quarta-feira, maio 17, 2006

Padre Himalaia

Eu pessoalmente já tive o prazer de vêr este documentário, fruto do empenho do Jacinto que tem sido um bom amigo e uma personalidade do Porto a quem nem sempre se reconhece o devido e excelente valor. Por isso aproveito para divulgar (via pned) que na próxima sexta-feira, dia 19, pelas 21h30, na sede da Associação "Campo Aberto", sita na Rua de SantaCatarina, 730 - 2º, será exibido o filme "A utopia do Padre Himalaia,realizado por Jorge António e que será apresentado pelo Prof. JacintoRodrigues, autor do livro "A Conspiração Solar do Padre Himalaia", que inspirou o filme.
Trata-se de uma obra cinematográfica sobre a vida e obra de uma personalidade extraordinária, o padre Himalaia, falecido em 1933, sacerdote católico, grande viajante, espírito humanista e cientista - autor de uma«máquina solar» que pode ser considerada precursora da actual tecnologia solar energética e que foi apresentada na Exposição de St. Louis (EUA) em1904, onde recebeu um grande prémio.
Saiba mais sobre o Padre Himalaya aqui ou aqui, aqui e ali


sexta-feira, maio 12, 2006

Não se fala de outra coisa


Manuel Maria Carrilho, lançou um livro onde, segundo o Correio da Manhâ, por exemplo, o autor e deputado do PS:

« não se escusou a revelar o nome de cada um dos órgãos de CS que, defende, formaram um “polvo”, num enredo de “mentiras” em torno da sua candidatura autárquica e das eleições de que saiu derrotado, em Outubro:
“Em órgãos da Comunicação Social como o ‘Público’ ou o ‘Jornal de Notícias’, o ‘Expresso’ ou o ‘Tal & Qual’, o ‘24 Horas’ ou o ‘Diário de Notícias’, a SIC ou a TVI, a Renascença ou a TSF”.
E sobre o ataque concertado que tais órgãos lhe dirigiram, Carrilho escreve no livro, publicado pela Dom Quixote, que “isso significa que o polvo entrou em acção: o polvo dos interesses instalados, que há muito se fazia sentir na acção concertada de muito sectarismo jornalístico e de tantos comentadores ventríloquos”.


Eu sei que a figura não é simpática a muitos, nomeadamente a alguns dos nossos habituais comentadores, os quais, vá-se lá saber porquê, não perdoam a mais pequena falha ao que foi, também em minha opinião, o único Ministro da Cultura que já exerceu em Portugal.

Não esqueço que fui um dos muitos que criticaram violentamente o seu comportamento durante a campanha eleitoral para as autárquicas, em Lisboa, e continuo a atribuir a esses factos a maior parcela de responsabilidade pela sua desastrada derrota nessas eleições (não esquecendo, talvez injustamente, a atribuição de uma parte fundamental dessa responsabilidade a uma certa influência familiar).

Mas

Haverá talvez mais a saber sobre a realidade do que o que é apenas escrito pelos invejosos e irresponsáveis do costume.

Via Formiga Bargante, tive acesso ao que José Saramago achou por bem escrever a propósito:

«É um cansado lugar comum dizer que a história a fazem os vencedores, que seria bem diferente, e mais autêntica, se tivessem sido os vencidos a escrevê-la.
Dessa maneira, pelo menos, ficaríamos informados sobre as omissões e tergiversações da história oficial, quando não mesmo de algum obscuro processo e de algum tortuoso caminho sobre os quais, em geral, a vitória faz cair um púdico véu.Este livro de Manuel Maria Carrilho é o depoimento objectivo e fundamentado de alguém que travou uma batalha e a perdeu.
Dá-nos a saber como, porquê e por quem foi vencido.
E com tal rigor e precisão o faz, que bem poderia levar como título "os factos e os nomes".
Disso se trata.
Os factos.
E também os nomes.
Todos e cada um.

