segunda-feira, maio 29, 2006

Cá p'ra mim vens de carrinho, ou então...


No DN:

O título do seu livro é Mudar o Poder Local.
Mas o que o defende é uma mudança mais ampla.
....A reflexão que faço é antiga, e defendo que o papel dos políticos - os que querem o desenvolvimento do País acima de qualquer outro objectivo - deve ser de tentar destruir este regime.
...
Temos um regime que foi tomado, numa lógica perversa, pelas corporações que já mandavam em Portugal antes do 25 de Abril.
....
Para mudar o sistema são precisos políticos com coluna vertebral.
E em Portugal temos políticos que não são mais do que marionetas ao serviço de interesses obscuros.
....
As áreas mais visíveis, que constituem tumores da democracia, são as obras públicas, onde há um tráfico de influências generalizado e que convém atacar pela via da intervenção da justiça, mas também ao nível da gestão de urbanismo.
Como sabemos (????????), a maioria dos partidos e da vida partidária é financiada por empreiteiros e imobiliárias.
Depois há as contrapartidas...Cada financiamento tem sempre um pagamento: a contrapartida que normalmente pedem é o favorecimento na avaliação de determinados projectos imobiliários.
....
A campanha das autárquicas no Porto foi paga pelos empreiteiros?
Não queria estar a concretizar, mas a maioria do financiamento dos partidos e, sobretudo, o financiamento da vida de muitas pessoas que andam à volta dos partidos, depende de empreiteiros e promotores imobiliários.
...
Quando fala de políticos com avenças dos empreiteiros está a referir-se a pessoas do seu partido...
De quase todos os partidos.
Infelizmente em Portugal há um bloco central de interesses.
O problema do tráfico de influências atravessa transversalmente todos os partidos, sendo que se exerce com maior relevo nos partidos do poder.
...
Quando foi afastado das listas do à Câmara do Porto disse que "enquanto Rui Rio for presidente e tutelar o urbanismo não haverá vigarices".
Mantém a afirmação?
Ao sair tomei a decisão de não me pronunciar durante quatro anos sobre a vida autárquica no Porto. ..
...

antigo vice-presidente e vereador do Urbanismo da Câmara do Porto, Paulo Morais, lança amanhã à noite, no Café Majestic, o livro Mudar o Poder Local.
Em entrevista ao DN, fala do polémico projecto Quinta da China, que chumbou e agora é aprovado por Rui Rio, e do financiamento de empreiteiros a "muita gente que anda à volta dos partidos".
Na obra, apresentada por Maria José Morgado, revela que
figuras do PSD o pressionaram a aprovar projectos imobiliários.
O Ministério Público tem "informação bastante para intervir", assegura.

...

Foi afastado das listas do PSD-CDS/PP à Câmara do Porto por alegada pressão de empreiteiros

Paulo Morais
Professor universitário "
Nem me abalanço a comentar estas enormidades assim a quente, por isso peço o apoio de quem (por militar em partidos) saiba mais disto que eu...
Não nego que a imagem que tenho deste senhor é a de um político reles, demagogo e desonesto (obviamente, para quem não souber ler, falo de honestidade política), no entanto...
Deixo algumas questões que me parecem pertinentes:
  • Este Paulo Morais ainda é militante do PSD ou já foi expulso do partido?
  • De que forma devem os políticos tentar destruir o regime?
  • Quem serão os políticos que, no entender de Paulo Morais tem coluna vertebral?
  • (pistas: Cavaco Silva, Rui Rio, Marques Mendes...?)
  • Sabemos que a maioria dos partidos é paga por empreiteiros e imobiliàrias ?????? (eu não sei de nada, e vocês?)
  • O ministério público (que, segundo ele tem informação bastante para intervir) está à espera de quê?

Em minha opinião das duas três:

Ou isto tudo (ou parte) é verdade e tem consequências de monta, ou seja políticos, empreiteiros e promotores imobiliários na cadeia.

