terça-feira, maio 12, 2009

Mais do que o camarada,

o amigo Paulo Moz Barbosa foi homenageado pela Freguesia de Ramalde, onde durante vários anos foi autarca, com o reconhecimento de todas as forças politicas, pela sua dedicação, postura de rigor e princípios, abertura ao debate e elevação a que sempre nos habituou.

 

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Um grande abraço!

Esta não tinha lido…

 

"Acho mesmo que a fórmula mágica para desmobilizar das urnas o grosso do eleitorado é acenar-lhe com um bloco central depois do voto".

Miguel Sousa Tavares, in Expresso

…mas concordo absolutamente!

Mais um excelente mote

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Que nos deixa Rui Pena com esta citação de Emmanuel Todd a propósito do ensino obrigatório até ao 12º ano:

“Se, na Idade Média, alguém dissesse que um dia todos saberiam ler, as pessoas rebentariam a rir, até, porque, na Idade Média, as pessoas sabiam rir.”

É Pena é que o Canhoto não aceite comentários dos leitores, porque a discussão aberta de alguns temas valia a Pena.

A grande questão não é se é possível levar o ensino obrigatório até ao 12º ano, porque certamente que é, e sim se podemos recuperar a capacidade de rir. E brincar, e namorar, e jogar, e…

(

Povo que lavas no rio

 

povo que lavas no rio

“Deste-me alturas de incenso, mas a tua vida não!”

ou por outras palavras, não se governa nem se deixa governar.

Muito interessante esta discussão que o Alexandre Burmester iniciou aqui

E que depois continuou aqui, estando por agora terminada aqui!

É claro que não basta!

PS/PORTO

Candidatura sem apoio regional

Ontem

Dirigentes desligados das eleições em Marco de Canaveses.

A ausência dos principais dirigentes do PS/Porto marcou sábado à noite, em Marco de Canaveses, a apresentação do candidato à Câmara local, mas o membro do secretariado nacional Augusto Santos Silva apadrinhou a candidatura de Artur Melo. "Claro que basta a minha presença aqui, como membro do Secretariado do PS que sou, para tornar claro que a candidatura do Artur Melo à Câmara Municipal do Marco de Canaveses é a candidatura do PS", afirmou Santos Silva.

segunda-feira, maio 11, 2009

Na esteira da discussão, noutro blogue, sobre energias

(sobre a visita de Sócrates à Povoa de Varzim, sobre propaganda, sobre liberalismo e socialismo, mas sobretudo sobre energias alternativas e o seu papel na mudança de paradigma económico)


1. Eu constato que, assim como o modelo soviético implodiu, o modelo neoliberal vigente nas duas ultimas décadas, esgotou e consequentemente explodiu, arrastando a Europa e os Estados Unidos para uma crise quase sem precedentes.

2. O mundo ocidental não encontrou ainda respostas para o futuro mas sabe que se encontra à beira de uma mudança de paradigma económico. Aliás, mesmo antes da crise eram já muitos os sinais de esgotamento e forte a percepção por parte de muitos sectores de que algo estaria e teria que mudar.

3. O novo paradigma a surgir (incluindo Barak Obama ou não) passará, na minha opinião por um desenvolvimento sustentado em desígnios comuns que possam ser abraçados tanto pelos estados quanto pelo sector privado da economia.

4. As razões que para isso apontam prendem-se mais com o excesso de produção do que propriamente com a crise financeira ou a falência de modelos de organização. É hoje muito evidente que para os níveis de conforto civilizacional já obtidos a actividade económica é sobejante, tendo-se entrado numa espiral que conduz, não à escassez, como noutras crises, mas à degradação da condição humana. Continua a haver excesso de produção e assiste-se a retrocessos civilizacionais inacreditáveis e inaceitáveis como por exemplo as novas formas de escravatura;

5. A manter-se qualquer dos modelos já experimentados a falta de ocupação seria o destino inevitável para a grande maioria da população. Em modelos de cariz socialista as soluções apontadas passam sempre pela burocracia. Bem disfarçada de maior exigência de regulação e qualidade mas efectivamente destinada a ocupar gente que doutra forma estaria condenada à inutilidade. Vivemos hoje grande parte da vida a aprender, outra boa parte a ensinar, mas sempre sustentados pela riqueza que antes outros produziram ou que no futuro alguém há-de produzir.