José Saramago»

Não vou deixar de ler o livro.
António Moreira

quinta-feira, maio 11, 2006

Salve os Touros dos Toureiros


Ao fim de 5 (curtos) anos, reabre, no próximo dia 18, uma sala de espectáculos que contribui em grande medida para a vergonha de ser português, o CAMPO PEQUENO.

Nessa sala de espectáculos vão recomeçar os espectáculos de tortura a animais, que alguns teimam em defender e outros em permitir, numa visão vergonhosa do que deve ser a defesa da cultura e da civilização.

NÃO

Tortura a animais não é tradição cultural que mereça defesa, é um crime, apesar de permitido pela nossa lei, e é uma vergonha para todos os homens ou mulheres que a apreciem ou sequer a aceitem acriticamente.

Não estou certo que seja com manifestações, mas do que estou certo é que não é utilizando os mecanismos “democráticos” nacionais, que, um dia, esta vergonha será, finalmente, erradicada.

Será, e já tarda, por imposição de outros poderes, de culturas mais civilizadas.

Vai-lhes valendo o peso da bárbara Espanha, que os defensores da civilização ainda hesitam (?) em afrontar, para adiar o fim de tal vergonha.

Antes que venham os argumentos do costume, recomendo aos que tanto parecem invejar a “sorte” dos touros, que se ponham LITERALMENTE no seu lugar.

António Moreira

Serafina

----- Original Message -----
From: Dona Serafina
To: 'rosabela tatiana gervásia'
Cc: 'ForumSede'
Sent: Monday, May 08, 2006 3:18 PM
Subject: RE:Congresso PS

