quinta-feira, março 17, 2005

O telefonema!

O sede interceptou, inadvertidamente, uma chamada telefónica entre duas figuras públicas, como não percebemos bem o conteúdo, transcrevemos para ver se alguém sabe de que se trata!

tlm1: Tou, quem fala?
tlm2: Tá. Boa tarde, é da Concelhia?
tlm1: Sim! (que voz tão misógina) parece que o conheço de algum lado, só não estou a reconhecer este número! Aqui aparece-me Guterres!
tlm2: Não, agora é o meu!
tlm1: Zeeeeeeé! Biba pá, atão, nem imaginas o gosto que é tu ligares-me! Conta lá pá! Tenho ido aí tantas vezes, só que a tua secretária tem-me dito sempre que eu tenho azar, é mesmo quando eu vou que tu acabas de sair! Por isso tenho ligado para o teu número e ninguém me atende. Já não falo contigo desde aquela vez em que disseste na televisão que a minha conferência de imprensa foi uma merda, e a seguir me ligaste a dizer que o que disseste não era o querias ter dito. Mas sabes, por aqui a malta também me vai dizendo que foi uma merda. Até o velho!
tlm2: Pois é engenheiro! É verdade, agora tenho andado um pouco ocupado, mas lembrei-me de ligar-lhe, sabe….., tenho falado com o Presidente da Distrital e combinamos….
tlm1: Oh pá, esse filho da mãe! Esse bexigoso! Esse alvo de sacos do lixo! Ainda outro dia tive para lhe ir às trombas! Atão não é que o gajo anda sempre a mandar umas bocas pós jornais, quem não nos conhecesse Zéeeeeé, até pensava que tu tinhas combinado com ele, Zéeeeé! Ganda Zéeeeeé.
tlm2: Pois! na verdade a razão do meu telefonema é sobre a candidatura autárquica, eu queria ter uma palavra a dizer……
tlm1: Tá aqui uma barulheira com a Rosa do Aleixo cá em casa (Ò Pá CALEEEEEM-SE, TOU A FALAR CÚ ZÉEEEEEÉ)
tlm2: …. Tava a dizer que queria ter uma palavra no candidato e acho que o melhor colocado era…, bom, ….talvez fosse melhor que o líder do Partido local assumisse a candidatura…..
tlm1: Óh ZÉEEEEEÉ! Obrigado! Eu sabia que confiavas em mim.
tlm2: Não! Eu queria dizer o líder do Partido no Distrito! Eu estava a falar do A…..!
tlm1: O qué?????? Zéeeeeeé! MAS O COELHO PROMETEU-ME ZÉEEEEÉ, ELE PROMETEU-ME! Esse gajo, ninguém o conhece! Nem eu o conhecia no ano passado ou há dois anos quando num era militante! Eu é que sou uma figura! Olha sabes Zéeeeeé? Sabes? VOU COMO INDEPENDENTE! É ISSO, INDEPENDENTE!
E digo-te mais, vou marcar uma conferência de imprensa hoje à noite e todos os secretários coordenadores e militantes bão estar lá! Toda a gente do partido! Num vai sobrar ninguém para fazer campanha.
tlm2: Pois, compreendo, mas eu estava a pensar em ti para um lugar na gestão pública! Assim um sítio onde fosses bem remunerado.
tlm1: Pois Zéeeeé! Bem remunerado Zéeeeeé! Mesmo bem remunerado, dizes tu……! Olha…… sabes que eu apoiei o gajo para a Federação….. foi mesmo no fim, mas foi…, se calhar tens razão, aquilo da câmara é uma canseira e ganha-se mal! Como tu sabes Zéeeeeé, quando lá tive, tinha que acumular com outra coisa, aquilo mal daba para pagar um jantar à malta do Viso, quanto mais à concelhia inteira. Olha Zéeeeeé, quando é que vens ao Porto para passeares na Santa Catarina e combinares isso comigo? Hã Zéeeeé? Isso é que é política!
tlm2: Bom logo que tiver tempo! Quer dizer que posso estar descansado com as autárquicas aí?
tlm1: Oh Zéeeeé! Tá Zéeeé! Se houver algum problema, não te preocupes, candidato-me eu!
tlm2: Pois, tou a ver, mas a minha palavra era o Líder da Federaç….!
tlm1: O líder o quê Zéeeé? Ganda Zéeeeé! Olha se quiseres candidato-me antes eu e até te faço um favor: acumulo as duas coisas, esse sítio bem remunerado e a Câmara! Tas a ver Zéeeeé! Isso é que era…!
Pi….Pi…Pi…Pi … (caiu a chamada)

O novo projecto da polémica

autoria: Siza Vieira e Souto de Moura

Norma de conduta sobre investigadores

Uma das grandes promessas do PS é vencer o atraso cientifico e tecnológico.
Como aplaudi o ministro da Ciência escolhido pelo nosso primeiro..., bem como a escolha do secretário de estado escolhido pelo nosso ministro amigo da Ciência. Grande começo! Agora, acho que basta "não se meterem" muito e cumprirem as promessas financeiras que fizeram durante a campanha, porque ambos já provaram saber dar razão ao nosso primeiro quando se atreveu a ambicionar "transformar o Portugal das fatalidades no Portugal das oportunidades”.
Mas como ciência se faz com cientistas é também necessário sabermos melhor quais os nossos direitos mas também o que se espera de nós, porque isto de alguém se pôr à espera que aconteça... também já faz parte da história.
Foi publicado muito recentemente no jornal oficial da União Europeia o código de conduta para recrutamento de investigadores. Que tal uma leitura a quem estiver interessado?

What is a researcher? European Commission defines roles and responsibilities
On 11 March the European Commission has adopted a European Charter for Researchers and a Code of Conduct for the Recruitment of Researchers to make research an attractive career, which is a vital feature of its strategy to stimulate economic and employment growth.
The Charter and Code of Conduct will give individual researchers the same rights and obligations wherever they may work throughout the EU. This should help counter the fact that research careers in Europe are fragmented at local, regional, national or sectoral level, and allow Europe to make the most of its scientific potential.
“Without researchers, there is no science in Europe” said Janez Potočnik, European Commissioner for Science and Research. “That is why it is crucial to address the status of researchers. By setting out the roles and responsibilities of researchers, we are going some way to ensuring that researchers, wherever they work, are treated with the respect and esteem they deserve.”
700.000 additional researchers are deemed necessary to attain the objective of 3% of EU GDP for R&D and at the same time replace the ageing workforce in research. Although the number of researchers in the EU rose slightly from 5.4 per 1000 workforce in 1999 to 5.7 in 2001, this is well below the level in other countries that invest more (USA 8.1; Japan 9.1)
The potential shortage of researchers could pose a serious threat to the EU’s innovation, knowledge and productivity in the near future and may hamper the attainment of the Lisbon and Barcelona objectives.
Consequently, Europe must improve its attractiveness to researchers and increase the participation of women researchers. It must provide researchers with long term career prospects by improving their employment and working conditions, reinforcing R&D as a professions and creating more favourable conditions for mobility within a given research career path.
The Charter and the Code of Conduct contribute to this objective by addressing Member States, employers, funding organisations and researchers at all career stages. They cover all fields of research in the public and private sectors, irrespective of the nature of the appointment or employment, the legal status of the employer or the type of organisation or establishment in which the work is carried out.
The European Charter for Researchers addresses the roles, responsibilities and entitlements of researchers and their employers or funding organisations. It aims at ensuring that the relationship between these parties contributes to successful performance in the generation, transfer and sharing of knowledge, and to the career development of researchers.
The Code of Conduct for the Recruitment of Researchers aims to improve recruitment, to make selection procedures fairer and more transparent and proposes different means of judging merit: Merit should not just be measured on the number of publications but on a wider range of evaluation criteria, such as teaching, supervision, teamwork, knowledge transfer, management and public awareness activities.
Practical implementation will be the responsibility of the employers, funders and the researchers themselves. Both they and Member States have been closely involved in the preparations of the Charter and Code of Conduct and have welcomed the initiative.
O site da net é:
http://europa.eu.int/eracareers/pdf/Recommendation_code_charter_EN_final.pdf


É obrigatório estarmos melhor informados, é crucial sermos mais exigentes na avaliação, é fundamental sermos mais chamados a contribuir para "Vencer o atraso científico".

Raquel Seruca

O lugar ideal do éles

Mais uma vez uma entrevista fantástica do nosso Lello (com dois éles). Diz ele que é o lugar que agora lhe apetece estar!
Parece que já esqueceu o telefonema que cinco minutos antes de ter existido já se dizia passar a existir

quarta-feira, março 16, 2005

Belissimo editorial!

Ora aí está uma crítica ao presidente da câmara do Porto que o Lello (com dois éles) devia lêr de manhã todos os dias. Parabéns ao Rogério Gomes.

Impostos

Mas esta gente não pensa em mais nada que não seja aumentar os impostos!
Agora é Vitor Constâncio, esse artista das cifras cifradas e da gestão dos silêncios.
Como se os cidadãos não percebessem qual é a ideia. Chama-se abordagem circular.
É em tudo semelhante ao boato, só que é verdade. E o método consiste em lançar a mesma ideia com diversas proveniencias, em tempos oportunos. De preferência as fontes devem ser crediveis (o ministro das finanças, o governador do Banco de Portugal). As pessoas vão-se habituando e quando dão por ela, a coisa torna-se realidade. Por isso preparem-se, vem ai mais impostos.
Quanto a mim está mal. O objectivo deve ser baixar impostos, e não subir impostos.
Muito menos em sectores que estão já muito penalizados. É claro que existe o défice para cobrir e que o estado precisa de dinheiro. Mas acho que neste momento os portugueses entenderiam melhor uma medida especifica, tipo taxa especial ou coisa que o valha, unicamente destinada a resolver o problema das contas públicas, associada à promessa ou compromisso de que o caminho seria o da redução da despesa. Estes aumentos de impostos servem apenas para descredibilizar os governos e adiar os problemas. E ainda para promoverem mais umas quantas falências. Se ideias destas forem para a frente estaremos a decalcar os métodos Durão Barroso, que como se sabe foi o pior Primeiro-Ministro que Portugal teve desde que há memoria.

Texto enviado por um amigo

"O peso do PS Porto nem é muito nem é pouco, simplesmente não existe. Ficamos todos a saber que no distrito do porto ou mesmo no norte não existe gente capaz de pertencer ao executivo. Ficamos também a saber que a partir de agora Sócrates perdera o seu estado de graça não só com as mulheres mas também com as gentes do norte que nestas coisas gostam de se verem reconhecidos.

Sócrates, nas palavras do seu próprio pai, disse que o elitismo fez parte da cerimónia de tomada de posse. Eu diria que em todo o processo de formação de governo não só houve elitismo como autismo, egoísmo, egocentrismo, e muita falta de humildade. Que nestas coisas ou melhor numa situação de uma vitória desta dimensão é necessário saber que a partir daqui é sempre a descer.

