sábado, maio 16, 2009
sexta-feira, maio 15, 2009
Parece que, apesar de tudo, sempre nos aguentamos melhor à bronca do que muitos dos outros.
“Os dados relativos à evolução económica no primeiro trimestre mostram três coisas já esperadas: (i) que Portugal não escapa à dureza da recessão económica europeia e mundial; (ii) que, porém, o recuo da actividade económica desacelerou claramente em relação ao trimestre anterior; (iii) que, apesar de tudo, a economia portuguesa resiste bem melhor do que a média da UE, com pelo menos nove países a revelarem contracções mais severas do que a nossa.
A questão mais importante, ou seja, saber se o pior já passou (como a recuperação do sistema financeiro e do mercado de títulos, entre outros indícios, deixa entender), só encontrará resposta com os resultados do actual trimestre.”
Vital Moreira
Cum catano…
Este homem parece uma picareta…gritante!
Berra por tudo e logo a seguir pelo seu contrário.
Deve-lhe fazer confusão que no PS as pessoas possam ter opinião. Então um independente cabeça de lista falar pela sua própria cabeça, Deus nos livre.
Perde um debate na Assembleia e já está a reclamar porque o PM só lá volta para o mês que vem. Como não deve ser por masoquismo, só pode ser por infantilidade, tipo aqueles miúdos que perdem o jogo e pedem logo a desforra. e perdem outra vez, e gritam, e ficam amuados, e levam a bola para mais ninguém jogar.
Ó Dr. Paulo Rangel, para que é que se meteu nisto? Tenha calma, que assim não se consegue discutir a Europa e olhe que, por muito que o surpreenda, os portugueses distinguem bem as coisas…
A importância de Alegre
Agora que já está tudo decidido sejamos claros acerca do assunto. Depois de ter assumido que não iria formar um novo partido ou agregar uma outra força politica, Manuel Alegre deixou de ser relevante em termos eleitorais. Para o PS é perfeitamente residual a percentagem de votantes que poderia ser “desviada” pelo afastamento de Alegre. Ninguém, no seu juízo perfeito, deixaria de votar PS pelo facto deste não integrar as listas ao parlamento, nem passará a votar pelo facto dele integrar. Manuel Alegre vale pelo que representa, e não exactamente pelos que representa. Para valer pelos que representa teria que se fazer valer e para isso necessitaria de dar corpo a uma força politica distinta do PS. Ou criava um novo partido, ou integrava outro, ou daria um claríssimo sinal de voto contra o PS, coisa que ele, pelo que é, nunca faria.
José Sócrates sabe isso, mas ainda assim não quis Alegre fora das listas do partido. Como não quis de fora a maioria dos seus adversários políticos internos e procurou até integra-los sob a sua liderança. Veja-se o exemplo de João Soares ou Augusto Santos Silva, ou Alberto Martins, Ana Gomes, Elisa Ferreira cuja candidatura abraça elementos do MIC, e enfim, tantos outros. Não é uma questão de bondade e condescendência do líder, mas sim uma questão de herança genética do Partido Socialista, que Sócrates tem sempre procurado preservar, evitando o sectarismo que caracteriza os restantes partidos em Portugal. Ao contrario dos outros, o PS convive relativamente bem com o pluralismo e a diversidade de opiniões. Não é por acaso que é o partido da liberdade.
Repare-se o que acontece a quem diverge no BE, como Joana Amaral Dias. Ou no CDS/PP com Ribeiro e Castro. E no PSD, que de forma mais subtil não só afasta como queima politicamente e na praça publica os opositores à liderança. Do PCP então nem se fala, tendo todos bem presentes a sangria à que levou a ortodoxia da linha dura.
Por não ser assim que as coisas se passam no PS, é que o partido não quer prescindir de Alegre, porque seria cortar com um laço genético essencial para a marca socialista na sociedade. Neste momento, o PS não precisa de Alegre (eleitoralmente, claro), mas o país precisa. E o PS sabe isso.
“O mundo está a ficar perigoso”
Depois do debate quinzenal de ontem, na Assembleia da Republica, somos obrigados a dar razão ao espalhafatoso bastonário da Ordem dos Advogados; isto está mesmo a ficar perigoso.
Quando o principal partido da oposição quer fazer pressão politica sobre o Governo, depois de se aperceber que foi instaurado processo administrativo a Lopes da Mota, por alegada pressão sobre dois magistrados, que por sua vez utilizaram o respectivo sindicato para fazer pressão indevida sobre o Presidente da República, vem sugerir que o Primeiro-Ministro faça pressão sobre o Procurador Geral da República, o povo fica pressionado a achar que isto é tudo uma grande panela; de pressão.
