terça-feira, maio 23, 2006

Carrilho de volta

Ontem vi um dos melhores debates televisivos dos últimos tempos. Simplesmente porque vi gente a reduzir a hipocrisia ao mínimo necessário para não ter de pagar indemnização em tribunal.
Se é verdade que Carrilho tem muitos telhados de vidro, também é injustificável que como alguns escrevem, o Ricardo Costa tenha saído vencedor pela última frase que disse: “E você é o rosto da derrota”. Primeiro porque a Sic foi um dos rostos daquela derrota, e os outros dividem-se entre rostos delicados da Bárbara Guimarães, babosos de Dinis Maria, ocultos de Stanley Ho, dissimulados de Cunha Vaz, ausentes de Edson Athayde, e apalermados do não-sei-quem assessor e ex-jornalista da TVI, e por ai fora.


Por outro lado toda a gente sabia que Carrilho era o rosto da derrota, porque deu a cara por ela (a derrota), o que não sabíamos era que fosse o Ricardo Costa o rosto da vergonha, porque ontem também ele deu a cara por ela (a vergonha, as agências, as acusações a quando foi conivente com Emídio, e até ao embaraço da difamação dissimulada de Carrilho sobre os 100 mil euros – a não ser que só eu tenha percebido nas entrelinhas uma óbvia denuncia pública como aquela)

Mas o melhor é que finalmente percebe-se que no meio destas campanhas há muito para perceber. E olhem que eu já acompanhei bem de perto algumas, mas nitidamente Lisboa é um caso à parte.

Parece-me que Pacheco Pereira não foi lá fazer nada, tanto que repetiu o que toda a gente sabe: Carrilho lida com a mediatização. Certo, portanto algum populismo, ou seja ser mediático e depois queixar-se dos limites da mediatização é mau.



Pois, pois, é como o caso de PP que é sempre tão anti-populista que ele próprio já usa o argumento como uma arma populista por si só. Seja contra os espectáculos mediáticos como Talk Shows, debates com modelos americanos, futebol, etc. Aliás PP apoiou o populismo anti-populista de Rui Rio e Carmona Rodrigues.
PP é assim e por dedução óbvia, um populista demagogo, que versa sobre estas matérias com um enfadado ar de cátedra que não devia pôr. È tão fashion um político ser arauto dos anti-populistas que aquilo a mim só me convence que poucos haverá a usar de tão elaborado populismo.

Carrilho nunca escondeu a sua posição de busca de exposição pública, aliás visível quando diz que o aperto de mão seguinte foi público e o não aperto primeiro foi privado, tem razão nas duas coisas, mas diga-se o que se disser, o que fica de um homem nunca é a posição que ele toma em cada momento, mas sim a coerência que demonstra ao longo dos vários episódios. Na verdade Carrilho devia aprender por exemplo com Pinto da Costa como se gerem os apertos de mão e os encontros casuais. E nisso Carrilho falhou, por isso perdeu! Por isso e por existirem interesses especulativos que ajudaram a facilitar essa derrota.



Mas o debate foi bom porque demonstrou quanto é difícil definir o fim político de alguém. Carrilho conhecendo este circo trocou-lhes a máxima de que “quem vive pela imprensa morre pela imprensa”, e atacando a imprensa teve da imprensa na ultima quinzena o fôlego para voltar a uma posição política activa.

Ficou evidente que este vaidoso professor de filosofia é unânime quanto à aceitação popular do seu trabalho enquanto executivo no ministério e deu pistas a Santana Lopes de como as travessias no deserto já não curam doença nenhuma. E quem anda por aqui anda, quem não anda, não anda.




Mas Carrilho fez-nos a todos o favor de não se reformar antecipadamente – bem haja que eu gosto mais de gajos assim do que dos cinzentos que grassam na nossa vida política. Ama-me ou odeia-me, mas respeita-me. Eu respeito-o.

segunda-feira, maio 22, 2006

O outro lado

Boquiabertos ficamos quando Marques Mendes debitou a sua versão mais ultra-liberal do futuro nacional.

O Congresso nacional do PSD demonstrou a força da oposição, juntando-se ao conclave dos seus compadres mais à direita e realizando um evento sem qualquer acção de registo que não seja a de reafirmar que se voltassem ao poder, Santana Lopes seria lembrado com saudade.
Marcelo Rebelo de Sousa gaguejou e repetiu-se no seu comentário a este acontecimento, no habitual comentário domingueiro. Nada de importante se reteve. Sócrates, dormiu descansado, com inimigos destes...

quinta-feira, maio 18, 2006

Faz amanhã um ano que nos separamos

Estava comigo desde a puberdade.

Acompanhou-me para todo o lado, positivamente para todo o lado, durante mais de 35 anos.

Resistiu a muitas outras relações e conseguiu resistir mesmo ao meu casamento, até há um ano.

Faz amanhã um ano que nos separamos, e eu não podia estar mais feliz com isso.

Afinal era verdade o que sempre suspeitei, sem ter a coragem de acreditar…

Enganou-me sempre, durante os mais de 35 anos que durou a nossa relação.

Não era um amigo inseparável, mas um inimigo implacável e insaciável.

Graças à indicação de um amigo desinteressado e ao profissionalismo da Ria Slof Monteiro, que me explicou que afinal era uma gigantesca mentira aquilo em que eu, (como milhões de outros) acreditava.

Não é, afinal, nada difícil de deixar.

Não

Foi-me garantido e, garanto agora também, é a pura verdade!

É simples, é fácil e não causa sofrimento de monta.

Não é necessário usar agulhas, adesivos, pastilhas ou qualquer outra treta no género.

Basta pensar nela...





Não, não se trata de propaganda


Façam como eu ...

António Moreira

À Procura de Sana



É hoje, pelas 21.30, na Árvore, apresentado o mais recente livro de Richard Zimler, «À procura de Sana» na sua tradução portuguesa.

Para quem não ainda conheça, Richard Zimler, nascido nos Estados Unidos, em 1956, vive no Porto desde 1990, onde, para além de escrever e desenvolver múltiplas actividades na sua área de especialidade, ensina Jornalismo na Universidade do Porto.



Naturalizado português em 2002*, Richard Zimler tem vindo a escrever excelentes obras que, uma após outra, se vão tornando “best sellers” num variado número de países, mas, muito mais do que isso, são um prazer para quem, como eu, aprecia a leitura de fino corte.

Depois de terminar a leitura de “O último cabalista de Lisboa”, talvez o seu livro mais famoso, devorei, com um prazer sempre crescente “Trevas da Luz “, “Meia-Noite ou o Princípio do Mundo” e “Goa ou o Guardião da Aurora”, tendo, neste momento, em Perth, na Austrália, com a personagem (e autor (?)) acabado de finalizar o pequeno almoço onde travei conhecimento com a que, suponho, se virá a revelar a personagem principal da história…



Logo à noite lá estarei

Obrigado e parabéns Richard

António Moreira
* Apesar de não ser futebolista...

73/73

Hoje provavelmente é revogado o famoso Decreto-Lei 73/73 - Famoso diploma sobre quem assina projectos de Arquitectura.

Esta reivindacação dos arquitectos é boa e já vem atrasada.

Conhecem o tour?

Verdades, falsidades, Sociedades ficticias, Factos falsos, Investigação histórica fraudulenta, qualidade literária baixa e marketing a rodos.
Mas a verdade é que todo o fenómeno tem piada! Raios partam os Americanos que se tivessem uma história de 800 anos como a nossa a rescreveriam com letras de ouro e mistérios únicos.

quarta-feira, maio 17, 2006

Assine você também

Eu apoio esta petição

de Saloios já me chegam os nossos!

