quinta-feira, maio 25, 2006

Sobre o que se passa em Timor

Sabemos pelo público que podemos saber melhor o que se passa atavés dos blogues:

Timor Verdade

e

Timor Online

E já agora, como é habitual, vejam como Ana Gomes precipitou declarações onde só consegue protagonismo político por razões menos boas.

18 comentários:

Incoerente disse...

Agora só falo, se me garantirem ke este post não esta sujeito à censura do Chefe, ate lá estou em White out.

maloud disse...

Eu nunca dispenso a análise do Bloguítica.

avelino disse...

Oh inkoerente,

Era o que faltava, os meus posts nunca estão sujeitos a censura, pelo menos que não seja a da minha consciência.
E nunca censurei os outros. Ás vezes concordo, ás vezes discordo, o que aliás é muito do que faz falta nos diversos sectores da nossa sociedade, política incluida. Ter ideias fortes, discutir abertamente, acatar o que se entender como positivo e proficuo, mas não andar somente na onda dos que adoram elogios e no entanto temem horripilados qq crítica. E atenção que não me refiro ao AG (ant Guterres), nem ao AM (ant Moreira)

rb disse...

A questão de Timor toca-me particularmente. No tempo da guerra colonial os meus pais e irmão tiveram lá durante 2 anos. Já tive uma cunhada e agora tenho um cunhado a dar aulas de português na ilha. Este último é até um bom escriba. Tem um blog, se quiserem vistar: http://haluzlongedaqui.blogspot.com/

Sobre a questão: Li nalguns posts a ideia de que a nossa responsabilidade e solideriedade com o povo timorense devia estar atenta a contrapartidas económicas. E isto tendo como pano de fundo o caso da preterição da Galp a favor da Eni no concurso para a exploração petrolífera. Acho lamentável esta forma de ver as coisas. Amigos, amigos ...

Se tanto nos peroramos para que aquele povo voltasse a ter a independência que perdeu em 75 de forma tão bárbara. Se sentimos responsabilidades acrescidas nesta matéria, se a causa timorense é também posrtuguêsa, não podemos - agora que eles estão a começar a gatinhar para serem um estado soberano - abandoná-los sem mais. Está-se a ve que a retirada da ONU foi prematura. O Estado timorense é demasiado incipinente. E um Estado fraco não tem autoridade, propicia as divergências, as disputas e os conflitos.

Espero, por isso, que a força internacional, com o contributo português, que está a caminho, contribua para a resolução dos confitos mais preocupantes e garanta a segurança dos estrangeiros como os portuguêses que lá trabalham e dos timorenses em geral, ajudando-os, desinteressadamente a constituir um verdadeiro Estado de direito democrático. Assim seja.

Incoerente disse...

Sei ke sim e isso é kalidade essencial para a renovação da politica local ou nacional , seja no PSD ou no PS .
A nossa geração já tem uma boa preparação para a democracia , falta com certeza pouco tempo para a mudança governativa

a tarefa de mudança é mais dificil porke os ACRITICOS são comuns aos dois lados da bancada ... se RR é dogmatico, surdo e ate um pouco facista , os actuais lideres da oposição não o são menos, isso é ke tem feito a diferença, é ke entre duas partes semelhantes há pouco por onde o povo escolher.

E quando muda , não se nota nada , porke a mudança tem ke vir da formação de outro espirito politico - a democracia na essencia

Avelino disse...

De acordo.

Incoerente disse...

Kt a Timor concordo com a visão sensivel e solidaria do colega Atento,
e a estrategia de socorro do governo é optima, veja-se a GNR esta mais do ke habituada a esconder-se na mata na caça à multa, ora o ke não falta em Timor são matas, se conseguirem multar 75% dos automobilistas , com certeza não vai restar dinheiro para comprar armas e acaba a guerrilha armada

o Socrates é genial ....

maloud disse...

