sexta-feira, maio 29, 2009

Vai haver borrasca!

Europeias. Eurosondagem, 25-27 Maio, N= 2525, Tel.

PS: 35,5%
PSD: 32,5%
CDU: 9,2%
BE: 8,8%
CDS-PP: 6,5%

Via: Margens de Erro

Já cheira a borrasca para os lados da direita, principalmente PSD.

A acreditar nas sondagens o PS continua à frente e a distanciar-se do principal opositor. Se for assim, Manuela Ferreira Leite vai ter dificuldade em justificar como é que perde uma eleição para o partido do governo que, segundo ela, tão mal tem governado. Vai ter dificuldade em pedir ao seu partido força e apoio para as legislativas de Outubro. E sabendo-se como é aquele partido, sem ideologia e sem ideias, o assalto ao poder vai ser feroz. Já começou com Menezes a posicionar-se. Rio também já deu sinais. Se isto continua assim, a noite das eleições vai ser de facas longas. Aqui, neste aspecto, temos que tirar o chapéu a Paulo Rangel. Antevendo a situação achou melhor exercer a sua actividade em Bruxelas.

Outro aspecto interessante é a descida abrupta do Bloco de Esquerda, que passa de terceiro para quarto e com jeito ainda não fica por aqui. é que desta vez há uns pequenos partidos mesmo mesmo ali à espreita.

Não queria ir por aqui

 

Sozinho 3

…mas não há ninguém que diga a este aventureiro que um ERASMUS EMPREGO ao lado de um dos países com maior taxa de desemprego (Espanha) é um verdadeiro tiro no pé.

O argumentário  proteccionista não é aquele com que mais me identifico, nem de longe nem de perto, mas vejamos:

- Propôr a criação de um ERASMUS EMPREGO significa, nas palavras de Paulo Rangel, partilhar vagas de emprego, em bolsa, para os países da União Europeia, tal como se partilham vagas no ensino superior;

- Segundo ouvi ontem, com afectação de recursos, isto é, para além da bolsa propriamente dita e do salário a auferir pelos candidatos, haveria ainda afectação de recursos da união que, a não ser para gastos residuais com organização, só pode ser para criar um nivelamento laboral e salarial. Além de justo, faz todo o sentido.

- Agora repare-se: cada pais dispõe de alguns lugares e muitos candidatos, evidentemente, senão não havia desemprego. Portugal também. Só que Portugal tem uma taxa de desemprego relativamente baixa, quando comparada com outros, nomeadamente com a vizinha Espanha.

- Portanto, probabilisticamente, haveria haveria um muitíssimo maior percentagem de candidatos espanhóis e de outros países do que portugueses. Não só porque eles são muito mais mas também porque a taxa de desemprego é muito maior.

- Não havendo discriminação, porque não poderia haver, a probabilidade de um português apanhar um emprego da bolsa seria ínfima, já a probabilidade de os empregos portugueses serem ocupados por estrangeiros seria altíssima.

- Logo, esta medida proposta por Paulo Rangel é completamente idiota e muitíssimo lesiva para os interesses nacionais. Um verdadeiro tiro no pé que se pode mesmo considerar anti-patriota.

- Não gostamos de discriminações, mas quer dizer, isto seria mesmo chamar estúpidos aos portugueses. E anda um aventureiro destes na rua, a dizer disparates, e ainda por cima tem audiência.

quarta-feira, maio 27, 2009

iyoôooo!

 

 

Aproveitar grafiters para reabilitar zonas velhas

Ideia do PS agradou. Câmara já limpou seis mil metros quadrados

Aproveitar os grafiters que ilegalmente espalham desenhos pela cidade, desordenadamente e sem critério, e pô-los a reabilitar muros degradados é uma solução que a Câmara do Porto poderá vir a pôr em prática.

A proposta partiu da vereação socialista, mas agradou a Rui Rio. "Há muita sujidade no Porto, há ruas completamente grafitadas. Proponho que a Câmara reúna os grafiters para reabilitar estas zonas degradadas, os edifícios sujos e feios", propôs a vereadora substituta do PS, Carla Miranda, ontem de manhã, na reunião pública do Executivo.

