quinta-feira, maio 07, 2009

Gostava de estar, mas não posso, mas vale a pena ir!

Feliz (por vir cá mais uma vez e por contactar alguns amigos) ou Infelizmente (por não estar ao lado de outros grandes amigos num momento importante) estou na cidade Condal, no rescaldo das vitórias futeboleiras de Messi e companhia, durante este fim-de-semana.

Assim não vou poder estar no Sábado e no Domingo nas apresentações do PS às candidaturas do Marco de Canaveses, Trofa e Valongo. 

Que me perdoem os outros candidatos todos, mas fico triste porque sei do empenho do Afonso e da Joana nesta sua etapa política e pelos muitos amigos que tenho em ambos os concelhos.

Digo mais, estou confiante que os dois poderão fazer a grande surpresa das autárquicas e sublinho, sem qualquer desconfiança, que isso seria muito bom para as respectivas cidades.

Substituir um ultrapassadíssimo autarca como o Social Democrata Melo, pelo Afonso Lobão que está a fazer deste combate um dos grandes desígnios da sua vida só traria vantagens e seria um orgulho para Valongo. Tenho conversado muitas vezes do concelho com ele, entre as opiniões de como aproximar Ermesinde e Valongo, tão difícil, ao contexto ecológico e jovem do concelho, as avenidas completas e incompletas, Lagueirões, D. Pedro IV,  e as outras que não decoro os nomes, a zona do Hospital Novo, do Hospital velho, Susão, Alfena, Campo, Sobrado, o problema da A4, as circulações, os transportes, a estação, outra vezi Ermesinde, tudo. Encontro o Afonso muito conhecedor de todos os temas, tem noção exacta do que quer. O Afonso é trabalhador, experiente e tem mais do que tarimba para o cargo. Merece-o. Deseja-o. E se os votos chegarem, não faltarei à sua tomada de posse. porque acredito que pode ganhar. Força Afonso!

A Joana Lima é uma força da natureza e será uma grande presidente socialista, quem a acompanha sabe que a Joana conhece quase toda a população da Trofa pelo nome e apelido. Caminhar com ela na sua terra é assinalável, parece flutuar nas nuvens, como se o chão não existisse, cumprimenta cada um que encontra, quer saber-lhes tudo, saúde, filhos e como está o resto lá em casa. A Joana vibra com a Trofa, bate-se pela sua cidade e será uma excelente Presidente de Câmara. A Joana faz esta campanha com o coração e será uma emoção para os socialistas se ela conseguir os votos que lhe faltaram da última vez, onde já chegou tão perto da vitória.


quarta-feira, maio 06, 2009

Dividir para (também) mandar!

Cavaco Silva está a jogar forte. As permanentes referencias a um governo de bloco central, num cenário pré-eleitoral em que o partido do governo aparece nas sondagens com clara vantagem sobre a oposição, só mostram o esgotamento da direita e que o próprio Presidente tem que vir a terreiro puxar a carroça.
O mais triste, é que se percebe que o faz, não por convicções politicas de fundo, já que aparentemente se revê, pelo menos em parte, na governação de Sócrates, mas por solidariedades pessoais, nomeadamente com MFL. Cavaco já percebeu, e esta semana com as sondagens isso ficou bastante evidente, que Manuela Ferreira Leite não “descola”. Tem falta de jeito, falta de propostas concretas, sustentadas e distintas da linha de orientação do governo, e ainda por cima o seu principal trunfo, uma certa imagem de rigor e seriedade, é permanentemente posto em causa pelo seu próprio percurso, quer passado quer de acção presente. Ora, este é o pior cenário para Cavaco, porque com o PS novamente em maioria o seu mandato corre o risco de se tornar demasiado irrelevante. Mesmo sem maioria, qualquer entendimento pós eleitoral, com CDS ou Bloco (livra!) fugiria por completo da esfera de influencia do Presidente. Não, Cavaco não quer isso, o que quer é dividir para também mandar.
Por isso a insistência e o discurso das “Responsabilidades muito particulares na construção de soluções de governo”.
Cavaco quer puxar a qualquer preço o SEU PSD para a ribalta politica, até porque o SEU PSD não sobreviverá a mais uma derrota eleitoral, sendo obrigado a entregar o terreno a linhas mais, digamos, populistas.
Manuela Ferreira Leite, com a sua já habitual falta de jeito, percebendo a deixa, não se conseguiu orientar logo à primeira. Ainda por cima, quando clarificou, fê-lo mal, recuando e rejeitando o Bloco Central. Apoiada no discurso do 25 de Abril de Cavaco, teve a oportunidade de ouro de se apresentar aos portugueses como opção de governo, ainda que em parceria. Se assim fosse, o ónus da ingovernabilidade ficaria com o PS e a imagem de responsabilidade de MFL passava, a bem da nação, claro. MFL seria então vista como uma alternativa credível, com quem contar, embora nada tivesse feito para o merecer. Ao invés, recuou, mostrando-se indisponível para uma solução de bloco central, desarmando o proprio presidente a quem não resta senão titubear sobre umas “responsabilidades muito particulares na construção de soluções de governo”. de forma hesitante e um pouco insegura.
Ainda bem, porque um entendimento de bloco central pré-eleitoral, no momento que o país atravessa e com o clima de desconfiança que se vive em relação à classe politica seria um verdadeiro perigo. Perigo de descredibilizar definitivamente a nossa democracia, de ser interpretado pelas pessoas como uma conjugação de interesses obscuros (como se percebeu nas reacções à nova lei do financiamento dos partidos, sobra a qual, aliás Cavaco não se pronunciou), como uma institucionalização dos piores vícios da governação. Apesar de tudo, os cidadãos sabem que ainda podem contar com a principal vantagem de um regime democrático, que é tirar os governantes do poder quando já não os querem mais. Apresentar-lhes um pré-entendimento de bloco central é como roubar-lhes esse consagrado direito, já que os outros partidos não constituem propriamente opção de governo.
Para todos os que acreditam na democracia e na vontade soberana do povo através do voto (secreto), a responsabilidade “na construção de soluções de governo” manifesta-se na apresentação ao eleitorado dos seus projectos políticos e no confronto democrático de ideias que devem afirmar-se pelas suas diferenças. É essa a essência da democracia. A redução das hipóteses de escolha, que seria a assunção à priori de um bloco central, é neste momento um ofensa a todos os cidadãos, já bastante martirizados pela conjuntura.
Para além do mais que, este tipo de condicionamento da liberdade de escolha só tem sentido em casos de força maior; guerra, por exemplo. O estado da crise não parece ainda, nem por sombras, justificar tal opção.
O que o povo português menos precisa agora é que lhe reduzam as possibilidades de escolha e lhe apresentem o pacote já pronto e embrulhado, em relação ao qual já se tem mostrado suficientemente desconfiado. O que é preciso é oferecer alternativas credíveis através de programas políticos claros e claramente sufragáveis; isto é que é falar verdade. O problema é que o PSD de Manuela Ferreira Leite não tem nenhuma verdade para oferecer, porque não tem o tal programa politico, limitando-se a contestar as opções de investimento do governo. Não se vislumbra nenhum conjunto de medidas ou programas com uma orientação definida e claramente identificável.
Mas jogar, como tem feito Cavaco, também não é falar verdade, é precisamente não cumprir com a sua “responsabilidade muito particular na construção de soluções de governo”, que no caso do Presidente é servir de arbitro e não de jogador.

Apresentação de Candidatura do Ps de Valongo

O Partido Socialista convidao(a) para a cerimónia de apresentação do candidato à Câmara Municipal de Valongo, Afonso Lobão.

Contamos consigo no dia 10 de Maio, Domingo, pelas 10h30m, no Largo do Centenário, onde iremos assistir à actuação da Banda Musical de S. Martinho de Campo. Partiremos, pelas 11h30m, para um passeio pelas ruas da cidade até ao Auditório Municipal Vallis Longus onde irá decorrer, pelas 12h00, a cerimónia de apresentação.


Candidatura do PS do Marco de Canaveses

Apresentação candidatura, 
Artur Melo e Castro, será formalmente apresentado como o candidato do PS à Câmara Municipal do Marco de Canaveses no próximo dia 9 de Maio, sábado, pelas 21h30m, no Auditório Municipal.
O PS convida os marcoenses e todos os cidadãos interessados a associarem-se a este evento para que assim possam partilhar as nossas ideias e projectos para o futuro.
Veja aqui

apresentação de candidatura do PS na Trofa

No próximo dia 9 de Maio, no Parque Nossa Srª das Dores, a Drª Joana Lima apresentará a sua candidatura à Câmara Municipal da Trofa.



Compareça.

