quarta-feira, março 15, 2006

O Fim do Espectro e as profecias

Segundo a Angie (na caixa de comentários do saudoso "Espectro")



"Acompanhando o delicado momento que o jornalismo bloguítico nacional atravessa, desde a última semana, e segundo notícias vindas a público, via TSF, uma equipa de especialistas subvencionada pelo M. Cultura (Espanhol), que tem operado no maior sigilo, vai finalmente revelar o objecto do trabalho desenvolvido e os resultados atingidos até este instante.
OS ESPECIALISTAS EM CAUSA - HISTORIADORES DE REPUTADO MÉRITO - APRESENTARÃO UMA INTERPRETAÇÃO REVOLUCIONÁRIA DOS PAINÉIS DE S. VICENTE DE FORA, RELACIONADA COM O PERÍODO DELICADO QUE ATRAVESSA A BLOGOSFERA NACIONAL
De facto, e segundo parece, há muito que a produção dos últimos acontecimentos em referência era esperada por um pequeno grupo de técnicos que se debruça (periodicamente) sobre a iconografia da obra pictórica de Nuno Gonçalves.
Assim, as figuras que surgem em 1º plano nas duas folhas centrais dos referidos painéis do Museu de Arte Antiga representam, afinal:
No painel (central) da direita:
VPV, ajoelhado, ouvindo o libelo acusatório, mãos no peito protestando inocência, tendo a seus pés, jacente, o blogue ESPECTRO, sob a forma de cordão negro (vencido e neutralizado).
No painel (tb central) da esquerda:
CCS, disfarçada, segundo os cânones da época, de figura masculina (qual Goerge Sand) vestindo de verde, que também toma conta da peça acusatória, proferida por um dignatário ainda não identificado.
É notória, em CCS,o indisfarçável orgulho, patente na forma desafiadora como enfrenta as forças da ordem, de cabeça elevada.
Na sua frente, CFA, de escarlate, segurando um feixe de plumas caprichosas na cabeça
Na 2ª folha dos painéis laterais divisa-se, de longas barbas e prostrado no chão, as mãos erguidas em prece agradecida, JPP.
Logo atrás, de pé, envolto em vestes verdes, Fº Loucinha, em atitude seráfica e alinhada.
Na 1ª folha do painel lateral da direita, reconhece-se Mº Só Ares, ajoelhando, de vestes também escarlates.
E logo atrás, segurando o livro de cânones, Freitas do Amarinho, gravemente secundando os actos.
AFINAL, A PROFECIA ESTAVA FEITA, MAS NINGUÉM ADIVINHARA.
Prosseguem os trabalhos de identificação das restantes figuras (aceitam-se sugestões de leigos).
(NOTA: as cerimónias fúnebres, previstas para a Igreja de S. Vicente, à Graça, junto ao Panteão Nacional, passarão ao que tudo indica para o Museu de Arte Antiga, às Janelas Verdes).
(MEETING POINT: As pessoas que quiserem associar-se às cerimónias e provenham do país real interior poderão encontar-se para um "copo" retemperador e discreto na YORK HOUSE, junto ao local das exéquias.
Entrada reservada a quem se apresentar com vestes de espectro) "

Angie"

Agradecimentos reverentes de

António Moreira


42 comentários:

maloud disse...

Já tinha rido, mas aqui, podendo visualizar{tive preguiça de ir buscar uma reprodução. Ando estafada}, a coisa foi até às lágrimas.
Antevejo o momento de esmagar a da Arte, com esta interpretação. Acho que vai adoptar e espalhar o saber.
Teremos uma futura geração muito mais culta, e disposta a contestar as doutas interpretações académicas. Mandem para os departamentos de História de Arte das Facs.. Aqueles cérebros fervilharão.

AM disse...

Pois
É para que se veja quanto talento anda escondido nas caixas de comentários.

AMNM

rb disse...

ANMN,

Só foi pena não ter colocado ab 1.ª folha do painel lateral da direita, com "Mº Só Ares, ajoelhando, de vestes também escarlates.
E logo atrás, segurando o livro de cânones, Freitas do Amarinho, gravemente secundando os actos".
É que esse sobretudo o do Freitas é de morrer a rir.
De qualquer forma, mais um belo tratamento. Isto já parece uma sucursal da caixa de comentários do Espectro.

rb disse...

