quarta-feira, março 08, 2006

Rui Rio defensor do TGV


Mentiríamos se começássemos assim:

É com alguma surpresa que constatamos que, afinal, Rui Rio é um defensor da construção do TGV, nomeadamente da linha Porto-Lisboa, conforme se pode ler no site da CMP:

« O Presidente da Junta Metropolitana do Porto (JMP), Rui Rio, anunciou hoje duas propostas concretas que irá apresentar ao Ministro das Obras Públicas, Mário Lino, na reunião da próxima quinta-feira: por um lado, que o Gabinete Técnico da linha de TGV Porto-Lisboa fique sediado no Porto…»

Para sermos mais verdadeiros deveríamos escrever:

É sem qualquer surpresa que constatamos que Rui Rio é um defensor da construção do TGV, nomeadamente da linha Porto-Lisboa, conforme se pode ler no site da CMP:

« O Presidente da Junta Metropolitana do Porto (JMP), Rui Rio, anunciou hoje duas propostas concretas que irá apresentar ao Ministro das Obras Públicas, Mário Lino, na reunião da próxima quinta-feira: por um lado, que o Gabinete Técnico da linha de TGV Porto-Lisboa fique sediado no Porto…»

Surpresa é o facto de verificarmos que, eventualmente, se esquece de atribuir a Oliveira Marques a autoria da proposta que avança e justifica:

« Quanto ao propósito de ver a sede do Gabinete Técnico da Linha de TGV Porto-Lisboa instalada na Invicta, Rui Rio justificou-o com a necessidade de inverter o fenómeno actual da deslocação de quadros qualificados da Região Norte para a capital, em busca de empregos compatíveis com o seu elevado grau de qualificação técnica.
De facto, como poderão comprovar os inúmeros elementos do partido de Rui Rio (e não só) que estiveram presentes no recente debate no Ateneu, estas foram, sem tirar nem pôr, as sugestões aí apresentadas por Oliveira Marques, ao administrador da RAVE, presente no debate.

Ou Rui Rio não tem noção do ridículo (o que, isso sim, em nada me surpreende) ou estamos apenas perante um daqueles fenómenos em que “grandes espíritos pensam semelhante”…
A cada um as suas conclusões…

António Moreira

12 comentários:

JF disse...

AM:

Sem pretender entrar em polémica consigo, e sem querer ser defensor do Rui Rio (que não sou de todo), diga lá onde é que você leu que ele defende o TGV?

Quem decide? O Governo.
Já decidiu? Já.

Então o que é que acha que qualquer autarca da AMP deve fazer? Ignorar o projecto e fazer de conta que ele não existe?

Quanto á ideia ser do Oliveira Marques: não são os dois do CA do Metro? Não é normal que "puxem" para o mesmo lado?

Repito que não quero entrar em polémica, mas ridículos são estes exercícios a que você de vez em quando se dedica.

Ontem estive num jantar com o amigo Fortuna onde alguém (a meu ver muito bem) dizia que temos a mania de exigir dos políticos aquilo que nós não somos (e também dos padres, se bem que essa já é outra conversa).

Há seguramente muitas razões para criticar o Rui Rio e muitas delas com razão. Mas andar a recortar frases e clamar por incoerência é absolutamente demagógico.

Deixo-lhe um conselho, que li num comentário ao post anterior: dedique-se a assuntos mais sérios e deixe as superficialidades. Para isso há outros blogues.

Cumprimentos.

AM disse...

Caro JF

Por não pretender entrar em polémica consigo, nem com o ou a comentadora do post anterior que refere é que não digo o que podem (e em meu entender devem) fazer aos seus conselhos.
Só me dou ao trabalho de ter em consideração (nem sempre de seguir) conselhos de pessoas que por razões (ou intuições) considere, não é o seu caso nem o do ou da comentadora do post anterior, pois nem os conheço nem o que lhe(s) tenho lido o recomenda.
Irei seguir, isso sim, o conselho de um(a) superficial anónimo(a) deixar-me de paninhos quentes e "atirar a matar", não tenho mais pachorra para tanta hipocrisia, tanto fingimento e tanta falta de inteligência.

Quem quer lê, quem não quer não lê
Quem quer comenta, insulta, aconselha ou cala-se, é-me igual
Uns considero, outros não.

Boas
AMNM

DasAntas disse...

O Rui Rio não é um homem muito imaginativo. Também no tempo do fugitivo e profiteur, não era um homem muito reivindicativo.

AM disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
AM disse...

Como poderia ter dito o Kennedy (se tivesse vivido o suficiente):

"Ich bin auch ein das Antas" :-)

(será que este "comment" foi muito superficial?)

Já agora:

Se o barroso é o fugitivo, será que o profiteur é o maneta?

Pois então seja muito bem vindo, caro dasantas :)

AMNM

JF disse...

AM,

Entendido. Foi (é) a última vez que me dirijo a si.

Voce responde em 20 linhas e não toca sequer uma vez nas questões que eu deixei.