Impressões

Hoje fui, como costumo ir, fazer algumas compras ao hiper-mega-rifixe supermercado cá da minha terra. Aparentemente, por aqui (Leça da Palmeira) não existe crise. Gente sem fim, carrinhos cheios, filas a perder de vista. Tudo igualzinho ao antes da crise-sobre-a-crise. Igualzinho mesmo, porque as filas não são novidade, é sempre assim. Exactamente como em todas estas médias e grandes superfícies, o pessoal é escasso para o fluxo de clientes; muito escasso.
Há uns vinte anos atrás, mais ou menos, aquela clientela toda teria que se aviar aí numas dez ou vinte mercearias, dois talhos, uma drogaria, três peixeiras (ou peixarias se fosse na finíssima capital), duas retrosarias, duas ou três padarias e ainda uma tasca de petiscos. Negócios próprios, rendimento certo médio-burguês e alguns empregados de balcão.
Hoje, dos respectivos filhos, muitos licenciados, trabalham uns poucos por conta de outrem (um grande grupo económico) lá no supermercado, a recibos verdes, ou com contrato a prazo, mas todos pelo salário mínimo.
Os restantes “perderam-se na vida em busca de aventura” (isto é, vivem à custa dos pais).
Antes, as lojecas eram feias e os donos antipáticos; mas os produtos eram “frescos".
Hoje, o supermercado é super-xpto-mega-rifixe, só que os produtos são liofilizados e pré-cozinhados na china e embalados no leste.
Antes, a distribuição de géneros a uma comunidade, servia de sustento a muitas famílias com padrões de classe média. Hoje, a mesma actividade paga os alimentos do dia (só dá para isso) a meia dúzia de pessoas em situação precária, que nem o orgulho de desempenharem bem a sua função podem sentir; as caixas estão sempre cheias e com filas intermináveis.

Conclusão: A competitividade empresarial gera injustiça social

terça-feira, maio 05, 2009

CDS sofre com 2% nas sondagens

Sobre os baixos resultados que a sondagem da Cesop/Católica atribui ao CDS, vale a pena lêr aqui.
A ser verdade a argumentação do pedro Magalhães e julgamos que é, Portas deve mesmo ficar preocupado.







Maizena para Rangel

Não gosto do estilo de Manuel Pinho, mas não deixou de ter graça!

+ info aqui!

Ainda agora começou



Afinal o “Vasco da Gama” já existe. Ou não existe mas há parecido. Ou não tem nada a ver, porque o que há nada tem a ver com o “Erasmus Emprego”.

Dr. Paulo Rangel, estava a sair-se tão bem na Assembleia, para quê este passo maior do que a perna?

Prós & Contras


No Prós & Contras ontem esteve em debate a saúde. Sob o pretexto da Gripe A (ou suína, ou H1N1) falou-se muito de saúde, do Serviço Nacional de Saúde, do fecho dos SAP’s, das Unidades de Saúde Familiar, e dos cuidados de saúde primários em geral.

Foi muito bom ver a oposição reconhecer que o programa das USF’s (Unidades de Saúde Familiar) é um bom programa, que pode resolver muitos dos problemas crónicos com que se debate o SNS e voltar agora as criticas para a escassa implementação do programa no terreno. É preciso recordar que quando este governo chegou, os cuidados de saúde primários estavam implementados, organizados em centros e extensões de saúde, num modelo que atravessou diversos governos, debatendo-se de forma crónica com o problema da falta de médicos e dos portugueses sem médico de família. Esta forma de organização existia e continua, por ora, a coexistir com as novas USF’s que, de forma sistemática se vão implementando. A reforma consiste nisso mesmo, na implementação de novos modelos organizacionais, de acordo com as vontades e iniciativa dos profissionais e o interesse dos utentes. Os resultados até agora obtidos são muito bons, principalmente na Região Norte onde, como já vai sendo hábito, o SNS é pioneiro.
O interessante é ver agora a oposição a reclamar uma maior celeridade no processo e uma maior urgência de cobertura do território nacional. E porquê, porque esta mesma oposição não é nem foi nunca capaz de apresentar soluções, pelo contrário, foi responsável (a direita) pelos maiores problemas conforme se pôde ontem constatar, e vem, a reboque, protestar contra o que ainda não foi feito. É claro que cada português “a descoberto” é mau, muito mau. Mas, mais uma vez, pior era não ter feito nada e continuar com o desígnio cavaquista de escassez de médicos de família. É certo que a reforma não vai resolver todos os problemas do SNS, até porque os maiores problemas não residem nos cuidados de saúde primários e sim no binómio custo/beneficio cujos desequilíbrios se manifestam noutras instâncias. Mas de qualquer forma, conseguir no espaço temporal de uma legislatura os níveis de cobertura que se estão a conseguir, com os níveis de assistência aos utentes e respectiva satisfação que se estão a realizar é um passo muito importante.

Ideias soltas

"A nacionalização da energia não faz sentido em termos de economia de mercado, nem de finanças públicas"
Vital Moreira


Pois não! Mas a da rede fisica de distribuição da energia, faz.

segunda-feira, maio 04, 2009

direito de resposta

"Caro Fortuna,

relembro apenas que nunca há «investimento do estado», mas sim utilização presente de dinheiro retirado dos contribuintes ou assumpção de dívida em seu nome para pagamento futuro.
Ora quer-me parecer que as pessoas estão já suficientemente espremidas, para que, numa altura de crise se lhes imponha ainda mais sacrifícios, que certamente em nada ajudarão a qualquer retoma, apenas agravando a situação.
Acresce que sempre me pareceu mais avisado que cada um possa decidir onde e como investir, se para tanto tiver possibilidade, pois que conhecerá melhor as reais possibilidades de retorno, com a grande vantagem de se a coisa der para o torto apenas haverá um prejudicado, ele mesmo.
Ou na ausência de capacidade própria ou condições concretas para investir, quiçá conseguirá amealhar alguma coisa, o que se tornará vantajoso para evitar desperdício e uma reserva que lhe será útil se a coisa se prolongar e o afectar ainda mais.
Ao invés, as despesas anunciada pelo governo sabe-se desde logo que pesarão no contribuinte, mas desconhece-se se produzirão algum outro efeito para além de reduzirem a riqueza individual, prejudicarem a concorrência leal, suportarem artificialmente empresas falidas e aumentarem encargos permanentes do estado."
Então, meu caro Gabriel, dogmas neoliberais agora???

Investimento é sempre investimento, seja do estado ou de privados. Pode é ser bem sucedido e ter retorno (havendo, como é obvio, vários tipos de “retorno”) ou não. Não é preciso enumerar casos, pois não?

Mas vamos ao que interessa. O que se trata aqui é de emprego e tão só isso. Num cenário pré crise-sobre-a-crise poder-se-ia discutir as opções de governação e até as grandes e pequenas obras enquanto possibilidades de retorno e que tipo de retorno. Neste cenário, trata-se apenas de amenizar a avalanche de desemprego, injectando dinheiro na economia através de um programa de investimentos que, para além de dar continuidade a algumas das grandes obras que já vinham de trás, acelera algumas reformas (caso das escolas) na expectativa de que isso ajude a segurar o emprego (para falar só do “investimento“).
Não fosse a “crise” eu próprio defenderia outras opções distintas, embora nada de acordo com as vossas opiniões liberais. Porque francamente, embora seja apelativo o discurso do mercado livre e das opções individuais, etc., meio copy paste da realidade americana, cá as coisas não são assim. Portugal é um pais pequeno e não tem massa critica para o surgimento de “motores da economia”, nem cultura de empreendedorismo minimamente capaz. Mesmo nos Estados Unidos a coisa deu no que deu… O mercado livre tem sempre esse outro lado, não adianta criar ilusões. A transposição dessa realidade para uma comunidade como a nossa, diminuindo os encargos com os impostos, na expectativa de que a sociedade, por si, encontraria caminhos empreendedores que levassem ao bem estar social é simplesmente mentira. Podemos especular sobre o que seria, mas basta termos presente que pelo menos desde o Marquês do Pombal que o estado é o grande motor da realidade portuguesa, isto com mais impostos ou menos impostos, com mais liberdade ou menos. Genericamente, foi enorme a incapacidade da sociedade criar riqueza, e quando o fez, foi sempre às custas dela própria desistindo até de explorar outros mercados.
Agora as infra-estruturas, as tais que alguns não consideram investimento porque o retorno é duvidoso, eu não me consigo recordar de nenhuma que fosse promoção de investidores privados (como é a linha férrea por exemplo nos Estados Unidos). Dizer que o retorno é duvidoso é mesmo uma coisa grave. Que tal dizer que o investimento na Ponte 25 de Abril ou na Ponte Vasco da gama foi de retorno duvidoso a quem vive na margem sul. E o Aeroporto do Porto, terá sido de retorno duvidoso? E os dois mil e muitos km de linha férrea no sec. XIX (bem mais do que no sec. XX), também foram de retorno duvidoso? E o porto de Leixões também terá sido de retorno duvidoso? Bom, é claro que duas refinarias num país tão pequeno se vieram a revelar desnecessárias, assim como alguns estádios, assim como algumas piscinas municipais, que estão quase vazias, mas era melhor não fazer nada? De acordo, era melhor ponderar muito bem. Mas e não foi isso que fizeram sucessivos governos com os TGV’s e com os Aeroportos e quejandos.
Explica lá Gabriel, como é que essa estratégia avisada do “cada um possa decidir onde e como investir” iria infra-estruturar o país. Ou não é preciso infra-estruturas, a exemplo das repúblicas nórdicas, que são ricas com meia dúzia de estradas e um comboio quase a vapor? Será que não lhes ocorre que a densidade populacional baixa, os imensos recursos naturais e a herança cultural são bem mais relevantes nessas economias do que as infra-estruturas que as possam suportar. Ou alguém acredita que é uma história do tipo “pouparam dinheiro - construíram escolas - inventaram a nokia - e agora são ricos”?
Gabriel, tu lembras-te, em 2005 era a Espanha, e o milagre irlandês, as faces do neoliberalismo na europa. Afinal a riqueza era no primeiro caso suportada pela imigração de africa e o respectivo reforço da mão de obra barata e produtiva, no segundo do investimento massivo norte americano na industria informática. E já perderam a face, ou há alguém que queira ser espanhol por estes dias?
Voltando à questão, a mim parece-me que a melhor estratégia é ainda a que o governo vem ensaiando na parte que diz respeito às energias renováveis e que devia alargar a outras áreas; parcerias publico-privadas em que seja possível usufruir do dito investimento publico e de mecanismos de gestão mais ágeis. É claro que isto implica outras instancias o que não sei se estará a acontecer, nomeadamente uma muito maior qualificação das estruturas dos ministérios e das entidades reguladoras (sobre estas haveria muita coisa a dizer). Porque onde o governo pode ser mais criticável não é na parte da decisão politica, e sim na operacionalidade dos meios que tem utilizado e que muitas vezes não domina. Por exemplo, eu não tenho dúvidas que o programa de renovação das escolas é um bom programa, acautela o futuro, produzirá certamente algum tipo de retorno e ajuda a combater a crise. Já tenho dúvidas é relativamente à forma como está a ser feito, através da Parque Escolar, ainda que compreenda a vontade de acelerar os processos.
Na verdade, aquilo que deveria preocupar os cidadãos, principalmente da direita, que é por exemplo a verificação da acção politica de quem está a governar, tambem nas autarquias, não parece interessar muito. Interessa é lançar atoardas do tipo “Socialistas despesistas” ou especular de forma ligeira sobre uma previsão de um défice que está condicionado à partida a ser alto. Eu já não gostei muito daquele pequeno truque que o meu governo usou em 2005 sobre o défice, especulando sobre o que seria se o governo da coligação tivesse continuado. Mas quando a Europa toda já abandonou os critérios de convergência vir falar sobre uma previsão de 6,7 para um défice que antes da crise estava controlado nos 2,7 é pura e simplesmente desonestidade intelectual, não é defender alternativas. Alternativas que, a propósito, não existem. E é por isso que o PS vai voltar a ganhar as eleições, se tudo correr bem com nova maioria absoluta. Porque as pessoas percebem bem os defeitos e as fraquezas dos políticos e esta oposição é isso mesmo, um somatório de fraquezas, contradições e larachas.

