quinta-feira, julho 28, 2005
Google!
Água
António Guterres, com a sua capacidade de visão e inteligencia invulgares, sabia bem o que fazia quando fez questão de ser ele a construir e inaugurar o alqueva.
Aquilo que se previa já ai está, o ouro negro do novo milénio...
Impressões
O Governo Central Espanhol apostou na tecnologia, e ao apostar nisso apostou na competência técnica, na simplificação de métodos, na brevidade da resposta, na competitividade do mercado. Numa aposta clara na inovação. Mas a ciência não passa apenas pela capacidade de abordar tecnicamente um problema, passa pela identificação do próprio problema, e na capacidade científica de o resolver. O Governo Central Português apostou na formação, apostou em programas MUITO BONS doutorais, na formação de imensos novos doutorados e mestres, muitas vezes sem grande perspectiva de terem em Portugal emprego científico. Eu que sou ABSOLUTAMENTE a favor da mobilidade (por imensos motivos) porque nos tornamos adaptáveis, porque melhoramos, porque quebramos e criamos novos laços, porque crescemos, que tal reinventarmos uma mobilidade transfronteiriça (de importação e exportação) de valores complementares. Assim como assim só assim ambos sobreviveremos. Ou rapidamente aprendemos, ou ficaremos para trás para sempre!
Diz-se por ai...
segunda-feira, julho 25, 2005
Há que dize-lo com frontalidade...
| As investidas generalizadas contra a candidatura de Soares, com a tónica na sua já muita idade, tem graça. A do Eusébio de volta à selecção então, está excelente... Mas vejamos bem as coisas, isto não pode surpreender ninguém, e a mim então, não me surpreende mesmo nada. Como aqui me tenho fartado de escrever e reclamar, o poder neste pais desvaloriza completamente as novas gerações, continuando a ser dominado pela que dele tomou conta há trinta anos. Conseguiram secar por completo as gerações mais novas por forma a perpetuarem-se eternamente. Lamentavelmente, porque isto é um sinal da caducidade de um regime que todos nos devíamos preocupar em preservar, mas em relação ao qual apenas se pode esperar a ruptura. Porque assim é em todos os sistemas que não tem a capacidade de se regenerar a si próprios. É muito triste que as nossas actuais referências politicas sejam precisamente as mesmas de há dez, de há vinte, e de há trinta anos, como são os supostos candidatos à Presidência da Republica, isto é, Soares, Cavaco, Freitas, Alegre, and so on! Ainda assim, se há lugar na hierarquia do estado, onde é mais aceitável e menos determinante o factor “idade”, é precisamente a Presidência da Republica. Nesse sentido, e face ao panorama a que vínhamos assistindo, Soares é de facto uma “lufada de ar fresco”, e de muitas formas preferível a Cavaco Silva. |
Presidente da Juventude
O contra-argumento da idade é que é um argumento de recurso, ilegítimo e ad hominem.
Além de que, o economista salvador está ferido de asa por duas razões: porque ninguém se esquece de para onde Cavaco levou a economia portuguesa no segundo mandato, senão não teria perdido; e porque é consabido e está definitivo que ele é o pai do défice com a irresponsabilidade e incompetência na gestão das contas públicas durante o segundo mandato, conforme demonstra o dr. Miguel Cadilhe.
Soares vai ganhar. Até porque não tem anti-corpos à esquerda nem ao centro e recebe apoios não dispiciendos no próprio PSD. E Cavaco ao namorar a esquerda e o centro, sacudindo o PSD, e ajudando. por exemplo, a fazer cair Santana Lopes e a provocar aas eleiç~ioes antecipadas que derem a "absoluta" ao PS, ganhou mais do que anti-corpos.
Soares não será o salvador que pereceu em Alcacér-Quibir, até porque esse pobre diabo chamado Sebastião não salvaria ninguém como nem a ele próprio se salvou. Não será o homem que nos trás a Ideia talvez necessária para um rumo. Mas é de longe o melhor maestro para todos nós chegarmos lá, com a tolerância e a democracia garantidas.
Belém é um lugar de política e de cultura, onde o prestígio e peso internacional é incisivo e decisivo. Aí ninguém como Soares.
Aliás ninguém como Soares para equacionar, debater e compreender os problemas mais novéis do mundo dos nossos dias. Só quem não tiver lido as suas últimas coisas, por exemplo o debate com o Sérgio Sousa Pinto que foi apresentado pelo Miguel Veiga e pelo Manel Alegre, ou não seguir as suas crónicas no "Comércio" ou as participações na "SIC Notícias" é que não o vê.
Não há bebericos sobre as presidenciais?
Pedro Baptista
domingo, julho 24, 2005
O mais jovem Presidente
A idade é o único handicap político da eleição de Mário Soares, de longe, por ser a mais sábia, a personalidade que o país mais precisa em Belém. Mas, falando de aspectos físicos, o cadaverismo fisionómico de Cavaco não será mais "velho" que as bochechas, que continuam bonacheironas, de Soares? E da mesma forma que Eugénio de Andrade afirmava ser muito mais jovem que Pacheco Pereira, não será Soares muito mais jovem do que Cavaco?
É verdade que Soares troca milhares por milhões tanto ao falar de contos como de mortos. Mas trocou sempre, não foi nos últimos anos e, por isso, que tem uma "gaffe"? Pior é Cavaco com a conversa do "Monstro", ter sido afinal o seu criador, tal como Mary Shelley criou Frankenstein ou Bram Stoker o sanguinolento Conde? Se houver dúvidas pergunte-se ao Dr. Miguel Cadilhe que ele reiterá o que já afirmou sobre a criação do défice por parte do nosso Sistema retributivo criado por Cavaco. Que por outro lado, génio do economismo, deixou-nos com a economia de rastos, de tanga (como diria Monsieur Barroso na tanga).
Portanto, tendo Soares o handicap da idade mas sendo o que é - um dos portugueses mais cultos e, na política, o português mais sábio - e Cavaco um handicap no único trunfo que tinha - o de fiscal da economia portuguesa - a vitória de uma grande democrata está ao alcance do país.
Pensamos, de resto, que este Soares ainda é mais do que foi, pois os últimos anos de livre reflexão fizeram-no evoluir ainda mais como uma voz avisada desta modernidade, intitulada pós-modernidade. Dir-se-ia neo-modernidade se não fosse redundância pleonástica.
Pelo que vemos, Soares é o mais jovem político português. O próximo presidente!
