
segunda-feira, julho 10, 2006
Bet and Win (or loose)?

quarta-feira, julho 05, 2006
Aqui vai-se fazendo o DEBATE


Pode não ser aquele debate em que se diz bem de tudo o que faz o governo e mal de tudo o que faz ou diz a oposição.
Pode não ser aquele debate em que se realçam as superiores qualidades dos cidadãos (empresários e/ou trabalhadores) do Porto ou do Norte, e se demonstra que, afinal, as causas do nosso atraso tem todas origem em Lisboa.
Pode não ser aquele debate em que apenas se glorificam as vitórias da selecção de futebol ou, pelo contrário, se relativizam os sucessos pela falta de alguns artistas azuis e brancos.
Pode mesmo ser um debate em que quase só se discute a qualidade do nosso sistema democrático
Pode mesmo ser um debate em que quase só se discute o como e o porquê de um governo eleito pelo “povo de esquerda” estar a governar quase exclusivamente “à direita”
Pode mesmo ser um debate em que quase só se discute o essencial, deixando tanto do essencial ainda por discutir, em vez de se ir debatendo o acessório e o folclore político.
Pode mesmo ser um debate em que quase só se discute nas caixas de comentários (por vezes deste e doutros blogues) servindo as “postas” mais como “rastilho”.
Pode mesmo ser um debate que viva quase exclusivamente da superior qualidade dos comentadores que ainda nos vão dando a honra de aparecer por aqui.
Sinceramente é APENAS por eles que vou continuando.
António Moreira
sexta-feira, junho 30, 2006
quinta-feira, junho 29, 2006
Lá vem “eles” outra vez com o referendo.

Muito mais do que em eleições legislativas, presidenciais, europeias ou locais, nas quais o fenómeno da “clubite partidária” já cimentou 80 ou 90% das decisões, cabendo assim a verdadeira decisão ao volátil “eleitorado flutuante” que lá vai pesando para um ou outro lado (sempre PS ou PSD) sempre esquecendo que já antes tinha confiado nos que agora o “traíram” e dos quais assim se “vinga”, nos referendos (a que a maioria dos eleitores vira as costas e muito bem) a decisão cabe (e muito bem também) sempre à meia dúzia dos que vão votar inchados de um fervor e convicção que lhes foi incutido quer pelas suas convicções profundas, quer pela análise apaixonada dos temas, pela demagogia das direcções partidárias, pelos interesses dos patrões da comunicação social, quer, maioritariamente, pelas doutas orientações da “santa madre igreja”.
Foi assim, já por uma vez, quer com a despenalização do “aborto” quer com a regionalização (contra a qual votaram os “de direita” de todo o país e os “de Lisboa” de todas as cores).
Não foi assim para a aprovação do tratado constitucional europeu porque outros, antes de nós, lhe deram a “machadada” devida, por razões que, obviamente, nada tinham a ver com o que estava em causa, votando assim sem sequer ler o tratado, como os de cá fariam se tivessem tido a sua “chance”
Queriam recentemente, alguns “maduros”, impedir assim o avanço de coisas tão diversas como os investimentos da Ota e o do TGV ou, ainda esta semana, a aprovação da regulamentação da procriação medicamente assistida.
Ninguém se lembrou de tal, naturalmente, para decidir a nossa adesão à então CEE, a substituição do escudo pelo euro, o fim do serviço militar obrigatório, a independência das ex-colónias, o fim do “estado-novo”, a implantação da república, a abolição da escravatura ou mesmo da pena de morte.
Tremo só de imaginar qual seria, quer o grau de participação, quer os resultados, se tivesse sido dada a oportunidade ao “nosso bom povo”, para, com a sua provebial “sabedoria e bom senso” decidir sobre esses assuntos em referendo…
Então agora, lá vem o PS cumprir uma das suas promessas eleitorais (mas porquê cumprir uma? e porquê esta?) e anuncia avançar com o pedido de novo referendo à despenalização do aborto (ou da IVG, pronto), o qual se deverá efectuar em Janeiro.
O objectivo só pode ser o de encontrar a forma de, hipocritamente, deixar tudo na mesma, servindo assim a igreja que não se esquecerá de agradecer, e, ao mesmo tempo, alijar as responsabilidades para “o povo”, fundamentalmente o “povo que se absteve”, sem esquecer de chamar a atenção para a responsabilidade, nessa abstenção, da actuação irresponsável, quer do PCP, quer de alguma da tal “esquerda festiva”.
Quem quiser que faça campanhas, que bata em latas ou mesmo que finja o seu empenhamento, que eu, para este peditório, nem dei da outra vez, nem vou dar desta.
quarta-feira, junho 28, 2006
Foi só o homem que se passou ou vocês estão todos cegos?

"... a "Fundação Eugénio de Andrade sempre se portou bem".
A notícia está aqui
Comentários faça-os quem quiser (se quiser).
António Moreira
segunda-feira, junho 26, 2006
Ganhámos !!!!!!!!

Os trabalhadores da GM da Azambuja celebram com euforia a passagem aos quartos de final.
António Moreira
quinta-feira, junho 22, 2006
A "jogada" do costume...

Pelos vistos, enquanto vai decorrendo o mundial da bola, foi aprovada na Assembleia da República a legislação sobre Procriação Medicamente Assistida.
Apesar de falhas e limitações notórias que a lei apresenta, é de realçar o facto que, finalmente, exista legislação que regule matéria de tal sensibilidade e importância que, sendo praticada há mais de vinte anos, ainda carecia de regulamentação.
Ora, acontece que sempre que alguma, mesmo que tão tímida, medida de progresso esteja em vias de ser implementada, quel peste medieva, lá aparecem os mesmos fundamentalistas conservadores, sempre facilmente arrebanhados pelas correntes mais obscurantistas da igreja católica.
Então, como já viram que a receita até resulta, vá de a utilizar à exaustão, o esquema é chamado:
REFERENDO
Foi já à custa da utilização dessa tramóia que Marcelo Rebelo de Sousa e António Guterres conseguiram inviabilizar quer a regionalização quer a despenalização (condicionada) do aborto.
Agora, vem uns (pelos vistos em rebanho de quase 80.000 alminhas) com uma petição que não tem outro objectivo que não seja, pela tal via do referendo, impedir que venha a ser aprovada qualquer legislação que tenha a ver com assuntos fundamentais para os cidadãos e as famílias, sem que a mesma seja, previamente, aprovada pela igreja católica.
Quer se queira ou não aceitar, é isto na realidade o que está em causa, impedir que sejam aprovadas quaisquer iniciativas legislativas nesta área que não tenham sido, previamente, aprovadas pela ICAR e apresentadas ao parlamento pelos grupelhos que defendem os seus interesses, o CDS e o PSD.
Que o façam utilizando a mesquinhez, a ignorância, a estupidez, a superstição, a crendice e a boçalidade que por cá semearam durante mais de quatro décadas, e que os partidos e os cidadãos ditos de “esquerda” permitiram que se mantivessem e florescessem ainda, mais de 30 anos passados sobre a implantação da “democracia”, diz tudo quer sobre o carácter dos promotores deste artifício, quer sobre o dos deputados dos partidos que apoiam esta actuação, quer, obviamente, sobre a real natureza desta "democracia".
Claro que tenho consciência que o “chapéu” também servirá a muitos dos que vão ler isto (alguns até dos que se dizem "de esquerda")…
Seguem os “links”
Algumas notícias, aqui, aqui e aqui
segunda-feira, junho 19, 2006
Sobre o Smas
A oposição na vereação tem sido mais permissiva às veleidades de Rui Rio .
Assim hoje os socialistas estarão contra esta holding empresarial em que se transforma a CMP.
E bem.
sexta-feira, junho 09, 2006
quarta-feira, junho 07, 2006
Para si, faz sentido?

