quarta-feira, maio 13, 2009

Despesismo

 

Já que muito se tem falado sobre o despesismo do PSD, aparentemente nem todo ele legal, que vai desde os passeios na Madeira, ao mais caro orçamento de campanha eleitoral, até às próprias contas do partido. Vale a pena voltarmos a pôr os olhos no famoso défice orçamental. Vale a pena porque é necessário perceber bem o que é que MFL quer dizer com “Politica de Verdade”. Se for “verdade” como a que ocorreu em 2001, isto é, correr a pedir à Comissão Europeia para contabilizar o nosso défice pelos critérios mais apertados, então estamos conversados, verdade quer dizer “lixar Portugal”.

Grafico

Há quem queira ver neste gráfico que Cavaco Silva é o pai do défice. Há também quem afirme a pés juntos que o nosso crónico défice excessivo se deve ao PS (Miguel Frasquilho, por exemplo), eu não procuro ver nada para além do obvio.

1. Os défices excessivos são produto de circunstâncias conjunturais que afectam todos os governos, isto é, quando a coisa aperta todos se predispõe a gastar mais uns tostões;

2. Se há partido responsável pelo nosso crónico défice excessivo, e que portanto se pode apelidar de despesista, esse partido é sem dúvida o PSD. Contra factos não há argumentos.

Estado compra Cosec

cosec O Primeiro-Ministro José Socrates anunciou a compra por parte do Estado da Cosec, por forma a garantir seguros de crédito às exportações portuguesas.

Esta medida foi já aplaudida por diversos sectores, mas o mais interessante é que mostra a atenção que o governo tem dedicado à malha fina da governação. Se fosse sempre assim com todos os governos, estaríamos agora bem mais imunes à crise. Portugal não precisa de mais intenções balofas, de mais reformas sobre reformas apoiadas apenas em novos pacotes legislativos. Façam-se as reformas que tiver que ser, mas exerça-se também o poder executivo consequente a beneficio de Portugal e dos Portugueses.

terça-feira, maio 12, 2009

Mais do que o camarada,

o amigo Paulo Moz Barbosa foi homenageado pela Freguesia de Ramalde, onde durante vários anos foi autarca, com o reconhecimento de todas as forças politicas, pela sua dedicação, postura de rigor e princípios, abertura ao debate e elevação a que sempre nos habituou.

 

LouvorAF20090429[1]LouvorMesa20090429[1]

Um grande abraço!

Esta não tinha lido…

 

"Acho mesmo que a fórmula mágica para desmobilizar das urnas o grosso do eleitorado é acenar-lhe com um bloco central depois do voto".

Miguel Sousa Tavares, in Expresso

…mas concordo absolutamente!

Mais um excelente mote

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Que nos deixa Rui Pena com esta citação de Emmanuel Todd a propósito do ensino obrigatório até ao 12º ano:

“Se, na Idade Média, alguém dissesse que um dia todos saberiam ler, as pessoas rebentariam a rir, até, porque, na Idade Média, as pessoas sabiam rir.”

É Pena é que o Canhoto não aceite comentários dos leitores, porque a discussão aberta de alguns temas valia a Pena.

A grande questão não é se é possível levar o ensino obrigatório até ao 12º ano, porque certamente que é, e sim se podemos recuperar a capacidade de rir. E brincar, e namorar, e jogar, e…

(

Povo que lavas no rio

 

povo que lavas no rio

“Deste-me alturas de incenso, mas a tua vida não!”

ou por outras palavras, não se governa nem se deixa governar.

Muito interessante esta discussão que o Alexandre Burmester iniciou aqui

E que depois continuou aqui, estando por agora terminada aqui!

É claro que não basta!

PS/PORTO

Candidatura sem apoio regional

Ontem

Dirigentes desligados das eleições em Marco de Canaveses.

A ausência dos principais dirigentes do PS/Porto marcou sábado à noite, em Marco de Canaveses, a apresentação do candidato à Câmara local, mas o membro do secretariado nacional Augusto Santos Silva apadrinhou a candidatura de Artur Melo. "Claro que basta a minha presença aqui, como membro do Secretariado do PS que sou, para tornar claro que a candidatura do Artur Melo à Câmara Municipal do Marco de Canaveses é a candidatura do PS", afirmou Santos Silva.

segunda-feira, maio 11, 2009

Na esteira da discussão, noutro blogue, sobre energias

(sobre a visita de Sócrates à Povoa de Varzim, sobre propaganda, sobre liberalismo e socialismo, mas sobretudo sobre energias alternativas e o seu papel na mudança de paradigma económico)


1. Eu constato que, assim como o modelo soviético implodiu, o modelo neoliberal vigente nas duas ultimas décadas, esgotou e consequentemente explodiu, arrastando a Europa e os Estados Unidos para uma crise quase sem precedentes.

2. O mundo ocidental não encontrou ainda respostas para o futuro mas sabe que se encontra à beira de uma mudança de paradigma económico. Aliás, mesmo antes da crise eram já muitos os sinais de esgotamento e forte a percepção por parte de muitos sectores de que algo estaria e teria que mudar.

3. O novo paradigma a surgir (incluindo Barak Obama ou não) passará, na minha opinião por um desenvolvimento sustentado em desígnios comuns que possam ser abraçados tanto pelos estados quanto pelo sector privado da economia.

4. As razões que para isso apontam prendem-se mais com o excesso de produção do que propriamente com a crise financeira ou a falência de modelos de organização. É hoje muito evidente que para os níveis de conforto civilizacional já obtidos a actividade económica é sobejante, tendo-se entrado numa espiral que conduz, não à escassez, como noutras crises, mas à degradação da condição humana. Continua a haver excesso de produção e assiste-se a retrocessos civilizacionais inacreditáveis e inaceitáveis como por exemplo as novas formas de escravatura;

5. A manter-se qualquer dos modelos já experimentados a falta de ocupação seria o destino inevitável para a grande maioria da população. Em modelos de cariz socialista as soluções apontadas passam sempre pela burocracia. Bem disfarçada de maior exigência de regulação e qualidade mas efectivamente destinada a ocupar gente que doutra forma estaria condenada à inutilidade. Vivemos hoje grande parte da vida a aprender, outra boa parte a ensinar, mas sempre sustentados pela riqueza que antes outros produziram ou que no futuro alguém há-de produzir.

A direita liberal promove a competição e portanto a exclusão social. Os que são competitivos deixam para trás uma imensa maioria que o não é. Aliás, só por cinismo foi possível sustentar o contrário, sendo o conceito de competitividade tão claro e transparente como é. A ideia de que há sempre mais além na progressão e crescimento económico e de que a ameaça da exclusão é factor de motivação e de esforço para a integração é, como hoje se pode constatar, pura e simplesmente falsa!

6. Como sempre no passado, só grandes desígnios resolvem grandes impasses. A alternativa, não desejada, é um período de trevas que não parece poder ter lugar numa sociedade global e com os meios tecnológicos de que actualmente dispõe. Hoje, já não queremos estar fechados num pequeno mundo; queremos ir mais além, queremos estar com os outros.

7. Em Portugal é isto que representa a esquerda moderna do PS (embora tímida); a vontade de olhar em frente e começar a conquistar hoje a nossa parte do mundo de amanhã.

8. A um país pequeno, periférico e relativamente pobre não restam muitas opções estratégicas enquanto desígnios ambiciosos, galvanizadores e catalizadores de actividade económica e de riqueza.

9. Por força da nossa situação e caracterização geográfica, a produção de energia “limpa” pode ser um deles, tanto mais que resolveria a nossa tradicional dependência energética, por um lado, e contribuiria para esse desígnio maior que será, sem dúvida, travar o aquecimento global e a poluição do planeta. Por outras palavras; crescimento sustentado e sustentável.