Um abraço

Escolhas

Marcelo Rebelo de Sousa condenou ontem Elisa Ferreira à derrota na nossa candidatura à CMP. Talvez o professor se engane e as coisas possam ainda vir a ser diferentes, conforme sublinha o Avelino Oliveira aqui. Mas o certo é que nalguns pontos o professor tem razão e, embora Elisa seja uma excelente candidata, a forma como a candidatura foi forjada e aparece na ribalta não foi a mais assertiva. Desde logo porque Rui Rio é um candidato difícil de bater e cuja actuação na cidade lhe permite granjear apoios em áreas muito dispersas para além do eleitorado natural do PSD. Contra isto, alguns, como Francisco Assis já no passado tinham alertado que a solução para correr com Rio e dar uma nova dinâmica à cidade seria uma ampla coligação de esquerda capaz de mobilizar os cidadãos. Pedro Baptista, candidato à Federação Distrital do PS Porto foi outro dos que nunca se resignaram e fez desta ideia uma bandeira de campanha. Também por isso o apoiamos, na convicção de que a sua estratégia para conquistar a cidade à coligação de direita era a mais apropriada. Assim como a outras câmaras do distrito.
Porem, existem outros factores que tem vindo a fragilizar a candidatura de Elisa Ferreira, sendo o mais relevante a candidatura simultânea ao Parlamento Europeu. Sempre, no passado nos manifestamos contra candidaturas a vários órgãos em simultâneo, bem como contra a acumulação de lugares políticos. Salvo raras excepções, que também as há, entendemos que o exercício do poder politico, ainda que em lugares representativos, não é compaginável com a acumulação e portanto com a assunção simultânea de projectos diversos, tais como são neste caso a CMP e o Parlamento Europeu. No passado, assistimos mesmo a situações absurdas na generalidade dos partidos, em que pessoas perfeitamente integradas num projecto politico com o qual eram reconhecidas aparecem em vésperas de eleições numa qualquer lista por mera ambição e proveito pessoal.
Tendencialmente, estas situações verificar-se-ão cada vez menos, à medida que os processos democráticos vão amadurecendo e à medida que os cidadãos se vão tornando mais exigentes em relação aos seus representantes.
Neste momento, parece ser exactamente isso que está a suceder e o motivo pelo qual Elisa Ferreira está a ser mais penalizada nas escolhas dos eleitores.
A candidata, portuense convicta e experiente nestas andanças politicas, saberá certamente retirar as devidas ilações e, quem sabe, nos reserve uma surpresa, desistindo de mais um mandato ao Parlamento Europeu em nome da cidade, ao mesmo tempo que propõe uma coligação de esquerda galvanizadora das muitas vontades que assim, certamente, no dia das eleições se dignariam ir votar.

Aí está ela...



...a tão esperada sondagem da Católica para as legislativas 2009!

CESOP/Católica, 25-26 Abril,
N=1244, Presencial.

PS: 41%
PSD: 34%
BE: 12%
CDU: 7%
CDS-PP: 2%

sábado, maio 02, 2009

Cartão Laranja

para Manuela Ferreira Leite e Paulo Rangel. Sondagem da católica dá vitória ao PS nas eleições europeias com 39%. A ser assim, as ilações internas das eleições europeias são, não um cartão amarelo ao governo mas sim um verdadeiro cartão laranja ao PSD. Para mais que, conforme se espera, o resultado eleitoral do CDS é um verdadeiro desaire, agregando o PSD os votos da direita. Não fosse o CDS ver-se reduzido a 2%, aos quais não é alheia a exclusão de Ribeiro e Castro das listas, e o resultado do PSD estaria muito abaixo do previsto.
Eleições Europeias.
CESOP/Católica, 25-26 Abril, N=1244, Presencial.
PS: 39%
PSD: 36%
BE: 12%
CDU (PCP-PEV): 7%
CDS-PP: 2%
Outros: 2%
Branco/nulo: 2%

E pronto...


Está lançado o mote para o ano eleitoral.

"Vital Moreira, cabeça de lista do PS às eleiçoes europeias, desce a avenida, no sentido contrário ao da manifestação do Primeiro de Maio. Acabou de cumprimentar os dirigentes da CGTP e dirige-se ao Martim Moniz, acompanhado por Vitor Ramalho e Ana Gomes. Um grupo corre em direcção a ele. “Traidor! Cabrão!”, gritam." Publico

sexta-feira, maio 01, 2009

quinta-feira, abril 30, 2009

Assuntos Europeus


"- Estes quatro anos foram, do ponto de vista nacional, muito bem sucedidos em termos de União Europeia. Eu acho que este Governo negociou de uma forma extraordinariamente positiva as perspectivas financeiras, a presidência portuguesa foi um êxito, as cimeiras com África e o Tratado de Lisboa foram êxitos absolutamente incontornáveis." Vital Moreira
Para aqueles que sempre procuram interpretações para os factos políticos e retiram ilações sucessivas dos resultados eleitorais.
Um cartão amarelo ao governo seria uma vitória do PSD nas eleições europeias. Se, como se prevê e deseja o PS vier a ganhar as europeias, o cartão amarelo será direitinho para Manuela Ferreira Leite. Tanto mais que a escolha da lista aparenta ser quase da sua inteira responsabilidade.

Elisa Ferreira


Após a divulgação da primeira sondagem, importa salientar que é mesmo possível o PS ganhar a eleição da Câmara Municipal do Porto.
O mais relevante nesta sondagem da SIC/Expresso, será reparar que Rui Rio não ganha terreno relativamente à ultima eleição, portanto, com o inicio da campanha pode existir uma aproximação entre as duas principais candidaturas.
Aguarda-se a análise aqui.
Entretanto para vencer a coligação de direita no Porto será necessário grande empenhamento de todos os socialistas. Apoiem Elisa Ferreira e conheçam o seu site de Campanha.

Sondagem

O PS ganharia a Câmara de Lisboa e o PSD a do Porto, caso as eleições autárquicas fossem hoje. São as principais conclusões da sondagem feita para a Renascença/SIC/Expresso.

Na “Invicta”, Rui Rio pode alcançar a maioria absoluta, mas, na capital, as contas estão mais difíceis para António Costa.

Em Lisboa, num cenário em que, na esquerda, cada um corre por si, o actual presidente resiste à dispersão de votos e lidera com 38,3%. Em segundo lugar, surge a coligação liderada por Santana Lopes, com 31,1%. O terceiro lugar vai para os Cidadão por Lisboa, de Helena Roseta, com 9,6%.