A direita liberal promove a competição e portanto a exclusão social. Os que são competitivos deixam para trás uma imensa maioria que o não é. Aliás, só por cinismo foi possível sustentar o contrário, sendo o conceito de competitividade tão claro e transparente como é. A ideia de que há sempre mais além na progressão e crescimento económico e de que a ameaça da exclusão é factor de motivação e de esforço para a integração é, como hoje se pode constatar, pura e simplesmente falsa!

6. Como sempre no passado, só grandes desígnios resolvem grandes impasses. A alternativa, não desejada, é um período de trevas que não parece poder ter lugar numa sociedade global e com os meios tecnológicos de que actualmente dispõe. Hoje, já não queremos estar fechados num pequeno mundo; queremos ir mais além, queremos estar com os outros.

7. Em Portugal é isto que representa a esquerda moderna do PS (embora tímida); a vontade de olhar em frente e começar a conquistar hoje a nossa parte do mundo de amanhã.

8. A um país pequeno, periférico e relativamente pobre não restam muitas opções estratégicas enquanto desígnios ambiciosos, galvanizadores e catalizadores de actividade económica e de riqueza.

9. Por força da nossa situação e caracterização geográfica, a produção de energia “limpa” pode ser um deles, tanto mais que resolveria a nossa tradicional dependência energética, por um lado, e contribuiria para esse desígnio maior que será, sem dúvida, travar o aquecimento global e a poluição do planeta. Por outras palavras; crescimento sustentado e sustentável.

10. A materialização de um novo modelo económico distinto dos anteriores, assente em desígnios comuns, passará pela organização em parcerias de interesses mútuos, entre estado e privados, enquanto mecanismos preferenciais para incrementar a produção de riqueza, bem como para a sua regulação e fiscalização. Neste quadro será fundamental a democraticidade e transparência de processos.

11. Este desígnio foi incorporado pelo governo desde a tomada de posse e cedo se percebeu que o sector da energia iria ter especial atenção por parte dos governantes e mesmo do Primeiro-Ministro.
Incompreensível foi a orientação inicial voltada para o conceito de “solar” através do qual os sistemas se deveriam implementar. A procura de energias alternativas não se poderia nunca resumir ao “solar” e efectivamente tal não aconteceu.

12. Aconteceu porém que no capitulo da energia alternativa “doméstica” o que ficou consagrado nos apoios a atribuir foi a chancela "solar". A possibilidade de obter energias alternativas de outras fontes não foi contemplada.

13. Assim, empresas como a responsável pelo sistema termodinamico e outras, cujas fontes são bombas de calor, ou sistemas eólicos, geotermia, ou outros, viram-se preteridas no mercado, não com base nos resultados efectivos obtidos pelos seus sistemas mas com base num preconceito relativo à chancela “solar” que não tem grande justificação. Efectivamente, a generalidade dos sistemas não são “limpos” necessitando sempre de apoio de energia da rede que pode, e assim se espera, vir a ser “limpa” num futuro próximo.