10. A materialização de um novo modelo económico distinto dos anteriores, assente em desígnios comuns, passará pela organização em parcerias de interesses mútuos, entre estado e privados, enquanto mecanismos preferenciais para incrementar a produção de riqueza, bem como para a sua regulação e fiscalização. Neste quadro será fundamental a democraticidade e transparência de processos.

11. Este desígnio foi incorporado pelo governo desde a tomada de posse e cedo se percebeu que o sector da energia iria ter especial atenção por parte dos governantes e mesmo do Primeiro-Ministro.
Incompreensível foi a orientação inicial voltada para o conceito de “solar” através do qual os sistemas se deveriam implementar. A procura de energias alternativas não se poderia nunca resumir ao “solar” e efectivamente tal não aconteceu.

12. Aconteceu porém que no capitulo da energia alternativa “doméstica” o que ficou consagrado nos apoios a atribuir foi a chancela "solar". A possibilidade de obter energias alternativas de outras fontes não foi contemplada.

13. Assim, empresas como a responsável pelo sistema termodinamico e outras, cujas fontes são bombas de calor, ou sistemas eólicos, geotermia, ou outros, viram-se preteridas no mercado, não com base nos resultados efectivos obtidos pelos seus sistemas mas com base num preconceito relativo à chancela “solar” que não tem grande justificação. Efectivamente, a generalidade dos sistemas não são “limpos” necessitando sempre de apoio de energia da rede que pode, e assim se espera, vir a ser “limpa” num futuro próximo.

14. Não existe portanto uma razão objectiva para os governos apoiarem este ou aquele tipo de produção de energia doméstica dentro das que já se encontram disponíveis no mercado. Pelo contrário, saúda-se a combinação de diversos sistemas, incluindo a rede, porque só assim será possível chegar a um consumo total de energia “limpa”

15. Nada impede que por exemplo, para banhos, se utilize um sistema baseado em colectores solares combinado com outra fonte complementar tipo foto voltaica ou eólica. Em todos os sistemas e no que à energia diz respeito, o problema maior é sempre o armazenamento. E se a nível nacional se podem encontrar soluções (fazer subir a água das barragens) a nível doméstico isso é muito mais difícil restando apenas duas soluções: armazenar em baterias, com pouca eficiência, ou vender à rede, ficando nas mãos da operadora. Daí que propriedade da rede eléctrica enquanto bem publico não possa ser descurada, mas isso já é outra conversa.

16. É meu entendimento de que esteve bem o Primeiro-Ministro na sua visita à Póvoa, se isso servir para incluir o sistema termodinâmico no pacote de sistemas apoiados pelo governo. Como estará bem sempre que procurar promover formas de produção de energia alternativa e que diminuam a nossa dependência energética. Procurar resumir a visita a propaganda é facilitismo que nada abona em favor dos que o fazem.

17. Pela nossa parte, o que se pede ao governo é mesmo que seja mais activo nesta matéria e, através do Ministério da Economia, acompanhe o muito de bom que o sector privado tem vindo a produzir. Analisar, publicar, e apoiar seriam grandes contributos para a participação dos cidadãos nesta “cruzada” comum.

18. Voltando às questões económicas, vai sendo tempo de percebermos que o papel do estado não é o papel das empresas nem pode ser desempenhado como tal; muito menos um governo pode actuar no estado como cada um de nós actua em nossas casas.

19. Ninguém pensa que a NASA levou o homem à lua sem dinheiros públicos, certamente. Ou que Portugal chegou à Índia com iniciativa privada e na expectativa de viabilidade económica imediata.
20. Não se pense então também que se muda o paradigma energético estalando os dedos. Pense-se antes na criação de riqueza que dai pode resultar. E já agora num mundo melhor
.

sei que não vou por ai.

Sim, meu caro Rui Pena Pires, a diferença entre Bufaria e Denuncia está na natureza daquilo que se revela. A denuncia versa sobre a (i)legalidade de um acto, a bufaria sobre questões comportamentais e moralidade, é certo. No entanto, se é expectável tal distinção a adultos formados, já não o é a crianças do ensino básico. Mais uma vez a generalização é perigosa e matreira. Para além de que não compete à Inspecção Geral da Educação a fiscalização de ilegalidades do género “arremesso de ovos sobre cidadãos alheios”.

domingo, maio 10, 2009

É quase patético!

Quem é que se lembraria de publicar uma sondagem sobre as eleições europeias três semanas após a sua realização?
O caso é simples, das três sondagens sobre eleições europeias, olhando à sua data de publicação, tudo indica que o Partido Socialista está a descer e a perder terreno para o PSD.
Mas o que NA VERDADE acontece, é que olhando à sua data de realização o PS tem vindo a subir e a ganhar terreno ao PSD. Portanto, rigorosamente, o PSD Ferreira Leite / Rangel vai de mal a pior.
Que diabo, há qualquer coisa de muito tortuoso por trás disto, ou não há?

"Só considero o cenário de maioria absoluta"

"Quem resolveu as crises no passado? Sempre o PS."

"O bloco central é uma ilusão"

"O que estamos a fazer é para responder aos problemas do país neste momento e no futuro"

"O investimento público é a melhor forma de promover a recuperação económica e de criar emprego"

"...fizemos o maior investimento na área que é o nosso principal problema em termos de endividamento externo: a energia. Metade do endividamento externo deve-se ao petróleo. Por isso subiu tanto em 2008."

"Qual é a linha politica do PSD? O que é que a direita produziu nestes quatro anos? A direita está sem programa.

Não vai nada, nada, nada?

Terminada que está a Queima das Fitas, como sempre com tanto queixume, impõe-se a devida reflexão em vertente politica.
No meu tempo de estudante, a Queima das Fitas era uma celebração a dar de novo os primeiros passos, após os anos de abolição que se seguiram ao 25 de Abril. Procurava-se recuperar a tradição e quase todos os envolvidos eram rapaziada de direita que sob o cavaquismo lá ia pondo a cabeça de fora. A esquerda tinha obviamente horror ao fenómeno (para não dizer nojo) e alguém afirmar-se académico entre as esquerdas era nunca menos do que um sacrilégio. Motivo para se ser criticado e olhado com desconfiança sectária.
Como era inevitável nos tempos que se seguiram, deu-se o BOOM da academia e há vinte anos atrás a Queima das Fitas era já uma realidade incontornável para a estudantada e com potencial de alargamento igual ao da massificação do ensino. Assim foi.
Mas há vinte anos atrás, a Queima das Fitas não era só isso. Era um conjunto de eventos académicos a lembrar outros tempos, complementados por uma agitação festeira e noctívaga a lembrar a barbárie. Lembro-me bem porque guardo desses tempos memórias maravilhosas de momentos verdadeiramente épicos. Mas não só, lembro-me bem porque ficou documentado; por exemplo o ano em que o Porto e Coimbra bateram num só dia o recorde de litros da festa da cerveja de Munique. Ou por exemplo da agressividade demonstrada pelas ordas de rapazes quando se acercavam das meninas com o objectivo assumido de “tirar pedaço”. Ou ainda do calão grosseiro estampado nas decorações dos carros alegóricos, em termos que faziam corar qualquer p….
Aqueles que há vinte anos viviam com esta intensidade o seu academismo e com orgulho coroavam o curso com uma semana de alegria desmedida, estão hoje perfeitamente integrados na sociedade, com profissões de algum relevo e destaque, exercendo em muitos casos o papel de fazedores de opinião, nos média ou pelo menos na internet.
O curioso é que, percorrendo os blogues, as piores referencias e opiniões sobre a actual Queima das Fitas venham precisamente do lado da direita, do lado daqueles que foram os seus principais percursores. Desde criticas ao financiamento até juízos sobre o comportamento, eles são “gerações de bêbados”, ele é o “facilitismo no ensino” que não “cultiva o mérito intelectual, ele é que “só se ensina ordinarice” que “reflecte a desvalorização do ensino, ele é ainda o celebre “estado a que as coisas chegaram”. Em geral a esquerda pronuncia-se de forma bastante mais tolerante em relação aos comportamentos desviantes que eventualmente ocorram.
O paradoxo é que a Queima das Fitas hoje, não corresponde nem por sombras às piores descrições dos detractores, assim como não precisa de complacência dos defensores. Vi este ano um cortejo sereno, muito sereno mesmo, muito pouca bebedeira e agressividade, e reflexo maior, muito pouca ordinarice escarrapachada nos carros. Vi este anos uma mega produção de eventos com organização extremosa, certamente super lucrativa, difícil de acreditar que possa ser levada a cabo por estudantes em idade escolar. A Queima das Fitas sedentarizou-se, institucionalizou-se e deixa hoje muito pouco espaço para irreverências e comportamentos desviantes, sendo que mesmo estes, a existirem tem respostas a todos os níveis, envolvendo segurança, policia, INEM, bombeiros, etc.
Então porque esta vozearia de maledicência, vinda dos arautos da direita? Que é que mais querem, o sistema incorporou o fenómeno desviante e tornou-o altamente lucrativo. Que é isto senão o capitalismo no sue melhor?

