
(E o que contar na chegada a Lisboa? Que há mais mar para além do mar? Ou que há terra para habitar? Promessas de um futuro da gloria, ou das tormentas a história?)
(No fundo, no fundo, sabemos que a história nos reserva um lugar entre os valorosos povos do mundo. Sabemos que depois da tempestade das grandes travessias chegará a primavera de todas as esperanças.)
Apanhado...

Meus queridos comentadores
Finalmente se fez luz
Quem a viu foi o Miguel
Quando me acenou com a cruz
Como de pé me mantive
O sacrista logo topou
Aqui há mão do tinhoso
Nem sequer se ajoelhou!!!
Já te topei Mafarrico
Andas feito com o Sonso
Roubaste o carro do Noddy
Esse é que é um grande tonto
Querias a Teresa e a Dina
Mas o Faísca também
E até mesmo os xadrezitos
Decerto sabiam bem
Digo-te eu, o Senhor Lei
Vade Retro Satanáz
À cidade dos Brinquedos
É que não mais voltarás.
António Moreira
Sobre Porto-Gaia
2. A cidade real do Porto já não é o Porto. O Mapa turístico do Porto não existe sem Gaia e já depende bastante de Matosinhos.
3. A vida quotidiana já não se faz sem interligar as cidades, repararam que a linha do Metro do Porto começou em Matosinhos. Alguém disse que não era o Metro do Porto, mas sim o de Matosinhos, Maia ou Gaia?
4. Como sabem, sou favorável a um novo desenho da cidade, pois acho que a área metropolitana não existe se não possuir uma cidade forte. Mas ela existe, só que chamam-lhe nomes diferentes e tem mais que um autarca a mandar.
5. A teoria da área metropolitana eleita é forte porque é a mesma ideia da grande cidade só que aumentada, mais na tradição das cidades americanas, herança do planeamento norte-americano do inicio do século XX. Frank Lloyd desenha a Broadacre city e escreve sobre a cidade do amanhã a pensar assim. A tradição europeia ( e eu gosto das tradições, porque elas são actuais, senão eram história e não tradição) é a das cidades, como sabem fruto da influencia das cidades estado.
6. Acho mesmo importante discutir o assunto, inclusive existirem eventos inter-partidários, porque não há duvida que é preciso fazer qualquer coisa e em breve. Para tal é sempre necessário uma comunhão de esforços à laia “Pacto de Regime”. Se tal se conseguisse era um feito e o inicio de um nova era na região.
quinta-feira, janeiro 26, 2006
Hoje, no PUBLICO
Abertura à Sociedade e ao debate em oposição à logica aparelhistica estrita;
Incentivo à adesão de novos militantes;
Reorganização de algumas das estruturas de base;
Reflexão profunda sobre o território e a cidade;
Respeito e apreciação sistemática da história do partido na transmissão de valores às novas gerações;
Promoção das estruturas partidárias como local privilegiado, mas não exclusivo, da realização do debate e do trabalho politico;
Contribuição permanente para a efectiva paridade de sexos na actividade politica;
Promover o PS Porto como um lugar de inclusão e de futuro;
e ainda mais, são compromissos do nosso amigo.
Quanto Porto é bom para o Porto
Que bom foi estar novamente numa “tertúlia” de discussão com Rui Moreira, Rio Fernandes e Rogério Gomes, e que falta vão fazendo mais iniciativas do género.
Fundamentalmente em discussão estava a ideia (peregrina?), retomada recentemente por Paulo Rangel, nas conferências da Católica, de avançar com a fusão entre os municípios do Porto e de Vila Nova de Gaia.
Confesso que não é tema que me provocasse grandes entusiasmos, não que entendesse que daí viesse um maior mal ao mundo, mas também por me parecer pouco provável que alguma panaceia milagrosa pudesse germinar de tal casamento.
Sempre considerei que uma sociedade medíocre, dirigida por uma “elite” de medíocres dirigentes partidários, que vão penando na província apenas por não terem conseguido assegurar um qualquer cargo “nacional” (donde, necessariamente, na capital), e sufragada, bovinamente, por uma sociedade local amorfa, não se regenera e levanta pujante de energia por mera acção de uma putativa união que lhe confira estatura e dimensão metropolitana.
Basicamente, Rui Moreira defendia a ideia que a forma era importante, ou seja de que ao avançar com um casamento de papel passado entre o Porto e Gaia, talvez também com Matosinhos, se ia o (novo) município apresentar “à sociedade” com uma força que não teria sem essa formalização.
A excelente capacidade de argumentação de Rui Moreira convenceu-me das vantagens deste modelo.
Já Rio Fernandes defendia que, mais importante do que a forma era a função, ou seja que mesmo não havendo qualquer fusão era já possível e desejável que se implementasse uma cooperação intermunicipal adequada, em diversos domínios específicos, com transferência de competências e meios dos municípios para eventuais “autoridades pluri-municipais” a criar, por acordo, para o efeito.
A, também excelente, capacidade de argumentação de Rio Fernandes, convenceu-me, também, das vantagens do modelo por si apresentado.
Ou seja, conclui que ambos tinham razão e que as ideias que defendiam podiam, sem grandes dramas, ser harmonizadas.
Da mesma forma que é possível (e desejável (?)) experimentar em “união de facto” antes de avançar para a formalização de um casamento.
No entanto, após uma boa noite de sono, continuo, como antes, convencido que a coisa não tem pés para andar.
As pessoas, pois o problema está nas pessoas, não são diferentes se o seu território estiver FORMALMENTE organizado desta ou daquela maneira.
As pessoas, pois o problema está nas pessoas, se não viram o interesse ou não foram capazes de se organizar em “união de facto” até aqui, porque raio é que vão ver esse interesse agora ou passar agora a ser capazes de assumir um compromisso de partilha?
Porque esta é a altura propícia, dado virem aí três anos sem eleições, foi um dos argumentos ouvidos.
Será que os dirigentes locais dos partidos vão, por isso, passar a pensar pelas suas cabeças sem antes perguntar às direcções partidárias o que devem pensar?
Será que as direcções partidárias vão analisar o problema e as possíveis soluções à luz dos interesses do país, das cidades e das populações ou à luz dos seus interesses partidários?
Será que as direcções partidárias vão analisar o problema “de per si” ou será que as suas posições vão ser condicionadas pelas posições dos outros (assim como foi com a Regionalização) tipo se o PS for a favor, o PSD e o CDS tem que ser contra e vice-versa?
Enfim, será que com os actuais presidentes das câmaras do Porto e de Gaia, alguém acredita que isto sequer se discuta? (deixo aos leitores com mais imaginação as fantasias quanto ao tipo de discussões que isso iria dar..).
Em resumo e acima de tudo:
O importante é que se vá discutindo
O importante é que pessoas de boa vontade se vão juntando para analisar e procurar soluções para os problemas que são de todos.
Desta vez foi iniciativa da JP e quase não vi lá ninguém (tirando uns dois ou três) que não estivesse ligado ao CDS/PP.
Poderiam e deveriam (ao menos para isso sirvam os tais três anos sem eleições) realizar-se debates e tertúlias regulares, com organização conjunta dos diversos partidos (mas sem claques) ou por iniciativa de algum jornal (ou da ACP) mas convidados de todos os partidos (e não só) para se começarem a debater seriamente os assuntos da cidade e da política em geral.
Ou se calhar
Nem vale a pena.
António Moreira
quarta-feira, janeiro 25, 2006
Sabia que o voto desta "senhora"...

