
Hoje no JN por Hermana Cruz


Assim não vou poder estar no Sábado e no Domingo nas apresentações do PS às candidaturas do Marco de Canaveses, Trofa e Valongo.
Que me perdoem os outros candidatos todos, mas fico triste porque sei do empenho do Afonso e da Joana nesta sua etapa política e pelos muitos amigos que tenho em ambos os concelhos.
Digo mais, estou confiante que os dois poderão fazer a grande surpresa das autárquicas e sublinho, sem qualquer desconfiança, que isso seria muito bom para as respectivas cidades.
Substituir um ultrapassadíssimo autarca como o Social Democrata Melo, pelo Afonso Lobão que está a fazer deste combate um dos grandes desígnios da sua vida só traria vantagens e seria um orgulho para Valongo. Tenho conversado muitas vezes do concelho com ele, entre as opiniões de como aproximar Ermesinde e Valongo, tão difícil, ao contexto ecológico e jovem do concelho, as avenidas completas e incompletas, Lagueirões, D. Pedro IV, e as outras que não decoro os nomes, a zona do Hospital Novo, do Hospital velho, Susão, Alfena, Campo, Sobrado, o problema da A4, as circulações, os transportes, a estação, outra vezi Ermesinde, tudo. Encontro o Afonso muito conhecedor de todos os temas, tem noção exacta do que quer. O Afonso é trabalhador, experiente e tem mais do que tarimba para o cargo. Merece-o. Deseja-o. E se os votos chegarem, não faltarei à sua tomada de posse. porque acredito que pode ganhar. Força Afonso!
A Joana Lima é uma força da natureza e será uma grande presidente socialista, quem a acompanha sabe que a Joana conhece quase toda a população da Trofa pelo nome e apelido. Caminhar com ela na sua terra é assinalável, parece flutuar nas nuvens, como se o chão não existisse, cumprimenta cada um que encontra, quer saber-lhes tudo, saúde, filhos e como está o resto lá em casa. A Joana vibra com a Trofa, bate-se pela sua cidade e será uma excelente Presidente de Câmara. A Joana faz esta campanha com o coração e será uma emoção para os socialistas se ela conseguir os votos que lhe faltaram da última vez, onde já chegou tão perto da vitória.
Cavaco Silva está a jogar forte. As permanentes referencias a um governo de bloco central, num cenário pré-eleitoral em que o partido do governo aparece nas sondagens com clara vantagem sobre a oposição, só mostram o esgotamento da direita e que o próprio Presidente tem que vir a terreiro puxar a carroça.
Manuela Ferreira Leite, com a sua já habitual falta de jeito, percebendo a deixa, não se conseguiu orientar logo à primeira. Ainda por cima, quando clarificou, fê-lo mal, recuando e rejeitando o Bloco Central. Apoiada no discurso do 25 de Abril de Cavaco, teve a oportunidade de ouro de se apresentar aos portugueses como opção de governo, ainda que em parceria. Se assim fosse, o ónus da ingovernabilidade ficaria com o PS e a imagem de responsabilidade de MFL passava, a bem da nação, claro. MFL seria então vista como uma alternativa credível, com quem contar, embora nada tivesse feito para o merecer. Ao invés, recuou, mostrando-se indisponível para uma solução de bloco central, desarmando o proprio presidente a quem não resta senão titubear sobre umas “responsabilidades muito particulares na construção de soluções de governo”. de forma hesitante e um pouco insegura.
crise não parece ainda, nem por sombras, justificar tal opção.O Partido Socialista convidao(a) para a cerimónia de apresentação do candidato à Câmara Municipal de Valongo, Afonso Lobão.
Contamos consigo no dia 10 de Maio, Domingo, pelas 10h30m, no Largo do Centenário, onde iremos assistir à actuação da Banda Musical de S. Martinho de Campo. Partiremos, pelas 11h30m, para um passeio pelas ruas da cidade até ao Auditório Municipal Vallis Longus onde irá decorrer, pelas 12h00, a cerimónia de apresentação.



"A nacionalização da energia não faz sentido em termos de economia de mercado, nem de finanças públicas" Marcelo Rebelo de Sousa condenou ontem Elisa Ferreira à derrota na nossa candidatura à CMP. Talvez o professor se engane e as coisas possam ainda vir a ser diferentes, conforme sublinha o Avelino Oliveira aqui. Mas o certo é que nalguns pontos o professor tem razão e, embora Elisa seja uma excelente candidata, a forma como a candidatura foi forjada e aparece na ribalta não foi a mais assertiva. Desde logo porque Rui Rio é um candidato difícil de bater e cuja actuação na cidade lhe permite granjear apoios em áreas muito dispersas para além do eleitorado natural do PSD. Contra isto, alguns, como Francisco Assis já no passado tinham alertado que a solução para correr com Rio e dar uma nova dinâmica à cidade seria uma ampla coligação de esquerda capaz de mobilizar os cidadãos. Pedro Baptista, candidato à Federação Distrital do PS Porto foi outro dos que nunca se resignaram e fez desta ideia uma bandeira de campanha. Também por isso o apoiamos, na convicção de que a sua estratégia para conquistar a cidade à coligação de direita era a mais apropriada. Assim como a outras câmaras do distrito.
Porem, existem outros factores que tem vindo a fragilizar a candidatura de Elisa Ferreira, sendo o mais relevante a candidatura simultânea ao Parlamento Europeu. Sempre, no passado nos manifestamos contra candidaturas a vários órgãos em simultâneo, bem como contra a acumulação de lugares políticos. Salvo raras excepções, que também as há, entendemos que o exercício do poder politico, ainda que em lugares representativos, não é compaginável com a acumulação e portanto com a assunção simultânea de projectos diversos, tais como são neste caso a CMP e o Parlamento Europeu. No passado, assistimos mesmo a situações absurdas na generalidade dos partidos, em que pessoas perfeitamente integradas num projecto politico com o qual eram reconhecidas aparecem em vésperas de eleições numa qualquer lista por mera ambição e proveito pessoal.
Tendencialmente, estas situações verificar-se-ão cada vez menos, à medida que os processos democráticos vão amadurecendo e à medida que os cidadãos se vão tornando mais exigentes em relação aos seus representantes.
Neste momento, parece ser exactamente isso que está a suceder e o motivo pelo qual Elisa Ferreira está a ser mais penalizada nas escolhas dos eleitores.
A candidata, portuense convicta e experiente nestas andanças politicas, saberá certamente retirar as devidas ilações e, quem sabe, nos reserve uma surpresa, desistindo de mais um mandato ao Parlamento Europeu em nome da cidade, ao mesmo tempo que propõe uma coligação de esquerda galvanizadora das muitas vontades que assim, certamente, no dia das eleições se dignariam ir votar.

