sexta-feira, setembro 23, 2005

debate sobre mobilidade

Parabéns aos candidatos do PS, CDU e BE à presidência da Câmara do Porto porque têm vontade de debater a CIDADE das Pessoas.

Sim, todos temos vontade de escolher também a nossa CIDADE para passar com qualidade os nossos momentos de lazer. Mas para isso temos que ter mais espaços verdes para pisar, correr, contemplar sem barulho. Espaços verdes para aprender a diferença entre um castanheiro e um plátano, e tanto mais… Fazer dos espaços um local onde se vive a ciência. Onde se aprende as pequenas coisas que nos tornam mais cultos, e por isso também mais felizes. Onde se leva a família ao fim da tarde a passear no jardim sem pagar bilhete e a lanchar sem deixar no balcão o dinheiro de um dia de trabalho.
Não podemos ter só Serralves, porque cada ida a Serralves fica muita cara (se não for ao domingo de manhã). Não podemos ter um Parque da cidade com cafés de elite. Temos que ter jardins para Todos.
Esta aposta do Francisco Assis nos espaços verdes, nos jardins, no harmonizar a nossa cidade cinzenta (e também por isso bela), é para mim um dos pontos mais fortes da candidatura do Francisco Assis à presidência da Câmara do Porto.
Por isso se concorda comigo não deixe de estar presente num debate promovido por 10 associações ambientalistas, subordinado ao tema “Ambiente, Qualidade de Vida e Urbanismo”, onde o Francisco Assis participa.


Participantes: candidatos à Câmara do Porto do PS, BE e CDU
Local: Auditório do ISEP – Instituto Superior de Engenharia (R. Dr. António Bernardino de Almeida, 431, à Asprela)
Horário: 21h30
NOTA A TER EM CONTA: recusa de Rui Rio em participar no debate.

Raquel Seruca

20 comentários:

manueladlramos disse...

Lá estarei, eu e muito outros ALIADOS . Esperamos que clarifique a sua opção em relação à "desqualificação" da "sala de visitas" da cidade e esteja mais em sintonia com muitos dos seus apoiantes.
Ver mais informações (poster, associções que organizaram, fotos, etc.)sobre o debate aqui

avelino disse...

Concordo,

Acho que o Assis não tinha necessidade de no MAjestic esclarecer a sua posição sobre os Aliados.
no caso de ganhar, chamava o processo, falava com os intervenientes e aí decidia.
Falar agora sem estar com o dossier na mão parece-me precipitado ee absolutamente contra o que muitos dos seus apoiantes tem defendido.

Pedro Aroso disse...

Raquel:

Rui Rio não recusou participar no debate! Por considerar que é uma matéria muito sensível e completamente fora da órbita da sua especilidade, solicitou ao Eng. Diogo Alpendurada que o representasse. Na minha opinião, esta atitute só revela seriedade.

Pedro Aroso

AM disse...

Até agora acho que o ponto mais fraco da candidatura de Assis foi precisamente a sua posição revelada (e ainda bem) quanto aos Aliados.
Espero que fosse apenas fruto de um conhecimento meramente superfícial do assunto e, assim, ainda passível de correção.
Quanto à (não) presença de Rui Rio, parece-me positiva.

AMNM

AM disse...

Raquel

Estou inteiramente de acordo com o teor do seu "post" no que respeita a parques espaços verdes e à possibilidade da sua integral fruição por todos.

Até logo
AMNM

RS disse...

Desculpe Pedro Aroso
Mas o Presidente da Camara podee deve-se preparar com pessoas que têm conhecimento dos assuntos ligados ao ambiente. Nada contra, tudo a favor! Eu sou totalmente a favor de equipas a cooperar e totalmente a favor de reconhecermos quais as nossas especialidades. Sim é sinal de inteligencia.
Mas não concordo que se delegue este debate fundamental.

Anónimo disse...

Só uma pergunta/provocação: não foi o anterior executivo PS que aprovou contruções (e muitas) no parque da cidade?

Pedro Aroso disse...

Olá Raquel

Não posso deixar de concordar consigo. No entanto, o Eng. Diogo Alpendurada teve o cuidado de contactar os organizadores e colocar-lhes a questão, não tendo sido levantada qualquer objecção. Mais importante do que o confronto político, é o debate construtivo, para que possam encontrar-se as melhores soluções para a nossa cidade.

Pedro Aroso

Incoerente disse...

Bem caro anonimo, não foi bem o PS , ker dizer akilo nem se sabe se foi aprovado, foi assim no fim do mandato de Cardoso , assim pela calada, olhe francamente poucos sabem o ke ali se passou...