sábado, maio 09, 2009

Elisa promete que só vai ao PE dar o nome




Elisa Ferreira diz que tudo fará para que o Porto seja uma cidade onde as pessoas se sintam bem. Apela a uma grande mobilização em torno da sua candidatura. E promete que só vai ao Parlamento Europeu "dar o nome".
Hoje no JN por Hermana Cruz

sexta-feira, maio 08, 2009

Olha, olha, olha!


"Gato escondido com rabo de fora!"

Então não é que os grandes arautos da moralidade foram apanhados na curva e também votaram a favor da lei de financiamento dos partidos.
Do alto da sua superioridade moral, não resistiram a mais umas notitas para a campanha. É que isto quando toca a cada um já não é tão fácil como botar faladura contra o bloco central de interesses, não é? Quem diria Dr. Louçã, quem diria…
Quem diria também que os unicos que não votaram a favor sairiam da bancada do PS. Afinal aonde é que se respeita a liberdade de consciência?

quinta-feira, maio 07, 2009

Gostava de estar, mas não posso, mas vale a pena ir!

Feliz (por vir cá mais uma vez e por contactar alguns amigos) ou Infelizmente (por não estar ao lado de outros grandes amigos num momento importante) estou na cidade Condal, no rescaldo das vitórias futeboleiras de Messi e companhia, durante este fim-de-semana.

Assim não vou poder estar no Sábado e no Domingo nas apresentações do PS às candidaturas do Marco de Canaveses, Trofa e Valongo. 

Que me perdoem os outros candidatos todos, mas fico triste porque sei do empenho do Afonso e da Joana nesta sua etapa política e pelos muitos amigos que tenho em ambos os concelhos.

Digo mais, estou confiante que os dois poderão fazer a grande surpresa das autárquicas e sublinho, sem qualquer desconfiança, que isso seria muito bom para as respectivas cidades.

Substituir um ultrapassadíssimo autarca como o Social Democrata Melo, pelo Afonso Lobão que está a fazer deste combate um dos grandes desígnios da sua vida só traria vantagens e seria um orgulho para Valongo. Tenho conversado muitas vezes do concelho com ele, entre as opiniões de como aproximar Ermesinde e Valongo, tão difícil, ao contexto ecológico e jovem do concelho, as avenidas completas e incompletas, Lagueirões, D. Pedro IV,  e as outras que não decoro os nomes, a zona do Hospital Novo, do Hospital velho, Susão, Alfena, Campo, Sobrado, o problema da A4, as circulações, os transportes, a estação, outra vezi Ermesinde, tudo. Encontro o Afonso muito conhecedor de todos os temas, tem noção exacta do que quer. O Afonso é trabalhador, experiente e tem mais do que tarimba para o cargo. Merece-o. Deseja-o. E se os votos chegarem, não faltarei à sua tomada de posse. porque acredito que pode ganhar. Força Afonso!

A Joana Lima é uma força da natureza e será uma grande presidente socialista, quem a acompanha sabe que a Joana conhece quase toda a população da Trofa pelo nome e apelido. Caminhar com ela na sua terra é assinalável, parece flutuar nas nuvens, como se o chão não existisse, cumprimenta cada um que encontra, quer saber-lhes tudo, saúde, filhos e como está o resto lá em casa. A Joana vibra com a Trofa, bate-se pela sua cidade e será uma excelente Presidente de Câmara. A Joana faz esta campanha com o coração e será uma emoção para os socialistas se ela conseguir os votos que lhe faltaram da última vez, onde já chegou tão perto da vitória.


quarta-feira, maio 06, 2009

Dividir para (também) mandar!

Cavaco Silva está a jogar forte. As permanentes referencias a um governo de bloco central, num cenário pré-eleitoral em que o partido do governo aparece nas sondagens com clara vantagem sobre a oposição, só mostram o esgotamento da direita e que o próprio Presidente tem que vir a terreiro puxar a carroça.
O mais triste, é que se percebe que o faz, não por convicções politicas de fundo, já que aparentemente se revê, pelo menos em parte, na governação de Sócrates, mas por solidariedades pessoais, nomeadamente com MFL. Cavaco já percebeu, e esta semana com as sondagens isso ficou bastante evidente, que Manuela Ferreira Leite não “descola”. Tem falta de jeito, falta de propostas concretas, sustentadas e distintas da linha de orientação do governo, e ainda por cima o seu principal trunfo, uma certa imagem de rigor e seriedade, é permanentemente posto em causa pelo seu próprio percurso, quer passado quer de acção presente. Ora, este é o pior cenário para Cavaco, porque com o PS novamente em maioria o seu mandato corre o risco de se tornar demasiado irrelevante. Mesmo sem maioria, qualquer entendimento pós eleitoral, com CDS ou Bloco (livra!) fugiria por completo da esfera de influencia do Presidente. Não, Cavaco não quer isso, o que quer é dividir para também mandar.
Por isso a insistência e o discurso das “Responsabilidades muito particulares na construção de soluções de governo”.
Cavaco quer puxar a qualquer preço o SEU PSD para a ribalta politica, até porque o SEU PSD não sobreviverá a mais uma derrota eleitoral, sendo obrigado a entregar o terreno a linhas mais, digamos, populistas.
Manuela Ferreira Leite, com a sua já habitual falta de jeito, percebendo a deixa, não se conseguiu orientar logo à primeira. Ainda por cima, quando clarificou, fê-lo mal, recuando e rejeitando o Bloco Central. Apoiada no discurso do 25 de Abril de Cavaco, teve a oportunidade de ouro de se apresentar aos portugueses como opção de governo, ainda que em parceria. Se assim fosse, o ónus da ingovernabilidade ficaria com o PS e a imagem de responsabilidade de MFL passava, a bem da nação, claro. MFL seria então vista como uma alternativa credível, com quem contar, embora nada tivesse feito para o merecer. Ao invés, recuou, mostrando-se indisponível para uma solução de bloco central, desarmando o proprio presidente a quem não resta senão titubear sobre umas “responsabilidades muito particulares na construção de soluções de governo”. de forma hesitante e um pouco insegura.
Ainda bem, porque um entendimento de bloco central pré-eleitoral, no momento que o país atravessa e com o clima de desconfiança que se vive em relação à classe politica seria um verdadeiro perigo. Perigo de descredibilizar definitivamente a nossa democracia, de ser interpretado pelas pessoas como uma conjugação de interesses obscuros (como se percebeu nas reacções à nova lei do financiamento dos partidos, sobra a qual, aliás Cavaco não se pronunciou), como uma institucionalização dos piores vícios da governação. Apesar de tudo, os cidadãos sabem que ainda podem contar com a principal vantagem de um regime democrático, que é tirar os governantes do poder quando já não os querem mais. Apresentar-lhes um pré-entendimento de bloco central é como roubar-lhes esse consagrado direito, já que os outros partidos não constituem propriamente opção de governo.
Para todos os que acreditam na democracia e na vontade soberana do povo através do voto (secreto), a responsabilidade “na construção de soluções de governo” manifesta-se na apresentação ao eleitorado dos seus projectos políticos e no confronto democrático de ideias que devem afirmar-se pelas suas diferenças. É essa a essência da democracia. A redução das hipóteses de escolha, que seria a assunção à priori de um bloco central, é neste momento um ofensa a todos os cidadãos, já bastante martirizados pela conjuntura.
Para além do mais que, este tipo de condicionamento da liberdade de escolha só tem sentido em casos de força maior; guerra, por exemplo. O estado da crise não parece ainda, nem por sombras, justificar tal opção.
O que o povo português menos precisa agora é que lhe reduzam as possibilidades de escolha e lhe apresentem o pacote já pronto e embrulhado, em relação ao qual já se tem mostrado suficientemente desconfiado. O que é preciso é oferecer alternativas credíveis através de programas políticos claros e claramente sufragáveis; isto é que é falar verdade. O problema é que o PSD de Manuela Ferreira Leite não tem nenhuma verdade para oferecer, porque não tem o tal programa politico, limitando-se a contestar as opções de investimento do governo. Não se vislumbra nenhum conjunto de medidas ou programas com uma orientação definida e claramente identificável.
Mas jogar, como tem feito Cavaco, também não é falar verdade, é precisamente não cumprir com a sua “responsabilidade muito particular na construção de soluções de governo”, que no caso do Presidente é servir de arbitro e não de jogador.