Na campanha Sócrates deu sinais que não precisava das bases do partido para nada, isso era para o Manuel alegre. Com ele é o futuro, a nova geração, os novos quadros, e quadros entenda-se gente inteligente, não necessariamente culta, capaz, mas sim conhecida ou sua conhecida.

Tudo isto para dizer que não se pode dizer por exemplo que em cada cinco homens numa lista de deputados, cargo menor, uma mulher tem que lá estar. No governo, que a sabedoria tem que ser maior, mulheres só se for em pastas de relevância menor.

É nisto que o primeiro-ministro erra quando no princípio não demonstra coerência mas sim arrogância, ninguém é dispensável nem mesmo aqueles que o escolheram é por isso que Sócrates tem que ter cuidado o povo e os militantes estão atentos, estes não permitem alarvidades espero que este governo não dure só seis meses"
Jaime Resende

terça-feira, março 15, 2005

Atrasos

Em 1995 reclamei junto da repartição de finanças da minha zona uma devolução de IRS que, na minha opinião, me prejudicava em cerca de vinte contos. Perante a passagem dos anos e o silencio da administração acabei por esquecer o assunto.
Hoje, dia 15 de Março de 2005, DEZ ANOS DEPOIS, telefonaram-me das finanças a pedir os documentos para dar andamento ao processo.
Querem ver que é já o efeito José Sócrates?

Completamente de acordo...

...com Vital Moreira neste seu post, no Causa Nossa.

O sr. Coelho (parte II)

Os blogues também vivem de reprises e esta acho que se justifica. Volto portanto ao tema do texto na coluna Fio do Horizonte .
Venho, portanto, falar do novo comentarista político, de apelido coelho que nos brindou com uma ardilosa análise sobre as autárquicas de Lisboa e Porto para dar um comentário sobre os putativos candidatos. Chamo-lhe Coelho porque o EPC, no público é contratado para falar de cultura e sociedade.
Desta vez levou a “coisa” para a política que também é cultura (digo eu!). E levou a coisa para nos evidenciar, disfarçando de mal amarradas etimologias de raiz filosófica que o Assis e o Ferro tem má imagem. Pronto! Pim!
Para quem se recordar, basta revisitar os encómios com que o Sr. Coelho brindou o actual primeiro ministro quando este era apenas candidato PS. Dizia então mais ou menos as mesmas tretas à laia de opinião. De lá para cá meteu a viola no saco.
Na verdade respeito a figura do EPC e já o li com satisfação muitas vezes (antes mais do que agora), mas ora bolas, quando veste a pele do analista Coelho é um vê se te avias.
Na verdade o analista Coelho foi um farsante no texto que hoje gizou, usou de forma naif o conceito de indiferença pura das massas que Lipovetsky tão bem soube justificar e encontrou os caminhos justificadíssimos para dizer que Assis tem má imagem. Ferro por seu lado está ligado à pedofilia e Santana ganha debates.
A política no seu melhor! Qualquer destes argumentos faz uma descriminação positiva do papel da política. O niilismo da morte dos valores superiores segundo o Coelho em meia dúzia de linhas.
Arre!

Cacos



Jorge Figueira, um ilustre colega, dizia há tempos, num outro contexto, as seguintes palavras: “A visão racionalista do mundo permitia toda a espécie de engenharias sociais que se destinavam a resolver os problemas do homem….Quando esta visão racionalista e determinista cai, realmente não sobra muito. Vemos o Eduardo Prado Coelho todos os dias a tentar apanhar os cacos.”
De lá para cá esta ideia ficou-me na cabeça, e não consigo deixar de voltar a ela cada vez que leio “O Fio do Horizonte”, no Público. O homem laboriosamente a recolher cacos, ...de uma certa ideia, como diria uma amiga minha, …barbuda.

Na edição de hoje a coisa é levada à evidência mais cristalina. As alusões de Eduardo Prado Coelho aos processos partidários e as referências aos candidatos do PS às principais câmaras do país, Porto e Lisboa, não o poderiam explicitar melhor.
O problema é que não vale tudo para sustentar uma ideia. Embora se compreenda que numa coluna diária os argumentos escasseiem, de EPC não se esperam tão sintomáticas inconsistências.
Em primeiro lugar não pode meter tudo no mesmo saco, isto é, Porto e Lisboa, Francisco Assis, Ferro e Carrilho.
Em segundo lugar porque não tem razão em quase nada do que diz. Francisco Assis não tem má imagem televisiva nem é destituido de carisma. Quanto aos amores, que fale por si.
Por ultimo porque os argumentos que apresenta para a razão que não tem, são de tal forma frágeis que indiciam mais um processo de intenção do que um análise credivel.
Mas o mais arrepiante é ver (ler) EPC a usar o processo autárquico do Porto gratuitamente, para chegar ao que quer dizer sobre Lisboa.
Não vale tudo. Continue a apanhar cacos, mas olhe que este não é da mesma jarra.

segunda-feira, março 14, 2005

Após...

... as palavras digamos, desabridas, de José Lello (evidentemente, com dois éles) ficamos a saber que a Câmara do Porto não lhe interessa para nada porque gere matérias de intendentes, e não tem massa critica, nem tem densidade, nem nada.
Pela mesma ordem de ideias, as pequenas câmaras do distrito devem interessar-lhe ainda menos, como por exemplo Matosinhos, Valongo, etc.
Dai que, se levarmos o raciocinio um pouco mais longe, somos obrigados a concluir que José Lello (eu escrevi dois éles) quer ser candidato a Gaia. Tem muita população e é um concelho bastante grande. Por isso é que foi 2º na lista de deputados pelo Porto. Deve ter sido por isso!
O que quer dizer que os potenciais candidatos às câmaras dos restantes concelhos podem estar sossegados, porque a concorrência vai diminuindo.

Desaparecido Após combate!

The lucky ones



JIM BATCHELOR: Batchelor suffers from post-traumatic stress disorder. His wife gave him the rifle to help him sleep, but it hasn't worked

In World War II, 1 in 3 wounded soldiers died; in Vietnam, 1 in 4. In the Iraq war, the rate is 1 in 8. As of last week, just over 1,500 U.S. military personnel had died in Iraq and 11,285 had been wounded. The Pentagon does not keep counts of dead or wounded Iraqis. Human-rights groups and academics have tried to estimate the number of Iraqi deaths, speculating it could range from 15,000 to 100,000. No one has even tried to guess the number of Iraqis who have been wounded.

Mudança na Lei dos Órgãos Autárquicos

Parece consensual entre os dois grandes partidos a alteração da Lei autárquica. Aproveitando a revisão constitucional e em cima das próximas eleições locais vamos mudar as regras.
Por mim concordo! No entanto os partidos mais pequenos saem prejudicados, pelo menos empurra-os para as famigeradas coligações o que significa o caminho de uma bipolarização da política portuguesa.
Assim deixamos de ter vereadores de oposição e a assembleia municipal serve para bastante mais do que a mera aprovação de orçamentos.
Surgem, no entanto, várias questões, que enumero:
1. Será justo manter o número de Vereadores (exagerado se todos tiverem pelouros)?
2. Haverá pelouros a tempo inteiro e outros a tempo parcial (filhos e enteados)?
3. Os Presidentes de Junta devem manter a actual inerência com direito a voto?
4. O Presidente da Assembleia terá o papel de substituição do Presidente da Câmara em casos de renúncia ou abandono?
5.Haverá tempo para aplicar uma nova arquitectura legal sem as perversões customeiras dos caciques locais?
6. O aparelho dos partidos tirará vantagens ou não? A eleição da vereação a partir da Assembleia Municipal pode resultar de negociatas "divertidas" mas perigosas?

Enfim é um tema para continuar, até porque o Sócrates, Sampaio e Marques Mendes estão de acordo neste tema, estando portanto lançado o código postal do debate.

O Principado "New Utopia"

Vale a pena visitar o Site deste "novo" País!
Entretanto deixo um pequeno resumo:
It is here, that New Utopia seeks to offer a renewal of options. Now we invest ourselves and our treasures in a new horizon, a new adventure, in a dream of free enterprise and to the gathering of like minded individuals.
We are those who seek higher aspirations. We will reach farther. We will take the risks and reap the rewards. We will see victims in the distance, the security minded, held captive by the welfare minded governments, who stifle the visionaries, the dreamers; the authors of the future. New Utopia is a dream come true for every businessman or woman whose operations are mobile enough to move. Even those who can't move their business interests will want to become a citizen now to insure themselves of a safe haven for the future.
First priorities must be to acquire international recognition and to attract and organize thousands of new citizens with commercial interests. We also must attract financial experts, brokers, business managers and bankers. In other words, we must organize others like ourselves; the individuals who have the brains, courage and talent to help build and benefit from being a part of our new city/state. We have the perfect location to assure our sovereignty., the incentive and the drive to succeed, and we will not fail
.

PSD: Menezes queixa-se de tentativas de silenciamento

A saga "calimero" do Menezes continua

Bush versus Hitler em Portugal

Segundo o "Bloguitica" as declarações de Carlos Lage sobre a comparação de Freitas ainda evidenciam a forma como os Jornalistas apreciam os casos políticos criados um pouco artificialmente.
Cá por mim não sei se a comparação do Bush ao Hitler é exagerada, mas também não aprecio esta lavagem da posição dos EUA, agora que o PS chegou ao governo.
Menos ainda quando leio as afirmações do Guterres sobre as ruas do Iraque! Parece aqueles casos em que se elogia quem paga o jantar e o quarto de Hotel.
Não era preciso!
Ficamos também a saber pelo DN de uma suposta conversa secreta entre Sócrates e Bush na semana passada! Enfim, em política externa tudo como dantes, quartel general em Abrantes!

avelino

Não aconteceu mas pode ainda vir a acontecer!

Eh Pá! Isto é que é entusiasmo aqui pela Blogosfera.
Socrates quer o referendo do tratado europeu no dia do referendo autarquico.
Como a ideia foi bem acolhida, houve logo quem pensasse em fazer tambem no mesmo dia o referendo sobre o aborto. Parece que já se fala em juntar tambem o referendo sobre a regionalização, e até o D. Duarte de Bragança veio lembrar que a republica não foi ainda referendada e que podia ser feito agora, coisa e tal. Eu próprio já me lembrei que se podia referendar tambem os touros de morte de barrancos.
No fundo não seria mais complicado do que um teste de cruzinhas, como os americanos fazem.
E, se os americanos conseguem, nós tambem conseguimos com certeza.

domingo, março 13, 2005

resultados finais da nossa sondagem

A nossa sondagem chegou ao fim e os resultados embora não sendo totalmente esclarecedores indicam, com alguma curiosidade, a maior votação numa abrangente coligação de Esquerda. Vamos ver se acontece!
Aqui ficam os resultados finais:

Acha que deveria existir uma coligação de
esquerda para as autárquicas no Porto?