O candidato da CDU, Ruben de Carvalho, chega aos 8% e, em último lugar, Luís Fazenda, do Bloco de Esquerda, aos 6,1%. 

No que respeita à distribuição de mandatos no executivo camarário, o PS continua em minoria, podendo obter entre 7 e 8 vereadores. A coligação PSD/CDS-PP tem, nesta sondagem, 6, os Cidadãos por Lisboa 1 a 2, CDU e Bloco de Esquerda um mandato cada.

No Porto, Rui Rio chega aos 46,4% das preferências dos inquiridos, contra 34,8% da socialista Elisa Ferreira.

Rui Sá, da CDU, tem 7,6% das intenções de voto, mais duas décimas que o candidato do Bloco de Esquerda, João Teixeira Lopes. 

No que respeita à distribuição de mandatos, a novidade é que Rio pode jogar para a maioria absoluta, com uma previsão de 6 a 7 vereadores, contra 4 a 5 do PS, 1 da CDU e permanecendo a incógnita sobre se o Bloco de Esquerda conseguirá eleger algum.

Ficha técnica

As duas sondagens foram efectuadas pela Eurosondagem para a Renascença, a SIC e o semanário “Expresso”.

No que respeita a Lisboa, a sondagem foi realizada entre os dias 26 e 28 de Abril. No Porto, entre 22 e 24 de Abril. Tiveram como universo a população residente nos respectivos concelhos, em lares com telefone da rede fixa. Os entrevistados foram distribuídos aleatoriamente no que se refere ao sexo e à idade.

Em Lisboa, foram validadas 1025 entrevistas, o que corresponde a uma taxa de resposta de 85,8%. O erro máximo da amostra é de 3,06%, para um grau de 95%.

No Porto, foram validadas 721 entrevistas, o que corresponde a uma taxa de resposta de 84,1%. O erro máximo da amostra é de 3,64%, para um grau de probabilidade de 95%.

MG/Castro Moura

quarta-feira, abril 29, 2009

O herdeiro de Rui Rio

Dias após dia, neste ano de 2009 polvilhado de eleições, as atenções direccionam-se cada vez mais em torno de dois ou três pontos que resumem, quase por antecipação, o ano político. É visível que o tema principal reside na expectativa do PS renovar a maioria absoluta nas próximas eleições, mas o assunto que aqui pretendemos trazer à reflexão é outro e centra-se nas eleições autárquicas, mais especificamente no Porto.

Infelizmente nos últimos anos se pretendemos falar da situação política portuense temos que começar por observar a situação na capital já que as lideranças partidárias a norte estão genericamente subjugadas às respectivas sedes nacionais, como é o caso de Rui Rio, Renato Sampaio, Rui Sá/Honório Novo e João Teixeira Lopes.

Então, mesmo não concordando com o condicionalismo, aceitemo-lo como uma inevitabilidade e comecemos por Lisboa para chegar ao Porto.

O município da capital é actualmente liderado por António Costa, figura de grande capacidade política e assumido pelo aparelho partidário socialista como a reserva política do PS para o futuro. O Presidente lisboeta parece estar em trânsito para substituir José Sócrates mas terá pela frente um duro desafio, pois neste ano apresenta uma candidatura que o obriga a estabelecer uma estratégia vencedora no âmbito de um intrincado cenário de divisões. António Costa tenta congregar apoios num espectro onde à esquerda existe uma manta de retalhos complexa, um mosaico composto pelos tradicionais partidos, PCP e BE, mas acrescido de José Sá Fernandes e da Alegrista dissidente Helena Roseta. Isto contra o seu adversário principal, Santana Lopes, que apesar de “titubeante” consegue juntar a direita numa coligação que já muitos duvidavam pudesse vir a acontecer.

Depois do Congresso Socialista, Costa deixou claro que não haverá espaço para coligações à esquerda, logo o combate político far-se-á, não em dois blocos mas sim centrado na capacidade de Santana coligir os votos da direita e de Costa conseguir penetrar no eleitorado tradicional dos comunistas e dos bloquistas. O forte ataque de Costa em Espinho aos partidos de esquerda acabou por determinar o final da especulação em torno da possibilidade de coligações do PS nas autárquicas, pois um entendimento entre PCP, BE e PS em Lisboa poderia contaminar outros municípios importantes, nomeadamente no distrito de Lisboa e do Porto.

A Norte, no Porto, onde por coincidência Rui Rio é, tal como Costa no PS, visto como o provável futuro líder social-democrata, existe ainda um pequeno tabu: o anúncio da sua candidatura autárquica ainda não aconteceu!

Respaldado pelo facto de ser em Lisboa o mais bem-amado presidente de uma câmara nortenha, continuam a alimentar-se especulações sobre a possibilidade de Rio ceder às pressões daqueles que preferiam vê-lo discutir as legislativas com Sócrates em vez das autárquicas com Elisa Ferreira. Assim sendo, tal como António Costa também Rui Rio concentra neste ano as suas estratégias para um último mandato em que se apresenta mais como candidato a futuro candidato a primeiro-ministro do que candidato a Presidente da Câmara. E se a sua vitória surgiu mais pelo desagrado portuense com as ambições nacionais de Fernando Gomes do que pelo seu mérito, hoje, oito anos volvidos, a história pode até repetir-se.

É neste contexto, nomeadamente pelo seu significado na política nacional, que a questão se impõe: “Irá o candidato Rui Rio comprometer-se a realizar o mandato até ao fim?”.

E já agora, Quem será o número dois da coligação? Afinal, será ele o putativo candidato a futuro presidente da Câmara, o herdeiro de Rui Rio escolhido pelo próprio.

Na verdade, a disputa no Porto é tão emocionante como a de Lisboa e o seu peso no futuro nacional é tão relevante como o da capital, simplesmente os protagonistas são diferentes e só por isso os menos atentos poderão achar mais fácil a vitória de Rui Rio no Porto do que a continuidade de António Costa à frente dos destinos lisboetas.

 “E se Elisa Ferreira ganhar as Eleições?”

É que no Porto as eleições autárquicas não serão “favas contadas” e o herdeiro de Rui Rio poderá afinal ser uma herdeira - Elisa Ferreira, pois não acreditamos que a sua vitória seja surpresa maior do que a derrota de Fernando Gomes em 2001, ou visto de outro modo, que a derrota de Rui Rio em 2009 seja mais surpreendente do que a sua inesperada vitória de 2001.

nós europeus

De volta ao Sede.

Apetece-me começar por dizer que a campanha europeia do PS está, quanto a mim, a ser um exemplo tristemente interessante de como a política é encarada pelos nossos concidadãos hoje em dia, ou seja, superficialmente.

Vital Moreira tem tido um discurso de especial relevo (mesmo quando descartou Durão Barroso) e nem sequer se tem refugiado no contexto europeu para deixar de comentar a nossa actualidade política (como quando explicou que preferia uma maioria absoluta do PS nas próximas legislativas).

A sua candidatura tem conteúdo e a mim interessa-me particularmente a sua ideia de um Pacto de Progresso Social Europeu. No entanto esta magnífica campanha parece estar a passar ao lado de uma larga maioria de Portugueses. É sempre mais fácil criticar e apregoar que os candidatos dizem todos a mesma coisa. Desta vez não é verdade!

Acrescento ainda que os cartazes relembram-me, com orgulho, que o Partido Socialista esteve nos momentos históricos recentes do País, quer com Soares a assinar a adesão, depois com Guterres na entrada do Euro e mais tarde, mesmo com um "porreiro pá", foi Sócrates que esteve no tratado de Lisboa. Agrada-me que seja uma candidatura europeia de um independente tão prestigiado como Vital Moreira a valorizar o meu partido.  





terça-feira, abril 28, 2009

A Entrevista de MFL

Como não podia deixar de ser, em tempos de crise, e de crise sobre a crise, e de crise para além da crise, e de sempre em crise, o 25 de Abril serviu de pretexto para uma série de aparições (veja-se o ressurgimento do SEDE) e factos políticos que começam a tornar-se relevantes em ano de eleições.
E assim, de uma assentada tivemos entrevista com o Primeiro-Ministro, Discurso do Presidente (entre muitos outros) e ontem, mais uma entrevista com a lider do PSD, até ver o principal partido da oposição.
Infelizmente não serviu para quase nada, a entrevista, isto é, não ficamos a saber nada de novo e apenas confirmamos o que já sabíamos; que o PSD continua sem rumo e não se apresenta como alternativa credível a coisa nenhuma. O sempre disponível Augusto Santos Silva não tardou a comentar o desnorte.

Logo a abrir ficou clara a nova estratégia de marketing politico; quanto mais distante da ideia de PARTIDO melhor. Esta temática vai dar pano para mangas este ano eleitoral.

Seguiu-se a trapalhada dos casamentos (que é como quem diz, alianças e coligações) de onde saiu a já celebre frase aqui reproduzida e o respectivo desmentido. Sem comentários!
Parece que vão acontecer alguns divorcios nas coligações autárquicas com o CDS. Nada de concreto; esperemos para ver.