Notícias notícias
Será o Bolhão mais uma jogada eleitoral de Rui Rio para arranjar palco a menos de três meses das eleições? Pela utilização da tragédia de Entre-os-Rios como cobertura a uma decisão que ele próprio classifica de "política", dizendo que quer fechar o mercado para evitar um acontecimento semelhante, parece que sim. Por outro lado, se arranja palco, agindo como age, só para se enterrar. Não há um acontecimento de que Rio faça uma leitura serena, em tudo vê fantasmas, para tudo age com exaltação, exagero, fundamentalismo. No Túnel de Ceuta vê a perseguição da ministra do governo do PS, fazendo o mesmo que a do Governo do PSD-PP, em St. Catarina vê bombistas à solta, e no Bolhão, em vez de uma solução que garanta a segurança com obras, mantenha a capacidade de trabalho dos comerciantes e o abastecimento do público, vem com intimações a dar uns poucos dias às pessoas para pegarem nos tarecos e andarem. O que tudo isto esconde é: por um lado o desleixo da Câmara porque 4 anos não são 4 dias e se antes, no tempo da Câmara do PS, o assunto não foi resolvido, ficou um projecto para executar quando houvesse condições financeiras; por outro lado, Rio tomou decisões, uma delas foi não pegar no projecto que lhe deixaram e cuja execução se tornava urgente com as informações de degradação progressiva do edifício, tudo para entregar o mercado à SRU num processo com contornos nebulosos. Ainda mais porque o Dr. Rio, que gosta de se fazer passar pelo campeão da honestidade, mais uma vez se recusa a ter uma actuação transparente, a mostrar o relatório aos vereadores e a dizer o que pretende fazer dali, sabendo-se como se sabe dos inúmeros interesses de abutres imobiliários que pairam à volta do Bolhão. Como continua sem dizer qual o custo das corridas. O custo mesmo, incluindo as obras para fazer a pista, não a tanga. Certamente muito mais do que o necessário para as obras de manutenção do Bolhão. Em qualquer caso, quem é honesto, por que não será transparente? Mas olhando o país, grandes notícias são duas peças nas manchetes e ecrãs. Notícias notícias e, para muita gente, no mínimo, de embasbacar. No mesmo telejornal, a primeira, foi que afinal não houve arrastão nenhum no dia 10 de Junho nas praias afins à capital! Já se sabia, há uns dias, dos resultados da investigação conduzidos por essa grande figura do jornalismo português e da luta pela liberdade de nome Diana Andringa, mas só agora deixaram saltar a bronca para o grande público. A polícia admite que possa ter havido uns poucos concertados a fazerem um assalto, mas tudo o resto, ou seja o arrastão, não passou de centenas de cidadãos a fugirem da intervenção policial que tinha ocorrido por causa de uma rixa ou coisa que o valha. Mas o comandante distrital disse também que, pelo fim da tarde, tentou desmentir os relatos que os media se preparavam para fazer, mas ninguém o quis ouvir. E quando se vêem agora ilustres jornalistas a comentarem sobretudo a actuação da polícia, estão a tentar esconder que o mais interessante será comentar a actuação vergonhosa dos jornalistas, repórteres, editores e directores, que quiseram arranjar uma notícia de manchete a todo o custo e ai de quem lhe quisesse tirar aquele pãozinho da boca. Porque tinham o dever de relatar não de ouvir dizer bocas foleiras, mas ocorrências mini8mamente confirmadas ou com um mínimo de plausibilidade. Só que é este o ambiente dos media em Portugal. É preciso dizê-lo. Se o politicamente correcto é a actuação degradante do carreirista político, o jornalisticamente correcto não é melhor e é a actuação degradante do que troca a busca da verdade consignada no seu dever profissional, que os cidadãos defendem e admiram, pelas festinhas que o dono faz ao rafeiro por bem lhe ser vir os interesses mais inconfessáveis. À custa da poluição do espaço público mediatizado com as mais perigosas toxinas mentais. E nem nos referimos à mais que provável origem fascistóide da tramóia, em data a preceito e com o método tradicional do boato, pois para quem for ver, por exemplo, na Net, os comentário à notícia do "Correio da Manhã", percebe que eles estão lá todos a tentarem fomentar o medo em que se baseia o racismo quando, como dizia há dias alguém, deviam ter medo era deles próprios. A segunda bronca não é melhor: foi que de acordo com duas organizações inglesas independentes, já foram assassinados no Iraque 25 mil civis, metade dos quais, pelo menos, no acto da invasão pelos heróicos anglo-americanos que, como todos se recordam, não foram lá para assaltar o petróleo, mas para livrar o mundo das armas de destruição maciça de Sadam Hussein, armas que, como se sabe, depois de encontradas, passaram a navegar no intestino grosso do Sr. Bush e do Sr. Blair! Até temos, desde há muito, números muito mais aterradores dos assassínios a civis indefesos infligidos durante a invasão, dados provenientes de organizações independentes norte-americanas. Temos nós, como teve toda a gente, sobretudo nos media. E tinha sempre toda a gente desde que com dois dedos de testa e só um dedo de honestidade. Pois foi sempre evidentíssimo, que não poderia ser de outra maneira, em particular com o crime hediondo que foram os bombardeamentos colossais de Bagadade. Como foi possível os media portugueses, alguns dos quais se apresentam como de referência, estribados nalgumas eminências da (quinta-) coluna, terem sido cúmplices, pelo seu silêncio, da mistificação duma actuação criminosa e hedionda como foi a anglo-americana sobre os muitos milhares de civis inocentes iraquianos? E não são os media em geral, não venham com o sistema! São todos em conjunto e cada um individualmente. É uma vergonha que o jornalista, seja estagiário, repórter, editor, fotógrafo, director ou colunista, compactue com este tipo de mistificações, pois ao fazê-lo está a compactuar com o pior que tem em si e a degradar irremediavelmente aquilo que poderia fazer dele um cidadão responsável e um profissional essencial para a democracia: a sua consciência livre.
( in "Comércio do Porto", 22 de Julho 2005)
sábado, julho 23, 2005
Antecipação
Sinceramente não acho que seja a melhor escolha do PS.
sexta-feira, julho 22, 2005
route 22?
22%
juro que volto a imigrar!
A saga do tunel
RUi RIo não desiste, e agora via abrir outra vez durante umas horas.
Sinceramente já é insustentavel esta palermada. Se não se resolvem os problemas da cidade, então que meta a demagogia no bolso.
quarta-feira, julho 20, 2005
Parabéns e Bom Trabalho!
É com imenso agrado que vemos o nome de Teresa Lago (cientista do Porto) nomeada pela Comissão Europeia como membro fundador do Conselho Executivo do Conselho Europeu de Investigação, dentro de inúmeros cientistas europeus. Este conselho executivo é responsável pelo financiamento da investigação básica no âmbito do 7º Programa- Quadro (2007-2013). A Professora Teresa Lago é uma das 22 pessoas que será responsável por definir a estratégia científica do Conselho Europeu de Investigação. Este comité foi seleccionado por uma equipa de cientistas independentes e que asseguram que as "regras do jogo" sejam transparentes e baseadas em critérios de excelência. São ou não são as gentes do Porto um orgulho? Parabéns e bom trabalho.
Raquel Seruca
terça-feira, julho 19, 2005
Divulgação!
do Varzim. É organizada pela ANIMAL e PETA, especificamente contra a
Tourada da Casa de Pessoal da RTP Norte. Desta vez o mote é "Eu prefiro
ir à Praia a ir à Tourada!"
Ora como a Póvoa não fica muito longe do Porto, /_o GAIA vai realizar
mais uma actividade de intervenção ambiental, pedalando para lá de
bicicleta._/
É apenas um passeio de bicicleta até ao local, já que chegando à Póvoa,
prenderemos as bicicletas e juntaremos-nos aos outros manifestantes.
Tod@s são bem-vindos a este passeio, miúdos e graúdos, com prática ou
sem ela. Mesmo que não tenhas bicicleta, pode ser que alguém te possa
emprestar uma!!
Partiremos ás 9h30m da marginal da praia de Matosinhos em frente ao bar
"Lais de Guia" para por volta das 12h00 estarmos na Póvoa do Varzim.
Como a manifestação começará ás 15h, ainda dá tempo para almoçar. Depois
da manifestação o GAIA vai reunir, talvez numa praia; por isso podes (e
deves) juntar-te a nós para ficarmos tod@s com aquela sensação de que é
possível fazer muito para transformar um bocadinho o Mundo. Contamos estar de volta ao Porto por volta das 20h (contando com a
reunião do GAIA).
O percurso é de dificuldade média, e quase sempre á beira mar,
perfazendo um total de 60 km (ida e volta). Podem ver o mapa em
http://www.pegada.net/gaia/porto-povoa.htm
/_O que trazer?_/
Farnel (para almoço, lanche e pausas), água, fato-de-banho e toalha,
capacete, aloquete para a bicicleta...
/
Qualquer dúvida ou se quiseres apanhar-nos a meio do percurso envia
e-mail ou telefona para a Diana (utupiar@netcabo.pt
P.S. /**Quem quiser ir à manifestação mas não quer ir de bicicleta por
favor contacte a Vera (vera.m@sapo.pt <mailto:vera.m@sapo.pt>) para se
formar grupo.*
segunda-feira, julho 18, 2005
O sentido critico de TAF
Aconselho o Tiago a conhecer, além do bom, alguma das coisas menos boas que o Pulido Valente se tem permitido fazer nalguns pontos da cidade. Não me parece que o seu estilo, duro e corajoso chegue para dizer que é mais honesto que a maioria, ou mais defensor dos direitos de cidadania que muitos dos que todos os dias dedicam o seu trabalho à construção de um espaço cívico.
Eu não gosto especialmente do Projecto da Alameda 25 de Abril. Acho que aquilo é uma promoção imobiliária ao serviço dos herdeiros do Conde Ferreira. Estou à vontade porque conheço o projecto onde ele experimentou essa solução em Esmoriz. E também estou à vontade porque nos meus tempos de estudante trabalhei com o Jorge no desenvolvimento do plano de pormenor da 25 de Abril.
Sinceramente, não acho que seja justo atacar todos os meus colegas só porque trabalham numa câmara. Imputar-lhes de forma muito mais do que insinuada o carimbo de corrupção.
Eu também acho menos sério construir loteamentos na Foz à custa de aprovações tácitas, ainda que lhe assistam razões para reclamar dos prazos e da burocracia. Mas não é exemplo. Não foi exemplo como tratou colegas sérios como o Gino (só para dar um exemplo).