14. Não existe portanto uma razão objectiva para os governos apoiarem este ou aquele tipo de produção de energia doméstica dentro das que já se encontram disponíveis no mercado. Pelo contrário, saúda-se a combinação de diversos sistemas, incluindo a rede, porque só assim será possível chegar a um consumo total de energia “limpa”

15. Nada impede que por exemplo, para banhos, se utilize um sistema baseado em colectores solares combinado com outra fonte complementar tipo foto voltaica ou eólica. Em todos os sistemas e no que à energia diz respeito, o problema maior é sempre o armazenamento. E se a nível nacional se podem encontrar soluções (fazer subir a água das barragens) a nível doméstico isso é muito mais difícil restando apenas duas soluções: armazenar em baterias, com pouca eficiência, ou vender à rede, ficando nas mãos da operadora. Daí que propriedade da rede eléctrica enquanto bem publico não possa ser descurada, mas isso já é outra conversa.

16. É meu entendimento de que esteve bem o Primeiro-Ministro na sua visita à Póvoa, se isso servir para incluir o sistema termodinâmico no pacote de sistemas apoiados pelo governo. Como estará bem sempre que procurar promover formas de produção de energia alternativa e que diminuam a nossa dependência energética. Procurar resumir a visita a propaganda é facilitismo que nada abona em favor dos que o fazem.

17. Pela nossa parte, o que se pede ao governo é mesmo que seja mais activo nesta matéria e, através do Ministério da Economia, acompanhe o muito de bom que o sector privado tem vindo a produzir. Analisar, publicar, e apoiar seriam grandes contributos para a participação dos cidadãos nesta “cruzada” comum.

18. Voltando às questões económicas, vai sendo tempo de percebermos que o papel do estado não é o papel das empresas nem pode ser desempenhado como tal; muito menos um governo pode actuar no estado como cada um de nós actua em nossas casas.

19. Ninguém pensa que a NASA levou o homem à lua sem dinheiros públicos, certamente. Ou que Portugal chegou à Índia com iniciativa privada e na expectativa de viabilidade económica imediata.
20. Não se pense então também que se muda o paradigma energético estalando os dedos. Pense-se antes na criação de riqueza que dai pode resultar. E já agora num mundo melhor
.

sei que não vou por ai.

Sim, meu caro Rui Pena Pires, a diferença entre Bufaria e Denuncia está na natureza daquilo que se revela. A denuncia versa sobre a (i)legalidade de um acto, a bufaria sobre questões comportamentais e moralidade, é certo. No entanto, se é expectável tal distinção a adultos formados, já não o é a crianças do ensino básico. Mais uma vez a generalização é perigosa e matreira. Para além de que não compete à Inspecção Geral da Educação a fiscalização de ilegalidades do género “arremesso de ovos sobre cidadãos alheios”.

domingo, maio 10, 2009

É quase patético!

Quem é que se lembraria de publicar uma sondagem sobre as eleições europeias três semanas após a sua realização?
O caso é simples, das três sondagens sobre eleições europeias, olhando à sua data de publicação, tudo indica que o Partido Socialista está a descer e a perder terreno para o PSD.
Mas o que NA VERDADE acontece, é que olhando à sua data de realização o PS tem vindo a subir e a ganhar terreno ao PSD. Portanto, rigorosamente, o PSD Ferreira Leite / Rangel vai de mal a pior.
Que diabo, há qualquer coisa de muito tortuoso por trás disto, ou não há?

"Só considero o cenário de maioria absoluta"

"Quem resolveu as crises no passado? Sempre o PS."

"O bloco central é uma ilusão"

"O que estamos a fazer é para responder aos problemas do país neste momento e no futuro"

"O investimento público é a melhor forma de promover a recuperação económica e de criar emprego"

"...fizemos o maior investimento na área que é o nosso principal problema em termos de endividamento externo: a energia. Metade do endividamento externo deve-se ao petróleo. Por isso subiu tanto em 2008."

"Qual é a linha politica do PSD? O que é que a direita produziu nestes quatro anos? A direita está sem programa.

Não vai nada, nada, nada?