Ou Paulo Morais, ele mesmo, vai para a cadeia por calúnias e difamações

Ou então

Isto é mesmo uma

REPÚBLICA DAS BANANAS

(com Cavaco ou sem Cavaco)

António Moreira




Deve ser do calor...


Durante este fim-de-semana apenas dei apenas uma vista de olhos pelos "blogs", mas apercebi-me que um garoto qualquer tinha relançado a ideia (ciclicamente renascida) de que o regime anterior ao 25 de Abril (chamem-lhe estado novo, salazarismo, ou o que quiserem) não podia ser, se queremos ser correctos e rigorosos na terminologia utilizada, designado de "fascista".
E pronto
Sob os aplausos da restante ganapada, um qualquer cretino dos que adoram perguntar ao espelho se há alguém mais inteligente que eu (em geral são até professores universitários que já deixaram de acreditar no pai natal e na branca de neve mas ainda acreditam na virgem e nos pastorinhos) vem teorizar que face ao corte de cabelo de Salazar, ao comprimento das patilhas dos saloios do Ribatejo, às notórias diferenças entre as fardas da mocidade portuguesa e das suas congéneres de outros países, assim como se atenderemos à tradicional estupidez e falta de profissionalismo tipicamente tuga dos pides, o regime não pode, do ponto de vista formal ser apelidado de "fascista".

Ora estando este ponto assim demonstrado, tem que se concluir, para mentermos o mesmo rigor, que o tal regime seria então, de certa forma, uma versão de "democracia", se bem que inteligentemente adaptada às características muito específicas deste país e do seu povo, mas, nem por isso, menos "democracia".

Donde se infere então que quer os "resistentes anti-fascistas", quer os "capitães de abril", quer a cambada de (uns mais outros menos) comunas que tem propagado estas e outras mentiras desde o 25 de Abril de 1974, assentando nessa propaganda a sua legitimidade, são afinal uns embusteiros e criminosos que deveriam, esses sim, estar, há muito, atrás das grades.

Não vale sequer o trabalho de desmontar a qualidade do raciocínio que seria igualmente capaz de afirmar que um qualquer cão rafeiro (se bem que nunca este claro), pelo facto de não ter as características rácicas puras de um verdadeiro "lobo da alsácia" não pode, para sermos rigorosos, ser considerado um "cão" de pleno direito e que, por esse facto será, com certeza, na verdade um simples gato ou até mesmo um coelho que nos tem perfidamente andado a iludir.
O que é sempre agradável de ver é que, a essa canalha, basta o facto de haver uma quantidade apreciável de imbecis mentecaptos sempre prontos a aplaudir de pé as suas enormidades para lhes encher o ego, pelo que, em termos práticos, não são piores nem mais importantes que inofensivas melgas, cujo zumbido incomoda, a picada provoca irritação, mas não provocam grande mal.
Pois, e com umas sapatadas bem dadas, vai-se conseguindo acabar com alguns e afastar os outros por mais algum tempo.
Haja pachorra
António Moreira

quinta-feira, maio 25, 2006

Sobre o que se passa em Timor

Sabemos pelo público que podemos saber melhor o que se passa atavés dos blogues:

Timor Verdade

e

Timor Online

E já agora, como é habitual, vejam como Ana Gomes precipitou declarações onde só consegue protagonismo político por razões menos boas.

Acerca do Respeito

Vai faltando pachorra...


Volta e meia lá aparecem, nas caixas de comentários deste “blog”, comentadores anónimos, mais ou menos anónimos, ou nem por isso anónimos, que manifestam o seu desagrado, quer quanto às imagens que publico, quer quanto às opiniões que manifesto, quer quanto às análises que com eles partilho.

O grosso das opiniões de desagrado é direccionado, no entanto, ao meu estilo, sendo que, recorrentemente, se manifestam quanto à forma que, se para uns é deselegante, para outros é arrogante, sendo para muitos até deseducada.