O Pulido Valente deu jeito ao RUI RIO para contestar o PDM do Porto, dizem que foi dele que partiram aquelas propostas de alteração (dele e do José Oliveira). Agora em eleições volta a dar jeito.
Enfim, é a minha opinião! Acho até que o Pulido tem boas obras, bons desenhos, mas não é dono da razão, e acho que esse sectarismo em torno de uma figura que gosta de se vestir de polémico não credibiliza a “baixa”.
O amigo Morais
Depois, até gostava de vêr os comentários à propalda intenção de Rio em colocar Morais como candidato em Viana e /ou Vice em Valongo.
Ou serão só invenções socialistas? É que a Assis até dava jeito a continuidade deste mal-amado nas listas, sempre tira uns votos ao adversário (seja lá porque razões o amorim acha que sejam).
(ao)
Assis na frente!
De Rui Rio, nem sinal! Nem aqui, nem ali, só mesmo aqui
Em Lisboa prepara-se o site de carmona e da candidatura de carrilho, mas para já só o seu site pessoal.
O Porto Socialista à frente!
O Portugal que eu AMO!
domingo, julho 17, 2005
Encontrei uns amigos do PSD e prometi-lhes...
The Hare and the Tortoise
The Tortoise and the Hare (1934)
Directed by
Wilfred Jackson
Writing credits
(more)
Genre: Animation / Short / Comedy / Family (more)
Plot Summary: Max Hare and Toby Tortoise are having a foot race. Max has much more style, and is generally cocky. He pauses for a short nap... (more)
Foram vistos na Campanha de Assis
Por outro lado, constata-se que a candidatura de Gulherme Pinto está longe do consenso - é pena, seria importante o PS manter uma autarquia que quer gostem quer não gostem tem um especial cunho socialista e faz conviver transversalmente uma diversidade interessante de população.
De Leça a MAtosinhos Sul, da zona piscatória até às misturas de Lavra, das coperativas da Senhora da Hora, até S.Mamede de Infesta.
Presidente do Porto pede encarecidamente
ISTO É, EM QUALQUER SÍTIO DO MUNDO, FALTA DE HONESTIDADE!
No fim de semana
sábado, julho 16, 2005
a animação do blogue
Para a semana estaremos no percurso normal. Até lá um abraço e continuem por aí.
Hoje às 18
O nosso amigo Pedro Bacela r de vasconcelos terá uma merecidissima batalha pela frente, daquelas em que lhe dará grande gosto combater.
Um grande nome para liderar a Assembleia.
quinta-feira, julho 14, 2005
PS devolve o caixão que lhe encomendaram
Razão ou talvez não!
Já todos sabíamos que isto não seria facil. Já todos sabíamos que isto é muito volátil, mas não serão um pouco precipitadas estas conclusões?
Faz um mês que as sondagens indicavam 6% de diferença, em 30 dias alteram-se em 18% de diferença? Será que se a coisa se resume a um eleitorado tão maleável, então poderá ou não ser possível recuperar? Ou será que estamos sequer a falar de recuperação?
E se daqui a um mês Assis voltar aos 6%, quer dizer que já recuperou terreno e está numa fantástica campanha ascensional.
Será que depois não serão vários os articulistas a dizer que o PSD se sentou à sombra da bananeira, que Rui RIo devia sair do Gabinete da Câmara e ir à Rua a pé, em vez de ser a guiar automóveis antigos ou novos com vidros à prova de bala, etc...
Não será que querem enterrar um gajo que ainda está vivo? Que crime tão hediondo, lembram-se daquela coisa em Fortaleza em Agosto?
Julgo que acabou a história de um PS dividido e mais do que isso, ficou claro que hoje a vida politica é demasiado rápida e dependente da televisão.
Tenho para mim que Assis não aparece na televisão = não faz campanha. Ele até pode ter visitado mais de metade dos bairros da cidade, grande parte das faculdades e escolas do concelho, todas as Freguesias, dezenas ou centenas de colectividades, reunido com as mais variadas figuras da cidade, organizado debate sobre mobilidade, urbanismo, cultura, ciência, desenvolvimento, etc. Mas não foi falar com a Moura Guedes, nem com os outros assim. Não disse duas piadolas no telejornal, não insultou o Rio, nem foi reverenciar nenhum presidente de clube de futebol ao seu camarote ou similar.
Então não fez campanha!
Talvez tenham razão, ou talvez não! repito ou talvez não! digo outra vez (sempre gostei do Almada quando ele tinha 20 anos) ou talvez não!
quarta-feira, julho 13, 2005
Gémeos
Quantos de nós se pergunta como gémeos idênticos têm vidas e atitudes tão distintas?
Este mistério confunde cada um que convive com gémeos mas também especialistas da área da genética.
Vale a pena começar por explicar o que são gémeos idênticos. Podemos ter dois tipos de gémeos: Os que resultam de dois ovos distintos por duas fecundações que ocorrem simultaneamente e que partilham o mesmo espaço ao longo da gestação, ou seja apenas como dois irmãos que nascem ao mesmo tempo. E os gémeos idênticos, que resultam de uma fecundação única, do mesmo ovo e partilham entre si o mesmo código genético e o mesmo espaço ao longo da gestação. Nos gémeos idênticos é como se dividíssemos um embrião em dois embriões iguaizinhos, um clone um do outro!
Não seria de esperar que gémeos idênticos estivessem sujeitos a doenças semelhantes quando expostos aos mesmos agentes? Morressem na mesma década de vida? Tivessem comportamentos psicológicos semelhantes?
No entanto muitas vezes estes gémeos idênticos têm uma esperança de vida distinta e um percurso biológico diferente.
Há mesmo casos em que um dos gémeos idênticos sofre de esquizofrenia e o outro gémeo tem um comportamento absolutamente “tranquilo”.
Como se explica?
A resposta mais óbvia seria que esta diferença entre gémeos idênticos resultasse de não estarem sujeitos ao mesmo ambiente, nem mesmo cultural ao longo da vida. Sim é verdade!
Mas agora sabe-se que é mais do que isso!
Num estudo realizado por Fraga e colaboradores do CNIO, Espanha, demonstrou-se que gémeos idênticos, que partilham exactamente o mesmo código genético (DNA), não partilham a expressão desse mesmo código genético ao longo da vida. E essa diferença na expressão do código genético entre gémeos idênticos é dada pela forma como o código genético está a ser regulado. Este sistema de regulação passa pela forma como o DNA está protegido e como é compactado na célula.
Como a minha área de investigação, é o cancro não resisto a dizer que este processo de regulação já estava bem determinado no cancro, e por isso fica agora até mais simples de entendermos o cancro como "um nosso clone" que habita em nós mas que se comporta de uma forma diferente.
há mais marés...
Narciso jogou bem. pronunciou-se sobre a sua eventual candidatura no tempo certo, dizendo que não é candidato. Nem pelo PS nem independente. Conseguiu esticar ao limite a indefinição e capitalizar todo o tempo em visibilidade politica, saindo ainda de cabeça erguida. É fácil perceber como lhe deve ter sido dificil. Dificil abandonar o seu território de 30 anos e dificil gerir o silêncio.
Mas conseguiu. Numa fase completamente desfavoravel vai fazer o pleno. Então até Janeiro.
Ai a sondagem...
Mas esse não é o cenário mais importante. O cenário mais importante é aquele em que se vai transformar a cidade após mais quatro anos de governação de Rio.
Se em quatro anos já paralisou quase tudo e transformou o Porto numa cidade apática, triste e desorientada, imagine-se em oito.
A sondagem!
As corridas, ainda que com cavalos antigos são a festa que aconchega a alma ao Povo. E dizem que é o IVA, os impostos, os salários, a inflação, as reformas e tudo quanto mais houvesse a fazer.
Nem sequer adianta matar o mensageiro, mesmo sabendo que dificilmente ele trará a verdade total. Sabe-se, no entanto, que parte dela está ali, e sabe-se também que em 3 meses é dificil desmontar a campanha de circo montada nas Terras do norte. O povo, em tempos de crise, não quer ouvir falar em estratégias macro, em politicas mega, simplesmente quer esperar que o temporal passe.
Mas 3 meses dão para tudo, mesmo para o que muitos julgam dificil, agora é que será o momento da verdade e se verá quem está ou quem nunca esteve!
segunda-feira, julho 11, 2005
Eu me confesso
Aquele que construiu um dos maiores bastiões do PS do nosso pais, e que representava a grande mais valia do PS no norte, já não irá protagonizar mais nenhuma candidatura a cidade que o adoptou, e que ele fez questão de a colocar nos patamares mais elevados do desenvolvimento, seja económico seja social do nosso querido Portugal.