Filha tou sem saldo no télemovel e tou a mandar esta treta do email como pediste no cartão que vinha junto com a prenda do dia da mãe.
E é o nosso vizinho Quim, filha, lá de cima, que se ofereceu nas horas que a mulher num tá em casa para me ajudar a enviar, porque ele tem não sei quê por cabo cá em casa…
Não é que o cabo seja grande coisa porque a única coisa que ele deu cabo n’um foi no computador, mas isso filha deixa lá…. o que eu não faço para falar contigo!
Olha querida filha, dizes que nunca te conto nada, pois toma que com esta vais-te morder de inveja, vim onte do congresso do partido c’oube na Alfândega da Miragaia e aquilo foi um espectáculo.
Eles ‘tabam todos a falar bem daquele senhor de barbas que parece irmão do Narciso mas que afinal é afilhado do outro. Dizem que ele é muito amigo das pessoas, até do Sócrates.
Eu à minha conta fui com o pessoal da secção e gostei. Vieram dois que dizem que até são do secretariado e da lista e achei graça a um que é dali da rampa da Penha que diz que ali na Freguesia é que vale a pena. Parece que os gajos tem sete pessoas a votar, e é sempre com a cruz onde aquele rapazito com o cabelo lambidinho diz, sabes aquele que tu quase te mijavas quando vias a fotografia dele escarrada no poster da campanha à junta. Pelos vistos o moço com 4 aqui 2 acolá, 3 alí até vai chegar a deputado, espero que aprendam a tirar-lhe fotografias, porque na ultima toda a gente dizia que ele tinha qualquer coisa espetada no ofedeguines.
Mas sabes, vim satisfeita, parece que tirando o Narciso a malta gostou, todos bateram palmas e ninguém se zangou, nem sequer aquele jeitoso do meu tempo que tropeça nos erres, anda de chapéu e é do FCP apareceu lá para estragar a festa.
Foi dos congressos mais lindos que ví. E concordei com tudo o que foi dito. Aliás acho que foi a única vez em que percebi o que eles diziam. Ninguém disse uma palavra difícil, ou sequer aquelas teorias xanfradas que se põe para lá a dizer para chamar nomes a um tipo.
Desta vez até fiquei com a ideia que eu podia lá ter ido dizer umas coisas. E olha que não destoava filha.
Mas o mais importante num é isto, é para saber de ti querida! Como estás? Desde que fugiste de casa com o charuto do teu moço que a gente num sabe de vocês. Aqui dizem de tudo, que ele trabalha em Viana a comandante dos atascadores do Porto. Que ele tá nu Algarve com pauzinhos daqueles que abanam quando encontram água. Que afinal num tá contigo e continua com a mulher. Que vai voltar para dar na cabeça do velho que o tramou. Que não, que tá antes em Lisboa a trabalhar numas coisas que um gajo chamado Zé lhe arranjou. E perguntam-me filha, perguntam-me mas eu num sei.
Dá noticias, mesmo que sejam más. Ao menos se tás com o rapaz fá-lo feliz querida, dá-lhe tudo aquilo que ele num teve – amor, sim por que de trancadas tá ele cheio. E quando puderes volta, ou liga, porque se julgas que eu vou alimentar muito a gula deste teu vizinho, o Quim, tás muito enganada, …
E o teu pai filha, pobrezito, tá de rastos, acreditas que ele queria ir para o secretariado lá daquilo da política. Prometeram-lhe mas nada, agora andam a convence-lo que vai ser candidato à Junta daqui a 3 anos e meio. Vê lá tu com 73 anos e andam a fazer a cabeça ao home. E aquilo não lhe despega, diz que foi este e aquele, mas ele é que merecia. Disse-me até que aquela malta que o filho do engenheiro escolheu não sabe ler nem escrever e que ele ao menos sempre tem a 4ª classe bem feita. Pelos vistos quem o irritou mais foi um doutor oculista que anda para lá armado em Tómané e que lhe “rosnou” dizendo que cada um devia saber o lugar que ocupa. Olha filha o teu velho teve para lhe partir o focinho todo, e acredita que muitos haviam de gostar, mas eu num deixei, disse-lhe que ele tivesse pena do home e que com aquela cara de rabo chateado se lhe dessem uns amassos ainda melhorava em vez de piorar e ele lá acabou por acalmar…. Mas qualquer dia filha, qualquer dia, ainda acontece uma desgraça. Ainda por cima tu num estás aqui. Volta filha, diz ao moço para vir filha, diz-lhe que a gente lhe vai todos os dias chamar de presidente e comentar que ele é bem mais bonito e simpático que o outro que eles arranjaram, por falar nisso ainda bem que tiraram os cartazes do gajo de vez.
Mas volta filha, anda lá….

Olha beijos da tua mãezinha Serafina

No "Oeste Bravio"

Tinha-me passado este "post":

Isto é um mundo em que George Bush é presidente dos EUA, Paulo Portas foi ministro em Portugal e os Aba venderam milhões de discos.
Quem é que se pode considerar importante num mundo assim?
A resposta é, infelizmente: os yuppies meus colegas da Católica.
Nenhum escreveu uma sinfonia, nenhum pintou os tectos da capela Sistina, nenhum decobriu a penicilina, nenhum escreveu «Moby Dick» ou «Em busca do tempo perdido», e contudo...

A ler...

António Moreira

quarta-feira, maio 10, 2006

De onde menos se espere


Pode revelar-se a dignidade...
Assinalam-se hoje os cem anos sobre a data do nascimento, em Penafiel, de António Ferreira Gomes.
Apesar do seu percurso ao serviço da igreja católica, tendo exercido as funções de Bispo do Porto, a partir de 1952 e durante 35 anos, António Ferreira Gomes foi um cidadão que se distinguiu pela Dignidade demonstrada quando tal exigia real Coragem.
Exilado durante dez anos, por delito de opinião, só regressou ao Porto após a morte de Salazar, no período propagandeado como "primavera marcelista".
Depois de ter resignado da diocese em 1982, veio a falecer em 1989.
De onde menos se espere...
António Moreira

Novo projecto de Siza na Suécia

terça-feira, maio 09, 2006

será possivel?