Isto vem a propósito, naturalmente, de algumas reacções, na caixa de comentários do “post” sobre o Carrilho, ao facto de, na mesma caixa de comentários, ter referido, mais uma vez, que a escolha dos eleitos, sejam eles deputados, presidentes de câmara, presidentes da república, excluídos dos “big-brothers” ou qualquer outro tipo de escolha por sufrágio livre, universal e directo, é da responsabilidade daquilo a que referi como «carneirada estúpida, inculta e ignorante».

Daí não se pode inferir, naturalmente, que considere que todos os que ainda persistem em praticar tal acto, pertençam ao «rebanho» que referi.

O que se pode e deve inferir é que considero (e ainda ninguém me convenceu de algo diferente) que a MAIORIA dos eleitores, ou seja QUEM efectivamente DECIDE , é ignorante, inculta e dotada de escassa inteligência (daí o “estúpida”) sendo facilmente «arrebanhada», ou seja dirigida para, em conjunto, efectuar os comportamentos pretendidos por quem conheça e esteja disposto a utilizar as técnicas adequadas ao efeito.

E isso, quer seja para formar “a mais bela bandeira” ou para correr meia cidade do porto de T-shirt laranja a propagandear a “Sportzone”, quer seja para entregar todas as suas poupanças ao mais desonesto vigarista, desde que bem falante.

E assim, naturalmente também, para entregar a direcção da “coisa pública” à ralé que nos tem governado quer a nível central quer a nível local.

Claro que, como é sabido, o “povo tem sempre demonstrado uma grande sensatez” e por isso nunca os eleitores de Gondomar elegeriam Fátima Felgueiras, os de Oeiras elegeriam Valentim Loureiro, ou, muito menos, os de Felgueiras confiariam os destinos da sua terra a um qualquer Isaltino.

Esclarecido este ponto, e regressando ao “estilo”, convém aqui e agora lembrar que o acesso a este blog é gratuito, ou seja, os leitores nada pagam, mas tal não significa que o que aqui se faz seja uma qualquer forma de serviço público a que, por força da minha formação humanista, me sinta de alguma forma obrigado.

É algo que faço porque me apetece e, assim, da mesma forma, quem lê deve apenas ler se lhe apetece e comentar se e como lhe apetece.

A diferença reside apenas em que quem me lê não me pode censurar (tirando os co-autores que nunca manifestaram qualquer vontade de o fazer e, naturalmente, o fariam uma única vez), enquanto que eu posso censurar os comentários que me desagradem (se bem que, até agora, apenas o fiz em situações extremamente deseducadas, envolvendo usurpação da minha identidade).

Convém ainda esclarecer que, ao contrário dos que (políticos, jornalistas, actores, etc.) dependem dos favores do público para o seu sustento, eu não pretendo enganar quem me lê, fingindo nutrir, à partida, qualquer respeito pelos leitores enquanto “classe” ou sequer enquanto “indivíduos”.

Nutro, isso sim, respeito por quem, em meu entender, o merece e, da mesma forma, não respeito quem, em meu entender, o não merece.

A única coisa que garanto, é igualdade à partida.

Depois, eventualmente, acaba por nascer e pode até crescer o meu respeito por alguns, enquanto que por outros, se vai passando exactamente o contrário.

Outros haverá que continuarão a merecer apenas indiferença, desdém ou, nalguns casos, condescendência.

Mas isto é apenas uma descrição, que apenas interessa a quem interessar (e não vejo porque poderá interessar a seja quem for), da forma como eu “vejo” os outros, e os “outros” neste caso são os que apenas “conheço” pelo que escrevem aqui e noutros meios que também frequento.

Algo muito diferente é a forma como os “outros” que também apenas me “conhecem” pelo que escrevo, aqui e noutros lados, me vêem a mim, e desses, naturalmente, apenas me interessa a “visão” dos que me merecem respeito.

Desses agradeço e leio com atenção, quer as opiniões, enriquecedoras sobretudo se diferentes da minha, quer os reparos quanto à forma que utilizo para me exprimir.

Dos outros, não.