Apresentação de Candidatura do Ps de Valongo

O Partido Socialista convidao(a) para a cerimónia de apresentação do candidato à Câmara Municipal de Valongo, Afonso Lobão.

Contamos consigo no dia 10 de Maio, Domingo, pelas 10h30m, no Largo do Centenário, onde iremos assistir à actuação da Banda Musical de S. Martinho de Campo. Partiremos, pelas 11h30m, para um passeio pelas ruas da cidade até ao Auditório Municipal Vallis Longus onde irá decorrer, pelas 12h00, a cerimónia de apresentação.


Candidatura do PS do Marco de Canaveses

Apresentação candidatura, 
Artur Melo e Castro, será formalmente apresentado como o candidato do PS à Câmara Municipal do Marco de Canaveses no próximo dia 9 de Maio, sábado, pelas 21h30m, no Auditório Municipal.
O PS convida os marcoenses e todos os cidadãos interessados a associarem-se a este evento para que assim possam partilhar as nossas ideias e projectos para o futuro.
Veja aqui

apresentação de candidatura do PS na Trofa

No próximo dia 9 de Maio, no Parque Nossa Srª das Dores, a Drª Joana Lima apresentará a sua candidatura à Câmara Municipal da Trofa.



Compareça.

Impressões

Hoje fui, como costumo ir, fazer algumas compras ao hiper-mega-rifixe supermercado cá da minha terra. Aparentemente, por aqui (Leça da Palmeira) não existe crise. Gente sem fim, carrinhos cheios, filas a perder de vista. Tudo igualzinho ao antes da crise-sobre-a-crise. Igualzinho mesmo, porque as filas não são novidade, é sempre assim. Exactamente como em todas estas médias e grandes superfícies, o pessoal é escasso para o fluxo de clientes; muito escasso.
Há uns vinte anos atrás, mais ou menos, aquela clientela toda teria que se aviar aí numas dez ou vinte mercearias, dois talhos, uma drogaria, três peixeiras (ou peixarias se fosse na finíssima capital), duas retrosarias, duas ou três padarias e ainda uma tasca de petiscos. Negócios próprios, rendimento certo médio-burguês e alguns empregados de balcão.
Hoje, dos respectivos filhos, muitos licenciados, trabalham uns poucos por conta de outrem (um grande grupo económico) lá no supermercado, a recibos verdes, ou com contrato a prazo, mas todos pelo salário mínimo.
Os restantes “perderam-se na vida em busca de aventura” (isto é, vivem à custa dos pais).
Antes, as lojecas eram feias e os donos antipáticos; mas os produtos eram “frescos".
Hoje, o supermercado é super-xpto-mega-rifixe, só que os produtos são liofilizados e pré-cozinhados na china e embalados no leste.
Antes, a distribuição de géneros a uma comunidade, servia de sustento a muitas famílias com padrões de classe média. Hoje, a mesma actividade paga os alimentos do dia (só dá para isso) a meia dúzia de pessoas em situação precária, que nem o orgulho de desempenharem bem a sua função podem sentir; as caixas estão sempre cheias e com filas intermináveis.

Conclusão: A competitividade empresarial gera injustiça social

terça-feira, maio 05, 2009

CDS sofre com 2% nas sondagens

Sobre os baixos resultados que a sondagem da Cesop/Católica atribui ao CDS, vale a pena lêr aqui.
A ser verdade a argumentação do pedro Magalhães e julgamos que é, Portas deve mesmo ficar preocupado.







Maizena para Rangel

Não gosto do estilo de Manuel Pinho, mas não deixou de ter graça!

+ info aqui!

Ainda agora começou



Afinal o “Vasco da Gama” já existe. Ou não existe mas há parecido. Ou não tem nada a ver, porque o que há nada tem a ver com o “Erasmus Emprego”.

Dr. Paulo Rangel, estava a sair-se tão bem na Assembleia, para quê este passo maior do que a perna?

Prós & Contras


No Prós & Contras ontem esteve em debate a saúde. Sob o pretexto da Gripe A (ou suína, ou H1N1) falou-se muito de saúde, do Serviço Nacional de Saúde, do fecho dos SAP’s, das Unidades de Saúde Familiar, e dos cuidados de saúde primários em geral.

Foi muito bom ver a oposição reconhecer que o programa das USF’s (Unidades de Saúde Familiar) é um bom programa, que pode resolver muitos dos problemas crónicos com que se debate o SNS e voltar agora as criticas para a escassa implementação do programa no terreno. É preciso recordar que quando este governo chegou, os cuidados de saúde primários estavam implementados, organizados em centros e extensões de saúde, num modelo que atravessou diversos governos, debatendo-se de forma crónica com o problema da falta de médicos e dos portugueses sem médico de família. Esta forma de organização existia e continua, por ora, a coexistir com as novas USF’s que, de forma sistemática se vão implementando. A reforma consiste nisso mesmo, na implementação de novos modelos organizacionais, de acordo com as vontades e iniciativa dos profissionais e o interesse dos utentes. Os resultados até agora obtidos são muito bons, principalmente na Região Norte onde, como já vai sendo hábito, o SNS é pioneiro.
O interessante é ver agora a oposição a reclamar uma maior celeridade no processo e uma maior urgência de cobertura do território nacional. E porquê, porque esta mesma oposição não é nem foi nunca capaz de apresentar soluções, pelo contrário, foi responsável (a direita) pelos maiores problemas conforme se pôde ontem constatar, e vem, a reboque, protestar contra o que ainda não foi feito. É claro que cada português “a descoberto” é mau, muito mau. Mas, mais uma vez, pior era não ter feito nada e continuar com o desígnio cavaquista de escassez de médicos de família. É certo que a reforma não vai resolver todos os problemas do SNS, até porque os maiores problemas não residem nos cuidados de saúde primários e sim no binómio custo/beneficio cujos desequilíbrios se manifestam noutras instâncias. Mas de qualquer forma, conseguir no espaço temporal de uma legislatura os níveis de cobertura que se estão a conseguir, com os níveis de assistência aos utentes e respectiva satisfação que se estão a realizar é um passo muito importante.