Esqueci-me do link: http://paineis.org/PAINEL_Reliquia.htm

Maloud: para uma reprodução basta pesquisar no google pelo nome dos ditos paineis. Lá, tudo se encontra.

maloud disse...

Atento,
Eu não tenho emenda. Adoro o livro. E, com a minha ignorância destas coisas tenho sempre medo de não conseguir voltar atrás. Você devia ver a blogroom da mãe {está a ver quem baptizou, não está?}. Está cá tudo o que preciso. Eles dizem que só me falta o micro-ondas e o saco-cama.

AM disse...

Caro Atento

Obrigado pela colaboração

É já a seguir, mas é que é mesmo já a seguir :-)

Agora isto não parece sucursal de coisa nenhuma (veja lá o que me arranja), quanto muito podia parecer uma sucursal de uma agência de talentos :-)

Por onde anda a Angie?

AMNM

Angie disse...

Estou aqui caladinha, mas divertidíssima com o que fez do meu inocente comentário.
Merecia tanto?!!!

Tentei mandar-lhe 1 mail mas não consegui.
A esta hora você pôs-me os Hs de Arte todos à perna, estou tramada.
É que me lembrei de 1 doidinho que resolveu, há tempos, fazer 1 interpretação iconográfica dos PSV, concorrente da historiografia oficial.
Não se lembram?
Eu não sou esse...juro.
Mas confesso que os ditos painéis sempre exerceram sobre mim um fascínio inexplicável...enquanto leiga.
(No Bosch tb podíamos encontrar alguns quadros convidativos. E no Chagall (adoro). Mas se eu fosse do Porto arranjava era maneira de encontrar o rasto profético do VPV e CCS num dos romances da Agustina...)

maloud disse...

Óptimo! Gosta do Chagall. Prevejo uma bela viagem até Lisboa, se não aceitarem a minha proposta de Agremonte.
E se começássemos a comentar no Espectro da frente, para trás? Género regresso à infância.
Óptimo! Gosta do Chagall. Prevejo uma bela viagem até Lisboa, se não aceitarem a minha proposta de Agremonte.
E se começássemos a comentar no Espectro da frente, para trás? Género regresso à infância.
Óptimo! Gosta do Chagall. Prevejo uma bela viagem até Lisboa, se não aceitarem a minha proposta de Agremonte.
E se começássemos a comentar no Espectro da frente, para trás? Género regresso à infância.
Óptimo! Gosta do Chagall. Prevejo uma bela viagem até Lisboa, se não aceitarem a minha proposta de Agremonte.
E se começássemos a comentar no Espectro da frente, para trás? Género regresso à infância.
Óptimo! Gosta do Chagall. Prevejo uma bela viagem até Lisboa, se não aceitarem a minha proposta de Agremonte.
E se começássemos a comentar no Espectro da frente, para trás? Género regresso à infância.
Óptimo! Gosta do Chagall. Prevejo uma bela viagem até Lisboa, se não aceitarem a minha proposta de Agremonte.
E se começássemos a comentar no Espectro da frente, para trás? Género regresso à infância.
Óptimo! Gosta do Chagall. Prevejo uma bela viagem até Lisboa, se não aceitarem a minha proposta de Agremonte.
E se começássemos a comentar no Espectro da frente, para trás? Género regresso à infância.
Óptimo! Gosta do Chagall. Prevejo uma bela viagem até Lisboa, se não aceitarem a minha proposta de Agremonte.
E se começássemos a comentar no Espectro da frente, para trás? Género regresso à infância.
Óptimo! Gosta do Chagall. Prevejo uma bela viagem até Lisboa, se não aceitarem a minha proposta de Agremonte.
E se começássemos a comentar no Espectro da frente, para trás? Género regresso à infância.
Óptimo! Gosta do Chagall. Prevejo uma bela viagem até Lisboa, se não aceitarem a minha proposta de Agremonte.
E se começássemos a comentar no Espectro da frente, para trás? Género regresso à infância.
Óptimo! Gosta do Chagall. Prevejo uma bela viagem até Lisboa, se não aceitarem a minha proposta de Agremonte.
E se começássemos a comentar no Espectro da frente, para trás? Género regresso à infância.

maloud disse...

Devo ter apanhado o vírus. Passei por lá.