Sim, com a cdu e o be 30%
sim, com a cdu 8%
sim, com o be 11%
não, com nenhum 28%
não, só se o psd e o pp fizerem 23%

Aproveitamos para seguir o repto do Fortuna e lançar agora uma pequena sondagem sobre as autárquicas de Lisboa, ficamos a aguardar uma boa participação.

as palavras idiotas do Lello



O Lello (com dois éles) falou ontem sobre a Câmara do Porto. E disse uma chorrada de idiotices que deviam ficar no anedotário ao lado das piadas que ele, com tanto humor, nos vai habituando. MAs como a entrevista a um semanário não é o sítio para contar piadas temos que o levar a sério.
Ora então, diz o Lello (com dois éles), o seguinte na sua entrevista ao Expresso:

"(...)O presidente da Câmara do Porto gere matérias de intendentes(...)"
e continua:
"(...)O Porto não tem hoje nem densidade, nem massa crítica e o presidente da Câmara do Porto está sujeito a gerir a habitação e a folha de salários dos funcionários(...)".

É de aplausos! Todos sabemos que em 2001 este ex-ministro "rabeou" o que pode para vêr se se posicionava como a terceira via entre o Cardoso e o Gomes, e na altura satisfeito com um eventual apoio de Gaspar, disse numa entrevista a uma rádio que não comentava a putativa candidatura a candidato, mas que a cidade do Porto precisava de um novo rumo, etc e tal.
Aqui há tempos, (antes do Sampaio apear o Santana) mexeu-se com pele de cordeiro, para em 2005 ser finalmente a terceira via entre Cardoso e Assis e agora, mal-grado o desfecho diz o que disse.

É uma vergonha para quem votou no segundo deputado do distrito, e só lhe ouviu este comentários depois da tomada de posse dos ministros. Fosse ele outra coisa que não deputado, e não tivesse o secretário-geral feito o famoso telefonema a caminho de Belém e talvéz não asneasse como fez agora.
A cidade do Porto tem no seu Presidente uma das figuras mais importantes da nação. Bom ou mau continua a ser uma figura que se sobrepõe a qualquer ministro nos temas políticos.
Nem sequer vale a pena comparar com as pastas menores (coma as que felizmente o José Socrates acabou)do desporto e juventude.

Infelizmente confirma-se aqui aquela tese dos papistas serem mais que o Papa, o Lello (com dois éles) não acabou o chorrilho sem referir a estafada critica do provincianismo, ao jeito do Rui Rio:
"Não vejo ninguém do Porto a ter este discurso. Só vejo o ser contra Lisboa pela negativa, mas não pela positiva, tentando criar o tal espaço, a tal massa crítica".

Gostava eu de saber o que é ser "contra Lisboa pela positiva", deve ser à Lello - ser do porto mas ter cargos em Lisboa. Deve ser fazer uma delegação do Terreiro do Paço nos Aliados. Realmente esta intervenção do Lello teve uma grande vantagem, a de explicar que ele não pode ser autarca de nenhum concelho do Distrito, não fossem uns serem enganados e desejarem-no na lota ou nas terras de Gonçalo Mendes.
Para acabar devo dizer que quem tem um lugar na ultima fila do parlamento claro que acha uma estafa fazer folhas de salários e reuniões de trabalho, aliás esta ultima palavra até "cansa".
Por mim convidava-o para Presidente da Junta de Paranhos, cargo que pode acumular com as suas viagens de Terça a quinta à capital e sempre aprendia a importÂncia de ser autarca.

O que Lello disse foi uma agressão para os muitos autarcas (e tantos com mais qualidade que o Lello) que fazem um magnifico trabalho. E foi também falta de conhecimento ou memória, porque em Portugal temos tido, felizmente, muitos em altos cargos que foram bons autarcas, intendentes como ele lhes chamou. A começar pelo Presidente

O melhor que o Lello (com dois éles), deputado pelo Porto, devia fazer era pedir desculpa!

Avelino Oliveira

O fim do telelixo?

Manuel Maria Carrilho quando entrevistado por Maria João Avillez na SIC Noticias alguns anos atrás usou uma frase que, infelizmente, uso regularmente: “Portugal é uma país com um imaginário europeu e com uma realidade de América latina.”. A frase é violenta mas infelizmente torna-se, demasiadas vezes, actual na nossa sociedade. Este último ano, então creio que esta “mexicanização” da vida politica, social e mediática foi levada ao extremo. Vimos uma campanha para as legislativas que mais parecia saída de uma novela Brasileira. Vimos políticos entraram em “reality-shows” e tornaram a vida politica assustadoramente próxima da estrutura de um seriado mexicano, com todas as curvas dramáticas cuidadosamente colocadas em cada episódio. Vimos conferências de imprensa com discursos que pareciam saídos de um episódio do “Cidade Alerta”
Felizmente a sociedade portuguesa cansou-se de ser tratada como espectador passivo de “telelixo” e disse que queria mudar. Sócrates ficou com a responsabilidade de protagonizar essa mudança. Até agora mostrou alguns sinais positivos. Substituiu o frenesim ensurdecedor da comunicação social, por um respeito pelas instituições – obrigando os jornais e telejornais a recentrarem-se no seu objecto – a noticia. Por outro lado na escolha que até agora conhecemos dos potênciais candidatos às Câmaras mais importantes do país, vimos redireccionar o perfil dos candidatos para a defesa de valores mais próximos de uma sociedade civilizada.
Como sempre resta-nos esperar pelo próximo episódio.
de Eduardo Gradim

Temos candidato...

José Socrates...

...começou bem. Muito bem mesmo. Dando de barato que os temas utilizados aparentam ser um pouco especificos demais para um discurso de tomada de posse, o sinal que o novo Primeiro-Ministro quis dar foi muito interessante. Pelas medidas que anunciou e pelo sinal em si mesmo. Atrevo-me até a transcrever as palavras do Gabriel Silva, um blasfemo liberal:

"O novo primeiro-ministro tem tido boas iniciativas:
1. Acabou com o beija-mão da corte administrativa local;
2. Extinguiu a Secretaria de Estado da Comunicação Social;
3. Emenda o erro socialista do ano passado e defende uma revisão constitucional que também permita o referendo europeu juntamente com as autárquicas.
4. Atacou a questão da venda exclusiva em farmácias de medicamentos. Já que decidiu enfrentar a ANF, podia levar a questão até ao fim e acabar com a restrição à livre instalaçao de farmácias e o monopólio classista da propriedade das farmácias. Para esta boa causa liberal (recusada pelo PSD e CDS), tem o apoio do BE, de Vital Moreira e claro, aqui da gente.)"


Oxalá não demore muito a implementar o que anunciou.

sábado, março 12, 2005

Economia Portuguesa..

...em recessão técnica. Quarto trimestre de 2004 foi ainda pior do que o terceiro, que por sua vez tinha já sido pior do que o segundo. Evidentemente que não são favas contadas, mas isto já cheira a retoma...

António Vitorino...



...não é candidato a candidato a candidato, nem sequer candidato a candidato, nem candidato...à Presidencia da Republica.

O XVII Governo Constitucional

Primeiro-Ministro: José Sócrates
Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro: Filipe Baptista

Ministro de Estado e da Administração Interna: António Costa
Secretário de Estado Adjunto e da Administração Local: Eduardo Cabrita
Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna: José Magalhães
Secretário de Estado da Administração Interna: Ascenso Simões
Sub-Secretário de Estado da Administração Interna: Fernando Rocha Andrade

Ministro de Estado e dos Neg.Estrangeiros: Diogo Freitas do Amaral
Secretário de Estado dos Neg. Estrangeiros e Cooperação: João Gomes Cravinho
Secretário de Estado dos Assuntos Europeus: Fernando de Oliveira Neves
Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas: António Braga

Ministro de Estado e das Finanças: Luís Campos e Cunha
Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento: Manuel Baganha
Secretária de Estado do Tesouro e Finanças: Maria dos Anjos Capote
Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais: João Amaral Tomás
Secretário de Estado da Administração Pública: João Figueiredo

Ministro da Presidência: Pedro Silva Pereira
Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros: Jorge Lacão
Secretário de Estado da Juventude e do Desporto: Laurentino Dias

Ministro da Defesa Nacional: Luís Amado
Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Ass. do Mar: Manuel Lobo Antunes

Ministro da Justiça: Alberto Costa
Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Justiça: José Conde Rodrigues
Secretário de Estado da Justiça: João Tiago Silveira

Ministro do Amb., Ord. Território e do Des. Regional: Francisco Nunes Correia
Secretário de Estado do Ambiente: Humberto Rosa
Secretário de Estado do Ord. Território e das Cidades: João Ferrão
Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional: Rui Baleiras

Ministro da Economia e da Inovação: Manuel Pinho
Secretário de Estado Adj., da Indústria e da Inovação: António Castro Guerra
Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Def. Consumidor: Fernando Serrasqueiro
Secretário de Estado do Turismo: Bernardo Trindade

Ministro da Agricultura, do Desenv. Rural e das Pescas: Jaime Silva
Secretário de Estado Adjunto da Agricultura e das Pescas: Luís Vieira
Secretário de Estado do Desenv. Regional e das Florestas: Rui Nobre Gonçalves

Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações: Mário Lino
Secretário de Estado Adj. das Obras Públicas e das Comunicações: Paulo Campos
Secretária de Estado dos Transportes: Ana Paula Vitorino

Ministro do Trabalho e da Solid. Social: José António Vieira da Silva
Secretário de Estado da Segurança Social: Pedro Marques
Secretário de Estado do Emprego e da Form. Profissional: Fernando Medina
Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação: Idália Moniz

Ministro da Saúde: António Correia de Campos
Secretário de Estado da Saúde: Francisco Ventura Ramos
Secretária de Estado Adjunta e da Saúde: Carmen Pignatelli

Ministra da Educação: Maria de Lurdes Rodrigues
Secretário de Estado Adjunto e da Educação: José Pedreira
Secretário de Estado da Educação: Valter Lemos

Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior: Mariano Gago
Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior: Manuel Heitor

Ministra da Cultura: Isabel Pires de Lima
Secretário de Estado da Cultura: Mário Vieira de Carvalho

Ministro dos Assuntos Parlamentares: Augusto Santos Silva

sexta-feira, março 11, 2005

Em defesa das mulheres...

Ana Gomes continua igual a si própria, um exemplo acabado do pior populismo de esquerda que se vai podendo encontrar, apenas suplantado por outros populismos que foram já devidamente derrotados a 20 de Fevereiro.

A questão das mulheres, e das quotas de género, ou das quotas em geral, tem que ser posta em função da natureza das funções sobre as quais incide a escolha.
A “quota” como critério de escolha tem todo o sentido quando o que está em causa são funções de natureza representativa. É assim que é possível e desejável criar quotas para diversos grupos sociais e antes de qualquer outro, o de género. Mas também o etário ou outros, que em momentos concretos sejam tidos como importantes. Não pega portanto o argumento da competência. Porque as funções são de facto e antes de mais nada, de natureza representativa. A lógica não está, nestes casos, em exigir a determinado grupo social (por exemplo, às mulheres ou aos “jovens”) um nível de competência equivalente a outro, mas sim no propósito de criar condições para uma paridade efectiva. Isto é, porque é que se há-de exigir a toda e qualquer mulher ou todo e qualquer “jovem” que demonstre a sua competência para ocupar determinado lugar, se por exemplo não se leva essa exigência aos mesmos patamares no que diz respeito aos homens. Não, neste tipo de seriação de pessoas, só será possível atingir efectivamente níveis de paridade satisfatórios através de cotas. Por negação da boa escolha, será necessário que existam tantas mulheres e jovens incompetentes, quantos os homens nas mesmas circunstâncias, para que se tenha atingido uma situação de paridade (onde é que eu já ouvi isto?).