Ideias soltas

"A nacionalização da energia não faz sentido em termos de economia de mercado, nem de finanças públicas"
Vital Moreira


Pois não! Mas a da rede fisica de distribuição da energia, faz.

segunda-feira, maio 04, 2009

direito de resposta

"Caro Fortuna,

relembro apenas que nunca há «investimento do estado», mas sim utilização presente de dinheiro retirado dos contribuintes ou assumpção de dívida em seu nome para pagamento futuro.
Ora quer-me parecer que as pessoas estão já suficientemente espremidas, para que, numa altura de crise se lhes imponha ainda mais sacrifícios, que certamente em nada ajudarão a qualquer retoma, apenas agravando a situação.
Acresce que sempre me pareceu mais avisado que cada um possa decidir onde e como investir, se para tanto tiver possibilidade, pois que conhecerá melhor as reais possibilidades de retorno, com a grande vantagem de se a coisa der para o torto apenas haverá um prejudicado, ele mesmo.
Ou na ausência de capacidade própria ou condições concretas para investir, quiçá conseguirá amealhar alguma coisa, o que se tornará vantajoso para evitar desperdício e uma reserva que lhe será útil se a coisa se prolongar e o afectar ainda mais.
Ao invés, as despesas anunciada pelo governo sabe-se desde logo que pesarão no contribuinte, mas desconhece-se se produzirão algum outro efeito para além de reduzirem a riqueza individual, prejudicarem a concorrência leal, suportarem artificialmente empresas falidas e aumentarem encargos permanentes do estado."
Então, meu caro Gabriel, dogmas neoliberais agora???

Investimento é sempre investimento, seja do estado ou de privados. Pode é ser bem sucedido e ter retorno (havendo, como é obvio, vários tipos de “retorno”) ou não. Não é preciso enumerar casos, pois não?

Mas vamos ao que interessa. O que se trata aqui é de emprego e tão só isso. Num cenário pré crise-sobre-a-crise poder-se-ia discutir as opções de governação e até as grandes e pequenas obras enquanto possibilidades de retorno e que tipo de retorno. Neste cenário, trata-se apenas de amenizar a avalanche de desemprego, injectando dinheiro na economia através de um programa de investimentos que, para além de dar continuidade a algumas das grandes obras que já vinham de trás, acelera algumas reformas (caso das escolas) na expectativa de que isso ajude a segurar o emprego (para falar só do “investimento“).
Não fosse a “crise” eu próprio defenderia outras opções distintas, embora nada de acordo com as vossas opiniões liberais. Porque francamente, embora seja apelativo o discurso do mercado livre e das opções individuais, etc., meio copy paste da realidade americana, cá as coisas não são assim. Portugal é um pais pequeno e não tem massa critica para o surgimento de “motores da economia”, nem cultura de empreendedorismo minimamente capaz. Mesmo nos Estados Unidos a coisa deu no que deu… O mercado livre tem sempre esse outro lado, não adianta criar ilusões. A transposição dessa realidade para uma comunidade como a nossa, diminuindo os encargos com os impostos, na expectativa de que a sociedade, por si, encontraria caminhos empreendedores que levassem ao bem estar social é simplesmente mentira. Podemos especular sobre o que seria, mas basta termos presente que pelo menos desde o Marquês do Pombal que o estado é o grande motor da realidade portuguesa, isto com mais impostos ou menos impostos, com mais liberdade ou menos. Genericamente, foi enorme a incapacidade da sociedade criar riqueza, e quando o fez, foi sempre às custas dela própria desistindo até de explorar outros mercados.
Agora as infra-estruturas, as tais que alguns não consideram investimento porque o retorno é duvidoso, eu não me consigo recordar de nenhuma que fosse promoção de investidores privados (como é a linha férrea por exemplo nos Estados Unidos). Dizer que o retorno é duvidoso é mesmo uma coisa grave. Que tal dizer que o investimento na Ponte 25 de Abril ou na Ponte Vasco da gama foi de retorno duvidoso a quem vive na margem sul. E o Aeroporto do Porto, terá sido de retorno duvidoso? E os dois mil e muitos km de linha férrea no sec. XIX (bem mais do que no sec. XX), também foram de retorno duvidoso? E o porto de Leixões também terá sido de retorno duvidoso? Bom, é claro que duas refinarias num país tão pequeno se vieram a revelar desnecessárias, assim como alguns estádios, assim como algumas piscinas municipais, que estão quase vazias, mas era melhor não fazer nada? De acordo, era melhor ponderar muito bem. Mas e não foi isso que fizeram sucessivos governos com os TGV’s e com os Aeroportos e quejandos.
Explica lá Gabriel, como é que essa estratégia avisada do “cada um possa decidir onde e como investir” iria infra-estruturar o país. Ou não é preciso infra-estruturas, a exemplo das repúblicas nórdicas, que são ricas com meia dúzia de estradas e um comboio quase a vapor? Será que não lhes ocorre que a densidade populacional baixa, os imensos recursos naturais e a herança cultural são bem mais relevantes nessas economias do que as infra-estruturas que as possam suportar. Ou alguém acredita que é uma história do tipo “pouparam dinheiro - construíram escolas - inventaram a nokia - e agora são ricos”?
Gabriel, tu lembras-te, em 2005 era a Espanha, e o milagre irlandês, as faces do neoliberalismo na europa. Afinal a riqueza era no primeiro caso suportada pela imigração de africa e o respectivo reforço da mão de obra barata e produtiva, no segundo do investimento massivo norte americano na industria informática. E já perderam a face, ou há alguém que queira ser espanhol por estes dias?
Voltando à questão, a mim parece-me que a melhor estratégia é ainda a que o governo vem ensaiando na parte que diz respeito às energias renováveis e que devia alargar a outras áreas; parcerias publico-privadas em que seja possível usufruir do dito investimento publico e de mecanismos de gestão mais ágeis. É claro que isto implica outras instancias o que não sei se estará a acontecer, nomeadamente uma muito maior qualificação das estruturas dos ministérios e das entidades reguladoras (sobre estas haveria muita coisa a dizer). Porque onde o governo pode ser mais criticável não é na parte da decisão politica, e sim na operacionalidade dos meios que tem utilizado e que muitas vezes não domina. Por exemplo, eu não tenho dúvidas que o programa de renovação das escolas é um bom programa, acautela o futuro, produzirá certamente algum tipo de retorno e ajuda a combater a crise. Já tenho dúvidas é relativamente à forma como está a ser feito, através da Parque Escolar, ainda que compreenda a vontade de acelerar os processos.
Na verdade, aquilo que deveria preocupar os cidadãos, principalmente da direita, que é por exemplo a verificação da acção politica de quem está a governar, tambem nas autarquias, não parece interessar muito. Interessa é lançar atoardas do tipo “Socialistas despesistas” ou especular de forma ligeira sobre uma previsão de um défice que está condicionado à partida a ser alto. Eu já não gostei muito daquele pequeno truque que o meu governo usou em 2005 sobre o défice, especulando sobre o que seria se o governo da coligação tivesse continuado. Mas quando a Europa toda já abandonou os critérios de convergência vir falar sobre uma previsão de 6,7 para um défice que antes da crise estava controlado nos 2,7 é pura e simplesmente desonestidade intelectual, não é defender alternativas. Alternativas que, a propósito, não existem. E é por isso que o PS vai voltar a ganhar as eleições, se tudo correr bem com nova maioria absoluta. Porque as pessoas percebem bem os defeitos e as fraquezas dos políticos e esta oposição é isso mesmo, um somatório de fraquezas, contradições e larachas.