Esse, português, foi durante algum tempo, desempenhar funções na sede da uma multinacional, na Suécia.
Nos primeiros tempos, como não dispunha ainda de automóvel, recorreu à “boleia” de um colega de trabalho, sueco, que vivia perto do local onde estava alojado.
Esse colega prontificou-se a levá-lo diariamente para a empresa, tendo, todavia, avisado que habitualmente ia muito cedo para o trabalho.
Foi com alguma estranheza que esse português reparou que, apesar de haver muitos lugares vagos, mesmo junto aos portões de entrada da empresa, o seu colega sueco estacionava o carro sempre algo longe da entrada pelo que ainda tinham que efectuar um percurso apreciável a pé até ao portão de entrada.
Ao fim de alguns dias a verificar sempre este comportamento e, tendo já estabelecido um certo grau de confiança com o colega sueco, atreveu-se a questionar a razão de tal comportamento.
O sueco respondeu tão simplesmente que, já que chegava habitualmente cedo, não lhe fazia qualquer diferença deixar o carro algo mais longe e fazer um pequeno percurso a pé, sendo que, para os colegas que chegassem mais tarde seria decerto mais conveniente encontrar lugares mais próximos da entrada.
Há culturas para tudo...
António Moreira
terça-feira, junho 06, 2006
Urbanismo do Porto nos blogues
Rio Fernandes creio haver precipitado um elogio, metendo foice em Seara alheia pois não possui responsabilidades ao nivel do PS Porto Concelhio ou Distrital (como tinha no passado recente), dizendo da disponibilidade do PS em contribuir para resolver o imbróglio juridico-financeiro do urbanismo do Porto. Bom, não percebo de quem foi essa disponibilidade, se da bancada liderada por Assis, se da Assembleia Municipal, se da Concelhia Socialista Portuense, ou mesmo da Distrital.
Nem sequer qual a vantagem de um dirigente do PS, que por sinal é também um técnico que teve envolvimento no planeamento recente da cidade do Porto, em vir fazer uma abordagem destas quando o clima é de debate político dos socialistas ao branqueamento que se faz agora destes processos, nomeadamente deixando tudo nas larguissimas costas de Nuno Cardoso, que tem sem dúvida a sua quota parte de culpas, fruto daquelas noitadas de despacho que entendeu oferendar a Gomes.
Mas, se entretanto lerem um bom artigo de Carlos Abreu Amorim no jn sobre o processo da Quinta da China, citado via blasfémias, onde, como sabem, CAA é um dos escribas desse famoso blogue portuense.
Já agora junte-se a isso as noticias de hoje sobre as construções na escarpa do Douro, vulgo Secil, com imagens da proposta anterior ( do tempo de Nuno Cardoso) e a actual (que será construida).
Sem qualquer segunda intenção, já agora registe-se o seu autor, Arqt Rogério Cavaca, arquitecto dos edificios de Matosinhos denominados "portas do mar" que tem sido muito criticados ao nivel da volumetria prevista, aliás construída.
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segunda-feira, junho 05, 2006
Sem nenhuma vénia
Eu serei dos primeiros a admitir que já não faz sentido (se é que alguma vez fez) a discussão em termos de esquerda/direita a qual tem apenas um significado quase clubístico e que, cada vez mais, a fronteira é "moral" (ou "religiosa"se quiserem) ou seja, passa muito mais pela discussão do que são os direitos e deveres dos homens em relacção aos outros homens, de quais devem, nos dias de hoje, ser os fundamentos da sociedade e do estado, do que as bizantinas discussões do mais ou menos estado, mais ou menos privado...
Mas, aparentemente , nos meios mais "intelectualizados", não interessa discutir nada de nada mas apenas "batucar" as teses destes "tom tom macoutes" do mercado.
É, assim, sem nenhuma vénia que aqui reproduzo sem mais comentários:
«Sábado, Junho 3
BOAS-VINDAS.
O Público de hoje noticia a oposição dos sindicatos da administração pública aos diplomas sobre o regime dos supranumerários, onde incrivelmente teremos pessoas a receberem um ordenado sem que o seu trabalho seja necessário - e ainda poderão acumulá-lo com um emprego no sector privado.
O jornal cita Ana Avoila, sindicalista da Frente Comum, numa espantosa declaração que é todo um programa:
«Tendo em conta que a média de idades dos funcionários do Estado é de 51 anos e que o desemprego está a aumentar, será muito difícil conseguir trabalho lá fora».
Lá fora, portanto, no exterior do ventre protector do Estado.
Lá fora, onde estão todos os outros contribuintes que mantêm uma das mais pesadas e ineficientes máquinas administrativas da União Europeia.
Lá fora, onde não há salvo-condutos para quem não sustente no trabalho diário as razões da sua contratação original.
Lá fora, onde existe o risco, a competição pela diferenciação, sistemas de avaliação, mérito e mobilidade.
E onde a manutenção de funcionários e a sua remuneração obedecem à racionalidade económica do agente empregador.
Sejam então bem-vindos.
# escrito por Tiago Barbosa Ribeiro em 3.6.06 »
À Vossa superior consideração
António Moreira
A propósito...

Das reflexões deixadas por uma nossa estimável (e muito estimada) comentadora nos deixou num outro “post”, convirá ler a entrevista de Rui Rio ao Correio da Manhã, bem como os comentários que seguem, nomeadamente estes que aqui reproduzo:
«- Jotavieira
Rui Rio, é dos poucos políticos antigos em actividade, dos mais impolutos e competentes.
De certeza, seria um bom primeiro-ministro.
E com maioria absoluta, punha Portugal nos carris.
- pedro
Gostava de ver este Rui Rio candidato a 1º Ministro, acho que era capaz de fazer alguma coisa de jeito.
Alguns amigos meus do Porto dizem que ele tirando o F.C.Porto, até fez um bom trabalho no Porto.»
Sem querer entrar pela análise da entrevista, até porque me vai faltando a pachorra para aldrabões deste tipo, gostaria apenas de chamar a atenção para esta pérola:
« – Porque é que não esteve no Congresso do PSD?
– Porque estava a tratar de problemas da Câmara no Mónaco….»
e, agora, ir ao site da CMP, avaliar a dimensão dos “problemas da Câmara” que S. Excia esteve a tratar no Mónaco.
Palavras para quê Angie?
Quando este “cavalheiro” (ia escrever energúmeno mas lembrei-me a tempo) for primeiro Ministro de Portugal, vou poder dizer-lhe:
Eu bem avisei…
António Moreira
sexta-feira, junho 02, 2006
O carteiro toca sempre duas vezes
Bom, aí vêm outra negociação. Afinal é sempre culpa de Nuno Cardoso.
Já agora, recordam-se dos honorários do advogado contratado para este processo. Será que ele fez desconto aos cerca de 500 mil euros na altura falados na imprensa?
quinta-feira, junho 01, 2006
Há causas e Causas