António Moreira

terça-feira, maio 23, 2006

Carrilho de volta

Ontem vi um dos melhores debates televisivos dos últimos tempos. Simplesmente porque vi gente a reduzir a hipocrisia ao mínimo necessário para não ter de pagar indemnização em tribunal.
Se é verdade que Carrilho tem muitos telhados de vidro, também é injustificável que como alguns escrevem, o Ricardo Costa tenha saído vencedor pela última frase que disse: “E você é o rosto da derrota”. Primeiro porque a Sic foi um dos rostos daquela derrota, e os outros dividem-se entre rostos delicados da Bárbara Guimarães, babosos de Dinis Maria, ocultos de Stanley Ho, dissimulados de Cunha Vaz, ausentes de Edson Athayde, e apalermados do não-sei-quem assessor e ex-jornalista da TVI, e por ai fora.


Por outro lado toda a gente sabia que Carrilho era o rosto da derrota, porque deu a cara por ela (a derrota), o que não sabíamos era que fosse o Ricardo Costa o rosto da vergonha, porque ontem também ele deu a cara por ela (a vergonha, as agências, as acusações a quando foi conivente com Emídio, e até ao embaraço da difamação dissimulada de Carrilho sobre os 100 mil euros – a não ser que só eu tenha percebido nas entrelinhas uma óbvia denuncia pública como aquela)

Mas o melhor é que finalmente percebe-se que no meio destas campanhas há muito para perceber. E olhem que eu já acompanhei bem de perto algumas, mas nitidamente Lisboa é um caso à parte.

Parece-me que Pacheco Pereira não foi lá fazer nada, tanto que repetiu o que toda a gente sabe: Carrilho lida com a mediatização. Certo, portanto algum populismo, ou seja ser mediático e depois queixar-se dos limites da mediatização é mau.



Pois, pois, é como o caso de PP que é sempre tão anti-populista que ele próprio já usa o argumento como uma arma populista por si só. Seja contra os espectáculos mediáticos como Talk Shows, debates com modelos americanos, futebol, etc. Aliás PP apoiou o populismo anti-populista de Rui Rio e Carmona Rodrigues.
PP é assim e por dedução óbvia, um populista demagogo, que versa sobre estas matérias com um enfadado ar de cátedra que não devia pôr. È tão fashion um político ser arauto dos anti-populistas que aquilo a mim só me convence que poucos haverá a usar de tão elaborado populismo.

Carrilho nunca escondeu a sua posição de busca de exposição pública, aliás visível quando diz que o aperto de mão seguinte foi público e o não aperto primeiro foi privado, tem razão nas duas coisas, mas diga-se o que se disser, o que fica de um homem nunca é a posição que ele toma em cada momento, mas sim a coerência que demonstra ao longo dos vários episódios. Na verdade Carrilho devia aprender por exemplo com Pinto da Costa como se gerem os apertos de mão e os encontros casuais. E nisso Carrilho falhou, por isso perdeu! Por isso e por existirem interesses especulativos que ajudaram a facilitar essa derrota.



Mas o debate foi bom porque demonstrou quanto é difícil definir o fim político de alguém. Carrilho conhecendo este circo trocou-lhes a máxima de que “quem vive pela imprensa morre pela imprensa”, e atacando a imprensa teve da imprensa na ultima quinzena o fôlego para voltar a uma posição política activa.

Ficou evidente que este vaidoso professor de filosofia é unânime quanto à aceitação popular do seu trabalho enquanto executivo no ministério e deu pistas a Santana Lopes de como as travessias no deserto já não curam doença nenhuma. E quem anda por aqui anda, quem não anda, não anda.




Mas Carrilho fez-nos a todos o favor de não se reformar antecipadamente – bem haja que eu gosto mais de gajos assim do que dos cinzentos que grassam na nossa vida política. Ama-me ou odeia-me, mas respeita-me. Eu respeito-o.

segunda-feira, maio 22, 2006

O outro lado

Boquiabertos ficamos quando Marques Mendes debitou a sua versão mais ultra-liberal do futuro nacional.