"É possível trabalhar com esta gente", acrescentou a socialista, considerando que o trabalho pode ser feito em colaboração com as juntas de freguesia. Carla Miranda lembrou, no entanto, que é preciso fazer a distinção entre os grafiters e os que se limitam a assinar nas paredes (tags), como forma de marcar território.

Rui Rio achou "interessante" a proposta, nomeadamente no que toca à articulação com as juntas de freguesia. "Embora a Câmara esteja a fazer um esforço para limpar as paredes da cidade, admito que a entrada de novos grafitos seja superior. Pegar nas paredes velhas e dar-lhes uma nova vida parece-me uma boa ideia", reiterou o presidente da Câmara do Porto.

De acordo com a informação, publicada no último número da revista oficial da Câmara do Porto, a Direcção Municipal de Ambiente e Serviços Urbanos tem vindo a fazer um esforço em termos de limpeza urbana, dando "prioridade à intervenção na remoção de grafitos que proliferam no espaço público". "Até agora foram limpos mais de seis mil metros quadrados", pode ler-se no artigo.

JN. Inês Schreck. 27.05.2009

Quem assina por baixo?

Angel Gurría

Há dias, o i publicou uma entrevista com Angel Gurría, Secretário-Geral da OCDE, à qual a blogosfera não parece ter prestado grande atenção. Coisa estranha, visto que o entrevistado fala essencialmente sobre Portugal, a crise, e as medidas necessárias para a enfrentar. Noutros tempos, dir-se-ia que o conteúdo não era do agrado da direita liberal que tinha a predominância nos blogues tugas. Hoje, as coisas já não são bem assim, mas é de qualquer forma admirável como tudo que possa ser minimamente agradável para com este governo é ignorado pela comunidade blogueira. Para introduzir um pequeno grão de areia na engrenagem, decidimos reproduzir aqui alguns excertos. Os sublinhados são nossos.

 

“As grandes obras planeadas pelo governo português não agravam o desequilíbrio crónico da economia e o endividamento do estado?

…é preciso fazer um esforço orçamental excepcional para enfrentar uma situação excepcional.

Portanto, na sua opinião, é economicamente mais eficaz construir estradas, TGV e Aeroportos?

Segundo os cálculos da OCDE, as despesas em infra-estruturas são a melhor maneira de combater as crises. Conciliam impactos imediatos na procura e no emprego, e com efeitos mais duradouros.

É melhor investir em estradas do que em equipamentos sociais e qualificações?

Temos de investir em tudo. Há diferentes tipos de infra-estruturas, mas uma coisa é certa: os grandes planos para edificar aeroportos, rodovias, TGV, vão garantir um maior potencial da economia no futuro. São projectos com efeito de curto prazo – a construção – mas são também estruturantes, pois mudam a face do pais, aumentam a competitividade. Claro que tem de existir condições de mercado, que os consórcios públicos e privados estejam formados. Importante é que os projectos arranquem no sitio e no tempo certo, que haja um impulso financeiro importante quando a economia mais precisa.

Como?

Com mais despesa publica e, nos países que puderem faze-lo, com redução de impostos. Mas está provado que o alivio fiscal funciona melhor quando é feito nos escalões de rendimento mais baixos. Se reduzirmos impostos às pessoas da classe média e média/alta, isso tenderá a produzir mais poupança, sobretudo nos momentos de crise e incerteza. Mas o que vai para a poupança não vai para consumo e isso agrava a recessão.”

 

Dias Loureiro demite-se do Conselho de Estado!

Dias Loureiro

Afinal não estava nos cartazes!

 

Paulo Rangel (PSD) defende sistema misto para a saúde e educação

 

Conforme havíamos publicado anteriormente, cá está a agenda privatizadora de Rangel à espreita de novas oportunidades.

Mais uma!

 
Europeias. Aximage, 18-22 Maio, N=1200, Tel.

PS: 38,0%
PSD: 31,1%
BE: 8,5%
CDU: 7,9%
CDS-PP: 6,3%

Via: Margens de Erro

terça-feira, maio 26, 2009

Ah! Ah! Ah!