Pelos "latidos" de alguém muito especial tivemos conhecimento desta Causa.
Penso todos terem já uma ideia sobre o que acho do ridículo das “microcausas” que, desde que algum pereira se lembrou de tal pela primeira vez(?), não deixaram de atacar-nos, com maior ou menor regularidade.
Lembro ter avançado, em tempos de campanha presidencial, com uma “macrocausa” que, como seria de esperar, não encontrou quase nenhum eco, nem tal era, claramente, o seu objectivo.
Mas, como diz o título desta “posta”, há causas e Causas.
Se puder, faça como nós, dê visibilidade a esta Causa.
António Moreira
quarta-feira, maio 31, 2006
REQUERIMENTO OFICIAL DE SOLICITAÇÃO ESPECIAL
Caro senhor doutor, vossa excelência na minha pessoa de seu humilde criado sirva-se com os meus cumprimentos na imagem daquele que eu sei você ser, o maior e melhor dirigente do PS local na distinta e mui nobre leal cidade no Porto. Vimos por este meio saudar sua excelência pela iniciativa e acção política que tem desenvolvido nestes últimos anos e queremos agradecer antecipadamente a deferência com que sempre nos atendeu, e todas as vezes que no passado ou no futuro nos convidou para almoçar ou jantar em períodos de campanhas eleitorais. Orgulhamo-nos muitíssimo de ter ido em nome do PS a Bruxelas em visita política oficial e restante comitiva a mais da recepção oficiosamente sincera que obtivemos esplendidamente nas localidades que afincadamente visitamos. Como sabe muito bem, somos seus muito e integrais apoiantes, rejeitamos quem não está consigo, falamos por toda a secção da figura que o sr. Doutor é no partido e o bem que fez pela nossa Freguesia ao contrário dessa ganapada que fala na comunicação social e na rádio que eu bem ouvi. Dessas vozes bem falantes que não reza a história e vossa excelência bem como eu e nós sabe-lo porque tem tanto quanto a gente o conhecimento infindável e indomissavel da faculdade da vida. Somos doutores da vida com o nosso povo.
Por isso não leve a mal o teor desta missiva que desde já me desculpo por vir a incomodar as coisas mais importantes que o sr. doutor possa, hoje ou depois, ter que fazer ao invés de ler esta carta. Na verdade temos tentado contacta-lo invão mas tem sido difícil, o que nós compreendemos, pois claro estão, e nós sabemos que não há eleições e que não pode andar a aturar qualquer um, a modos que no entanto, o caso é de extrema gravidade! Eu diria de grandessíssima gravidade.
Vimos assim desta forma humilde dizer-lhe de um relato sobre uma coisa que reunimos e dissemos que tínhamos de lhe fazer saber. Não queremos com isso prejudicar futuramente, como se deve compreender, qualquer acção ou mesmo viagem, até pelo facto de nós estarmos desta vez a evitar que as quotas sejam pagas todas de atacado como da última vez, para que seja na próxima vez um processo total e transparente como tem sido. Ouvimos mais ou menos que não se agradou com este episódico e enfático detalhe da organização dos custos, mas sempre nos batemos contra essa imposição do Multibanco, a bem saber. Valha-nos ao menos e no entanto, que a votação compensou e por isso achamos que deve ouvir o que nós aqui na secção bem nos temos assustado.
O caso é grave porque se não fosse não lhe dirigíamos esta missiva tão importante e até esperávamos um pouco mais que com uma reunião casual e ordinária em vez de extraordinária a coisa se tratasse. Também é verdade que só confiamos em si e o facto de falarmos com outros não implica qualquer contacto político de qualquer evidentemente género nenhum, como sabe. E continuamos a agradecer todos os favores que nos tem feito e até a disponibilidade, mas o que se trata aqui é realmente de bradar aos céus.
Por isso passamos a explicar para que compreenda o assunto: Ora bem, no dia 2 do outro mês passado entrou aqui uma senhora (quase me custa chamar-lhe assim), que alevantou uma série de questões que vossa excelência, o sr. Doutor, haveria de ter visto com que desfaçatez aquela tinhosa desenvolveu, a modos que, um discurso inflamado a desagradar aqui ao pessoal. Não fosse eu amigo do sr. Doutor e não lhe diria isto, porque como sabe nem precisamos da política para nada, mas estamos aqui há mais de 20 anos e portanto queremos mesmo dignificar este nosso partido com gente séria que por exemplo e como sabe, esta não é.
Essa militante veio cá com duas coisas que vinha, a modos que, fazer, primeiramente perguntar quando é que a gente fazia uma reunião da secção, que pelos vistos chamaram-lhe não sei quê de inscritos… eu como está óbvio disse-lhe que ela não percebia de modo elementar efectivamente os estipulados regulamentares dos estatutos, como o sr. Doutor tem dito que nós podemos evidentemente defender dizendo correctamente. Ela abordou discordando e alegadamente propondo que exigia uma reunião todos os seis meses a modos que para discutir as coisas da secção. Quer-se dizer, a mulher não vêm nunca aqui ao café da associação do Barbosa desde que o homem dela foi apanhado com uma vizinha e agora apanhou-nos à porta do PS a buscar uns papeis e portantos, alegadamente insinuou o que devemos obrigatoriamente ou não realizar como iniciativas políticas. Bom isto foi-se há 3 meses e a malta não ligou deveras particularmente porque a secção tem estado bem como está, porque toda gente conhece a gente, e assim não vem mais daqueles paraquedistas que querem os lugares da junta que nós temos tão bem representado os socialistas daqui, pois somos unidos e nunca cedemos aos tipos da direita de maneira nenhuma, excepto quando é do interesse da Freguesia. Essa fulana não pode vir agora ensinar-nos a gerir um partido pois nós sabemos bem porque já cá estamos à frente disto à mais tempo do que qualquer outro e se não ganhamos as eleições é porque a câmara não faz o seu trabalho, coisa que o sr. Doutor não tem culpa porque se tem queixado lá onde pertence que eu sei. Depois dizerem que nunca apresentamos sequer um documento nas assembleias é um argumento falansioso pois ele tenhêm a maioria e justificadamente seria deixar a malta mal parecida numa votação que assim perdida teria como imediata visualização a fragilidade do PS e o dizer mal por dizer como você diz que a gente não deve fazer. E mais, se fosse você sozinho a decidir a câmara já estaríamos de volta ao poder como estávamos antes e haveremos de estar, pois quem porfia sempre alcança e nós cá estamos para o ajudar a escolher bem e a candidatar-se, se Deus quiser.
Mas então essa madame que vocês devem conhecer como Serafina mas que para mim é a “25 tostões do bloco 15”, isto porque a conheço do tempo em que era esse o valor que ela cobrava pelos favores, veio um dia e chegou-me aqui um maço de fichas com nomes de vizinhança ali do bloco 3 e do 9 que ao todo fazem 36 novos militantes propostos a entrar ao desbarato. Dois deles já nem moram cá, um tem 87 anos e o resto são amigos da filha que ninguém sabe onde pára, pois fugiu, ao que dizem, com não-sei-quem.
Eu e nós reunimos a malta toda e a minha mulher disse logo que se entrassem duas vacôncias, perdoe-me a expressão mas é mesmo assim, e disse ela então a minha Sannete, que as gajas que ali estavam entravam e ela saía, a minha filha também, a minha comadre, a mãe dela a irmã do irmão da minha mulher e dois primos, tal como a mais nova do meu compadre e o meu meio-sobrinho do lado do meu pai que era casado com uma delas mas que a largou pela minha sobrinha que é filha do meu meio irmão que também é camarada. Portanto e sem delongas, na mistura do deve e do haver, e somando e dividindo o total ficam a sair do PS a modos que aproximadamente um numero de 15 militantes. E não há maneira que os convença que não se pode impedir porque eles dizem que o sr.doutor pode porque existe o argumento estatutário e legal que aquilo é gente que não presta e nós podemos provar com dados e suposições fidedignas.
Assim deliberamos comunicar-lhe a todos vocês a decisão unânime da secção assente na maior parte dos votos dos militantes activos, repito activos, não é aqueles que tão nas fichas e só aparecem quando vêm um doutor de Lisboa que propositadamente sobre o assunto em epigrafe e após demoradas a sentidas reflexões decidimos votar afirmativamente sem abstenções sequer, a:
Expulsão da militante Serafina Violeta da Silva Marques Quadrela.
Somos vossos por atenção e admiração e amizade, com subscrição onde abaixo assinam e subscrevem assumidamente,
António Silva Moita – militante nº 122345
Deolinda Moreira Silva Moita - militante nº 122346
Joana Mariana Silva Moita - militante nº 122347
João Eusébio dos Santos Moita - militante nº 122348
Jacques Albertin Moreira - militante nº 122349
Sannete Marie Fullette Moreira - militante nº 122350
Alzira Maria Fullette Silva Moita - militante nº 122351
Joaquim Moita - militante nº 122352
Sara Adelaide Fullette Silva Moita - militante nº 122353
Gervásio Fullette Silva - militante nº 122354
Marília Anabela Soares Rodrigues Fullette - militante nº 122355
John Árcade Saints Fullette Moita - militante nº 122356
Glorival Pereira Branco Albertin Moreira Moita - militante nº 122359
Sampaio Gonçalves Gil da Moita - militante nº 122358
Bruna Lombarda Moreira Fullette - militante nº 122357
terça-feira, maio 30, 2006
Ainda a China
As divisões no PS são visíveis, e ontem na AM a disciplina de voto existiu para que a bancada se abstivesse, mas houve quem não respeitasse - a favor e contra.
A vereação do PS já antes havia viabilizada o processo. Dizem que são o ónus de decisões do tempo de Nuno Cardoso.
Eu tenho dúvidas, muitas, muitas, muitas dúvidas.