Padre Himalaia

Eu pessoalmente já tive o prazer de vêr este documentário, fruto do empenho do Jacinto que tem sido um bom amigo e uma personalidade do Porto a quem nem sempre se reconhece o devido e excelente valor. Por isso aproveito para divulgar (via pned) que na próxima sexta-feira, dia 19, pelas 21h30, na sede da Associação "Campo Aberto", sita na Rua de SantaCatarina, 730 - 2º, será exibido o filme "A utopia do Padre Himalaia,realizado por Jorge António e que será apresentado pelo Prof. JacintoRodrigues, autor do livro "A Conspiração Solar do Padre Himalaia", que inspirou o filme.
Trata-se de uma obra cinematográfica sobre a vida e obra de uma personalidade extraordinária, o padre Himalaia, falecido em 1933, sacerdote católico, grande viajante, espírito humanista e cientista - autor de uma«máquina solar» que pode ser considerada precursora da actual tecnologia solar energética e que foi apresentada na Exposição de St. Louis (EUA) em1904, onde recebeu um grande prémio.
Saiba mais sobre o Padre Himalaya aqui ou aqui, aqui e ali


sexta-feira, maio 12, 2006

Não se fala de outra coisa


Manuel Maria Carrilho, lançou um livro onde, segundo o Correio da Manhâ, por exemplo, o autor e deputado do PS:

« não se escusou a revelar o nome de cada um dos órgãos de CS que, defende, formaram um “polvo”, num enredo de “mentiras” em torno da sua candidatura autárquica e das eleições de que saiu derrotado, em Outubro:
“Em órgãos da Comunicação Social como o ‘Público’ ou o ‘Jornal de Notícias’, o ‘Expresso’ ou o ‘Tal & Qual’, o ‘24 Horas’ ou o ‘Diário de Notícias’, a SIC ou a TVI, a Renascença ou a TSF”.
E sobre o ataque concertado que tais órgãos lhe dirigiram, Carrilho escreve no livro, publicado pela Dom Quixote, que “isso significa que o polvo entrou em acção: o polvo dos interesses instalados, que há muito se fazia sentir na acção concertada de muito sectarismo jornalístico e de tantos comentadores ventríloquos”.


Eu sei que a figura não é simpática a muitos, nomeadamente a alguns dos nossos habituais comentadores, os quais, vá-se lá saber porquê, não perdoam a mais pequena falha ao que foi, também em minha opinião, o único Ministro da Cultura que já exerceu em Portugal.

Não esqueço que fui um dos muitos que criticaram violentamente o seu comportamento durante a campanha eleitoral para as autárquicas, em Lisboa, e continuo a atribuir a esses factos a maior parcela de responsabilidade pela sua desastrada derrota nessas eleições (não esquecendo, talvez injustamente, a atribuição de uma parte fundamental dessa responsabilidade a uma certa influência familiar).

Mas

Haverá talvez mais a saber sobre a realidade do que o que é apenas escrito pelos invejosos e irresponsáveis do costume.

Via Formiga Bargante, tive acesso ao que José Saramago achou por bem escrever a propósito:

«É um cansado lugar comum dizer que a história a fazem os vencedores, que seria bem diferente, e mais autêntica, se tivessem sido os vencidos a escrevê-la.
Dessa maneira, pelo menos, ficaríamos informados sobre as omissões e tergiversações da história oficial, quando não mesmo de algum obscuro processo e de algum tortuoso caminho sobre os quais, em geral, a vitória faz cair um púdico véu.Este livro de Manuel Maria Carrilho é o depoimento objectivo e fundamentado de alguém que travou uma batalha e a perdeu.
Dá-nos a saber como, porquê e por quem foi vencido.
E com tal rigor e precisão o faz, que bem poderia levar como título "os factos e os nomes".
Disso se trata.
Os factos.
E também os nomes.
Todos e cada um.

José Saramago»

Não vou deixar de ler o livro.
António Moreira

quinta-feira, maio 11, 2006

Salve os Touros dos Toureiros


Ao fim de 5 (curtos) anos, reabre, no próximo dia 18, uma sala de espectáculos que contribui em grande medida para a vergonha de ser português, o CAMPO PEQUENO.

Nessa sala de espectáculos vão recomeçar os espectáculos de tortura a animais, que alguns teimam em defender e outros em permitir, numa visão vergonhosa do que deve ser a defesa da cultura e da civilização.

NÃO

Tortura a animais não é tradição cultural que mereça defesa, é um crime, apesar de permitido pela nossa lei, e é uma vergonha para todos os homens ou mulheres que a apreciem ou sequer a aceitem acriticamente.

Não estou certo que seja com manifestações, mas do que estou certo é que não é utilizando os mecanismos “democráticos” nacionais, que, um dia, esta vergonha será, finalmente, erradicada.

Será, e já tarda, por imposição de outros poderes, de culturas mais civilizadas.

Vai-lhes valendo o peso da bárbara Espanha, que os defensores da civilização ainda hesitam (?) em afrontar, para adiar o fim de tal vergonha.

Antes que venham os argumentos do costume, recomendo aos que tanto parecem invejar a “sorte” dos touros, que se ponham LITERALMENTE no seu lugar.

António Moreira

Serafina

----- Original Message -----
From: Dona Serafina
To: 'rosabela tatiana gervásia'
Cc: 'ForumSede'
Sent: Monday, May 08, 2006 3:18 PM
Subject: RE:Congresso PS