Terminada que está a Queima das Fitas, como sempre com tanto queixume, impõe-se a devida reflexão em vertente politica.
No meu tempo de estudante, a Queima das Fitas era uma celebração a dar de novo os primeiros passos, após os anos de abolição que se seguiram ao 25 de Abril. Procurava-se recuperar a tradição e quase todos os envolvidos eram rapaziada de direita que sob o cavaquismo lá ia pondo a cabeça de fora. A esquerda tinha obviamente horror ao fenómeno (para não dizer nojo) e alguém afirmar-se académico entre as esquerdas era nunca menos do que um sacrilégio. Motivo para se ser criticado e olhado com desconfiança sectária.
Como era inevitável nos tempos que se seguiram, deu-se o BOOM da academia e há vinte anos atrás a Queima das Fitas era já uma realidade incontornável para a estudantada e com potencial de alargamento igual ao da massificação do ensino. Assim foi.
Mas há vinte anos atrás, a Queima das Fitas não era só isso. Era um conjunto de eventos académicos a lembrar outros tempos, complementados por uma agitação festeira e noctívaga a lembrar a barbárie. Lembro-me bem porque guardo desses tempos memórias maravilhosas de momentos verdadeiramente épicos. Mas não só, lembro-me bem porque ficou documentado; por exemplo o ano em que o Porto e Coimbra bateram num só dia o recorde de litros da festa da cerveja de Munique. Ou por exemplo da agressividade demonstrada pelas ordas de rapazes quando se acercavam das meninas com o objectivo assumido de “tirar pedaço”. Ou ainda do calão grosseiro estampado nas decorações dos carros alegóricos, em termos que faziam corar qualquer p….
Aqueles que há vinte anos viviam com esta intensidade o seu academismo e com orgulho coroavam o curso com uma semana de alegria desmedida, estão hoje perfeitamente integrados na sociedade, com profissões de algum relevo e destaque, exercendo em muitos casos o papel de fazedores de opinião, nos média ou pelo menos na internet.
O curioso é que, percorrendo os blogues, as piores referencias e opiniões sobre a actual Queima das Fitas venham precisamente do lado da direita, do lado daqueles que foram os seus principais percursores. Desde criticas ao financiamento até juízos sobre o comportamento, eles são “gerações de bêbados”, ele é o “facilitismo no ensino” que não “cultiva o mérito intelectual, ele é que “só se ensina ordinarice” que “reflecte a desvalorização do ensino, ele é ainda o celebre “estado a que as coisas chegaram”. Em geral a esquerda pronuncia-se de forma bastante mais tolerante em relação aos comportamentos desviantes que eventualmente ocorram.
O paradoxo é que a Queima das Fitas hoje, não corresponde nem por sombras às piores descrições dos detractores, assim como não precisa de complacência dos defensores. Vi este ano um cortejo sereno, muito sereno mesmo, muito pouca bebedeira e agressividade, e reflexo maior, muito pouca ordinarice escarrapachada nos carros. Vi este anos uma mega produção de eventos com organização extremosa, certamente super lucrativa, difícil de acreditar que possa ser levada a cabo por estudantes em idade escolar. A Queima das Fitas sedentarizou-se, institucionalizou-se e deixa hoje muito pouco espaço para irreverências e comportamentos desviantes, sendo que mesmo estes, a existirem tem respostas a todos os níveis, envolvendo segurança, policia, INEM, bombeiros, etc.
Então porque esta vozearia de maledicência, vinda dos arautos da direita? Que é que mais querem, o sistema incorporou o fenómeno desviante e tornou-o altamente lucrativo. Que é isto senão o capitalismo no sue melhor?

sábado, maio 09, 2009

Elisa promete que só vai ao PE dar o nome




Elisa Ferreira diz que tudo fará para que o Porto seja uma cidade onde as pessoas se sintam bem. Apela a uma grande mobilização em torno da sua candidatura. E promete que só vai ao Parlamento Europeu "dar o nome".
Hoje no JN por Hermana Cruz

sexta-feira, maio 08, 2009

Olha, olha, olha!


"Gato escondido com rabo de fora!"