Exactamente o mesmo no que diz respeito a questões de oportunidade. A igualdade de oportunidades justifica que sejam criadas quotas para acesso, por exemplo ao ensino superior (não interessa explorar muito o processo aqui) ou a bolsas de emprego. Há coisas, em que não podemos competir uns com os outros (grupos sociais) directamente, em que é necessário introduzir factores de correcção. Chama-se a isto descriminação positiva, e é utilizada para que possamos todos viver numa sociedade mais justa.

Já no que diz respeito à formação de um governo (funções especificamente executivas) as coisas não podem ser postas da mesma forma. Desde logo pela natureza das funções, mas também pela natureza do processo que, recorde-se tem muito de escolha pessoal do Primeiro-Ministro. Outros valores se impõem sobre o valor da paridade. Alias, outros valores se impõem sobre o valor da competência. O valor da confiança é um deles. Não seria natural que José Sócrates escolhesse para um determinado ministério alguém cuja orientação politica fosse diversa à que ele próprio pretende dar, só pelo simples facto de ser homem, mulher, jovem, competente, colorido ou deficiente. Para além disso, muitas outras coisas contam, como por exemplo as disponibilidades. E um governo é uma equipa que resulta da ponderação de todos esses factores, que deve ser o menos condicionada possível, para privilegiar a eficiência da escolha, mas também para que exista uma maior responsabilização de quem escolhe. Neste caso, José Sócrates.

sondagem

Sondagem sobre Sócrates

Anúncio no Caldas colocado na parede sobre um espaço vazio deixado por um retrato retirado

Procura-se:

Candidato com boa estampa, educação cristã e muita capacidade oratória. Se contactou, ainda que por minuto e meio, com Sá Carneiro em vida ou em morte melhor!
Preferencia sobre homens ou mulheres (desde que casadas com homens de bem) que abominem esse novo ministro dos negócios ultramarinos, quer dizer estrangeiros.
Relevância no caso de ter sido jornalista, director ou comentador de órgãos de comunicação social. É importante saber dar "cumprimentos-de-mão" (bacalhaus!) como o ex-lider dava aos ex-lideres.
Requisitos: apoiante de um partido de direita, embora se previligie deputados e filiados no futuro PP ou antigo CDS ou actual CDS-PP (nunca por nunca ser amigo do Coissoró - excluido à partida).
Excluem-se Monteiristas ou ex-Monteiristas.
Se queres um futuro melhor candidata-te!

O PSD

Nunca vi umas candidaturas a um congresso do PSD tão parecidas como há uns tempos se fez como escola no PS. Afinal o debate sobre questões internas são temas repisados e já discutidos por outros partidos: eleição directa, re-organização das bases, presidenciais, desempregados da política, etc.
Tenho cá a impressão que vai ser choco o congresso laranja, e de certa maneira não dará a energia necessária para ganhar élan no caminho às autárquicas.
Ontem o Filipe Menezes deambulou entre temas de populismo e alguma trajectória razante a questões de fundo, mas foi pouco para um candidato sério à liderança do 2º maior partido nacional.
Por outro lado aquela hipocrisia de apoiar o Rui Rio à Câmara do Porto, nem que seja a jurar pela Santa Teresinha fica-lhe mal, parece o António José Seguro a dizer que está tudo bem, enquanto se encaminha lá para a ultima fila da bancada como faziam os ex-ministros Guterristas.

Dois textos

Quem passar os olhos no blog do causa nossa vê 2 textos com interesse e com absoluta razão, o primeiro da Ana Gomes (de cujo o percurso político não sou o maior fã) que fala na ausência de mulheres no governo socrático e das responsabilidades que um partido que impõem quotas internas de género tem, ao depois não as concretizar na aplicabilidade social e exemplar que um governo sempre possui. O segundo texto é de Vital Moreira e fala da substituição de José Magalhães por Jorge Coelho na Quadratura do Círculo, questionando então o porquê do desiquilibrio entre direita e esquerda (se afinal os critérios são de substituição partidária).

Casa da Música - Participações

A pedido, vou aqui comentar o incidente recentemente sucedido relativo ao "chumbo" pela Assembleia Municipal da participação da autarquia na Casa da Música. Não o fiz antes, não por desinteresse sobre o assunto, mas porque o mesmo me pareceu revestido de um certo tipo de mesquinhez muito vulgar em politica e com a qual, por norma não pactuo.
Posto isto, devo ainda referir que não estou absolutamente nada de acordo com estas novas modas de procurar "processos" de gestão para a "coisa pública" o mais distantes possível do poder politico, com argumentos do tipo "evitam-se as partidarites" ou "permitem uma maior estabilidade de gestão na medida em que o poder politico tende a ser de curta duração e bastante rotativo". Pelo contrário, a escolha politica serve entre outras coisas para gerir a "coisa pública" e pertence por direito ao povo, ou aos cidadãos se se preferir. A soberania está no povo. Nesse sentido, quanto mais perto a gestão da "coisa publica" estiver da escolha popular, melhor. Apesar de tudo, a eleição é dos poucos mecanismos de controlo que temos sobre aquilo que é de todos nós por direito. Assim sendo, todas as tentativas de contornar esta lógica simples merecem-me apenas um rotundo NÃO. E essas tentativas são muitas e dos mais diversos quadrantes. NÃO, mais uma vez.
Para além disso, temos a questão da eficácia da gestão. Também aqui se tem procurado introduzir o mito (muito em voga) das infinitas virtudes da gestão privada contrapondo aos enormes malefícios e ineficácia da gestão publica. Pois, mas a tentativa de criação de mitos não muda a realidade, e a realidade é que existem boas e más gestões privadas e boas e más gestões públicas. Os exemplos estão à nossa volta.
No entanto, considerando que a insatisfação faz parte da natureza humana, e que a procura de novos caminhos é desejável e até um valor da esquerda, bem como que, por outro tipo de lógicas que aqui não tem lugar, o peso do estado na sociedade não deve aumentar indefinidamente, nem sequer continuar a aumentar, também modelos mistos de gestão devem ser procurados, testados e postos em funcionamento. De facto, porque não procurar ganhos de eficácia juntando a dimensão única do estado às experiências de gestão no sector privado promovendo um maior empenhamento de todos nos projectos, e portanto contribuindo para o seu sucesso. Serralves pode ser um exemplo, entre muitos outros.
Agora, o seu a seu dono! Lá que o estado venha a ser o principal ou um dos principais financiadores do projecto, apenas e só pela sua natureza cultural, é aceitável. É aceitável que a Casa da Música possa contar com uma parcela do orçamento de estado como fonte de financiamento, assim como terá outras (receitas de bilheteira, merchandising, publicidades, mecenatos, etc.). É também aceitável que esse participação do estado, directamente ou através do município ou ainda da junta metropolitana, não seja proporcional em relação às outras fontes de financiamento, na medida em que o estado somos todos nós e "todos nós" temos um interesse particular (e variável, conforme a situação geral do pais) na divulgação cultural, em relação a outras instituições mais vocacionadas para outros fins. Desde que esteja tudo perfeitamente estabelecido e protocolado.
O que não é de forma alguma aceitável é que o estado não tenha uma participação na administração da Casa da Musica minimamente correspondente à que detêm no capital social da mesma. Ponto.

Quanto à polémica, quer-me parecer que está toda a gente de acordo. A questão surge apenas porque se tentam tirar dividendos políticos do processo de constituição da Fundação Casa da Musica, em período eleitoral particularmente quente, entre eleições legislativas e eleições autárquicas.
Resumindo, os vereadores do PS viabilizaram no executivo (sabe-se lá porque) a participação da câmara no capital da Casa da Musica, vindo agora, o mesmo PS Porto, chumbar na Assembleia Municipal. Rui Rio aproveita a suposta falta de coerência do Partido Socialista para criar um caso, sendo que, aparentemente, ele próprio concorda com o Partido Socialista. Enfim, como se não houvesse mais nada para fazer que não fosse andar a brincar com o Executivo Camarário e com a Assembleia Municipal, com os estatutos e com o capital da Casa da Musica. E se a coisa não se resolve rapidamente lá aparecem as acusações de partidarite, que o que eles querem todos são os tachos, e os lugares na administração, etc. e tal.
E é precisamente com isso que eu não pactuo.

A propósito de um pedido de estágio pós licenciatura

Para os estágios terem como objectivo a capacidade de “treinar” pessoas, de atrair pessoas, e de seleccionar pessoas, temos de estabelecer algumas regras quando se “contrata” um estagiário. Só assim é possível fazer de um estágio um processo sério. Parte das regras parecem-me absolutamente tranquilas- Critério 1-empenho absoluto (exclusividade de tarefas), Critério 2- período mínimo de tempo (entre 6 e 12 meses). Estas duas exigências permitem ao jovem ou menos jovem licenciado, nesse período, demonstrar de uma forma clara ter capacidade de aprender, de estudar, de pensar sozinho, de decidir, de interagir, de demonstrar ser leal com os colegas, e adquirir em muitos casos a capacidade de lutar. E no final de tudo escolher o que quer ser ou fazer. Tudo isto me parecia bem. Até achava que implementar os estágios servia para seleccionar melhor, com mais justiça, com mais rigor, e muitas vezes até, para aumentar as possibilidades de emprego.
Mas a propósito de um pedido de estágio pós licenciatura compreendi MAIS UMA VEZ que até neste pequeno-grande passo da nossa vida profissional Portugal desinvestiu na formação. Porque verifiquei em frente ao “Pedro” que para fazer um estágio é necessário mais um critério
É que para fazer estágios bons, com critérios bem estabelecidos e que invistam realmente na formação das pessoas e na selecção das pessoas também é CRUCIAL já pertencer a uma sociedade de privilegiados. É necessário pertencer a um grupo social onde o emprego não é uma prioridade (Critério 3). E o critério 3 é em muitos, muitos casos impossível de ultrapassar, é o de maior peso.
Porque para fazer estes estágios é necessário manter financeiramente essas pessoas por mais tempo, muitas vezes proporcionar-lhes mudar de cidade. Ou seja, pedir mais uma vez a algumas famílias para suportar mais este encargo na formação dos seus filhos. É necessário adiar mais uma vez a sua independência. E o “Pedro”?
O Pedro não completa todos os critérios, o “Pedro” não resistiu ao critério 3, o “Pedro” precisa também de emprego e a “selecção” terminou mais cedo do que devia.
Afinal não vencemos o nosso atraso apenas, recuamos MUITO também.
Passaram os estágios a ser também uma nova forma de exclusão social?
Os estágios são importantes, são fundamentais, mais é ABSOLUTAMENTE necessário verificar, quem sabe modificar, os critérios de acesso às “bolsas” ou tornar os estágios num passo obrigatório da licenciatura. Mas aí façam circular os “miúdos”, possibilitem-lhes conhecer um mundo para além das portas da sua faculdade, da sua licenciatura, da vida que já conhecem.