Falar agora de Narciso para os seus detractores é mais fácil, não vão faltar teses elogiosas e epítetos dignos de um Nobel, mas no fundo, o que eles queriam era o seu afastamento, assim sem luta as portas do poder ficam mais fáceis de arrombar.
Narciso se fosse candidato Independente (só não o foi porque é grande) ganharia com mais votos que se fosse a votos pelo PS, olhando há actual crise o pais vai ajustar contas com o PS, mas Narciso que foi é e será sempre um homem do partido, percebeu que a vida não é só feita de vitorias que agradem a uns poucos, mas sim quantos mais ficarem felizes e realizados com a suas vitorias mais contente ficava, são feitios não somos todos iguais.
Eu militante do PS foi um dos que desde da primeira hora disse: Caro camarada Narciso vá a votos como independente, não contra o PS, sim porque olhando à moda os militantes estão a sair claramente a perder para os independentes, basta olhar para o governo e logo vemos que isto da militância cada vez conta menos para o que quer que seja, este foi o primeiro argumento, o segundo baseou-se que os vilões de hoje amanhã são os grandes heróis, basta vê-los no corredores do poder, não cito nomes Guterres sabe-os de cor Sócrates terá os seus, por isso uma decisão hoje amanhã de nada vale.
Depois a natural vitoria que Narciso teria se fosse candidato numa altura que todos os autarcas passam por arguidos e muito mal vistos, só figuras de quarto e quinto plano querem ser autarcas, a não ser claro das cidades Porto e Lisboa essas tem sempre clientela.
Posto isto como militante não me esquivo das minhas responsabilidades como militante do PS, de contribuir com o que puder e não puder para que o PS obtenha sempre os melhores resultados eleitorais no meu concelho como no meu distrito, mas á uma coisa que também não vou esquecer, é de pedir responsabilidades sérias e contundentes aos responsáveis do PS que gizaram a chamada estratégia autárquica vencedora.
Ter-me-ão à porta, e todos os militantes que estejam atentos, porque se externamente todos seremos perdedores a nível interno se não rolarem cabeças o PS perde dignidade sejam os responsáveis as figuras ditas mais importantes ou influentes, afinal ai também terá que haver mudanças, parece que são sempre os mesmos,
Não pensem que este é um discurso perdedor, mas também não pensem que pode existir optimismo com os candidatos metropolitanos até agora apresentados, gosto de todos parecem ser bons rapazes mas só queria que me apresentassem um, um pequenino indicio que fosse que estes tem uma, uma única possibilidade de ganhar eu ficava todo contente mas também sei que isso é de todo impossível.
O camarada Jorge Coelho disse que existe uma estratégia autárquica, muito bem que a defina, ganhar as eleições pode ser que seja ganhar o Porto Lisboa e Coimbra e talvez Faro as restantes parecem não serem muito importantes, em nenhum momento se pensa em ganhar as áreas metropolitanas, senão as chamadas figuras de proa aqueles que já foram deputados ou ministros os chamados pesos pesados, tinham sido chamados a ir a jogo, mas não são demasiado importantes.
Termino com um pressentimento, aqueles que a olho nu muitas vezes parecem protagonizar boas lideranças só porque estão de bem com o mundo, são muitas vezes os castradores de ideias e projectos e estratégias que o poderiam definitivamente fazer mudar o mundo.
Jaime Resende
sexta-feira, julho 08, 2005
Hoje o circuito!
Como todos sabem tenho-me pronunciado contra o circuito da Boavista. Não concordo com o dinheiro que se gastou, nem me parece que o evento mereça a importância que se lhe dá.
No entanto, julgo que o pior de tudo é que se conseguiu que a cidade não estivesse mobilizada, satisfeita e colaborante com o acontecimento. Quando assim é nunca o resultado pode ser tão bom como poderia ter sido.
Tenho vontade de ir lá vêr os motores. Vou lá passar, mas faço-o como transeunte, como curioso, como interessado e municipe.
O meu Pai sempre me contou histórias de como eram as corridas, como ia lá com o meu avô.
E então, nesta nostalgia, que até podia ser uma iniciatva boa, se transformou num polo de discussão, numa clara atitude despesista e até na obra do mandato.
Está visto que a próxima semana estará na berlinda politica o rescaldo do evento! Cá estaremos!
7 de Julho de 2005
Da selva mais obscura
Até o ar azul se tornou grades
E a luz do sol se tornou impura
Esta é a noite
Densa de chacais
Pesada de amargura
Este é o tempo em que os homens renunciam
Sophia de Mello Breyner Andresen
Postado por Raquel Seruca
O outro que era ele
O governo apresentou um plano de investimentos destinado a contrabalançar os efeitos recessivos do aumento do IVA e a contrariar a depressão resultante do conjunto de medidas restritivas tomadas. Temos pois, pelo menos em teoria, uma barragem à queda da massa tributável que pudesse levar, como aconteceu no passado recente, a uma quebra da receita fiscal no seguimento do aumento da percentagem do IVA. No entanto, na situação do país, os investimentos devem ser analisados pelo periscópio da sua rendabilidade a médio e a curto prazo, num contexto em que esta possa ser avaliada concreta e facilmente.
Estamos numa fase em que para acalentarmos sonhos devemos estar bem acordados e por isso, a concentração dos que dirigem a administração pública e a economia do público e do privado deve incidir sobre a mudança de processos, de estilo e de ritmo, avaliando o que tem sido feito e descortinando vias mais directas, simples e eficazes, rompendo quiçá com alguns mitos instalados a nível do discurso e dos procedimentos que têm alimentado a incrível ineficiência nacional característica da nossa baixa produtividade.
O que implica coragem para a assumpção dos riscos das rupturas, dos investimentos e da criatividade. Mas se aí se vê a competência (e o seu contrário) do sector empresarial, é nessa malha que se deve sentir a administração pública, mostrando não só que é um exemplo como que tem uma política para o país.
É por isso que os investimentos a longo prazo, numa fase como a nossa, não conseguem dar confiança a ninguém, a não ser a certeza de que “vai haver obra” para alimentar os empreiteiros, empregar os emigrantes e melhorar os números da dinâmica económica com consequências desastrosas a prazo.
E sobretudo os investimentos públicos não podem mistificar a realidade nacional com estabelecimentos de médias e de capitações nacionais, quando na verdade alguns têm o efeito aspirador, que só leva ao agravamento do desordenamento e assimetrias territoriais.
É o caso da OTA, um projecto de rendabilidade mais do que duvidosa do ponto de vista estratégico nacional, acrescido pelo facto de aumentar o efeito aspirador sobre o Norte e levar ao definhamento (ainda maior) do aeroporto do Porto, sendo pois mais um factor de prejuízo nacional.
O aeroporto de Lisboa pode ser ampliado, tal como o do Porto (como têm vindo a ser) e o de Faro, e com estes três aeroportos internacionais, muito longe de estarem esgotados, o país não precisa de mais nenhum, muito menos de mais um mamute branco, como têm sido grande parte das nossas obras de “longo prazo”.
No portuense burgo, as tragifarsas são característica da depressão económica, social e política. Já nem há pudor para o disfarce. Os que não são capazes de se rirem do grotesco deles próprios, fazem-nos, ao menos, rir a todos, embora não se possa dizer que seja por pouco dinheiro.
1ª acto: Rui Sá presidente do CA do SMAS pede a demissão à Câmara e, na Câmara, enquanto vereador, vota contra o pedido de demissão do presidente do SMAS. Conclusão, continua (por enquanto e por indicação do camarada Rio) na presidência do SMAS, onde entendia que não devia estar (pela demissão) mas entendeu que devia ficar (pelo voto contra a demissão do outro que era ele). E vêm dizer coisas do Tino de Rãs. Aliás, Rans.
2º acto: Finalmente Rio recua e manda abrir a saída do Carregal do Túnel de Ceuta, tal como estava previsto, autorizado e deveria ter feito há muito, em vez de inventar um prolongamento não autorizado. Mas Rio não vai abdicar do estilo de arruaça que lhe está no sangue governativo. A abertura não terá as características da saída prevista para, quando abrir, procurar que os problemas de trânsito lhe dêem razão. Mas se a abertura fosse como o que devia ser e estava previsto, não haveria qualquer problema e os portuenses há muito que teriam aquele problema resolvido. Mais engraçado é ver o Pacheco Pereira, ideólogo de Rio, noutro jornal, a falar da autoridade do Estado. Quando ninguém como Rio (talvez o Jardim), desde o 25 de Abril, pôs em causa a autoridade legal do Estado!