segunda-feira, maio 29, 2006
Sobre o novo livro de Paulo Morais ou talvez não
- "Cheguei Aonteontem!"
- "Gostava de ter estado na discussão do projecto da Av. dos Aliados porque partilho de muitas das vossas preocupações"
- "Herdei um passivo de 16.000 processos parados no meu pelouro."
- "Quando cheguei só havia 2 técnicos a trabalhar em Urbanismo e temos 20 e tal uopgs para preparar. "
- "O sistema informático de urbanismo (SIG) da CMP vale zero. "
- E houve mais pérolas assim.
P.S. - A acrescentar este importantes links amavel e justificadamente sugeridos pela Manuela Ramos, aqui e aqui
Cá p'ra mim vens de carrinho, ou então...

No DN:
antigo vice-presidente e vereador do Urbanismo da Câmara do Porto, Paulo Morais, lança amanhã à noite, no Café Majestic, o livro Mudar o Poder Local.
...
Paulo Morais
- Este Paulo Morais ainda é militante do PSD ou já foi expulso do partido?
- De que forma devem os políticos tentar destruir o regime?
- Quem serão os políticos que, no entender de Paulo Morais tem coluna vertebral?
- (pistas: Cavaco Silva, Rui Rio, Marques Mendes...?)
- Sabemos que a maioria dos partidos é paga por empreiteiros e imobiliàrias ?????? (eu não sei de nada, e vocês?)
- O ministério público (que, segundo ele tem informação bastante para intervir) está à espera de quê?
Em minha opinião das duas três:
Ou isto tudo (ou parte) é verdade e tem consequências de monta, ou seja políticos, empreiteiros e promotores imobiliários na cadeia.
Ou Paulo Morais, ele mesmo, vai para a cadeia por calúnias e difamações
Ou então
Isto é mesmo uma
REPÚBLICA DAS BANANAS
(com Cavaco ou sem Cavaco)
António Moreira
Deve ser do calor...