Raquel Seruca

quinta-feira, março 10, 2005

A escola do Porto

Sempre que digo que sou arquitecto perguntam-me se sou da Escola do Porto. É uma espécie de carimbo de qualidade que após a minha confirmação, me é respondida com um assentimento ora sério ora feliz, quer se trate de amigos ou clientes.
Dito isto, a palavra Porto traz-me sempre alguma coisa de especialmente carinhoso, transporto comigo a escola, a morada e o nascimento. Levo também sempre comigo a cultura, a pronuncia, o clube e a identidade.
Lembrei-me disto quando curiosamente, hoje, se recomeçou a falar-se do papel do Porto, nomeadamente no campo político. Vejamos: a nova ministra da cultura, a quem se pede que desautorize o Ippar na questão do túnel de Ceuta, será das poucas representantes do Porto no Governo. Então os políticos do Porto, como O RIO e o Sá reivindicam a importância do túnel e da solução que preconizam. Eles são “os habitantes dos bairros e os comerciantes do Carregal e até o Hospital”.
É curioso que eu andei dois ou três anos a ouvir uma tal de Rodrigues, de primeiro nome Laura, berrando sobre o comércio tradicional - as coisas, os queixumes a 2001. Agora a nobre senhora deve ter emigrado, ou então, pelo vistos , e, sem nós dar-mos conta, o comércio melhorou.
Também sem dar-mos conta a presença de um Vereador com Pelouro da CDU na Câmara foi positivo para a cidade (não sei bem em quê, nem eles devem saber explicar), tanto que correram logo a abrir os braços à coligação com o PS.
Dizem da Escola do Porto que somos rigorosos e alguns falam de uma modernidade assente em valores regionais. Ora aí está!
Então, o rigoroso RIO, que criticou a gestão anterior de fazer obras sem projectos, de andar para a frente com coisas sem aprovação, agora, vem tapar o sol com a peneira, alterou o projecto, chumbaram-no e toca a chorar, gritar ameaçar. Então, afinal o túnel de Ceuta não pode ser uma obra de navegação à vista, ou pode? Ele não cuidou de aprovar a solução! Tal como no Metro da Boavista atira-nos com a política do facto consumado e depois com a chantagem das coisas que vão ficar paradas anos.
De uma coisa estamos certos e temos a certeza absoluta – com ele vão! Já que não se incomoda de ver o edifício transparente parado, as obras que restaram da 2001 a passo de Caracol, o Batalha a envelhecer, a baixa milagrosamente salva pela SRU que nada fez (quer dizer disse que ia fazer), agora é o túnel!
Tenho na memória que no Porto até as pedras da muralha serviram de alvenaria do ex-libris que é a torre do clérigos, e à falta de carne comemos Tripas, mas parados não.
Por isso sempre soubemos resolver os problemas, assim o Rio e esse Sá também não devem parar muito tempo no seu lugar – é só po-los a andar!

Mais governo!

Surpreendentemente estes senhores estão fora do governo.

Assim é que é!

Portugueses são os mais noctívagos do planeta!
Nós existimos no mundo para ser felizes. E mai naadaaaa!

quarta-feira, março 09, 2005

IRS - Flat Tax

Muito interessante esta discussão que vai tendo lugar na Blogosfera sobre a taxa progressiva do imposto sobre o rendimento (IRS).
José Manuel Fernandes lançou aqui a provocação, que logo teve resposta aqui, por Vital Moreira e que foi alargando o número de intervenientes tais como o blasfémias pela mão de João Miranda.
A discussão roda em torno da progressividade do imposto sobre o rendimento, e parte da relativamente recente verificação de que, os novos países do alargamento, ex-bloco soviético, praticam uma taxa única de IRS, menosprezando o principio da progressividade do imposto (consagrado na nossa Constituição), instrumento normalmente aceite da justiça social. Aparentemente, nesses países, a aplicação de uma taxa única, tem dado bons resultados no que diz respeito à cobrança de impostos por parte do estado. Trata-se evidentemente de uma ideia que muito agradará a liberais e neo-liberais que sempre procuram diminuir o papel do estado no que quer que seja. E trata-se evidentemente de uma ideia de direita, na medida em que a aplicação de uma taxa única (flat tax) possível de pagar pelos mais pobres, reduziria nominalmente os montantes a pagar pelos mais ricos, agravando as injustiças sociais. Aqueles que de alguma forma são já privilegiados seriam ainda mais privilegiados. Por outro lado essa redução de pagamento por parte dos mais ricos levaria necessariamente a taxas globalmente mais elevadas para fazer face à despesa do estado que não se prevê possa ter reduções muito substanciais.
Vital Moreira explica muito bem que, para além do que já foi dito, o sistema português comporta ainda outros impostos com taxa constante que diminuem a progressividade da nossa fiscalidade. No entanto há uma ideia constante que importa reter, que é a das vantagens da simplificação do sistema quer através da redução do número de taxas, quer do seu escalonamento, que poderia e deveria ser bastante mais criterioso.
E, neste sentido estas palavras de José Manuel Fernandes abrem algumas pistas:

“Falar de impostos não progressivos como os praticados na esmagadora maioria dos países desenvolvidos parece uma enorme heresia: a ideia da progressividade dos impostos é a de assegurar que os que ganham mais paguem mais - proporcionalmente mais. Parece de elementar justiça social. Na prática, talvez seja menos justo do ponto de vista social do que parece, pois os salários brutos praticados - em mercados concorrenciais - tendem a adaptar-se à progressividade das taxas e a assegurar aos que ganham mais que ganhem ainda mais, de forma a manterem o diferencial desejado nos salários líquidos. No final, o leque salarial "líquido" mantém-se mas o leque salarial "bruto" amplia-se. Pior: como são os salários brutos que contam para o cálculo das pensões, esta distorção introduzida pelas taxas progressivas acaba por beneficiar os que mais ganham no momento de receberem as suas pensões, exactamente o contrário do que pretendia.”

A justiça social tem muitos caminhos e um deles é certamente o da simplificação dos sistemas. Importa é compreender bem, em cada nova ideia ou nova medida, a quem é que mesma vai servir, no final do processo.

Piada após a vitória de ontem

Arsene Wenger, Alex Ferguson e José Mourinho tinham acabado de falecer num desastre de avião e foram levados à presença do Criador.
O Criador, perante aquele trio, virou-se para Wenger e pediu-lhe que falasse sobre a sua vida. Wenger respondeu que na sua vida terrena sempre tinha dado grande importância ao planeta terra, e que o ambiente era a sua grande preocupação, que tinha orientado a sua vida. Deus olhou para ele e disse-lhe que gostava da sua maneira de pensar. Ele que viesse sentar-se na cadeira à Sua esquerda.
Em seguida o Criador perguntou a Fergusson como tinha sido a sua vida, quais tinham sido as suas preocupações. Ao que Fergusson respondeu que achava serem as pessoas o mais importante. Que sempre se tinha preocupado com as pessoas. Deus então, perante tão nobre preocupação ordenou-lhe que se sentasse na cadeira à Sua direita.
Finalmente Deus olhou para Mourinho e vendo o seu ar sobranceiro logo lhe perguntou:
- E tu, Mourinho, com que te procupas tu?
Ao que Mourinho respondeu:
- Tenho a impressão que estás sentado na minha cadeira…..

O buraco do túnel

O projecto inicial, em que o Túnel de Ceuta desembocava no Carregal, foi alterado por Rui Rio, simplesmente para dizer que o que estava planeado pelo "regime anterior" estava errado e que agora é que era.
Nada que o PSD não tivesse feito a nível nacional nas mais variadas matérias com a dupla Barroso-Ferreira Leite e a assessoria de Portas.
O argumento de que desembocando perto da Urgência, acarretaria prejuízos em fumos e ruídos, utilizado pelo director do hospital Solari Alegro, parceiro por parte do PP na coligação, é ridículo.
Pelo contrário haver uma saída com acesso directo à urgência só tem vantagens para o hospital e os utentes.
Donde, chumbado que está o disparate de saída à porta do Soares dos Reis, há simplesmente que repor o projecto que estava, reencher o buraco, e fazer a saída prevista.
Não é preciso inventar mais nada.
A oposição do Alegro pouco contará, porque está no Hospital por mera nomeação política, em honra aos tempos( 1969-71)em que nos "Leões, aplaudia as cargas da polícia de choque contra os estudantes anti-fascistas.
Porque não mostra qualquer competência para o lugar, para além dos pergaminhos políticos salazaróides, não acredito que continue por muito tempo sem voltar à medicina.
Rio enfiou-se pelo buraco que arranjou. É o único responsável. Não tem de saber de obras, mas se, ao menos, ouvisse, esburacava menos.

de Pedro Baptista


Mourinho

Aí está um português que faz da sorte o seu talento, e da capacidade de trabalho a sua sorte.
Eu, ex-imigrante na ilha de sua Majestade, irrritado quando me chamavam "over-sea student" divirto-me, embora com pena de todos os meus amigos da Catalunha!


Os comentadores com pronuncia

Finalmente temos um jornal de referência no Norte. Nós que temos a mania de elogiar a Catalunha, ainda não percebemos que muito da sua identidade se faz promovendo a iniciativa cultural e os meios endógenos que se possui.
Um dos melhores exemplos, e o melhor mesmo, após o fecho da NTV, é o Comércio do Porto.
As tertúlias que realizam na Associação Comercial já deram manchetes que fartam e de interesse bastante para respeitarmos finalmente a opinião do Norte.
Quem não se lembra da opinião de Cadilhe a dizer que a Regionalização fica mais barata ao País. Quem não esteve atento ao espoletar da questão dos traçados da linha do Metro e da sua pertinência.
Enfim umas pérolas que se deviam enaltecer.
Agora foi a vez do Rui Moreira dizer que o novo governo tem pouco peso político enquanto o PAulo Morais já prepara outros caminho afirmando que é melhor que o de Guterres.
Uma coisa é certa, este governo é bem melhor que o de Santana, e melhor que o de Durão (essa andorinha que fugiu no Verã)

terça-feira, março 08, 2005

Munch

Por algum motivo especial as obras de Edvard Munch andam a ser roubadas, o que é compreensivel, dada asua extraordinaria beleza e valor. O que já não é tão compreensivel é porque obras só deste grande pintor. A paixão tem destas coisas!