3º acto: Para epílogo só mesmo as corridas de há 50 anos para nos lembrarmos de como era fazer xi-xi em pequeninos. O modelo que impingiram ao Porto, de impor uma corrida em percursos urbanos e não em pistas, foi rejeitado por toda a Espanha, pela falta de interesse, pelo custo e sobretudo pelos incómodos aos cidadãos. No Mónaco há uma pista, aqui há cidadãos a serem prejudicados. E sobretudo há uma meia pista feita à pressa, de dia, de noite, aos sábados e aos feriados, que vai custar ao erário público para cima de 10 milhões, se não for mesmo muito para cima. Sobre o que, o nosso presidente não diz peva. É o fim da tragifarsa: para um país com a situação em que se encontra, só faltava mesmo pormo-nos a brincar aos carrinhos. E quem precisar de passar, ou de transportes públicos, que vá a pé!
in "Comércio do Porto", 8 de Julho 2005
quinta-feira, julho 07, 2005
Avenida dos Aliados
“Há gente no Porto, daqueles sempre dispostos a defender a sua cidade, que está escandalizada com o projecto Álvaro Siza / Souto de Moura para o centro do Porto, mais concretamente para a Avenida dos Aliados. E estes valores que estão a ser, digamos, tão patrioticamente defendidos estão objectivados no calcário dos passeios e da placa central e de alguns canteiros a ela associados.
Lá vai o Porto ficar descaracterizado! E assim se vão perdendo as belas e luminosas imagens do passado substituídas pelo cinzento do granito! E os amores-perfeitos arrancados pela barbárie daqueles dois insensíveis agressores da natureza e da tradição, respectivamente identificadas nas flores e no calcário.
O interessante, para não dizer o ridículo provinciano, destas posições é o que elas representam de coragem primária, na afirmação da ignorância, de incapacidade de compreensão da cidade e particularmente do Porto, de radical conservadorismo, aquele que conserva por conservar, mesmo os erros, desde que pertençam ao passado.
Mas que Porto é este? Onde estão as lições da sua iluminada burguesia, comercial e industrial, liberal, republicana, culta, amante da liberdade e do progresso? ...”
Não poderia estar mais de acordo com o que Alves Costa diz. O problema está naquilo que não diz. E o que não diz é que na questão dos Aliados estamos perante uma quezília entre aqueles que chama de “radicais conservadores” e os outros, que são apenas e só “completamente conservadores”.
Porque a renovação do conjunto Praça -Avenida dos Aliados prende-se efectivamente com duas questões. Uma que tem a ver com a forma de contratação do projecto e que vai reunindo consenso na opinião generalizada dos portuenses; Foi encomendado sem concurso, muito possivelmente ao abrigo das excepções sempre dúbias permitidas pelo “Ajuste Directo” e de acordo com a já famosa mecânica “politico pendurado em celebridades”. Obviamente sem divulgação e sem discussão publica.
Outra que tem a ver com o projecto propriamente dito que, vistas bem as coisas, quase se resume a “lavar a cara” ao chão da praça, com soluções em tudo semelhantes às que por lá se encontravam. Não se tratando de um mau projecto, porque pelo menos introduz uma uniformização interessante a todo o espaço tratado, fica muito aquém do que se poderia esperar de uma intervenção num espaço publico que é, nada mais nada menos, do que o centro simbólico da cidade. Centro esse que já demonstrou não corresponder às mudanças de mentalidades que se operaram na sociedade portuense, e que, por isso mesmo, raramente consegue atrair os cidadãos.
O centro do Porto necessitava de um projecto de remodelação ambicioso, eventualmente resultante de um concurso publico, que até poderia ser ganho por Siza Vieira, mas que introduzisse alguma mudança na dinâmica espacial da baixa e desse outra vez à cidade a dimensão que tanto almeja, mas que não é com McDonald’s, nem Guaranis, nem pavimentos de granito que vai conseguir.
Assim, da forma como decorreu o processo, faz lembrar a velha fórmula portuguesa.
Ontem, na Fundação Engenheiro António de Almeida
O que se sabe!
A polícia britânica confirma a existência de vítimas mortais e vários feridos, mas não avança muito sobre a gravidade dos feridos. Neste momento há, pelo menos, 20 mortos confirmados e mais de 180 feridos.
Todas as linhas de Metropolitano foram, entretanto, suspensas e quatro estações foram evacuadas. Em Edgware Road há notícia de comboios presos, com passageiros no interior.
A primeira explosão aconteceu às 08:49 (mesma hora em Lisboa), plena hora de ponta, entre Liverpool Street e Aldgate. A polícia britânica já confirmou que se tratou de um atentado, já que foram encontrados vários vestígios de engenhos explosivos nos locais das explosões. As autoridades acreditam que as bombas foram programadas para explodirem quase em simultâneo.
A autoria dos atentados ainda não foi reivindicada, mas várias agência noticiosas internacionais avançam com a hipótese da Al-Qaeda estar por detrás dos ataques. Entretando, o IRA (Excército Republicano Irlandês) já fez saber que não teve qualquer responsabilidade nos atentados desta quinta-feira em Londres.
Este é já considerado o maior atentado registado em Londres, um dia depois da cidade ter sido escolhida para acolher os Jogos Olímpicos de 2012 e numa altura em que Tony Blair recebe, na Escócia, os líderes do G-8.
Como primeira reacção, a França accionou o seu nível mais alto de segurança. Tanto a França como o Reino Unido pensam suspender todas as ligações entre os dois países.
Todos os países da União Europeia receberam ordem para estarem em alerta máximo e todos os aeroportos devem reforçar a segurança.
LONDON
A series of explosions have caused injuries and forced the entire shutdown of the Tube network.
O MAPA DAS EXPLOSÕES AQUI
I was in the second last carriage on a Piccadilly Line train. We had just left Kings Cross and had not gone very far, perhaps a minute.
Everything was normal. Suddenly there was a massive bang, the train jolted. There was immediately smoke everywhere and it was hot and everybody panicked. People started screaming and crying.
Londres ganhou as olimpiadas
Avelino
O circuito
Quem lá passar vê como vai ser dificil vêr gratuitamente o Grande Prémio, pois são redes e mais redes e provavelmente acesso condicionado a todo lado.
A organização (pela aparência deve estar a correr mal) divide-se entre a montagem de tendas e delimitação de áreas disto e daquilo.
No final veremos se aquilo quee todos pagamos não será mais do que um grande estorvo de trânsito.
Usem os transportes públicos - diz o Vereador Cutileiro - como se uma 6ª feira de trabalho fosse a festa que ele diz.
quarta-feira, julho 06, 2005
Nostalgia Fórum
Vale a pena lêr o nostalgia fórum.
informação
Reunião pública - 4.ª feira, dia 6 de Julho, pelas 21h30, no Auditório da Fundação Eng. António de Almeida, Rua Tenente Valadim, 231/325.
Como todos sabem o assunto é o novo projecto da Av. do Aliados/Praça da Liberdade.
não é costume!
Rui Sá!
terça-feira, julho 05, 2005
Alto e pára o baile 2!
Alto e para o baile 1!
Cristina Santos, n' A Baixa do Porto
Pode pode, Carissima Cristina, pode pode. E até é já a seguir!
"Vende-se"
Passar por muitas das ruas da cidade é como entrar num filme de ficção ou mesmo de terror. A uma casa com um mais ou menos discreto letreiro de "vende-se", seguem-se outras sem qualquer letreiro mas cujo aspecto não deixa dúvidas quanto ao seu estado e quanto à situação em que se encontram ou têm as janelas visivelmente fechadas há muito tempo e é por elas que se olha através de densas cortinas de pó, ou têm portas e janelas preenchidas com desgastados taipais de madeira, ou estão encerradas com blocos de cimento, ou, então, é visível o esventramento e, pelo que já foram luminosas aberturas, emerge uma vegetação selvagem que cresce por entre muros caídos e madeiramentos desfeitos e apodrecidos. Por vezes, estas situações sucedem-se a um ritmo assustador de um e outro lado das ruas do centro da cidade mas também de zonas distantes mas que não suspeitaríamos que padecessem já da mesma doença que atacou o centro tradicional.
Esta situação revela uma cidade que morre aos poucos. Não é raro encontrar sinais de que as diferentes situações de abandono não são de agora mas é evidente que, na maior parte dos casos, se trata de situações recentes. Por vezes os velhos letreiros de "vende-se" ou "aluga-se" estão já amarelecidos e mal se vêm. Noutros casos, acompanham esses letreiros, os tradicionais "placares", muitos também já quase apagados, informando que um "projecto de licenciamento de obras" se encontra em fase de apreciação na Câmara Municipal.