Filha tou sem saldo no télemovel e tou a mandar esta treta do email como pediste no cartão que vinha junto com a prenda do dia da mãe.
E é o nosso vizinho Quim, filha, lá de cima, que se ofereceu nas horas que a mulher num tá em casa para me ajudar a enviar, porque ele tem não sei quê por cabo cá em casa…
Não é que o cabo seja grande coisa porque a única coisa que ele deu cabo n’um foi no computador, mas isso filha deixa lá…. o que eu não faço para falar contigo!
Olha querida filha, dizes que nunca te conto nada, pois toma que com esta vais-te morder de inveja, vim onte do congresso do partido c’oube na Alfândega da Miragaia e aquilo foi um espectáculo.
Eles ‘tabam todos a falar bem daquele senhor de barbas que parece irmão do Narciso mas que afinal é afilhado do outro. Dizem que ele é muito amigo das pessoas, até do Sócrates.
Eu à minha conta fui com o pessoal da secção e gostei. Vieram dois que dizem que até são do secretariado e da lista e achei graça a um que é dali da rampa da Penha que diz que ali na Freguesia é que vale a pena. Parece que os gajos tem sete pessoas a votar, e é sempre com a cruz onde aquele rapazito com o cabelo lambidinho diz, sabes aquele que tu quase te mijavas quando vias a fotografia dele escarrada no poster da campanha à junta. Pelos vistos o moço com 4 aqui 2 acolá, 3 alí até vai chegar a deputado, espero que aprendam a tirar-lhe fotografias, porque na ultima toda a gente dizia que ele tinha qualquer coisa espetada no ofedeguines.
Mas sabes, vim satisfeita, parece que tirando o Narciso a malta gostou, todos bateram palmas e ninguém se zangou, nem sequer aquele jeitoso do meu tempo que tropeça nos erres, anda de chapéu e é do FCP apareceu lá para estragar a festa.
Foi dos congressos mais lindos que ví. E concordei com tudo o que foi dito. Aliás acho que foi a única vez em que percebi o que eles diziam. Ninguém disse uma palavra difícil, ou sequer aquelas teorias xanfradas que se põe para lá a dizer para chamar nomes a um tipo.
Desta vez até fiquei com a ideia que eu podia lá ter ido dizer umas coisas. E olha que não destoava filha.
Mas o mais importante num é isto, é para saber de ti querida! Como estás? Desde que fugiste de casa com o charuto do teu moço que a gente num sabe de vocês. Aqui dizem de tudo, que ele trabalha em Viana a comandante dos atascadores do Porto. Que ele tá nu Algarve com pauzinhos daqueles que abanam quando encontram água. Que afinal num tá contigo e continua com a mulher. Que vai voltar para dar na cabeça do velho que o tramou. Que não, que tá antes em Lisboa a trabalhar numas coisas que um gajo chamado Zé lhe arranjou. E perguntam-me filha, perguntam-me mas eu num sei.
Dá noticias, mesmo que sejam más. Ao menos se tás com o rapaz fá-lo feliz querida, dá-lhe tudo aquilo que ele num teve – amor, sim por que de trancadas tá ele cheio. E quando puderes volta, ou liga, porque se julgas que eu vou alimentar muito a gula deste teu vizinho, o Quim, tás muito enganada, …
E o teu pai filha, pobrezito, tá de rastos, acreditas que ele queria ir para o secretariado lá daquilo da política. Prometeram-lhe mas nada, agora andam a convence-lo que vai ser candidato à Junta daqui a 3 anos e meio. Vê lá tu com 73 anos e andam a fazer a cabeça ao home. E aquilo não lhe despega, diz que foi este e aquele, mas ele é que merecia. Disse-me até que aquela malta que o filho do engenheiro escolheu não sabe ler nem escrever e que ele ao menos sempre tem a 4ª classe bem feita. Pelos vistos quem o irritou mais foi um doutor oculista que anda para lá armado em Tómané e que lhe “rosnou” dizendo que cada um devia saber o lugar que ocupa. Olha filha o teu velho teve para lhe partir o focinho todo, e acredita que muitos haviam de gostar, mas eu num deixei, disse-lhe que ele tivesse pena do home e que com aquela cara de rabo chateado se lhe dessem uns amassos ainda melhorava em vez de piorar e ele lá acabou por acalmar…. Mas qualquer dia filha, qualquer dia, ainda acontece uma desgraça. Ainda por cima tu num estás aqui. Volta filha, diz ao moço para vir filha, diz-lhe que a gente lhe vai todos os dias chamar de presidente e comentar que ele é bem mais bonito e simpático que o outro que eles arranjaram, por falar nisso ainda bem que tiraram os cartazes do gajo de vez.
Mas volta filha, anda lá….

Olha beijos da tua mãezinha Serafina

No "Oeste Bravio"

Tinha-me passado este "post":

Isto é um mundo em que George Bush é presidente dos EUA, Paulo Portas foi ministro em Portugal e os Aba venderam milhões de discos.
Quem é que se pode considerar importante num mundo assim?
A resposta é, infelizmente: os yuppies meus colegas da Católica.
Nenhum escreveu uma sinfonia, nenhum pintou os tectos da capela Sistina, nenhum decobriu a penicilina, nenhum escreveu «Moby Dick» ou «Em busca do tempo perdido», e contudo...

A ler...

António Moreira

quarta-feira, maio 10, 2006

De onde menos se espere


Pode revelar-se a dignidade...
Assinalam-se hoje os cem anos sobre a data do nascimento, em Penafiel, de António Ferreira Gomes.
Apesar do seu percurso ao serviço da igreja católica, tendo exercido as funções de Bispo do Porto, a partir de 1952 e durante 35 anos, António Ferreira Gomes foi um cidadão que se distinguiu pela Dignidade demonstrada quando tal exigia real Coragem.
Exilado durante dez anos, por delito de opinião, só regressou ao Porto após a morte de Salazar, no período propagandeado como "primavera marcelista".
Depois de ter resignado da diocese em 1982, veio a falecer em 1989.
De onde menos se espere...
António Moreira

Novo projecto de Siza na Suécia

terça-feira, maio 09, 2006

será possivel?

Não sei se vou ter sucesso, mas queria lançar este pequeno desafio:
- Será possivel criarmos um movimento de opinião para que duas instituições nortenhas e portuenses, como são a Câmara Municipal do Porto (munícipio da 2ª cidade do país) e o JN (Jornal diário com maior tiragem e divulgação nacional), PAREM COM OS ATAQUES MÚTUOS? A bem do Porto?

Remoque II

Consta por aí que ali pelas bandas da Praça General Humberto Delgado, mais concretamente pelo 3º piso houve uma razia nos contratos de trabalhadores "políticos", vulgarmente chamados por uma palavra com muitos êsses. Pelos vistos a desconfiança foi grande e poucos sobrevirão.
Mas isto sou eu a dizer, se calhar outros muito mais argutos calam-se como convém.

segunda-feira, maio 08, 2006

Socialistas em Debate?


Para tentar então fomentar o debate:

Há aí algum dos mais que 4.000 eleitores que me (nos?) explique o que de bom, para o país, para o distrito ou até para o próprio Partido Socialista pode resultar da a eleição de Renato Sampaio para líder da distrital do Porto do PS?

Obrigado pela sua colaboração.

António Moreira

domingo, maio 07, 2006

remoque

Até me apetecia responder, dizer que não, mas não sei como!

sábado, maio 06, 2006

Retrato de um homem sério


No DN (via A Baixa do Porto)


Ex-director da PJ combinou com Rio buscas à câmara


Rui Rio defende-se e contra ataca

Agora cabe ao público (a quem mais?) escolher em quem acreditar.

No Jornalista
No Juíz
No Dirigente partidário (para se parar de chamar "político" a qualquer um)


E o "romance" continua...

Ex-director da PJ afirma nunca ter avisado Rio das buscas


A caixa de comentários está aberta

António Moreira


quinta-feira, maio 04, 2006

A Selecção de todos vós


É só a mim que já enoja esta massiva campanha de propaganda ?

António Moreira

quarta-feira, maio 03, 2006

Juan Evo Morales Ayma


É este o nome e esta a imagem do mais actual inimigo público número um dos defensores da “velha” ordem.

Para os simples será mais um “cumuna”, para outros ingénuos será um “herói”, haverá outros ainda, para quem não passará, eventualmente, de mais um homem bom que “tem um sonho”.
E A CORAGEM DE O TENTAR REALIZAR

Outros, antes dele, em outros lugares, tiveram o mesmo sonho.

Os donos da realidade, com o poder dos seus argumentos, sempre foram capazes de os fazer acordar ou de os confinar a um sono sem sonhos.

Seja qual for o final desta história, é já um nome e um rosto, com o seu lugar na, já longa, história da busca da justiça.
Que não pára (nunca parará) de ser escrita.

Bem hajas Juan Evo
António Moreira

Ainda bem que é só lá...


Segundo o Expresso online:

“O Conselho de Jurisdição do PSD rejeitou a candidatura de Pereira Coelho às eleições directas e, dado o «elevado número de assinaturas falsas» detectado, ordenou a instauração de um inquérito e o envio dos documentos à Polícia Judiciária.”

(Ler tudo que vale a pena)

Em mais esta história triste, que tão bem faz à credibilidade desta nossa “democracia”, sirva ao menos de consolo o facto de sabermos, sem sombra de dúvida, que “gente desta” só pode mesmo existir no PSD e que, ao menos, quando estas situações ocorrem são de imediato detectadas e denunciadas à comunicação social e à Polícia Judiciária.

"Gráças à Deuzzzz"

António Moreira

sexta-feira, abril 28, 2006

Qual o papel da oposição?

A propósito do actual estado das coisas da política apetece-me dizer que a Silly Season chegou bem cedo. Parece-me até que no tempo dela estará o País em pleno rebuliço, seja à custa dos fogos, seja com outra coisa qualquer.