Um abraço

Escolhas

Marcelo Rebelo de Sousa condenou ontem Elisa Ferreira à derrota na nossa candidatura à CMP. Talvez o professor se engane e as coisas possam ainda vir a ser diferentes, conforme sublinha o Avelino Oliveira aqui. Mas o certo é que nalguns pontos o professor tem razão e, embora Elisa seja uma excelente candidata, a forma como a candidatura foi forjada e aparece na ribalta não foi a mais assertiva. Desde logo porque Rui Rio é um candidato difícil de bater e cuja actuação na cidade lhe permite granjear apoios em áreas muito dispersas para além do eleitorado natural do PSD. Contra isto, alguns, como Francisco Assis já no passado tinham alertado que a solução para correr com Rio e dar uma nova dinâmica à cidade seria uma ampla coligação de esquerda capaz de mobilizar os cidadãos. Pedro Baptista, candidato à Federação Distrital do PS Porto foi outro dos que nunca se resignaram e fez desta ideia uma bandeira de campanha. Também por isso o apoiamos, na convicção de que a sua estratégia para conquistar a cidade à coligação de direita era a mais apropriada. Assim como a outras câmaras do distrito.
Porem, existem outros factores que tem vindo a fragilizar a candidatura de Elisa Ferreira, sendo o mais relevante a candidatura simultânea ao Parlamento Europeu. Sempre, no passado nos manifestamos contra candidaturas a vários órgãos em simultâneo, bem como contra a acumulação de lugares políticos. Salvo raras excepções, que também as há, entendemos que o exercício do poder politico, ainda que em lugares representativos, não é compaginável com a acumulação e portanto com a assunção simultânea de projectos diversos, tais como são neste caso a CMP e o Parlamento Europeu. No passado, assistimos mesmo a situações absurdas na generalidade dos partidos, em que pessoas perfeitamente integradas num projecto politico com o qual eram reconhecidas aparecem em vésperas de eleições numa qualquer lista por mera ambição e proveito pessoal.
Tendencialmente, estas situações verificar-se-ão cada vez menos, à medida que os processos democráticos vão amadurecendo e à medida que os cidadãos se vão tornando mais exigentes em relação aos seus representantes.
Neste momento, parece ser exactamente isso que está a suceder e o motivo pelo qual Elisa Ferreira está a ser mais penalizada nas escolhas dos eleitores.
A candidata, portuense convicta e experiente nestas andanças politicas, saberá certamente retirar as devidas ilações e, quem sabe, nos reserve uma surpresa, desistindo de mais um mandato ao Parlamento Europeu em nome da cidade, ao mesmo tempo que propõe uma coligação de esquerda galvanizadora das muitas vontades que assim, certamente, no dia das eleições se dignariam ir votar.

Aí está ela...



...a tão esperada sondagem da Católica para as legislativas 2009!

CESOP/Católica, 25-26 Abril,
N=1244, Presencial.

PS: 41%
PSD: 34%
BE: 12%
CDU: 7%
CDS-PP: 2%

sábado, maio 02, 2009

Cartão Laranja

para Manuela Ferreira Leite e Paulo Rangel. Sondagem da católica dá vitória ao PS nas eleições europeias com 39%. A ser assim, as ilações internas das eleições europeias são, não um cartão amarelo ao governo mas sim um verdadeiro cartão laranja ao PSD. Para mais que, conforme se espera, o resultado eleitoral do CDS é um verdadeiro desaire, agregando o PSD os votos da direita. Não fosse o CDS ver-se reduzido a 2%, aos quais não é alheia a exclusão de Ribeiro e Castro das listas, e o resultado do PSD estaria muito abaixo do previsto.
Eleições Europeias.
CESOP/Católica, 25-26 Abril, N=1244, Presencial.
PS: 39%
PSD: 36%
BE: 12%
CDU (PCP-PEV): 7%
CDS-PP: 2%
Outros: 2%
Branco/nulo: 2%

E pronto...


Está lançado o mote para o ano eleitoral.

"Vital Moreira, cabeça de lista do PS às eleiçoes europeias, desce a avenida, no sentido contrário ao da manifestação do Primeiro de Maio. Acabou de cumprimentar os dirigentes da CGTP e dirige-se ao Martim Moniz, acompanhado por Vitor Ramalho e Ana Gomes. Um grupo corre em direcção a ele. “Traidor! Cabrão!”, gritam." Publico

sexta-feira, maio 01, 2009

quinta-feira, abril 30, 2009

Assuntos Europeus


"- Estes quatro anos foram, do ponto de vista nacional, muito bem sucedidos em termos de União Europeia. Eu acho que este Governo negociou de uma forma extraordinariamente positiva as perspectivas financeiras, a presidência portuguesa foi um êxito, as cimeiras com África e o Tratado de Lisboa foram êxitos absolutamente incontornáveis." Vital Moreira
Para aqueles que sempre procuram interpretações para os factos políticos e retiram ilações sucessivas dos resultados eleitorais.
Um cartão amarelo ao governo seria uma vitória do PSD nas eleições europeias. Se, como se prevê e deseja o PS vier a ganhar as europeias, o cartão amarelo será direitinho para Manuela Ferreira Leite. Tanto mais que a escolha da lista aparenta ser quase da sua inteira responsabilidade.

Elisa Ferreira


Após a divulgação da primeira sondagem, importa salientar que é mesmo possível o PS ganhar a eleição da Câmara Municipal do Porto.
O mais relevante nesta sondagem da SIC/Expresso, será reparar que Rui Rio não ganha terreno relativamente à ultima eleição, portanto, com o inicio da campanha pode existir uma aproximação entre as duas principais candidaturas.
Aguarda-se a análise aqui.
Entretanto para vencer a coligação de direita no Porto será necessário grande empenhamento de todos os socialistas. Apoiem Elisa Ferreira e conheçam o seu site de Campanha.

Sondagem

O PS ganharia a Câmara de Lisboa e o PSD a do Porto, caso as eleições autárquicas fossem hoje. São as principais conclusões da sondagem feita para a Renascença/SIC/Expresso.

Na “Invicta”, Rui Rio pode alcançar a maioria absoluta, mas, na capital, as contas estão mais difíceis para António Costa.

Em Lisboa, num cenário em que, na esquerda, cada um corre por si, o actual presidente resiste à dispersão de votos e lidera com 38,3%. Em segundo lugar, surge a coligação liderada por Santana Lopes, com 31,1%. O terceiro lugar vai para os Cidadão por Lisboa, de Helena Roseta, com 9,6%.

O candidato da CDU, Ruben de Carvalho, chega aos 8% e, em último lugar, Luís Fazenda, do Bloco de Esquerda, aos 6,1%. 

No que respeita à distribuição de mandatos no executivo camarário, o PS continua em minoria, podendo obter entre 7 e 8 vereadores. A coligação PSD/CDS-PP tem, nesta sondagem, 6, os Cidadãos por Lisboa 1 a 2, CDU e Bloco de Esquerda um mandato cada.

No Porto, Rui Rio chega aos 46,4% das preferências dos inquiridos, contra 34,8% da socialista Elisa Ferreira.

Rui Sá, da CDU, tem 7,6% das intenções de voto, mais duas décimas que o candidato do Bloco de Esquerda, João Teixeira Lopes. 

No que respeita à distribuição de mandatos, a novidade é que Rio pode jogar para a maioria absoluta, com uma previsão de 6 a 7 vereadores, contra 4 a 5 do PS, 1 da CDU e permanecendo a incógnita sobre se o Bloco de Esquerda conseguirá eleger algum.

Ficha técnica

As duas sondagens foram efectuadas pela Eurosondagem para a Renascença, a SIC e o semanário “Expresso”.

No que respeita a Lisboa, a sondagem foi realizada entre os dias 26 e 28 de Abril. No Porto, entre 22 e 24 de Abril. Tiveram como universo a população residente nos respectivos concelhos, em lares com telefone da rede fixa. Os entrevistados foram distribuídos aleatoriamente no que se refere ao sexo e à idade.

Em Lisboa, foram validadas 1025 entrevistas, o que corresponde a uma taxa de resposta de 85,8%. O erro máximo da amostra é de 3,06%, para um grau de 95%.

No Porto, foram validadas 721 entrevistas, o que corresponde a uma taxa de resposta de 84,1%. O erro máximo da amostra é de 3,64%, para um grau de probabilidade de 95%.