Melhor seria aliviar um pouco a válvula antes que o povo se lembre também de fazer pressão nas ruas, ou até quem sabe, pressão nas urnas…
quinta-feira, maio 14, 2009
Rangel perde fôlego
SÓCRATES DESARMOU A OPOSIÇÃO
“E O PSD meteu pena. Rangel está a perder o fôlego. Para atacar e dizer mal do governo traz a encomenda e dispara. Agora fala a pedido.”
sou um dos Louva-Magalhães

"Neste momento em Portugal não há política educativa, há a política do louva-Magalhães."(Paulo Rangel, PSD)
A chegada do Magalhães alterou isto tudo. Reduziu a playstation à sua condição de brinquedo menor, pois só servia para divertimento e não para jogar, escrever, ir à net e ainda transportar para ver uns filmes dentro do carro.
Os trabalhos de casa passaram a dividirem-se entre cadernos, fichas e o Magalhães.
Só me dei conta da dimensão do Magalhães, quando almoçava num pequeno restaurante perto de casa e na mesa ao lado estava uma família que tinha escolhido aquele espaço para, mais engalanada que durante a semana, sair no seu almoço dominical. Efectivamente essa família, seguramente trabalhadora, que denotava parcos recursos, trazia a sua criança com o orgulhoso Magalhães impecavelmente tratado.
Entre aquela criança e as minhas crianças houve logo um espaço comum, um meio de partilha de conhecimentos, dos jogos até ao modo de ligar pelo sistema operativo Linux ou Windows.
E eu pensei de imediato que aquela cena sobre as mesas do restaurante parecia um anuncio comercial da J.P Sá Couto e malgrado o embaraço da falta de educação dos computadores partilharem o espaço com as travessas da comida, achei que não era só o estômago que se devia saciar, pois a “cena” merecia reflexão.
Porque com um simples computador portátil que parece uma torradeira, fez-se mais pela igualdade de oportunidades que em muitos anos de politicas de modernização dos sistema de ensino. E percebi que a
Em Portugal, hoje, qualquer criança com mais de seis anos sabe o que é um email, a internet, para que serve, reconhece um teclado, usa-o, brinca com ele, liga-o, desliga-o, carrega-o, transporta-o, configura-o e às vezes estraga-o. Não porque tenha computador, mas porque tem um Magalhães, aquele objecto que todos os outros miúdos tem e tiveram direito a ter. Tenho hoje a certeza que se der às minhas filhas um portátil melhor do que o Magalhães elas vão continuar a preferir o Magalhães. Pôrra, isso deve irritar muitos detractores. Porquê? Porque foi um sucesso.
Moral da história, retirem do vosso currículo: “Conhecimentos de informática na óptica do utilizador”, deixou de ser necessário, porque já está feita na sociedade um marca para o futuro. Uma marca cujos frutos serão colhidos durante décadas.
Alegro-me que a marca deste mandato seja o Magalhães e não o Centro cultural de Belém ou a auto-estrada Porto-Algarve.
É evidente que a alegria nos olhos de todas as crianças que já vi com o Magalhães não é tão mediática como aquele erro ortográfico, ou a venda dos ditos na feira da ladra. Mas é muito mais importante e isso é que importa.
Free Free
quarta-feira, maio 13, 2009
Vi tarde mas vi!
“Elisa Ferreira é uma socialista capaz, salutarmente distinta da maioria dos seres que o cavernoso aparelho socialista nortenho tem expelido.
À partida, tinha hipóteses no Porto: o segundo mandato de Rui Rio transbordou mediocridade, não cumprindo nenhum dos exíguos fins a que se propôs e claudicando na anunciada ‘reabilitação da Baixa’.
Rio, sem Paulo Morais ao seu lado, ficou estranhamente igual aos seus piores antecessores: fingiu governar a cidade enquanto perpetrava a mais baixa intriga política a nível nacional.
Mas ao concorrer juntamente à Câmara e ao PE, Elisa Ferreira (tal como Ana Gomes) atestou que faz da política uma questão de emprego. E os seus esforços em justificar o indefensável estão a torná-la tristemente afim ao ‘aparelhês’ que a rodeia.”
Carlos Abreu Amorim, no Correio da Manhã e Blasfémias
Ele há cada uma…
Despesismo
Já que muito se tem falado sobre o despesismo do PSD, aparentemente nem todo ele legal, que vai desde os passeios na Madeira, ao mais caro orçamento de campanha eleitoral, até às próprias contas do partido. Vale a pena voltarmos a pôr os olhos no famoso défice orçamental. Vale a pena porque é necessário perceber bem o que é que MFL quer dizer com “Politica de Verdade”. Se for “verdade” como a que ocorreu em 2001, isto é, correr a pedir à Comissão Europeia para contabilizar o nosso défice pelos critérios mais apertados, então estamos conversados, verdade quer dizer “lixar Portugal”.