Ordem dos Arquitectos

Duas grandes questões da actualidade portuense tem passado ao lado dos nossos arquitectos e da sua organização profissional, a Ordem dos Arquitectos. São elas a saida do tunel junto ao Museu Soares dos Reis e o Metro do Porto na Av. da Boavista. Já que quem de direito, por distracção ou qualquer outra razão não se pronuncia, voltaremos a elas aqui no SEDE mais tarde.

Esclarecimento

O Sr. (Sra.) SEAMS é o Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde.
É, na pratica, quem se dedica a todas as questões ligadas à saúde mas menos directamente ligadas às politicas de saúde. Questões mais organizativas, de pessoal, de património, etc.

Matosinhos

Em Matosinhos continua a queima de cartuchos. Com tanto disparo,para o ar e de todos os lados, qualquer dia ainda vão conseguir aquilo que o hercules C130 não conseguiu, fazer chover. Porém, quando chover não vão ser gotas cristalinas de água pura...

Obrigado!

Não posso deixar de agradecer, ao Blasfémias e em particular ao Luis Rocha as simpáticas palavras dedicadas ao aparecimento do SEDE.
Apesar das diferenças evidentes de orientação politica, temos sempre mantido uma convivencia sã e muitissimo agradável.
Aliás, o Blasfémias está de parabens, pelo seu primeiro ano de vida. Mas tambem por se manter como um dos melhores blogs portugueses.
Um abraço a todos!

3 mulheres no dia da mulher

a paula rego



a florbela



Vieria da Silva

candidatos na fogueira

Meia duzia de supostos notáveis lançam o nome de Palmira Macedo.
Mal jogado digo eu! Com tantos que ficaram à porta do Governo, o PS Matosinhos merece melhor para substituir o actual senhor de Matosinhos.

A corrida ao Porto

A verdadeira corrida no Porto já começou! não é afinal aquela e carros antigos, mas sim ao lugar de presidente da Câmara. Francisco Assis tomou a dianteira, não partiu da pole position mas pouco a pouco veio a confirmar aquilo que já se ia sabendo - é o político mais promissor e experiente da nova fornada socialista pelas bandas do Porto.
Após várias tropelias e arrelias, misturando conferências de imprensa e solenidades inconvenientes foi-se percebendo que Cardoso não era a carta socialista a jogar. Hoje, após uma movimentação cuidadosa, vemos Assis a conseguir paulatinamente conquistar uma frente política no Porto tão necessária à revitalização da cidade. Sem populismos nem demagogia bacoca, parece que desta vez, no Porto, os socialistas com juízo se credibilizam e mostram o melhor, o seu melhor. A renovação adivinha-se!

Elegâncias

O PSD assegurou, pela voz de Telmo Faria, que vai garantir ao novo governo um periodo de estado de graça. Pudera, digo eu. Como poderia ser de outra forma?
De qualquer maneira, tem a sua elegância...

Irritações

Começa a tornar-se fastidiosa a forma ansiosa como alguns sectores da blogosfera se empenham em criticar o novo governo de José Socrates. É chato porque é demasiado previsivel. A necessidade de desconstruir o que ainda nem sequer iniciou apenas como resposta ressentida ao desaire eleitoral do dia 20 de Fevereiro.
Não se pede nenhum tipo de tréguas especiais ou coisa que o valha, mas a exploração das palavras do novo ministro das finanças, até à exaustão, seguidamente comparadas com as declarações de Socrates em campanha, à espera de qualquer contradição, qualquer falta de coerencia, francamente, cansa.


É um pouco como a eterna batalha entre os apoiantes da guerra no iraque e aqueles que sempre a condenaram. Já todos sabemos que quando acontece algo de bom por aquelas bandas, vem logo José Manuel Fernandes salvar a honra do seu convento americano, e no dia seguinte lá vem Ana Gomes lembrar todas as contradições do processo e os efeitos devastadores de uma guerra sem o mandato da ONU, etc e tal. É Pá, parecem sempre mais interessados na sua própria promoção do que no que quer que seja.
Pois fico chateado, é claro que fico chateado!

Centenas querem Carrilho em Lisboa

os amigos deste senhor querem que ele seja presidente da câmara de lisboa



e os amigos deste tambem.....



Em breve faremos aqui no SEDE a nossa própria votação.

segunda-feira, março 07, 2005

Secretários de Estado

Todos os secretários de estado serão conhecidos até ao final da semana.
Para já a novidade é Francisco Ramos na Secretaria de Estado da Saúde.
Fez parte já do governo de António Guterres e é sem dúvida uma boa aquisição, embora o maior protagonismo caiba normalmente ao Sr. (Sra.) SEAMS, que ainda não se sabe quem é.

O Habitual

Pois bem, voltou o quotidiano político do nosso circo habitual!
O Jerónimo a comentar as coisas que não parece dominar, falando de trabalho precário e de direitas e esquerdas como se todos soubessemos bem o que isso é. O Louçã, mais polido, lá deixa umas farpas pouco aguçadas, marcando o terreno do agora partido de envergadura nacional. O PP, mesmo sem o Portas continua a fazer aquelas tristes cenas, ao jeito encenado, que o ex-director do independente deixou fazer escola no Caldas! Entregar a fotorafia do Freitas! Bom, então que fará Socrates com a fotografia de Santana lá por S.Bento, ou o que deveriam ter feito os laranjas com retrato sizudo e encanastrado do sr. Silva que bem contribui mais que o Freitas para a derrota que a coligação teve. O PSD, esse vai indo, desgostoso pelo hiato que se passará, tão satisfeito com as lideranças como quando o PS tinha o Ferro lá, enfim.
Entretanto o governo tomará posse e a caravana passa.

E a má noticia...

"A subida de impostos é uma possibilidade" Campos e Cunha

Má noticia em si mesma, pelo que traduz, que os impostos poderão ainda vir a aumentar. E má noticia pela falta de prudência em declarações absolutamente evitáveis.

Adriano Moreira falava ontem da "Mentira Razoavel". Será que tem alguma coisa a ver com isto?

A boa noticia!

Os mais recentes indicadores de sinistralidade rodoviária revelam que o estado das coisas melhorou. Menos acidentes e menos mortos. Não é ainda possivel a que se deve este primeiro sucesso. Nesse sentido, o governo ainda em funções, não deve fazer de factos técnicos, aproveitamento politico.

“Habituem-se” – todos!

“A subida dos impostos é uma possibilidade. Não a encaramos como uma primeira medida mas algo que pode ser necessário, no médio prazo, o que é provavelmente quase inevitável” afirmou Campos e Cunha à TSF.
Esta declaração do futuro Ministro das Finanças, independentemente de concordarmos ou não com ela, leva-nos a reflectir sobre um assunto que está actualmente na ordem do dia: a relação do Governo com a Comunicação Social. Campos e Cunha tem de se lembrar, e o facto de ele não ser um político talvez explique a precipitação das suas declarações, que a partir de agora todas as suas ideias e comentários serão amplificados pela comunicação social, sedenta de notícias. Ele tem de perceber que comentários, que anteriormente fazia em fóruns mais restritos, têem um impacto centenas de vezes maior, e que vão efectivamente condicionar as decisões de milhares de portugueses, consequentemente a economia e como tal a vida de todos. Sócrates disse durante a campanha que o plano tecnológico era antes de mais um sinal do governo que apontava o caminho para a sociedade, e este exemplo aplica-se aqui muito bem. Campos e Cunha é hoje o Ministro das Finanças, e admitir, mesmo em teoria o aumento dos impostos, só deve ser feito com a perfeita convicção das consequências dessa mesma declaração, ele tem de entender que está de facto a dar indicação aos agentes económicos. A comunicação social quando o entrevista não está interessada nas suas opiniões, como estavam até agora os seus ouvintes, a comunicação social está interessada em apenas uma coisa: noticias! Como tal acho que a prudência, de que falou Freitas do Amaral antes de ir para o governo, é a melhor conselheira de qualquer Ministro.

Eduardo Gradim

Retratos

Aqui no SEDE sabemos bem que a arte e a politica andam muitas vezes de mãos dadas. Sabemos até que algumas das mais brilhantes intervenções politicas se fazem sem recurso a qualquer palavra. Exemplos não faltam, como é o caso da "Guernica" de Pablo Picasso ou "Silêncio" de A. Oliveira. Agora que os politicos passem a andar com os seus retratos debaixo do braço e os levem para onde quer que vão, isso é que já só lembra ali para os lados do Caldas. Mas não admira, quando estavam no governo fizeram chegar o retrato do primeiro-ministro a todo o lado. Chama-se campanha eleitoral com dinheiros públicos...

Afundanço (ou a foice em seara alheia) 2

Ainda há dias dizia aqui que o PSD iria procurar o caminho dos consensos para uma mais eficaz recuperação da credibilidade perdida e, "voilá", eis que Manuela Ferreira Leite desiste da sua candidatura para não prejudicar o espaço politico de Luis Marques Mendes, alegando que a mesma teria consequencias imprevisiveis (confesso que não esperava que fosse tão depressa).
Não podia deixar de ser e assim será. O tal afundanço inevitável. Cavaco que se cuide.
Mas, e quanto ao PS? Bastará ao PS governar a preceito e esperar sentado enquanto o principal partido da oposição lambe as suas feridas num processo que terá que ser autofágico?
Pois não. Com o crescimento de todas as esquerdas nestas eleições legislativas, não restam dúvidas que o espaço conquistado pelo partido socialista é o do centro. É o do eleitorado flutuante que por definição é pouco fiel e muito critico. Esse espaço foi conquistado à custa do descontentamento com o governo Santana Lopes, mas tambem à custa de uma enorme franja do eleitorado que é sensibilizavel pelos projectos abrangentes e que se consegue envolver e acreditar. Essa franja comporta muitos independentes e muitos socialistas, que esperam "feedback" da nova governação. Esperam, com espirito critico, aquilo que se vai passar nas áreas em que foram intervenientes, por exemplo, no ambito das "Novas Fronteiras".
Dai que é fundamental que o PS não desperdice esse grande capital que foi conquistado, dentro e fora do partido, de discussão e abertura à sociedade, na procura de orientações e soluções politicas para as grandes questões que se põe em Portugal.
Não bastará a este nosso governo governar bem. Necessitará de criar patamares permanentes de articulação com a sociedade através dos quais a mesma se reconheça no processo governativo, seja ele de ambito nacional, regional ou autarquico.

O Não Governo

Nestas coisas dos governos, quase tão importante como aqueles que lá estão, são os que lá não estão.

Por exemplo, que irá ser feito destes senhores?



Ou destes outros?



Ou ainda de tantos outros que aqui poderiam figurar?

Aceitamos apostas dizendo já antecipadamente que as respostas são simples e evidentes.

sábado, março 05, 2005

aí estão eles

as esperadas figuras aqui estão!