AM disse...

Cara Angie

Para me mandar um e-mail é só "teclar" no meu nome, na coluna da direita.

Cara Maloud

Parece que apanhou mesmo alguma coisa má....

AMNM

Angie disse...

AMNM:
Claro. Eu sei, foi isso que eu fiz. Mas por qualquer razão não deu. Também já disse acima o que queria dizer!

Agora aproveito para dizer também outra coisa: estando fora do círculo eleitoral do Porto, como já tinha sublinhado, caí aqui via "Espectro", e nada sabia sobre as pequenas-grandes vicissitudes do poder local da invicta.
Também já confessei honestamente que estes não eram exactamente os ventos que respiro (embora o nosso BI político cada vez tenha menos a ver com o "arquivo de identificação" que somos forçados a utilizar).
Contudo, ontem, e por mero acaso, reparei numa notícia dum qualquer tele diário, que cobria as últimas movimentações políiticas no Porto.
Fiquei atenta, por razões óbvias, usando daquele olhar que devem ter os observadores nos congressos das forças políticas "adversárias"...(a imagem é excessiva, porque eu estou fora desses alinhamentos institucionais todos).
E devo confessar que gostei muito do que vi.
Fiquei a saber quem era o Avelino (não sabia quem era, óbvio...). E este fica a ganhar, até na imagem...
Constatei tb. que a palavra de ordem é mesmo a abertura ao exterior e às forças vivas da sociedade.
Muito bem, e muito inteligente.
Mesmo estando de fora, acho que é esse o caminho do futuro: os caciquismos serão chão que deu uva.
Acho, na minha irrelevante opinião, que estão a usar o capital certo.
Boa sorte, bom trabalho e bons resultados.
Espero que "a moda" pegue...

AM disse...

Obrigado Angie

Espero que o Avelino leia este seu comentário, o aprecie devidamente e retire dai as ilacções que entender...

Caso não tenha sido ainda suficientemente claro, gostaria de salientar que, como a Angie, também "...eu estou fora desses alinhamentos institucionais todos..." e estou muito bem e, cada vez me sinto melhor "cá fora".

AMNM

maloud disse...

Desculpem aquele "eco" estridente, mas não percebi o que se passou. Fui aos comentários do Espectro, fiquei embrulhada naqueles O, e depois aconteceu aquilo.
Queria felicitá-lo por ter salvo "in extremis" Os Paineis da Angie. Senão, hoje, já não poderíamos reler um dos melhores comentários que lá se fizeram. E já agora vá ao post fatal, Santanete, e leia o comentário da mesma autora, antes que se perca. Li-o na altura e vale a pena reler.

Angie disse...

Isto está um chat abusivo, mas tentador.
Então, aí vai:
Enquanto esperamos pela criação da figura da "Alta Autoridade para as Comunicações no Ciberespaço" (!) - blogues incluídos -ou do Provedor Electrónico (!) já podemos estar mais descansados que o Estado não dorme (afinal...)


HOJE, NO PÚBLICO:

«MAIS MEIOS PARA REFORÇAR A INVESTIGAÇÃO»
Quadro de inspectores da Polícia Judiciária vai ser reforçado
16.03.2006 - 14h17 Lusa

O secretário de Estado Adjunto do Ministro da Justiça anunciou hoje, no Porto, a abertura de um concurso público para reforçar o quadro de inspectores da Polícia Judiciária.
Conde Rodrigues anunciou também o aumento da capacidade de investimento da polícia (no âmbito do programa de investimentos da administração central PIDDAC) em 2006 para obtenção de meios para a investigação e de meios para a gestão da informação nesta área.

"O objectivo é responder a desafios que se colocam hoje na área da criminalidade organizada e de combate ao terrorismo e sobretudo em áreas onde a tecnologia impera", disse Conde Rodrigues na abertura do I Congresso de Investigação Criminal, organizado pela Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Apesar do anúncio do secretário de Estado, o director Nacional da Polícia Judiciária, Santos Cabral, aproveitou a oportunidade para reivindicar do Estado "uma aposta decidida" para a aquisição de meios humanos e técnicos que permitam fazer face aos "desafios complexos" gerados pela criminalidade organizada ao nível transnacional.

"É um patamar distinto da criminalidade de proximidade que exige meios humanos e técnicos de uma vastidão e de um grau nunca utilizados", disse.