Como já sabíamos, o PSD não é contra investimentos, mas é contra investimentos “megalomanos” que “sequestram o futuro”; isto é, é contra os investimentos que no passado recente aprovou, mas já é favor dos investimentos em escolas, processo da exclusividade deste governo. MFL justifica estas opções com a conjuntura, segundo ela muito diferente da que tínhamos há seis anos. Então há seis anos o país não estava de tanga? E com um défice estratosferico? Então nessa altura a conjuntura era boa para aeroportos e tgv’s, agora que as contas publicas estão controlados, permitindo até alguma folga para fazer face à crise, a conjuntura não permite. E a senhora justifica com o endividamento, assim para parecer séria e sabedora, imagem de si própria que muito lhe agrada.
Acontece é que se a justificação é o endividamento, que de facto aumentou (e de qualquer forma se paga sempre com o orçamento do estado, do qual decorre um défice) das duas uma, ou se investe porque há margem ou não, porque não há.
Ora ela diz que há, porque defende a recuperação das escolas e uma recuperação à rede de linha férrea nacional e ainda investimento na recuperação urbana, etc.. Então, se há, trata-se apenas de opções politicas, opções essas com as quais há bem pouco tempo concordou e segundo diz, até com orgulho. Conclusão, todo o discurso sobre investimentos públicos é apenas e só retórica de oposição em vésperas de eleições.
É neste ponto, que por trás de toda a capa de seriedade se percebe que de facto a senhora não está de forma séria na politica. E tambem não está de forma inocente nessa retorica de seriedade e na cavalgada contra os investimentos publicos. É que para os mais atentos não passou despercebida a alusão à possibilidade de os grandes investimentos em transportes potenciarem a fuga dos centros de decisão para Madrid; isto é, no fundo, MFL prefere fechar o país. Há ou não há um “orgulhosamente sós” por trás disto?




descubra as diferenças.



Ou melhor, a semelhança. Muito interessante esta súbita alergia aos símbolos partidários.
Manuela Ferreira Leite afirma que lhe basta o laranja para simbolizar o partido.
Elisa Ferreira ainda deixa uma mãozinha minúscula, a lembrar a medo que anda por ali um partido.
São os tempos que correm, nos quais dá jeito arranjar culpados para o mal estar colectivo. E a retorica fácil contra os partidos salta logo para a ribalta; “ esses bandos de malfeitores..”

Nós aqui no SEDE gostamos do cartão, do debate e da discussão politica, e das eleições internas e dos orgãos eleitos, de decisões colegiais , do confronto, dos grupos de trabalho e dos estudos que tantas vezes antecipam o futuro. E gostamos de nos encontrar uns com os outros, de conversar e confraternizar, gostamos dos afectos e somos amigos, quase sempre solidários. Temos respeito pelos adversários e gostamos de saber quem são; acompanhamos os seus percursos nos respectivos partidos.

Apesar dos tempos, das modas, do que ai vem, não nos verão escondidos atrás duma estética que dá jeito. Somos, como sempre fomos, militantes de cartão.

Só para iniciar!




“Eu sentir-me-ia confortável com qualquer solução em que eu acredite, em que eu acredite que a conjugação de esforços e, especialmente, a conjugação de interesses, interesses no sentido do país, são coincidentes. Se perceber que o objectivo país não é propriamente aquele que está no centro das atenções, então eu acho que, com dificuldade existe um Governo que possa efectivamente contribuir para a melhoria do país” MFL, 27 de Abril

sexta-feira, abril 17, 2009

O SEDE volta!

Após um longo período de hibernação o SEDE vai voltar. Voltar significar recriar-se a partir das suas origens e voltar a ser um simples blogue que fala de políticas.

Como imaginam, muitos amigos nos desafiaram para voltarmos a escrever. Após sucessivas recusas devemos confessar que o apelo de voltar foi ganhando força.

Como alguns devem recordar o SEDE surgiu de uma espécie de brincadeira séria entre o Avelino Oliveira e o Daniel Fortuna do Couto. Mais tarde ganhou corpo e até teve momentos de forte significado político. Corria então o ano de 2005 e os blogues eram novidades.

Desta vez apeteceu-nos simplesmente voltar a escrever. Desenganem-se os que esperam que vamos criar twiters, fóruns, newsletters, portais informativos da coscuvilhice politiqueira do burgo, queremos simplesmente desenferrujar os dedos e voltar a escrever com algum descomprometimento.

O Sede volta, portanto, como um blogue de dois socialistas, que pretendem partilhar umas ideias. Convidamos também alguns amigos a ajudarem no blogue fazendo uma espécie de “back office” que vão lançando algumas novidades e noticias para animar o fluxo de leitura diária de um blogue que sabemos estava na primeira escolha de muitos, outrora.

Esperos que volte a ser a primeira escolha, desta vez de muitos mais e agora.

Seremos um espaço de informação da vida socialista local e nacional e as opiniões veiculadas comprometerão o Avelino e o Daniel, quando cada um deles assinar os textos.

O pseudónimo SEDE continuará a aparecer amiúde e pertencerá a muitos, isto porque não queremos deixar de ter alguns contributos de amigos que querem escrever mas não querem assinar. Nem sequer pretendemos justificar este ponto do anonimato – será assim e pronto.

Esperemos por isso que o novo SEDE seja ainda melhor do que o anterior, que afinal é o mesmo.

sexta-feira, março 06, 2009

the come back

terça-feira, março 27, 2007

Vital Moreira


Este homem, Vital Moreira, veio ao Porto a convite de Renato Sampaio, o Presidente da Federação do Porto do Partido Socialista, para uma conferencia/debate sobre a esquerda e a direita. Das muitas e interessantes coisas que disse houve uma de especial relevância, que continua a zunir nos meus ouvidos e à qual a federação do PS deveria prestar a devida atenção. Por alturas da apreciação do desempenho do Governo e do seu pendor esquerdista (ou não, para alguns), lembrou-se do Norte. Fez pausa, suspirou, e disse: Ah!, …o Norte está com um problema (leia-se crise), efectivo, resultado de…., e de…., e não pode esperar que seja Lisboa a resolve-lo.
Bom, para convidado desta federação, cuja confiança no executivo é bem conhecida, não está mal, pois não?
Pergunto-me mesmo quem terá razão, se o anfitrião ou o convidado. O anfitrião, como se sabe, aposta na atenção que o governo Socrates dará à região para uma recuperação no sentido da prosperidade. O convidado diz à boca cheia que a gente bem pode tirar o cavalinho da chuva e que mais vale esperar sentado, porque os dias mais risonhos só voltarão quando tomarmos o destino pelas próprias mãos.

Grandes Portugueses



O Público de hoje reconfortou-me bastante; por revelar que nas duas sondagens efectuadas sobre “Os Grandes Portugueses” os resultados são bastante proximos do que seriam as minhas escolhas, caso tivesse sido inquirido. Afonso Henriques e Camões nos primeiros lugares. O primeiro pelos motivos obvios, o segundo pela matriz do imaginário da portugalidade em que constituiu.
Não, não é apenas aquele confortozinho que resulta do encontro de opiniões semelhantes à nossa e portanto de uma espécie de sintonia. É principalmente o conforto que resulta da compreensão. Por mais explicações que se dêem, a opção dos portugueses por qualquer dos três vencedores do concurso da RTP não seria por mim compreensível nem aceitável.
Aliás, alinhar pela generalidade da opinião publicada é, quanto a mim, um enorme erro.
A opinião publicada tendeu a desvalorizar os resultados do concurso da RTP, alegando que se trata de um concurso e nada mais do que isso. Que não representa nada e que portanto não tem quaisquer consequências. Mais, nalguns casos chegou-se ao ponto de culpabilizar o actual estado das coisas, nomeadamente da educação, pelos resultados da votação.
Eu diria que é um erro crasso. Pelos números que foram sendo anunciados, feitas algumas contas, descontando votos de protesto e provocações, haverá pelo menos uns 100.000 portugueses a votar em Salazar e aproximadamente metade a votar em Cunhal.
Os votos em Cunhal são absolutamente reveladores; “Assim se vê a força do PC”, nada mais.
Já os votos em Salazar são deveras incomodativos, porque traduzem uma força de, pelo menos 100.000 apoiantes mobilizados e activos, à espera de uma oportunidade para se fazerem ouvir e eventualmente à espera de uma liderança. Note-se que não se trata de uma escolha desinteressada, nem de resultado de persuasão eleitoral, nem coisa que o valha. Não, trata-se de pessoas que conheceram bem o Estado Novo e vivem à trinta anos em democracia. Conhecem o autoritarismo e a liberdade, e estão disponíveis para prescindir de uma parte desta ultima em prol das “virtudes” que viviam sob o fascismo.
Além disso estão mobilizados para se manifestarem, eventualmente para agir. O que, para quem anda na rua, não pode constituir surpresa.

domingo, fevereiro 18, 2007

a "Ajuda do Código Penal"

Isto daqui para a frente vai ser complicado.
Não estou muito bem a ver como é que a sociedade portuguesa vai resolver certas questões, de natureza moral, ética, criminal, sem a AJUDA DO CÓDIGO PENAL. Falo de coisas como a violação, o roubo, a excisão geneital feminina, etc., etc.

sábado, fevereiro 17, 2007

Bingo!

