terça-feira, abril 18, 2006

A propósito do muito que fazer dos deputados na Páscoa

Deveria ser realizado um estudo comparativo entre a acção política local e nacional. Por exemplo, seria possível faltarem os membros da assembleia municipal da mesma forma que faltaram os deputados da nação? Será comparável o volume de trabalho de um executivo nos órgãos locais com o trabalho na assembleia da república? Se calhar é, desde que o órgão sirva para o socialite da política nacional em vez de ser observado como um local de profundo empenhamento na causa pública.
Assim, um dos graves problemas do estigma que paira sobre a classe política incide na medíocre qualidade e responsabilidade dos seus deputados. Acrescida depois com a patente demagogia que os representantes autárquicos insistem em usar.
Sim, sim se pensavam que eu vinha aqui dizer que uns são melhores do que outros, desenganem-se. Porque em muitos casos eles são exactamente os mesmos.
Ou seja o quase "dolce fare niente" que torna tão atractivo o lugar de deputados (aliás só assim se compreende que muitos vereadores acumulem funções com o lugar de legislador) é equilibrado com a pimenta demagógica tão propicia nos nossos municípios.
Deste modo continua a ser desprestigiante andar sequer por perto dessa malta da política. Às vezes compreendo porquê!



15 comentários:

Miguel Primaz disse...

A responsabilização dos políticos deve partir duma auto-vinculação aos elevados padrões comportamentais legitimamente exigiveis. Depois em 2º lugar mecanismos de hetero-responsabilização práticos e eficazes.
E aí Helsinquia será cá.

AM disse...

Caros Avelino e Miguel Primaz

Quer o "post", quer, principalmente, o comentário estão excepcionalmente bem redigidos...

Pelo que apenas posso comentar o seguinte:

QUEM VOTA EM "GENTE DESSA" NÃO MERECE MELHOR !!!!!!!!!!

(Nem sequer tem legitimidade para se queixar)

AM

maloud disse...

Pronto! Não comento. Não mereço melhor e, ainda por cima, não tenho legitimidade para me queixar.

AM disse...

Exacto cara Maloud

Ainda bem que concorda :)

AM

maloud disse...

Concordar, não concordo. Mas eu respeito sempre os anfitriões. Bules de chá que a minha mãe me enfiou pela goela abaixo.

Incoerente disse...

Se este tipo de falta fosse motivo para despedimento por justa causa, revigoravamos uns milhares de postos de trabalho, não só na função publica, mas em todos os sectores

o trabalhador reclama da falta dos deputados , fala em despedimento, mas não admite ke o seu patrão o possa despedir pelo mesmo motivo

Bem, em suma a situação da AR comprova ke kem se lixa sempre ... é o empresario

AM disse...

Cara Maloud

Não há forma superior de respeito do que discordar quando é caso disso, do que debater quando se discorda.
Mais chá menos chá, a Maloud está fartinha de saber isso :-)

Agora o que não quer é assumir a sua quota-parte dos mecanismos de hetero-responsabilidade com receio que aí é que Helsínquia seja cá!!!!

Essa é que é essa :-D

(vou em busca de abrigo....)

AM

maloud disse...

Caro AM,
Os políticos que temos são o espelho do que somos. Todos vamos vivendo mais ou menos de aparências e furando na vidinha à custa de golpes de rins. Todos estamos à espera que o Estado nos deite a mãozinha, porque não achamos que seja uma indignidade vendermo-nos. Todos mentimos, para nos safarmos. Todos vamos arranjando o falso atestado médico e a falsa baixa, porque os médicos também fazem parte desse todo. Todos arranjamos despesas falsas que alguém há-de pagar. Todos fugimos aos impostos, desde que surja a oportunidade. Como a enumeração das nossas idiosincrasias é fastidiosa, fico por aqui.
Dir-me-á que alguns são excepção. E eu dir-lhe-ei que também há excepções nos políticos. Mas essas excepções já não são portugueses. São finlandeses.
Ao que fui lendo parece-me que o Jaime Gama está a caminho de ser um finlandês. Ele podia perfeitamente ter evitado a bronca, sem infringir os regulamentos da AR. Não o fez, talvez porque queira que os senhores deputados deixem de ser o espelho do país, para passarem a ser um exemplo para o país. Parece que só desta forma, isto é, por coacção eles se vincularão aos elevados padrões comportamentais.
Quanto à abstenção militante, já anteriormente lhe disse que a não pratico, porque escolho o mal menor. Se a dada altura achar que todos os males são igualmente maiores, votarei em branco.

AM disse...

Cara Maloud

Não serei, de forma alguma, uma excepção ao que a Maloud designa por "todos", mas até para essa "elasticidade" existem limites e os limites esses são decerto todos diferentes.
Se a Maloud tiver a oportunidade de ouvir as declarações à TSF (que eu ouvi hoje) de Narana Coissoró, não acredito que não sinta nojo.
Nojo por esse canalha, nojo por esses canalhas.

Por muito "elástico" que eu possa ser, não admito que considere que essa canalha possa ser o meu espelho (nem, muito menos, da minha mulher).

Há limites, tem que haver limites, e quando um canalha que é deputado tem a lata, a falta de vergonha, de considerar que a AR não devia marcar votações para alturas em que sabe que vão haver eventos importantes, seja um jogo Benfica/Barcelona, seja a véspera de um fim de semana prolongado, eu considero que já foram ultrapassados todos os limites, os limites da vergfonha, os limites da razoabilidade, os limites da decência.

A Maloud até pode entender que escolher o "mal menor" é a forma correcta de lidar com esta bandalheira, se calhar até terá razão....

Eu não o entendo assim, essa gente em que os eleitores votam é uma canalha que só me merece desprezo (e estou a ser meigo), por isso, nem com o voto em branco irei colaborar com este estado de coisas.

Obrigado
AM

maloud disse...

Caro AM,
Falei em todos, mas disse que havia excepções. Agora talvez concorde que muitas vezes nós estamos mais predispostos a apontar as falhas dos outros, que em reconhecer as nossas.
A propósito de um outro assunto já aqui disse que em Portugal não se educa para o essencial. O grande problema está aí. Afaga mais o ego dizer que o filho é bem sucedido, do que dizer que tem óptimo carácter. E sei bem do que falo.

AM disse...

Claro que concordo, cara Maloud.

Mas, com este caso (e as desgraçadas declarações do Narana) acho que a falta de vergonha ultrapassou todos os limites admissíveis.

AM

maloud disse...

O Narana não é deputado, mas isso é acessório. Como disse atrás, julgo que o Jaime Gama quer acabar com esta balbúrdia, mas não terá a vida fácil, porque muitos deputados vão armadilhar-lhe o caminho. Afinal foi ele que decidiu que a bronca estalasse.

Pedro Aroso disse...
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Pedro Aroso disse...

De acordo com o jornal "Público"

http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1254938&idCanal=21

Manuel Alegre afirmou que "será mau começo se Cavaco "puxar orelhas" aos deputados". Ou seja, para Alegre, um bom começo para Cavaco será ficar calado e fazer de conta que não se passou nada.
Fiquei esclarecido.

Pedro Aroso

Anónimo disse...

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