Não sei se vou ter sucesso, mas queria lançar este pequeno desafio:
- Será possivel criarmos um movimento de opinião para que duas instituições nortenhas e portuenses, como são a Câmara Municipal do Porto (munícipio da 2ª cidade do país) e o JN (Jornal diário com maior tiragem e divulgação nacional), PAREM COM OS ATAQUES MÚTUOS? A bem do Porto?

Remoque II

Consta por aí que ali pelas bandas da Praça General Humberto Delgado, mais concretamente pelo 3º piso houve uma razia nos contratos de trabalhadores "políticos", vulgarmente chamados por uma palavra com muitos êsses. Pelos vistos a desconfiança foi grande e poucos sobrevirão.
Mas isto sou eu a dizer, se calhar outros muito mais argutos calam-se como convém.

segunda-feira, maio 08, 2006

Socialistas em Debate?


Para tentar então fomentar o debate:

Há aí algum dos mais que 4.000 eleitores que me (nos?) explique o que de bom, para o país, para o distrito ou até para o próprio Partido Socialista pode resultar da a eleição de Renato Sampaio para líder da distrital do Porto do PS?

Obrigado pela sua colaboração.

António Moreira

domingo, maio 07, 2006

remoque

Até me apetecia responder, dizer que não, mas não sei como!

sábado, maio 06, 2006

Retrato de um homem sério


No DN (via A Baixa do Porto)


Ex-director da PJ combinou com Rio buscas à câmara


Rui Rio defende-se e contra ataca

Agora cabe ao público (a quem mais?) escolher em quem acreditar.

No Jornalista
No Juíz
No Dirigente partidário (para se parar de chamar "político" a qualquer um)


E o "romance" continua...

Ex-director da PJ afirma nunca ter avisado Rio das buscas


A caixa de comentários está aberta

António Moreira


quinta-feira, maio 04, 2006

A Selecção de todos vós


É só a mim que já enoja esta massiva campanha de propaganda ?

António Moreira

quarta-feira, maio 03, 2006

Juan Evo Morales Ayma


É este o nome e esta a imagem do mais actual inimigo público número um dos defensores da “velha” ordem.

Para os simples será mais um “cumuna”, para outros ingénuos será um “herói”, haverá outros ainda, para quem não passará, eventualmente, de mais um homem bom que “tem um sonho”.
E A CORAGEM DE O TENTAR REALIZAR

Outros, antes dele, em outros lugares, tiveram o mesmo sonho.

Os donos da realidade, com o poder dos seus argumentos, sempre foram capazes de os fazer acordar ou de os confinar a um sono sem sonhos.

Seja qual for o final desta história, é já um nome e um rosto, com o seu lugar na, já longa, história da busca da justiça.
Que não pára (nunca parará) de ser escrita.

Bem hajas Juan Evo
António Moreira

Ainda bem que é só lá...


Segundo o Expresso online:

“O Conselho de Jurisdição do PSD rejeitou a candidatura de Pereira Coelho às eleições directas e, dado o «elevado número de assinaturas falsas» detectado, ordenou a instauração de um inquérito e o envio dos documentos à Polícia Judiciária.”

(Ler tudo que vale a pena)

Em mais esta história triste, que tão bem faz à credibilidade desta nossa “democracia”, sirva ao menos de consolo o facto de sabermos, sem sombra de dúvida, que “gente desta” só pode mesmo existir no PSD e que, ao menos, quando estas situações ocorrem são de imediato detectadas e denunciadas à comunicação social e à Polícia Judiciária.

"Gráças à Deuzzzz"

António Moreira

sexta-feira, abril 28, 2006

Qual o papel da oposição?

A propósito do actual estado das coisas da política apetece-me dizer que a Silly Season chegou bem cedo. Parece-me até que no tempo dela estará o País em pleno rebuliço, seja à custa dos fogos, seja com outra coisa qualquer.