Talvez não sejam relevantes. O mais importante será mesmo chamar "ridículo" ao Rui Rio e dizer que todos os outros têm "falta de inteligência"...

AM disse...

JF:
"Entendido. Foi (é) a última vez que me dirijo a si."

Obrigado
AMNM

d disse...

...

sniper disse...

Bom dia. Não sou um amante de política nacional, e muito menos do chamado poder local. Tenho que viver com ambos, e sem grandes euforias tenho que compreendê-los de uma maneira "empresarial". Tenho ligações ao Porto, infelizmente cada vez mais diluídas, mas ainda as suficientes para que possa aplicar a minha máxima, " o óptimo é inimigo do bom ". E o Rui Rio é bom, comparando com o que estava disponível como escolhas nas eleições autárquicas. O Porto tem que se livrar desse estigma de ainda ser considerada uma grande cidade de provincia. Uma minoria esclarecida e culta como vocês nunca irá conseguir. A cultura, a civilização tem que se "liberalizar", e não ser uma coutada de alguns. Este problema não é só do Porto, é nacional. O assunto TGV ultrapassa qualquer questão ou gestão de ódios bairristas, por muito fortes e razoáveis que sejam. Para balizar a situação, sou contra qualquer ligação directa entre cidades potuguesas. Sou a favor de Porto-Vigo e Lisboa-Madrid. Contas de merceeiro provam à saciedade que qualquer operação ferroviária do tipo TGV entre Lisboa e Porto, será uma calimidade económica e financeira. Será a cedência do século por este governo e por outros, ( antes e depois ), ao lobby da construcção civil, Siemens, ABB, Alstom e Bombardier.

piscoiso disse...

A partir do momento em que vi umas faixas no túnel de Ceuta, a insultar a Isabel, com o assentimento óbvio do Rio, este senhor arrogante/sorridente, por melhor contabilista que seja, passei a desejá-lo soterrado no Carregal.

DasAntas disse...

Piscoiso,

O meu felling não me traiu. Tive sempre a suspeita que andaria por aqui.

Sniper,

Traçados de TGV não discuto, porque não tenho a menor competência, e embora tenha lido que quem acede à blogosfera se comece a ter em grande consideração e a opinar sobre tudo, ainda não é o meu caso.
Agora sobre o Rui Rio tenho opinião. E até tenho opinião sobre o que os "sulistas" do Menezes pensam sobre o Rui Rio, porque não o aturam. O Rui Rio foi muito apreciado, porque fez frente ao Pinto da Costa tendo conquistado a simpatia dos putativos 6 milhôes, mais uns milhões para quem o mundo é verde. Mas essa grande batalha feita para o show, ele perdeu-a. Venha visitar-me que eu, como moro perto, faço-lhe a visita guiada. Não basta uns opinion-makers declararem o vencedor, é necessário ir ao campo de batalha confirmar. Ele podia e devia ter posto o Pinto da Costa longe do poder, mas era escusada a rábula populista tendo como compère uma dona Laura a quem deu protagonismo. Foi caricato e cobriu-nos de ridículo, porque os portuenses foram vistos pelo país, como um bando de Super-Dragões. Essa imagem redutora foi explorada pelo dr. Rio e pelo JPP, até à exaustão, preparando desde logo o terreno para a reeleição, porque, se quem não estava com o Rio era um arruaceiro, seria mais prudente votar no Rio para desfazer a má impressão.
Depois destra entrada, começou a estafada cena das finanças. Para não me alongar o Dr. Carlos Encarnação encontrou a Câmara de Coimbra em pior situação e não disse que não podia convidar o PR para o S. João, porque não tinha dinheiro, para lhe pagar o jantar. Mas o dr. Rui Rio no meio de tanta economia e aperto de cinto, lá alugou um barco, onde meteu os seus convidados para ver os foguetes do dr. Menezes. Sei isto, porque passei esse e outros S. João no barco da Associação do Palácio dfa Bolsa de que o meu marido é sócio, e barco do Rio ficava encostado ao nosso, a ver a pirotecnia no rio Douro, está claro.
Entretanto o senhor gosta de automóveis antigos. Eu também, mas não tenho dinheiro. Ele, no meio da penúria conseguiu restaurar um Mercedes antigo da Câmara, no qual se desloca, com os efeitos poluidores facilmente imagináveis. Com o aproximar das eleições resolveu fazer uma corrida de calhambeques, que custou uma fortuna e fez perder a paciência aos moradores de zona da Boavista, para aparvalhar a populaça e caçar o voto. Estãs são algumas pinceladas a propósito do nosso edil.
Como o Piscoiso disse há tempos no Espectro, já que gostam tanto dele, levem-no para Lisboa. Eu agradeço.
Sempre cordialmente

Fernando Rogério disse...

Apoiado!
Já agora, Sr. Sniper, deixe-nos com o "estigma" de grande cidade da província. Eu sei que dava jeito que, finalmente, achássemos que éramos "nacionais" e urbanos e deixássemos de chatear a capital. Mas isso só vai acontecer quando a capital deixar de pensar que Portugal é Lisboa e o resto é conversa...