Mas parece imperdoável que o PS pareça adormecido no final deste ano de grandes embates eleitorais. O governo segue o seu rumo, mas o partido vai a reboque e não fazendo ele o papel charneira de motor do pensamento político.
Aliás essa é sem dúvida a característica que diminui José Sócrates no leque das suas inúmeras qualidades enquanto estadista – não gosta de debate, aliás não gosta mesmo nada de debate interno. Curioso em alguém que alcandorou um papel mais relevante à custa dos debates de telejornal.

As opções internas do partido foram de ordem orgânica e servem o interior da estrutura, mas caucionam o enorme potencial que se vai desperdiçando.

Para isso daria dois exemplos, por serem mais visíveis que deviam acautelar a todos. A saber, Lisboa e Porto.
Começando na Capital nunca mais se ouviu a voz de Carrilho sobre alguma matéria que tivesse um mínimo de relevância. Tirando claro as suas faltas ora ao Parlamento, ora às reuniões autárquicas. Sobrou o Casino, o túnel, as corrupções de Braga Parque, a continuidade cinzenta e infantil de Carmona Rodrigues.
Ora bem das duas uma, se Carrilho ainda for portador de alguma ténue esperança de ser representante político do PS em Lisboa, então vale a pena levar o barco, senão o próprio partido na sua força deverá desde já lançar amarras para que se deixe de estar refém das personagens.
Mas isso é difícil não é? Ainda por cima somos governos e não podemos dizer mal das coisas, como aquela do casino?
É portanto caso para perguntar se existirá uma visão verdadeiramente socialista para Lisboa. E por falar nisso, será que a historieta das alianças vai precisar de mais dois anos para se fazer (mais ainda na praça pública que é mesmo para não se fazer). Já para não referir que a importância de um bloco das forças de esquerda tem mais sentido para congregar a oposição contra uma maioria, do que somente para distribuir lugares de vereadores. Trabalho à esquerda e em conjunto é já e hoje, e não creio que haja diferenças inultrapassáveis, nomeadamente com o bloco, adversário maior dessa união.
Pois, mas o líder por lá é Miguel Coelho, ainda por cima a limitação de mandatos não passa ali, pois…

No Porto, UI,UI!
O PS no Porto simplesmente não existe. Sou como sabem sectário nesta análise, mas ela parece-me evidente e está a assumir contornos gravíssimos com consequências na credibilidade do Partido em diversos sectores da sociedade. O PS no Porto é silêncio. Aliás nem isso, porque às vezes o silêncio “fala”. O PS no Porto é vazio – “void”. O PS não é alternativa, é simplesmente figura de corpo presente. Arrumam-se uns e outros a distribuir os escassos lugares de nomeação política. Hospital aqui, assessoria acolá, e debate sobre o distrito? – pouco, muito pouco.
O TGV é prioritário ou não? – os ministros já nem respeitam os lideres locais, porque nem satisfação lhes dão. As GAMPS com eleição vêem e quando? Os círculos uninominais vão ou não vão? As alianças com a nossa esquerda são pontuais ou estruturais? Melhor, são para fazer ou para fazer de conta que se poderão fazer? A regionalização, essa, pelos vistos, serve de qualquer maneira, mesmo que seja à maneira deles, que é primeiro nos órgãos administrativos e depois quem sabe, por referendo à séria para valer politicamente.
Creio que serão muitas as perguntas por responder. As CCRs estão cada vez menos interventivas politicamente e o governo civil de nada serve porque tem uma certidão de óbito em tramitação. Ressalve-se que os senhores ou as senhoras podem entretanto sonhar com as candidaturas autárquicas a partir dessas cadeiras. E se para ganhar no Marco era preciso ser homem, no Porto se calhar para arrumar Rui Rio é preciso ter saias, isto prevêem uns poucos para lá do horizonte, já na curvatura da terra. Triste engano, se calhar.
As reuniões de Câmara, essas “estopas” que atrasam o avião, além de escassas, não apresentam assuntos relevantes e que se saiba os socialistas ainda não trouxeram nenhum assunto novo para a agenda política (excepção feita à culturporto, mas que foi rapidamente largado pela falta de combatividade dos principais personagens).
A revista visão, pela caneta do “amigo” Miguel Carvalho, fez a equipa de futebol do PS Porto, ridicularizando todos, mas dando jeito nos recados de alguns e foi entretendo as conversa de chinelo e corredor do PS (porque de assuntos sérios nem sequer se desejam debater). A malta, enfim, fixou a posição de Ponta-de-Lança, e de relance entristeceu por ver a falta de qualidade da coisa. O PS nestas bandas é uma mistura de velhice e matreirice, mas pouco de política faz.
A coligação de direita caminha a passos largos para um mandato tranquilo, sem sequer necessitar de despender energias no combate político.
Os problemas do Porto, esses, continuam os mesmos e já nem são assunto – infelizmente.

quinta-feira, abril 27, 2006

Jornal de Notícias recupera graças aos “morangos com açúcar”


Quem nos elucida, depois de ouvir «Especialistas contactados, que têm vindo a analisar a postura editorial do JN face à CMP» é, nem mais nem menos, que a própria Câmara Municipal do Porto através do seu site, em artigo dedicado a este assunto, que termina com esta pérola:

«Os mesmos especialistas consideram ainda que a descredibilização crescente da linha editorial do JN no Porto tem contribuído para a quebra das vendas, atenuada nas últimas semanas pela distribuição de colecções e, em particular, com a oferta dos cromos dos «Morangos com Açúcar».»

E ficamos, mais uma vez, a saber para que serve o site da Câmara Municipal do Porto, e de que forma são gastos os recursos aos dispor da CMP (ou seja NOSSOS), em mais um exemplo da tão propalada «seriedade» que já só pode mesmo enganar quem tenha um prazer especial em ser enganado.

Já não é a primeira vez que, aqui no SEDE, refiro, em tom enojado, a campanha que a CMP tem vindo a desenvolver contra a direcção do JN.

Desta vez porém ao nojo que me provoca este tipo de comportamento não pode deixar de se associar uma imensa estupefacção…

Será que esta gente não tem mesmo a noção do ridículo?
António Moreira

terça-feira, abril 25, 2006

pergunta perniciosa

Muitos como eu não viveram o 25 de Abril sem a ajuda de cueiros, penico e papas (chupeta não que já a tinha largado). Por isso deixo aqui a pergunta:

Onde é acha que estariam se o 25 de Abril fosse hoje?

respostas

a) Em França exilado.

b) Em casa descansado.

c) No Algarve, porque ainda estava de férias de Páscoa.

d) Na tropa porque foi um dos que, do meio de 400 mil, teve que fazer recruta.

e) A dormir porque tinha saído à noite.

O que Cavaco não levou na lapela



Ou como nos fazem lembrar que temos um Presidente que celebra o 25 de ABril com a mesma convicção que comemora o aniversário do seu motorista Quim.

quinta-feira, abril 20, 2006

Outros aniversários


Ou, sobre o sentido de oportunidade...

Via Tugir fiquei a saber que também se comemorava ontem, se bem que apenas 33 anos, a data em que foi deliberado, em Bad Munstereifel, transformar a ASP em Partido Socialista, ou seja, sem qualquer festa comemoraram-se ontem os 33 anos do Partido Socialista.