O Congresso nacional do PSD demonstrou a força da oposição, juntando-se ao conclave dos seus compadres mais à direita e realizando um evento sem qualquer acção de registo que não seja a de reafirmar que se voltassem ao poder, Santana Lopes seria lembrado com saudade.
Marcelo Rebelo de Sousa gaguejou e repetiu-se no seu comentário a este acontecimento, no habitual comentário domingueiro. Nada de importante se reteve. Sócrates, dormiu descansado, com inimigos destes...

quinta-feira, maio 18, 2006

Faz amanhã um ano que nos separamos

Estava comigo desde a puberdade.

Acompanhou-me para todo o lado, positivamente para todo o lado, durante mais de 35 anos.

Resistiu a muitas outras relações e conseguiu resistir mesmo ao meu casamento, até há um ano.

Faz amanhã um ano que nos separamos, e eu não podia estar mais feliz com isso.

Afinal era verdade o que sempre suspeitei, sem ter a coragem de acreditar…

Enganou-me sempre, durante os mais de 35 anos que durou a nossa relação.

Não era um amigo inseparável, mas um inimigo implacável e insaciável.

Graças à indicação de um amigo desinteressado e ao profissionalismo da Ria Slof Monteiro, que me explicou que afinal era uma gigantesca mentira aquilo em que eu, (como milhões de outros) acreditava.

Não é, afinal, nada difícil de deixar.

Não

Foi-me garantido e, garanto agora também, é a pura verdade!

É simples, é fácil e não causa sofrimento de monta.

Não é necessário usar agulhas, adesivos, pastilhas ou qualquer outra treta no género.

Basta pensar nela...





Não, não se trata de propaganda


Façam como eu ...

António Moreira

À Procura de Sana



É hoje, pelas 21.30, na Árvore, apresentado o mais recente livro de Richard Zimler, «À procura de Sana» na sua tradução portuguesa.

Para quem não ainda conheça, Richard Zimler, nascido nos Estados Unidos, em 1956, vive no Porto desde 1990, onde, para além de escrever e desenvolver múltiplas actividades na sua área de especialidade, ensina Jornalismo na Universidade do Porto.



Naturalizado português em 2002*, Richard Zimler tem vindo a escrever excelentes obras que, uma após outra, se vão tornando “best sellers” num variado número de países, mas, muito mais do que isso, são um prazer para quem, como eu, aprecia a leitura de fino corte.

Depois de terminar a leitura de “O último cabalista de Lisboa”, talvez o seu livro mais famoso, devorei, com um prazer sempre crescente “Trevas da Luz “, “Meia-Noite ou o Princípio do Mundo” e “Goa ou o Guardião da Aurora”, tendo, neste momento, em Perth, na Austrália, com a personagem (e autor (?)) acabado de finalizar o pequeno almoço onde travei conhecimento com a que, suponho, se virá a revelar a personagem principal da história…



Logo à noite lá estarei

Obrigado e parabéns Richard

António Moreira
* Apesar de não ser futebolista...

73/73

Hoje provavelmente é revogado o famoso Decreto-Lei 73/73 - Famoso diploma sobre quem assina projectos de Arquitectura.

Esta reivindacação dos arquitectos é boa e já vem atrasada.

Conhecem o tour?

Verdades, falsidades, Sociedades ficticias, Factos falsos, Investigação histórica fraudulenta, qualidade literária baixa e marketing a rodos.
Mas a verdade é que todo o fenómeno tem piada! Raios partam os Americanos que se tivessem uma história de 800 anos como a nossa a rescreveriam com letras de ouro e mistérios únicos.

quarta-feira, maio 17, 2006

Assine você também

Eu apoio esta petição

de Saloios já me chegam os nossos!