 

“As nossas propostas estão nos cartazes!” Paulo Rangel

Esta é mesmo para rir. Senão vejamos:

1. “Combater a crise com os fundos europeus” Paulo Rangel

2. “Erasmus emprego” Paulo Rangel

3. “Reduzir a taxa social única” Paulo Rangel

Não consegui encontrar mais nada. Se isto dá forma a um Programa Eleitoral, estamos conversados. Ou é para rir ou Paulo Rangel não tem mesmo nada de nada para dizer.

Podemos tentar ainda juntar os slogans não operativos, assim tipo mote. Temos estes:

- “Pelo interesse nacional eu assino por baixo” Paulo Rangel

- “As famílias portuguesas acima das famílias politicas” P. Rangel

e então, para além da banalidade, começamos já a descortinar o verdadeiro programa, que não está nos cartazes nem pode ser dito.

Para isso temos que recorrer a outros protagonistas e lembrar propostas de Ferreira Leite e António Borges, ditas recentemente:

- “Melhorias na linha férrea Porto – Lisboa” M. Ferreira Leite

- “privatizar a Caixa Geral de Depósitos” António Borges

Pronto, cá está a “Politica de Verdade”.

Efectivamente, como programa é para rir, mas só para não chorar, que era o que aconteceria se o bom povo português entregasse algum poder nas mãos desta gente. Senão, porque é que no PSD anda tudo escondido? Só pode ser por vergonha.

Pronto, continua…

 

Está imparável este Paulo Rangel. Agora são as contas das campanhas. Anda a contar cartazes. Eu tambéCombater a crise com os fundos europeus m ando, porque enfim, sempre se vai ocupando o tempo em que somos obrigados a ficar parados em filas e assim. Mas caramba, um candidato cabeça de lista às eleições europeias não terá mais com que se preocupar? Quem sabe com um projecto politico coerente, sei lá. Agora contar cartazes dos adversários quando toda a gente sabe bem que o PSD é o partido com maior orçamento de campanha!?! É que ainda por cima, as ruas estão COMPLETAMENTE INUNDADAS DE CARTAZES PSD, e não são sempre os mesmos, estão sempre a mudar. Ali gasta-se à grande, como se não houvesse amanhã.

De certa forma compreende-se (desde que não seja ilegal), porque Paulo Rangel não é propriamente uma figura de destaque, com o mediatismo que o PSD gostaria, não se sabe bem de onde vem (consta que do CDS), nem com o que contar, por isso a decisão de investir e insistir na imagem. Mas uma coisa é gastar (apesar do momento e do insulto que isso significa para um povo já muito depauperado) como estratégia de campanha, asAs famílias portuguesas acima das famílias políticassumindo o respectivo ónus politico, outra é vir acusar os adversários de uma pratica condenável que ele próprio pratica.

Pelo interesse nacional eu assino por baixo.Repare-se como quase de repente a “politica de verdade” desapareceu de cena. Alias, há muita coisa a desaparecer de cena para aqueles lados. O Borges, sim, o que em Novembro queria privatizar a Caixa Geral de Depósitos, ninguém o vê. Os opositores estão todos caladitos como uns ratos à espera do dia seguinte, e mesmo os Vice-presidentes já ninguém os ouve. Se cheirasse a vitória, com certeza que as coisas eram bem diferentes.

segunda-feira, maio 25, 2009

Populismo miserável

 

Este fim de semana, durante as iniciativas de campanha do Partido Socialista, não podiam deixar se soar nas nossas cabeças os ecos das palavras de Paulo Rangel; Espanha, Espanha, Espanha! Disse ele que a colagem do PS a Espanha nos arrastou para a crise.

Felizmente Vital Moreira foi suficientemente lúcido e rápido a reagir e conseguiu pronunciar, sem espinhas, aquilo que, com certeza, ia na alma de muitos de nós; que foi uma triste cedência ao populismo mais barato aquilo que aconteceu no PSD. O PSD que desde os anos oitenta sempre, connosco partilhou a veia europeia de Portugal.

Paulo Rangel, perante os comícios conjuntos de Sócrates e Zapatero, cedeu ao que de mais baixo a politica pode ter; a falsidade descarada num argumentário que mais não serve do que produzir um soundbyte. Mas as mazelas ficam.