Mas parece imperdoável que o PS pareça adormecido no final deste ano de grandes embates eleitorais. O governo segue o seu rumo, mas o partido vai a reboque e não fazendo ele o papel charneira de motor do pensamento político.
Aliás essa é sem dúvida a característica que diminui José Sócrates no leque das suas inúmeras qualidades enquanto estadista – não gosta de debate, aliás não gosta mesmo nada de debate interno. Curioso em alguém que alcandorou um papel mais relevante à custa dos debates de telejornal.

As opções internas do partido foram de ordem orgânica e servem o interior da estrutura, mas caucionam o enorme potencial que se vai desperdiçando.

Para isso daria dois exemplos, por serem mais visíveis que deviam acautelar a todos. A saber, Lisboa e Porto.
Começando na Capital nunca mais se ouviu a voz de Carrilho sobre alguma matéria que tivesse um mínimo de relevância. Tirando claro as suas faltas ora ao Parlamento, ora às reuniões autárquicas. Sobrou o Casino, o túnel, as corrupções de Braga Parque, a continuidade cinzenta e infantil de Carmona Rodrigues.
Ora bem das duas uma, se Carrilho ainda for portador de alguma ténue esperança de ser representante político do PS em Lisboa, então vale a pena levar o barco, senão o próprio partido na sua força deverá desde já lançar amarras para que se deixe de estar refém das personagens.
Mas isso é difícil não é? Ainda por cima somos governos e não podemos dizer mal das coisas, como aquela do casino?
É portanto caso para perguntar se existirá uma visão verdadeiramente socialista para Lisboa. E por falar nisso, será que a historieta das alianças vai precisar de mais dois anos para se fazer (mais ainda na praça pública que é mesmo para não se fazer). Já para não referir que a importância de um bloco das forças de esquerda tem mais sentido para congregar a oposição contra uma maioria, do que somente para distribuir lugares de vereadores. Trabalho à esquerda e em conjunto é já e hoje, e não creio que haja diferenças inultrapassáveis, nomeadamente com o bloco, adversário maior dessa união.
Pois, mas o líder por lá é Miguel Coelho, ainda por cima a limitação de mandatos não passa ali, pois…

No Porto, UI,UI!
O PS no Porto simplesmente não existe. Sou como sabem sectário nesta análise, mas ela parece-me evidente e está a assumir contornos gravíssimos com consequências na credibilidade do Partido em diversos sectores da sociedade. O PS no Porto é silêncio. Aliás nem isso, porque às vezes o silêncio “fala”. O PS no Porto é vazio – “void”. O PS não é alternativa, é simplesmente figura de corpo presente. Arrumam-se uns e outros a distribuir os escassos lugares de nomeação política. Hospital aqui, assessoria acolá, e debate sobre o distrito? – pouco, muito pouco.
O TGV é prioritário ou não? – os ministros já nem respeitam os lideres locais, porque nem satisfação lhes dão. As GAMPS com eleição vêem e quando? Os círculos uninominais vão ou não vão? As alianças com a nossa esquerda são pontuais ou estruturais? Melhor, são para fazer ou para fazer de conta que se poderão fazer? A regionalização, essa, pelos vistos, serve de qualquer maneira, mesmo que seja à maneira deles, que é primeiro nos órgãos administrativos e depois quem sabe, por referendo à séria para valer politicamente.
Creio que serão muitas as perguntas por responder. As CCRs estão cada vez menos interventivas politicamente e o governo civil de nada serve porque tem uma certidão de óbito em tramitação. Ressalve-se que os senhores ou as senhoras podem entretanto sonhar com as candidaturas autárquicas a partir dessas cadeiras. E se para ganhar no Marco era preciso ser homem, no Porto se calhar para arrumar Rui Rio é preciso ter saias, isto prevêem uns poucos para lá do horizonte, já na curvatura da terra. Triste engano, se calhar.
As reuniões de Câmara, essas “estopas” que atrasam o avião, além de escassas, não apresentam assuntos relevantes e que se saiba os socialistas ainda não trouxeram nenhum assunto novo para a agenda política (excepção feita à culturporto, mas que foi rapidamente largado pela falta de combatividade dos principais personagens).
A revista visão, pela caneta do “amigo” Miguel Carvalho, fez a equipa de futebol do PS Porto, ridicularizando todos, mas dando jeito nos recados de alguns e foi entretendo as conversa de chinelo e corredor do PS (porque de assuntos sérios nem sequer se desejam debater). A malta, enfim, fixou a posição de Ponta-de-Lança, e de relance entristeceu por ver a falta de qualidade da coisa. O PS nestas bandas é uma mistura de velhice e matreirice, mas pouco de política faz.
A coligação de direita caminha a passos largos para um mandato tranquilo, sem sequer necessitar de despender energias no combate político.
Os problemas do Porto, esses, continuam os mesmos e já nem são assunto – infelizmente.