Padre Himalaia

Eu pessoalmente já tive o prazer de vêr este documentário, fruto do empenho do Jacinto que tem sido um bom amigo e uma personalidade do Porto a quem nem sempre se reconhece o devido e excelente valor. Por isso aproveito para divulgar (via pned) que na próxima sexta-feira, dia 19, pelas 21h30, na sede da Associação "Campo Aberto", sita na Rua de SantaCatarina, 730 - 2º, será exibido o filme "A utopia do Padre Himalaia,realizado por Jorge António e que será apresentado pelo Prof. JacintoRodrigues, autor do livro "A Conspiração Solar do Padre Himalaia", que inspirou o filme.
Trata-se de uma obra cinematográfica sobre a vida e obra de uma personalidade extraordinária, o padre Himalaia, falecido em 1933, sacerdote católico, grande viajante, espírito humanista e cientista - autor de uma«máquina solar» que pode ser considerada precursora da actual tecnologia solar energética e que foi apresentada na Exposição de St. Louis (EUA) em1904, onde recebeu um grande prémio.
Saiba mais sobre o Padre Himalaya aqui ou aqui, aqui e ali


sexta-feira, maio 12, 2006

Não se fala de outra coisa


Manuel Maria Carrilho, lançou um livro onde, segundo o Correio da Manhâ, por exemplo, o autor e deputado do PS:

« não se escusou a revelar o nome de cada um dos órgãos de CS que, defende, formaram um “polvo”, num enredo de “mentiras” em torno da sua candidatura autárquica e das eleições de que saiu derrotado, em Outubro:
“Em órgãos da Comunicação Social como o ‘Público’ ou o ‘Jornal de Notícias’, o ‘Expresso’ ou o ‘Tal & Qual’, o ‘24 Horas’ ou o ‘Diário de Notícias’, a SIC ou a TVI, a Renascença ou a TSF”.
E sobre o ataque concertado que tais órgãos lhe dirigiram, Carrilho escreve no livro, publicado pela Dom Quixote, que “isso significa que o polvo entrou em acção: o polvo dos interesses instalados, que há muito se fazia sentir na acção concertada de muito sectarismo jornalístico e de tantos comentadores ventríloquos”.


Eu sei que a figura não é simpática a muitos, nomeadamente a alguns dos nossos habituais comentadores, os quais, vá-se lá saber porquê, não perdoam a mais pequena falha ao que foi, também em minha opinião, o único Ministro da Cultura que já exerceu em Portugal.

Não esqueço que fui um dos muitos que criticaram violentamente o seu comportamento durante a campanha eleitoral para as autárquicas, em Lisboa, e continuo a atribuir a esses factos a maior parcela de responsabilidade pela sua desastrada derrota nessas eleições (não esquecendo, talvez injustamente, a atribuição de uma parte fundamental dessa responsabilidade a uma certa influência familiar).

Mas

Haverá talvez mais a saber sobre a realidade do que o que é apenas escrito pelos invejosos e irresponsáveis do costume.

Via Formiga Bargante, tive acesso ao que José Saramago achou por bem escrever a propósito:

«É um cansado lugar comum dizer que a história a fazem os vencedores, que seria bem diferente, e mais autêntica, se tivessem sido os vencidos a escrevê-la.
Dessa maneira, pelo menos, ficaríamos informados sobre as omissões e tergiversações da história oficial, quando não mesmo de algum obscuro processo e de algum tortuoso caminho sobre os quais, em geral, a vitória faz cair um púdico véu.Este livro de Manuel Maria Carrilho é o depoimento objectivo e fundamentado de alguém que travou uma batalha e a perdeu.
Dá-nos a saber como, porquê e por quem foi vencido.
E com tal rigor e precisão o faz, que bem poderia levar como título "os factos e os nomes".
Disso se trata.
Os factos.
E também os nomes.
Todos e cada um.

José Saramago»

Não vou deixar de ler o livro.
António Moreira

quinta-feira, maio 11, 2006

Salve os Touros dos Toureiros


Ao fim de 5 (curtos) anos, reabre, no próximo dia 18, uma sala de espectáculos que contribui em grande medida para a vergonha de ser português, o CAMPO PEQUENO.

Nessa sala de espectáculos vão recomeçar os espectáculos de tortura a animais, que alguns teimam em defender e outros em permitir, numa visão vergonhosa do que deve ser a defesa da cultura e da civilização.