Referindo que "os novos fenómenos criminais sucedem-se e são de tão grande complexidade e sofisticação", Santos Cabral frisou a ideia de que "uma polícia criminal como a PJ assenta neste início do século XXI em três grandes eixos: qualidade dos recursos humanos, tecnologia e informação e cooperação internacional".

O congresso, que decorre até sexta-feira, no Rivoli do Porto, tem como objectivo reunir representantes das várias entidades que dominam ou auxiliam nas várias fases processuais, nomeadamente o Ministério Público, o juiz de instrução, os advogados e a PJ.

TENHAMOS ESPERANÇA...

AM disse...

Maloud e Angie

Será que vamos estar mais seguros, até sexta-feira, com tanta gente do ramo reunida no Rivoli, ou, pelo contrário, alguém irá aproveitar o facto de "eles" estarem concentrados e localizados?

Entretanto deixem-me ir ao “defunto” ver o comentário no “santanetes”…

AMNM

maloud disse...

Eu, pelo sim, pelo não, mantenho-me nas Antas. Aqui, desde o Euro, sou guardada por toda a parafrenália da PSP, polícia de choque incluída. Nem o Rivoli conseguirá ultrapassar este verdadeiro "estado de sítio" em que vamos vivendo. Hoje, até dentro do super, tinha dois polícias. Pareciam carabinieri: altos, esguios, de óculos escuros. Senti-me em Itália. Se isto continua assim, não vou de férias. Passo-as na Pç Velasquez

AM disse...

Pois

Ao menos já desarmaram a feira, oxalá que o prejuizo tenha sido grando para não se lembrarem do mesmo para o ano...

Já fui ver o comentário da Angie ao "defunto"
Está excelente mas não é "copiável" para aqui :-(

Tenho que fazer um concurso de ideias, pois estou sem tempo (nem talento) para alimentar o SEDE e os co-autores estão em campanha até sábado (e depois "ressacam" claro).

Será que ninguém tem umas "pérolas" para mandar (por e-mail) a este "animal"????

AMNM

maloud disse...

Uma vez a CCS resumiu o editorial do JMF do Público em duas linhas e meia, e isto foi um post. Para variar, vá ao DN de hoje, e em duas ou três linhas resuma o do António José Teixeira. Mete beijos e bicudos.

AM disse...

Acho que vamos aguardar o regresso do Avelino :)
Depois logo se vê se a maquina fica ou não ligada...

AMNM

rb disse...

Ainda a propósito do post "Santanete", no Espectro, que, segundo alguns, terá levado ao abrupto encerramento do blog, vale a pena ler no blog Canhoto um comentário intitulado Vasco vs Clara, dalguém que assina como JM, a este post aqui: http://ocanhoto.blogspot.com/2006/03/at-volta-espectro.html

Muito Atento

AM disse...

E o que nos vale é alguém tão atento, senão perdiamos pérolas como a que refere, e de que cito (por acaso para abrir o apetite):

"Assim, temos:

Clara, Íntima dos Grandes Escritores - «nessas noites loucas do English Bar, em que o Zé Cardoso Pires, cigarro atrás de cigarro, falava a língua de trapos dos marinheiros de Conrad e me ensinava a distinguir as tonalidades dos maltes»; «foi então que o Al Berto se pôs a uivar à porta do Frágil, comme un chien andalou»; «a Pilar deu um soporífero ao José e lá fomos as duas ver a última colecção da Prada e beber um copo num bar de strip masculino com o nome inesquecível La Vagina Hídrica»; «quando o Graham Greene me mirou com aqueles olhos aguados, censurando o meu mais do que óbvio agnosticismo, percebi que Ferreira Alves jamais seria um nome da literatura universal»; «um dos grandes privilégios da minha vida foi ter partilhado com John Le Carré, num incaracterístico bar de hotel das Docklands, a paixão do whisky com soda»; «isto depois da noite tempestuosa em que até de madrugada discuti os direitos humanos em Cuba com Gabo»; «de passagem por Lisboa, Dostoievski telefonou para o jornal à minha procura. Por azar, o meu telemóvel estava sem bateria»; «por vezes, a Sontag irrita-me. Aliás, é recíproco, segundo me disseram»; «o José passou o fim de semana de cara fechada. A Pilar e eu, já tocadas por uns copitos de Marquez de Riestra, Gran Reserva, começámos a disparatar. O José só mostrou os dentes quando, à hora do jantar, nos veio dar a notícia da TV, num sorriso aberto: "Mais um atentado no Iraque, morreram sete americanos". O rosto iluminou-se: "E tinham todos entre 18 e 22 anos de idade!"»