Ministro de Estado e da Administração Interna - António Costa
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros - Diogo Freitas do Amaral
Ministro de Estado e das Finanças - Luís Campos e Cunha
Ministro da Presidência - Pedro Silva Pereira
Ministro da Defesa Nacional - Luís Amado
Ministro da Justiça - Alberto Costa
Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional - Francisco Nunes Correia
Ministro da Economia e da Inovação - Manuel Pinho
Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas - Jaime Silva
Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações - Mário Lino
Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social - José António Vieira da Silva
Ministro da Saúde - António Correia de Campos
Ministra da Educação - Maria de Lurdes Rodrigues
Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - Mariano Gago
Ministra da Cultura - Isabel Pires de Lima
Ministro dos Assuntos Parlamentares - Augusto Santos Silva

sexta-feira, março 04, 2005

O Governo

O meu caro José Sócrates
O que foste tu fazer?
Deixaste o país sem noticia,
Deixaste o país a arder.

Dez dias é muito tempo
Para o segredo guardar
A gente fica cansada
De tanto tempo esperar

Não sossegam os jornais
Noticias tem que inventar
Não sossega a televisão
Sem ter nada para falar

Até fica o Papa a morrer
E por cá um padre a falar
Fica o Melicias aflito
Para tanto justificar

O Marcelo já nem comenta
Nada tem para comentar
Fala de livros e tretas
Por ter mesmo que falar

O Sampaio anda inquieto
Vai tentar antecipar
O Vitorino, entra ou não entra?
E o Costa, vai lá parar?

Qual é o governo afinal?
Que tens tu para revelar
Olha lá que se faz tarde
E esta gente tem que falar.

Chiques & Chicos, de Pedro Baptista



Rio, nº 2 do PSD, é um dos grandes derrotados de um magote representativo da direita portuguesa onde pontificaram Barroso, Ferreira Leite, Portas e Lopes.

Claro que Rio também é penalizado porque veio para o Porto pela mão de Barroso, o principal responsável pelo afundamento da direita, impôs Aguiar Branco como cabeça de lista e protagonizou o veto a Pôncio Monteiro, trazendo de novo à colação o seu ódio fanatizado a um dos principais emblemas da região.

Mas Rio é sobretudo penalizado na cidade e, por arrastamento, na região, pelo deplorável mandato à frente da edilidade tripeira. Mandato que faz esquecer, pela negativa, as piores prestações da direita na Câmara do Porto, e houve, nessa matéria, algumas que pareceram inultrapassáveis?

No entanto Rio não é pessoa de ilusões. Tão gelado no raciocínio como no sentimento em relação a uma cidade e uma região por onde anda clandestino, sabia, desde há muito, o que o esperava. É pois natural que as parquíssimas iniciativas de quatro anos de mandato desembocassem, bem à moda do mais rasteiro que tem a política, nos meses pré-eleitorais.

Quem visse o pasquim de propaganda, emitido pela Câmara, que chegou às caixas do correio dos eleitores do município portuense, ao bom estilo João Jardim, percebia que a grande aposta do mandato de Rui Rio era afinal, a realização, nos meses anteriores à campanha eleitoral, duma série de números sobre a promoção automóvel, desembocando numa cena de feitiço revivalista em torno das corridas dos anos 50 e 60, que têm, naturalmente, um lugar na memória dos que, com a nossa idade, gostam de recordar os anos do vigor maior.

Numa cidade incapaz de aderir ao Dia Europeu sem Carros, promover os transportes públicos ou dar continuidade aos projectos que incrementavam o eléctrico, onde de resto o estacionamento automóvel é caríssimo e os níveis de poluição altíssimos, só nos faltava era a Câmara transformado num centro promoção do automóvel, com redomas a promoverem D. Elviras, descontos nos restaurantes e estacionamento gratuito para os proprietários de carros antigos e tudo porque Sua Excelência o presidente da Câmara é um dos fãs! Tudo sob a consigna subtil e moderníssima de Porto Chique para um presidente armado em Chico! Que chiqueza de mentalidade! Numa cidade atolada de problemas sociais, com o crescimento a zero e onde a cultura, que outrora esteve no topo, no que diz respeito à Câmara, bateu e ficou no fundo.

Onde de resto, o trânsito automóvel é caótico, sem a Câmara fazer nada a não ser asneiras, como por exemplo, a de querer alterar a saída do Carregal do Túnel de Ceuta, com o pretexto disparatado de prejudicar o hospital, provocando um monumental imbróglio e mais prejuízos financeiros para o erário público! Quatro anos para acabar um buraco e, pelos vistos, por culpa de Rio, com o compreensível chumbo do IPAR, ainda não é desta!

Pior o que se passa na Boavista e a estórea do Metro, o único investimento público com significado existente, vindo como se sabe dos bons tempos. Entre o Parque da Cidade e o Castelo do Queijo, as tílias e os carris foram arrancados por uma Empresa Municipal que procede ao alcatroamento da via central, com vista a criar um deserto de alcatrão onde os Elvis Presley do volante, na versão do Reumático, deslizarão para a propaganda da candidatura das direitas ou do PSD à Câmara do Porto. Tudo a propósito de serem obras preliminares à instalação do Metro.

Donde tendo em conta a leviandade com que a hipótese do Metro de Superfície na Boavista foi aventado, sem ter em conta o brutal impacte ambiental, a rendabilidade reduzidíssima, e sem a análise de alternativas para resolver a "bronca" da Senhora da Hora, percebe-se que a pressa do Metro na Boavista é apenas (ou também) a pressa de fazer o frete à Câmara para preparar o terreno para o "número" das corridas do antanho.

Nem seria de espantar a esperteza de que fosse mesmo a Metro a pagar, a pretexto de serem obras necessárias para a famigerada "linha". Se a Câmara paga estacionamentos e descontos de restaurantes dos "Elviras" e quem trabalha que se amole a pagar o estacionamento ou um metro caríssimos, porque não há-de a Metro pagar a uma Câmara, mais endividada do que nunca, pela gestão calamitosa de Rui Rio? Pelos vistos é chique.

Chique eras tu, grande Chico, memória do Palácio! Estes são apenas chicos?

quinta-feira, março 03, 2005

As autárquicas já aquecem

Isto vai aquecer, é só olhar para uma noticia ou outra para adivinhar o que aí vêm.

Por brincadeira, alteramos o nosso barómetro Sede e convidamos os sedentos a pronunciarem-se sobre esta questão: coligação - sim ou não.

U2



Só mais um! Só mais um! Concerto, é claro. De prefencia no "Dragão" e com mais do que dez bilhetes no multibanco.

quarta-feira, março 02, 2005

Texteis Japoneses

Alternativas orientais à invasão chinesa!

Mobilidade

Porque é que a mobilidade é importante em ciência?
O nascermos, crescermos e morrermos no mesmo sítio já não é mais possível, nem desejável.
O sermos capazes de nos movermos, vivermos inseridos noutras culturas é por si só uma forma simples de nos tornarmos mais cultos. A adaptação e a interiorizarão de novos registos torna-nos mais humildes, capazes e tolerantes.
Acima de tudo, ao nos movermos quebramos com “laços” e isso não é sempre mau. Quebramos com uma hierarquia muitas vezes rígida e complicada de quebrar. Aprendemos a lutar pelo nosso espaço pela nossa liberdade de decidir, pela nossa independência de gerir. Ao mesmo tempo, um aumento de mobilidade das pessoas leva as instituições a colaborarem com “gentes” sempre diferentes, o que obriga a adquirir um espírito mais flexível, mais aberto e democrático, onde a exigência é feita pela qualidade e não pela idade.
É muito bom ter a oportunidade de sair. Mas também é bom voltar, e fazer parte de alguns que voltam porque sentem que cá existem também oportunidades igualmente atraentes, instituições igualmente credíveis, onde fazer boa ciência é a única exigência.
Mas já agora, quando forem ou voltarem, levem ou tragam, também a capacidade de aprender e ensinar, mantenham a capacidade de aceitar os outros que pensam de uma forma diferente e que têm objectivos diferentes, continuem uns inadaptados a adaptarem-se ao que é fácil.
Se alguns ou muitos levarem ou trouxerem este espirito de mudança, tenho a certeza que vale a pena apostar na mobilidade como uma das prioridades na política de ciência.

Raquel Seruca

a Chave dos Sonhos de Magritte

Jornalismos

Vitorino respondeu "Não tomei nenhuma decisão sobre o meu futuro!"
A manchete diz "Vitorino não integra o novo governo".

Mas depois de ter visto ontem os jornalistas às portas do Vaticano e entrevistarem-se uns aos outros, fazendo da ausencia de noticia, a própria noticia, já espero quase tudo.

Portanto, não digam a ninguem que vão ao banco levantar um cheque, porque podem vir no jornal como os vencedores desconhecidos do euromilhões.

Jogo de cintura

Este ainda não fica pelo que fez por cá. Ainda vai enganar uns poucos por outras bandas.

Justiça

O nosso amigo Jaime Resende envia para aqui o seguinte contributo.
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Justiça
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O que dizer quando um magistrado insiste obstinadamente numa investigação, quando ao fim de quatro anos ainda nada se encontrou! E sabendo que o que desplotou a investigação foram meras cartas anónimas, e não qualquer indícios de pratica de crime.

Quando a polícia judiciária ou o ministério público por tudo e por nada começa a generalizar as escutas, concerteza que não vai ter tempo para investigar todos os rastos que de dai possam a devir e por falta de meios dar o dito pelo não dito.

Também não se pode pensar como alguns que ao olharem a que certos cargos sejam eles políticos ou sociais, não consigam dissociar que esses cargos são facilmente susceptíveis de serem corrompiveis, assim o mais fácil e partindo desse pressuposto é colocar essa gente sob escuta e logo se vê.
Agora sendo assim o mais fácil não sendo sequer o mais justo era colocar os médicos policias empreiteiros, juízes etc. porque a qualquer momento numa qualquer altura algo de pouco transparente irá ser motivo de duma investigação mais apurada de fazer corar os mais cépticos.

A persistência investigatória do de alguns crimes mediáticos, mas cuja a prática criminosa não é muito relevante mas é mediática, tem investigações profundas e muitas vezes obcecada porque sem fundamentos de pesos, parece urgir nesses casos urgência de provar não tanto que se investiga mas sim que existe culpa senão o trabalho foi em vão.
Porque é que esta pratica não é aplicada ao crime simples de homicídio, de rapto de violação etc. de gente anónima? Haverá ou não um procedimento muito injusto se assim for?

Por exemplo o caso da Bayer com o Sr. Pequito quase que foi arquivado ou prescreveu, um caso que todos sabemos que as praticas de crime do processo são mas que evidentes e só não o são mais porque não se quer investigar mais e mais profundamente, e não estamos a falar de um crime de trocos mas de milhões, e não seria preciso muito para se saber a verdade, então porque é que o caso parece sempre parado e as ameaças são constantes.