Então não é que os grandes arautos da moralidade foram apanhados na curva e também votaram a favor da lei de financiamento dos partidos.
Do alto da sua superioridade moral, não resistiram a mais umas notitas para a campanha. É que isto quando toca a cada um já não é tão fácil como botar faladura contra o bloco central de interesses, não é? Quem diria Dr. Louçã, quem diria…
Quem diria também que os unicos que não votaram a favor sairiam da bancada do PS. Afinal aonde é que se respeita a liberdade de consciência?

quinta-feira, maio 07, 2009

Gostava de estar, mas não posso, mas vale a pena ir!

Feliz (por vir cá mais uma vez e por contactar alguns amigos) ou Infelizmente (por não estar ao lado de outros grandes amigos num momento importante) estou na cidade Condal, no rescaldo das vitórias futeboleiras de Messi e companhia, durante este fim-de-semana.

Assim não vou poder estar no Sábado e no Domingo nas apresentações do PS às candidaturas do Marco de Canaveses, Trofa e Valongo. 

Que me perdoem os outros candidatos todos, mas fico triste porque sei do empenho do Afonso e da Joana nesta sua etapa política e pelos muitos amigos que tenho em ambos os concelhos.

Digo mais, estou confiante que os dois poderão fazer a grande surpresa das autárquicas e sublinho, sem qualquer desconfiança, que isso seria muito bom para as respectivas cidades.

Substituir um ultrapassadíssimo autarca como o Social Democrata Melo, pelo Afonso Lobão que está a fazer deste combate um dos grandes desígnios da sua vida só traria vantagens e seria um orgulho para Valongo. Tenho conversado muitas vezes do concelho com ele, entre as opiniões de como aproximar Ermesinde e Valongo, tão difícil, ao contexto ecológico e jovem do concelho, as avenidas completas e incompletas, Lagueirões, D. Pedro IV,  e as outras que não decoro os nomes, a zona do Hospital Novo, do Hospital velho, Susão, Alfena, Campo, Sobrado, o problema da A4, as circulações, os transportes, a estação, outra vezi Ermesinde, tudo. Encontro o Afonso muito conhecedor de todos os temas, tem noção exacta do que quer. O Afonso é trabalhador, experiente e tem mais do que tarimba para o cargo. Merece-o. Deseja-o. E se os votos chegarem, não faltarei à sua tomada de posse. porque acredito que pode ganhar. Força Afonso!

A Joana Lima é uma força da natureza e será uma grande presidente socialista, quem a acompanha sabe que a Joana conhece quase toda a população da Trofa pelo nome e apelido. Caminhar com ela na sua terra é assinalável, parece flutuar nas nuvens, como se o chão não existisse, cumprimenta cada um que encontra, quer saber-lhes tudo, saúde, filhos e como está o resto lá em casa. A Joana vibra com a Trofa, bate-se pela sua cidade e será uma excelente Presidente de Câmara. A Joana faz esta campanha com o coração e será uma emoção para os socialistas se ela conseguir os votos que lhe faltaram da última vez, onde já chegou tão perto da vitória.


quarta-feira, maio 06, 2009

Dividir para (também) mandar!