MG/Castro Moura

quarta-feira, abril 29, 2009

O herdeiro de Rui Rio

Dias após dia, neste ano de 2009 polvilhado de eleições, as atenções direccionam-se cada vez mais em torno de dois ou três pontos que resumem, quase por antecipação, o ano político. É visível que o tema principal reside na expectativa do PS renovar a maioria absoluta nas próximas eleições, mas o assunto que aqui pretendemos trazer à reflexão é outro e centra-se nas eleições autárquicas, mais especificamente no Porto.

Infelizmente nos últimos anos se pretendemos falar da situação política portuense temos que começar por observar a situação na capital já que as lideranças partidárias a norte estão genericamente subjugadas às respectivas sedes nacionais, como é o caso de Rui Rio, Renato Sampaio, Rui Sá/Honório Novo e João Teixeira Lopes.

Então, mesmo não concordando com o condicionalismo, aceitemo-lo como uma inevitabilidade e comecemos por Lisboa para chegar ao Porto.

O município da capital é actualmente liderado por António Costa, figura de grande capacidade política e assumido pelo aparelho partidário socialista como a reserva política do PS para o futuro. O Presidente lisboeta parece estar em trânsito para substituir José Sócrates mas terá pela frente um duro desafio, pois neste ano apresenta uma candidatura que o obriga a estabelecer uma estratégia vencedora no âmbito de um intrincado cenário de divisões. António Costa tenta congregar apoios num espectro onde à esquerda existe uma manta de retalhos complexa, um mosaico composto pelos tradicionais partidos, PCP e BE, mas acrescido de José Sá Fernandes e da Alegrista dissidente Helena Roseta. Isto contra o seu adversário principal, Santana Lopes, que apesar de “titubeante” consegue juntar a direita numa coligação que já muitos duvidavam pudesse vir a acontecer.

Depois do Congresso Socialista, Costa deixou claro que não haverá espaço para coligações à esquerda, logo o combate político far-se-á, não em dois blocos mas sim centrado na capacidade de Santana coligir os votos da direita e de Costa conseguir penetrar no eleitorado tradicional dos comunistas e dos bloquistas. O forte ataque de Costa em Espinho aos partidos de esquerda acabou por determinar o final da especulação em torno da possibilidade de coligações do PS nas autárquicas, pois um entendimento entre PCP, BE e PS em Lisboa poderia contaminar outros municípios importantes, nomeadamente no distrito de Lisboa e do Porto.

A Norte, no Porto, onde por coincidência Rui Rio é, tal como Costa no PS, visto como o provável futuro líder social-democrata, existe ainda um pequeno tabu: o anúncio da sua candidatura autárquica ainda não aconteceu!

Respaldado pelo facto de ser em Lisboa o mais bem-amado presidente de uma câmara nortenha, continuam a alimentar-se especulações sobre a possibilidade de Rio ceder às pressões daqueles que preferiam vê-lo discutir as legislativas com Sócrates em vez das autárquicas com Elisa Ferreira. Assim sendo, tal como António Costa também Rui Rio concentra neste ano as suas estratégias para um último mandato em que se apresenta mais como candidato a futuro candidato a primeiro-ministro do que candidato a Presidente da Câmara. E se a sua vitória surgiu mais pelo desagrado portuense com as ambições nacionais de Fernando Gomes do que pelo seu mérito, hoje, oito anos volvidos, a história pode até repetir-se.

É neste contexto, nomeadamente pelo seu significado na política nacional, que a questão se impõe: “Irá o candidato Rui Rio comprometer-se a realizar o mandato até ao fim?”.

E já agora, Quem será o número dois da coligação? Afinal, será ele o putativo candidato a futuro presidente da Câmara, o herdeiro de Rui Rio escolhido pelo próprio.

Na verdade, a disputa no Porto é tão emocionante como a de Lisboa e o seu peso no futuro nacional é tão relevante como o da capital, simplesmente os protagonistas são diferentes e só por isso os menos atentos poderão achar mais fácil a vitória de Rui Rio no Porto do que a continuidade de António Costa à frente dos destinos lisboetas.

 “E se Elisa Ferreira ganhar as Eleições?”

É que no Porto as eleições autárquicas não serão “favas contadas” e o herdeiro de Rui Rio poderá afinal ser uma herdeira - Elisa Ferreira, pois não acreditamos que a sua vitória seja surpresa maior do que a derrota de Fernando Gomes em 2001, ou visto de outro modo, que a derrota de Rui Rio em 2009 seja mais surpreendente do que a sua inesperada vitória de 2001.

nós europeus

De volta ao Sede.

Apetece-me começar por dizer que a campanha europeia do PS está, quanto a mim, a ser um exemplo tristemente interessante de como a política é encarada pelos nossos concidadãos hoje em dia, ou seja, superficialmente.

Vital Moreira tem tido um discurso de especial relevo (mesmo quando descartou Durão Barroso) e nem sequer se tem refugiado no contexto europeu para deixar de comentar a nossa actualidade política (como quando explicou que preferia uma maioria absoluta do PS nas próximas legislativas).

A sua candidatura tem conteúdo e a mim interessa-me particularmente a sua ideia de um Pacto de Progresso Social Europeu. No entanto esta magnífica campanha parece estar a passar ao lado de uma larga maioria de Portugueses. É sempre mais fácil criticar e apregoar que os candidatos dizem todos a mesma coisa. Desta vez não é verdade!

Acrescento ainda que os cartazes relembram-me, com orgulho, que o Partido Socialista esteve nos momentos históricos recentes do País, quer com Soares a assinar a adesão, depois com Guterres na entrada do Euro e mais tarde, mesmo com um "porreiro pá", foi Sócrates que esteve no tratado de Lisboa. Agrada-me que seja uma candidatura europeia de um independente tão prestigiado como Vital Moreira a valorizar o meu partido.  





terça-feira, abril 28, 2009

A Entrevista de MFL

Como não podia deixar de ser, em tempos de crise, e de crise sobre a crise, e de crise para além da crise, e de sempre em crise, o 25 de Abril serviu de pretexto para uma série de aparições (veja-se o ressurgimento do SEDE) e factos políticos que começam a tornar-se relevantes em ano de eleições.
E assim, de uma assentada tivemos entrevista com o Primeiro-Ministro, Discurso do Presidente (entre muitos outros) e ontem, mais uma entrevista com a lider do PSD, até ver o principal partido da oposição.
Infelizmente não serviu para quase nada, a entrevista, isto é, não ficamos a saber nada de novo e apenas confirmamos o que já sabíamos; que o PSD continua sem rumo e não se apresenta como alternativa credível a coisa nenhuma. O sempre disponível Augusto Santos Silva não tardou a comentar o desnorte.

Logo a abrir ficou clara a nova estratégia de marketing politico; quanto mais distante da ideia de PARTIDO melhor. Esta temática vai dar pano para mangas este ano eleitoral.

Seguiu-se a trapalhada dos casamentos (que é como quem diz, alianças e coligações) de onde saiu a já celebre frase aqui reproduzida e o respectivo desmentido. Sem comentários!
Parece que vão acontecer alguns divorcios nas coligações autárquicas com o CDS. Nada de concreto; esperemos para ver.

Como já sabíamos, o PSD não é contra investimentos, mas é contra investimentos “megalomanos” que “sequestram o futuro”; isto é, é contra os investimentos que no passado recente aprovou, mas já é favor dos investimentos em escolas, processo da exclusividade deste governo. MFL justifica estas opções com a conjuntura, segundo ela muito diferente da que tínhamos há seis anos. Então há seis anos o país não estava de tanga? E com um défice estratosferico? Então nessa altura a conjuntura era boa para aeroportos e tgv’s, agora que as contas publicas estão controlados, permitindo até alguma folga para fazer face à crise, a conjuntura não permite. E a senhora justifica com o endividamento, assim para parecer séria e sabedora, imagem de si própria que muito lhe agrada.
Acontece é que se a justificação é o endividamento, que de facto aumentou (e de qualquer forma se paga sempre com o orçamento do estado, do qual decorre um défice) das duas uma, ou se investe porque há margem ou não, porque não há.
Ora ela diz que há, porque defende a recuperação das escolas e uma recuperação à rede de linha férrea nacional e ainda investimento na recuperação urbana, etc.. Então, se há, trata-se apenas de opções politicas, opções essas com as quais há bem pouco tempo concordou e segundo diz, até com orgulho. Conclusão, todo o discurso sobre investimentos públicos é apenas e só retórica de oposição em vésperas de eleições.
É neste ponto, que por trás de toda a capa de seriedade se percebe que de facto a senhora não está de forma séria na politica. E tambem não está de forma inocente nessa retorica de seriedade e na cavalgada contra os investimentos publicos. É que para os mais atentos não passou despercebida a alusão à possibilidade de os grandes investimentos em transportes potenciarem a fuga dos centros de decisão para Madrid; isto é, no fundo, MFL prefere fechar o país. Há ou não há um “orgulhosamente sós” por trás disto?




descubra as diferenças.