Divinal
Imperdoável não ler o resto

Obrigado Atento (por estar atento e avisar :-))

AMNM

maloud disse...

O JM que assina o comentário no Canhoto, onde fui levada pela atenção do Atento, vale a pena ser lido. O post do VPV não. Foi a coisa mais sórdida em matéria de posts do Espectro. Claro que o osso foi filado por um infindável número de comentadores, porque a maioria acha-se supremamente inteligente e, mais qualificada para escrever na Única. A inveja em nós é atávica. Também são atávicos a misogenia e o machismo de pacotilha, daí os numerosos comentários que exdplicitam o que o VPV insinuou ao de leve, a progressão na horizontal.
Ontem, quando lhe dei a sugestão para o post, Amnm, não estava a brincar. Dê-se ao trabalho de ir ao Espectro e, para além do caricato que citei, verá quer qualquer pessoa, minimamente informada pode escrever aqueles posts, excepto talvez a breve lição de história {o único aproveitável}a propósito das teses negacionistas. Lamento, mas aquilo valia pela caixa de comentários, até os misógenos e parolos terem dado cabo dela. Como os autores eram mediáticos atraíam milhares de pessoas. Umas tinham talento, outras não.

AM disse...

Cara Maloud

Não sei porque é que a inveja é um sentimento tão pouco valorizado.
Eu quando leio algo tão bem escrito como este comentário do JM não posso deixar de sentir inveja por quem escreve tão bem.
Em mim (e, pelos vistos não só em mim) essa inveja leva a que me apeteça ler mais do mesmo autor e a chamar a atenção de outros leitores para a qualidade dos escritos.
Já o fiz anteriormente em relação ao blog "campo aberto", ao "fonte das virtudes" e a outros que, pela qualidade da sua escrita me deixaram cheio de inveja.
Assim como o tenho feito em relacção a temas ou causas que, pela sua valia, entendo que devem ser divulgadas, independentemente da maior ou menor qualidade formal da sua escrita (recentemente o Vaitepoesia).
Eu sei que, a outros, a inveja gera outros tipos de comportamento e tal é tão mais patente em caixas de comentários como a do Espectro onde, quer pela visibilidade quer pelas características da postura habitual dos seus autores, é possível que certos tipos de carácter sejam também atraidos.

De qualquer forma é para mim extremamente agradável verificar a quantidade de gente de qualidade :-) que afinal existe, que é possível conhecer graças ao fenómono dos "blogs" e que se não fosse assim nunca seriam, por mim, descobertos por não terem acesso aos jornais ou aos púlpitos políticos.

Apesar de tudo a atractividade do Espectro teve também esse resultado muito positivo.

PS - Não consegui encontrar o editorial do DN que referiu :-(
AMNM

AM disse...

Cara Maloud

Só agora li este seu comentário no Canhoto:
"Há mais de 20 anos a minha primogénita quis ser baptizada, para fazer a comunhão com os colegas, visto que frequentava o Colégio das Escravas. O padre das Antas também queria uns "atestados" de santidade, presumi. O padrinho, meu irmão, vendo a miúda desesperada foi falar com o sr. abade e disse-lhe: "Vamos directos ao assunto. Quanto quer?" Passados dez minutos marcava data e hora do baptismo, de acordo com as nossas conveniências. No ano seguinte, o assunto repetiu-se com a do meio e sete anos depois com o mais novo. Mas aí, eu iniciava a conversa com "quanto quer?"
Hoje são ateus. "

Também me parece que daria um excelente "post" aqui.

Que acha?
AMNM

(não sei se viu, entretanto que o meu comentário lá(antes do seu) já deu direito a notícia de 1ª página no blog dos padrecos do opus dei?)

maloud disse...