Paulo Rangel foi de um oportunismo mentiroso, querendo colar ao PS a desgraça das politicas praticadas pela sua família politica, apelando a um anti-espanholismo primário, porventura ainda persistente nalguns sectores da sociedade portuguesa (o que eu duvido).

Mas então não foi Durão Barroso que iniciou esta parceria ibérica com Aznar? então não foram as politicas neoliberais que deram origem a esta crise? Não era a Espanha de Aznar o eldorado neoliberal que fazia as delicias da direita portuguesa, ao ponto de amaldiçoarem Afonso Henriques em tudo que foi colóquio e debate durante aqueles anos? Não queriam todos ser espanhóis e Irlandeses?

Nós já sabíamos que o PSD está sem programa, sem ideias e sem projecto. Sabíamos mesmo que ia ser difícil aguentar uma campanha eleitoral com tal vazio programático, porque há sempre momentos em que não basta dizer mal. O que não sabíamos é que era possível descer assim tão baixo, no discurso que dá jeito.

Como alguém ironicamente disse há dias, mais vale uma coligação CDS-CDU do que este PSD no poder.

Marinho arrasa Manuela Moura Guedes



Apesar da satisfação que deu ouvir o Marinho arrasar Moura Guedes em directo, a verdade é que o Jornal da TVI transformou-se mesmo num show de entretenimento que ninguém quer perder. E este "show marinho" contribui para isso, para as audiências, assim como as bochechas de silicone, os lábios de botox.

domingo, maio 24, 2009

Mái Nada!!!!!

 

“Tinha vergonha de fazer o que você faz como jornalista!”

sábado, maio 23, 2009

Começa hoje!

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Largada

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Entrevista ao Primeiro Ministro José Sócrates
Bruno Simões CastanheiraElisa Ferreira 2

sexta-feira, maio 22, 2009

Eu faço-te a folha!

 

População de Espinho não fala de outra coisa

Em todo o lado, os diálogos batem sempre no mesmo: o caso da professora de História da "Sá Couto". A população, apesar de chocada, acredita que, "tal como tudo, também isto passará".

N.P., J.N. 21.05.2009

Passará não, já passou. É mesmo incrível como alguns assuntos duram, duram, duram…o tema Freeport, por exemplo.

É Lopes da Mota, PGR, Freeport, Lopes da Mota, Eurojust, Freeport, Lopes da Mota, PGR, Eurojust, Freeport, Lopes da Mota, PGR, Lopes da Mota.

Os próprios jornalistas e comentadores já se lhe referem como “o Lopes da Mota”, tal é a familiaridade com o caso.

Já a gravação efectuada à professora de Espinho, como que desapareceu de um dia para o outro. Então e se compararmos com o video da aluna do Carolina que agrediu a professora no “Carolina”, este caso de Espinho nem aconteceu.

É caso para dizer: “Eu não acredito em fantasmas, mas que os há, há!” e estão todos contra o nosso governo.

Olhe que talvez, Olhe que talvez, Sra. Dra.!

Ferreira Leite defendeu ser impossível que algum grupo de assessores consiga "transformar Sócrates em Obama".

Bom, assim está melhor!

Administradores do Banco de Portugal não terão aumentos este ano

O conselho de administração do Banco de Portugal (BdP) não terá aumentos salariais este ano, nem aumento relativos a 2008, recuando na decisão anterior de proceder a uma actualização salarial de 5 por cento.

Público, 21.05.2009

“Haja decoro!”, “Gatunos”, “Cambada de ladrões!”, ”punhado de oportunistas!”, etc., foram algumas das expressões que mais lemos a este respeito. Conforme já escrevi, auto atribuirem-se um aumento de 5% num ano com uma crise desta dimensão, é muito parecido com cuspir na cara das pessoas; Ainda que saibamos que corresponde a mais que um ano sem aumento salarial, ainda que saibamos que os equilíbrios salariais correspondem a ajustes e negociações que demoram muito tempo a construir, ainda que sejamos a favor da diferenciação salarial, era dose!

quarta-feira, maio 20, 2009

Aí está ele outra vez, o celebre discurso da tanga!