A data escolhida, a coincidir com o que terá sido talvez a data mais vergonhosa da história do nosso país, apenas se poderá compreender pela urgência e pela necessidade de evitar que viesse a coincidir com a celebração da data de nascimento, em 20 de Abril de 1889, de um dos vultos mais marcantes do século XX…

E pensar que 3 em cada 4 anos tem 365 dias…

António Moreira

Afinal é tudo ao contrário


Se conduzir não sei, mas Se andar não beba!

quarta-feira, abril 19, 2006

terça-feira, abril 18, 2006

A propósito do muito que fazer dos deputados na Páscoa

Deveria ser realizado um estudo comparativo entre a acção política local e nacional. Por exemplo, seria possível faltarem os membros da assembleia municipal da mesma forma que faltaram os deputados da nação? Será comparável o volume de trabalho de um executivo nos órgãos locais com o trabalho na assembleia da república? Se calhar é, desde que o órgão sirva para o socialite da política nacional em vez de ser observado como um local de profundo empenhamento na causa pública.
Assim, um dos graves problemas do estigma que paira sobre a classe política incide na medíocre qualidade e responsabilidade dos seus deputados. Acrescida depois com a patente demagogia que os representantes autárquicos insistem em usar.
Sim, sim se pensavam que eu vinha aqui dizer que uns são melhores do que outros, desenganem-se. Porque em muitos casos eles são exactamente os mesmos.
Ou seja o quase "dolce fare niente" que torna tão atractivo o lugar de deputados (aliás só assim se compreende que muitos vereadores acumulem funções com o lugar de legislador) é equilibrado com a pimenta demagógica tão propicia nos nossos municípios.
Deste modo continua a ser desprestigiante andar sequer por perto dessa malta da política. Às vezes compreendo porquê!



O casino

Amanhã abre o Casino de Lisboa.
E a boa noticia é que se pode fazer apostas de um centimo!

Afinal Santana Lopes sempre deixou a sua marca na gestão de Lisboa.

citando o CM:
"Para a inauguração, pelas 19 horas do dia 19, o Casino Lisboa promete uma festa de arromba, que arranca com animação no exterior do edifício. Sem colocar todas as cartas na mesas, Assis Ferreira disse que “será um disparate do Diabo”. "

Quem somos nós para discordar, estão os casinos para Portugal como está o "Petroile" do Irão para Mister Bush.

quarta-feira, abril 12, 2006

Paradoxo:


Para serem vendidos na Europa, os brinquedos e outros bens destinados a crianças (mas não só) tem que obedecer a um rigoroso conjunto de regulamentos e normas que garantam, tendencialmente, que os mesmos não provoquem qualquer risco aos seus utilizadores (as nossas crianças).

Tem ainda que cumprir com outro rigoroso conjunto de regulamentos e normas que garantam que os mesmos não afectem o meio ambiente ou que esse impacto, se inevitável, seja mínimo.

No entanto…

Não existe qualquer norma ou regulamento que imponha qualquer restrição às condições de trabalho em que os mesmos são produzidos, armazenados, embalados e distribuídos, que garanta sequer um conjunto mínimo de condições de segurança e higiene no trabalho, de saúde, de dignidade, etc. etc. etc.

Isto facilita, naturalmente, que uma grande parte dos bens comercializados no mercado europeu, sejam produzidos em “mercados emergentes” com recurso intensivo a mão-de-obra infantil, extremamente mal paga e a trabalhar em condições equiparáveis à escravatura.

Todos conhecemos esta realidade e, apesar disso, quase todos somos capazes de dormir noite após noite repousados e de consciência tranquila, porque nos fizeram acreditar que isto era uma inevitabilidade contra a qual de nada valia a nossa oposição.
Porque foram até capazes de fazer muitos acreditar que isto era normal, que isto era justo e, em última análise, até benéfico.

Para a propagação desta falácia, em que até muitos dos que, seriamente, se identificam com a “esquerda” e até militam em partidos com o singular nome de “socialista”, por exemplo, acreditam, colabora a mais vasta gama de personalidades, pelo que, a certo ponto, se torna quase impossível distinguir entre os genuinamente cínicos e os apenas ingenuamente iludidos.

Naturalmente ninguém, muito menos os incondicionais defensores das miríficas virtudes dum mercado idealizado, está preocupado com a flagrante violação das mais básicas regras de concorrência, que representa o permitir que concorram, num mesmo mercado, bens de produtores sujeitos a obrigações tão díspares sobre os factores que afectam tão significativamente os seus custos de produção.

Como não são capazes de ver para além do seu nariz (ou seja, no máximo, outra geração) parecem não se aperceber que o acesso, por parte das nossas economias, a bens com um preço muito abaixo do seu custo de produção (no nosso mercado) apenas poderá gerar o fim da produção de bens, ou seja de riqueza, por parte do nosso mercado e, a prazo, ao esgotamento dos meios que permitam a sua aquisição aos mercados que os produzem.

Que os factores que permitem o sucesso dessas economias são exactamente aqueles contra os quais lutaram as gerações que nos precederam e que permitiram contribuir para o desenvolvimento desta nossa civilização que tem por objectivo primeiro a garantia das condições de sobrevivência, com dignidade, a todos os seus membros e da igualdade de oportunidades na busca da felicidade?

Que se a nossa geração abdica destes objectivos estará a condenar as gerações que nos seguem a um destino semelhante ao daqueles em cuja miséria agora assentamos o nosso bem-estar.

Que ao garantir o sucesso dessas economias, baseado nestes factores, estamos a contribuir para a perpetuação desses factores nessas economias e a sua replicação pelas que com elas pretendam competir.

Que o caminho certo passa pela imposição de normas e regulamentos que, para além de proteger os (nossos) consumidores e o meio ambiente, permitam também a garantia de condições equivalentes (no que respeita aos factores produtivos, nomeadamente o factor trabalho) às impostas às empresas produtoras sedeadas nas economias onde os bens serão comercializados.

Que só essas medidas permitirão o funcionamento do mercado em condições de concorrência efectiva.

Que só essas medidas permitirão a manutenção do emprego, da criação de riqueza e, a prazo, da qualidade de vida, na nossa sociedade.

Que só essas medidas permitirão o incentivo necessário à melhoria das condições de trabalho e, a prazo, da qualidade de vida, nas sociedades cuja produção assenta, actualmente, na exploração da miséria das populações, na cegueira pavloviana dos consumidores ocidentais e na gananciodependência dos “junkies” do capital.

Que a continuação cega neste rumo significa apenas e inevitavelmente o suicídio da civilização tal como, um dia, a sonhamos.

António Moreira

Portugal na rua!



Diz-se, por ai, que em Portugal não se sai à rua, não se fazem manifestações, apenas se "vota".
O tempo tem destas coisas, transforma as pessoas. Porque há muito, muito tempo, eu já vi este país na rua. Velas em vigilias e em todas as casas, lençóis brancos nas janelas, manifestações, desfiles de tractores e balões, rosas e cravos ao rio e ao mar, barcos e navios a flutuar. Claro, país covarde e matreiro que nem um tiro ousou disparar. Ser de esquerda, ser mesmo de esquerda, também é nunca deixar de acreditar...

segunda-feira, abril 10, 2006

Italia



Em Itália, após as 14:00h as sondagens dão à boca das urnas a vitória a Prodi. Berlusconi, esse magnata dono dos média, do A.c.Milan e de mais umas poucas de coisas parece finalmente arumar as botas da sua "Forza Itália".
A esquerda parece voltar nesta nossa federação de paises para tentar pôr o continente no caminho do crescimento. Aparentementemente pode acabar o reinado conservador europeu que tantas e tão poucas fez, que até Durão Barroso acabou a Presidente da Comissão Europeia.

VITÓRIA


MERCI

É já oficial
Villepin (e companhia) recuaram.
O CPE não “passou”

Segundo a TSF:
“ O Presidente francês anunciou, esta segunda-feira, que o Contrato de Primeiro Emprego será substituído por um mecanismo a favor da inserção profissional de jovens com dificuldades em entrar no mercado laboral.”