19/01/06 – As Sondagens e as eleições
12/12/05 – Mas…, Quem escolhe é este, Ou mesmo este; Este…;Quem sabe se este…;Também pode ser este; Este homem pode ser o próximo presidente da república
e, principalmente:
05/12/05 – Demolimos?
Aliás, deste último, gostaria de recuperar algumas questões, que ninguém achou interessante aflorar:
Não servia o Presidente da Assembleia da República?
Qual é a diferença entre o estado e um condomínio?
E entre família e condomínio?
Por isso, porque ninguém ainda respondeu ou mostrou ter interesse em sequer discutir estas questões, também não admito que me venham com alusões a “mau perder”.
Claro que sim, acho até que foi uma derrota para todos os portugueses.
Ou seja, limitei-me a relatar o óbvio, como, antes, tinha já previsto o mais que óbvio.
Então, porque é que o óbvio, a verdade factual, gera tanta agitação, tanta raiva, reacções tão violentas?
Mas, por agora, gostaria de ouvir outras.
Porque acho que é importante discutir, debater, pôr em causa, questionar.
Acima de tudo porque é importante pensar.
terça-feira, janeiro 24, 2006
N”A Baixa do Porto”

Está anunciado o debate «Quanto Porto é bom para o Porto?»
“O debate terá como oradores Dr. Rui Moreira e Professor José Rio Fernandes, sendo moderador o Dr. Rogério Gomes.Após o debate inicial haverá um período de tempo destinado à participação do público, para o qual foram convidadas várias personalidades da vida da cidade e da região, entre políticos e demais intervenientes da sociedade civil.”
Penso que o assunto a debate terá interesse para muitos dos que aqui escrevem ou nos visitam.
A organização é da responsabilidade da direcção distrital da Juventude Popular.
Parece-me uma iniciativa muito interessante e um excelente exemplo do que os partidos devem fazer se pretendem criar laços mais profundos com a “sociedade civil” e, realmente, ouvir o que pensam os “de fora”.
A candidatura de Francisco Assis, à Câmara do Porto, deu alguns passos (tímidos) nesta direcção, garantindo que era para continuar, mas, depois das eleições, nada.
Teremos que esperar por uma nova direcção distrital ou concelhia do PS para assistir a essa mudança?
Eu tenciono estar presente neste debate, mais alguém aparece?
António Moreira