Há quem queira ver neste gráfico que Cavaco Silva é o pai do défice. Há também quem afirme a pés juntos que o nosso crónico défice excessivo se deve ao PS (Miguel Frasquilho, por exemplo), eu não procuro ver nada para além do obvio.
1. Os défices excessivos são produto de circunstâncias conjunturais que afectam todos os governos, isto é, quando a coisa aperta todos se predispõe a gastar mais uns tostões;
2. Se há partido responsável pelo nosso crónico défice excessivo, e que portanto se pode apelidar de despesista, esse partido é sem dúvida o PSD. Contra factos não há argumentos.
Estado compra Cosec
O Primeiro-Ministro José Socrates anunciou a compra por parte do Estado da Cosec, por forma a garantir seguros de crédito às exportações portuguesas.
Esta medida foi já aplaudida por diversos sectores, mas o mais interessante é que mostra a atenção que o governo tem dedicado à malha fina da governação. Se fosse sempre assim com todos os governos, estaríamos agora bem mais imunes à crise. Portugal não precisa de mais intenções balofas, de mais reformas sobre reformas apoiadas apenas em novos pacotes legislativos. Façam-se as reformas que tiver que ser, mas exerça-se também o poder executivo consequente a beneficio de Portugal e dos Portugueses.
terça-feira, maio 12, 2009
Mais do que o camarada,
o amigo Paulo Moz Barbosa foi homenageado pela Freguesia de Ramalde, onde durante vários anos foi autarca, com o reconhecimento de todas as forças politicas, pela sua dedicação, postura de rigor e princípios, abertura ao debate e elevação a que sempre nos habituou.
Um grande abraço!
Esta não tinha lido…
"Acho mesmo que a fórmula mágica para desmobilizar das urnas o grosso do eleitorado é acenar-lhe com um bloco central depois do voto".
Miguel Sousa Tavares, in Expresso
…mas concordo absolutamente!
Mais um excelente mote
Que nos deixa Rui Pena com esta citação de Emmanuel Todd a propósito do ensino obrigatório até ao 12º ano:
“Se, na Idade Média, alguém dissesse que um dia todos saberiam ler, as pessoas rebentariam a rir, até, porque, na Idade Média, as pessoas sabiam rir.”
É Pena é que o Canhoto não aceite comentários dos leitores, porque a discussão aberta de alguns temas valia a Pena.
A grande questão não é se é possível levar o ensino obrigatório até ao 12º ano, porque certamente que é, e sim se podemos recuperar a capacidade de rir. E brincar, e namorar, e jogar, e…
(
Povo que lavas no rio
“Deste-me alturas de incenso, mas a tua vida não!”
ou por outras palavras, não se governa nem se deixa governar.
Muito interessante esta discussão que o Alexandre Burmester iniciou aqui
E que depois continuou aqui, estando por agora terminada aqui!
É claro que não basta!
A ausência dos principais dirigentes do PS/Porto marcou sábado à noite, em Marco de Canaveses, a apresentação do candidato à Câmara local, mas o membro do secretariado nacional Augusto Santos Silva apadrinhou a candidatura de Artur Melo. "Claro que basta a minha presença aqui, como membro do Secretariado do PS que sou, para tornar claro que a candidatura do Artur Melo à Câmara Municipal do Marco de Canaveses é a candidatura do PS", afirmou Santos Silva.
segunda-feira, maio 11, 2009
Na esteira da discussão, noutro blogue, sobre energias

2. O mundo ocidental não encontrou ainda respostas para o futuro mas sabe que se encontra à beira de uma mudança de paradigma económico. Aliás, mesmo antes da crise eram já muitos os sinais de esgotamento e forte a percepção por parte de muitos sectores de que algo estaria e teria que mudar.
3. O novo paradigma a surgir (incluindo Barak Obama ou não) passará, na minha opinião por um desenvolvimento sustentado em desígnios comuns que possam ser abraçados tanto pelos estados quanto pelo sector privado da economia.
4. As razões que para isso apontam prendem-se mais com o excesso de produção do que propriamente com a crise financeira ou a falência de modelos de organização. É hoje muito evidente que para os níveis de conforto civilizacional já obtidos a actividade económica é sobejante, tendo-se entrado numa espiral que conduz, não à escassez, como noutras crises, mas à degradação da condição humana. Continua a haver excesso de produção e assiste-se a retrocessos civilizacionais inacreditáveis e inaceitáveis como por exemplo as novas formas de escravatura;
5. A manter-se qualquer dos modelos já experimentados a falta de ocupação seria o destino inevitável para a grande maioria da população. Em modelos de cariz socialista as soluções apontadas passam sempre pela burocracia. Bem disfarçada de maior exigência de regulação e qualidade mas efectivamente destinada a ocupar gente que doutra forma estaria condenada à inutilidade. Vivemos hoje grande parte da vida a aprender, outra boa parte a ensinar, mas sempre sustentados pela riqueza que antes outros produziram ou que no futuro alguém há-de produzir.