Ora estando este ponto assim demonstrado, tem que se concluir, para mentermos o mesmo rigor, que o tal regime seria então, de certa forma, uma versão de "democracia", se bem que inteligentemente adaptada às características muito específicas deste país e do seu povo, mas, nem por isso, menos "democracia".
Donde se infere então que quer os "resistentes anti-fascistas", quer os "capitães de abril", quer a cambada de (uns mais outros menos) comunas que tem propagado estas e outras mentiras desde o 25 de Abril de 1974, assentando nessa propaganda a sua legitimidade, são afinal uns embusteiros e criminosos que deveriam, esses sim, estar, há muito, atrás das grades.
Não vale sequer o trabalho de desmontar a qualidade do raciocínio que seria igualmente capaz de afirmar que um qualquer cão rafeiro (se bem que nunca este claro), pelo facto de não ter as características rácicas puras de um verdadeiro "lobo da alsácia" não pode, para sermos rigorosos, ser considerado um "cão" de pleno direito e que, por esse facto será, com certeza, na verdade um simples gato ou até mesmo um coelho que nos tem perfidamente andado a iludir.
quinta-feira, maio 25, 2006
Sobre o que se passa em Timor
Timor Verdade
e
Timor Online
E já agora, como é habitual, vejam como Ana Gomes precipitou declarações onde só consegue protagonismo político por razões menos boas.
Acerca do Respeito
Volta e meia lá aparecem, nas caixas de comentários deste “blog”, comentadores anónimos, mais ou menos anónimos, ou nem por isso anónimos, que manifestam o seu desagrado, quer quanto às imagens que publico, quer quanto às opiniões que manifesto, quer quanto às análises que com eles partilho.
O grosso das opiniões de desagrado é direccionado, no entanto, ao meu estilo, sendo que, recorrentemente, se manifestam quanto à forma que, se para uns é deselegante, para outros é arrogante, sendo para muitos até deseducada.
Isto vem a propósito, naturalmente, de algumas reacções, na caixa de comentários do “post” sobre o Carrilho, ao facto de, na mesma caixa de comentários, ter referido, mais uma vez, que a escolha dos eleitos, sejam eles deputados, presidentes de câmara, presidentes da república, excluídos dos “big-brothers” ou qualquer outro tipo de escolha por sufrágio livre, universal e directo, é da responsabilidade daquilo a que referi como «carneirada estúpida, inculta e ignorante».
Daí não se pode inferir, naturalmente, que considere que todos os que ainda persistem em praticar tal acto, pertençam ao «rebanho» que referi.
O que se pode e deve inferir é que considero (e ainda ninguém me convenceu de algo diferente) que a MAIORIA dos eleitores, ou seja QUEM efectivamente DECIDE , é ignorante, inculta e dotada de escassa inteligência (daí o “estúpida”) sendo facilmente «arrebanhada», ou seja dirigida para, em conjunto, efectuar os comportamentos pretendidos por quem conheça e esteja disposto a utilizar as técnicas adequadas ao efeito.
E isso, quer seja para formar “a mais bela bandeira” ou para correr meia cidade do porto de T-shirt laranja a propagandear a “Sportzone”, quer seja para entregar todas as suas poupanças ao mais desonesto vigarista, desde que bem falante.
E assim, naturalmente também, para entregar a direcção da “coisa pública” à ralé que nos tem governado quer a nível central quer a nível local.
Claro que, como é sabido, o “povo tem sempre demonstrado uma grande sensatez” e por isso nunca os eleitores de Gondomar elegeriam Fátima Felgueiras, os de Oeiras elegeriam Valentim Loureiro, ou, muito menos, os de Felgueiras confiariam os destinos da sua terra a um qualquer Isaltino.
Esclarecido este ponto, e regressando ao “estilo”, convém aqui e agora lembrar que o acesso a este blog é gratuito, ou seja, os leitores nada pagam, mas tal não significa que o que aqui se faz seja uma qualquer forma de serviço público a que, por força da minha formação humanista, me sinta de alguma forma obrigado.
É algo que faço porque me apetece e, assim, da mesma forma, quem lê deve apenas ler se lhe apetece e comentar se e como lhe apetece.
A diferença reside apenas em que quem me lê não me pode censurar (tirando os co-autores que nunca manifestaram qualquer vontade de o fazer e, naturalmente, o fariam uma única vez), enquanto que eu posso censurar os comentários que me desagradem (se bem que, até agora, apenas o fiz em situações extremamente deseducadas, envolvendo usurpação da minha identidade).
Convém ainda esclarecer que, ao contrário dos que (políticos, jornalistas, actores, etc.) dependem dos favores do público para o seu sustento, eu não pretendo enganar quem me lê, fingindo nutrir, à partida, qualquer respeito pelos leitores enquanto “classe” ou sequer enquanto “indivíduos”.
Nutro, isso sim, respeito por quem, em meu entender, o merece e, da mesma forma, não respeito quem, em meu entender, o não merece.
A única coisa que garanto, é igualdade à partida.
Depois, eventualmente, acaba por nascer e pode até crescer o meu respeito por alguns, enquanto que por outros, se vai passando exactamente o contrário.
Outros haverá que continuarão a merecer apenas indiferença, desdém ou, nalguns casos, condescendência.
Mas isto é apenas uma descrição, que apenas interessa a quem interessar (e não vejo porque poderá interessar a seja quem for), da forma como eu “vejo” os outros, e os “outros” neste caso são os que apenas “conheço” pelo que escrevem aqui e noutros meios que também frequento.
Algo muito diferente é a forma como os “outros” que também apenas me “conhecem” pelo que escrevo, aqui e noutros lados, me vêem a mim, e desses, naturalmente, apenas me interessa a “visão” dos que me merecem respeito.
Desses agradeço e leio com atenção, quer as opiniões, enriquecedoras sobretudo se diferentes da minha, quer os reparos quanto à forma que utilizo para me exprimir.
Dos outros, não.
António Moreira
terça-feira, maio 23, 2006
Carrilho de volta
Se é verdade que Carrilho tem muitos telhados de vidro, também é injustificável que como alguns escrevem, o Ricardo Costa tenha saído vencedor pela última frase que disse: “E você é o rosto da derrota”. Primeiro porque a Sic foi um dos rostos daquela derrota, e os outros dividem-se entre rostos delicados da Bárbara Guimarães, babosos de Dinis Maria, ocultos de Stanley Ho, dissimulados de Cunha Vaz, ausentes de Edson Athayde, e apalermados do não-sei-quem assessor e ex-jornalista da TVI, e por ai fora.

Por outro lado toda a gente sabia que Carrilho era o rosto da derrota, porque deu a cara por ela (a derrota), o que não sabíamos era que fosse o Ricardo Costa o rosto da vergonha, porque ontem também ele deu a cara por ela (a vergonha, as agências, as acusações a quando foi conivente com Emídio, e até ao embaraço da difamação dissimulada de Carrilho sobre os 100 mil euros – a não ser que só eu tenha percebido nas entrelinhas uma óbvia denuncia pública como aquela)
Mas o melhor é que finalmente percebe-se que no meio destas campanhas há muito para perceber. E olhem que eu já acompanhei bem de perto algumas, mas nitidamente Lisboa é um caso à parte.
Parece-me que Pacheco Pereira não foi lá fazer nada, tanto que repetiu o que toda a gente sabe: Carrilho lida com a mediatização. Certo, portanto algum populismo, ou seja ser mediático e depois queixar-se dos limites da mediatização é mau.


Pois, pois, é como o caso de PP que é sempre tão anti-populista que ele próprio já usa o argumento como uma arma populista por si só. Seja contra os espectáculos mediáticos como Talk Shows, debates com modelos americanos, futebol, etc. Aliás PP apoiou o populismo anti-populista de Rui Rio e Carmona Rodrigues.
PP é assim e por dedução óbvia, um populista demagogo, que versa sobre estas matérias com um enfadado ar de cátedra que não devia pôr. È tão fashion um político ser arauto dos anti-populistas que aquilo a mim só me convence que poucos haverá a usar de tão elaborado populismo.
Carrilho nunca escondeu a sua posição de busca de exposição pública, aliás visível quando diz que o aperto de mão seguinte foi público e o não aperto primeiro foi privado, tem razão nas duas coisas, mas diga-se o que se disser, o que fica de um homem nunca é a posição que ele toma em cada momento, mas sim a coerência que demonstra ao longo dos vários episódios. Na verdade Carrilho devia aprender por exemplo com Pinto da Costa como se gerem os apertos de mão e os encontros casuais. E nisso Carrilho falhou, por isso perdeu! Por isso e por existirem interesses especulativos que ajudaram a facilitar essa derrota.

Mas o debate foi bom porque demonstrou quanto é difícil definir o fim político de alguém. Carrilho conhecendo este circo trocou-lhes a máxima de que “quem vive pela imprensa morre pela imprensa”, e atacando a imprensa teve da imprensa na ultima quinzena o fôlego para voltar a uma posição política activa.
Ficou evidente que este vaidoso professor de filosofia é unânime quanto à aceitação popular do seu trabalho enquanto executivo no ministério e deu pistas a Santana Lopes de como as travessias no deserto já não curam doença nenhuma. E quem anda por aqui anda, quem não anda, não anda.