Há, obvias conclusões a retirar deste processo e é bom que todos vão aprendendo com os exemplos que, com cada vez maior frequência, nos vão chegando de França.

Gostaria de ver, na nossa caixa de comentários, um amplo debate sobre esta realidade, pelo que, apenas para o arranque, fica a “provocação”

É ainda “na rua” que tudo se perde ou se conquista!!!!

António Moreira

A Primeira Dama

Pela amostra, a Primeira Dama é que vai liderar este mandato presidencial.


O que apesar de tudo pode ser o mal menor.....

Pérolas do universo masculino

*Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas. (Jornal das Moças, 1957)

*Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto, sem questioná-lo. (Revista Claudia, 1962)

*A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa. (Jornal das Moças, 1965)

* A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, servindo-lhe uma cerveja bem gelada. Nada de incomodá-lo com serviços ou notícias domésticas. (Jornal das Moças, 1959)

* A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido às experiências pré-núpciais, mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele a idealizara. (Revista Claudia,1962)

* Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu. (Revista Querida,1954)

* O noivado longo é um perigo, mas nunca sugira o matrimônio. ELE é quem decide - sempre (Revista Querida, 1953)

* Sempre que o homem sair com os amigos e voltar tarde da noite, espere-o linda, cheirosa e dócil (Jornal das Moças, 1958)

* É fundamental manter sempre a aparência impecável diantedo marido. (Jornal das Moças, 1957)

* O lugar de mulher é no lar. O trabalho fora de casa masculiniza. (RevistaQuerida, 1955)

CONCLUSÃO:

* Não se fazem mais revistas instrutivas e sérias como antigamente .

sexta-feira, abril 07, 2006

Sobre a AIP

É relevante a saída da AIP (agora chamada de Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP)) do Porto para Lisboa.
Os relatos nos média deixam ainda a impressão que o assunto ´não pretende ser discutido publicamente pelos lideres políticos.
Mas afinal que critérios baseiam esta mudança? Logisticos ou os de sempre? É que o responsavel desta estrutura acha uma chatice alterar o seu quotidiano de Lisboa para o Porto.
Considero isso normal, é costume em Portugal os interesses pessoais sobreporem-se aos interesses publicos, mas não se compreende é o silêncio que estas coisas geram em determinados sectores políticos. E, a não ser que seja eu um pouco distraído não ouvi ninguém no PS ou no PSD a tentar reverter a situação.
Francisco Assis disse estar contra mas fala como se fosse impotente para qualquer acção politica em defesa da região. Carlos Lage também discorda, assim como Rui Moreira e outros. E depois?
Curioso é o facto dos Presidentes das distritais PS e PSD não se pronuciarem sobre o assunto, no caso A. Branquinho (lider efectivo) e Renato Sampaio (virtual) não devem achar o assunto suficientemente importante para mereceram uma posição forte em defesa do Porto.


Pobres de nós!



A prova mais provada da degenerescência do Porto, está estampada nesta historieta mal-cheirosa da "madamme" que vivia com Pinto da Costa e do próprio, que cada vez mais se assume como uma caricatura daquilo que poderia efectivamente ser.
Não que eu considere que seja mentira este folhetim, mas sim porque a confusão deve ter sido bem maior. Assim, das capas das revistas côr-de-rosa se passa para as noticias do Correio da Manhã e do JN, como qualquer arrufo havido no bairro de Aldoar ou na Peixaria ali do mercado.
Depois da campanha eleitoral autárquica centrada em conflitos de pouco interesse, bem como a tendência dos personagens portuenses em se envolverem nestas palermices que só desqualificam a necessidade desta região em se afirmar pelas boas razões, só faltava esta.
Por mim, nunca mais Pinto da Costa Olé, Olé.

quarta-feira, abril 05, 2006

Armadilha para ursos conformistas


Ele há “blogs” com nomes que não lembram ao diabo.

Mas, principalmente quando vão aqui faltando os “posts” que permitam a discussão, nada como aproveitar o que de bom (excelente?) outros escrevem, para espevitar consciências.

Descobri hoje este “blog”

Quanto lamento não o ter descoberto mais cedo.
Quanto lamento que não seja de prever a saudável leitura e troca de comentários entre os que, tão bem, escrevem nesse “blog” e os (ainda?) militantes socialistas honestos e inteligentes que eu sei que ainda há (e alguns até fundaram e escrevem aqui no SEDE).

Ainda não o li todo e, do que li, não posso dizer que concordei com tudo.

Agora que é, deve ser, uma mais que saudável provocação àqueles que ainda se questionam afinal que raio de “esquerda” é esta que ganhou as últimas eleições e está a governar Portugal, ai isso é.

De qualquer forma aqui fica o “link”, quem quiser que vá lá, que leia, que discorde, que comente, que discuta.


Quem quiser aproveita
Quem não quiser, não ...
António Moreira

segunda-feira, abril 03, 2006

Afinal sempre se ia tendo razão

Já me tenho aqui pronunciado muitas vezes sobre o tema de admissão dos licenciados de arquitectura à Ordem de Arquitectos.
Finalmente no JN do passado sábado saiu esta noticia.

Acrescentam-se estas declarações de Mariano Gago, que demonstrou coragem e uma acçção de total transparência neste processo.

sexta-feira, março 31, 2006

Flores e Abelhas e ... Coriscos


Há já algum tempo que não encontrava outros blogues de que valesse a pena falar, hoje encontrei dois, ambos monoautorais (acabei de inventar esta palavra(?)), ambos da autoria de Mulheres e ambos de altíssima qualidade. (depois digam que só sei dizer mal)

Como temos tido a felicidade de ser visitados por comentadoras com qualidades mais que suficientes para iniciar os seus “blogues”, pode ser que uma visita a estes, sirva de estímulo adicional.

Flores e Abelhas
Coriscos



Parabéns às duas autoras
António Moreira

quinta-feira, março 30, 2006

Há sempre uma ou mais formas sérias de tratar os assuntos…

E, além dessas, há as outras…

Não era preciso ter grandes dotes divinatórios para antecipar o que, realmente estava em causa.

Já anteriormente aqui tínhamos alertado para o “Gato escondido”, quando falamos do “Lixo do Porto”.

Agora é o “Primeiro de Janeiro” a dar espaço à denúncia, por parte do STAL, de que “A Câmara do Porto pretende concessionar grande parte do serviço de recolha de lixo e limpeza urbana…”(ler tudo)
Não temos qualquer posição rígida, de princípio, de que as actividades da Câmara Municipal do Porto (ou de qualquer órgão do Estado) não possam ser subcontratadas a empresas privadas que poderão até (caso seja esse o objectivo) desempenhar as mesmas tarefas de forma mais eficaz, eficiente e económica.

Temos isso sim é a convicção firme que a melhor maneira de fazer seja o que for é garantindo sempre um comportamento sério, honesto e verdadeiro, e se isto deve fazer parte do comportamento individual de cada um de nós, deve fazer parte de um conjunto mínimo de condições exigíveis aos eleitos.
E, por hoje, mais não digo.
António Moreira


segunda-feira, março 27, 2006

E esta, ein?

Via “A Baixa do Porto” tive conhecimento deste anúncio:



Como sou curioso, liguei para o número que constava no anúncio, como sendo da CMP e, efectivamente, era da Câmara Municipal do Porto.

Pedi informações sobre o Teatro que estava à venda e passaram-me ao gabinete de comunicação onde me informaram não saber qual era o Teatro, nem que departamento tinha posto o anúncio!!!!

Quando sugeri que talvez então fosse boa ideia ligarem para o JN a perguntar, informaram-me que já o tinham feito e que eles também não sabiam…

Se o saudoso Fernando Pessa ainda andasse por aí, decerto diria:

E esta, ein?