Depois de 500 anos de colonização e uma saída atabalhoada, compreensível na conjuntura do 25 de Abril, nunca deixámos morrer a reivindicação dos timorenses por um estado independente nas instâncias internacionais. Conseguido esse objectivo, cabe aos timorenses governarem-se. A nossa intervenção só deverá existir com pedido expresso e mandato internacional. As actuais condições são muito diferentes das de 99. Aí tinha toda a lógica a nossa solidariedade sem condições. Hoje também devem ser pesados os nossos interesses. Trata-se da relação de dois Estados soberanos.

AM disse...

Avelino

o AG fala por ele, quanto ao AM não teme qualquer crítica.
O que o AM faz é valorizar as críticas de acordo com a sua proveniência.

Exemplo, as críticas que o Avelino entendesse fazer seriam atendidas com todo o interesse e atenção e seriam encaradas como algo importante num esforço constante de melhoria.
As críticas provenientes de origens "manhosas" são ignoradas, ou os seus autores tratados abaixo de cão, de acordo com o estado de espírito que nesse momento oriente a minha actuação :-D (hoje estou "cool")

(Só as meninas da caixa do continente é que acreditam que «os clientes são todos iguais», aliás é por isso que estão na caixa em vez de ter um trabalho mais leve e melhor remunerado)

AM

AM disse...

Anigo Atento

Tem carradas de razão quanto a este assunto.

Para além dos laços afectivos que unem os cidadãos de Portugal e de Timor (e a alguns como o Atento de forma ainda mais intensa) não é possível também esquecer a responsabilidade do nosso país no atraso ainda vivido nas nossas ex-colónias, nalgumas delas, como o caso de Timor, de forma particularmente dramática.
Durante séculos portugal (os responsáveis pela condução das suas políticas) nada fizeram pelo desenvolvimento das colónias e dos seus naturais, pelo que as "nossas" responsabilidades no auxílio aos primeiros passos dessas nações é indesmentível.

Claro que há sempre aqueles que acham legítimo viver da riqueza herdada sem cuidar de saber como ela foi obtida...

AM

rb disse...

Maloud:
Não lhe parece, pelo que agora se vê e já há muito se adivinhava, que a ONU e Portugal incluído se retiraram do território cedo demais.
Os timorenses passaram 25 anos subjugados pelo governo indonésio. Eles são neófitos em matéria de auto-governação. Veja-se o exemplo dos confitos institucionais entre PR e PM e o facto de não se saber muito bem quem manda.
Aquele povo precisava que a nossa ajuda e da ONU tivesse ido mais longe, pelo menos, até às primeiras eleições democráticas.

Se me disser que somos um país pequeno e não tinhamos condições para os continuar a apoiar ainda entendo, embora considere questionável este ponto de vista tendo em conta que estamos envolvidos noutras missões que podiam ser dispensáveis, agora dizer-me que eles já eram "crescidinhos" para cuidarem deles próprios não aceito.

A aposta nos países de expressão portuguêsa, o fomento da nossa língua, que é a nossa maior riqueza, é essencial se queremos ter alhuma dimensão planetário, como em tempos idos já tivemos. Esse caminho deve fazer-se desinteressadamente e não à espera que eles nos deixam explorar o petróleo. Esse foi justamente o erro do passado. Nem tudo tem de se guiar pela ditadura do económico. A cultura é que verdadeiramente nos transforma. E a língua portuguêsa é cultura da mais fina que temos.

rb disse...

Incoerente:

Permita-me o atrevimento de questionar a sua "incorência" de escrita. É que a sua forma de escrever em linguagem de sms não se coaduna com as suas ideias e conteúdo da sua escrita. Não lhe parece que estas mereciam mais dignidade.
Ou se calhar não, sou eu que estou demodé.

Icoerente disse...

Vejo as coisas mais pelo conteudo que pela forma,
admito que o uso recorrente do K dificulte a leitura, vou portanto estar mais atenta.

mas veja as coisas de outra forma já pensou na tristeza ke as letrinhas K Y W sentem ao existir num alfabeto que não as utiliza ?
é dramatico, simplesmente dramatico!

maloud disse...