Se por defeito a PJ colocar a olho nu ou de forma aleatória escutas ou outro meio de investigação, a determinados sectores da sociedade civil algumas claramente com ligações a sectores muito discutíveis, o resultado seria verdadeiramente aterrador iríamos constatar que somos todos uns farsantes ou como dizia alguém somo os chicos espertos, porque não sabemos lidar com as coisas que não seja através de esquemas.
Do simples mecânico que não passa a factura devida, ao magistrado que estaciona em local proibido e usa expediente para para livrar a multa o nosso pais e os outros não passamos nós humanos sem errar, agora o que é preciso primeiro saber o que é prioritário investigar em detrimento do que é assessorio, com não se pretende dizer que há crimes bons, não o que se pretende denunciar é que a praticas de crime que se sobrepõe a outras que ora por não haver evidencias mínimas se investiga profundamente e quando existem dados enequivocas de pratica de crime ora hediondo ora lesa pátria a si investigações fiquem no arquivo.

Tudo isto vem a propósito da reles entrevista de um “reputado e resabiado” fiscalista que se auto-denomina dono de toda a verdade sobre os autarcas deste pais, que são todos porque não enumera nenhum uma cambada de corruptos e ladrões, que lesam o estado e o contribuinte, em detrimento do seu enrrequicimento precoce.

Ao principio não percebi o silencio de quem não se sente não é filho de boa gente, mas depois percebi que dar importância ou espaço numa folha de jornal a esse tipo de gente é dar importância e protagonismo, a quem que só percebendo de leis nem de leis percebe.

Hã fiquei também a saber mais uma vez que não existem fiscalistas, juízes, outros demais magistrados passíveis de se corromperem, só outras actividades tal como padres professores policias etc., podem ser consideradas de risco… por favor senhor vá vá para as Berlengas que tem lá quem o ature.
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Jaime Resende

O desafio que se segue

Hoje, passados que são uns dias sobre as eleições nota-se uma indubitável certeza: o País acalmou e voltou restituída alguma credibilidade nos eleitos. Afinal nada de especial, embora as coisas simples sejam sempre as coisas mais importantes. A frase de Vitorino marcou a noite das eleições: “habituem-se” e eu já estou habituado. Habituado e agradado, primeiro porque sei que vou ter um governo de primeiras escolhas e não um elenco de putativas vedetas ao jeito da Quinta das celebridades.
Habituem-se e tão desabituados estávamos! Nem que seja só por isso já se justificaram os resultados eleitorais, uma acalmia nesta turbulenta paródia de jornais.
Assim criou-se um estilo que nos acompanhará no desafio que se segue – as autárquicas.
Será que a frase do Vitorino se aplicará com a mesma acutilância e lapidar acerto? Será que os partidos ao nível local saberão reflectidamente fazer as escolhas em função das pessoas e não dos dirigentes? Esperemos que sim e que isso se torne um hábito.

2 ideias

O meu grande amigo Eduardo Gradim enviou-nos um pequeno texto que vos transcrevo:
2 Ideias

Falta de gratidão. Ouvindo o discurso da direita é esta apenas o sentimento presente: o povo não reconhece, por falta de conhecimento claro está, o enorme serviço que “eles” prestaram ao país. Por isso o “incomodo” das eleições.
Nunca pensei que a falta de humildade pudesse ser tão ousada.
Responsabilidade da esquerda. Este sentimento da direita, e os resultados das eleições trazem à esquerda (PS, PCP e BE) uma enorme responsabilidade: a de provar que é possível fazer diferente, que é possível governar para o povo e pelo povo.
Provar que o intuito de criar riqueza não é conflitante com uma distribuição equitativa da mesma.
Provar que é possível controlar a despesa sem fazer cortes cegos.
Provar que a atitude reformista é algo compatível com uma politica social.

Afundanço (ou "A foice em seara alheia")

O PSD tem hoje um grande problema!
Ainda não perceberam porque é que perderam as eleições. E preparam-se para perder mais...

Voltando um pouco atrás no tempo, aos tempos da demissão de Guterres fácilmente nos vem à memória que Durão Barroso era um líder a prazo. Tudo indicava que seria afastado no congresso seguinte, tal era a falta de habilidade para liderar a oposição, que já nessa altura era liderada (embora com menos assertividade) pelo bloco de esquerda. Quem não se lembra dos "shows de bola" que António Guterres dava no parlamento? Ora, no rescaldo das eleições autárquicas de 2001, nas quais o PSD ganhou as principais câmaras essencialmente por questões especificas relacionadas com cada uma delas (O regresso de Gomes ao Porto / O inacreditável comportamento de Cardoso, A colagem de João Soares ao PREC e, talvez, a co-incineração em Coimbra) e, na consequente demissão de António Guterres, o poder caiu no colo de Durão Barroso, um líder fraco, mal preparado e inábil. Ainda assim, nas eleições legislativas de 2002, Ferro Rodrigues esteve proximo de conseguir uma vitória que teria sido histórica. Conhecendo Durão Barroso as circunstancias da sua própria fragilidade e, perante um resultado muito razoavel do PS, não teve duvidas em abandonar as promessas eleitorais (o Choque Fiscal concretamente, teria tornado as coisas muito diferentes) e aproveitar o ensejo para tentar trucidar o Partido Socialista. Apareceu assim o "discurso da tanga" e o recorrente despesismo socialista. Nesse dia, Durão Barroso enterrou o PSD por uns bons tempos, porque avaliou mal as debilidades colectivas dos portugueses. Os portugueses (o melhor povo do mundo) são inconstantes na sua autoconfiança, capazes de elevados momentos de euforia e realização colectiva, mas igualmente sujeitos a depressões e designios paralizadores (o fado, sempre o fado). A "tanga" rapidamente passou a "fio dental" e o país entrou em recessão. A seguir ganhamos as europeias. Ele, como é lógico (outra coisa não seria de esperar) pôs-se ao fresco assim que pôde naquele golpe de teatro que todos recordamos, mas que está ainda por explicar (talvez o possamos ler nas memórias de Vitorino). E a seguir "ganhamos" as regionais.
Santana Lopes foi apenas um episódio, triste, é certo, mas apenas um episódio. Quando ele para lá foi já o PS tinha ganho as eleições que ainda não tinham ocorrido. Assim indicavam as sondagens que mais tarde tanta credibilidade mostraram ter. É certo que foram uns meses de total desgoverno e trapalhada generalizada, mas não passaram da gota que fez transbordar o copo do Presidente, servindo para finalizar de vez com um periodo de lenta agonia governativa.

Agora, perante o desaire eleitoral e o "fenómeno" Santana Lopes, é grande a tentação do PSD de recuperar a credibilidade perdida e os votos que julga pertencerem-lhe. A aposta vai inteirinha para Marques Mendes ou, de preferencia, para Manuela Ferreira Leite. Em oposição a Luis Filipe Menezes que representa um outro género de Santanismo, embora igualmente mau, ou até pior. E aqui é que está o erro clamoroso que vai afundar o PSD por uns bons anos.

Em primeiro lugar porque essa credibilidade "cavaquista" não existe. Esse partido quase sem doutrina, de matriz reformista já não está lá, e já lá não estava no tempo de Durão Barroso. Desses, os que ainda lá estão, são sobras que apenas serviram um tempo, que como se sabe, não volta para trás. Um partido que pretende acompanhar o tempo precisa de encontrar a sua própria forma de se abrir à sociedade. Nós, no PS elegemos os nossos orgãos emvoto directo e secreto dos militantes. Eles andam à mais de uma década a falar nas "directas" e nem conseguem acabar com as inerências.

Em segundo lugar, porque qualquer líder que surja a seguir a um desaire eleitoral nunca poderá vingar, estas coisas precisam de tempo. É o chamado "líder tampão", o que estanca a torrente.
Nesse sentido, é um líder para sacrificar, que pode, na melhor das hipóteses, ter um papel importante na reorganização do partido. Marques Mendes não parece disposto a tal, diz que não há tempo nem dá jeito. Manuela Ferreira Leite ainda não disse nada, mas adivinha-se...

Em terceiro lugar, porque as eleições que se avizinham são autarquicas, que só podem ser ganhas por lideres calorosos junto do eleitorado, ou então através de projectos politicos muito consolidados. Nada disso vai acontecer no PSD de Marques Mendes ou Manuela Ferreira Leite. Apenas Menezes estaria em condições de minorar a derrota, pelo seu lado aparentemente caloroso e afectivo junto das populações, mas ainda assim teria que conseguir contrariar a formidável onda vitoriosa criada pelo PS.

Por ultimo, porque se o PSD insistir em recuperar a credibilidade perdida utilizando elencos claramente cavaquistas, são eles que, dizimando-se a si próprios, vão derrotar as aspirações presidenciais do próprio Cavaco Silva.

Posto isto, poder-se-ia pensar que basta ao PS governar a preceito e esperar sentado. Mas não.
(continua)

terça-feira, março 01, 2005

o "controleiro"

A pedido de "algumas familias", reponho um texto antigo, escrito no calor de outras opiniões no éter de outras andanças, sobre um tal controleiro da minha rua (pura ficção!):
O “controleiro” da minha rua tem no meigo tom da sua voz, o maior contraste com o odor a putrefacto exalando do sovaco. È que leva apranchado uns papeis impressos e muitos números com referências, seguros por um ginasticado ombro, cuja omoplata, já deformada deste mister, ajuda a segurar o eminente dossiê. Já pensou dividir em capa em duas, comprometeu-se até, mas também não haveria de ter muita pressa, as coisas estão bem assim e assim vão sendo. Aquilo é a sua vida e deu-lhe muito – e pensa ele – merece continuar a demandar, aliás se ele não fizesse ninguém trataria de nada. Sabia que havia uma canalhada, armada em polegarzitos falantes que lhe atazanavam os esquemas mas continuava: resvalam na couraça da minha segurança.
Este homem de pouca inteligência, honestidade que muitos punham em dúvida, tinha esperteza a rodos. Tinha também uma família grande, um bom padrinho e gostava muito do seu clube. Ele era a família, o partido e o clube. Mulheres também, mas às vezes sabia-lhe bem um piteuzinho, olhava o céu e … pums tiro no Pato.

O “controleiro” da minha rua faz como lhe ensinaram fazer, faz para sobreviver, faz para viver e faz porque nem sequer se importa de ser recordado pelo que de errado fez. Valoriza a solidariedade, palavra que aprendeu a usar com mestria no partido. Outra que gosta de usar é “liberdade”, mas hoje depois da ditadura já não tem tanto peso, e sempre lhe fez confusão as interpretações.
Sabe no seu intimo que nada há de especial na sua actividade política antes de 74. Era rapazola, afoito mas avesso a grandes confusões. Hoje era um homem importante, aparecia na televisão, mas aparecia mesmo, amiúde e nas primeira filas, sempre em destaque. Adorava encavalitar-se nas espaldas dos seus camaradas importantes – alguns deles até os trata por tu – e zás lá estava a câmara da Tv . Apreciava depois os telefonemas e as bocas nos encontros casuais de rua. Sabia que era visto. Sabia que sabiam que estava entre bons e famosos. Era um deles, bastava continuar a controlar…

MUDAR DE VIDA

Nota-se que à falta de assunto em torno do elenco governativo estamos numa espécie de silly season. Não falo de luvas, mas digo que é curioso que o Ruas só agora tenha vontade de participar na vida política em nome dos municipios.
Para mim:

REGIONALIZAÇÃO JÁ!