A DIA D, revista que acompanha o jornal Público, aparece às vezes com umas coisas interessantes. Desta vez o director, João Cândido da Silva foi directo ao que interessa em época que continua de contenção, embora o ruído provocado pelo referendo nos tenha distraído um pouco; o binómio trabalho/capital e a desvalorização que o primeiro tem sofrido com o fenómeno da globalização. Vai directo ao que interessa porque? Porque constata a evidencia e questiona sobre os mecanismos de controlo à disposição dos governos? Porque pergunta se as políticas de contenção salarial serão a arma certa para as nações desenvolvidas enfrentarem as economias emergentes. Porque questiona a distribuição dos ganhos de produtividade, decorrentes de reestruturações empresariais e dos avanços tecnológicos, sempre no sentido da remuneração dos accionistas, do capital, portanto. É certo que se refere aos países desenvolvidos em geral, e não a Portugal, onde o problema é ainda mais agudo, devido a uma iniciativa privada pouco empreendedora e a um Estado que pesa demasiado na economia. Mas também é certo que é em Portugal que o sector da banca bate recordes sobre recordes de lucros, como vimos na semana passada, quando os restantes agentes económicos estão à beira da asfixia. É absolutamente necessário que o Sr. Ministro das Finanças faça a sua própria reflexão sobre o assunto porque, convém que ninguem se esqueça, faz parte de um governo socialista.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Coisas Úteis no Referendo ao Aborto

A direita liberal revelou-se ao mostrar tanta desconfiança relativamente à iniciativa privada na prática do aborto (e com razão). Ele era a fábrica de abortos, ele era as slot machines, ele era a tendência para o lucro e não para o serviço publico, ele era a ultrapassagem de todos os procedimentos éticos correctos, enfim! (mas repito, com toda a razão, porque é mesmo isso que vai acontecer). Estranho é que não se lembrem disso quando querem privatizar o SNS. Ou quando defendem a contratualização à peça.
Já a esquerda radical prefere ignorar a argumentação, de desconfortável que é.
Norberto Bobbio deve andar às voltas na tumba. Como aliás o meu estômago, durante a campanha do referendo.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Flexisegurança

A criança ainda nem abriu os olhos, tão pouco se levantou e demorará certamente muito tempo até dar um pequeno passito que seja.
Mas PANCADA NELA é o que é preciso. Vamos lá, vamos...

domingo, janeiro 14, 2007

La Gota Fria (1) (2)

(1) Termo usado para referir uma perturbação atmosférica extra-tropical (especial incidencia na peninsula ibérica) resultante de uma massa de ar frio de origem polar no meio de ar quente tropical, conjugada com uma temperatura especialmente elevada da água do mar e a consequente ascenção do vapor de água, resultante da evaporação. Provoca precipitações violentas e excepcionalmente intensas.

(2) Pequena gota de suor que se forma na nuca de um individuo momentos antes de morrer.

La gota Fria (*) (**)

Acordate Moralito de aquel día
que estuviste en Urumita
y no quisiste hacer parranda
Te fuiste de mañanita
sería de la misma rabia

En mis notas soy extenso
a mi nadie me corrige
para tocar con Lorenzo
mañana sábado, dia de la Virgen

Me lleva el o me lo llevo yo
pa' que se acabe la vaina

Ay ! Morales a mi no me lleva
porque no me da la gana
Moralito a mi no me lleva
porque no me da la gana

Que cultura, que cultura va a tener
un indio chumeca como Lorenzo Morales
que cultura va a tener
si nació en los cardonales

Morales mienta mi mama
solamente pa' ofender
para que el tambien se ofenda
ahora le miento la de el.

Me lleva el o me lo llevo yo
pa' que se acabe la vaina ......

Moralito, Moralito se creia que el a mi,
que el a mi me iba a ganar
pero cuando me oyo cantar
le cayo la gota fría,
pero cuando me oyó cantar
le cayo la gota fría.

Al cabo el la merecia
y el tiro le salió mal ...

Me lleva el o me lo llevo yo
pa' que se acabe la vaina .

(*) Dedicado ao grande Emiliano Zuleta e a todo o povo de sangue quente da America Latina.

(**) Este poema relata um episódio colombiano dos anos trinte do sec. XX, e foi considerado por Gabriel Garcia Marquez como " A canção perfeita".

quinta-feira, outubro 26, 2006

Recensão ao "Pessoas, animais e outros que tais"

Por Filipe Moreira

“O invulgar do quotidiano em narrativas tradicionais”
Domingos Pintado é um antigo professor de Liceu, hoje aposentado, portuense de gema e amante do que se tem por hábito apelidar de prazeres da vida - um bom cigarro, um bom vinho, uma bela mulher, uma bela conversa. Para além disso, adora contar histórias (ou estórias, para usarmos uma palavra que acentua o seu carácter ficcional). Precisamente um conjunto de estórias é o que este antigo professor de Liceu nos oferece em Pessoas, animais e outros que tais . Estórias à maneira antiga, se quisermos, dessas que relevam do prazer de serem contadas, e de pouco mais. Apraz-nos acentuar este ponto, depois de, ao longo do século XX, tanto se ter proclamado, em tonalidades diversas, a morte da narrativa tradicional, a qual se limitaria a provocar no leitor a ânsia de seguir o rumo dos acontecimentos. Facilmente se constata como, apesar de tantos e tão veementes ataques, continuamos, hoje como ontem, a sentir um indesmentível conforto sempre que ouvimos o "era uma vez...", ou fórmulas afins. E textos como estes do Dr. Domingos Pintado muito contribuem para esse indesmentível conforto.

As estórias deste volume são, todas elas, pedaços do quotidiano (do próprio Dr. Pintado ou de outrém) marcados pelo insólito, pelo pitoresco ou por uma discreta exemplaridade. Através delas, ficamos a conhecer uma simpática velhinha que compra um prato porque a figura que ele tem estampada lhe lembra o seu pai, do qual não possui nenhuma fotografia ("O Retrato"); um mentiroso inveterado que acaba vítima das suas patifarias ("O Cinéfilo"; "Pelúcia"); o burrinho que morre de desgosto por ter perdido um fiel companheiro ("O burro do marquês"); um simpático agricultor particularmente afeiçoado à sua vaca ("A Gertrudes"); e tantos outros.

Traço comum a estes textos é o ambiente portuense, ou nortenho, em que se desenrolam, dando-lhes uma cor local bem conseguida e reforçada pelo uso de diversos termos do calão ("madameco", "neres", etc.). Quem conhecer bem o Porto actual, ou o de há algumas décadas atrás, por certo não deixará de o reconhecer no retrato que aqui nos é apresentado. Retrato físico, mas também social, que se detém no ambiente dos alfarrabistas, dos cafés, das cooperativas culturais, dos bordéis ou dos Liceus.

Um aspecto curioso deste livro é o facto de as suas narrativas se escalonarem no tempo, desde as primeiras, cuja acção decorre, ainda, no Portugal salazarista, até às últimas, já dos nossos dias. Constituem, por isso, um quadro evolutivo da sociedade portuense e portuguesa, através do qual nos vamos apercebendo das mudanças e das resistências às mudanças que se têm verificado nas últimas décadas. Para além disso, esta arrumação permite-nos seguir a evolução e as transformações do Dr. Pintado. Vamo-lo acompanhando em vários momentos da vida, desde quando professor e casado, até quando vendedor de antiguidades, viúvo e acompanhado pelo cão Púchkin, o que nos provoca algumas surpresas.

Quem diria, por exemplo, que o Dr. Pintado, pacato frequentador de bibliotecas e fidelíssimo a sua esposa, seria capaz de viver uma aventura tão fortemente erótica como a que nos narra em "O preço da Ilusão"? Embora tenha mudado (ou tenha parecido mudar), há, igualmente, aspectos em que foi permanecendo igual. Um caso paradigmático é a sua constante e por vezes dolorosa autoculpabilização pela inércia com que, ao longo dos anos, foi assistindo às marés políticas, incapaz de se opôr ao salazarismo ou aos abusos posteriores, e considerando-se pertencente a uma «esquerda tardeira, pós-Abril, com que nos vingávamos de termos tido o que merecêramos durante cinquenta anos... esquerda que baste para apagar essa memória, expiar essa culpa...» (in "Para que presta um Homem?"). Constante, também, o seu gosto por contar estórias, o que o leva a registá-las num caderno e a prometer-nos mais algumas, «caso o Dr. Pedro Batista dê o seu aval». Porque, falta dizê-lo, se ficámos a conhecer o Dr. Domingos Pintado, devêmo-lo a Pedro Baptista, portuense, professor de Filosofia e escritor.

Baptista, Pedro. Pessoas, Animais e Outros que Tais, Porto: Campo das Letras, 2006.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Irá Durão Barroso defrontar Sócrates em 2009?

Vale a pena (ou nem por isso) lêr esta noticia no semanário....

Deixo algumas pérolas:

"Durão Barroso pode não ter espaço para ser candidato presidencial, depois de Cavaco Silva. À frente do Presidente da Comissão Europeia, a esquerda tem um nome forte que está a gerir magistralmente também o seu regresso a Portugal: o antigo primeiro-ministro e actual alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres. Por isso, querendo regressar ao País, o único lugar disponível para Durão Barroso terá de ser o de primeiro-ministro.
Irá Durão Barroso defrontar José Sócrates nas próximas legislativas de 2009? Tudo indica que sim."