NÃO

Tortura a animais não é tradição cultural que mereça defesa, é um crime, apesar de permitido pela nossa lei, e é uma vergonha para todos os homens ou mulheres que a apreciem ou sequer a aceitem acriticamente.

Não estou certo que seja com manifestações, mas do que estou certo é que não é utilizando os mecanismos “democráticos” nacionais, que, um dia, esta vergonha será, finalmente, erradicada.

Será, e já tarda, por imposição de outros poderes, de culturas mais civilizadas.

Vai-lhes valendo o peso da bárbara Espanha, que os defensores da civilização ainda hesitam (?) em afrontar, para adiar o fim de tal vergonha.

Antes que venham os argumentos do costume, recomendo aos que tanto parecem invejar a “sorte” dos touros, que se ponham LITERALMENTE no seu lugar.

António Moreira

Serafina

----- Original Message -----
From: Dona Serafina
To: 'rosabela tatiana gervásia'
Cc: 'ForumSede'
Sent: Monday, May 08, 2006 3:18 PM
Subject: RE:Congresso PS

Filha tou sem saldo no télemovel e tou a mandar esta treta do email como pediste no cartão que vinha junto com a prenda do dia da mãe.
E é o nosso vizinho Quim, filha, lá de cima, que se ofereceu nas horas que a mulher num tá em casa para me ajudar a enviar, porque ele tem não sei quê por cabo cá em casa…
Não é que o cabo seja grande coisa porque a única coisa que ele deu cabo n’um foi no computador, mas isso filha deixa lá…. o que eu não faço para falar contigo!
Olha querida filha, dizes que nunca te conto nada, pois toma que com esta vais-te morder de inveja, vim onte do congresso do partido c’oube na Alfândega da Miragaia e aquilo foi um espectáculo.
Eles ‘tabam todos a falar bem daquele senhor de barbas que parece irmão do Narciso mas que afinal é afilhado do outro. Dizem que ele é muito amigo das pessoas, até do Sócrates.
Eu à minha conta fui com o pessoal da secção e gostei. Vieram dois que dizem que até são do secretariado e da lista e achei graça a um que é dali da rampa da Penha que diz que ali na Freguesia é que vale a pena. Parece que os gajos tem sete pessoas a votar, e é sempre com a cruz onde aquele rapazito com o cabelo lambidinho diz, sabes aquele que tu quase te mijavas quando vias a fotografia dele escarrada no poster da campanha à junta. Pelos vistos o moço com 4 aqui 2 acolá, 3 alí até vai chegar a deputado, espero que aprendam a tirar-lhe fotografias, porque na ultima toda a gente dizia que ele tinha qualquer coisa espetada no ofedeguines.
Mas sabes, vim satisfeita, parece que tirando o Narciso a malta gostou, todos bateram palmas e ninguém se zangou, nem sequer aquele jeitoso do meu tempo que tropeça nos erres, anda de chapéu e é do FCP apareceu lá para estragar a festa.
Foi dos congressos mais lindos que ví. E concordei com tudo o que foi dito. Aliás acho que foi a única vez em que percebi o que eles diziam. Ninguém disse uma palavra difícil, ou sequer aquelas teorias xanfradas que se põe para lá a dizer para chamar nomes a um tipo.
Desta vez até fiquei com a ideia que eu podia lá ter ido dizer umas coisas. E olha que não destoava filha.
Mas o mais importante num é isto, é para saber de ti querida! Como estás? Desde que fugiste de casa com o charuto do teu moço que a gente num sabe de vocês. Aqui dizem de tudo, que ele trabalha em Viana a comandante dos atascadores do Porto. Que ele tá nu Algarve com pauzinhos daqueles que abanam quando encontram água. Que afinal num tá contigo e continua com a mulher. Que vai voltar para dar na cabeça do velho que o tramou. Que não, que tá antes em Lisboa a trabalhar numas coisas que um gajo chamado Zé lhe arranjou. E perguntam-me filha, perguntam-me mas eu num sei.
Dá noticias, mesmo que sejam más. Ao menos se tás com o rapaz fá-lo feliz querida, dá-lhe tudo aquilo que ele num teve – amor, sim por que de trancadas tá ele cheio. E quando puderes volta, ou liga, porque se julgas que eu vou alimentar muito a gula deste teu vizinho, o Quim, tás muito enganada, …
E o teu pai filha, pobrezito, tá de rastos, acreditas que ele queria ir para o secretariado lá daquilo da política. Prometeram-lhe mas nada, agora andam a convence-lo que vai ser candidato à Junta daqui a 3 anos e meio. Vê lá tu com 73 anos e andam a fazer a cabeça ao home. E aquilo não lhe despega, diz que foi este e aquele, mas ele é que merecia. Disse-me até que aquela malta que o filho do engenheiro escolheu não sabe ler nem escrever e que ele ao menos sempre tem a 4ª classe bem feita. Pelos vistos quem o irritou mais foi um doutor oculista que anda para lá armado em Tómané e que lhe “rosnou” dizendo que cada um devia saber o lugar que ocupa. Olha filha o teu velho teve para lhe partir o focinho todo, e acredita que muitos haviam de gostar, mas eu num deixei, disse-lhe que ele tivesse pena do home e que com aquela cara de rabo chateado se lhe dessem uns amassos ainda melhorava em vez de piorar e ele lá acabou por acalmar…. Mas qualquer dia filha, qualquer dia, ainda acontece uma desgraça. Ainda por cima tu num estás aqui. Volta filha, diz ao moço para vir filha, diz-lhe que a gente lhe vai todos os dias chamar de presidente e comentar que ele é bem mais bonito e simpático que o outro que eles arranjaram, por falar nisso ainda bem que tiraram os cartazes do gajo de vez.
Mas volta filha, anda lá….