António Moreira

***** Actualização ******

Afinal a CMP já está "em cima" do assunto e já concluiu que foi mais uma peça da campanha do JN contra a CMP:

A não perder a sequência:

"1- O Jornal de Notícias publicou esta segunda-feira um anúncio que pretende levar os leitores a pensar que o Teatro Rivoli está à venda. Nesse falso anúncio, que aparece destacado sobre um fundo laranja, é inclusivamente fornecido o número de telefone da autarquia para eventuais contactos, o que tem motivado uma série de telefonemas de pessoas que, obviamente, foram iludidas.
2 - Perante este acto de desrespeito pela instituição Câmara Municipal do Porto e pelos seus munícipes, a autarquia não pode deixar de repudiar a atitude e lamentar, mais uma vez, que o JN tenha contribuído para a publicação de uma mentira, enganando os seus leitores.
3 - O anúncio não é politicamente inócuo, porquanto surge na sequência do debate sobre o Rivoli que teve lugar na última reunião do executivo e que mereceu amplo espaço noticioso no JN.
4 - Nesse sentido, a Câmara Municipal do Porto decidiu mover uma acção judicial contra o jornal e apresentar uma participação-crime, contra o seu director, Leite Pereira, enquanto responsável máximo pela publicação em causa.
António Moreira
P.S.: (Copiado do Coriscos)

domingo, março 26, 2006

Charlatão

A semana que passou foi fértil na publicitação das primeiras observações aos resultados do novo código da estrada. Conforme era de prever, os resultados são nulos. O maior rigor, as multas escabrosas, o reforço da autoridade, etc. não servirão absolutamente para nada e os índices de sinistralidade continuam rigorosamente os mesmos. Mas é claro que nem tudo ficou na mesma, Portugal tem agora um novo código, completamente desadequado à realidade do país que, sendo apenas e só um instrumento de propaganda política, penaliza e muito o dia a dia dos cidadãos.
Já lá vão quase dois anos desde que o charlatão foi embora, mas os efeitos das suas medidas, tiradas ora do joelho direito ora do esquerdo, continuam a fazer-se sentir.
E vão passar-se muitos mais. Mas nunca serão os suficientes para que todos nos esqueçamos do que dois anos de Durão Barroso trouxeram. Ficaremos sempre alguns para lhe chamar na cara aquilo que ele devia ter ouvido de todos mal se candidatou: CHARLATÃO.

Alto fuego permanent

A ETA declarou o "Alto fuego permanente" a partir da ultima 6ª feira (video).
Esta será uma grande vitória política de Zapatero. O mesmo Zapatero que ganhou as eleições porque o PP tentou aproveitar-se da ETA para disfarçar um ataque da Al-quaeda.
Se o virar de século acabar por decretar o fim da insurreição "euskadi", isto significa que foi com um governo socialista, ponderado e equilibrado que se demonstrou qual a atitude na gestão destes conflitos na Europa. Ou será que não?

O mau exemplo de Helena Roseta

Na já famosa guerra entre a Ordem dos Arquitectos e os licenciados que eles impedem de aceder à profissão chegou agora mais uma bordoada em cima de Helena Roseta - um parecer do Ministro da Ciência e Ensino Superior, Mariano Gago, afirmando perentoriamente que a regulamentação corporativa e exclusora da OA carece de base legal.
Como todos sabem o que se tem passado é muito simples, a OA reconhece que existem cursos de 1ª, 2ª e 3ªs categorias. Nos de 1ª (geralmente ligados ao professores que também pertencem à OA) os alunos entram de imediato, após um estágio profissional, onde durante um ano tem que trabalhar de "borla", em geral pelos gabinetes dos mesmos professores.
Os outros, de 2ª e 3ª, fazem um exame, cuja percentgem de chumbo é enorme e pagam 400 ou 500 euros mais despesas, cada vez que tentam. Ou seja, uns tem que fazer exame, outros não. Apesar do Ministéiro da Educação aprovar os cursos da mesma maneira, simplesmente a OA discriciona o assunto com base numa directiva europeia, que é mesma que o Ministério usa para aprovar o conteudo pedagógico dos cursos.
Confusos, então não percam os próximos episódios de "soap".
Valha-nos os estatutos da OA que não permitem mais que dois mandatos consecutivos ao mesmo bastonário(a). É que não sei se repararam, mas destes 5 anitos de roseta na lapela, trabalho da arquitecta "política", nem o 73/73 se resolveu, nem houve melhoria do ensino da arquitectura, nem o panorama profissional melhorou, nem os concursos deixaram de ser a vergonha que são, nem há qualquer serviço essencial prestado aos profissionais.
Ainda mais envergonha que exista até agora, parecer do provedor de Justiça, do Ministério da Obras públicas e agora do Ensino Superior, todos com o mesmo teor e a OA o que faz? Em primeiro diz que não acata todas as indicações do provedor e depois faz orelhas moucas às informações do Governo.
Isto não são procedimentos responsáveis. Todos sabemos que há arquitectos a mais para a quota de mercado existente, mas o problema reside noutro sítio. Outros paises também possuem excesso de licenciados em arquitectura e não precisaram de atropelar os direitos fundamentais dos cidadãos para resolver a situação.
Saiba mais sobre o assunto aqui.


Ela vêm aí

Pela primeira vez que me lembre, as jornadas parlamentares socialistas revelaram um grande passo na estratégia do governo relativamente à modernização da organização administrativa do território:
"Ideia das cinco regiões-plano é consensual"José Sócrates voltou a defender, ontem, a organização territorial dos serviços públicos em função das cinco regiões-plano que já existem Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.
E disse que a ideia é consensual "no PS e noutros partidos" e até junto da comunidade científica.
"Não compreendo a surpresa de muitos. Essa orientação está escrita no livrinho do programa de Governo do PS que editamos na campanha eleitoral. Lá está escrito que devemos aproveitar as cinco regiões-plano como espaços territoriais para toda a desconcentração dos serviços públicos do Estado", lembrou no discurso que proferiu no encerramento das jornadas parlamentares do PS, em Viseu, sobre "Modernização da Administração Pública".
NÃO HÁ-DE TARDAR MUITO PARA COMEÇARMOS A OUVIR O MIGUEL SOUSA TAVARES E OUTROS DEMAGOGOS A LANÇAR ATOARDAS E A AMEAÇAR COM O RETORNO DO "PORTUGAL ÚNICO" (LEMBRAM-SE DO NOME DO MOVIMENTO ANTI-REGIONALIZAÇÃO?).

sexta-feira, março 24, 2006

Sexy

"CDS devia ser mais «sexy e sedutor» "

Pires de Lime, vice-presidente do CDS-PP, afirmou que o partido devia ser mais «sexy e sedutor». O dirigente afastou a possibilidade de se candidatar à liderança do partido a não ser que ocorra «algum acontecimento extraordinário».



quarta-feira, março 22, 2006

De volta ao debate

Como se tem voltado a questionar a eficácia do nosso sistema político, quer aqui, quer, por exemplo, n”A Baixa”, onde vai animado o debate com a participação até de figuras mediáticas como o Rui Moreira e o Rio Fernandes (desculpem lá a falta dos Dr.s) eu gostava de encontrar quem me pudesse ajudar na solução para as minhas perplexidades.

Para evitar a artilharia pesada de outras vezes, vou começar devagarinho…

Então alguém me explica, por favor, que sentido faz realizar as eleições num único dia, das 08:00 às 19:00, tudo em segredo e após um dia de “reflexão”?
Faz sentido?
Alguém me explica que sentido?