"Esse foi, aliás, o percurso do último Presidente da Comissão Europeia, Romano Prodi, actualmente primeiro-ministro em Itália, depois de ter derrotado o primeiro-ministro Sílvio Berlusconi, que se candidatava à reeleição."

"... o Presidente Barroso pode sair depois de uma reforma que pode marcar o futuro da união política europeia, ultrapassando as hesitações que actualmente dominam a Europa depois do chumbo da Constituição Europeia. Ou em alternativa, não sendo possível o acordo e agravando-se a crise europeia e a própria credibilidade das instituições e do euro, a saída intempestiva de Barroso no fim do primeiro mandato pode ser politicamente significativa no quadro europeu, como alerta para o facto desta Europa fazer pouco sentido como bloco político, num mundo cada vez mais globalizado, e onde os desafios não serão apenas referentes ao terrorismo, mas também à segurança dos recursos naturais e da energia."

"... o eventual interesse de Barroso poder querer suceder a Cavaco Silva como Presidente da República. Mas Durão Barroso pode já ter percebido que essa hipótese pode não ser interessante, não só porque o Presidente Cavaco Silva pode bem fazer um segundo mandato, atirando a sua saída de Belém para depois de 2015, como será arriscado para Barroso defrontar António Guterres, o candidato natural da esquerda, que contará com o apoio do PS e que regressará ao País prestigiado pelo mandato nas Nações Unidas. Deixando de lado Belém, o regresso de José Manuel Durão Barroso deveria ser bem em cima das eleições, acabando por jogar bem o mandato de Bruxelas com o fim da legislatura em Portugal."


"... Marcelo poderia ter preparado as coisas para o seu regresso ao PSD, sendo claramente o mais credível militante para liderar a oposição a Sócrates e com tempo construir uma alternativa política. Mas, mais uma vez, o comentador da RTP errou tacticamente e preferiu elogiar o desacreditado Marques Mendes, desvalorizando-se a si próprio e, sobretudo, desacreditando-se na multiplicação de comentários - sendo os mais negativos sobre justiça desportiva."

"...Barroso não elogia Mendes, mas, ao contrário de Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente da Comissão Europeia não elogia Marques Mendes, deixando assim campo livre para uma ofensiva sua a seu tempo. E ao entrar em jogo, sobretudo se houver a reforma das leis eleitorais - facilitando as maiorias absolutas -, Barroso e a direita poderiam mesmo sonhar com uma nova maioria absoluta do PSD.Esse jogo é contudo o pior que poderia acontecer ao CDS de Paulo Portas. Portas está a preparar o seu regresso ao CDS, uma jogada política que acaba por interessar ao PS de José Sócrates que, deste modo, estabiliza a oposição interna e ameaça a esquerda com um eventual Governo PS-CDS, caso o PS perca, em 2009, a sua maioria absoluta. Mas, por outro lado, o regresso de Barroso poderá abrir também uma janela de oportunidade para a renovação da AD."

"... Mas para o próprio Governo socialista e para Belém, os "timings" podem acelerar-se logo no início de 2008 se a situação económica piorar surpreendentemente: nesse caso, o PS poderia querer antecipar as legislativas, antecipando-as para renovar a maioria absoluta e, caso a perdesse, sempre teria Paulo Portas no CDS para se coligar. Uma situação que deixaria o PSD de fora e através da qual Portas e Sócrates ponderariam funcionar como uma tenaz, roubando pela esquerda e pela direita espaço eleitoral ao PSD. E neste contexto a presença de Marques Mendes seria essencial, até porque o prestígio do Presidente da Comissão Europeia poderia colocar em causa tal estratégia de redução do espaço político do tradicional PPD/PSD."

De volta,

Após uma merecidas férias e uns quantos trabalhos forçados, acrescidos de uma ausência em terras de Espanha por motivos académicos cá estou de volta.

O Sede está em período de acalmia, tal como os mandatos políticos! Existe pouco fervor e a "silly season" já se estende à algum tempo. Por isso como diria a minha avó: Para dizer asneira mais vale estar calado.

Mas também não exageremos, calados mas nem tanto. Por isso e por outras coisas também devemos escrever aqui e ali algumas coisas.

Começava por isso por relembrar que O PS vai para congresso em breve. Não tendo isto nenhuma novidade, parece preocupante a pouca mobilização em torno de um debate oportuno que isso está a gerar.

quinta-feira, agosto 10, 2006

Vou ali e volto já!

terça-feira, agosto 08, 2006

Sobre o Covelo

Esta situação do concurso do Covelo faz-me alguma confusão. Primeiro porque os arquitectos indignam-se. Depois porque parece-me que pelos argumentos tem aparente razão. Aliás não aparente mas sim formalmente. O que não é lá muito melhor.
A OA imprime um novo estilo criticando um organismo público. Não que lhe apeteça criticar os concursos de concepção/construção que são bem mais gravosos para a classe. Nem os concursos por convite, nem o aproveitamento atroz que se faz da obrigatoriedade dos seus estágios profissionais não remunerados pelo período de um ano. Nesta questão, que agrega muitas opiniões criticas À CMP não alinho no mesmo diapasão, embora, ainda assim não chegou hoje o dia em que compreendi a iluminada mente brilhante de Rui Rio. Já sabem que como socialista (com uns lampejos liberais como diz um amigo meu – e lampejos é o mínimo) não gosto muito da vocação corporativa da OA e das outras ordens diga-se. Reparem que o José Miguel Júdice disse uma barbaridade sobre os 3 maiores escritórios de advogados, mas a Ordem do Advogados “fez” uma barbaridade ao que ele disse castigando-o e daquela forma. E sabemos como aquilo funciona, lia hoje num jornal desportivo que o Gil Vicente o contratou – querem apostar como aquilo vai dar raia? E como Júdice não vai perder, por muitos magistrados que o Os Belenenses tenham de adeptos? Na OA também é assim, agora criticam um concurso de ideias público ao estilo do Norte da Europa. Eu sinceramente não fico nada atingido com a falta de qualificação dos concorrentes. Eu que até acho que sou bom arquitecto (modéstia à parte), e que boa parte dessa qualidade reside na capacidade de criar e solidificar uma ideia. Lembro-me das primeiras aulas de um grande arquitecto que tive como professor: Fernando Távora. Lembrava-nos que os mais brilhantes arquitectos do mundo não tinham a sua formação de base em arquitectura. Referia-se a Frank LLoyd, Le Corbusier e até Miguel Ângelo. E depois no meio de uma plateia de quase 200 alunos dizia : “ e vocês perguntam-se o que é que estão aqui a fazer?” Pois é exactamente isso que esta Ordem sentiu. E como tal meteu-se nesta. No entanto acho sinceramente que a participação pública pode ir directamente por aqui e não me choca nada um concurso de ideias deste tipo. Seguramente o facto de existir concurso é melhor que nada. E a discussão em torno do Covelo é melhor ainda. O grave não é isso. O que é realmente grave é que seja necessário a um executivo camarário lançar um concurso, que nos países nórdicos é feito para aquilatar da percepção de espaços emblemáticos e históricos das cidades, para fazer um trabalho que eles não conseguem – ter uma ideia forte para um espaço difícil e de enorme potencial.
Pior ainda, disfarçar de concurso livre um uma disputa que afinal se quer fazer entre diferentes profissões (como coordenadores, claro), ou seja, é mais fácil ir buscar um planeador, um engenheiro com currículo de urbanismo, um paisagista ou quem sabe um “Marketer” com PHD recém concluído em Espanha.
E com base no conceito de que as ideias não são nem dos arquitectos, nem dos políticos – são de todos.
Assim livra-se este executivo de ficar refém de um arquitecto-vedeta que agrade à Ordem, mas que desagrada à população e expõe as fragilidades do sistema.
Por isso meus amigos o problema não é quem pode ganhar o concurso, mas sim qual a pretensão do concurso.
Se a minha vizinha da mercearia, se o cantor frustado que lá mora em frente ou até a costureira pudessem escrever uma carta, compor uma canção ou ditar um poema a coisa agradava-me. MAS afinal pode o Merceeiro realizar um estudo prévio? Pode o cantor cumprir as premissas na organização de processos sem desafinar?
Não pode! Por isso resume-se neste concurso o percurso da cidade nestes últimos anos, aliás visível nestas ultimas eleições após o fiasco da 2001: Não há catalizadores, nem projectos agregadores na cidade há muito tempo. Falta chama. E vai continuar.
MAS custa-me criticar um concurso – é que eles são tão poucos.