Olha beijos da tua mãezinha Serafina

No "Oeste Bravio"

Tinha-me passado este "post":

Isto é um mundo em que George Bush é presidente dos EUA, Paulo Portas foi ministro em Portugal e os Aba venderam milhões de discos.
Quem é que se pode considerar importante num mundo assim?
A resposta é, infelizmente: os yuppies meus colegas da Católica.
Nenhum escreveu uma sinfonia, nenhum pintou os tectos da capela Sistina, nenhum decobriu a penicilina, nenhum escreveu «Moby Dick» ou «Em busca do tempo perdido», e contudo...

A ler...

António Moreira

quarta-feira, maio 10, 2006

De onde menos se espere


Pode revelar-se a dignidade...
Assinalam-se hoje os cem anos sobre a data do nascimento, em Penafiel, de António Ferreira Gomes.
Apesar do seu percurso ao serviço da igreja católica, tendo exercido as funções de Bispo do Porto, a partir de 1952 e durante 35 anos, António Ferreira Gomes foi um cidadão que se distinguiu pela Dignidade demonstrada quando tal exigia real Coragem.
Exilado durante dez anos, por delito de opinião, só regressou ao Porto após a morte de Salazar, no período propagandeado como "primavera marcelista".
Depois de ter resignado da diocese em 1982, veio a falecer em 1989.
De onde menos se espere...
António Moreira

Novo projecto de Siza na Suécia

terça-feira, maio 09, 2006

será possivel?

Não sei se vou ter sucesso, mas queria lançar este pequeno desafio:
- Será possivel criarmos um movimento de opinião para que duas instituições nortenhas e portuenses, como são a Câmara Municipal do Porto (munícipio da 2ª cidade do país) e o JN (Jornal diário com maior tiragem e divulgação nacional), PAREM COM OS ATAQUES MÚTUOS? A bem do Porto?

Remoque II

Consta por aí que ali pelas bandas da Praça General Humberto Delgado, mais concretamente pelo 3º piso houve uma razia nos contratos de trabalhadores "políticos", vulgarmente chamados por uma palavra com muitos êsses. Pelos vistos a desconfiança foi grande e poucos sobrevirão.
Mas isto sou eu a dizer, se calhar outros muito mais argutos calam-se como convém.