quinta-feira, abril 27, 2006

Jornal de Notícias recupera graças aos “morangos com açúcar”


Quem nos elucida, depois de ouvir «Especialistas contactados, que têm vindo a analisar a postura editorial do JN face à CMP» é, nem mais nem menos, que a própria Câmara Municipal do Porto através do seu site, em artigo dedicado a este assunto, que termina com esta pérola:

«Os mesmos especialistas consideram ainda que a descredibilização crescente da linha editorial do JN no Porto tem contribuído para a quebra das vendas, atenuada nas últimas semanas pela distribuição de colecções e, em particular, com a oferta dos cromos dos «Morangos com Açúcar».»

E ficamos, mais uma vez, a saber para que serve o site da Câmara Municipal do Porto, e de que forma são gastos os recursos aos dispor da CMP (ou seja NOSSOS), em mais um exemplo da tão propalada «seriedade» que já só pode mesmo enganar quem tenha um prazer especial em ser enganado.

Já não é a primeira vez que, aqui no SEDE, refiro, em tom enojado, a campanha que a CMP tem vindo a desenvolver contra a direcção do JN.

Desta vez porém ao nojo que me provoca este tipo de comportamento não pode deixar de se associar uma imensa estupefacção…

Será que esta gente não tem mesmo a noção do ridículo?
António Moreira

terça-feira, abril 25, 2006

pergunta perniciosa

Muitos como eu não viveram o 25 de Abril sem a ajuda de cueiros, penico e papas (chupeta não que já a tinha largado). Por isso deixo aqui a pergunta:

Onde é acha que estariam se o 25 de Abril fosse hoje?

respostas

a) Em França exilado.

b) Em casa descansado.

c) No Algarve, porque ainda estava de férias de Páscoa.

d) Na tropa porque foi um dos que, do meio de 400 mil, teve que fazer recruta.

e) A dormir porque tinha saído à noite.

O que Cavaco não levou na lapela



Ou como nos fazem lembrar que temos um Presidente que celebra o 25 de ABril com a mesma convicção que comemora o aniversário do seu motorista Quim.

quinta-feira, abril 20, 2006

Outros aniversários


Ou, sobre o sentido de oportunidade...

Via Tugir fiquei a saber que também se comemorava ontem, se bem que apenas 33 anos, a data em que foi deliberado, em Bad Munstereifel, transformar a ASP em Partido Socialista, ou seja, sem qualquer festa comemoraram-se ontem os 33 anos do Partido Socialista.

A data escolhida, a coincidir com o que terá sido talvez a data mais vergonhosa da história do nosso país, apenas se poderá compreender pela urgência e pela necessidade de evitar que viesse a coincidir com a celebração da data de nascimento, em 20 de Abril de 1889, de um dos vultos mais marcantes do século XX…

E pensar que 3 em cada 4 anos tem 365 dias…

António Moreira