quinta-feira, agosto 03, 2006

Sobre o conceito de Fusão




Hoje soubemos que António Costa conversou em Dezembro com Rui Rio sobre a fusão de Freguesias no Porto. Ainda por cima o assunto isso aparece com surpresa entre os dirigentes PS. Mais então quando se percebe que Rui Rio faz mais uma manobrita para aumentar a margem PSD na cidade (fusão Foz do Douro/Nevogilde).
Assim os resultados esperados nas proximas eleições para a maioria PSD ( e eventualmente PP e se for preciso CDU) é de PS com Campanhã ( A Freguesia de sempre e dos socialistas - para mim tem um sabor especial porque é "matriarcal") e uma freguesia unica do centro histórico, entretanto com a área socialista dividida com a guerras figadais de 5 presidentes de Junta que querem todos continuar a ser e se for outro mais vale perder.
A Foz e Nevogilde garantem que assim, na terra das casas caras, dos muros altos e dos prédios de luxo a direita ganha sempre.
Devo-vos dizer que acho esta "manobra" de reorganização uma palhaçada. Repito, palhaçada. Para que fique claro porque não são membros do Governo ou Presidentes de Câmara que com a sua ignorância fazem dos outros palhaços.
Sou, como é publico, defensor convicto, convicto mesmo, das fusões de Freguesias e até de concelhos. Sou como sabem adepto de um novo desenho da cidade do Porto, abraçando parte de Gaia, parte de Matosinhos e parte de Gondomar.
Agora expliquem se isto é forma de redesenhar as freguesias da cidade do Porto? Junta-se estas e se calhar mais aquelas! Que ignorância!
Então e Cedofeita está bem? E santo Ildefonso está bem assim? E Bonfim serve para alguma coisa? E Paranhos, Ramalde e Campanhã continuam a defender a corda periférica? E Lordelo também não se podia juntar à zona ocidental? E Massarelos para que serve, só para lá morar o presidente de Câmara? E porque não Aldoar com Nevogilde (que já partilham o Parque da cidade)?

É que cheira mesmo a decisões tipicamente feitas a partir dops gabinetes lisboetas que indiferentes à história ao contexto social e cultural, decidem poupar uns cobres e portanto fazer o frete ao Rio.

Se alguem tem dúvida que olhe com atenção aqui.

E já agora parabéns ao Francisco Assis, ao Renato Sampaio e ao Orlando Gaspar pela defesa dos valores portuenses junto governo. É que se fosse para divulgar uma qualquer obra ou nomeação estavam eles nos jornais. Mas como é um assunto que lhes causa o incomodo e as chatices dos caciques locais (aqueles que lhes guardam os votinhos internos), duvido que estejam pelos ajustes.

E afinal ninguém explica qual a posição destes dirigentes Socialistas nesta matéria, mas eu ajudo:

1º Renato Sampaio, o pouco conhecido lider distrital portuense, dirá que concorda com as decisões. Diz isso com a justificação de um "porque sim" e aliás "sou bastante amigo pessoal do António Costa".

2º Francisco Assis dirá no interior do PS que concorda com a posição de todo e qualquer Presidente de Junta, propondo-se intervir junto dos dirigentes do governo. Por outro lado dirá também aos dirigentes nacionais que intercederá junto dos dirigentes locais para aceitarem as decisões ponderadas de Lisboa.

3º Orlando Soares Gaspar, Presidente da Concelhia, defenderá os seus apoiantes mas com moderação, até porque seguirá a velha máxima de "caminhar e medir". Ou seja por uma lado sim, por outro não! Mais ou menos como na questão da Av. dos Aliados. Concordo com tudo, mas algumas coisas deviam ser explicadas melhor!


sexta-feira, julho 28, 2006

Eu estou confuso

Bom, ou eu estou doido ou então isto parece-me muito complicado!

Então o governo usa como porta voz o líder da distrital do PS para anunciar investimentos públicos?

E se virem na noticia impressa no Jn o cenário é ainda pior. Porquê? Primeiro porque se insinua que existe uma solução alternativa para a linha do Metro que ninguém conhece. E segundo porque o lider da distrital aproveita para mandar os recados internos em nome do secretário geral do PS.

Terceiro, parece que o que conta é essencialmente o modelo de gestão da Metro!

Enfim estão a misturar alhos com bugalhos.

Sinceramente estou solidário com o governo PS e com este secretário-geral que apoio e apoiarei no próximo congresso nacional. No entanto é necessário dar outro rumo às abordagens na política local.

terça-feira, julho 25, 2006

O estado do sitio

Sabia que:

Existe alguém a receber dinheiro público do Municipio para escrever isto!

Se souberem quem ele é (embora eu acredite que o autor decidiu colocar o seu próprio nome lá pelo meio do texto, à Jardel) digam-lhe que já podemos usar a palavra sítio em vez de "site".

segunda-feira, julho 24, 2006

Estranho porquê?

Via Baixa do Porto, pela mão do TAF fiquei a saber sobre o concurso do Mercado do Bolhão:

- Composição do Júri para as propostas do Mercado do Bolhão

"Comissão de Avaliação:
Presidente - Dr. José Pedro Aguiar Branco
Vogal - Eng.º Rui Quelhas
Vogal - Sra. D. Laura Rodrigues
1º Suplente - Dr. Lino Ferreira
2º Suplente - Prof. Dr. Hélder Pacheco"

Diz o mesmo Tiago que:

Este júri parece-me bastante "exótico" face aos critérios de avaliação das propostas...

Confesso que a mim só se apresenta exótica a presença do Hélder Pacheco

O Metro em dia de Rivoli

No dia em que se fará a vigília sobre o Rivoli, acho interessante falar sobre o Metro. Calculam evidentemente que sobre o assunto do Teatro tudo está dito, ou melhor tudo está explicito. A CMP assume que a área cultural não é algo em que aposte, tanto mais que a receita parece ser realizar um corte radical com a grande aposta cultural da década de 90 – a ruptura com o património e a cultura que lançou o Porto para um debate nacional e nalguns momentos internacional. Enfim, dirão que é a visão de um economista! Mas não é verdade, afinal Fernando Gomes estudou os mesmos livros, nas mesmas carteiras, na mesma escola de Rui Rio.

E falo de Fernando Gomes porque já agora deveríamos repensar a “estória” do Metro na Boavista. Como se sabe opus-me à intervenção mal conseguida para as corridinhas de carros antigos, disfarçada de intervenção do Metro na Boavista.

Mas infelizmente as árvores foram cortadas e nenhumas foram plantadas (conforme haviam prometido), e tudo continua mais ou menos na mesma. O eixo que liga a segunda centralidade do Porto a Matosinhos, fruto da emancipação de Leixões, continua aquém do que pode ser.

O PS tem demonstrado grande apetência para discutir os assuntos de urbanismo com alguma profundidade. Infelizmente partilha muitos erros no passado recente. Tenho a certeza que Fernando Gomes não deixaria de aglomerar opiniões sobre estes temas prementes. Sempre o fez e se usou as grandes obras em seu proveito, fé-lo consultando a cidade e incentivando todos à sua compreensão.

Julgo, portanto, que não devemos esperar pelo avanço dos estudos e obras para depois guerrear fatalidades.

Este fim-de-semana um estudo indicava novos caminhos e trajectos para o Metro. Assim sendo o PS deveria assumir que a conversa do eléctrico é um argumento falhado! Estava previsto na remodelação da Av. da Boavista, um projecto de Manuel Ventura que foi substituído pelo messiâncio de Siza. Por isso já não tem sentido. Ou queremos o Metro na Boavista ou não queremos. Ponto final.

E se é para fazer, ou se isso será uma inevitabilidade, que não façam como nos Aliados em que daqui a uns tempos far-se-á uma conferência com Eduardo Souto de Moura e Siza Vieira e todos ficaram rendidos à sua estirpe de internacionais modelos da melhor arquitectura portuense. Provavelmente virão demonstrar um novo modelo de Catenárias (tipo Philip Starck) que encaixarão que nem uma luva na “estéctica” proclamada.

E já agora, se a Exponor sai mesmo dali, porque não prolongar para lá a actual linha do Metro que acaba no Senhor de Matosinhos? Será realmente melhor ligar Leça à linha da Trofa? Admito que sim, mas parece-me que deveria haver maior intervenção política.

É que o meu maior receio não são as ideias de Rui Rio e companhia, mas sim a forma como ele as aplica. Fico com a sensação que mesmo o projecto mais inovador e dinâmico na cidade seria feito à paulada (porque assim tem que ser). Mas todos sabemos que se a gestão de Rio estivesse lá há uma década, provavelmente já haveria missa no Coliseu e a Casa da Música estaria tão desenvolvida como o edifício transparente. Mas neste caso da Boavista é preciso particular cuidado, se calhar alguns dos estudos do Metro tem sentido e se calhar, repito se calhar, mais vale acautelar um bom projecto do que repetir o ridículo que nos cobriu no túnel de Ceuta.

sexta-feira, julho 21, 2006

Uma proposta

Depois disto de no Porto o Pavilhão Rosa Mota e o Teatro Rivoli passar afinal para a mão de concessionários (um deles é o La Féria - coisa que me irrita), ocorreu-me:

- Porque não concessionar a Câmara Municipal do Porto? Fazia-se um concurso com convites ao grupo Sonae, ao Grupo Amorim e a mais um ou outro para disfarçar, e já está.

Dirão vocês: Mas concessionar o quê? Já tá quase tudo - o Smas, as obras (gop), a Sru, e o resto são feijões.

Pois se calhar tem razão!

quarta-feira, julho 19, 2006

O Metro

Sem malicia, reparem no que se vai passando sobre o novo modelo de gestão do Metro aqui.