Amnm,
Descripte o parêntesis, porque como sou neófita nestas lides, faço lá ideia quem são os padrecos.
O sr. abade já morreu. Foi uma sessão infernal de sinos. Talvez não fosse muito ético, que acha? E, como já lhe disse, não tenho competência para posts. Posso às vezes, não muitas, ter inspirações que, trabalhadas por quem sabe, seriam publicáveis. Mas depois de muito trabalhadas.
O editorial estava ontem na net no DN.

maloud disse...

Como complemento, porque há pouco esqueci, você não tem inveja, como eu não tenho. Nós temos admiração e podemos lamentar não termos o talento. Inveja é outra coisa. É sórdida e canalha. Nós não sompos isso, pois não?

AM disse...

Cara Maloud

Desculpe lá a falta do link para o blog dos padrecos(não recomendável):

http://incontinentesverbais.blogspot.com/2006/03/o-amnm-de-volta-s-preciosidades.html

Quanto a sordidez e canalhice, desta gente (padrecos) está tudo dito.

Agora, pelo que lhe tenho lido, penso que a Maloud seria das últimas pessoas a quem eu atribuiria tais epítetos, quanto a mim, confio no seu juízo :-)

AMNM

(lembro-me bem do abade das Antas, fiz lá a comunhão solene e lá também acompanhei os finais da construção da igreja, e a forma aberta e despudorada como era feita a colheita de "contribuições")

rb disse...

AMNM,
Sobre a inveja: subscrevo o que disse a Maloud. A injeva é um sentimento mesquinho, típico dos medíocres. Uma coisa é admirar o talento alheio e até aproveitá-lo para encontrarmos o nosso. Outra, é ficar com raiva e até com desdém desse talento.
Entretanto fui ler a polémica dos "padrecos" que trouxe aqui à liça da conversa com a Maloud e confesso-me algo surpreso com a sua reação. Saltou-lhe mesmo a tampa! Embora compreenda a sua revolta, se me permite uma crítica, acho que se excedeu um pousco. Nestas lides, como noutras, aliás, é preciso alguma calma e contenção verbal. É que o descontrole e a revolta que sentimos no momento, sendo descarregada aqui fica lá para "sempre", à mercê dos comentários mais abuptres.
Quanto a "padrecos", como diz o Carlos Magno, eu, graças a Deus, sou ateu. Ou melhor, talvez me incline para o agnosticismo. Depende dos dias. Quando miúdo, os meus pais não me puseram na catequese, porque acharam, a meu ver bem, que não deviam condicionar a minha opção. No entanto, eu naltura sentia-me descriminado na escola, pois todos os meus colegas lá andavam. Para não sentir tão descriminado, cheguei, no entanto, a frequentar, no ciclo, as "antigas" aulas de religião e moral. Lembra-se? O padre que dava essa disciplina perguntou uma vez, numa aula, se havia algum menino que não frequentava a catequese. Eu muito envorgonhadamente, lá pus o dedo no ar. Fui o unico. Todos olharam para mim com cara de estranhos. Acho que esse episódio marcou o meu futuro pensamento. Acabou por vir a reforçar o meu pensamento agnóstico e sobretudo o meu anti(detesto usar este termo, mas aqui acho que se justifica)-igreja católica. Por isso mesmo casei pelo civil e não baptizei os meus filhos. Na verdade, penso que seria uma hipócrisia para com Deus fazê-lo. Assim, e se este realmente existir, claro está, acho que ficou mais satisfeito comigo assim.

maloud disse...

Caro Amnm,
Fiquei esclarecida para sempre.

Caro Atento,
Eu aprendi uma série de coisas neste mês e meio. A cordialidade, a ironia leve, as boas maneiras não são muito apreciadas. Os portugueses bebem pouco chá. Claro que há excepções e conheci algumas. Uma delas é o meu amigo.

rb disse...

Obrigado pela simpatia. Não sou grande tomador, gosto sobretudo do verde, mas camomila, para relaxar, também é bom, para mim, sem açucar :-)

rb disse...

E complementado com música, o som que me encanta a alma.

Anónimo disse...

http://incontinentesverbais.blogspot.com/2006/03/o-amnm-de-volta-s-preciosi_114261227617962506.html

sem censura disse...

Sem demagogia, ultimo episodio , vale a pena ler ao fim:

O AMNM de volta às preciosidades! II

«...PERCEBEU SUA BESTA?????

