Passei pelo evento e quase nem dei conta (juro!). Parece-me que Cavaco Silva sempre tomou posse. Fizeram e refizeram as ultimas análises ao mandato de Jorge Sampaio. Filmaram Soares a sair mudo sem estender o bacalhau ao seu adversário de sempre. Passaram a bela princesa dos maus ventos espanhóis sempre amarradinha ao seu Filipe. Dá-me sempre aquele arrepio à procura do Miguel de Vasconcelos dos tempos modernos.
Não fosse a mediatização e a treta de que afinal temos um presidente mais interventivo, e a coisa passava como se não interessasse. Se calhar não interessa.
Cavaco Silva ainda não carimbou a sua acção política e na verdade ninguém sabe bem como se irá posicionar. Numa coisa todos concordaremos não parece reunir condições para congregar os portugueses para uma motivação especial, nem parece ser capaz de impor mudanças significativas nos poucos sítios em que pode actuar.
E assim, por cá na política tudo continua igual. Mais um Novas Fronteiras passou, sem deitar qualquer chama que inquiete os espíritos, mas também as vontades. Agostinho Branquinho Chegou ao Poder Distrital no PSD passeando como Renato Sampaio passeará. Melhor do que isso – sem debate – porque assim é melhor.
Rui Rio continua com as suas tácticas de Pinto da Costa – arranja uns temas que dividem a malta (agora é o paga, não paga aos lixeiros), e esconde o essencial – não tem uma ideia, não faz nada de relevante para o Porto mudar e já agora, as obras na Baixa estão num estado caótico bem maior do que o que ele criticava na 2001.
Lá por fora Prodi e Berlusconi travam um confronto em Itália. E para já é o embate mais importante neste ano de 2006 – estou para ver os resultados.
Finalmente gostava de agradecer todos os incentivos que aqui e ali tenho recebido. Bem sei que é difícil esperar da malta dos partidos mais do que o que muitos já deram e resultaram em outros tantos equívocos. Nisso, se calhar já todos caíram.
Mas não existem salvadores da Pátria, nem sequer heróis, nem gajos for-de-série na acção, pois as grandes coisas fazem-se de pequenos passos e grandes laços.
Por isso sei que para a semana cá estarei, escrevendo, independentemente do resultado. Que será bom, não duvidem. Porque também já agora o resultado é o que menos interessa. Se assim não fosse, teríamos um político posto no andor, sem ter percorrido os caminhos do embate – sem ser líder. Por essas razões Branquinho e Renato não tem significado político para as gentes do Porto.
E tem que admitir que seria mais fácil ficar por aqui, escrevendo uma larachas jingosas sobre os gajos do PS (logo eu que os conheço tão bem), dizendo que vivia fora “lá dentro”, mas eles ficavam na mesma, sorrindo e desprezando a consciência critica de tantos.
Assim não. E já agora, pode ser que quem foi lançando foguetes tenha que apanhar as canas. A mim dizem-me que não, mas eu ainda acredito que o voto é livre. Pode ser que seja ingénuo ou então pode ser que tenha feito, corrijo, tenhamos feito (porque foram dezenas de jovens, meio jovens, mulheres e malta da velha guarda) por merecer uma surpresa!
Não fosse a mediatização e a treta de que afinal temos um presidente mais interventivo, e a coisa passava como se não interessasse. Se calhar não interessa.
Cavaco Silva ainda não carimbou a sua acção política e na verdade ninguém sabe bem como se irá posicionar. Numa coisa todos concordaremos não parece reunir condições para congregar os portugueses para uma motivação especial, nem parece ser capaz de impor mudanças significativas nos poucos sítios em que pode actuar.
E assim, por cá na política tudo continua igual. Mais um Novas Fronteiras passou, sem deitar qualquer chama que inquiete os espíritos, mas também as vontades. Agostinho Branquinho Chegou ao Poder Distrital no PSD passeando como Renato Sampaio passeará. Melhor do que isso – sem debate – porque assim é melhor.
Rui Rio continua com as suas tácticas de Pinto da Costa – arranja uns temas que dividem a malta (agora é o paga, não paga aos lixeiros), e esconde o essencial – não tem uma ideia, não faz nada de relevante para o Porto mudar e já agora, as obras na Baixa estão num estado caótico bem maior do que o que ele criticava na 2001.
Lá por fora Prodi e Berlusconi travam um confronto em Itália. E para já é o embate mais importante neste ano de 2006 – estou para ver os resultados.
Finalmente gostava de agradecer todos os incentivos que aqui e ali tenho recebido. Bem sei que é difícil esperar da malta dos partidos mais do que o que muitos já deram e resultaram em outros tantos equívocos. Nisso, se calhar já todos caíram.
Mas não existem salvadores da Pátria, nem sequer heróis, nem gajos for-de-série na acção, pois as grandes coisas fazem-se de pequenos passos e grandes laços.
Por isso sei que para a semana cá estarei, escrevendo, independentemente do resultado. Que será bom, não duvidem. Porque também já agora o resultado é o que menos interessa. Se assim não fosse, teríamos um político posto no andor, sem ter percorrido os caminhos do embate – sem ser líder. Por essas razões Branquinho e Renato não tem significado político para as gentes do Porto.
E tem que admitir que seria mais fácil ficar por aqui, escrevendo uma larachas jingosas sobre os gajos do PS (logo eu que os conheço tão bem), dizendo que vivia fora “lá dentro”, mas eles ficavam na mesma, sorrindo e desprezando a consciência critica de tantos.
Assim não. E já agora, pode ser que quem foi lançando foguetes tenha que apanhar as canas. A mim dizem-me que não, mas eu ainda acredito que o voto é livre. Pode ser que seja ingénuo ou então pode ser que tenha feito, corrijo, tenhamos feito (porque foram dezenas de jovens, meio jovens, mulheres e malta da velha guarda) por merecer uma surpresa!


















