segunda-feira, janeiro 09, 2006

Sobre a Fusão Porto-Gaia

Tem sido constante a discussão em torno da fusão do Porto e Gaia. Muitos recordar-se-ão do almoço entre Menezes e Gomes que levantou essa questão. E do pequeno almoço de Nuno Cardoso com o mesmo Menezes que levou o tema mais a sério.
Agora são outros a dize-lo!
Fiz a coordenação editorial de uma revista académica que se dedicou ao tema : “ a obra nasce” – nº 2 , da Universidade Fernando Pessoa. Creio que vale a pena passar por lá os olhos.

Nem todos concordaram sobre a respectiva fusão, e existiram opiniões desde Manuel Correia Fernandes, António Babo, Rio Fernandes, entre outros mais.

Numa coisa houve unanimidade, a fusão a existir não pode obedecer às simples fronteiras dos dois concelhos. O que interessaria ao Porto a Freguesia de Sandim? Ou então se vale a pena unir com Gaia, porque não Areosa, Rio Tinto, S. Mamede e Matosinhos (Freguesia), e quem sabe até Leça da Palmeira?

Por mim concordo na fusão, o que devemos é trata-la de forma séria, sem sequer deixar que se riam do assunto. Ou se faz ou então nem se discuta. Se é para fazer, vamos então fazer bem! Coisa que não acredito possível com a gestão RUI RIO.

7 comentários:

Incorente disse...

se pretendemos unir-nos para ficar + fortes, não precisamos de papeis passados , podemos kedar-nos por uniões de facto,enkanto duram são igualmente funcionais e são
muito mais baratas kando se tem ke fazer a separação

Gaia, Porto, Matosinho, Vila do Conde , Viana tem ke se unir na voz e nos objectivos, não necessariamente de papel passado

avelino disse...

Sinceramente? União de facto? Pois, como se não existissem guerras de El Corte Inglês, Fogo de artificio, ponte só abertas de um lado, pdms borrifando-se no outro lado, directores municipais que nem se podem falar pois não estão auorizados.
O manuel Miranda e a Manela Juncal foram corridos do Porto e admitidos em Gaia! Isso é o quê.
Brincar não minha cara. Ou se fala a sério ou não. È que esse papel de encontrar argumentos reconditos para de alguma forma justificar o papel de ausência de pensamento sobre a cidade do Rui Rio já cansa.
Agora teem maioria. Agora já passaram 4 meses. E depois - nada.
O edificio transparente vai na próxima reunião agendado para passar da Casa da Musica para a Câmara. Percebem? Só agora? Com maioria! Agora já se pode dar utilidade aquilo. Já deu frutos eleitorais - a cidade que se lixe.

Incoerente disse...

percebo isso tudo, a maioria foi um risco grave para a cidade

mas não encontro justificação suficiente para unir territorios ke já estariam por si só unidos, se a politica fosse seria...

preferia a união séria atravez de 1 Junta Metropolitana representativa

unir cidades pekenas ainda pode ser possivel, cidades como Porto e Gaia , para mim chega a ser moralmente impossivel

se Rui Rio tem a mesma opnião, não tenho culpa nenhuma, antes de Rui Rio ser presidente , já eu pensava assim...

esta kestão foi levantada logo ke se começou a verificar ke não restava à Cidade do Porto territorio livre para se expandir... ou seja para se construir

isso foi muito tempo antes de alguem conhecer publicamente Rui Rio

AM disse...

Ó Gentes

Vamos tratar de coisas sérias de uma vez por todas e não andar a lançar temas para distrair e divergir.
Interessa alguma coisa andar a tratar de uniões Porto/Gaia com este sistema eleitoral, com este sistema de gestão da sociedade, de gestão do território?

Vamos é discutir a sério a regionalização, vamos é discutir a sério o sistema de gestão da sociedade (de forma, realmente, democrática) e, por inerência a gestão do território.
Lembrem-se que foi com jogadas destas que o Guterres e o Marcelo destruíram a possibilidade da Regionalização, com estéreis discussões de mapas, de poleiros, de tachos, de que partido ganha ou perde o quê...