Mas Carrilho fez-nos a todos o favor de não se reformar antecipadamente – bem haja que eu gosto mais de gajos assim do que dos cinzentos que grassam na nossa vida política. Ama-me ou odeia-me, mas respeita-me. Eu respeito-o.
segunda-feira, maio 22, 2006
O outro lado

O Congresso nacional do PSD demonstrou a força da oposição, juntando-se ao conclave dos seus compadres mais à direita e realizando um evento sem qualquer acção de registo que não seja a de reafirmar que se voltassem ao poder, Santana Lopes seria lembrado com saudade.
quinta-feira, maio 18, 2006
Faz amanhã um ano que nos separamos
Acompanhou-me para todo o lado, positivamente para todo o lado, durante mais de 35 anos.
Resistiu a muitas outras relações e conseguiu resistir mesmo ao meu casamento, até há um ano.
Faz amanhã um ano que nos separamos, e eu não podia estar mais feliz com isso.
Afinal era verdade o que sempre suspeitei, sem ter a coragem de acreditar…
Enganou-me sempre, durante os mais de 35 anos que durou a nossa relação.
Não era um amigo inseparável, mas um inimigo implacável e insaciável.
Graças à indicação de um amigo desinteressado e ao profissionalismo da Ria Slof Monteiro, que me explicou que afinal era uma gigantesca mentira aquilo em que eu, (como milhões de outros) acreditava.
Não é, afinal, nada difícil de deixar.
Não
Foi-me garantido e, garanto agora também, é a pura verdade!
É simples, é fácil e não causa sofrimento de monta.
Não é necessário usar agulhas, adesivos, pastilhas ou qualquer outra treta no género.
Basta pensar nela...

Não, não se trata de propaganda
Façam como eu ...
António Moreira
À Procura de Sana

Para quem não ainda conheça, Richard Zimler, nascido nos Estados Unidos, em 1956, vive no Porto desde 1990, onde, para além de escrever e desenvolver múltiplas actividades na sua área de especialidade, ensina Jornalismo na Universidade do Porto.

Naturalizado português em 2002*, Richard Zimler tem vindo a escrever excelentes obras que, uma após outra, se vão tornando “best sellers” num variado número de países, mas, muito mais do que isso, são um prazer para quem, como eu, aprecia a leitura de fino corte.
Depois de terminar a leitura de “O último cabalista de Lisboa”, talvez o seu livro mais famoso, devorei, com um prazer sempre crescente “Trevas da Luz “, “Meia-Noite ou o Princípio do Mundo” e “Goa ou o Guardião da Aurora”, tendo, neste momento, em Perth, na Austrália, com a personagem (e autor (?)) acabado de finalizar o pequeno almoço onde travei conhecimento com a que, suponho, se virá a revelar a personagem principal da história…
Logo à noite lá estarei
Obrigado e parabéns Richard
António Moreira
Conhecem o tour?
quarta-feira, maio 17, 2006
Padre Himalaia


sexta-feira, maio 12, 2006
Não se fala de outra coisa

Manuel Maria Carrilho, lançou um livro onde, segundo o Correio da Manhâ, por exemplo, o autor e deputado do PS:
« não se escusou a revelar o nome de cada um dos órgãos de CS que, defende, formaram um “polvo”, num enredo de “mentiras” em torno da sua candidatura autárquica e das eleições de que saiu derrotado, em Outubro:
“Em órgãos da Comunicação Social como o ‘Público’ ou o ‘Jornal de Notícias’, o ‘Expresso’ ou o ‘Tal & Qual’, o ‘24 Horas’ ou o ‘Diário de Notícias’, a SIC ou a TVI, a Renascença ou a TSF”.
Eu sei que a figura não é simpática a muitos, nomeadamente a alguns dos nossos habituais comentadores, os quais, vá-se lá saber porquê, não perdoam a mais pequena falha ao que foi, também em minha opinião, o único Ministro da Cultura que já exerceu em Portugal.
Não esqueço que fui um dos muitos que criticaram violentamente o seu comportamento durante a campanha eleitoral para as autárquicas, em Lisboa, e continuo a atribuir a esses factos a maior parcela de responsabilidade pela sua desastrada derrota nessas eleições (não esquecendo, talvez injustamente, a atribuição de uma parte fundamental dessa responsabilidade a uma certa influência familiar).
Mas
Haverá talvez mais a saber sobre a realidade do que o que é apenas escrito pelos invejosos e irresponsáveis do costume.
Via Formiga Bargante, tive acesso ao que José Saramago achou por bem escrever a propósito:
«É um cansado lugar comum dizer que a história a fazem os vencedores, que seria bem diferente, e mais autêntica, se tivessem sido os vencidos a escrevê-la.
Dessa maneira, pelo menos, ficaríamos informados sobre as omissões e tergiversações da história oficial, quando não mesmo de algum obscuro processo e de algum tortuoso caminho sobre os quais, em geral, a vitória faz cair um púdico véu.Este livro de Manuel Maria Carrilho é o depoimento objectivo e fundamentado de alguém que travou uma batalha e a perdeu.
Dá-nos a saber como, porquê e por quem foi vencido.
E com tal rigor e precisão o faz, que bem poderia levar como título "os factos e os nomes".
Disso se trata.
Os factos.
E também os nomes.
Todos e cada um.
José Saramago»
Não vou deixar de ler o livro.
quinta-feira, maio 11, 2006
Salve os Touros dos Toureiros