E AGORA VÁ DE JOELHOS A FÁTIMA, OU LÁ ONDE RAIO A SUA SEITA FAÇA OS SEUS RITUAIS E BRUXARIAS, COMO PENITÊNCIA POR TER USADO O MEU NOME EM VÃO.

SEU MONTE DE MERDA.

AMNM»

http://incontinentesverbais.blogspot.com/2006/03/o-amnm-de-volta-s-preciosi_114261227617962506.html

Angie disse...

Eh, pá...Vocês no Porto tratam-se todos assim com essa truculência toda?!?!?!?!?!?!
Acho que as minhas 2 gerações de coimbrã (são poucas eu sei) me fizeram deixar de conseguir perceber a mecânica emocional do Norte...Sou uma degenerada, conforme suspeitava...
A mim quando me salta a tampa ( e acontece, acontece...) não fica lá muito reproduzível na forma escrita, mas mesmo assim acho que perdi umas folhas do dicionário com a viagem a sul:):)
Ou será que me acrescentaram outras folhas ao calhamaço?!:):)
(Desconfio que os meus antepassados minhotos encontraram a Santa Inquisição pelo caminho:):)

sem censura disse...

Nem todos os super dragões são das Antas, querida angie eu sou romantico, educado , bem formado e eclectico , defenitivamente o AMNM não me representa

AM disse...

Meus caros Atento, Maloud e Angie

Agora, a frio, penso que talvez tivesse sido mais cómodo ignorar as provocações "dessa gente".

Provavelmente seria mais fácil conter-me com um "já não temho idade para me chatear", mudar de passeio e seguir em frente.

Mas, provavelmente, terá sido por essa ter sempre sido a opção maioritária (a solução mais fácil) que terá permitido a "esta gente" continuar ainda em força, na nossa sociedade, a sua acção perniciosa (para não dizer criminosa).

Para ser possível um melhor enquadramento lembro que "estes" são os mesmos que, há poucos dias, por discordar da sua tese de que se devia exclusivamente à igreja católica a "erradicação da barbárie" me dedicou estes "mimos":

"AMNM,
percebo das tuas palavras que és um adepto fervoroso da poligamia, aceitas com toda a naturalidade a homossexualidade, bissexualidade e mesmo a pedofilia, que vês as mulheres simplesmente como objectos sexuais, que não te importavas que houvesse farturas de violações em que as mulheres nada podiam fazer..."

Como bem lembrou a Maloud:"...A cordialidade, a ironia leve, as boas maneiras não são muito apreciadas..." e, penso que, neste caso seriam até desajustadas.

De qualquer forma a tentação de ir ignorando estes e outros semelhantes vai sendo cada vez mais forte...

AMNM

sem censura disse...

Direito ao contraditorio:

http://ablasfemia.blogspot.com/2006/01/sem-comentrios_13.html


http://forumsede.blogspot.com/2006/01/sabia-que-o-voto-desta-senhora.html

(veja os comentarios , recorde e não se desalinhe )

Anónimo disse...

"Admito que a igreja (no meu (nosso?) caso a ICAR) alterou o nosso mundo (mundinho), emsmo no que concerne á sexualidade, sim, e daí?
Para melhor?
Claro que não!
É a minha opinião."

AMNM,
percebo das tuas palavras que és um adepto fervoroso da poligamia, aceitas com toda a naturalidade a homossexualidade, bissexualidade e mesmo a pedofilia, que vês as mulheres simplesmente como objectos sexuais, que não te importavas que houvesse farturas de violações em que as mulheres nada podiam fazer.
Caro AMNM, se não pensas assim é porque foste de certa maneira influenciado pela Igreja, devo dizer positivamente.
msn | 13.01.06 - 3:46 pm | #


é que lhe faltou uma frase - hehe

MSN disse...

“o facto de copiar um comentário colocado num outro "blog", para fazer um "post" (ainda por cima insultuoso), no seu próprio "blog", sem solicitar autorização ao autor do comentário, nem aos autores do "blog" em cuja caixa de comentários o comentário foi originalmente colocado...” – AMNM em http://incontinentesverbais.blogspot.com/2006/03/o-amnm-de-volta-s-preciosi_114261227617962506.html

AMNM,
espero que tenha solicitado a devida autorização ao autor do blog e ao autor do comentário para publicar a frase. Quando citar uma frase, aconselho-o a esclarecer o contexto, a origem, o autor e a não copiar só partes do texto, com o objectivo de retirar o sentido deste. Constato que de ordinarice e má fé o senhor Moreira continua como sempre esteve.