Não seria melhor alargar o prazo da votação, digamos de segunda a sexta, com informação constante da evolução dos resultados?
E, se na sexta a percentagem de votantes ainda fosse inferior a 65% (por exemplo), por que raio não poderia haver um período extra até domingo?
Isto tudo, naturalmente, sem interromper a campanha eleitoral nem nenhuma daquelas “picuinhices” que parece que o Mário Soares está sempre a violar :-)

Então digam-me lá em vossa opinião.
Quais as vantagens e desvantagens quer do sistema actual, quer da alternativa que apresento?

Ou será que isto também não se pode discutir?

António Moreira
(Já agora, este foi o "post" nº 1.000 aqui do Sede)

CAIXA DE COMENTÁRIOS REABERTA

Populismo

AFINAL O PROF. TAMBÉM É UM PENSIONISTA DE LUXO !

ANIBAL CAVACO SILVA

Actualmente recebe 3 pensões pagas pelo Estado distribuídas da seguinte forma:

* 4.152 euros do Banco de Portugal;
* 2.328 euros da Universidade Nova de Lisboa;
* 2.876 euros por ter sido primeiro-ministro;

podendo acumulá-las com o Vencimento de P.R.!!!

Será que, o Expresso, o Público, o Independente, o Correio da Manhã e o Diário de Notícias, que não abordaram este caso, mas trataram os outros conhecidos, elevando-os quase à categoria de escândalos, vão fazer o mesmo que fizeram com os outros???

Conferência internacional de marketing das cidades

Na próxima semana na Alfandega este será o evento internacional do Porto. Saiba mais aqui.

nota: É evidente que não é indeferente o facto de eu ser um dos oradores :)

terça-feira, março 21, 2006

pequenos passos

Coincidência, com certeza, estes tempos de relativo entorpecimento do SEDE serem também tempos mornos pela blogosfera em geral. O que não deixa de ter graça, porque lá fora, onde a chuva cai dura e o vento até fere, muito tem acontecido de política partidária, capaz de, noutros tempos, levantar multidões e despertar fortes paixões.
O CDS parece que vai a congresso. Bizarria suprema. Líder eleito em directas procura reforço de legitimação nos velhos instrumentos, dos quais todos parecem querer libertar-se. E depois do congresso? Directas outra vez?
O PSD lá aprovou as directas. E depois das directas? Congresso outra vez?
O que está aqui em causa é a representatividade. O que está aqui em questão é o politicamente correcto da maior transparência contra os velhos vícios dos sistemas representativos. Em teoria parece estar tudo de acordo que existem inúmeras vantagens em tornar mais directa a escolha. Na pratica parece que ainda ninguém sabe muito bem como lidar com isto.
Poderão estruturas pensadas para um determinado tipo de funcionamento (representativo) manter a validade para funcionamentos mais directos? Especificando; não será necessário introduzir alterações à orgânica partidária para que o processo de eleições directas seja implementado?
Aparentemente não. No PS as coisas tem funcionado assim, pacificamente. Assis foi eleito em directas, assim como todos os presidentes das Federações. Ferro Rodrigues foi eleito em directas, Socrates foi eleito em directas.
O grande problema das directas é que relega para segundo plano a discussão política “directa”. A discussão entre militantes, dos programas e das ideias políticas perde a sua importância, sendo substituída pela discussão mediatica. Formar a opinião é hoje um processo mais individual, e mais pobre, certamente. Embora o acesso à informação seja maior, com o que ouvimos pela rádio, pela net, pela televisão e pelos jornais, as vantagens do confronto de opiniões perdem-se.
Qualquer dos partidos elege hoje um líder sem que esse mesmo personagem tenha tido que se bater pelas suas ideias e projectos em confronto directo com ideias contraditórias (caminho sempre árduo). E até com grandes percentagens de votação.
O incremento de legitimidade tem um preço que aparentemente vale a pena pagar, mas para isso é preciso que a discussão sobre os métodos eleitorais internos seja feita. O que ainda não aconteceu.

sábado, março 18, 2006

Medida de higiene

O facto de a caixa de comentários do "post" anterior ter sido infestada por indivíduos, em minha opinião, não recomendáveis levou-me a tomar a decisão de a fechar, não será assim possível, a pessoas exteriores a este "blog", o acesso à mesma.

Pelo facto pedimos as devidas desculpas aos comentadores não responsáveis por estes factos.

Os comentadores que merecem consideração poderão, se assim o entenderem, continuar a comentar usando o meu e-mail.

Este "post", por ter um carácter meramente informativo, não terá caixa de comentários.

António Moreira

quarta-feira, março 15, 2006

O Fim do Espectro e as profecias

Segundo a Angie (na caixa de comentários do saudoso "Espectro")



"Acompanhando o delicado momento que o jornalismo bloguítico nacional atravessa, desde a última semana, e segundo notícias vindas a público, via TSF, uma equipa de especialistas subvencionada pelo M. Cultura (Espanhol), que tem operado no maior sigilo, vai finalmente revelar o objecto do trabalho desenvolvido e os resultados atingidos até este instante.
OS ESPECIALISTAS EM CAUSA - HISTORIADORES DE REPUTADO MÉRITO - APRESENTARÃO UMA INTERPRETAÇÃO REVOLUCIONÁRIA DOS PAINÉIS DE S. VICENTE DE FORA, RELACIONADA COM O PERÍODO DELICADO QUE ATRAVESSA A BLOGOSFERA NACIONAL
De facto, e segundo parece, há muito que a produção dos últimos acontecimentos em referência era esperada por um pequeno grupo de técnicos que se debruça (periodicamente) sobre a iconografia da obra pictórica de Nuno Gonçalves.
Assim, as figuras que surgem em 1º plano nas duas folhas centrais dos referidos painéis do Museu de Arte Antiga representam, afinal:
No painel (central) da direita:
VPV, ajoelhado, ouvindo o libelo acusatório, mãos no peito protestando inocência, tendo a seus pés, jacente, o blogue ESPECTRO, sob a forma de cordão negro (vencido e neutralizado).
No painel (tb central) da esquerda:
CCS, disfarçada, segundo os cânones da época, de figura masculina (qual Goerge Sand) vestindo de verde, que também toma conta da peça acusatória, proferida por um dignatário ainda não identificado.
É notória, em CCS,o indisfarçável orgulho, patente na forma desafiadora como enfrenta as forças da ordem, de cabeça elevada.
Na sua frente, CFA, de escarlate, segurando um feixe de plumas caprichosas na cabeça
Na 2ª folha dos painéis laterais divisa-se, de longas barbas e prostrado no chão, as mãos erguidas em prece agradecida, JPP.
Logo atrás, de pé, envolto em vestes verdes, Fº Loucinha, em atitude seráfica e alinhada.
Na 1ª folha do painel lateral da direita, reconhece-se Mº Só Ares, ajoelhando, de vestes também escarlates.
E logo atrás, segurando o livro de cânones, Freitas do Amarinho, gravemente secundando os actos.
AFINAL, A PROFECIA ESTAVA FEITA, MAS NINGUÉM ADIVINHARA.
Prosseguem os trabalhos de identificação das restantes figuras (aceitam-se sugestões de leigos).
(NOTA: as cerimónias fúnebres, previstas para a Igreja de S. Vicente, à Graça, junto ao Panteão Nacional, passarão ao que tudo indica para o Museu de Arte Antiga, às Janelas Verdes).
(MEETING POINT: As pessoas que quiserem associar-se às cerimónias e provenham do país real interior poderão encontar-se para um "copo" retemperador e discreto na YORK HOUSE, junto ao local das exéquias.
Entrada reservada a quem se apresentar com vestes de espectro) "

Angie"

Agradecimentos reverentes de

António Moreira