Cavaco Silva está a jogar forte. As permanentes referencias a um governo de bloco central, num cenário pré-eleitoral em que o partido do governo aparece nas sondagens com clara vantagem sobre a oposição, só mostram o esgotamento da direita e que o próprio Presidente tem que vir a terreiro puxar a carroça.
O mais triste, é que se percebe que o faz, não por convicções politicas de fundo, já que aparentemente se revê, pelo menos em parte, na governação de Sócrates, mas por solidariedades pessoais, nomeadamente com MFL. Cavaco já percebeu, e esta semana com as sondagens isso ficou bastante evidente, que Manuela Ferreira Leite não “descola”. Tem falta de jeito, falta de propostas concretas, sustentadas e distintas da linha de orientação do governo, e ainda por cima o seu principal trunfo, uma certa imagem de rigor e seriedade, é permanentemente posto em causa pelo seu próprio percurso, quer passado quer de acção presente. Ora, este é o pior cenário para Cavaco, porque com o PS novamente em maioria o seu mandato corre o risco de se tornar demasiado irrelevante. Mesmo sem maioria, qualquer entendimento pós eleitoral, com CDS ou Bloco (livra!) fugiria por completo da esfera de influencia do Presidente. Não, Cavaco não quer isso, o que quer é dividir para também mandar.
Por isso a insistência e o discurso das “Responsabilidades muito particulares na construção de soluções de governo”.
Cavaco quer puxar a qualquer preço o SEU PSD para a ribalta politica, até porque o SEU PSD não sobreviverá a mais uma derrota eleitoral, sendo obrigado a entregar o terreno a linhas mais, digamos, populistas.
Manuela Ferreira Leite, com a sua já habitual falta de jeito, percebendo a deixa, não se conseguiu orientar logo à primeira. Ainda por cima, quando clarificou, fê-lo mal, recuando e rejeitando o Bloco Central. Apoiada no discurso do 25 de Abril de Cavaco, teve a oportunidade de ouro de se apresentar aos portugueses como opção de governo, ainda que em parceria. Se assim fosse, o ónus da ingovernabilidade ficaria com o PS e a imagem de responsabilidade de MFL passava, a bem da nação, claro. MFL seria então vista como uma alternativa credível, com quem contar, embora nada tivesse feito para o merecer. Ao invés, recuou, mostrando-se indisponível para uma solução de bloco central, desarmando o proprio presidente a quem não resta senão titubear sobre umas “responsabilidades muito particulares na construção de soluções de governo”. de forma hesitante e um pouco insegura.
Ainda bem, porque um entendimento de bloco central pré-eleitoral, no momento que o país atravessa e com o clima de desconfiança que se vive em relação à classe politica seria um verdadeiro perigo. Perigo de descredibilizar definitivamente a nossa democracia, de ser interpretado pelas pessoas como uma conjugação de interesses obscuros (como se percebeu nas reacções à nova lei do financiamento dos partidos, sobra a qual, aliás Cavaco não se pronunciou), como uma institucionalização dos piores vícios da governação. Apesar de tudo, os cidadãos sabem que ainda podem contar com a principal vantagem de um regime democrático, que é tirar os governantes do poder quando já não os querem mais. Apresentar-lhes um pré-entendimento de bloco central é como roubar-lhes esse consagrado direito, já que os outros partidos não constituem propriamente opção de governo.
Para todos os que acreditam na democracia e na vontade soberana do povo através do voto (secreto), a responsabilidade “na construção de soluções de governo” manifesta-se na apresentação ao eleitorado dos seus projectos políticos e no confronto democrático de ideias que devem afirmar-se pelas suas diferenças. É essa a essência da democracia. A redução das hipóteses de escolha, que seria a assunção à priori de um bloco central, é neste momento um ofensa a todos os cidadãos, já bastante martirizados pela conjuntura.
Para além do mais que, este tipo de condicionamento da liberdade de escolha só tem sentido em casos de força maior; guerra, por exemplo. O estado da crise não parece ainda, nem por sombras, justificar tal opção.
O que o povo português menos precisa agora é que lhe reduzam as possibilidades de escolha e lhe apresentem o pacote já pronto e embrulhado, em relação ao qual já se tem mostrado suficientemente desconfiado. O que é preciso é oferecer alternativas credíveis através de programas políticos claros e claramente sufragáveis; isto é que é falar verdade. O problema é que o PSD de Manuela Ferreira Leite não tem nenhuma verdade para oferecer, porque não tem o tal programa politico, limitando-se a contestar as opções de investimento do governo. Não se vislumbra nenhum conjunto de medidas ou programas com uma orientação definida e claramente identificável.
Mas jogar, como tem feito Cavaco, também não é falar verdade, é precisamente não cumprir com a sua “responsabilidade muito particular na construção de soluções de governo”, que no caso do Presidente é servir de arbitro e não de jogador.