6. Como sempre no passado, só grandes desígnios resolvem grandes impasses. A alternativa, não desejada, é um período de trevas que não parece poder ter lugar numa sociedade global e com os meios tecnológicos de que actualmente dispõe. Hoje, já não queremos estar fechados num pequeno mundo; queremos ir mais além, queremos estar com os outros.
7. Em Portugal é isto que representa a esquerda moderna do PS (embora tímida); a vontade de olhar em frente e começar a conquistar hoje a nossa parte do mundo de amanhã.
8. A um país pequeno, periférico e relativamente pobre não restam muitas opções estratégicas enquanto desígnios ambiciosos, galvanizadores e catalizadores de actividade económica e de riqueza.
9. Por força da nossa situação e caracterização geográfica, a produção de energia “limpa” pode ser um deles, tanto mais que resolveria a nossa tradicional dependência energética, por um lado, e contribuiria para esse desígnio maior que será, sem dúvida, travar o aquecimento global e a poluição do planeta. Por outras palavras; crescimento sustentado e sustentável.
10. A materialização de um novo modelo económico distinto dos anteriores, assente em desígnios comuns, passará pela organização em parcerias de interesses mútuos, entre estado e privados, enquanto mecanismos preferenciais para incrementar a produção de riqueza, bem como para a sua regulação e fiscalização. Neste quadro será fundamental a democraticidade e transparência de processos.
11. Este desígnio foi incorporado pelo governo desde a tomada de posse e cedo se percebeu que o sector da energia iria ter especial atenção por parte dos governantes e mesmo do Primeiro-Ministro.
Incompreensível foi a orientação inicial voltada para o conceito de “solar” através do qual os sistemas se deveriam implementar. A procura de energias alternativas não se poderia nunca resumir ao “solar” e efectivamente tal não aconteceu.
12. Aconteceu porém que no capitulo da energia alternativa “doméstica” o que ficou consagrado nos apoios a atribuir foi a chancela "solar". A possibilidade de obter energias alternativas de outras fontes não foi contemplada.
13. Assim, empresas como a responsável pelo sistema termodinamico e outras, cujas fontes são bombas de calor, ou sistemas eólicos, geotermia, ou outros, viram-se preteridas no mercado, não com base nos resultados efectivos obtidos pelos seus sistemas mas com base num preconceito relativo à chancela “solar” que não tem grande justificação. Efectivamente, a generalidade dos sistemas não são “limpos” necessitando sempre de apoio de energia da rede que pode, e assim se espera, vir a ser “limpa” num futuro próximo.
14. Não existe portanto uma razão objectiva para os governos apoiarem este ou aquele tipo de produção de energia doméstica dentro das que já se encontram disponíveis no mercado. Pelo contrário, saúda-se a combinação de diversos sistemas, incluindo a rede, porque só assim será possível chegar a um consumo total de energia “limpa”
15. Nada impede que por exemplo, para banhos, se utilize um sistema baseado em colectores solares combinado com outra fonte complementar tipo foto voltaica ou eólica. Em todos os sistemas e no que à energia diz respeito, o problema maior é sempre o armazenamento. E se a nível nacional se podem encontrar soluções (fazer subir a água das barragens) a nível doméstico isso é muito mais difícil restando apenas duas soluções: armazenar em baterias, com pouca eficiência, ou vender à rede, ficando nas mãos da operadora. Daí que propriedade da rede eléctrica enquanto bem publico não possa ser descurada, mas isso já é outra conversa.
16. É meu entendimento de que esteve bem o Primeiro-Ministro na sua visita à Póvoa, se isso servir para incluir o sistema termodinâmico no pacote de sistemas apoiados pelo governo. Como estará bem sempre que procurar promover formas de produção de energia alternativa e que diminuam a nossa dependência energética. Procurar resumir a visita a propaganda é facilitismo que nada abona em favor dos que o fazem.
17. Pela nossa parte, o que se pede ao governo é mesmo que seja mais activo nesta matéria e, através do Ministério da Economia, acompanhe o muito de bom que o sector privado tem vindo a produzir. Analisar, publicar, e apoiar seriam grandes contributos para a participação dos cidadãos nesta “cruzada” comum.
18. Voltando às questões económicas, vai sendo tempo de percebermos que o papel do estado não é o papel das empresas nem pode ser desempenhado como tal; muito menos um governo pode actuar no estado como cada um de nós actua em nossas casas.
19. Ninguém pensa que a NASA levou o homem à lua sem dinheiros públicos, certamente. Ou que Portugal chegou à Índia com iniciativa privada e na expectativa de viabilidade económica imediata.
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