De resto com certesa ke Assis não vai pedreficar o Parke , uma coisa é o PS de Assis e outra o do Cardoso... e nisso até ke o Sr. Assis tem sido um lider.

Kanto aki à Incoerencia, não vou presenciar lamento, mas alem de tbm não ser especialista , ainda me doi a cabeça, depois de ontem vou precisar de uma semana para me recompor -

Anónimo disse...

Vim agora do debate, que até foi interessante e esclarecedor. Afinal Francisco Assis foi lá só para dizer que se vinha embora, porque só queria debater com Rui Rio. Afinal teve a mesma atitude que criticou no seu adversário. Ainda por cima se já se sabia que RR não ia, porque é que FA foi lá só para armar uma cena? Mais valia ter logo declinado o convite. Ou fazer-se representar também. Afinal teve ma atitude igual à que criticava no seu adversario, demonstrando não ter estofo para ser presidente da CMP.

José Manuel

manueladlramos disse...

O procedimento de FA no debate (chegar lá como um reizinho, com a sua comitivizanha, atrasadinho, sentar-se, comunicar que tinha ido ali só para dizer que se ia embora outra vez -por nao estar presente o seu "oponente principal", declarar que ainda "havia gente com dignidade" -ele obviamente-, levantar-se e sair, como um reizinho, com a sua comitivazinha) foi surpreendente e confrangedora. Foram muitas as pessoas que acharam que ele assim demonstrou grande arrogância, má-criação, falta de abertura, e sobretudo uma enorme desconsideração não só pelos organizadores e demais candidatos e representante, como pela população em geral que ali se deslocou para ouvir as suas opiniões. Corria à boca cheia que como nao estava devidamente preparado sobre os temas analisados, teria arranjado este subterfúrgio. Não sei!
Depois de um início desastroso o debate correu muito bem, em clima de grande cordialidade e cumpriram-se os seus objectivos principais: divulgar não só as linhas principais das candidaturas presentes relativamente ao ambiente, ao urbanismo e a uma política de sustentabilidade, mas também indicar os caminhos que as organizações ambientalistas promotoras do evento entendem ser prioritários.
Quanto ao que se disse sobre os Aliados conto logo que tenha disponibilidade transcrever no respectivo Blogue o que sobre o assunto declarou João T. Lopes, Rui Sá e Diogo Alpendurada.
Este comentário no fundo é apenas a conclusão do primeiro que enviei sobre este evento. É apenas por isso que comento; tenho uma certa curiosidade em ver se mais alguém (nomeadamente Raquel Seruca) faz alguma consideração sobre o que se passou. Estou em crer que ela também terá ficado surpreendida. Esta forma de os candidatos se comportarem, trazendo para a liça as suas lutas pessoais e ignorando as pessoas para quem fazem campanha e que em principio deviam esclarecer e servir, desilude-me profundamente, e mais uma vez, não sou a única.

Pedro Aroso disse...

Manuela Ramos:

Como já tinha bilhetes para o teatro, não pude assistir a este debate. Gostaria, por isso, de aproveitar a oportunidade para lhe agradecer os comentários que aqui colocou, bem como aqueles que vier a divulgar noutros locais. Tal como referi num post anterior, julgo que a discussão das questões ligadas ao Ambiente deve ser abordada numa perspectiva construtiva e suprapartidária.

Pedro Aroso

Incoerente disse...

é ke no minimo esperava-se uma alternativa , ate se podia considerar ke esta era a ultima oportunidade de Assis... definitivamente ele não ker ser presidente , é isto ke temos, nada... desconhecer o assunto? um assunto em debate há tanto tempo... olhe se desconhecia era a oportunidade para conhecer.


Não me admiro ke Rui Sá venha a ter 19%
Lamento sedentos, v. esforçam-se , lamento mesmo

AM disse...