Discutam-se princípios, discutam-se valores, discutam-se políticas, primeiro.

Depois se verá se essas uniões (de facto ou de papel passado) fazem ou não algum sentido.

Agora perder tempo a discutir medidas avulsas?

Não entrem nessa…
AMNM

Avelino disse...

Não é avulsa antónio. como não foi avulso decidir que a cidade do Porto seria metade de Lisboa em área.
O Porto não pode continuar a ser ofuscado pela liderança politica e não só concorrencial que se faz na Área Metropolitana. isso é conversa centralista. Quanto mais dividida a área metropolitana menos nós falamos a uma só voz!

AM disse...

Ó Avelino

Enquanto tivermos um sistema, uma cultura (e, já agora, um povo) que leve a que figuras como rui rio, filipe menezes ou valentins loureiros sejam eleitos para dirigir os destinos das nossas cidades (e um dia vamos lá a ver para que mais).
Uma cultura, um sistema, um povo, que se prepara para eleger um qualquer cavaco silva para presidente da república, que depois se calhar ainda virá dizer (como o soares) que é o presidente de todos os portugueses!!!!!
Xiça, Avelino, que diferença pode fazer (para o que realmente interessa) uma rua do porto ou a gaia toda???
As pessoas vão deixar de estacionar em segunda fila ou em cima dos passeios (reduzindo as vias a metade da sua capacidade)? Os patos bravos vão deixar de fazer viadutios e túneis para ganhar espaço para a circulação de automóveis?
Os cantoneiros vão deixar de criminosamente mutilar as árvores (como estão de novo a fazer em Antunes Guimarães)?
A corrupção e a falta de respeito pela cidade e os cidadãos vai diminuir?

Penso que conhecemos as respostas a estas e muitas mais perguntas que se poderiam fazer.

Por isso, distrações?

Não obrigado

AMNM

Incoerente disse...

O ordenamento do território ditou ke 1 capital teria ke ser uma das maiores cidades de 1 pais, para ke este fosse bem representado

kem decidiu ke Lisboa seria o dobro do Porto deve te-lo feito, por kestões de demografia e geografia e não necessariamente por Lóbi,

Num ideal democrático todos teriam o apoio necessário, sem fronteiras ou diferendos - penso ke esse era o pano de fundo

não se justifica ke se anulem as aldeias para ke cresçam Vilas , faze-lo é alimentar o lóbi - afinal pertencem todos ao mesmo concelho ou distrito – não deviam existir desigualdades dentro de 1 só pais

Porto+Gaia não saiam beneficiados no OE, nem nos apoios, nem na burocracia, só na eventual força de coreto...

o Avelino é realista e infelizmente tem razão,
mas antes de cantar em publico a uma só voz, é preciso praticar

se o Porto tomar a iniciativa de defender os interesses da região , se ao menos tentar, com certeza será uma musica popular para os nortenhos – a kestão esta em tentar – algum dia o Porto tentou seriamente?! por exemplo não tenta e evita essa união kando boicota os acesso rapidos aos concelhos vizinhos

a JM ainda nem sabe o refrão da cantiga...
como é ke se ker impor pela legislação, o ke não consegue sentir ou memorizar?
o papel não legitima as crenças, não se força pela Lei o ke não é natural
o ké natural não precisa de legislação, mas sim regulamentação, a regulamentação vem sempre depois da pratica – digo eu…

se existe competição , pouco faire play , isso não se anula anulando autarquias , mas sim praticando politicas serias ,
se agora não existe bom senso , como é ke vai existir a seguir…

de-nos factos concretos , como ?
é o peso dos impostos, o peso da demografia?
mas no sistema democratico não importa de onde o dinheiro vem , interessa é ke chegue a todos de forma justa e ekitativa , ke seja aplicado por forma a ke o desenvolvimento anule as desigualdades e produto se compre a preço nulo

eskeça ... vou reflectir melhor e depois já digo alguma coisa, vou ensaiar um hino...