Ou melhor, a semelhança. Muito interessante esta súbita alergia aos símbolos partidários.
Manuela Ferreira Leite afirma que lhe basta o laranja para simbolizar o partido.
Elisa Ferreira ainda deixa uma mãozinha minúscula, a lembrar a medo que anda por ali um partido.
São os tempos que correm, nos quais dá jeito arranjar culpados para o mal estar colectivo. E a retorica fácil contra os partidos salta logo para a ribalta; “ esses bandos de malfeitores..”

Nós aqui no SEDE gostamos do cartão, do debate e da discussão politica, e das eleições internas e dos orgãos eleitos, de decisões colegiais , do confronto, dos grupos de trabalho e dos estudos que tantas vezes antecipam o futuro. E gostamos de nos encontrar uns com os outros, de conversar e confraternizar, gostamos dos afectos e somos amigos, quase sempre solidários. Temos respeito pelos adversários e gostamos de saber quem são; acompanhamos os seus percursos nos respectivos partidos.

Apesar dos tempos, das modas, do que ai vem, não nos verão escondidos atrás duma estética que dá jeito. Somos, como sempre fomos, militantes de cartão.

Só para iniciar!




“Eu sentir-me-ia confortável com qualquer solução em que eu acredite, em que eu acredite que a conjugação de esforços e, especialmente, a conjugação de interesses, interesses no sentido do país, são coincidentes. Se perceber que o objectivo país não é propriamente aquele que está no centro das atenções, então eu acho que, com dificuldade existe um Governo que possa efectivamente contribuir para a melhoria do país” MFL, 27 de Abril

sexta-feira, abril 17, 2009

O SEDE volta!

Após um longo período de hibernação o SEDE vai voltar. Voltar significar recriar-se a partir das suas origens e voltar a ser um simples blogue que fala de políticas.

Como imaginam, muitos amigos nos desafiaram para voltarmos a escrever. Após sucessivas recusas devemos confessar que o apelo de voltar foi ganhando força.

Como alguns devem recordar o SEDE surgiu de uma espécie de brincadeira séria entre o Avelino Oliveira e o Daniel Fortuna do Couto. Mais tarde ganhou corpo e até teve momentos de forte significado político. Corria então o ano de 2005 e os blogues eram novidades.

Desta vez apeteceu-nos simplesmente voltar a escrever. Desenganem-se os que esperam que vamos criar twiters, fóruns, newsletters, portais informativos da coscuvilhice politiqueira do burgo, queremos simplesmente desenferrujar os dedos e voltar a escrever com algum descomprometimento.

O Sede volta, portanto, como um blogue de dois socialistas, que pretendem partilhar umas ideias. Convidamos também alguns amigos a ajudarem no blogue fazendo uma espécie de “back office” que vão lançando algumas novidades e noticias para animar o fluxo de leitura diária de um blogue que sabemos estava na primeira escolha de muitos, outrora.

Esperos que volte a ser a primeira escolha, desta vez de muitos mais e agora.

Seremos um espaço de informação da vida socialista local e nacional e as opiniões veiculadas comprometerão o Avelino e o Daniel, quando cada um deles assinar os textos.

O pseudónimo SEDE continuará a aparecer amiúde e pertencerá a muitos, isto porque não queremos deixar de ter alguns contributos de amigos que querem escrever mas não querem assinar. Nem sequer pretendemos justificar este ponto do anonimato – será assim e pronto.

Esperemos por isso que o novo SEDE seja ainda melhor do que o anterior, que afinal é o mesmo.

sexta-feira, março 06, 2009

the come back

terça-feira, março 27, 2007

Vital Moreira


Este homem, Vital Moreira, veio ao Porto a convite de Renato Sampaio, o Presidente da Federação do Porto do Partido Socialista, para uma conferencia/debate sobre a esquerda e a direita. Das muitas e interessantes coisas que disse houve uma de especial relevância, que continua a zunir nos meus ouvidos e à qual a federação do PS deveria prestar a devida atenção. Por alturas da apreciação do desempenho do Governo e do seu pendor esquerdista (ou não, para alguns), lembrou-se do Norte. Fez pausa, suspirou, e disse: Ah!, …o Norte está com um problema (leia-se crise), efectivo, resultado de…., e de…., e não pode esperar que seja Lisboa a resolve-lo.
Bom, para convidado desta federação, cuja confiança no executivo é bem conhecida, não está mal, pois não?
Pergunto-me mesmo quem terá razão, se o anfitrião ou o convidado. O anfitrião, como se sabe, aposta na atenção que o governo Socrates dará à região para uma recuperação no sentido da prosperidade. O convidado diz à boca cheia que a gente bem pode tirar o cavalinho da chuva e que mais vale esperar sentado, porque os dias mais risonhos só voltarão quando tomarmos o destino pelas próprias mãos.

Grandes Portugueses



O Público de hoje reconfortou-me bastante; por revelar que nas duas sondagens efectuadas sobre “Os Grandes Portugueses” os resultados são bastante proximos do que seriam as minhas escolhas, caso tivesse sido inquirido. Afonso Henriques e Camões nos primeiros lugares. O primeiro pelos motivos obvios, o segundo pela matriz do imaginário da portugalidade em que constituiu.
Não, não é apenas aquele confortozinho que resulta do encontro de opiniões semelhantes à nossa e portanto de uma espécie de sintonia. É principalmente o conforto que resulta da compreensão. Por mais explicações que se dêem, a opção dos portugueses por qualquer dos três vencedores do concurso da RTP não seria por mim compreensível nem aceitável.
Aliás, alinhar pela generalidade da opinião publicada é, quanto a mim, um enorme erro.
A opinião publicada tendeu a desvalorizar os resultados do concurso da RTP, alegando que se trata de um concurso e nada mais do que isso. Que não representa nada e que portanto não tem quaisquer consequências. Mais, nalguns casos chegou-se ao ponto de culpabilizar o actual estado das coisas, nomeadamente da educação, pelos resultados da votação.
Eu diria que é um erro crasso. Pelos números que foram sendo anunciados, feitas algumas contas, descontando votos de protesto e provocações, haverá pelo menos uns 100.000 portugueses a votar em Salazar e aproximadamente metade a votar em Cunhal.
Os votos em Cunhal são absolutamente reveladores; “Assim se vê a força do PC”, nada mais.
Já os votos em Salazar são deveras incomodativos, porque traduzem uma força de, pelo menos 100.000 apoiantes mobilizados e activos, à espera de uma oportunidade para se fazerem ouvir e eventualmente à espera de uma liderança. Note-se que não se trata de uma escolha desinteressada, nem de resultado de persuasão eleitoral, nem coisa que o valha. Não, trata-se de pessoas que conheceram bem o Estado Novo e vivem à trinta anos em democracia. Conhecem o autoritarismo e a liberdade, e estão disponíveis para prescindir de uma parte desta ultima em prol das “virtudes” que viviam sob o fascismo.
Além disso estão mobilizados para se manifestarem, eventualmente para agir. O que, para quem anda na rua, não pode constituir surpresa.