Cara Manuela
Acredite que lamento imenso não poder estar de acordo consigo, desta vez :)
Não fazendo parte da organização, nem de qualquer “comitiva”, (não sou militante ou votante em qualquer partido e sou apenas sócio “contribuinte” da “Campo Aberto”) de certo que me faltará alguma informação para melhor analisar o que se passou, mas, por outro lado, talvez essa falta de informação “interna” me permita algum distanciamento (sem abjurar as simpatias) e, assim, uma análise menos sentida.
Lamentei a dificuldade que senti, bem como outros em encontrar, dentro do ISEP, o local do debate, mas abri a boca de espanto com o conjunto de regras escritas que me foram entregues antes de entrar, nomeadamente a regra que impunha que as perguntas do público fossem efectuadas por escrito, em impresso próprio e dirigidas a todos os candidatos e seriam, ou não, colocadas, caso fossem seleccionadas por elemento da organização sendo lidas por elemento da mesa.
Sinceramente achei e acho inaudito este tipo de procedimento.
De início, ainda pedi uma esferográfica a uma das meninas da organização e comecei a elaborar uma das questões que gostaria de ter colocado a um dos dois candidatos que poderão vir a ter responsabilidades na CMP, mas depressa pensei melhor no que estava a aceitar e, naturalmente, rasguei os papéis.
A partir daí apenas estava lá por curiosidade e pelo respeito que me merecem algumas das pessoas presentes (principalmente a Manuela).
O discurso de abertura do elemento da mesa não candidato (moderador?) foi a todos os títulos lamentável.
Não sei quem era o cavalheiro mas decerto julgava estar em alguma reunião de algum “politburo”, foi grosseiro, arrogante, prepotente e insultuoso para os candidatos presentes.
O que se seguiu, primeiro por parte da candidatura do PND/PPM depois por parte da do PS era inevitável, a atrapalhação da candidatura do BE foi evidente.
Por mim estava tudo visto e, foi muito mais interessante a troca de impressões informal com as candidaturas que saíram (bem em meu entender) do que estar a assistir a uma iniciativa nos moldes em que estava preparada.
Outras notas:
Entendo que F. Assis deveria estar, previamente, devidamente informado quanto às regras do debate.
Se não o estava a responsabilidade poderá ser, directamente, do seu staff, mas politicamente é sua.
Esse conhecimento prévio poderia (e deveria) ter-lhe permitido resolver este assunto de uma forma muito mais eficaz e sem se sujeitar ao aproveitamento que está a ser tentado até (e principalmente) por pessoas que nem estavam lá e, por isso, “tocam de ouvido”.
De qualquer forma, quando não é possível resolver um assunto da maneira “ideal”, este deve ser resolvido da melhor maneira possível, dadas as circunstâncias, e isso foi feito por Assis, por isso nota positiva (se bem que fraquinha).
Quanto ao aspecto de ser ou não legítimo o facto de os candidatos se fazerem representar por técnicos em debates “temáticos” a minha opinião é a seguinte:
Se a discussão que se pretende é sobre orientações políticas devem, necessariamente estar apenas os candidatos.
Se a discussão que se pretende é sobre soluções técnicas devem estar os especialistas de cada uma das candidaturas.
Aceitar este tipo de misturas e confusões é que não.
Quanto ao aspecto de ser ou não legítima a exclusão de uma candidatura (a do PND/PPM):
Ou se faz um debate entre TODAS as candidaturas, ou se faz um debate entre as DUAS únicas candidaturas com possibilidades reais de vir a ganhar a presidência da CMP, excluir uma das candidaturas não faz qualquer sentido.
Assim Manuela e resumindo a minha opinião:
A Organização esteve MAL, MUITO MAL (e, gostaria de saber de quem é a responsabilidade e quem era o tal cavalheiro da mesa)
F. Assis teve o comportamento adequado às circunstâncias, demonstrando porém ter uma equipa pouco “profissional” que não foi capaz de prevenir e evitar esta situação delicada.
Obrigado
António Moreira.

manueladlramos disse...

Caro António
Ainda bem que me dá oportunidade de comentar sobre o assunto ;-) É que para já, não pensava dizer mais nada.
Não tenho muitas considerações a fazer, mas começo por aquilo em que discordo do António, pois no que respeita ao modelo de discussão adoptado para o debate, ao contrário do que sentiu, achei que funcionou; claro que pode parecer rígido à primeira vista, mas impôs uma certa disciplina e fez com que não existissem interpelações (por vezes deagradáveis), interrupções, tão habituais e contraproducentes neste tipo de reuniões: foram quatro perguntas (à vez) versando a temática do ambiente, urbanismo, qualidade de vida, mobilidade, e quatro minutos (+ ou -) para cada convidado responder sinteticamente; no fim da ronda de cada pergunta houve um comentário crítico por parte de um membro mais informado sobre o tema pertencente às organizações que integram a CONVERGIR, comentário critico esse que também estava limitado aos referidos quatro minutos.
Funcionou. Não teve a vivacidade de um verdadeiro debate mas foi suficiente para se ficar com uma ideia do que os candidatos presentes se propõem fazer, ver o grau de generalidades ou de medidas concretas que apresentam e sobretudo deu possibilidade para se focarem os assuntos de modo equilibrado no que diz respeito à distribuição de tempo.
Quanto ao facto de as perguntas do público serem por escrito foi também para se rentabilizar e ordenar a participação: puderam-se agrupar por temas e assim estabelecer prioridades. Achei uma óptima ideia. Se é inaudito ou não francamente, não sei, nem me sinto minimamente perturbada por isso. O que interessa é que realmente funcionou.
Os convidados também tiveram quatro minutos para responder às questões colocadas; e o debate terminou com mais uma ronda de intervenções em jeito de conclusão.