Nessa sala de espectáculos vão recomeçar os espectáculos de tortura a animais, que alguns teimam em defender e outros em permitir, numa visão vergonhosa do que deve ser a defesa da cultura e da civilização.
NÃO
Tortura a animais não é tradição cultural que mereça defesa, é um crime, apesar de permitido pela nossa lei, e é uma vergonha para todos os homens ou mulheres que a apreciem ou sequer a aceitem acriticamente.
Não estou certo que seja com manifestações, mas do que estou certo é que não é utilizando os mecanismos “democráticos” nacionais, que, um dia, esta vergonha será, finalmente, erradicada.
Será, e já tarda, por imposição de outros poderes, de culturas mais civilizadas.
Vai-lhes valendo o peso da bárbara Espanha, que os defensores da civilização ainda hesitam (?) em afrontar, para adiar o fim de tal vergonha.
Antes que venham os argumentos do costume, recomendo aos que tanto parecem invejar a “sorte” dos touros, que se ponham LITERALMENTE no seu lugar.
António Moreira
Serafina
From: Dona Serafina
To: 'rosabela tatiana gervásia'
Cc: 'ForumSede'
Sent: Monday, May 08, 2006 3:18 PM
Subject: RE:Congresso PS
Filha tou sem saldo no télemovel e tou a mandar esta treta do email como pediste no cartão que vinha junto com a prenda do dia da mãe.
E é o nosso vizinho Quim, filha, lá de cima, que se ofereceu nas horas que a mulher num tá em casa para me ajudar a enviar, porque ele tem não sei quê por cabo cá em casa…
Não é que o cabo seja grande coisa porque a única coisa que ele deu cabo n’um foi no computador, mas isso filha deixa lá…. o que eu não faço para falar contigo!
Olha querida filha, dizes que nunca te conto nada, pois toma que com esta vais-te morder de inveja, vim onte do congresso do partido c’oube na Alfândega da Miragaia e aquilo foi um espectáculo.
Eles ‘tabam todos a falar bem daquele senhor de barbas que parece irmão do Narciso mas que afinal é afilhado do outro. Dizem que ele é muito amigo das pessoas, até do Sócrates.
Eu à minha conta fui com o pessoal da secção e gostei. Vieram dois que dizem que até são do secretariado e da lista e achei graça a um que é dali da rampa da Penha que diz que ali na Freguesia é que vale a pena. Parece que os gajos tem sete pessoas a votar, e é sempre com a cruz onde aquele rapazito com o cabelo lambidinho diz, sabes aquele que tu quase te mijavas quando vias a fotografia dele escarrada no poster da campanha à junta. Pelos vistos o moço com 4 aqui 2 acolá, 3 alí até vai chegar a deputado, espero que aprendam a tirar-lhe fotografias, porque na ultima toda a gente dizia que ele tinha qualquer coisa espetada no ofedeguines.
Mas sabes, vim satisfeita, parece que tirando o Narciso a malta gostou, todos bateram palmas e ninguém se zangou, nem sequer aquele jeitoso do meu tempo que tropeça nos erres, anda de chapéu e é do FCP apareceu lá para estragar a festa.
Foi dos congressos mais lindos que ví. E concordei com tudo o que foi dito. Aliás acho que foi a única vez em que percebi o que eles diziam. Ninguém disse uma palavra difícil, ou sequer aquelas teorias xanfradas que se põe para lá a dizer para chamar nomes a um tipo.
Desta vez até fiquei com a ideia que eu podia lá ter ido dizer umas coisas. E olha que não destoava filha.
Mas o mais importante num é isto, é para saber de ti querida! Como estás? Desde que fugiste de casa com o charuto do teu moço que a gente num sabe de vocês. Aqui dizem de tudo, que ele trabalha em Viana a comandante dos atascadores do Porto. Que ele tá nu Algarve com pauzinhos daqueles que abanam quando encontram água. Que afinal num tá contigo e continua com a mulher. Que vai voltar para dar na cabeça do velho que o tramou. Que não, que tá antes em Lisboa a trabalhar numas coisas que um gajo chamado Zé lhe arranjou. E perguntam-me filha, perguntam-me mas eu num sei.
Dá noticias, mesmo que sejam más. Ao menos se tás com o rapaz fá-lo feliz querida, dá-lhe tudo aquilo que ele num teve – amor, sim por que de trancadas tá ele cheio. E quando puderes volta, ou liga, porque se julgas que eu vou alimentar muito a gula deste teu vizinho, o Quim, tás muito enganada, …
E o teu pai filha, pobrezito, tá de rastos, acreditas que ele queria ir para o secretariado lá daquilo da política. Prometeram-lhe mas nada, agora andam a convence-lo que vai ser candidato à Junta daqui a 3 anos e meio. Vê lá tu com 73 anos e andam a fazer a cabeça ao home. E aquilo não lhe despega, diz que foi este e aquele, mas ele é que merecia. Disse-me até que aquela malta que o filho do engenheiro escolheu não sabe ler nem escrever e que ele ao menos sempre tem a 4ª classe bem feita. Pelos vistos quem o irritou mais foi um doutor oculista que anda para lá armado em Tómané e que lhe “rosnou” dizendo que cada um devia saber o lugar que ocupa. Olha filha o teu velho teve para lhe partir o focinho todo, e acredita que muitos haviam de gostar, mas eu num deixei, disse-lhe que ele tivesse pena do home e que com aquela cara de rabo chateado se lhe dessem uns amassos ainda melhorava em vez de piorar e ele lá acabou por acalmar…. Mas qualquer dia filha, qualquer dia, ainda acontece uma desgraça. Ainda por cima tu num estás aqui. Volta filha, diz ao moço para vir filha, diz-lhe que a gente lhe vai todos os dias chamar de presidente e comentar que ele é bem mais bonito e simpático que o outro que eles arranjaram, por falar nisso ainda bem que tiraram os cartazes do gajo de vez.
Mas volta filha, anda lá….
Olha beijos da tua mãezinha Serafina
No "Oeste Bravio"
Isto é um mundo em que George Bush é presidente dos EUA, Paulo Portas foi ministro em Portugal e os Aba venderam milhões de discos.
Quem é que se pode considerar importante num mundo assim?
A resposta é, infelizmente: os yuppies meus colegas da Católica.
Nenhum escreveu uma sinfonia, nenhum pintou os tectos da capela Sistina, nenhum decobriu a penicilina, nenhum escreveu «Moby Dick» ou «Em busca do tempo perdido», e contudo...
A ler...
António Moreira
quarta-feira, maio 10, 2006
De onde menos se espere

terça-feira, maio 09, 2006
será possivel?
Remoque II
segunda-feira, maio 08, 2006
Socialistas em Debate?

Para tentar então fomentar o debate:
Obrigado pela sua colaboração.
António Moreira
sábado, maio 06, 2006
Retrato de um homem sério

No DN (via A Baixa do Porto)
Ex-director da PJ combinou com Rio buscas à câmara
Rui Rio defende-se e contra ataca
Agora cabe ao público (a quem mais?) escolher em quem acreditar.
No Jornalista
No Juíz
No Dirigente partidário (para se parar de chamar "político" a qualquer um)
E o "romance" continua...
Ex-director da PJ afirma nunca ter avisado Rio das buscas
A caixa de comentários está aberta
António Moreira
quinta-feira, maio 04, 2006
quarta-feira, maio 03, 2006
Juan Evo Morales Ayma

Para os simples será mais um “cumuna”, para outros ingénuos será um “herói”, haverá outros ainda, para quem não passará, eventualmente, de mais um homem bom que “tem um sonho”.
Outros, antes dele, em outros lugares, tiveram o mesmo sonho.
Os donos da realidade, com o poder dos seus argumentos, sempre foram capazes de os fazer acordar ou de os confinar a um sono sem sonhos.
Seja qual for o final desta história, é já um nome e um rosto, com o seu lugar na, já longa, história da busca da justiça.
Bem hajas Juan Evo
Ainda bem que é só lá...