É, assim, uma cidade vazia, a que nos surge por detrás de alguma dignidade de que ainda dão mostras muitas das fachadas que se alinham ao longo das nossas ruas e praças. Mas é, também, uma cidade espectante, a que está por detrás dessa aparente dignidade. E não se sabe - apenas se imagina - o que significa este não saber o que poderá ser o dia de amanhã se a morte por inanição total ou se a asfixia pela mais rasca das especulações que, frequentemente, aparece a coberto da pior das soluções que é a de nada acrescentar - se não mesmo a de destruir - em termos arquitectónicos e urbanísticos o que antes existia, desfigurando por completo edifícios e conjuntos equilibradamente concebidos, criteriosamente desenhados e cuidadosamente construídos. E são estas soluções que, infelizmente, continuam a fazer carreira, pela inculta imposição do aberrante princípio de "conservar a fachada", pouco importando, por isso, que a alma da cidade se perca! Ou, então, é o recurso ao simples recuo do alinhamento da fachada dita principal para justificar o aumento - obviamente especulativo - da altura e, portanto, da área total da nova construção que substitui totalmente a que lá estava e dava sentido à rua, à praça ou ao espaço urbano em que o lote se insere.
Evidentemente que não são intervenções deste tipo que vão permitir a sobrevivência e a renovação da cidade. Até porque também estes novos "objectos" apresentam manifestas dificuldades em convencerem o mercado, exibindo, por isso, e em boa parte dos casos, as mesmas placas de "vende-se" que, em muitos casos, também se vão mantendo por ali, durante um período de tempo inusitadamente longo.
Em todo o caso, seja a morte por desaparecimento, seja a morte por substituição, seja a morte por simples demolição ou derrocada, é da morte da cidade que estamos a falar. Ora, a cidade é como os seres vivos nasce, cresce e também morre. A nossa está evidentemente a morrer, ainda que, por momentos, algumas células se renovem. Mas já o não fazem ao ritmo e na quantidade suficiente para que o corpo resista, sobreviva e perdure. Este o drama que em cada dia que passa, passa pela cidade que não encontra quem lhe cuide tanto do corpo como da alma. E, visivelmente, tanto um como outra, ..."vendem-se"!
Aniversário
Hoje o SEDE faz um ano de existência.
Obrigado a todos os que participaram e que tem contribuido para este projecto.
segunda-feira, julho 04, 2005
Jardim no seu melhor!
Ideia de futuro
Miss Universo 1950
Neste evento contam-se entre outras:
- Brigite Bardot
- Sophia Loren
- Ava Gardner
- Sónia Braga
Assis vs Rio
Finalmente encontramos o Rui R. como candidato e não como paladino da justiça camarária.
Neste fim de semana tivemos a oportunidade de vêr um cheirinho do debate que se avizinha - por um lado o PSD no combate contra tudo e queixando-se de todos, inclusive deles próprios, e no outro, para dissipar as duvidas, um PS em peso a apoiar Francisco Assis. Na inauguração da sede de campanha, os jornais deram enfase às ausências de Cardoso, Gomes e Narciso, mas esqueceram de referir que todos os outros lá estiveram, afirmando completamente que a estrutura partidária acredita na vitória.
Aliás, que melhor razão haveria de comprovar a desconfiança da coligação de direita na vitória, do que, pelo que dizem, existir uma Junta de Freguesia onde a candidatura de RIo apresentará um candidato simultaneamente na vereação e a Presidente de Junta - ou seja, mediante os resultados, escolherá o cargo.
O GP Porto
"Grande Prémio Histórico no próximo fim-de-semanaO desfile de automóveis antigos de ontem à tarde foi antecedido de demonstrações de velocidade, que serviram de teste ao Circuito da Boavista. A mesma pista que, no próximo fim-de-semana, recebe o Grande Prémio Histórico do Porto.A partir das 8.45 horas de sexta-feira as máquinas começam a acelerar, com as sessões de treinos que se prolongarão durante todo o dia. As competições começam no dia seguinte e estendem-se durante todo o dia de domingo. A última prova está marcada para as 19.30 horas.A Câmara do Porto está esperançada numa grande afluência de público. Até porque, se para as bancadas é preciso comprar bilhete, os interessados poderão assistir às corridas, ao longo do percurso, de forma gratuita. A autarquia acredita que poderão circular por aquela zona da cidade cerca de 100 mil espectadores. "
sábado, julho 02, 2005
O MUITO MENTIROSO!
sexta-feira, julho 01, 2005
Abrangente de parabéns
Vale muita a pena
Data e Hora 07 de Julho às 21H30.Local Passos Manuel, Rua de Passos Manuel 137, 4000-385, Porto. http://www.passosmanuel.net
Cerco à estupidez
Pergunto-me se o fantasma do Cerco do Porto não estará de regresso. Ele é trincheiras, valas, lutas e guerras, tumultos e burburinhos. Pena que em causa estejam agora, não ideais liberalistas mas sim zaragatas pataratas por causa de... túneis e linhas de metro. Como dizia o outro, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Mas, reequacionando um cenário comparativo do período 1832-34, Rui Rio e Valentim Loureiro bem podiam ser os nossos D. Miguel e o general Gaspar Teixeira ou o marechal Beaumont. Já agora, o IPPAR e a Comissão Ad Hoc do "S. João" seriam um protótipo de Napier, por exemplo. Desculpem, mas estes episódios sensaborões são tão patetas que o melhor mesmo é gozar com as tropas e desopilar assim os fígados, caso contrário, deprimimos de vez, enfezamos e entristecemos numa cidade sem rumo, com gente equiparável. Numa alegoria portuense, o absolutista Rio seguraria na coroa atabalhoadamente colocada na sua cabecinha, qual D. Miguel atarantado, com a mania da perseguição, e, exaltado, de espada em riste, descabelaria a ministra da Cultura com uma ponteira cuspidela, apelidando-a de traidora. "Uma mulher do Nuorte não ousa fazer destas cousas. Sua valdevinas, que mal pousastes com os costados em Lisboa fazes guerra à tua própria urbe". Aproveitando a maré, Rui Rio (Rui Mete Água) surtiria umas boas chumbadas, da sua arma roubada ao exército francês, arremessada aos senhores do IPPAR, João Rodeia e Lino Tavares de seus nomes. Pires de Lima avançaria, oligofrénica,no meio da poeira e responderia a Rio: "Sua toupeira anarca, seu fuinha que escava para lá da conta, seu absolutista reles, vá andar de calhambeque que é o que você melhor sabe fazer". E esgadanhavam-se. O cenário seria, obviamente, a trincheira do túnel de Ceuta, mesmo em frente ao velho Palácio dos Carrancas (numa certeira premonição, dado o fácies pouco harmonioso da nossa ministra da Cultura), que hoje alberga o Museu Nacional de Soares dos Reis. Estou mesmo a vê-los. De um lado Isabel Pires de Lima e hostes "ipparianas". Do outro Rui Rio e o grupo dos comerciantes descontentes. Uma verdadeira batalha campal, de insultos e tiroteio. Uma coisa de revolver tripas. Rio & Companhia chegariam num Chevrolet de mil oitocentos e carqueja. Pires de Lima aparecia de jacto desde um canhão em Lisboa e citaria Eça, que pouco mais deve saber fazer. Nem jeito para a escolha do cabeleireiro a senhora tem. Por acaso, até tem piada, que por altura das invasões francesas, o edifício do actual Museu Soares dos Reis foi primeiro habitado pelo general Soult e, depois, pelos comandantes ingleses Wellesley e Beresford. Durante o Cerco do Porto, D. Pedro IV instalou aqui o seu quartel-general, mas viu-se obrigado a abandonar o palácio por este se encontrar demasiado exposto ao fogo dos miguelistas, aquartelados em Vila Nova de Gaia, hoje terras do general Menezes. A história tem destas coisas. Engraçado é, aliás, poucos anos após o levantamento do cerco miguelista, mais precisamente em 1838, a Câmara do Porto, evocando a vitória liberal, determinar que a Rua dos Quartéis, hoje de D. Manuel II, passasse a ostentar a designação de Rua do Triunfo. O topónimo então despromovido - Rua dos Quartéis - tivera origem num conjunto de edifícios destinados a aquartelamento militar que ali haviam sido erguidos pelos finais do século XVII... O mais certo é que a partir de agora, a rua se passasse a chamar Rua da Pacovice (já que até Rua de Estaline se chamou nos tempos pós 25 de Abril). Já para as bandas do "S. João", imagino Valentim disfarçado de Beaumont, o general de Argel, a cuspir cobras e lagartos para cima dos médicos Eduardo Guimarães e José Amarante, acompanhado de Oliveira Marques (conde Almer, já agora) que, acocorado atrás do major, mandaria umas boquitas em voz ciciante, mas logo se meteria debaixo da armadura de Valentim, para não apanhar com nenhuma seringa no olho, arremessada por um médico mais afoito. E, pelo meio, as linhas do metro serviriam para segurar as trincheiras de cada facção. Mas o melhor mesmo, para acabar com este novela ensurdecedora e tétrica, seria que se matassem uns aos outros nas ditas trincheiras e... viesse um qualquer marechal Saldanha salvar as honras da pátria. Mas, mais uma vez, mudam-se os tempos... Temos Assis... Ou seja, rebobinemos o filme e esperemos que rapidamente nos situemos em 2070. Com outros personagens. E oxalá que com doses cavalares de Centrum, caso não sejam igualmente pouco dotados, como os actuais. Mas também já cá não estarei para me chatear. É de facto triste que pessoas supostamente adultas não pensem de forma séria projectos da cidade. Tudo chegou ao ponto da anedota. Triste mas assustadoramente real. O palco da encenação, mais uma vez, é o Porto.