Quanto à sua apreciação pelo discurso de abertura do moderador, que muito bem exerceu as suas funções, francamente não vejo como pode merecer todos os seus “qualificativos” e sobre essa parte não me pronuncio. (Pode parecer um pouco frio mas confesso que no lugar dele não teria reagido com tanta frieza à atitude de FAssis: é evidente que não gostou; a organização, o "ambiente", as pessoas mereciam pelo menos um aviso!)
O que se seguiu por parte da candidatura do PND/PPM tem uma história por detrás que desconheço pois não tomei parte na organização do evento e por isso sobre o assunto não me posso pronunciar.
Quanto à "inevitabilidade do que se seguiu por parte do PS" como diz o António, fui completamente apanhada de surpresa, como (quase) toda a gente. Tive o cuidado de me informar junto dos organizadores e fiquei a saber que Francisco Assis estava a par da ausência de Rui Rio e do facto de que iria fazer-se representar (neste particular gostaria de acrescentar que discordo da escolha pois só acho que seria aceitável uma representação por alguém que integrasse a lista do candidato.)
Não sei o que lhe diga mais. Como viu pelo meu comentário no Sede reagi a quente (não andei no colégio alemão ;-) e tenho umas costelas bem latinas) e talvez até um pouco deselegantemente… mas o que está escrito, está escrito e correspondeu à minha profunda desilusão. O que interessava era mesmo debater os temas do ambiente e esclarecer as pessoas, ouvir as contribuições que especialistas sobre o ambiente presentes poderiam trazer nas suas apreciações criticas… isso aconteceu, mas infelizmente, apenas parcialmente.
Obrigada pelo seu comentário
Manuela

AM disse...

Cara Manuela

Eu também não andei no Colegio Alemão* e, talvez por isso (?) também uso (re)agir a quente.
Após ter lido as condições para o debate e colocação de perguntas e depois de ter ouvido a introdução do tal cavalheiro perdi toda a vontade de assistir à sessão.
A saída dos candidatos do PND/PPM e, depois, do PS foram assim um excelente pretexto para também sair.
De qualquer forma sem a presença da candidatura do PS e com o PSD/PP representado(?) de forma não vinculativa (ninguém um dia vai acusar R.Rio de fazer o contrário do que o Eng. Diogo Alpendurada disse no debate em tantos do tal...) o debate deixava (a meu ver) de ter qualquer utilidade.
Torno a dizer, em minha opinião, esteve mal a organização e a candidatura de Rui Rio, esteve menos bem a candidatura de Assis.

Obrigado por podermos discutir e discordar :-)
António

*Apesar de alguns exemplos menos positivos, tenho o propósito de inscrever a minha menina no Colègio Alemão.
Estou convencido que esses tais exemplos menos positivos ainda seriam piores se tivessem tido outra educação :-D

Anónimo disse...

São as dificuldades de querer adaptar um debate de tipo académico, a um grupo de convidados que preferem os debates de tipo político, a quente e com forte apelo emocional.
Pessoalmente achei o debate interessante e bem conduzido, porque abordaram-se questões concretas e não se ficou pelas generalidades e frases feitas em que a maior parte destes debates acaba por caír. Deve ter sido a ausência de Rui Rio e de Francisco Assis que permitiu elevar a qualidade do debate.

José Manuel

AM disse...

Provavelmente terá razão caro José Manuel.
Mas assim o que será pena é não ter sido esse o formato assumido, negociado e aceite, por todas as candidaturas.
Repito o que antes afirmei:
"Quanto ao aspecto de ser ou não legítimo o facto de os candidatos se fazerem representar por técnicos em debates “temáticos” a minha opinião é a seguinte:
Se a discussão que se pretende é sobre orientações políticas devem, necessariamente estar apenas os candidatos.
Se a discussão que se pretende é sobre soluções técnicas devem estar os especialistas de cada uma das candidaturas.
Aceitar este tipo de misturas e confusões é que não."
Penso que se perdeu uma boa ocasião pra um debate útil e consequente.
(independentemente de quem será mais responsável por esse facto) :-)

Anónimo disse...

Quem vai a votos é o Assis - não são as 10 organizações que promoveram o debat--e estas atitutes (sejam elas estratégias da sua campanha, ou resultado da má organização do seu staff) são lamentáveis. Como diz alguém "o ambiente" não merecia isto.

manueladlramos disse...

Ler "A propósito de eleições autárquicas e ambiente: esclarecimento" no blogue da
Campo Aberto