AM
Muitas meninas estão nas caixas do Continente, não porque sejam medíocres, mas porque não arranjam outro emprego. Se dispusesse do tempo de que eu disponho, quando vou ao do Dragão, sempre à semana e de manhã, e acedesse a falar com algumas {não todas}verificaria que são bem mais interessantes que muitas "tias" das Antas. Não tiveram foi a esperteza de caçarem um bom partido. Esclareço que aqui em casa era eu que vivia nas Antas, por isso dispensei o bom partido.

Atento
Eu não estou contra a ida da GNR, para ajudar a pacificar a situação em Timor, a pedido e com mandato internacional. Não quero é a menorização do Estado timorense, nem assistir a paternalismos desajustados da nossa parte. Ninguém ganha nada com isso. Quanto à ajuda para a implementação da língua portuguesa parece-me que, dentro das nossas possibilidades, ela tem sido facultada.
Agora não sei se se lembra do episódio Caetano Veloso, que admiro como músico. Ao fim de 200 anos de independência brasileira culpou a colonização portuguesa, pelo atraso, pobreza e corrupção no seu país. Ora eu sou pouco patriótica, mas, de certeza, não tenho um pingo de masoquismo.

Incoerente disse...

Concordo em pleno com a ultima participação, tudo o que se fez lá , lá se deixou

acho até um flagelo que Portugal quisesse lá continuar a impor a moral que consideramos correcta - Timor é livre deve adoptar as suas proprias condutas sem imposições ou coordenações de terceiros -

Agora os GNR são muito bem mandados, vem ai o tempo das ferias e quero usar a estrada nacional sem esses experts nas matas.

Devem ir em numero suficiente e devem ser escolhidos da zona Norte de Portugal, uma vez que são os mais equiparados profissionalmente às forças de segurança de Timor ,

com a GNR do Norte nem os frisos dos pneus escapa , aquilo é radical , acaba-se a guerrilha de fetiche numa semana , mas os GNR devem continuar lá até Setembro para acompanhar o desenrolar da situação, essa é a minha opnião.

AM disse...

Cara Maloud

Não tenho a mais pequena dúvida que "as meninas das caixas do continente" não são melhores ou piores que todos nós, trata-se apenas de uma forma de expressão (pouco elegante reconheço) de, em certos meios, se fazer vincar a necessidade de esquecer velhos paradigmas de que ainda há quem leve "à letra", no caso a velha mentira de que "aqui, os clientes são todos iguais".

O que pretendi sublinhar foi que, no "aqui" que me diz respeito os comentadores não são todos iguais, apesar de "nascerem" iguais.

Depois vão ganhando "estatuto" (ou perdendo)

E a Maloud já sabe qual é o seu estatuto, se eu estiver na caixa, pára tudo para a Maloud passar à frente :-)

(agora vai dizer que não quer tal coisa e que prefere fazer como os presidentes da república que não vão a lado nenhum sem mandar à frente um ajudante verificar se há uma "bicha" (aqui não há "filas") rasoavelzinha para eles fingirem que "são do povo", mas que também não seja muito grande pois não há pachorra...) Olaré

AM

(pois, eu também sou das antas sem nunca ter sido bom partido (nem inteiro))

rb disse...

Incoerente: foi só um pequeno reparo, mas deixe-me dizer que o seu último comentário está com uma forma mais adequada ao conteúdo. Também preveligio o conteúdo, mas a forma também é necessária para suportá-lo. Quanto às letrinhas deixe-as lá sozinhas que elas têm muitos que lhes pegam.

Maloud: Lembro-me do episódio do CV ("só vieram para sugar") mas ele tinha alguma razão naquilo que disse embora a forma (lá está) não fosse a adequada. Ora é justamente esse espírito interesseiro que devemos evitar em nome das boas relações lusófonas. A nossa língua é o produto que mais exportámos desde sempre. "Minha pátria é minha língua".

maloud disse...

Atento
Ele só parecia esquecer é que em 200 anos de independência só tinham agravado os males da colonização. Nós sacávamos, para o Convento de Mafra e outros delírios. Eles, uma minoria, sacam para outras excentricidades.

AM
Não conhecia a expressão. Como não gosto de filas e sou assaz cívica, procuro, também porque tenho essa possibilidade, afastar-me da confusão. Põe-me histérica.