Apresentação de Candidatura do Ps de Valongo

O Partido Socialista convidao(a) para a cerimónia de apresentação do candidato à Câmara Municipal de Valongo, Afonso Lobão.

Contamos consigo no dia 10 de Maio, Domingo, pelas 10h30m, no Largo do Centenário, onde iremos assistir à actuação da Banda Musical de S. Martinho de Campo. Partiremos, pelas 11h30m, para um passeio pelas ruas da cidade até ao Auditório Municipal Vallis Longus onde irá decorrer, pelas 12h00, a cerimónia de apresentação.


Candidatura do PS do Marco de Canaveses

Apresentação candidatura, 
Artur Melo e Castro, será formalmente apresentado como o candidato do PS à Câmara Municipal do Marco de Canaveses no próximo dia 9 de Maio, sábado, pelas 21h30m, no Auditório Municipal.
O PS convida os marcoenses e todos os cidadãos interessados a associarem-se a este evento para que assim possam partilhar as nossas ideias e projectos para o futuro.
Veja aqui

apresentação de candidatura do PS na Trofa

No próximo dia 9 de Maio, no Parque Nossa Srª das Dores, a Drª Joana Lima apresentará a sua candidatura à Câmara Municipal da Trofa.



Compareça.

Impressões

Hoje fui, como costumo ir, fazer algumas compras ao hiper-mega-rifixe supermercado cá da minha terra. Aparentemente, por aqui (Leça da Palmeira) não existe crise. Gente sem fim, carrinhos cheios, filas a perder de vista. Tudo igualzinho ao antes da crise-sobre-a-crise. Igualzinho mesmo, porque as filas não são novidade, é sempre assim. Exactamente como em todas estas médias e grandes superfícies, o pessoal é escasso para o fluxo de clientes; muito escasso.
Há uns vinte anos atrás, mais ou menos, aquela clientela toda teria que se aviar aí numas dez ou vinte mercearias, dois talhos, uma drogaria, três peixeiras (ou peixarias se fosse na finíssima capital), duas retrosarias, duas ou três padarias e ainda uma tasca de petiscos. Negócios próprios, rendimento certo médio-burguês e alguns empregados de balcão.
Hoje, dos respectivos filhos, muitos licenciados, trabalham uns poucos por conta de outrem (um grande grupo económico) lá no supermercado, a recibos verdes, ou com contrato a prazo, mas todos pelo salário mínimo.
Os restantes “perderam-se na vida em busca de aventura” (isto é, vivem à custa dos pais).
Antes, as lojecas eram feias e os donos antipáticos; mas os produtos eram “frescos".
Hoje, o supermercado é super-xpto-mega-rifixe, só que os produtos são liofilizados e pré-cozinhados na china e embalados no leste.
Antes, a distribuição de géneros a uma comunidade, servia de sustento a muitas famílias com padrões de classe média. Hoje, a mesma actividade paga os alimentos do dia (só dá para isso) a meia dúzia de pessoas em situação precária, que nem o orgulho de desempenharem bem a sua função podem sentir; as caixas estão sempre cheias e com filas intermináveis.

Conclusão: A competitividade empresarial gera injustiça social

terça-feira, maio 05, 2009

CDS sofre com 2% nas sondagens

Sobre os baixos resultados que a sondagem da Cesop/Católica atribui ao CDS, vale a pena lêr aqui.
A ser verdade a argumentação do pedro Magalhães e julgamos que é, Portas deve mesmo ficar preocupado.







Maizena para Rangel

Não gosto do estilo de Manuel Pinho, mas não deixou de ter graça!

+ info aqui!