Crónica do rei Ubú
Bem gostaríamos de nos debruçar sobre a situação geral do país. Sobre as frustrações do programa socialista após o encontro dum défice inimaginavelmente superior à previsão mais pessimista. Sobre a responsabilidade do governo de maioria absoluta de enfrentar tal situação com as medidas adequadas em termos de eficácia e de justeza, mas que passam por frustrar as expectativas dos que, ainda há pouco, elegeram a nova maioria parlamentar. Sobre a necessidade absoluta de fazer incidir os custos do emagrecimento necessário, não apenas sobre os trabalhadores e funcionários, mas sobretudo sobre os poderosos a começar pela chamada e autodenominada "classe política" e pelos sectores mais lucrativos da economia portuguesa, em particular a banca. Sócrates ganhou legitimidade para implementar medidas de austeridade a todos, na medida em que começou por cortar no poder político e faz alguns ameaços nos sectores mais poderosos, onde se inclui o fim do sigilo fiscal que pôs a direita furibunda. Manterá e aumentará tal crédito, na medida em que avance sem recuos com as medidas já anunciadas, tal como perderá a credibilidade e legitimidade se a montanha parir um rato, ou seja, pactuar com engenharias políticas destinadas a mudar alguma coisa para manter tudo na mesma. Para lá do fim da pouca-vergonha do regabofe parlamentar e político, do fim dos regimes excepcionalíssimos de aposentações, do término da orgia dos administradores das empresas públicos ou com maioria de capitais públicos, e do ataque aos lóbis económicos privados que vivem à custa do orçamento, há um ponto que aguardamos como decisivo: o emagrecimento dos ministérios, segundo o compromisso, dois por semestre. É que a maioria das sedes dos ministérios, tal como o parlamento, funcionariam (e melhor) com metade do pessoal. A avaliar pelas resistências que se zunem quanto ao fim de alguns dos privilégios parlamentares e políticos, vai ser difícil manter a determinação. Mas ser primeiro-ministro, numa freguesia destas e com as contas como estão, não é fácil. Grande será o mérito de Sócrates se mantiver a linha, e o país, depois de muito estrebuchar em defesa dos seus direitos e legítimos anseios, encontrar no fim do ano resultados de melhorias tanto no crescimento da receita como na baixa da despesa. A personalidade política de Sócrates, com comportamentos melhores ou piores, mantém-se em alta e em aberto. Terá toda a legitimidade política para prosseguir, se mantiver a coragem de cortar em ambos lados de forma equilibrada, e se com isso obtiver resultados visíveis nas contas de fim de ano. Entre nós, a nível do Porto/concelho, passa-se o oposto. A personalidade de Rio está em baixa e fechada. As sondagens mostram que os que o apoiam, e terão as suas razões, não aumentam. O número anti-FCP, e o do rigor e competência, deram o que tinham a dar e saem-lhe pela culatra. Vê-se uma cidade cada vez mais deserta, mais envelhecida, mais pobre, mais degradada, mais esburacada, mais arruinada. Em quatro anos de quase nada, o pouco em que Rio mexeu, deu asneira, sempre mais um buraco. Fartos de uma polémica provocada por Rio, de dia para dia, os portuenses vão percebendo o que foi a sua incompetência ao inventar o prolongamento da saída do túnel de Ceuta sem autorizações, como se qualquer munícipe para fazer mais um andar não precisasse também das autorizações competentes. Mas nos últimos dias a personalidade de Rui Rio mostra uma faceta, que há muito corria pelos "mentideros", onde seja feito o desconto de que a maior parte das vezes a maledicência suplanta a prudência na avaliação. Aquando do "arranjo" do relatório do "amigo do SMAS" a dizer que havia perigo nas condutas de água, que serviu de pretexto para o nosso Esperto avançar com a obra embargada, o país ficou estupefacto ao ver o homem nos ecrãs a falar do perigo de algum vírus contaminar a água da rede pública. Um vírus, Santo Deus! O que não nos poderia acontecer, a nós que constantemente convivemos com "milhões" de mini-alimárias dessas! Mas na terça-feira passada, quando uma explosão derrubou a fachada de um prédio e fez dois mortos em St.ª Catarina, o nosso homem não tem mais: "Temos indicações de especialistas que não há nenhum cilindro nem nenhuma botija de gás capaz de produzir um impacte desta dimensão. Tudo indica que tenha sido causado por um engenho explosivo". Ipsis verbis, incluindo os erros de gramática. Terríveis terroristas escolheram um velho prédio para o destruírem e matarem dois idosos? A ETA? Os islâmicos? O Unabomber ou algum ramal do IRA a quem não terão chegado as notícias da paz? Ou algum senhorio, usando a bomba como método discreto para desalojar os inquilinos? Ou a SRU? Ou a Ministra da Cultura para abanar o prolongamento do túnel de Ceuta? Ou seria a oposição? Santo Deus! Tal comportamento não configurará desequilíbrio de uma mente escanifrada e tétrica, com a mania da perseguição? Um presidente de Câmara do Porto pode dizer estes disparates? É a mesma coisa que um qualquer "boquinhas" fala-barato que no café ou na rua expele a primeira que lhe aparece na cabeça? Ao que chegamos! E de hoje a oito há mais. Com o país a fazer sacrifícios, uma cidade parada pelos cortes orçamentais da Câmara, e com milhões de euros deitados ao lixo pelo Sr. Rio para, em ano de eleições, fazer o número das corridas de quando era pequenino. Não diz quanto nos custa a brincadeira mas se chover vai dizer que são mísseis! O rei Ubú.
País dos Reformados
o nosso mais "mortinho por ser" candidato a Presidente da República é um reformado;
o nosso ministro das Finanças é um reformado;
o nosso anterior ministro das Finanças já era um reformado;
o ministro das Obras Públicas é um reformado;
gestores ilustres e activíssimos como Mira Amaral (lembram-se?...) são reformados;
o novo presidente da Galp, Murteira Nabo, é um reformado;
entre os autarcas, garantiu-o o presidente da ANMP, há "centenas, se não milhares" de reformados;
o presidente do Governo Regional da Madeira é, entre muitas outras coisas que a decência não me permite escrever aqui, um reformado;
e assim por diante...
Digam-me lá qual é o país da Europa que dá tanto e tão bom emprego a reformados, que valoriza os seus quadros independentemente de já estarem a ganhar uma pensãozita, que combate a exclusão e valoriza a experiência dos mais (ou menos...) velhos! Ao menos neste domínio, ninguém faz melhor que nós. Ainda hão-de vir todos copiar este nosso tão generoso "Estado social"...
Joaquim Fidalgo Jornalista
Ainda o tempo que passa
Os caminhos que tenho tentado apontar são, penso eu, mais positivos. Tem a ver com o esgotamento de toda uma geração que exerce o poder há demasiado tempo e que começa a dar demasiados sinais do desgaste que estas coisas provocam.
A questão é relativamente simples. Em Portugal houve um momento de ruptura, no 25 de Abril, e uma transferência do poder para outras pessoas, outros grupos, outras escolas. Essas pessoas, independentemente da sua orientação, mais coisa menos coisa, estão no poder há trinta anos. Se não é fulano é o primo ou o sicrano.