Convido todos aqueles que tiverem paciência a lerem os comentários e a tirarem as suas próprias conclusões em: http://ablasfemia.blogspot.com/2006/01/sem-comentrios_13.html.

Sugiro que não diga mais nada acerca deste assunto, pois vozes de burro não chegam ao Céu.

MSN

maloud disse...

Estou estupefacta e vivo nas Antas. Ah! não sou "super-dragão", mas que a côr mai' linda é o azul e branco é!
Vamos lá por partes:
A Angie quando escreveu "truculência" estava a usar um eufemismo, não estava?
O Amnm "passou-se" usando um vocabulário que, com certeza, não lhe é habitual, pois não?
O Sem Censura está a descontextualizar a resposta do Amnm, não está?
Vivo no Porto desde sempre, só intervalei 5 anos para uns estudozinhos em Lisboa. Se quisermos descontar estes 5 anos, serão 50, vinte na Boavista e o resto nas Antas. Quando era jovem, só os "desfavorecidos" usavam o vernáculo. Aos outros, uma minoria é certo, nem lhes passava pela cabeça semelhante coisa. Ainda recordo dizer "chatice" e imediatamente o meu pai decretar que havia uma palavra, "aborrecimento", para traduzir o que queria dizer de forma correcta e que a outra estava interdita dentro de casa. Hoje digo "chatice", mas o calão não faz muito o meu género.
De repente, já não recordo quando, o "vernáculo" saltou. Quase toda a gente no Porto passou a achar finérrimo o "vernáculo". Quer-me bem parecer que foi, quando alguns dos desfavorecidos passaram, subitamente, a altamente priveligiados. Entretanto as TVs ampliaram o fenómeno. Quando há jogos de futebol lá estão elas à porta dos estádios para recolherem as emoções dos adeptos. Se um portista começa a debitar o vocabulário fino, como já faz parte do "picante" da cena a câmara não se desvia. Bebe-lhe as palavras. Se for com outras cores, torna-se subitamente puritana. Sei do que falo, porque já assisti a estes números. Como também assisti na VCI, junto à saída das Antas, a "leões" {não sei para onde iam}nos autocarros a gritarem umas coisas que fariam corar as pedras da calçada.
Mas os portuenses não são nem mais nem menos parvos que os outros cidadãos. Vai daí, se sensibilizarem que estão com alguém que se incomoda com o "vernáculo", não o empregam. Não me recordo de ter tido uma única conversa em que ele fosse usado. Entretanto, se houver uma pedagogia de combate a esta idiossincrasia, julgo que morrerá de morte natural. Por mim nunca permiti que os meus filhos usassem sequer "gajo". Não sei como falam fora de casa, mas dentro, cumprem em absoluto as regras e advertem os amigos da incomodidade que a mãe sente.

sem censura disse...

esse gajo (desculpe querida Maloud) é um pessonhento, usa com regularidade esse tipo de vocabulario escrito, é geralmente corrido de todos os blogs, tenta aproximar-se dos participantes para depois estripar as suas vidas em publico, não falta a um encontro cibernetico para depois fazer comentarios sadicos dos bloguistas que conheceu, este gajo é uma moca, os blogs deviam agradecer a sua participação , é um louçã da blogoesfera, admito que sou fã da má ligua do AMNM, é preciso ter coragem para por esta gente no lugar. Estou consigo Moreira

maloud disse...

Continuo atarantada. Não é suposto brincarmos um pouco? É assim que vivem? Com esta agressividade toda? Eu enlouquecia.
Façam um break, ironizem com o ridículo, contem histórias divertidas, mas principalmente riam. Se já não conseguirem rir, façam como eu. Vão ao psi, que ele dá umas pastilhinhas {cada um dá a sua, porque é mais íntimo de um laboratório do que doutro}que os põe a rir. Se forem novos, eu é que já não tenho idade para isso e, ainda por cima tenho de dar o exemplo à prole, há umas coisas que se fumam, menos viciantes e mais bartatas que as pastilhinhas, e que parece dão muito boa disposição. Mesmo com esta idade e responsabilidade, acho que um dia experimento