Como não podia deixar de ser, tinha que surgir. Desta vez por Manuela Ferreira Leite. Frases como “…país irremediavelmente pobre” ou “…como uma empresa falida”, não conformam outra coisa senão o velho discurso que para além de servir de trampolim a Durão Barroso, serviu apenas para mergulhar Portugal numa verdadeira crise e até de identidade. Agora, é mais do mesmo. Significa apenas que a direita ainda não percebeu que falar verdade não é majorar misérias. É, perante a conjuntura (que não deve ser ocultada) apontar caminhos credíveis para o futuro.

Chega de tangas!

Portugal ultrapassa Espanha…

 

… no índice de competitividade

“Portugal subiu três lugares no ranking que mede a competitividade dos países a nível mundial.

O nosso país ocupa este ano o 34.º lugar numa lista de 57 países que fazem parte do World Competitiveness Yearbook, organizado pelo Institute for Mangement Development.

A subida de três posições, face a 2008, é vista pelo coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, como a prova de que as medidas que este Plano, em particular, tem posto em prática estão a ter resultados positivos.

"O que este ranking mostra é que Portugal, ao contrário da União Europeia, ganha competitividade neste contexto de crise. O que significa que as medidas estruturantes, como o Plano Tecnológico, estão a dar os seus frutos", frisou Carlos Zorrinho.

Neste ranking, que analisa factores como a performance económica, as infra-estruturas tecnológicas e básicas, o enquadramento institucional, educação, etc., Portugal está no grupo de cinco países da UE que mais melhoraram a sua posição. Atrás do nosso país ficaram Espanha, Itália e Grécia, permitindo a Portugal situar-se como o país mais competitivo do Sul da Europa. À semelhança do nosso país, Alemanha e Suécia também progrediram três posições. Entre os 24 países da UE do ranking, Portugal ocupa a 16.ª posição, dois lugares acima do que em 2008.

Salientando que o World Competitiveness Yearbook analisa "tudo o que é fundamental para a competitividade", Carlos Zorrinho, defende que este resultado mais do que ajudar o país no contexto internacional deve ser um estímulo para os portugueses.

"Não há razões para que os portugueses não tenham esperança no futuro", perante as melhorias que o país está a verificar a este nível, referiu o coordenador do Plano Tecnológico.”

Hoje, no JN

Quem diria, em tão pouco tempo, a neoliberal Espanha passou do Eldorado à desgraça eminente. Ainda há por aí quem queira ser espanhol?

Inverdades

 

Há dias li algures por aqui alguém a defender que os liberais não deviam ser críticos para com o PSD, porquanto seria, dos partidos portugueses, o mais liberal de todos.

A lógica é mais ou menos esta; não atacar o péssimo desempenho eleitoral do PSD e de Paulo Rangel, visto que, para os que acreditam no liberalismo, apesar de tudo, ainda é o partido que mais se aproxima e portanto, mais vale criticar só o governo.

Nada mais errado. Em primeiro lugar, porque sustentar a defesa do PSD com doutrinas neoliberais, em pleno colapso do neoliberalismo, é o tipo de coisa que pode ter alguma graça quixotesca, mas que não pode ser levada a sério. Em segundo lugar, porque não estamos em tempo de fazer a politica “que dá jeito”, e sim de pensar muito seriamente no interesse nacional e em qual a melhor forma de ultrapassar esta crise que nos vai marcar ainda por muito tempo. E finalmente em terceiro lugar, porque não é verdade.

O PSD é um partido tão pendurado no estado como qualquer um dos outros, da direita à esquerda. Simplesmente, necessita de mentir, vestindo roupagens mais liberais, ou anti-estado quando está na oposição, para manter a sua base sociológica e com isso captar os seus votinhos.

Acontece porem que, com a falência do neoliberalismo, o PSD ficou sem programa. O programa social-democrata foi perfeitamente assumido pelo PS e pelo governo; é o seu interprete. A direita que tradicionalmente pregava “menos estado” está hoje encurralada e a clamar pela salvação através do estado. Resta-lhe por isso dizer mal do governo até ao limite, e tentar capitalizar ao máximo. E quando não houver mais nada para dizer, vão ter que inventar. Não é aliás mais do que tem vindo a fazer, porque propostas e ideias válidas, nem vê-las.

Excelente artigo de Pedro Magalhães

servir o porto

Aqui transcrito na integra no blogue do Pedro Baptista!