Acontece que, pelo menos na minha forma de ver, deve haver uma correspondência mínima entre representados e representantes, até nos escalões etários. Portugal está a ser governado, governo após governo, para os sonhos de há trinta anos, para os problemas de há trinta anos, com conceitos de há trinta anos.
E o pior, é que quando aparecem alternativas, sejam elas formalizadas ou não através de candidaturas, correspondem igualmente a ideias de há trinta anos, ou mais. Como se de lá para cá nada ou muito pouco existisse.
Veja-se o programa Prós & Contras na RTP. Quem é que convidam para lá estar? Gente que já está instalada no regime há trinta anos. Vejam-se os principais comentadores e colunistas dos órgãos de comunicação social. Quem lá está? Gente de há trinta anos. A economia tem problemas, a quem é que se pedem soluções? Ao Medina Carreira, que invariavelmente diz que ele, o Silva Lopes e a Teodora Cardoso é que são bons e que sabem. Mas como já ninguém inteligente acredita, quem é que vão buscar? Os alunos deles, igualmente à trinta anos instalados no sistema. Olhe-se para a Universidade e quem é que lá está? Nem é preciso responder. Eu só os ouço dizer que estão preocupados com isto, e com aquilo, e que se lembraram de mais não sei o que, que por acaso já anda toda a gente a falar há mais de dez anos. Eu até já ouvi um Presidente da Assembleia da Republica dizer, depois de trinta anos de politica activa, que tinha recentemente tomado consciência do problema da droga. Isto um numero dois da hierarquia do Estado. Queres o quê, Portugal, sair de onde…? ACORDA, Portugal!
Não se pense porém que aquilo a que me refiro é uma vaga impressão, por ver sempre as mesmas caras e os mesmos discursos de há trinta anos a esta parte. Vamos ver exemplos concretos de minudências da governação, mas que todas somadas já contam e todas contrariadas dariam um admirável mundo novo.
Eu continuo a ver, apesar das restrições orçamentais, que os nossos governantes, sempre que podem, lá fazem mais um polidesportivo e uma nova pista de tartan. E agora, em época de autárquicas lá andam todos ufanos a inaugurar essas coisadas. Depois ficam muito admirados que não tem lá ninguém e aquilo está vazio e ainda é preciso pagar ao guarda. Que azar, não se deram conta que a maioria da população já não pratica esses desportos nem quer saber deles para nada. Estão noutra…
Eu continuo a ver, apesar das restrições orçamentais, que os nossos governantes contratam, todos os dias para a função pública, técnicos superiores de informática, de formação genérica. Para que e por que? Porque eles não sabem abrir o Windows e muito menos o Excel, quanto mais a rede. Nem sequer entendem que desvirtuaram todo um processo coerente de aquisição publica, no qual deveria ser o fornecedor o responsável pela formação do utilizador, e não gerar mais encargos para o Estado. Não, criaram toda uma classe profissional que somos nós que vamos pagar e que vai ser absolutamente desnecessária para a geração seguinte. A não ser que seja reformatada através de formação, à qual, depois de confortavelmente instalada, vai ser muito resistente. De qualquer forma também vamos pagar. E depois dizem que não há verba para a Saúde ou para a Educação.
Eu continuo a ver o quase abandono da Serra da Estrela (eles acham que aquilo é só queijo e a lagoa comprida) e a nossa juventude a “construir”, com os seus gastos, as estações de Inverno por toda a Espanha, desde S. Isidro a Sierra Nevada.
Eu continuo a ver ser aplicado o paradigma de cinquenta, de um carro por família, em todo o planeamento das instituições do Estado. E mais, em todo o espaço publico. O paradigma mudou no final dos anos oitenta e hoje o carro é muito mais do que um meio de transporte, é mais uma extensão do corpo. Mas?!?!
Eu continuo a ver uns a atacar os direitos do trabalhador e outros a defende-los, fazendo códigos e leis para estruturas macro e criando excepções às regras para as micro empresas. As micro são a NOSSA regra.
Eu continuo a ver, na educação e até na saúde, a transposição permanente de modelos nórdicos para os nossos sistemas, mais francófonos ou mais anglo-saxónicos, conforme a orientação e os sítios para onde eles foram estudar ou exilados ou coisa que os valha. Esqueçam isso, NÓS SOMOS LATINOS.
E poderia continuar por aqui fora o dia todo que exemplos não faltam, esbarramos com eles todos os dias. Mesmo na arquitectura e na construção, que tem alterado a face deste país, a lei vigente, a que importa, foi feita e serve para resolver problemas de há trinta e tal anos e ninguém a muda porque belisca umas poucas de pessoas que estão igualmente instaladas há trinta anos.
Não me engano muito se disser que a média de idades da Assembleia Constituinte era de vinte anos menos do que é hoje da nossa Assembleia da Republica.
E a questão aqui não tem a ver, com a valia deste ou daquele grupo ou geração, tem simplesmente a ver com o tempo que passa e os desequilíbrios que gera.
4' 33''
Sim, realmente diz-se muito estando calado, embora por vezes me provoque alguma aflição e prefira enveredar por caminhos mais ao género Émile Zola: “If you ask me what I came into this world to do, I will tell you: I came to live out loud.”
Confesso que não acompanhei nem de longe nem de perto o percurso de Emidio Guerreiro, mas estranhei o silêncio generalizado a que foi votado o seu falecimento, principalmente quando comparado com outros, como Vasco Gonçalves ou Cunhal ou ainda outros como João Amaral ou Edgar Correia, recentemente falecidos.
Será por se ter incompatibilizado com Sá Carneiro?
Será pelas suas aproximações ao Partido Socialista?
Será coisa Maçonica? Será por serem já 106 anos?
De qualquer maneira, eu, que não gosto muito destas homenagens póstumas, deixo aqui a minha a um homem que, entre outras coisas, combateu o Franquismo, o Nazismo, o Salazarismo e as tentativas totalitarias de esquerda em Portugal.
A candidatura.
"em declarações a O PRIMEIRO DE JANEIRO. A partir de sexta-feira será em força e, segundo o social-democrata, “dentro de muito pouco tempo” deverão aparecer os primeiros cartazes de propaganda eleitoral. “Vamos jogar no efeito surpresa”, justificou, para não querer avançar o seu conteúdo."
Deus nos livre!
Nós no Comércio
Sobre o tempo que passa
Apesar de não o conhecer pessoalmente, revejo o meu pensamento em grande parte do seu texto. Para muitos dos que, ainda fazem política, na nossa praça, não perceberam que o tempo vai se esgotando. O populismo, o caciquismo, os jogos baixos, as inverdades, começam a ter os dias contados. Mas, só pode esta realidade (ou sistema pós 25 de Abril) ser transformada se atentarmos que será no jogo democrático que temos de investir, todos os cidadãos, não ficando em cada esquina a dizer mal dos políticos e acabar um dia com saudades dos gloriosos tempos da PAX EUROPEIA e da liberdade de pensamento. Olhemos a Grécia e Roma, e vejamos que nem a paz, nem a democracia, nem a liberdade são bens duradouros.
Aos que querem manter este sistema, devemos mostrar o inverso, a capacidade ainda do exercício ético na política a capacidade de estar ao serviço da cidadania sem o apregoar em cada esquina, a capacidade de abandonar a política quando as ideias se esgotam e os programas não se adequam.
Os tempos são de profunda mudança e já nada é seguro, mas a obrigação é não ceder ao mais fácil e ficar em casa encolhidos, meter a cabeça na areia. A opção é empenharmos na construção de uma nova cidadania, num novo país, numa nova Europa, menos preocupada com a arrecadação traseira dos dinheiros e o lento fim de cada ex-império, e com os EUA, mas uma Europa ecológica, social, solidária, de economia solidária, em permanente culto da procura do conhecimento, científico, espiritual, da cultura.
Realmente, o tempo dos patos bravos está a findar, de tão "bravos", é que ainda não perceberam isso, haja coragem e todos assumamos que isto só muda com luta serena mas continua face aos interesses locais instalados.
Ao PS, partido guardião de uma esquerda democrática, culta, aberta, eclética, civilizada, não dogmática, cabe renovar-lhe e pensar que não pode continuar a albergar dentro de si, o seu inverso, pode demorar mas assim a implosão acontecerá mais dia, menos dia.
Força, diga palermas, ao Lello, ao Gomes, ao Narciso e outros, não como ofensa, mas falta de visão política sobre o fim dos seus tempos.
Vamos consigo, abramos alas, sem medo.
Joaquim Paulo Silva, socialista e livre-pensador