“O Conselho de Jurisdição do PSD rejeitou a candidatura de Pereira Coelho às eleições directas e, dado o «elevado número de assinaturas falsas» detectado, ordenou a instauração de um inquérito e o envio dos documentos à Polícia Judiciária.”
(Ler tudo que vale a pena)
Em mais esta história triste, que tão bem faz à credibilidade desta nossa “democracia”, sirva ao menos de consolo o facto de sabermos, sem sombra de dúvida, que “gente desta” só pode mesmo existir no PSD e que, ao menos, quando estas situações ocorrem são de imediato detectadas e denunciadas à comunicação social e à Polícia Judiciária.
"Gráças à Deuzzzz"
António Moreira
sexta-feira, abril 28, 2006
Qual o papel da oposição?
Mas parece imperdoável que o PS pareça adormecido no final deste ano de grandes embates eleitorais. O governo segue o seu rumo, mas o partido vai a reboque e não fazendo ele o papel charneira de motor do pensamento político.
Aliás essa é sem dúvida a característica que diminui José Sócrates no leque das suas inúmeras qualidades enquanto estadista – não gosta de debate, aliás não gosta mesmo nada de debate interno. Curioso em alguém que alcandorou um papel mais relevante à custa dos debates de telejornal.
As opções internas do partido foram de ordem orgânica e servem o interior da estrutura, mas caucionam o enorme potencial que se vai desperdiçando.
Para isso daria dois exemplos, por serem mais visíveis que deviam acautelar a todos. A saber, Lisboa e Porto.
Começando na Capital nunca mais se ouviu a voz de Carrilho sobre alguma matéria que tivesse um mínimo de relevância. Tirando claro as suas faltas ora ao Parlamento, ora às reuniões autárquicas. Sobrou o Casino, o túnel, as corrupções de Braga Parque, a continuidade cinzenta e infantil de Carmona Rodrigues.
Ora bem das duas uma, se Carrilho ainda for portador de alguma ténue esperança de ser representante político do PS em Lisboa, então vale a pena levar o barco, senão o próprio partido na sua força deverá desde já lançar amarras para que se deixe de estar refém das personagens.
Mas isso é difícil não é? Ainda por cima somos governos e não podemos dizer mal das coisas, como aquela do casino?
É portanto caso para perguntar se existirá uma visão verdadeiramente socialista para Lisboa. E por falar nisso, será que a historieta das alianças vai precisar de mais dois anos para se fazer (mais ainda na praça pública que é mesmo para não se fazer). Já para não referir que a importância de um bloco das forças de esquerda tem mais sentido para congregar a oposição contra uma maioria, do que somente para distribuir lugares de vereadores. Trabalho à esquerda e em conjunto é já e hoje, e não creio que haja diferenças inultrapassáveis, nomeadamente com o bloco, adversário maior dessa união.
Pois, mas o líder por lá é Miguel Coelho, ainda por cima a limitação de mandatos não passa ali, pois…
No Porto, UI,UI!
O PS no Porto simplesmente não existe. Sou como sabem sectário nesta análise, mas ela parece-me evidente e está a assumir contornos gravíssimos com consequências na credibilidade do Partido em diversos sectores da sociedade. O PS no Porto é silêncio. Aliás nem isso, porque às vezes o silêncio “fala”. O PS no Porto é vazio – “void”. O PS não é alternativa, é simplesmente figura de corpo presente. Arrumam-se uns e outros a distribuir os escassos lugares de nomeação política. Hospital aqui, assessoria acolá, e debate sobre o distrito? – pouco, muito pouco.
O TGV é prioritário ou não? – os ministros já nem respeitam os lideres locais, porque nem satisfação lhes dão. As GAMPS com eleição vêem e quando? Os círculos uninominais vão ou não vão? As alianças com a nossa esquerda são pontuais ou estruturais? Melhor, são para fazer ou para fazer de conta que se poderão fazer? A regionalização, essa, pelos vistos, serve de qualquer maneira, mesmo que seja à maneira deles, que é primeiro nos órgãos administrativos e depois quem sabe, por referendo à séria para valer politicamente.
Creio que serão muitas as perguntas por responder. As CCRs estão cada vez menos interventivas politicamente e o governo civil de nada serve porque tem uma certidão de óbito em tramitação. Ressalve-se que os senhores ou as senhoras podem entretanto sonhar com as candidaturas autárquicas a partir dessas cadeiras. E se para ganhar no Marco era preciso ser homem, no Porto se calhar para arrumar Rui Rio é preciso ter saias, isto prevêem uns poucos para lá do horizonte, já na curvatura da terra. Triste engano, se calhar.
As reuniões de Câmara, essas “estopas” que atrasam o avião, além de escassas, não apresentam assuntos relevantes e que se saiba os socialistas ainda não trouxeram nenhum assunto novo para a agenda política (excepção feita à culturporto, mas que foi rapidamente largado pela falta de combatividade dos principais personagens).
A revista visão, pela caneta do “amigo” Miguel Carvalho, fez a equipa de futebol do PS Porto, ridicularizando todos, mas dando jeito nos recados de alguns e foi entretendo as conversa de chinelo e corredor do PS (porque de assuntos sérios nem sequer se desejam debater). A malta, enfim, fixou a posição de Ponta-de-Lança, e de relance entristeceu por ver a falta de qualidade da coisa. O PS nestas bandas é uma mistura de velhice e matreirice, mas pouco de política faz.
A coligação de direita caminha a passos largos para um mandato tranquilo, sem sequer necessitar de despender energias no combate político.
Os problemas do Porto, esses, continuam os mesmos e já nem são assunto – infelizmente.
quinta-feira, abril 27, 2006
Jornal de Notícias recupera graças aos “morangos com açúcar”

«Os mesmos especialistas consideram ainda que a descredibilização crescente da linha editorial do JN no Porto tem contribuído para a quebra das vendas, atenuada nas últimas semanas pela distribuição de colecções e, em particular, com a oferta dos cromos dos «Morangos com Açúcar».»
E ficamos, mais uma vez, a saber para que serve o site da Câmara Municipal do Porto, e de que forma são gastos os recursos aos dispor da CMP (ou seja NOSSOS), em mais um exemplo da tão propalada «seriedade» que já só pode mesmo enganar quem tenha um prazer especial em ser enganado.
Já não é a primeira vez que, aqui no SEDE, refiro, em tom enojado, a campanha que a CMP tem vindo a desenvolver contra a direcção do JN.
Desta vez porém ao nojo que me provoca este tipo de comportamento não pode deixar de se associar uma imensa estupefacção…
Será que esta gente não tem mesmo a noção do ridículo?
terça-feira, abril 25, 2006
pergunta perniciosa
Onde é acha que estariam se o 25 de Abril fosse hoje?
respostas
a) Em França exilado.
b) Em casa descansado.
c) No Algarve, porque ainda estava de férias de Páscoa.
d) Na tropa porque foi um dos que, do meio de 400 mil, teve que fazer recruta.
e) A dormir porque tinha saído à noite.
O que Cavaco não levou na lapela

Ou como nos fazem lembrar que temos um Presidente que celebra o 25 de ABril com a mesma convicção que comemora o aniversário do seu motorista Quim.
quinta-feira, abril 20, 2006
Outros aniversários

Ou, sobre o sentido de oportunidade...
A data escolhida, a coincidir com o que terá sido talvez a data mais vergonhosa da história do nosso país, apenas se poderá compreender pela urgência e pela necessidade de evitar que viesse a coincidir com a celebração da data de nascimento, em 20 de Abril de 1889, de um dos vultos mais marcantes do século XX…
E pensar que 3 em cada 4 anos tem 365 dias…
António Moreira
quarta-feira, abril 19, 2006
terça-feira, abril 18, 2006
A propósito do muito que fazer dos deputados na Páscoa
Deste modo continua a ser desprestigiante andar sequer por perto dessa malta da política. Às vezes compreendo porquê!







